segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Viver sem Deus e religião


O mundo investe cada vez mais em seus atrativos. Com uma avalanche de coisas para se fazer e viver na atualidade não é de se admirar que cada vez mais muitas pessoas estão se enfileirando atrás de tudo que a catequese do príncipe do mundo apregoa por todos os cantos do planeta. Quando alguém, que transformou sua cruz, dada por Jesus para se alcançar a salvação, em fardo muito pesado é quase que questão de tempo para ou se converterem e fazerem realmente uma experiência de Deus ou então sucumbirem e abraçarem as soluções do mundo. Como um anestésico satanás apresenta justamente o que você quer, do jeitinho que você quer, quando e como quer e esse anestésico embota a mente fazendo com que a maluquice que é pecar gravemente ofendendo a Deus se torne algo nebuloso, facilmente substituído por uma nova verdade que liberta e faz prosperar. Valha-me Jesus misericordioso!

Entre tantos exemplos do que estamos a falar, facilmente qualquer católico comprometido com sua salvação e a do próximo poderia falar de algumas situações e fatos que comprovam o que estamos aqui a refletir. O mundo está cheio de exemplos e não se cansa de apresentar o seu leque de pecados e ofensas contra Deus em pratos saborosos. É claro, satanás sabe que não convém uma abordagem frontal com tiros a queima roupa. Como sabemos da história cristã e vida dos santos, esse comportamento ele pratica quando Deus permite uma ação extraordinária dele junto aos Seus santos e santas, os eleitos, herdeiros das promessas que pela fé e paciência conquistaram a difícil entrada no reino dos céus, conforme nos ensina Jesus e nos recorda São Paulo na carta aos Hebreus.

Pois bem, trago aqui minha contribuição concreta de mais uma evidência desse tipo de investida do inimigo. Nos EUA existe uma organização criada a pouco mais de 3 anos que prega que é possível viver feliz sem religião. Me dei o trabalho de acessar o site deles, ler tudo que tinha lá e, graças a Deus, o meu teor católico me mantém vacinado contra essas baboseiras mundanas e pagãs que infelizmente para muitos é o achado de suas vidas.

O site oferece algumas explicações, e olha que eles se esforçam, para responder com bastante argumentos e jogos de palavras, que é possível sim viver feliz aqui na terra sem Deus. Porém uma coisa que percebi nesta instituição, que tem espaço no site para doações é claro não é mesmo, é que ela faz de tudo para recrutar as pessoas oferecendo uma doutrina de pensamentos e ideias que promovem o bem-estar intelectual das pessoas desapegando-as do seu convívio com Deus e a religião. Colocando suas propagandas inclusive em estações de metrô.

Esta instituição ainda procura comprovar seus argumentos apresentando gráficos onde se mostra a porcentagem das pessoas que não estão ligadas a Deus e a religião. Traduzindo, eles querem dizer que, se você não quer saber de Deus, não se preocupe, você pode ser feliz sem Ele. Olha caros leitores quando li todas as asneiras que escreveram, inclusive os testemunhos onde as pessoas explicam onde encontraram a felicidade pude perceber até um ar de histeria coletiva e tanto é verdade que eles até possuem comunidades setorizadas pelo país. É como se fosse um clube do bolinha ou clube da luluzinha, ou um clube maçom, no fim da tudo na mesma. A seguir coloco uma tradução de um dos testemunhos que o site apresenta, vamos a ele.


"Eu encontrei a minha felicidade vendo meus filhos e netos crescerem e se tornarem belas pessoas que contribuem para o mundo de uma forma positiva, em levantar-se de manhã olhando para a beleza das árvores e do céu e pensando sobre as maravilhas da natureza, nas descobertas científicas que tornam a vida melhor para todos nós, no progesso da justiça social que torna os nossos documentos mais que 'notas promissórias, "em bons amigos e comunidade, na boa saúde e atividade, e em aprender coisas novas todos os dias. Eu encontro o meu propósito e significado na vida, tentando na minha pequena maneira ajudar a fazer com que essas coisas aconteçam ". (Reba Boyd Wooden)

Ai iai o que podemos concluir disso tudo? Quanta cegueira ou faz de conta hein! Bom, vamos começar relembrando que se Deus é por nós quem será contra nós. Já dizia Santo Agostinho que satanás é como um cão raivoso que está amarrado, não nos aproximemos dele pois seremos mordidos. Outro sacerdote chamado Padre Duarte Sousa Lara, muito católico nos afirma que é preciso não termos romance com o pecado. Quem rege nossa vida é Deus, pronto e acabou. Esta coisa de ficarmos procurando alternativas e gastando nosso tempo com coisas que não irão nos edificar e santificar é pura perda de tempo. E as vezes isso se agrava tanto que acaba se tornando pura perda de tempo nossa e de pessoas que envolvemos nesse lamaçal do pecado.

Concluo com os dizeres do primeiro mandamento da lei de Deus: “Amar a Deus sobre todas as coisas, com todo o teu coração, alma e entendimento”. Não existe plano B, não existe outra forma de felicidade diferente daquela que Nossa Senhora prometeu a Santa Bernadete quando disse: “Não te prometo a felicidade aqui neste mundo mas sim no céu. Esta felicidade não é a mesma que o mundo prega. Mais uma vez, estamos diante de uma escolha. Vamos escolher recebermos nossa recompensa já aqui na terra, entregando Deus as nossas paixões como nos ensina São Paulo na carta aos Romanos, ou vamos, como servos inúteis, criaturas de Deus, crermos, adorarmos, esperarmos e amarvos sobre todas as coisas e como seus filhos, herdeiros por direito através do batismo recebermos a gloria eterna? A escolha parece fácil e é por isso que os santos dizem que quem peca, escolhendo seu salário, que é a morte, é um louco. Peçamos pois a Jesus Misericordioso e sua Mãe, a Virgem Santíssima, Nossa Senhora, que seus Corações Santíssimos pela ação do Espírito Santo de Deus nos livrem de todas as coisas que passam e nos afastam de nossa salvação, não nos deixando cair em tentação e livrando-nos do mal, amém.


fonte: Jefferson Roger
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Não zombe de Deus


Gálatas 6,7-9

7 Não vos enganeis: de Deus não se zomba. O que o homem semeia, isso mesmo colherá.
8 Quem semeia na carne, da carne colherá a corrupção; quem semeia no Espírito, do Espírito colherá a vida eterna.
9 Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos.

Olá caros leitores, em rumo a nossa caminhada em direção a pátria celeste, nossa eterna casa, iremos hoje refletir sobre uma das coisas que está muito comum hoje em dia no mundo: zombar de Deus. Antes de trazermos para o contexto religioso e espiritual de nossas vidas, coisa que todo católico realmente temente a Deus deve sempre fazer, vamos colocar aqui a definição acadêmica da palavra zombar:

Debochar; procurar tornar ridículo por meio de gestos, atitudes ou palavras irônicas. Desdenhar; tratar alguém com desdém ou desprezo. Não levar em consideração; ser indiferente a. Caçoar; dizer alguma coisa de maneira engraçada. Caçoar por brincadeira ou para provocar.

Muito bem, a explicação acima já nos dá uma boa ideia a respeito do assunto. Podemos englobar toda a explicação numa atitude única, o desrespeito. E como o grau de ofensa é medido pela dignidade do ofendido percebemos facilmente que zombar de uma pessoa que não gostamos porque ela nos fez algo que desaprovamos tem uma consequência. Agora zombar de Deus porque Ele nos fez algo que desaprovamos ou nem foi a nós que fez, a consequência é infinitamente maior. Como dizem por aí, “vai brincando vai que você vai ver no que vai dar”.

Percebemos ainda que, como dito linhas atrás, o mundo afronta o seu criador, numa atitude de revolta, rebeldia e desobediência, cuspindo no prato que come. Faz pouco caso dos desígnios e das leis divinas como se qualquer lei humana ou qualquer conceito terrestre não estivesse abaixo de tudo que vem dos céus. Ahh mas de novo isso! Chega a incomodar a forma como as pessoas que preferem a catequese do mundo se comportam e militam por suas causas. Pobres escravos de satanás. É como a parábola de Lázaro e do homem rico. Já escolheram sua recompensa.

As atitudes da zombaria para com Deus, necessariamente implicam uma necessidade de rompimento. Sim, se você quer fazer piadinha e caçoar das coisas celestes, você precisa expurga-las de sua vida pois não vemos outra forma de fazer isso como cristãos e ainda vivermos na indiferença religiosa. Se dói demais quando somos ofendidos por quem gostamos ou quando ofendem alguém que gostamos, o que dizer de como Deus fica quando o ofendemos ou ofendemos alguém de quem Ele gosta? Vale aqui um parêntese. Quantas e quantas seitas religiosas ofendem Nossa Senhora, a escolhida pelo criador para ser o caminho pelo qual Jesus quis vir até nós. Ai desses, pois a Virgem Santíssima foi plena da graça. Isso é bíblico. Quantos a desprezam, a ofendem, a maldizem, a diminuem e muito mais. Puxa vida e fica tudo como está? Claro que não. Tudo que fizeres a alguém é a mim que o fareis, diz Jesus. O dia do juízo aguarda cada um. Os novíssimos são uma realidade para todos, como nos ensina no livro do Eclesiástico.

É preciso levarmos a sério nossa condição de criaturas. Levar a sério o plano do criador. Colocarmos em nossas cabeças que para chegarmos ao céu existe um caminho que é difícil de se trilhar. Por isso que Jesus disse que sem Ele nada podemos fazer. Ou abraçamos a fé de Cristo e seguimos o exemplo da primeira cristã, Maria, que meditava sobre tudo em seu coração, ou abraçamos os prazeres do mundo, os prazeres da carne e seguimos o exemplo rebelde e desobediente de satanás, que em sua soberba queria ser como um deus. Como nos diz o trecho que hoje meditamos, não relaxemos. Para não relaxarmos só existe um remédio: vigilância, afinal o diabo nos ronda como um leão pronto a dar o bote nos recorda São Pedro.

Como dizia Santa Faustina Kowalska, “prefiro morrer mil vezes a ter que te ofender ó Jesus”. E a mesma santa, aflita com todas as ofensas que os pecadores faziam a Jesus um dia lhe perguntou: “Ó meu Senhor, não irás fazer nada, como suporta tantas ofensas?” Ao passo que Jesus lhe respondeu: “Calma minha filha, agora é o tempo da graça, o tempo da misericórdia. Eu terei a eternidade inteira para puni-los”. Fiquemos com estas verdades em nosso coração, e como Nossa Senhora, meditando sobre tudo dentro dele.


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

A alegria de "dar"


Atos 20,35 - Em tudo vos tenho mostrado que assim, trabalhando, convém acudir os fracos e lembrar-se das palavras do Senhor Jesus, porquanto ele mesmo disse: É maior felicidade dar que receber!

Ótimo ensinamento bíblico não é mesmo caros leitores! Quem já passou por esta experiência pode sem dúvida alguma comprovar essa veracidade. E falamos aqui por hora, de um dos lados da moeda. O lado do “dar”. Pois o lado do receber nos apresenta algumas vezes um vínculo perigoso com muitos sentimentos e sensações que podem nos fazer enveredar por caminhos não católicos e que desagradam e ofendem nosso criador.

O “receber” está ligado algumas vezes com o egoísmo pois gostamos de receber atenção, gostamos de receber presentes, gostamos de receber o prazer e quando recebemos estas coisas, com intenção de preencher um vazio em nosso coração e alma que não pode ser preenchido por essas realidades, uma vez que nossa alma só tem sede de Deus, erramos o alvo na busca de nossa felicidade pois procuramos a felicidade numa realidade diferente, a realidade do corpo, onde habitam os prazeres. São, portanto, duas realidades diferentes. A felicidade é uma realidade do espírito e o prazer uma realidade do corpo. Errando o alvo assim nessa busca da felicidade através do prazer somos conduzidos ao pecado.

Por isso é sempre importante combater o bom combate com diz São Paulo e não nos afastarmos de Deus por falta de conhecimento, como nos ensina o profeta Oséias. Desta forma saberemos sempre lidar com as diferenças que circulam dentro de nossos corpos, mentes e corações. E com isso conseguiremos sempre bem receber as coisas que não passam, abraça-las e conseguiremos filtrar o que as coisas do mundo nos oferecem utilizando-as para nos servir e não em prol do nosso detrimento espiritual pois, afinal, no fim das coisas, como diz a Beata Madre Teresa de Calcutá, tudo é entre nós e Deus. Tudo está ligado com a nossa salvação eterna.

Foi pensando assim, podemos afirmar com certeza, que Jesus nos ensinou através de seu exemplo e posterior confirmação de seus apóstolos que sempre irá brotar em nós um sentimento maior ao fazermos o bem do que recebermos o bem. As sagradas escrituras estão repletas desse ensinamento e de exemplos. Porém aqui quero colocar muito brevemente alguns dizeres que contam algumas experiências minhas.

Certa vez, estando eu de carro e ao parar num estacionamento perto de um centro comercial, mas em um lugar não muito movimentado, após sair do carro um pedinte veio me abordar. A pessoa estava mal trajada, um pouco suja e era uma pessoa negra. Ele veio em minha direção rapidamente pois temia que eu me afastasse rapidamente em outra direção, ignorando e evitando ele. Eu esperei ele se aproximar ao passo que o rapaz me disse: “Moço, você me arruma um trocado para eu poder comprar alguma coisa para comer?” Não pensei duas vezes, por providência divina, eu que não ando com dinheiro na carteira pois tenho o hábito de usar o cartão bancário, naquele dia tinha uma quantia em dinheiro. Não lembro os valores mas lembro que não se tratava de trocados, era uma boa quantia. Como disse, não pensei duas vezes, abri a carteira e não escolhi nota nenhuma, peguei tudo que tinha e dei para o rapaz. Surpresa minha o jovem, pegou o dinheiro da minha mão, agradeceu e começou a chorar quase que incontrolavelmente. Eu o cumprimentei, desejei-lhe algumas coisas boas e me despedi. Instantaneamente compreendi o que se passava com ele. Certamente a discriminação era uma de suas realidades e a minha acolhida foi um bálsamo para ele. Então quem começou a chorar fui eu. E esta lembrança enquanto escrevo este artigo mais uma vez, me emociona.

Outra vez, em plena sexta-feira, dia costumeiro para mim para a prática do jejum há muito tempo, estava eu retornando da missa do meio dia, horário muito propício em virtude do intervalo do almoço e da proximidade do meu serviço com algumas igrejas aqui na capital do Paraná. Quando uma senhora segurando pela mão uma criança pequena, me abordou e fez um pedido. Queria algum dinheiro par dar de comer para a filha. Eram de fora da cidade e estavam em tratamento em um hospital. De novo, não pensei duas vezes, não pensei se iria me atrasar para o trabalho. Perguntei se ela aceitaria que eu a levasse num restaurante para ela almoçar com a filha. Ela aceitou. Deixei que se servissem, peguei o ticket, paguei pelas refeições e avisei o dono do restaurante quem eram as pessoas que estavam comendo para que não tivessem problema na hora de irem embora. Mais uma vez, recebi o obrigado que veio do fundo do coração e naquele dia eu comecei a pisar nas nuvens, mais uma vez.

Para concluir conto apenas outro pequeno caso. Outro dia de semana ao me dirigir pelas ruas da cidade indo para o escritório de recursos humanos do meu serviço, que fica perto da rodoferroviária aqui de Curitiba, passei por uma senhora que estava a pedir dinheiro na rua. Ela estava parada e não vendia nada, apenas pedia aos que passavam por perto dela. Era uma senhora simples e não parecia ser mendiga. Eu me deparei com a cena enquanto eu ia ao meu destino. Quando eu estava a retornar a mesma senhora ainda estava lá. Como era um calçadão e havia muito movimento, não houve tempo para ela me abordar, pois o fez com outras pessoas. Só que quando passei por ela e já ia me distanciando, algo em mim me fez parar. Voltei e fui conversar com ela. Ela me contou quem era, que não era da cidade, que tinha vindo do interior fazer um tratamento de saúde que acabou por demorar mais que o previsto esgotando seus recursos financeiros. A mulher começou a querer comprovar toda a sua história para mim, mostrar seus documentos, exames e tudo o mais. Com certeza ela pensou que eu podia achar que era um golpe. Mas dentro de mim a certeza divina, mais uma vez providencial me garantia os fatos. Ela queria dinheiro para comprar uma passagem para voltar a sua terra natal. Fui com ela até a rodoviária, no balcão da empresa que atendia para a sua região, ela comprou a passagem para o próximo horário, eu acertei tudo direitinho e esta senhora me agradeceu, me abraçou e se emocionou tanto pois não acreditava no que tinha acontecido. Eu agradeci a ela também, me despedi, pois, estava quase na hora do embarque e segui minha vida. Muito mais feliz do que ela, muito mais feliz mesmo e quem já passou por isso pode afirmar o que nos ensinam os céus:

Existe mais alegria em dar do que em receber. Os céus se alegram com a caridade pelo irmão na gratuidade. Jesus nos ensinou para fazermos o bem sem esperarmos nada em troca. Como é bom crer nisso, praticar e colher os frutos já aqui na terra de que, como disse nosso salvador:

“Nem um copo de água que for dado ficará sem recompensa”. Façamos tudo ao próximo por amor a Deus.


fonte: Jefferson Roger
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Igrejas Católicas de Rito Oriental


É UM TRISTE FATO que a maioria dos católicos jamais tenha ouvido falar dos católicos de Rito Oriental e, comumente, acabam confundindo a Igreja Latina, com suas tradições e disciplinas próprias, com a própria Igreja Católica.

O cristianismo, no decorrer de sua história, apesar de procurar manter um núcleo de fé essencial, foi vivido e expressado de diferentes maneiras, dando origem assim a tradições variadas dentro da grande Tradição apostólica. Isto nos ajuda a compreender porque desde o início da Igreja foi se estabelecendo uma maneira oriental e outra ocidental de se viver o Evangelho. Chegou um tempo em que infelizmente esta unidade na diversidade foi quebrada, e aí vieram, por vários motivos, os cismas e divisões. No catolicismo há essa confusão de se achar que ser católico é ser latino. Muitos não conseguem entender que é possível ser plenamente católico e não ser latino.

Assim, para muitos católicos de rito latino, cujos números mais recentes indicam corresponderem à esmagadora maioria (em quase 1 bilhão de católicos, apenas pouco mais de 10 milhões pertencem aos ritos orientais), há um verdadeiro desconhecimento da tradição oriental da Igreja.

Contudo, a Igreja Católica vem estimulando o conhecimento e a valorização da tradição oriental, mostrando que o Corpo de Cristo na realidade possui dois pulmões e que deve procurar respirar com os dois, como gostava de afirmar o Papa São João Paulo II.

Um católico de rito oriental, desta maneira, é plenamente católico, assim como o católico de rito latino, sendo o ponto de unidade, além do Cristo e seu Evangelho, a figura do Sumo Pontífice enquanto sucessor de Pedro. A diferença é que as Igrejas Orientais Católicas (que estão em plena comunhão com Roma), têm suas tradições e cânones próprios, os quais foram promulgados pelo Papa João Paulo II em outubro de 1990. Assim, na tradição oriental, por exemplo, o pão usado na divina Liturgia é o pão com fermento, a Comunhão sempre vai ser com as duas espécies; o homem casado pode ser ordenado sacerdote; as crianças ao serem batizadas também são crismadas; a Liturgia e a própria Teologia também têm suas peculiaridades.

No Vaticano existe a Sagrada Congregação para as Igrejas Orientais, cuja finalidade é acompanhar a realidade do cristianismo oriental em comunhão com Roma. Ainda assim, muitos entendem que o pluralismo dentro da Igreja pode gerar confusão e até levar ao relativismo religioso, o que não é verdade. Na realidade, este medo é fruto de uma falsa compreensão do cristianismo e de uma confusão conceitual na qual não se percebe que há uma grande diferença entre unidade e uniformidade.

Os católicos orientais também são chamados pelos irmãos ortodoxos, com sentido pejorativo, de uniatas, pois se uniram a Roma como se tivessem traído suas origens orientais. A situação do católico oriental, como vemos, é difícil, pois nós, católicos latinos, não os vemos como católicos, e seus irmãos orientais acham que eles se latinizaram e deixaram de ser orientais. Esta situação mostra, talvez, o desafio maior do católico oriental: mostrar que ser católico não significa necessariamente ser latino e que ser oriental e ortodoxo na disciplina não significa romper com o Bispo de Roma.

Quais são as igrejas católicas orientais



Igreja Copta Católica; Igreja Etíope Católica; Igreja Maronita; Igreja Síria Católica; Igreja Siro-Malancar Católica; Igreja Greco-Melquita Católica; Igreja Grega Católica; Igreja Ítalo-Albanesa Católica; Igreja Ucrâniana Católica; Igreja Búlgara Católica; Igreja Eslovaca Católica; Igreja Húngara Católica; Igreja Iugoslava Católica; Igreja Romena Católica; Igreja Rutena Católica; Igreja (Comunidade) Bielo-russa Católica; Igreja (Comunidade) Russa Católica; Igreja (Comunidade) Albanesa Católica; Igreja Armênia Católica; Igreja Caldeana Católica; Igreja Siríaca Malabar Católica.


E quanto aos diversos títulos, estes estão relacionados à localização geográfica, mas nesses casos específicos eles são necessários, também e principalmente, devido às diferenças expostas, – algumas relevantes, – entre os ritos e nos usos e costumes latinos e orientais.

Por isso se acresce ao título "católica" o termo que serve para designar não só localização como também todo um conjunto de tradições (com 't' minúsculo) que lhes confere certas particularidades, ainda que permaneçam nossos irmãos católicos, membros do mesmo Corpo de Cristo que é a Igreja.

Esclarecendo um pouco mais: somos católicos de rito latino, e existem católicos de rito oriental. É isto. Assim, não estamos falando de semelhanças e "similaridades", como se diz: não são igrejas distintas que têm pontos em comum, mas sim a mesma Igreja que abriga comunidades, por assim dizer, de ritos diversos.

No rito maronita, por exemplo, na santa Missa as palavras da Consagração são ditas em Siro-aramaico. São diferenças, como explicado, de tradições, isto é, nos usos e costumes litúrgicos, nas fórmulas de oração e em certos detalhes, que a Igreja admite. Podemos dizer que esta é a autêntica inculturação que a Igreja aceita e até estimula para o bem das almas.

Mas isso, no entanto, absolutamente nada tem a ver com "a pluralidade" das igrejas protestantes. Ora, todos os membros da Igreja Católica, sejam aqueles que integram comunidades do rito latino ou oriental, creem exatamente nas mesmas coisas, observam o mesmo Catecismo, obedecem ao mesmo Sumo Pontífice, têm e professam exatamente a mesmíssima Doutrina.

Já entre as comunidades protestantes / "evangélicas" encontramos uma tremenda babel de doutrinas, divergentes entre si até nos seus princípios mais essenciais.

Algumas destas "igrejas" pregam, por exemplo, a dita “teologia” da prosperidade, enquanto outras a consideram uma heresia demoníaca; umas aceitam o divórcio, outras não, em nenhuma hipótese; umas aceitam e praticam o batismo infantil, outras não; algumas guardam o sábado, outras guardam o domingo, e outras não guardam dia nenhum; existem igrejas que praticam a chamada “santa ceia”, e outras que simplesmente não praticam; umas não aceitam mulheres como “pastoras”, enquanto que outras não só as aceitam como as elegem “bispas”; umas pregam que o Batismo é condição necessária para a salvação, outras dizem que não é, etc, etc, etc...

Fica realmente muito claro, então, que no caso das denominações protestantes não são diferenças de costumes secundários, mas questões fundamentais, – que incorrem na própria salvação ou perdição das almas, – que as dividem.

Segundo dados oficiais, existem dezenas de milhares(!) de seitas ditas "igrejas evangélicas” diferentes no mundo, sendo que cada uma delas prega algo diferente, algumas chegando a extremos como aceitar e praticar o "casamento gay" e promover o aborto (caso da seita do empresário Edir Macedo).

Assim, por todo o exposto e muito mais, não existe a menor possibilidade de se comparar essa diversidade na Igreja de Cristo e a confusão protestante. São realidades absolutamente diversas.

E para concluir, vamos jogar um pouco mais de luz sobre o assunto, falando um pouco da questão do celibato dos sacerdotes. O que diz a Santa Tradição da Igreja de Jesus Cristo, através do seu Catecismo (CIC) a este delicado assunto?

Igrejas orientais e celibato:

“Nas Igrejas orientais, está em vigor, há séculos, uma disciplina diferente: enquanto os Bispos só são escolhidos entre os celibatários, homens casados podem ser ordenados diáconos e padres. Esta praxe é considerada legítima há muito tempo; esses padres exercem um ministério muito útil no seio de suas comunidades. O celibato dos presbíteros, por outro lado, é muito honrado nas Igrejas orientais, e são numerosos os que o escolhem livremente, por causa do Reino de Deus. No Oriente como no Ocidente, aquele que recebeu o sacramento da Ordem não pode mais casar-se”. (§1580)

Igreja latina e celibato presbiteral:

“Todos os ministros ordenados da Igreja latina, com exceção dos diáconos permanentes, normalmente são escolhidos entre os homens fiéis que vivem como celibatários e querem guardar o celibato "por causa do Reino dos Céus" (Mt 19,12). Chamados a consagrar-se com indiviso coração ao Senhor e a "cuidar das coisas do Senhor", entregam-se inteiramente a Deus e aos homens. O celibato é um sinal desta nova vida a serviço da qual o ministro da Igreja é consagrado; aceito com coração alegre, ele anuncia de modo radiante o Reino de Deus”. (§1579)

“Na Igreja latina, o sacramento da Ordem para o presbiterado normalmente é conferido apenas a candidatos que estão prontos a abraçar livremente o celibato e manifestam publicamente sua vontade de guardá-lo por amor do Reino de Deus e do serviço aos homens”.( §1599)


fonte: ofielcatolico
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Família é para todos os momentos


Olá caros leitores vamos neste artigo refletir um pouco sobre alguns distúrbios relacionados com o culto a imagem do ser humano, movido pela intensa cobrança que a sociedade insiste em impor ao longo de toda a sua história. Dizemos ao longo porque em outras épocas o que se cultuava eram as mulheres corpulentas, visível sinal de saúde e vigor para a ocasião. Também em outro momento histórico o bronzeado do corpo era mal visto pois indicava que aquela pessoa era de classe muito baixa, trabalhadora que exercia suas funções sob o sol. Pois bem falemos aqui um pouco sobre dois distúrbios bem interligados. A bulimia e a anorexia nervosa.

A bulimia é um distúrbio alimentar no qual uma pessoa oscila entre a ingestão exagerada de alimentos, com um sentimento de perda de controle sobre a alimentação, e episódios de vômitos ou abusos de laxantes para impedir o ganho de peso. Pessoas com bulimia estão sempre preocupadas com a aparência, principalmente com o peso. A causa exata da bulimia ainda é desconhecida. Trata-se de um transtorno de alimentação e, por isso, muitos fatores podem estar envolvidos nos motivos que levam à sua ocorrência. A influência exercida pela mídia sobre o comportamento e o padrão de beleza das pessoas também pode estar entre as possíveis causas da bulimia. O culto ao corpo magro e o desprezo às pessoas acima do peso pregado pela indústria da beleza e da moda, aparentemente, levam milhões de pessoas em todo o mundo a apresentar quadros de bulimia. Dessa forma, a bulimia é um distúrbio de imagem, no qual o paciente não consegue aceitar seu corpo da forma como ele é, ou tem a impressão de que está acima do peso em níveis acima da realidade. Isso pode levar a um quadro de ansiedade, que faz a pessoa buscar maneiras bruscas de perder peso rapidamente, ao mesmo tempo em que busca conforto na comida.

A anorexia nervosa é um transtorno alimentar no qual a busca implacável por magreza leva a pessoa a recorrer a estratégias para perda de peso, ocasionando importante emagrecimento. As pessoas anoréxicas apresentam um medo intenso de engordar mesmo estando extremamente magras. Em 90% dos casos, acomete mulheres adolescentes e adultas jovens, na faixa de 12 a 20 anos. É uma doença com riscos clínicos, podendo levar à morte por desnutrição. Não existe uma causa única para explicar o desenvolvimento da anorexia nervosa. Essa síndrome é considerada multideterminada por uma mescla de fatores biológicos, psicológicos, familiares e culturais. Alguns estudos chamam atenção que a extrema valorização da magreza e o preconceito com a gordura nas sociedades ocidentais estaria fortemente associada à ocorrência desses quadros.

Tendo esclarecido um pouco sobre esses distúrbios vamos conhecer um caso concreto:

A jovem Gemma Walker, 22 anos, de Gold Coast, Austrália, passou anos sofrendo de dois transtornos alimentares terríveis: a anorexia nervosa e bulimia. Quando chegou aos 25 kg, os médicos alertaram a jovem de que ela teria apenas 48 horas de vida, caso não se tratasse.

De acordo com informações do site Daily Mail, Gemma foi diagnosticada com os dois transtornos aos 14 anos. Durante os sete anos, ela foi internada por três vezes. Os médicos a alertaram que ela poderia morrer se não passasse por um tratamento. Agora, ela divulgou fotos de sua recuperação milagrosa, seis meses depois de iniciar a luta contra as doenças. Além disso, publicou imagens de seu corpo quando estava com baixo peso.

— É difícil olhar para trás e me ver. Não só pelas imagens, mas em rever os meus sentimentos. Quando vejo cada foto, relembro o que eu sentia naquele momento. Estava preparada para a morte e minha família também.

O pai dela, Steve, revelou à publicação que rever as fotos de sua filha magra traz angústia e dor.

— Esses anos foram os mais difíceis e terríveis das nossas vidas. Nós verificávamos todos os dias se ela estava respirando e se seu coração estava batendo. Com tanto sofrimento, ela tomou a iniciativa de tentar se recuperar. A jovem chegou a ingerir 6.500 calorias em 20 minutos. E, por isso, teve até alucinações.

— Minha recuperação foi traumática. Pois, meu ganho de peso foi muita rápida. Em menos de sete meses, ganhei 40 kg. Como eu engordei, tinha aparência saudável, mas estava em um momento mental ruim.

Gemma afirma que hoje se sente melhor e atribuiu a sua recuperação ao apoio de sua família.


“— Eles passaram por tudo isso sempre ao meu lado.”

O que fica de lição e reflexão para nós católicos é a última frase enunciada pela jovem em sua entrevista. A família esteve sempre ao seu lado. Ou seja, são nos momentos de reais necessidades que conhecemos quem realmente nos ama e se importa conosco. São as pessoas que aceitam essa aliança de sangue chamada família.




fonte: r7, abc da saúde, minha vida e Jefferson Roger
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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Meninos defendem a Eucaristia


O acontecimento, que vamos narrar, passou-se na Rússia,

Nos piores tempos do comunismo que vem varrendo do seu território todas as religiões, mormente a católica.

Numa vila, perto de Petrogrado, havia um asilo de órfãos com urna capela católica.

Os vermelhos (comunistas) fecharam a casa alegando que não havia recursos para sustentá-Ia e expulsaram o capelão.

Aqueles maus soldados tiveram a sinistra ideia de converter a capela em salão de baile e, como a mesma estava fechada, resolveram arrombar a porta e profanar o que havia dentro.

Tomaram essa resolução numa cantina, onde casualmente três meninos católicos ouviram a conversa.

Compreenderam que se tratava de profanar a casa de Deus e logo tomaram a resolução de defendê-la do melhor modo que pudessem.

À noite, os três meninos e mais alguns colegas seus penetraram na igreja por urna janela e montaram guarda junto do altar.

Os soldados, tendo arrombado a porta e penetrado na capela, ordenaram que os meninos saíssem ¡mediatamente. Nenhum, porém, se moveu nem se arredou do seu lugar.

Os perversos comunistas atiraram, então, e mataram dois meninos.

Quiseram, em seguida, arrastar os outros para fora, mas os meninos preferiram morrer a deixar de “proteger com seus corpos a casa de Deus”.

Os comunistas, ainda mais furiosos, dispararam de novo e o sangue daqueles inocentes correu pelos degraus do santo altar.

A mãe de um deles, tomando nos braços o filho agonizante, perguntou-lhe:

— Meu filho, que fizeste?

— Defendemos a Jesus — respondeu — e os maus não se atreveram a tocar n’Ele.


fonte: Associação Apostolado do Sagrado Coração de Jesus
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Finjir a cura para arrecadar mais


Como bem se sabe, muitas religiões não católicas centralizam suas pregações no antigo testamento apenas pincelando alguns textos do novo testamento. E sem dúvida muito se bate na tecla do dízimo. Até aí nada demais pois até Jesus afirmou que não se deve deixar de fazê-lo. No entanto o fim não justifica os meios e de forma não cristã os fiéis recebem de forma distorcida, para não usarmos outros termos essa prática cristã, evidenciada em toda a sagrada escritura com muitos teores ludibriosos e inverdades que ferem o verdadeiro ensinamento que vem dos céus. Como um pequeno exemplo do que se esta a falar, segue abaixo a transcrição de matéria publicada em 2013 para exemplificar até onde chega a veracidade dos fatos.

Uma carta da Igreja Mundial pede a fiéis que, em testemunhos nos programas da TV da igreja e em viagens a templos, finjam que foram curados de doenças e que são ex-drogados ou ex-aleijados, de modo que assim incentivem o aumento das contribuições, o suficiente para ajudar na compra do canal 32, da MTV. A Editora Abril estaria vendendo a emissora por R$ 500 milhões.

O colunista Daniel de Castro, do Uol, informou que várias cópias da carta foram encontradas em uma sala do templo da Mundial da Avenida João Dias, na zona sul de São Paulo. Nela, há um espaço em branco para que o fiel coloque o seu nome [ver reprodução abaixo].

A carta diz que se trata de um pedido “feito diretamente pelo apóstolo Valdemiro Santiago” (foto) e que haverá uma "ajuda de custo" no caso de viagem. Acrescenta que quem não puder colaborar deve destruir o impresso, sem falar dele para ninguém.

A Mundial foi questionada pelo portal Uol, e o bispo Jorge Pinheiro, da direção da igreja, apenas respondeu que “a informação não procede”, deixando de explicar, portanto, a origem das cópias da carta encontradas no templo.

A Mundial está sob forte crise financeira em decorrência, entre outros motivos, de desvio do dízimo por parte de alguns de seus próprios pastores. Um deles seria Josevaldo, que até recentemente era o segundo na hierarquia da denominação. Ele cuidava das finanças e da administração da Mundial. Valdemiro o transferiu para bem longe, Portugal.

De acordo com um porta-voz da Igreja que falou à Istoé, o que houve é que uma “quadrilha de pastores ladrões se infiltrou na Igreja” e que Josevaldo nada tem a ver com isso. Contudo, o ex-segundo da Igreja tem se mantido calado, longe de jornalistas, apesar das insinuações publicadas na imprensa e internet que envolvem o seu nome.

No caso da carta que pede a fiéis que enganem telespectadores, com relatos de curas milagrosas, trata-se de um crime que deveria ser apurado pelo Ministério Público.

Reprodução da íntegra da carta

Tendo exemplificado a questão é importante ressaltarmos que a contribuição do dízimo também visa o sustento dos membros da igreja. O que não pode acontecer porém é visar o lucro, o dinheiro em primeiro lugar pois assim este não passaria a ser uma das formas de idolatria do mundo moderno. Haja vista tantas portas de garagem que abrem com uma placa de igreja e posteriormente fecham porque não deu certo. Já se sabe de casos de igrejas passando a maquineta de cartões de crédito e débito na hora da coleta e também, durante esses momentos, a instigação é bem estratégica porque os responsáveis falam ao povo que dê conforme o tamanho de sua fé, ou ainda, se você der 10, Deus te dará 1000, mas se você der 1000, Deus te dará ainda mais. Tudo isso é fruto de duas correntes de pensamentos. Um é o da teoria da retribuição, já presente no antigo testamento. A chamada lei do talião, olho por olho, dente por dente. A outra é a teoria da prosperidade, onde para se ser feliz é preciso ser próspero. Triste engano, pois a prosperidade pode sim, envolver a questão material, mas a vida em abundância que nos ensina Jesus se trata principalmente de abundância de bens que não passam perante aqueles que passam. Leiamos Mateus 6,25-34. Que o dinheiro seja usado para nos servir e não para nos escravizar e seduzir. No livro dos Atos dos Apóstolos, onde aprendemos sobre os primeiros passos da igreja católica, apostólica e romana, é muito gratificante lermos o texto que abaixo transcrevo sobre a verdadeira caridade ao próximo e a relação aos bens materiais e necessidades:

Atos 2,42-47

42 Perseveravam eles na doutrina dos apóstolos, na reunião em comum, na fração do pão e nas orações.
43 De todos eles se apoderou o temor, pois pelos apóstolos foram feitos também muitos prodígios e milagres em Jerusalém e o temor estava em todos os corações.
44 Todos os fiéis viviam unidos e tinham tudo em comum.
45 Vendiam as suas propriedades e os seus bens, e dividiam-nos por todos, segundo a necessidade de cada um.
46 Unidos de coração freqüentavam todos os dias o templo. Partiam o pão nas casas e tomavam a comida com alegria e singeleza de coração,
47 louvando a Deus e cativando a simpatia de todo o povo. E o Senhor cada dia lhes ajuntava outros que estavam a caminho da salvação.


fonte: Jefferson Roger e www.paulopes.com.br
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Perseverança x Desânimo


Mateus 10,33-38 - "Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai que está nos céus. Não julgueis que vim trazer a paz à terra. Vim trazer não a paz, mas a espada. Eu vim trazer a divisão entre o filho e o pai, entre a filha e a mãe, entre a nora e a sogra, e os inimigos do homem serão as pessoas de sua própria casa. Quem ama seu pai ou sua mãe mais que a mim, não é digno de mim. Quem ama seu filho mais que a mim, não é digno de mim. Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim".

Olá caros leitores, a reflexão deste artigo, com certeza já deve ter sido vivida por muitos de nós. Convenhamos, quanto mais nos aproximarmos de Deus e do Evangelho mais sentimos “na carne, no coração e na mente” os seus efeitos. Para início de conversa Jesus vai logo tratando de simplificar as coisas e deixar de lado os rodeios. Ele nos ensina que se passarmos a vida, períodos ou apenas momentos insistindo em abraçar a catequese do mundo ao invés de acolhe-lo em nossas vidas e fazendo dessa realidade uma obstinação ao pecado e uma impenitência final, duas formas de pecar contra o Espírito Santo como nos ensina São Tomás de Aquino na Suma Teológica, não devemos esperar do nosso salvador a sua misericórdia pois dele escolhemos receber apenas a justiça. Lembra do ditado popular do leite derramado? Pois é, aí já foi, o arrependimento é uma graça concedida para esta parte de nossa vida. Com a morte essa realidade dá lugar a prestação de contas.

Depois, nos próximos versículos, é preciso bastante atenção e preciso também não tirar do contexto o versículo 34 pois do contrário uma grande confusão se fará em nossas mentes. Quando Jesus afirma que não veio trazer a paz para a terra, mas sim a espada, muitos assim como eu também já o fiz, irão lembrar de algumas orações ou especificamente da seguinte oração: “Jesus, príncipe e senhor da paz, tende piedade de nós e do mundo inteiro”. E agora? Na oração Jesus é dito como senhor da paz, mas Ele mesmo diz que não veio trazer a paz. Como ficam as coisas? Vamos lá então.

A explicação é bem simples e vem nos versículos seguintes. Jesus nos ensina que quando abraçamos seus ensinamentos por meio do seu Evangelho, abrimos nosso coração ao Espírito Santo e acolhemos todo o amor de Deus em nossas vidas o resultado de tudo isso é muito simples e direto. Acontece conosco como nas parábolas que Jesus nos conta sobre o reino dos céus. Queremos vender tudo para ficar com aquela pedra preciosa que encontramos. Somos atingidos em cheio pelas graças do céu e a consequência disso não poderia ser outra: queremos que as pessoas vivam o que estamos vivendo.

Quando esta experiência de Deus acontece em nossas vidas e perdura, compreendemos o que Jesus quis dizer pois já dentro de casa e no convívio com os familiares e parentes mais próximos começam as diferenças de comportamento e atitudes, a se esbarrarem em conflitos e discussões de várias dimensões. Você que engrenou pelo caminho da porta estreita quer levar consigo o maior número de pessoas. Afinal, como cristão confirmado através do sacramento da crisma, e agora como soldado de Cristo, precisa trabalhar ajudando a igreja na salvação dos irmãos.

Lembremos: no batismo recebemos a graça para nos salvarmos, na crisma recebemos a graça para ajudar a igreja a salvar os outros.

Qualquer bate boca, que na verdade nem deveria acontecer, será sempre uma ocasião de apontarem o dedo em nossas caras. “Agora quer ser santo. Aprontou a vida inteira e agora quer pregar bíblia. Você não tem moral nenhuma para chamar minha atenção. Santinho, quem é você para me chamar a atenção. Agora pensa que está grudado em Jesus. Só fala de igreja agora. Você se tornou muito chato”. E podemos parar por aqui porque a lista é muito extensa, qualquer um que chegou neste ponto do artigo e se identificou com o que lê, poderia facilmente acrescentar mais algumas frases... que dureza hein, vida de cristão! Comecemos com os consolos então. Jesus disse que se perseguiram Ele, perseguiriam também a nós. Também disse que o servo não é maior que o seu senhor. E Ele conclui nos lembrando que tudo isso faz parte da primeira realidade que o católico tem que enfrentar: a cruz.

E podemos concluir este artigo lembrando de um pequeno trecho do sermão da montanha que encontramos em Mateus 5,11-12: "Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós".

Portanto, como se diz por aí, a barra está pesada? O desânimo parece nos acompanhar porque parece que estamos a dar murro em ponta de faca? Remamos contra a correnteza? Nadamos, nadamos e parece que iremos morrer na praia? Nada disso, o Cristo já nos anunciou que isso tudo é motivo de alegria pois tudo isso nos trará uma GRANDE recompensa no céu. E finalizemos lembrando também que existe, como nos ensina nosso mestre e redentor, uma virtude que será recompensada com a maior das recompensas: a virtude da perseverança.

Mateus 10,22 - "Sereis odiados de todos por causa de meu nome, mas aquele que “PERSEVERAR” até o fim será salvo".


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Santificar-se e Santificar


A salvação e santificação vem por muitos meios. E sem dúvida alguma uma delas são os filhos. É muito fácil perceber a presença de Deus ao olharmos para uma criança. Não é a toa que Jesus disse: “deixai vir a mim as criancinhas”. Feitos a imagem e semelhança de Deus, completamente dependentes de vários tipos de cuidados por muitos anos de vida, não existe dúvida quanto ao comprometimento que essa paternidade tem para com os propósitos divinos.

Sangue do seu sangue, carne da sua carne, os filhos enxergam e enxergarão nos pais um exemplo a ser seguido. De várias maneiras. Não é possível, portanto, para um cristão temente a Deus, olhar-se no espelho e enxergar-se justo perante Deus se alguma falta proposital está sendo cometida. Como falar o que se deve fazer aos filhos e não mostrar com exemplos e atitudes? Parece meio farisaico isso não é mesmo? “Ai” desse tipo de comportamento. E este “ai” é de Jesus. O trabalho que um filho dá, vai mudando ao longo da caminhada. Da mesma forma os cuidados vão se modificando. Alguns cuidados permanecem inalterados, outros cuidados são próprios das faixas etárias. Porém, o filho depois de adulto continua sendo filho, e como dizem as mães aos velhacos e marmanjos: é o meu bebê. Que bonito isso! O amor de mãe é um exemplo de amor sem reservas, de amor por amor, pensando no que é bom para o outro.

A vida de uma família se transforma com a chegada de um novo membro. Planejado pelo casal ou não, não importa. Ele foi planejado por Deus e os planos de Deus sempre estarão acima dos projetos humanos ou de qualquer tipo de projeto. Sabemos que é verdade pois do contrário Jesus seria um mentiroso sem igual. E não é assim, tudo que nos acomete durante toda a nossa peregrinação por este vale de lágrimas tem o desejo, anseio e a permissão de Deus. Este novo membro que fala a linguagem do choro e ainda tem seu relógio biológico irregular, assim como suas funções psicomotoras, modifica a rotina geral de uma casa e a rotina particular de cada membro da família. É um verdadeiro chacoalhão na vida das pessoas que se vem diante de uma bifurcação, de uma escolha. Bom, sobre escolhas sabemos muito bem como são. Nossa vida é repleta delas, sempre estamos a escolher alguma coisa. Escolhemos o que fazer, como proceder, escolhemos isso, escolhemos aquilo, escolhemos aquele outro. Não adianta, sempre escolhemos e escolhas nos levam a tomar decisões. Decisões nos levam a tomar atitudes. Atitudes nos levam a receber consequências sobre tudo.

Consequências ruins? Nos são apresentadas em forma de arrependimento. E sempre é assim pois o resultado do que fizermos se não for adequado e condizente com um bem maior, trará a boa e velha consequência. Então vale aqui lembrar o velho ditado popular que diz: “não adianta chorar sobre o leite derramado”. Como sempre digo os ditados populares são as parábolas do povo. Sempre encontraremos neles verdades muito importantes para a vida. São uma forma de expressar em linguagem simples as realidades comprovadas.
Pois bem, e os filhos, voltemos a eles. Estávamos a refletir sobre a oportunidade que temos de nos santificar com eles, neles e de santifica-los.


Deuteronômio 6,5-9

5 Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças.
6 Os mandamentos que hoje te dou serão gravados no teu coração.
7 Tu os inculcarás a teus filhos, e deles falarás, seja sentado em tua casa, seja andando pelo caminho, ao te deitares e ao te levantares.
8 Atá-los-ás à tua mão como sinal, e os levarás como uma faixa frontal diante dos teus olhos.
9 Tu os escreverás nos umbrais e nas portas de tua casa.

Os filhos que são um dom de Deus, precisam ao gosto do nosso criador serem educados no temor do Senhor por amor a Ele. O que de mais precioso que temos em nossas vidas, Deus; precisamos oferecer aos nossos filhos. Dá-lo a conhece-lo e aprender que por Ele, por seu amor, do nada passamos a condição, pela redenção e batismo, de filhos de Deus. Herdeiros por natureza e direito de participarmos de sua glória eterna em seu reino.

Nos esforcemos, pois, para que nenhum de nossos filhos, nenhuma das criancinhas deixem de ir a Jesus. Que nossos esforços como pais e padrinhos sejam repletos de compromissos e exemplos a serem seguidos, sempre fazendo tudo aquilo que é certo e agradando a Deus.

Que o Espírito Santo nos cumule com seus dons, Ele que intercede por nós com gemidos inefáveis nos auxilie, nos ensine e nos conduza através de sua esposa divinal, a Virgem Santíssima até a porta estreita, até seu filho Jesus, que é o caminho, a verdade e a vida. E assim, Jesus nos conduzirá ao Pai, pois Ele, Jesus, nos ensinou: ninguém vai ao Pai senão por mim. Que possamos ensinar tudo isso e muito mais aos nossos filhos para que, se for da vontade de Deus, subirmos para junto do Pai antes desses pequeninos, que eles possam caminhar na certeza de que o que aprenderam dos pais irá lhes garantir a vida eterna. E na certeza também, de que esses mesmos pais os esperam para o convívio eterno junto a Santíssima Trindade pelos séculos dos séculos, assim como minha filha Clara Suzana que faleceu antes de completar um ano de vida e minha mãe nutricia, Elizabeth, falecida aos 43 anos de vida, me aguardam na presença do Senhor. Essa é a fé dos católicos, essa é a fé que aprendemos na igreja fundada por nosso Senhor Jesus Cristo, amém.


fonte: Jefferson Roger
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O celibato


Carlos leitores, para encaminhar a questão do celibato sacerdotal, vamos discutir o que é superior: o Matrimônio ou o "estado de virgindade" consagrada a Deus. Veremos que, segundo as Escrituras, espiritualmente o estado de virgindade é superior ao dos casados. O próprio Senhor Jesus Cristo atesta que:

“Todo aquele que por minha causa deixar irmãos, irmãs, pai, mãe, esposa, filhos, terras ou casa, receberá o cêntuplo e possuirá a vida eterna."(Mt 19,29)

É patente, por esse texto, que Jesus aconselha alguns a deixarem a possibilidade de ter esposo ou esposa para servi-Lo. E é o que fazem os sacerdotes católicos, assim como os religiosos consagrados. Bastaria esta passagem do próprio Deus homem, Jesus Cristo, para ter comprovadas a validade e a excelência do celibato sacerdotal. Mas, para ratificarmos ainda mais, prosseguiremos.

O mesmo Cristo diz também:

“Nem todos são capazes desta resolução, mas somente aqueles a quem isto foi dado. Porque há alguns eunucos que nasceram assim, do ventre de sua mãe; e há outros eunucos, a quem outros homens fizeram tais; e há outros eunucos que a si mesmos se fizeram eunucos por amor ao Reino dos Céus. O que é capaz de compreender isto, compreenda-o."(Mt 19,11-12)

Evidentemente, Jesus não estava pedindo uma mutilação física, assim como quando disse que era melhor arrancar um olho do que pecar com ele (Mt 5,29), não estava incentivando que as pessoas se cegassem. Cristo, falando em "eunucos" voluntários, se referia àqueles homens que, por amor a Deus, renunciavam à possibilidade de ter mulher, como vimos na citação anterior.

O próprio Senhor Jesus Cristo, – Sacerdote por excelência, – deu-nos o seu exemplo, não se casando. Não deveriam os sacerdotes imitá-lo?

Também a santíssima mãe de nosso Senhor foi virgem sempre. Nosso grande pai São José nos deu o mesmo exemplo de castidade. O "discípulo amado" de Jesus, São João Evangelista, manteve-se virginal. São João Batista, de quem Jesus disse não haver maior homem nascido de mulher, foi virgem também. Comumente, a Bíblia nos ensina por meios que vão além da literalidade do texto, nos exemplos dos santos, dos profetas, dos santos anjos, dos homens e mulheres justos, tementes a Deus.

Indo ainda além, encontraremos o testemunho do próprio S. Paulo Apóstolo, na sagrada Bíblia, de que casar-se é bom, mas que permanecer, – assim como ele, – em estado de virgindade é ainda melhor: "Digo também aos solteiros e às viúvas que lhes é bom se permanecerem assim, como também eu. Mas, se não têm o dom da continência, casem-se" (1Cor 7, 8-9).

Entre tantos outros fatores, as palavras de S. Paulo, aconselhando a ser como ele, associadas às palavras do Cristo, sobre o valor dos que deixavam mulher por amor d'Ele, levou a Igreja, sempre guiada pelo Espírito Santo, a estabelecer a lei do celibato. Supor que a Igreja errou, ao fazê-lo, seria negar a Promessa de Cristo de que estaria com ela todos os dias, até o fim do mundo (Cf Mt 28,20). Ou dizer que as portas do inferno prevaleceram sobre a Igreja, o que seria igualmente afirmar que o Senhor falhou com a sua palavra (Mt 16,18).

Quanto ao tão surrado argumento de que S. Pedro fora casado, e que por isso o celibato sacerdotal não teria sentido, o demoliremos com muita rapidez e objetividade. De que Pedro foi casado, não há dúvida. Mas, ora, quando Cristo curou sua sogra, está dito que, tendo sido curada da febre, "ela levantou-se, e pôs-se a serví-los" (Mt 8,14). Se S. Pedro tivesse ainda esposa, seria natural que esta, e não a sogra de Pedro, os servisse. Além disso, em parte alguma as Escrituras mencionam a mulher do Apóstolo. É bem possível, portanto, que S. Pedro tenha ficado viúvo bem próximo ao tempo em que conheceu Jesus Cristo.

Por fim, concluímos dizendo que a Igreja Católica sempre defendeu o Matrimônio como estabelecido por Deus, e condenou as seitas gnósticas, maniqueias e cátaras que proibiam o casamento. Assim, erra quem supõe que a Igreja, impondo o celibato aos sacerdotes, condena o casamento. Ela apenas considera, com e como S. Paulo Apóstolo, que casar é bom, mas que não se casar por amor a Deus é ainda melhor. Por isso, ela criou a lei do celibato para aqueles que livremente queiram ser sacerdotes de Cristo. Se o Sumo Sacerdote, Cristo, viveu virginalmente, os seus sacerdotes devem imitá-Lo.


fonte: o fiel católico
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O preservativo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ao contrário do que a maioria das pessoas imaginam, a camisinha é uma invenção bastante antiga. Em 1300 a.C. os egípcios utilizavam um envoltório sobre o órgão reprodutor masculino feito de linho, pele e materiais vegetais. No século II a.C., os romanos começaram a utilizar estes envoltórios produzidos a partir de intestinos de cordeiro e bexigas de cabra para se protegerem de doenças sexualmente transmissíveis. Os romanos acreditavam que tais doenças eram castigos lançados por Vênus, a deusa do amor, que posteriormente teve seu nome dado a essas doenças e hoje conhecemos por “doenças venéreas”. Em 1564, o italiano Gabriel Fallopius inventou um saco de linho, esse era colocado sobre o órgão masculino de seus pacientes para protegê-los de doenças. O anatomista obteve grande êxito com a invenção, pois além de proteger contra as doenças, o saco de linho impedia a gravidez. Este fato o tornou conhecido e sua produção tornou-se popular e bastante usada. Em torno de 1685, o envoltório recebeu o nome de condon na Inglaterra. O condon era feito de intestino de cordeiro e lubrificado com óleo de amêndoas. Em 1700, começaram a produzir este envoltório com intestino de peixe, carneiro e outros animais com o intuito de deixá-las mais finas e menos incômodas.

No início do século XVIII, Londres funda a primeira loja de preservativos. Estes eram feitos de intestino de carneiro ou cordeiro com aromatizantes florais e sob encomenda. Em 1843, os preservativos começaram a ser fabricados com borracha pela Hancock e Goodyear. Eram pouco aderentes, irregulares e caros, o que fazia com que fossem usados várias vezes até que na década de 90 inventou-se o látex que deu ao preservativo um aspecto mais fino e confortável. Em 1960, deixa de ser utilizado por causa da invenção da pílula anticoncepcional, mas retorna em 1990, por causa da grande epidemia de AIDS. (fonte: site brasilescola) Olá caros leitores, hoje entro no constante polêmico tema que é o uso do preservativo chamado camisinha. Como bem sabemos, temas polêmicos o são por conta de não ser possível um maior consenso a respeito do tema. E como este blog é católico ficarei dentro desta esfera mas aqui colocarei meu ponto de vista a respeito do tema. Após muito pesquisar e estudar sobre o tema buscando compreender a luz divina essa questão, e isso durou posso afirmar, muitos meses, entendo que é hora de uma humilde contribuição a respeito do assunto.

A igreja é contra todas as formas de métodos contraceptivos dizendo que eles vão contra a natureza criada e desejada por Deus, que é a transmissão da vida através do relacionamento sexual, ato exclusivo dos esposos que faz parte do contexto do sacramento do matrimônio. Por outro lado essa mesma igreja tenta colocar panos quentes sobre o assunto ao afirmar que ela aprova o método natural de planejamento familiar chamado Billings. É aí que começam alguns problemas. Vamos por partes para compreendermos o raciocínio. Uma linha de pensadores diz que Deus mandou crescermos e multiplicarmos, alegando que o casal deve sempre estar aberto a procriação e que a igreja vê em numerosos filhos uma benção de Deus, fazendo alusão de que antigamente não ter filhos era considerado uma maldição, um castigo. Muito bem, se eu de criança passei a adulto então eu cresci. Isso é uma condição natural do ser humano. Não se trata de uma ordem quanto a natureza das coisas e sim uma condição pois depois Deus diz “multiplicai-vos”.

Então primeiro se torne adulto e depois pratique o relacionamento sexual para fins de procriação. Fica fácil compreendermos que Deus espera de nós uma atitude assim dentro do sacramento do matrimônio pois as sagradas escrituras são muito claras a respeito da atividade sexual entre homem e mulher. Continuando dentro da questão do “multiplicai-vos” não podemos cair na tentação dos exageros. Ora, 2x2=4 e 2x50=100, qualquer pessoa que já está alfabetizada irá responder facilmente que as duas expressões se tratam de uma multiplicação. Desta maneira o “multiplicai-vos” de Deus não tem valor infinito, se temos um filho, dois, três ou mais, ocorreu aí uma multiplicação e não foi deixado de cooperar com Ele no seu plano de criação. Seguimos adiante nos aprofundando um pouco mais.

 

 

 

 

 

Essa mesma igreja católica admite, como já mencionei linhas acima o método de controle de planejamento familiar Billings, argumentando que o casal fica aberto a possibilidade de ter filhos. Mas a mesma igreja ensina inclusive no catecismo que por razões que não são egoístas o planejamento familiar pode ser adotado. Neste ponto percebo um acerto nessa afirmação. Não posso decidir não ter filhos porque eles irão atrapalhar meus planos pessoais e egoístas pois se assim o for, qualquer método contraceptivo inclusive o natural entrará na esfera do pecado. E tem mais, o método natural que muitos afirmam aproximar o casal também engessa a vontade sexual dos dois e torna-os escravos de tabelas e gráficos. Não se tem relação sexual quando se sente vontade, se tem relação sexual com dia e hora marcada, meio estranho não acham, para não dizer outra coisa. Já o uso da camisinha traz a liberdade das relações sexuais livres do militarismo rígido de horários. E como a eficiência da camisinha e do método natural são muito parecidas e isso é comprovado por várias pesquisas realizadas ao longo de nossa história, permanece o controle nas mãos de Deus. Explico: Vários são os casos de pessoas que engravidaram usando preservativos. Ou seja, quando Deus quer, Deus pode, Deus faz. Por isso que no altar, na presença de Deus é prometido aceitar e receber os filhos que Deus enviar.

Então a camisinha não funcionou? É hora de receber o filho(a) na generosidade de uma paternidade responsável. Continuemos. Deus, que é amor e nos quer no céu, com certeza não se agrada com nossa infelicidade e nos ouve sempre que a Ele recorremos em oração. Longe de ser um carrasco, um masoquista que nos quer ver sofrermos pensando que se Jesus sofreu também nós devemos sofrer, sofrer e sofrer. Nos parece que não é assim. Como a bíblia nos ensina Deus sabe de nossas necessidades antes mesmo de nós e nos envia as cruzes do dia a dia de acordo com nossas possibilidades. Portanto, não iremos com certeza sofrer além do que Deus tem a nos conceder. E lembremos que isso tem características pessoais pois facilmente percebemos no mundo pessoas a sofrer em graus diferentes. Dito isso podemos também abrir um parêntese. Laqueadura e Vasectomia são realidades bem diferentes pois alteram a natureza do corpo humano fazendo aquilo que funciona bem, passar a funcionar mal, assim como os anticoncepcionais combinados.

Combinados porque possui duas funções: coibir a ovulação e caso não coíba impedir que o óvulo fecundado já concebido se implante no útero vindo a causar um micro aborto de uma vida que já existe. Sobre isso basta uma leitura atenta à bula dos medicamentos para confirmar este comentário. No passado não era assim, eles apenas impediam a ovulação, mas ao custo de muitos efeitos colaterais. Por isso modificou-se tristemente sua natureza criando o chamado plano B, caso ocorra a ovulação e fecundação o óvulo será abortado porque não será possível para ele implantar-se no útero. Para concluirmos o artigo vamos lembrar do que o Papa Paulo VI disse: “a fumaça de satanás entrou na igreja”. Ele não poderia estar mais correto em sua afirmação. Na história da igreja que é santa, mas comandada por membros pecadores assistimos a muitas mudanças que ao invés de fortalecerem os fiéis na fé que professam nada mais fazem que promover sentimentos muitas vezes quase que de traição ao que propõe Jesus Cristo.

Não entrarei a fundo aqui para não aumentar o artigo. Sobre isso em postagens futuras escreverei. Mas o que quero aqui é ilustrar que a igreja age também, infelizmente, de acordo com suas conveniências e com isso não transmite 100% de credibilidade. Hora ela é tradicionalista, hora modernista, hora neutra, hora ecumênica e ainda falando aos ventos que proclama o evangelho de Jesus. Que pena, não proclama não, não em 100%, talvez não consiga, talvez não queira, isso nos será revelado na eternidade. O fato é, como diz São Paulo, na primeira carta aos Coríntios 11,23-31, é preciso fazermos um constante exame de consciência e seguirmos Jesus. Ele é o caminho, a verdade e a vida, ninguém vai ao Pai senão por Ele. Muitos dizem que preferem errar com a igreja do que acertar sem ela. Pode uma coisa dessas? Eu não compreendo. Como católico que sou e muito estudioso dessa religião, já me peguei com alguns sacerdotes que considero em questões doutrinárias e nenhum conseguiu me convencer sobre alguns temas discutidos. Isso porque meus argumentos não são opiniões pessoais. No mesmo trecho da bíblia que mencionei acima, está a dica do nosso proceder. Versículo 23: “Eu recebi do Senhor o que vos transmiti”. Muitas vezes nos parece que o clero fica procurando o que fazer, melhorar, adaptar e outras coisas. Isso vai tirando a confiança do povo de Deus, que deveria ser apascentado como diz Jesus a Pedro e isso não acontece, mais confusão é semeada na cabeça do povo. É preciso sim, não ser ignorante, não seguir o mundo em seus ensinamentos.

É preciso em tudo rezar ao Espírito Santo como nos ensinam as cartas de São Paulo. Certa vez Jesus, em uma de suas aparições disse que “esta” ordem da igreja não foi dada pelo céu e aqui caro leitor o “esta” tem várias facetas. Comunhão na mão, Ministros Extraordinários, Pessoas indevidas no altar só para exemplificar alguns dos “esta” que Jesus se refere. A própria bíblia nos ensina que tudo nos é permitido mas nem tudo nos convém. Portanto você pode se atirar de uma ponte em direção ao precipício, mas isso não convém. Você pode utilizar o preservativo em santo matrimônio, mas não pode usá-lo fora do casamento adulterando com alguém, pois isso não convém. Deus que enxerga no oculto e vê o que se passa no coração irá nos julgar com seus critérios e não com o que o mundo diz que é certo. O comum não é certo muitas vezes. Enfim a polêmica sempre vai existir, nesta e em tantas outras questões. É preciso orar ao Espírito Santo, pedir seus conselhos, abrir nossos corações para a ação misericordiosa de Jesus e nos deixarmos guiar por Ele. Muitas coisas que existem podem ser usadas para o bem ou para o mal. Nossas escolhas irão assinalar nossa intenção, que nunca deverá ser a de desagradar a Deus pois estas escolhas, junto com nossas atitudes e obras nos trarão a glória eterna ou a condenação.

Fonte: Jefferson Roger

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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

A Mãe de Deus


No primeiro dia de janeiro, a Igreja celebra a Solenidade de Maria, Mãe de Deus. Não é sem propósito que a liturgia coloca a celebração desse importante dogma de nossa fé, cuja proclamação foi motivo de grande júbilo para os cristãos primitivos, no início do novo ano. Nestes tempos em que a sociedade costuma dirigir seus pensamentos para as coisas mundanas, temos de recordar a maravilhosa notícia da maternidade de Maria.

O dogma da maternidade divina de Maria está ligado a um artigo inegociável do credo cristão: a encarnação do Verbo. Por volta do século V, graves crises cristológicas surgiram, causando grande perturbação no seio da Igreja. Dizia-se, entre outros absurdos, que Jesus não possuía duas naturezas — a humana e a divina —, mas somente esta última. Nestório, um importante bispo da época, defendia outra tese: Jesus seria um simples homem elevado à divindade por pura graça de Deus. Com essa afirmação, ele intentava pôr fim ao piedoso título de Theotókos (Mãe de Deus), atribuído pela comunidade a Maria, porque o considerava um grande escândalo (não muito diferente do que postulam certas seitas atuais).

Ocorre que a afirmação de Nestório, como a das demais heresias cristológicas, provocava uma séria dificuldade para a doutrina da remissão dos pecados. Segundo ensinam os Santos Padres, o que não foi assumido não foi redimido. Isto significa que só há verdadeira salvação se Jesus for o Verbo de Deus verdadeiramente encarnado. Se o que morreu na cruz era apenas um homem, esse sacrifício não teve valor algum. Foi o que notou São Cirilo de Alexandria na sua contundente defesa do título Theotókos. Ora, Maria é Mãe de Deus porque em Jesus há apenas uma pessoa (a divina) e duas naturezas (a divina e a humana). E a maternidade diz respeito a uma pessoa, não a uma natureza.

De fato, este dogma mariano é mais bíblico do que se imagina. Inspirada pelo próprio Espírito Santo, Isabel proclamou: Donde me vem esta honra de vir a mim a Mãe de meu Senhor? (Lc 1, 43). Nestas palavras acertadas, exprime-se toda a alegria com que os católicos costumam dirigir-se a Nossa Senhora, aquela que vem às pressas socorrer as necessidades de seus filhos (cf. Lc 1, 39). Maria está inseparavelmente ligada à redenção porque "foi dela que o Verbo assumiu, como próprio, aquele corpo que havia de oferecer por nós". Não se tratava de um corpo extrínseco nela introduzido, recorda Santo Atanásio; o anjo disse-lhe: de ti (cf. Lc 1, 35), "para se acreditar que o fruto desta concepção procedia realmente de Maria".

A falsa mãe do mundo



Na hora derradeira, Jesus entregou Sua mãe para toda a humanidade, na pessoa do apóstolo amado (cf. Jo 19, 25-26). Desde o princípio, os cristãos acolheram Maria em suas casas, como fez São João, para dedicar-lhe a merecida reverência. E o fizeram na certeza de que quem acolhe a mãe, acolhe também o filho. Ao contrário, aqueles que negaram pousada para a mãe, em Belém, negaram a própria salvação que batia às suas portas, em busca de um lugar para reclinar a cabeça (cf. Mt 8, 20). Jesus nunca pregou em Belém, durante Seu ministério público, porque não havia lugar para Ele naquela região (cf. Lc 2, 7).

Maria é, pois, a mãe que nos dá o verdadeiro alimento que salva: o pão vivo descido do céu. Infelizmente, assistimos a uma nova onda de paganismo, a qual tem minimizado a importância da fé cristã em nossa sociedade, para ressaltar os novos deuses dos tempos modernos. A maternidade de Maria é posta de lado — por vezes, até ridicularizada —, ao passo que a nova mãe do mundo, a Gaia, como dizem alguns, ganha o espaço que antes era da Mãe de Deus. Isso explica o porquê de as igrejas estarem vazias, na virada do ano, e as praias estarem cheias: as luzes efêmeras dos fogos de artifício têm mais valor que a Luz perene irradiada por Cristo.

Uma sociedade materialista moldará deuses materialistas, os quais assegurem as suas "cebolas do Egito". Por isso, prefere-se cultuar a mãe que dá o alimento que passa do que a Mãe que introduz na vida eterna. Mas esse culto à Mãe da Terra, longe de trazer libertação, prende o ser humano nos vícios da carne, nas paixões mundanas e no próprio egoísmo. O homem esquece-se de sua finalidade, que é o Céu, para concentrar esforços numa jornada sem propósito: este mundo mesmo "onde a ferrugem e as traças corroem" ( Mt 6, 19).

Mãe de Deus e da Igreja para sempre



O Concílio Vaticano II ensina que a "maternidade de Maria na economia da graça perdura sem interrupção". Isso significa que, mesmo após assunta aos Céus, Maria "não abandonou esta missão salvadora, mas, com a sua multiforme intercessão, continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna". Quantos têm desperdiçado este auxílio precioso por culpa ora de más teologias, ora do paganismo que se propaga nos grandes meios de comunicação.

Caminhamos para o centenário das aparições da Mãe de Deus em Fátima, Portugal. É uma ótima oportunidade para redescobrirmos o valor da espiritualidade mariana, lembrando-nos dos pedidos que a Senhora fez à humanidade: oração e mortificação pela paz no mundo e pela salvação dos povos. Enquanto alguns fazem troça desses pedidos, os católicos têm o dever de ecoar pelos quatro cantos da Terra a mensagem daquela cujo coração triunfará no último dia. Como salientou Bento XVI durante visita a Portugal, "iludir-se-ia quem pensasse que a missão profética de Fátima esteja concluída". Não somos deste mundo, não somos filhos desta terra. Nossa verdadeira Mãe leva-nos a escolher os bens que não passam. Confiemos a ela este novo tempo que se inicia para que tenhamos verdadeiramente um "feliz ano novo".


fonte: padrepauloricardo.org/blog
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Guarde estes números


Viveu, no século XIX, um homem muito famoso por seus milagres e profecias. Mesmo antes de morrer em odor de santidade, a fama de São João Bosco se espalhava por todos os lados. A uns, anunciava-lhes por quantos anos havia de viver; a outros, dizia-lhes a profissão que teriam no futuro; e, a muitos, adivinhava-lhes os pecados antes que os contassem no confessionário. Ao todo, Dom Bosco – como era chamado – realizou mais de oitocentos milagres.

Conta-se que um homem pobre, tendo ouvido falar das maravilhas que operava este humilde sacerdote, correu um dia à sua procura para perguntar-lhe algo muito importante: a fórmula para ganhar na loteria. O rapaz queria que o santo lhe dissesse que números deveria escolher na hora de comprar o bilhete.

São João Bosco pensou por um momento e logo lhe respondeu com plena segurança:

"Os 'números mágicos' para que você ganhe na loteria são estes: 10, 7 e 14. Jogue-os, em qualquer ordem, que você conseguirá."

O homem se encheu de alegria e já ia sair correndo para comprar o bilhete, quando o santo, tomando-o pelo braço, disse-lhe sorridente: "Um momento, porque não lhe expliquei bem os números, nem lhe disse de que tipo de loteria eu estava falando. Veja, estes números significam o seguinte:

10 quer dizer que você deve cumprir os Dez Mandamentos;
7, que você deve receber com frequência os Sacramentos;
e 14, que você deve praticar as 14 obras de misericórdia, tanto as corporais como as espirituais."

O santo concluiu: "Se você cumprir estas três coisas: observar os Mandamentos, receber bem os Sacramentos e praticar as obras de misericórdia, ganhará na melhor e mais extraordinária de todas as loterias, que é a glória eterna do Céu."

O homem compreendeu e, ao invés de procurar a lotérica, foi ao asilo para oferecer uma esmola.

A esmola faz parte das 7 obras de misericórdia corporal, que são:

Dar de comer a quem tem fome;
Dar de beber a quem tem sede;
Vestir os nus;
Dar pousada aos peregrinos;
Assistir aos enfermos;
Visitar os presos;
Enterrar os mortos.

Há ainda as obras de misericórdia espiritual, que são as seguintes:

Dar bom conselho;
Ensinar os ignorantes;
Corrigir os que erram;
Consolar os aflitos;
Perdoar as injúrias;
Sofrer com paciência as fraquezas do próximo;
Rogar a Deus por vivos e defuntos.

Longe de ser uma invenção distante da realidade, a lista das obras de misericórdia constitui uma forma prática de viver o próprio mandamento do amor ao próximo, em atenção ao que Cristo ensinou e pediu que fizéssemos aos mais pequeninos dos nossos irmãos (cf. Mt 25, 40). Embora tenha sido negligenciada em alguns ambientes de catequese, essa relação continua sendo, junto com os Mandamentos e os Sacramentos, a escada segura para "ganhar na loteria" da vida eterna.

10, 7 e 14: invista todo o seu coração nestes números e você será verdadeiramente feliz aqui na terra e no Céu.


fonte: padrepauloricardo.org/blog
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O justo Juiz


Livro do Eclesiástico 5,6-10

6 Não digas: A misericórdia do Senhor é grande, ele terá piedade da multidão dos meus pecados,
7 pois piedade e cólera são nele igualmente rápidas, e o seu furor visa aos pecadores.
8 Não demores em te converteres ao Senhor, não adies de dia em dia,
9 pois sua cólera virá de repente, e ele te perderá no dia do castigo.
10 Não te inquietes à procura de riquezas injustas, de nada te servirão no dia do castigo e da escuridão.

Olá caros leitores, mais uma vez estamos aqui a meditar um pouco mais sobre a palavra de Deus, que nunca passa em vão e sempre nos atinge como flecha. Mesmo aqueles que acham que são inatingíveis e a prova de tudo. Grande engano acharem que o que Deus tem para nos falar através de sua palavra não é para eles, grande engano.

Pois bem, este pequeno trecho do livro do Eclesiástico cai como uma luva a todos nós pecadores. Uma vez que o pai da mentira, nosso inimigo cruel, satanás, sempre está a misturar meias verdades com mentiras, é muito fácil cairmos na tentação de acharmos pelo pecado da presunção que seremos salvos graças a misericórdia de Deus, independente de nossa conduta, pois sua misericórdia é insondável. Triste engano dos que pensam assim pois passam a agir com indiferença perante os ensinamentos do altíssimo confiantes que basta pedir perdão que tudo se resolve.

Não é assim. Não é assim. O perdão de Deus é uma realidade para aqueles que estão verdadeiramente arrependidos. Pecar intencionalmente e premeditadamente com intenção futura de pedir perdão não possui aí, nenhum sinal de arrependimento. Como nos ensinou Jesus, o que vem somente da boca para fora não provem do coração. É muito fácil apoiar-se apenas em Jesus misericordioso e deixarmos de lado o Jesus justo juiz. Aquele que vai julgar os vivos e os mortos. Essa é a fé que proclamamos e não devemos portanto, deixar de lado e transformar essa realidade em um pequeno detalhe que como uma sujeirinha no tapete pode passar despercebida.

Interessante notar que é exatamente sobre isso que trata este trecho da bíblia. Ele busca marcar em nós, o fato de que existe a misericórdia e a justiça e de que não devemos levar na brincadeira essa questão, deixando para depois de cuidar da salvação de nossas almas até porque Deus só nos dá o hoje. O amanhã não existe ainda e o ontem não existe mais. Essa história de que depois eu faço, amanhã eu rezo, quando der me confesso, quando sobrar tempo vou a missa e por aí em diante, pode se transformar num verdadeiro tiro pela culatra. O inesperado pode chegar, nossa hora da passagem pode bater as portas de nossa peregrinação terrestre e a inutilidade de nossas atitudes em correr atrás das coisas que passam se tornarão um fardo capaz de impedir nossa entrada no céu.

O mundo é assim; faz de tudo para que nossa entrada no céu seja proibida. Os pecados sempre apresentados em pratos saborosos sempre irão esconder o gosto amargo ensinado nas sagradas escrituras. Tudo tem seu custo. Tudo que fazemos e escolhemos gera uma consequência. Muitos passam a vida juntando dinheiro e terminam esta existência com as mãos vazias. Muitos dedicaram suas vidas aos prazeres do mundo e escolheram viver aqui na terra seu paraíso, um paraíso sem Deus. Para os que procedem assim, aprendemos na carta aos Romanos que Deus os entregou as suas paixões. Sabem que é errado, fazem o que é errado e ensinam aos outros. São dignos de morte e aqui se trata da segunda morte, a morte da alma.

Que todos nós saibamos sempre manter a vigilância que tanto nos pede Jesus. Que a seriedade de nossas atitudes sempre nos envolva e nos mantenha focados com o olhar para a eternidade pois nenhum preço que pagarmos será muito alto ao compararmos com a felicidade eterna do paraíso. Vamos recordar. Nossas almas custaram sangue. Sangue derramado na cruz por amor a cada um de nós pobres pecadores. Jesus aceitou a vontade do Pai, mesmo na agonia do jardim das oliveiras. Que nós saibamos reconhecer que o criador, por amor a nós, entregou seu filho unigênito para nos salvar. Que essa redenção nos converta e nos transforme dia após dia nos fazendo crescer nas verdadeiras virtudes cristãs que irão nos trazer a glória eterna, transformando nosso coração em morada cristalina e digna de receber nosso salvador.


fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Sermos santos


“Eu sou o Deus todo poderoso. Anda na minha presença e sê íntegro;”

Olá caros leitores, hoje, início de janeiro, para muitos as atividades trabalhistas começam. Para nós, filhos de Deus, que já iniciamos um novo ano litúrgico já a algumas semanas atrás, para nós católicos sempre é tempo de recomeçar, sempre é tempo de conversão, sempre é tempo de estar atento ao que Deus quer nos dizer em todos os momentos de nossa vida.

E seguindo esse pensamento vale lembrar que é assim que Deus também nos fala nas sagradas escrituras. Se queremos aprender de Deus o que sua palavra tem a nos dizer, é preciso um contato com esta palavra em toda a bíblia. Não é possível uma análise isolada de um texto estando este fora de um contexto, seja ele histórico ou não. De outra maneira sim, é possível meditarmos e refletirmos sobre algum ensinamento cristão, algum versículo específico se anterior a isso já aprendemos o que o todo tem a nos dizer.

Desta maneira, podemos então meditarmos um pouquinho sobre o versículo 1, do capítulo 17 do livro do Gênesis descrito no início deste artigo. Para resumirmos bastante a conversa e agirmos como nos ensina Madre Tereza de Calcutá, quando ela nos diz que “as coisas são simples assim, pois quando acontecem é porque Deus quer e quando não acontecem é porque Deus não quer”, vamos direto ao ponto: Deus quer que sejamos santos. E para que sejamos santos é preciso que amemos. Quem ama mais é mais santo, quem ama menos é menos santo.

Quanto ao grau de santidade necessário para se entrar no paraíso não cabe a nós debatermos sobre isso, pois como nos ensina Jesus, o julgamento segue critérios Dele. E isto precisa ficar bem claro em nossas mentes pois do contrário corremos o risco de sairmos por aí apontado o cisco no olho das pessoas sem nos darmos conta da trave que existe em nosso olho.

Como vemos logo no primeiro livro da bíblia nosso criador já nos avisa, não deixa por menos e vai logo explicando o que espera de nós. Espera que não nos afastemos Dele e que sejamos irrepreensíveis, íntegros, justos ou como bem sabemos: santos. E não demora muito podemos destacar logo no livro do Levítico, um pouco mais adiante, o mesmo ensinamento. Lá diz “sedes santos como eu o vosso Deus sou santo”. É verdade, Madre Tereza estava certa, é simples assim, a fala de Deus é direta e o modelo a ser seguido também. Vamos um pouquinho mais à frente, agora nos Evangelhos. Lá é Jesus quem confirma o ensinamento do Pai quando diz “sede santos como vosso pai celeste é santo”, Mateus 5,48. E tem mais ainda. Nas cartas apostólicas a mesma exortação recebemos e aqui podemos destacar uma delas, a primeira carta de São Pedro 1,15-16, onde está escrito: 15 A exemplo da santidade daquele que vos chamou, sede também vós santos em todas as vossas ações, pois está escrito: 16 Sede santos, porque eu sou santo.

Como podemos perceber amigo leitor esse negócio de ser santo é para todos. É preciso ser santo, isso é um desejo de Deus. E vale lembrar aqui que existe diferença entre ser salvo e ser santo. Nem todo mundo que é salvo é santo, embora depois se torne santo não por merecimento mas por expiação. Porque para se entrar no reino dos céus é preciso ser santo. Lá onde não existe pecado, morada eterna do três vezes santo não será admitida a entrada de uma alma que não esteja purificada e justificada pela misericórdia e justiça divina. Aqui nesta terra não estamos a viver em um parque de diversões, onde ao término das férias voltamos para casa. Nada disso. Aqui é lugar de trabalhar pela nossa santificação e a dos irmãos recorrendo a misericórdia pois do contrário o pesado braço da justiça divina irá exigir de nós a expiação que faltar pelas nossas faltas e ofensas contra Deus ainda não devidamente e suficientemente expiadas e satisfeitas.

É comum a muitos fiéis, na sua busca pela salvação, recorrerem a intercessão dos santos, fato amplamente comprovado em toda a história de nossa religião e inclusive relatado na bíblia, no livro do apocalipse. Mas tantas vezes essa é uma atitude contraditória, até meio no estilo dos fariseus, que tanto desagradavam a Jesus. E porque desagradavam? Porque falavam mas não faziam. Não devemos nós sermos assim! Procuramos a intercessão de Maria, dos santos e santas de Deus, dos nossos anjos da guarda, mas queremos sempre lavarmos nossas mãos como Pilatos. Errado! Até mesmo quando nós fazemos nossas orações a Deus intercedendo por aqueles que nos são caros ou por aqueles por quem se recomendam nossas orações, agimos também com as mãos lavadas e não devemos. E por quê? Simples assim, olha Madre Tereza aí outra vez. Porque, como aprendemos na carta de São Tiago, a fé sem obras é uma fé morta. Como então podemos pedir algo a Deus, mas sempre de mãos vazias? A bíblia também nos ensina em Eclesiástico para não abusarmos da misericórdia de Deus porque Ele é Misericórdia mas também é Juiz.

Que tenhamos sempre em mente que é preciso fazermos as coisas da maneira certa e agradarmos a Deus. É preciso seguir Jesus por todo o caminho e não só até o domingo de ramos. Não podemos levar na brincadeira o assunto tão sério que é o da nossa santificação e salvação. O preço pago por nós na cruz, por amor trouxe a sua filha, a dor como resultado do amor maior, que é o de dar a vida por seu irmão. Como não amar de volta aquele que carregou no ombro nossos pecados? Como não querer ser santo para podermos um dia vivermos as alegrias eternas ao lado daquele que nos amou primeiro?


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Que todo joelho se dobre ao nome de Jesus

Filipenses 2,10 – Que todo joelho se dobre ao nome de Jesus. Versículo este bem incisivo não é mesmo caros leitores. Dobrar os joelhos perante nosso salvador é admitir nossa miséria e condição humana, compreendermos que Dele precisamos para tudo em nossas vidas e reconhecermos que esta atitude não nos abaixa perante alguém. Muito pelo contrário, essa história de que homem não chora, de que precisa ser forte e tudo o mais é concepção do mundo e busca forjar estereótipos da sociedade e até personagens para demonstrar que assim são os fortes e bem-sucedidos. Errado! Claro que está errado. Vamos refletir a respeito? Em meio a esta vida, já participei de tantas e tantas missas. Hoje não vivo sem a missa, não tem como. Muito mais de se tratar de um mandamento da igreja e de um mandamento da lei de Deus, a santa missa é algo inconcebível de não participar dela. Que estranho pessoas morarem a cinco minutos de uma igreja e não irem à missa. Querem a dedicação e atenção de Deus em suas vidas por 24 horas por dia, mas não querem se dedicar à Ele por 1 hora por semana. E muitos quando vão, estão lá fisicamente, não estão de corpo e alma. E vamos em frente, como dizia, em meio a tantas missas que já participei, muitos são os exemplos, maus e bons que colhemos do comportamento dos fiéis. Alguns são fiéis a outras coisas e nem sei porque estão dentro da igreja, com seus celulares ligados, aproveitando o momento da coleta ou da comunhão, ou até mesmo da homilia do sacerdote para dar uma navegada pela internet ou em seus aplicativos de mensagens. Afinal “posso receber uma mensagem importante”...O que? Uma mensagem importante? Mais importante do que Jesus, que está ali na sua frente na mesa da palavra e da eucaristia? Jesus, hóstia divina que se entregou por amor a você e vai ao teu encontro para te santificar na santa comunhão? Puxa vida, que seja então. Que falta de respeito, consideração e gratidão só para começo de conversa. E que falta de ignorância porque se não for ignorância então é arrogância, presunção e egoísmo. Mas enfim, os que agem assim perante aquele que se deixou pregar na cruz por nós, são os mesmos que não se admitem ajoelharem-se dentro da santa missa, da capela do santíssimo ou seja onde for. Já ouvi pessoas dizerem, e aqui também estão incluídas as mulheres, que “eu não me ajoelho diante de um padre”. Não disse, é ignorância ou falta de fé, ou os dois, pelo menos. Recordemos que no ato da consagração, ápice da celebração da santa missa, as espécies de pão e vinho, pela transubstanciação tornam-se para nós, católicos, o corpo e o sangue de nosso senhor Jesus Cristo. Recomendo aqui caros leitores, para vos enriquecer, a leitura do artigo sobre o milagre de Lanciano, que você pode encontrar (aqui neste site). Pois bem, sigamos com a reflexão. O sacerdote age “in persona Christi” (na pessoa de Cristo), representa Ele, portanto o ajoelhar-se é sempre para Jesus, sempre para o que é sagrado, sempre para o que é importantíssimo. É uma atitude de reconhecimento. Ora, vamos aqui lembrar da natureza humana que está sempre a imitar a natureza divina. Um jovem que quer pedir a moça em casamento, em tempos antigos, que ainda podemos recordar em alguns filmes, ajoelhava-se perante ela, tomava sua mão, e declarava seu amor por ela. Como era bonito e romântico alguns vão dizer. Vamos pensar, e como ficava o coração da moça? Alegre, contente, feliz, cheio de bons sentimentos? Claro que sim, pois ela via no homem refletir o que também, quem sabe, existia no coração dela. Ajoelhar-se pois perante Jesus não é muito mais que isso? Não estamos entregando nosso coração, vida e tudo o mais, numa atitude de amor, pedido de perdão, agradecimento e reconhecimento por tudo que recebemos do céu e muitas vezes nem merecemos? Sim, nem merecemos pois Deus, diz a bíblia, permanece fiel ao seu povo. Nós muitas vezes o tratamos meio como inimigos, nos revoltando com seus desígnios que servem para nos levar ao céu. Nunca de Deus, partirão atitudes de mimos, para fazer nossa vontade e com isso nos perdermos na condenação eterna. Isso não vai acontecer jamais, é preciso parar de ficarmos nos debatendo e tentando remar contra a maré, é preciso que todos dobremos nosso joelho ao nome de Jesus. fonte: Jefferson Roger
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