"Ensína-nos" a rezar" - e Jesus ensinou a oração do pai nosso, oração belíssima que nos coloca no devido lugar em relação a Deus. Os pedidos que o Cristo nos ensina a fazer são bastante afastados dos pedidos em razão própria que a tentação diária nos impulsiona a fazer. E por falarmos em tentação, sei que todos já perceberam, a oração não nos exorta a pedirmos a Deus que não haja tentações.
Essa, então, é uma realidade colocada para o ser humano: existirão tentações, elas irão rondar nossas vidas por toda a caminhada humana rumo ao paraíso. Padre Pio já dizia que "quanto mais perto de Deus a alma está, maior é a tentação." Vemos por este prisma que Deus faz uso disso para nos ensinar algumas coisas e o recado é bem direto: sempre existirão tentações e se olharmos para o que Padre Pio falou fica muito claro que não temos para onde correr.
Ora, durante o jejum o diabo não tentou Jesus três vezes? Se ele foi tentado não pense o homem que escapará deste infortúnio.
Fica a dúvida, por que Deus permite as tentações? Nos parecem provações, desafios diários; fazendo uma analogia pensemos nos atletas, que para vencerem desafios buscam superações através de muita dedicação e preparo. Muito treinamento está envolvido no processo até que se atinja a meta desejada. Assim deve ser nosso comportamento frente as tentações. A oração é um convívio mais próximo com Deus que busca estreitar laços e nos moldar a um comportamento que coloque nossa alma, coração e mente, blindados contra as investidas maléficas de toda a natureza.
Fonte: Jefferson Roger

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