quarta-feira, 24 de junho de 2026

A tua palavra


Qual o significado da palavra de uma pessoa hoje em dia? Ela ainda tem algum valor? Ainda é vinculativa?

Antigamente, antes da sociedade litigiosa em que vivemos, a palavra de uma pessoa era sua garantia. Se alguém dissesse: "Eu farei isso!" ou "Dou minha palavra!", era um contrato tão vinculativo quanto qualquer contrato moderno de 753 páginas; talvez até mais.

Honra, lealdade, promessas e votos tinham grande significado e imenso valor em outra época. Isso é quase difícil de acreditar, pois estamos cercados por uma cultura que mente, engana, ludibria e desonra tudo e todos.

No entanto, quando fazemos uma promessa, ainda somos obrigados a cumpri-la; quando damos a nossa palavra, ainda somos obrigados a fazer o que dissemos, pois, afinal, de que serventia temos para Deus "se não formos fiéis nem no pouco?" Da mesma maneira, quando recebemos uma graça de Deus, ainda somos obrigados a agradecê-lo por isso! 

Como exemplo,  pouco depois da morte de Santo Antônio, ocorreu em Pádua o seguinte episódio:

Um menino chamado Henrique, que morava em Pádua, sofria de um inchaço doloroso no pescoço. Sua mãe prometeu levar uma bela vela ao túmulo de Santo Antônio se a criança fosse curada. Mal ela fez a promessa, o menino foi curado imediatamente.

No entanto, a mãe não cumpriu sua promessa, e o pescoço de seu filhinho começou a inchar novamente, causando muita dor e sofrimento.

Dessa vez, a senhora reconheceu seu erro, arrependeu-se e levou a bela vela ao santo, como havia prometido. O menino recuperou a saúde instantaneamente.

Um bom lembrete de que Deus e os santos nos levam a sério, mesmo quando nos esquecemos de cumprir nossa parte. Esta história oferece uma oportunidade maravilhosa para examinarmos nossas próprias vidas e nos perguntarmos se há algo que deixamos de fazer ou esquecemos de fazer, algo que havíamos prometido fazer, principalmente para com Deus.

Fonte: Jefferson Roger

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