quarta-feira, 24 de junho de 2026

Tradições Católicas


 Há muito tempo o cristão católico, entre suas atividades religiosas, pratica o ato de fazer suas orações, seja sozinho, em família ou em grupo, em frente à imagens pequenas colocadas dentro de uma pequena casinha, como se fosse uma miniatura de uma igreja menor, chamada de capela. Por isso o nome "capelinha".

O costume é bem antigo e tem relação direta com o divino e o sagrado. A prática consiste em receber a visita da imagem daquele ou daquela que ela representa como sinal de acolhimento na certeza, confirmada pela fé e pela palavra de Deus, de que estamos abrindo nossos lares e corações e convidando o céu para entrar em casa e a luz de Jesus para brilhar em nossas vidas.

É motivo de grande alegria e especial, tal a importância que sempre se deu a isso que o católico se orgulha de levá-la em procissão para a próxima família; segue sem escondê-la, estufa o peito e não se envergonha perante as pessoas da sua fé.

Capelinha não é enfeite, não se entrega quando der tempo nem de qualquer jeito, nem a leva em uma sacola, não se larga na sala e pronto; capelinha não anda no banco do carro como passageira, ela representa uma pessoa sagrada, que nos antecede no céu e intercede por nós. Se uma visita querida é muito bem-vinda e preparamos a casa para recebê-la, fazemos um belo almoço e somos hospitaleiros e procuramos agradá-la para que se sinta bem e queria voltar, por que não demonstrar respeito e fazer o mesmo por um objeto religioso que é um canal entre os homens e Deus?

Encerro o artigo porque, infelizmente, é preciso "refrescar" a memória das pessoas que pensam que podem "modernizar" conceitos e atitudes daquilo que tem ligação com Deus e tudo bem. Afinal, dizem elas: "que mal tem?" -- Jesus irá explicar no dia do juízo particular que mal tem, relembrando a cada um suas palavras: "eu vos avisei sobre tudo" - Marcos 13,23.

Fonte: Jefferson Roger

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