segunda-feira, 29 de julho de 2024

Zombando dos Cristãos?



Sobre os desdobramentos que incomodaram cristãos ao redor do mundo, logo após a abertura dos jogos olímpicos deste anos, a pressão das comunidades e entidades religiosas sobre o comitê olímpico sobre a referência do quadro da santa ceia de Leonardo da Vinci, famosa pintura retrata este acontecimento bíblico, em resposta dada em entrevista coletiva, os organizadores deram o que mais pareceu uma desculpa, que além de esfarrapada, preparada para, caso fosse necessário (e foi), vir a público se defender sobre os reais motivos que levaram a organização do evento fazer o que foi feito.

Convenhamos; não sei você, caro leitor, mas certamente era de se esperar que viesse à mente dos cristãos uma associação com a santa ceia e não uma associação com uma festa dos deuses pagãos do olimpo, como foi descrita nas intenções da organização do evento. Falaram sobre propagar uma mensagem de tolerância e amor. Porém, por todos os lados o resultado não foi esse e a má receptividade pode ser lida por toda a internet em várias manchetes.

Enquanto escrevo me recordo do versículo bíblico que diz que “De Deus não se zomba – Gálatas 6,7”. Pois é, em contrapartida, volto a repetir, falam um discurso bem diferente aqueles que promovem essa afronta. Sejamos, todavia, sensatos, as explicações possuem certo fundo de verdade e mais abaixo irei coloca-las na íntegra, mas, repetimos, será mesmo que não havia intenções nas entrelinhas? Isso é o que todos temos para pensar, porque, se não fosse assim não haveria desconforto mundial, tampouco necessidade de se pedir desculpas porque, afinal, se você não fez nada de errado como lhe acusam, acaso pediria desculpas? Será que todos os que se sentiram ofendidos estão errados? A referência coloco aqui em forma de imagem para constatação de cada leitor (foto do artigo). Parece controverso e aberto a questionamentos o fato justificado em relação ao fato apresentado. Se a intenção fosse única, sem as aparentes entrelinhas, bastaria uma elucidação maior na apresentação. Enfim, parece esse ser mais um acontecimento que irá entrar para a gama das polêmicas que sempre irão dividir as pessoas.

Trecho da matéria retirada da bbc.com: “O cerimonialista e diretor criativo Thomas Jolly negou que tenha feito uma paródia da Última Ceia na cerimônia de abertura dos Jogos de Paris, após grupos religiosos criticarem o evento por considerá-lo uma "zombaria ao Cristianismo". Nas telas de milhões de pessoas ao redor do globo, a apresentação mostrou uma cena envolvendo o cantor e ator francês Philippe Katerine como o deus Dionísio, seminu e pintado de azul, em uma mesa de banquete. Na cena, dançarinos, drag queens e pessoas em fantasias coloridas ficaram em poses que lembravam representações da Última Ceia, a última refeição de Jesus com seus apóstolos - evento também chamado por alguns como Santa Ceia. Alguns grupos católicos e bispos franceses condenaram o que viram como "cenas de escárnio e zombarias ao Cristianismo". Eles consideraram que os elementos da cerimônia faziam uma interpretação desrespeitosa de símbolos e temas religiosos. "A ideia era fazer uma grande festa pagã ligada aos deuses do Olimpo", disse Jolly em uma entrevista ao canal francês BFM no último domingo (28/7). "Você nunca encontrará em meu trabalho qualquer desejo de zombar ou difamar. Eu queria uma cerimônia que unisse as pessoas, que as reconciliasse, mas também uma cerimônia que afirmasse nossos valores de liberdade, igualdade e fraternidade."

Jolly também defende que achou que suas intenções estavam claras. "Dionísio aparece nessa mesa. Ele está presente porque é o deus da festa, do vinho, e pai de Sequana, deusa relacionada ao rio Sena." Suas declarações foram apoiadas por internautas que viram na sua encenação elementos do quadro a "Festa dos Deuses". A pintura feita em óleo mostra o Olimpo, onde os deuses estão reunidos em um banquete que celebra o casamento de Tétis e Peleu, destacando Apolo coroado ao centro. Além disso, faz referência a Dionísio (ou Baco), o deus do vinho e das festividades.

 (imagem da relação que os cristãos fizeram)

A obra foi concluída em 1514 pelo renascentista italiano Giovanni Bellini, e é uma das poucas imagens do artista veneziano. O episódio gerou debate sobre os limites da criatividade artística e o respeito às crenças religiosas. Apesar de o cerimonialista negar ter havido uma paródia, os organizadores dos Jogos pediram desculpas, afirmando que não houve "intenção de desrespeitar nenhum grupo religioso". "Claramente nunca houve a intenção de mostrar desrespeito a nenhum grupo religioso. Se as pessoas se ofenderam, é claro que lamentamos muito, muito mesmo", disse a porta-voz de Paris 2024, Anne Descamps, em uma coletiva de imprensa no último domingo (28/7)”.

Fonte: Jefferson Roger


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sexta-feira, 26 de julho de 2024

Muito triste


“E o jovem foi embora muito triste porque tinha muitos bens”. Essa é uma das narrativas do evangelho. Onde a felicidade se esvai por conta de necessidades maiores na vida. Na explicação bíblica que Jesus apresentou, na busca por mais conhecimento e comprovações de suas certezas, o não nominado jovem se entristeceu quando o Cristo disse que o caminho da santidade passa pelo desapego.

Em suma, pode a verdade chocar de imediato, mas ainda bem que a primeira impressão, neste caso, não precisa ser a impressão definitiva. Na vida, algumas aparências podem enganar e uma postura mais centrada em valores divinos pode e muito, ajudar o percurso que percorremos até o céu.

Recentemente, na escola em que leciono, como às vezes acontece, houve uma reestruturação de horários dos alunos e também de turmas de professores. Nesta ocasião, entreguei duas turmas de ensino fundamental do novo ano e recebi duas turmas do ensino médio do segundo ano. Exatamente e creio que certamente, situações assim nem agradam a todos, tampouco desagradam a totalidade dos envolvidos. Todavia, para se falar de um exemplo que me aconteceu entre alguns, um dos alunos do nono ano, no retorno das férias do meio ano, foi, junto com sua turma, surpreendido ao entrar na sala outra professora em meu lugar. Depois do dia ter terminado, este aluno me esperou no pátio e, assim que me viu, veio conversar. Disse ele para mim: “Professor, hoje era para o senhor ter dado aula para nós, mas como você não pode, outra professora lhe substituiu apenas no dia de hoje, não é mesmo!?”

Percebem o que ocorreu? Na pergunta do aluno existia embutida uma fala que demonstrava o seu verdadeiro desejo. Ele queria ouvir que era isso mesmo, que as coisas eram como ele tinha dito, que neste dia eu fui substituído, ou porque cheguei tarde, atrasado, tive compromisso particular ou algo assim; e como não chegaria em tempo para a aula, a direção da escola tinha me substituído para que a turma não ficasse sem aula. Tive de responder, de forma resumida, o que tinha acontecido e minha resposta o atingiu como uma flecha certeira. Seu olhar se transformou, sua fisionomia também e então, depois de suspirar com uma puxada de ar que parecia engolir grande pesar, mirou seu olhar em mim e disse com voz arrastada: “Isso é muito triste.” Se despediu de mim com um aperto de mão, deu de ombros como a lamentar e foi embora. São aprendizados os que passamos a todo momento em nossas vidas, vidas que são coleções de momentos. Ficou de minha parte um sentimento misto, por ele não estar mais comigo, mas por ser reconhecido com apreço por sua pessoa. A situação soou, em analogia, como uma amostra de como deve ser o que sentimos por Jesus. Não podemos entrar na eternidade tristes porque estaremos separados dele para sempre, no fogo eterno do inferno, mas contentes por ter seguido seus ensinamentos para podermos prosperar nesta e na vida vindoura do paraíso.

Fonte: Jefferson Roger


 

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quarta-feira, 24 de julho de 2024

O mestre


Vós que estais cansados e fatigados.... aprendei de mim que sou manso e humilde de coração... pedi e recebereis, buscai e achareis, batei e vos será aberto... Pois bem, se o caro leitor enxergou alguma semelhança com as falas de Jesus Cristo neste início de artigo, saibas, não é palpite seu; é exatamente isso que lhe pareceu. Foi o Cristo que pronunciou esses ensinamentos doutrinários para o bem estar na caminhada do cristão.

De fato, precisa sempre ser assim, aprendemos do mestre e ao mestre recorremos. Se a sabedoria nos falta, pedimos; se os consolos fazem falta, acheguemo-nos para junto do Pai. Agradecimento e reclamações? Adivinhou! Precisam ser ditas para ele. Afinal, quem melhor do que o médico do corpo e da alma para nos ajudar? Não sei vocês, mas, se pararmos para pensar em sua atitude voluntária de descer do confortável paraíso para penar por três anos aqui na terra só para que possamos poder voltar para lá, convenhamos, é atitude mais que heroica, se fôssemos rotular o inrotulavel com uma expressão muito mundanizada.

Claro, o intuito do mestre e ensinar o aprendiz para que ele crie asas e possa voar sozinho. Todavia, esse não precisa ser um voo cego, desatento, desprevenido e cheio de imprudências. Ao contrário, que seja sempre um voo em direção ao céu, pautado na segurança e na certeza de que podemos sempre contar com Jesus Cristo, que nos disse que quem o vê, vê a Deus.

Ele, nosso porto seguro, garantia suprema de que as coisas não estão em nossa vida por acaso, pode e sempre irá ajudar a quem o procurar com um coração sincero. Que não se perca tempo quanto a isso, já que o assunto é sempre sério: a salvação de nossas almas.

Fonte: Jefferson Roger


 

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quarta-feira, 10 de julho de 2024

Meus talentos quais são


Em uma auto análise cada um pode investigar como anda a sua qualidade enquanto pessoa; como anda a sua balança que determina de modo geral que tipo de ser humano se é. Se tem melhorado, se tem piorado, se anda por constantes inconstâncias e irregularidades, se caminha por labirintos e ruas sem volta. Certamente sabemos que existe uma tendência própria de se avaliar com menos rigor do que o rigor que o justo juiz irá impor a cada um no dia do juízo. Neste dia, a melhor habilidade argumentativa que tivermos de nada adiantará, pois essas qualidades humanas servem para o agora, para a época em que o tempo ainda segue seu curso.

Com isso em mente é preciso repensar a jornada a cada instante. Nossa natureza humana que não pode ser deixada à vontade está sendo tratada como Deus quer? Isso inclui a capacidade de aprimorarmos talentos e corrigirmos empecilhos. Sem dúvida podemos afirmar que um destes empecilhos, que insistem em atrapalhar a escalada humana rumo ao céu é o egoísmo.

Ele, irmão bem próximo da soberba, sente muito prazer em dificultar o percurso que alma faz em seu retorno para junto de Deus. Juntos então, se esforçam ao máximo para crescer dentro do homem e transformá-lo em alguém com muita dificuldade de ser admitido no Reino de Deus. Que “habilidades” como essas fiquem bem fora da cartela de opções de cada um. Afinal, Jesus em sua passagem por aqui, neste vale de lágrimas já alertava para as diferentes consequências que nossas condutas nos levariam e levarão. Assim como não é possível comparar o vale de lágrimas com o paraíso, não podemos forçar a entrada de uma chave que se quebrou ou se desgastou em fechadura para a qual foi feita. A chave precisa se ajustar perfeitamente a entrada, seu mau uso irá acarretar problemas e dificuldades ao ponto de que ela terá que ser descartada; não servirá mais para entrar no buraco da fechadura.

Fiquemos atentos e não façamos mau uso de nossos talentos, nem os transformemos ou deixemos que sejam corrompidos, pois correremos o risco de sermos “descartados” e do outro lado da porta estreita não estaremos se não formos compatíveis com o “buraco da fechadura”.

Fonte: Jefferson Roger


 

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Entre o céu e o inferno


Certamente a distância que estamos entre o céu e o inferno é bem diferente em relação à nossa posição atual. O inferno está muito mais próximo do que se pode imaginar; ao passo que o céu se encontra em uma distância bem maior, bem maior mesmo. Vamos entender.

O que nos separa do inferno são poucas coisas e ao mesmo tempo muito dessas poucas coisas. Falamos aqui dos prazeres terrenos, onde já diziam os santos que por “prazeres terrenos padecemos sofrimentos eternos”. Que perigo! Visto com certa simplicidade parece que Deus nos proíbe de todo e qualquer prazer, parece ser completamente proibido ser feliz já aqui na terra e fazer aquilo que gosta. Ora bolas, vamos devagar, não é bem assim! Deus não é um sádico ou um desmancha prazeres. Adiante. Ele é sim, um pai amoroso e justo e é exatamente em sua justiça que residem as rigorosas regras divinas que determinam o avanço da alma para o céu.

No inferno a entrada é gratuita, todos que “tiram” o primeiro lugar vão para lá: o primeiro a desobedecer a Deus, traí-lo, a seus mandamentos, sua família, a confiança e o respeito das pessoas, de Jesus, de Maria Santíssima; esses, como em outra fala dos santos se ouviu dizer: se condenam ao inferno sem a ajuda dos demônios. Não precisa de muito, um pecado grave, cometido conscientemente já basta. É caro leitor, a vida do cristão é repleta de encruzilhadas e a todo tempo é preciso decidir o rumo. Em cada esquina da vida a caterva infernal do diabo está ali, pronta para nos aliciar, como Gedeão fez com o Pinóquio.

Em contrapartida, enquanto fisicamente alcançamos o céu com o nosso olhar, o céu físico, o céu espiritual, o chamado paraíso, cobra uma entrada bem cara, paga a duras penas, com sangue e suor e isso, já atestado desde os primeiros tempos bíblicos. Não são novidades atuais, a escalada dista uma quantidade imensa de provações, tentações, sofrimentos e perseveranças. Como é bom que as coisas são assim e melhor ainda é o fato de Deus ter, na pessoa de Jesus Cristo, nos ensinado e avisado sobretudo. Assim, podemos não ser pegos desprevenidos e seguirmos em frente, amando a Deus, ao próximo, nossas famílias e encurtando a cada dia a distância que nos separa do Reino dos Céus.

Fonte: Jefferson Roger


 

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sexta-feira, 28 de junho de 2024

Você tem tempo?


Certo dia me perguntaram se, caso eu tivesse tempo, se poderia dar uma “olhada” em um documento antes que ele fosse enviado para avaliação. Pois bem, sabemos muito bem que arrumamos tempo para aquilo que nos é prioritário. Deixamos a rotina de lado, se necessário, alteramos horários e compromissos, tudo para colocarmos dentro do tempo disponível aquilo que realmente importa.

No caso em questão, jamais minha resposta seria que não tive tempo ou que não teria tempo, ou então uma outra desculpa qualquer. Nada disso! Claro, o pedido embora consciente e com um “ar” de educação, no fundo tinha a certeza de que, vamos lá, no mínimo a olhada seria dada. No entanto, política de salário mínimo não serve para muita coisa, ainda mais na esfera comportamental, humana e social.

Certamente, caro leitor, é possível que você concorde que, no mínimo, Deus espera o máximo de nosso esforço. Sendo assim, como seria possível, já que a bíblia diz que temos que ser imitadores de Cristo (1ª Coríntios 11,1), agir de forma resumida com as pessoas se ele deu o máximo de si por nós e nossa condição?

Muito bem! Então colocadas as coisas dessa forma, eu, como pai e marido não posso me dar ao luxo de decepcionar a Cristo que me disse como fazer, me mostrou como se faz e explicou quais são as consequências caso eu não o imite. A coisa é simples assim e se você entende o ensinamento, vê a importância dele para sua vida, vai, sem sombra de dúvidas, deixar tudo de lado e sair do seu conforto rotineiro para atender, amorosamente e prazerosamente, a quem vos pedir. Sempre agirei assim porque filhas (no meu caso) e esposa não precisam que eu lhes conceda algum tempo; pois, minha vida diária inclui a família o tempo todo. Mesmo longe de casa, se estou no trabalho, é pela família, dando aulas, é pela família, praticando exercícios, é para se ter saúde para se conviver com a família e assim por diante. E mais, é algo que não se deve bater no peito ou se auto massagear achando que praticou algo digno de heroísmo. Nada disso, afinal, se ouviu dizer alguma coisa sobre Jesus Cristo proclamar vanglorias por tudo que passou por nossa causa? Claro que não! Ele fez por amor e assim, procurando imitá-lo, faço o mesmo pela família.

Fonte: Jefferson Roger 


 

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sexta-feira, 7 de junho de 2024

Os presentes


Existem presentes e presentes. Quem não gosta de ganhar aquela lembrancinha, aquele mimo, aquele presente feito pela pessoa, todo personalizado ou ainda algo que é a sua cara, aos olhos de quem lhe presenteou? Pois bem, acho que podemos dizer que é bem difícil encontrar quem não goste.

O ato de presentear alguém existe desde que se conhece a humanidade; o ser humano sempre demonstra seus afetos de tantas maneiras e entre elas através da entrega de um presente. Você já ganhou o seu, também já deu e isso, possivelmente já alcançou um número de vezes que nem pode mais contar. Que bom não é mesmo! A vida é assim e as pessoas vão se relacionando e se presenteando de várias maneiras. Para quem vos escreve não é diferente. Ontem ganhei mais um. Bem a minha cara, de alguém muito especial para mim e que me conhece muito bem, me ama e está ao meu lado para o que der e vier.

Falo da minha esposa (com quem estou desde 12/1995), um dos meus principais presentes que recebi na vida. E ainda mais: ela me presenteou através do seu amor com duas lindas, educadas e maravilhosas filhas. Sei que talvez alguns digam que para os pais os filhos sempre são assim. Pode ser verdade, mas externar esse sentimento é um ato de reconhecimento valioso e valoroso. Já ouvi ditados dizerem que por trás de um grande homem existe uma grande mulher. Os ditados populares representam a sabedoria popular e eu vou concordar com esse.

Ela é de longe aqui na terra, a minha pedra mais preciosa; a mulher que colocou em meu coração a certeza absoluta de que posso contar com ela em tudo e para tudo. Tudo e todos podem me abandonar; até a saúde pode me deixar, mas ela não. Se precisar vai estar aos pés da minha cama na hora da agonia, por mais que lhe doa pois quem ama sofre pelo outro. E assim, não me cabe responsabilidade e comprometimento menores do que este, pois a família que formamos não nasceu de um amor só: nasceu de um amor entre um homem e uma mulher, abençoados por Deus, tementes a Deus que frutificaram na forma das filhas.

Fonte: Jefferson Roger


 

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As consequências permanecem


Todos sabemos que é assim. Algumas duram mais que outras, algumas são curtas, outras muito curtas, outras ainda demoram mais do que gostaríamos. Ao contrário, caso sejam positivas, ficamos muito satisfeitos por tê-las por um longo período conosco. No entanto, essa realidade imposta por Deus, da temporariedade das coisas, o que inclui a vida de terrena de todos, faz com que o ser humano esteja sempre em busca de novas experiências.

Por causa disso estamos sempre a decidir sobre as coisas, em verdade, sobre muitas coisas, mais verdade ainda, sobre tudo. Estamos sempre a fazer escolhas, a tomar decisões. Quisera, porém, dizer que o ser humano se tornou especialista em fazer escolhas. Sabemos que não é bem assim, pois cada escolha é tratada de forma única e às vezes comete-se o erro de dar pouca importância quando uma decisão muito séria precisa ser tomada.

De fato, como estão colocadas as coisas por Deus, muitas escolhas que fazemos custarão a entrada no céu. Não é por falta de aviso divino, uma das coisas que mais existe na santa palavra de Deus são avisos. Até o Cristo advertiu sobre os perigos do inferno. Ouve e crê quem quer. Já quem quer pagar o preço que não se incomode depois quando as consequências baterem à porta.

Tudo passa e as consequências permanecem. Pior para o ser humano é que algumas consequências parecem inexistentes, mas a justiça divina irá apresentá-las no momento certo; o que é muito pior, pois poderá não haver tempo para correções e reparações. Como vemos, é um perigo constante para a alma barganhar com a vida perigosamente caminhando na beirada do penhasco das alegrias e tristezas. Sempre podemos baixar a vigilância e nossas orações e escorregarmos em um simples tropeço na vida. Aí todo mundo já sabe, é a história do choro sobre o leite derramado.

Fonte: Jefferson Roger


 

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quinta-feira, 6 de junho de 2024

Correrias da vida


O mundo sempre vai tentar o ser humano a colocar mais coisas dentro das vinte e quatro horas. Não importa a correria que façamos, não iremos conseguir “enfiar” tudo neste espaço de tempo. Ahhh, mas o ser humano é muito inteligente e parcela suas tarefas em dias, semanas e meses. Muito bem, com uma atitude assim, corre sempre o risco de priorizar e valorizar afazeres diários que não são fundamentais na caminhada pessoal.

De fato, administrar o tempo chega a ser quase um talento. Sabemos de pessoas que não conseguem, outras sim, algumas com o treino melhoram, outras ainda negligenciam e existe ainda mais, aquelas que são engolidas pelo tempo. Soterradas, vergonhosamente vencidas por não conseguirem viver como querem já que o tempo disponível nunca irá se adaptar às necessidades do ser humano.

O relógio que o diga; se falasse poderia ser um bom ajudante e conselheiro. Pobre acompanhante; vai assistindo seu dono desprezá-lo com muita facilidade e quando se vê: nossa, como o tempo passou! Ou ainda, não consegui terminar, faltou tempo. Pois é, pelo menos alguns reconhecem a utilidade deste aliado e se fazem servir de sua preciosa ajuda: usam o alarme. Muita confiança se deposita neste adestrador da rotina humana, que vai apitando como um árbitro de futebol a cada necessidade dentro do jogo.

E cá estamos nós outra vez; refletindo sobre o tempo que temos e a correria imposta pela vida e pelas escolhas que fazemos. Vale sempre lembrar: somos um composto de corpo e alma e na correria da vida não podemos correr o risco de deixar as coisas do alto de fora, as coisas que não passam. Responsáveis por um dia nos permitir entrar no céu. Já se ouvia dizer de um sábio que na vida as alegrias e tristezas passam e só ficam as consequências de nossas escolhas; que poderão ser eternas.

Fonte: Jefferson Roger


 

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segunda-feira, 27 de maio de 2024

As fissuras na barragem


Revoluções são como rompimentos de barragens. Em vez de um aumento imprevisto no volume de água contida, é o enfraquecimento de sua estrutura de contenção devido à deterioração não detectada que causa a abertura repentina de brechas através das quais o fluxo tumultuado da massa líquida arrasta porções cada vez maiores do vasto trabalho de engenharia projetado para contê-la.

Da mesma forma, o progresso gradual das tendências e ideias revolucionárias, alimentado por paixões humanas indisciplinadas, alimenta um reservatório de descontentamento e desejos de mudança. Mas seu volume é contido por convicções tradicionais, costumes e instituições agindo como uma barragem. No entanto, sob a pressão corrosiva das novas tendências, começam a aparecer fissuras na barreira da resistência, enfraquecendo sua base de sustentação cultural, até que uma tempestade espiritual alimentada por fatores psicológicos e ideológicos (às vezes acompanhados por uma poderosa influência preternatural) atinge a sociedade, causando um rompimento, um muro devastador de inundações e uma subsequente reconfiguração do religioso, paisagem cultural e política.

Na sociedade ocidental, a Igreja Católica é a grande barragem que protege os redutos ainda não conquistados pela revolução neopagã. Baseado nos preceitos imutáveis do Evangelho e da Lei Natural, seus ensinamentos morais impedem que o paroxismo das paixões indisciplinadas produza o campo de ruínas buscado pelas correntes ideológicas de extrema-esquerda. Isso é particularmente verdadeiro sobre o movimento homossexual e a ideologia transgênero, cujas demandas, se bem-sucedidas, levarão à dissolução da família e ao apagamento dos princípios morais fundamentais sobre os quais repousa qualquer civilização digna desse nome. Infelizmente, no entanto, a corrupção intelectual e a revolução sexual abriram brechas na outrora sólida e compacta barragem doutrinária da teologia moral católica que agora estão em processo de se tornarem violações maciças. Basta uma tempestade e o consequente acúmulo de descontentamento para que a torrente de paixões indisciplinadas derrube as estruturas humanas do edifício sagrado que ainda é o baluarte do pouco que resta da civilização cristã ocidental.

A grande tragédia é que muitos dentro da igreja católica, cujo dever seria preservar a integridade da fé e da moral, estão trabalhando para transformar as rachaduras da barragem em rompimentos. Eles estão fazendo o oposto dos antecessores, que alertaram para o perigo da infiltração (como exemplo, o Papa Paulo VI), e tentaram fortalecer e impermeabilizar as paredes do dique com documentos oportunos que lembram o ensinamento tradicional da Igreja. Infelizmente, Nossa Senhora em La Salette, já nos adiantava os acontecimentos desses tempos, também confirmados em Fátima. Fiquemos, pois, fortes e perseverantes, já que a luta irá exigir de todo filho de Deus um compromisso que vai até o sangue na luta contra o pecado (Hebreus 12,4).

Fonte: Jefferson Roger


 

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Ser destaque


Muitas vezes a sociedade em que vivemos elege pessoas de destaque. De alguma forma, a atividade que se faz, o esforço que se faz, o bem que se procura fazer, é reconhecido por aqueles que estão envolvidos no processo. Todavia, mesmo que o destaque não se apresente publicamente, isso pouco importa, porque, afinal, poder deitar a cabeça no travesseiro consciente de que se fez o que se deveria fazer, seguindo valores morais e éticos e é claro e principalmente, divinos, é algo que não tem preço.

Podemos inclusive dizer que é melhor que seja assim, que a coisa passe de forma sutil e discreta, isso ajuda a afastar tentações e incentivar vaidades, uma vez que o vaidoso gosta e precisa de plateia e experimentar uma sensação pública de glória pode sim, e com toda a certeza, ser utilizado pelo inimigo (falamos aqui do diabo), para apresentar e promover ocasiões de pecado.

É como a questão das drogas, a vaidade pode lhe envenenar muito rapidamente e te derrubar sem o menor esforço.

Portanto, se o reconhecimento veio, que bom, mas lembre-se dos dizeres bíblicos que dizem que “quem está de pé, cuide para que não caia”. Ele deve ser um sinal de que se está no caminho certo e que dele não se deve desviar; ao contrário, embrenhar-se ainda mais e com mais perseverança. Até porque, Jesus nos garantiu que é necessário e fundamental que cultivemos em nós a única virtude que nos garantirá o céu: a perseverança; pois nos disse em Mateus 10,22 que “aquele que perseverar até o fim, será salvo”.

Fonte: Jefferson Roger


 

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sexta-feira, 24 de maio de 2024

Foco nos detalhes


Ser um bom observador ajuda muito. De fato, quando paramos para prestar a atenção nas coisas podemos colher bons frutos e perceber os frutos ruins que não devemos pegar. Não é novidade a questão, já líamos na bíblia que tudo nos é apresentado, mas nem tudo nos convém; também já aprendemos na santa palavra de que devemos nesse tudo ficar apenas com aquilo que é bom.

Então, como estamos a perceber, não foi por acaso que Jesus nos mandou vigiar. Vigiar significa entre algumas coisas, ser um observador atento para, também, aprender com os bons e maus exemplos. Pois bem, se todos os membros de uma família adotam em sintonia essa postura, certamente, toda a família lucra e suporta unida todos os obstáculos que o incansável diabo coloca em seu caminho.

Assim é a conduta que os membros de minha família adotam. Na foto, vemos uma de minhas filhas se preparando para voltar para casa depois de um dia de aula. Três coisas podemos observar nessa foto. A primeira é o seu olhar. Ela está sorrindo com os olhos e uma criança com algum problema em casa ou em sua vida dificilmente irá demonstrar uma alegria no olhar. A segunda é o beijo que está a mandar pela foto. Isso demonstra o carinho e o amor para a pessoa que ela sabe, irá receber a imagem. A terceira é o sinal de positivo em sua mão esquerda. É uma dupla afirmação: diz que está tudo bem com ela e deseja que esteja tudo bem com que vai receber a foto.

Se algo não estivesse bem, que criança iria querer tirar uma foto? Só porque o adulto pediu ou mandou? Crianças são sinceras e verdadeiras e não escondem seus descontentamentos. Ademais, outro personagem importante configura a cena; tão importante quanto. É a mãe, que foi buscar a filha na escola e quis promover para o seu marido esse “momento” em família. E assim, por um momento, o desejo e a intenção da mãe, correspondidos pela filha, se unem à receptividade do pai, do marido, que enxerga que do lado de lá, existe preocupação, amor, carinho e bem-querer por parte da família. É um lembrete do que o espera ao final do dia, todos de braços abertos. Isso, caso não se tenha percebido, é um presente de Deus, uma graça completa: uma família.

Fonte: Jefferson Roger


 

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Olhar de ódio


Sabemos que o mundo espiritual permeia a nossa realidade. Por conta de vibrações diferentes e regras divinas estabelecidas, poucos de nós podemos “enxergar” o mundo espiritual e seus desdobramentos. Todavia, ele é uma realidade e nele, assim como em nosso plano, existe o que é bom e o que é ruim.

Vez por outra, sob permissão divina, podemos viver a experiência da manifestação maléfica que nos rodeia. Não é novidade, já líamos na bíblia, muito tempo atrás, que nossa batalha não é contra homens de carne, mas contra os espíritos malignos dispersos pelos ares. Pois bem, é assim que é e vá o filho de Deus se enraizar bem no caminho da cruz para que o diabo fique “fula” da cara e venha pra cima com toda a falta de delicadeza e sutileza possíveis.

Saído do trabalho e caminhando até o ponto de ônibus, distante um quilômetro do serviço, seguia pelo caminho, atento ao trânsito, mas concentrado em minhas orações; afinal, já que Jesus nos alertou que devemos vigiar e orar sem cessar, por que perder uma oportunidade diária de se rezar enquanto se caminha? Dessa forma, enquanto caminhava e rezava, no sentido oposto uma pessoa de rua, iria cruzar comigo. Ao passar por mim, poucos metros depois, ouvi uma voz que certamente tinha algo de sobrenatural, me dizer que iria me matar. Virei rapidamente e deu tempo de encarar o rosto daquele homem que terminava de pronunciar aquelas últimas palavras. Não era um rosto puramente humano, estava um pouco desfigurado. Porém, isso não era o que mais chamava a atenção; além da voz, seu olhar também não era desse mundo.

Era um olhar de ódio, um ódio puro pela criação divina, um olhar de ódio total. Foi um impacto presenciar a situação. No entanto, já conhecedor dessas realidades, me mantive firme, pois, com Jesus e Maria Santíssima ao meu lado, além do meu anjo da guarda, mais proteção impossível. Ele terminou de pronunciar as palavras, fez um silêncio de cemitério me encarando por breves segundos e depois soltou uma risada sarcástica denunciando de que sua zombaria era uma tentativa de me amedrontar. Respondi de volta apenas com um olhar seguro e convicto de que, para entrar em vias de fato naquilo que disse, precisaria passar primeiro pela minha linha de frente. Repito: Jesus, Nossa Senhora e meu anjo da guarda. Enfim, virou-se e continuou a caminhar. Fiz o mesmo e fui para casa refletindo o que passou. Pois é, encaro como uma graça divina, alertando e relembrando que a luta nunca cessa até o final dos tempos.

Fonte: Jefferson Roger


 

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domingo, 19 de maio de 2024

O vilão e suas malvadezas


 Ao vilão são atribuídas muitas características; existe uma tendência de se convencionar que o mocinho representa o bem e o vilão representa o mal. Por outro lado, na realidade em que vivemos e de acordo com a natureza humana, sabemos que não existe alguém somente bom ou somente ruim. Sim, existem aqueles predominantemente bons e aqueles predominantemente ruins. Para piorar, existem também aqueles que hora são bons e hora são ruins, a depender das circunstâncias, interesses e motivações.

Aí, para o cristão, reside o perigo, pois a fina peneira que irá separar os escolhidos ao paraíso dos condenados ao inferno, medirá com extrema precisão divina o saldo de nossas vidas, escolhas e atitudes que tivemos ao longo delas. O fato é de se causar grande preocupação para o ser humano comprometido em agradar a Deus. Ele entende que sua fraqueza é sabida pelo altíssimo, porém, percebe que muito do que faz é porque escolhe se afastar de seu criador e sua ajuda uma vez que de cada um é pedida uma fatia de doação.

Desta forma vai dando ouvidos aos que apoiam verdades diferentes daquelas pregadas por Jesus e com isso vai aceitando que ser mal, algumas vezes é sinônimo de ser esperto. Vai caindo nas artimanhas do diabo que facilmente vai lhe convencendo de que o bom, humilde e servo de Deus, não faz mais nada que ser pisoteado pelo mundo. Vai se cansando de sofrer e sempre abrir mão enquanto assiste as malvadezas, que se descobriu na verdade serem espertezas, levarem as pessoas a obter êxitos e sucessos em seus desejos.

E assim, não importando as consequências do fim da vida, vai sendo vilão sem achar que é, já que julga não estar fazendo mal a ninguém, quando na verdade está a fazer um grande mal para si. Que perigo! Quanta sutileza do demônio que consegue ludibriar o esforço cristão para se chegar ao céu. Não é à toa que Jesus nos alertou sobre a oração e vigilância constantes.

Fonte: Jefferson Roger

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segunda-feira, 29 de abril de 2024

Família


Esse é um dos assuntos que nunca irá sair de moda. Ela é foco de cuidados especiais da parte de Deus e foco também, de toda a atenção do mal e daqueles que trabalham para ele. Infelizmente, a sociedade, que no decorrer de sua história vai se afastando de Deus, não enxerga que esse tempo que o altíssimo concede a todos serve justamente para que as pessoas e suas famílias se convertam e vivam a felicidade de uma vida sobre os cuidados de seu criador.

Deus, que não promete facilidades, promete felicidades. Ele nunca nos mentiu sobre as dificuldades; que são muitas e aguardam cada família em qualquer canto que se possa imaginar. O mal não escolhe em que família entrar, ele não tem esse problema, o mal não abre mão de ninguém, ele se interessa por todos, não escolhe idade, sexo, profissão, etnia, status social, nada.

Todo mundo para o mal é farinha do mesmo saco. Sua família, minha família, qualquer família é alvo do inimigo. Sobre isso já se escreveu por aqui em outras oportunidades. Ademais, este site concentra seus artigos em grandes grupos de assuntos e entre eles um dos principais é a família. Tão querida, pensada e desejada por Deus, expressada nos moldes da sagrada família de Nazaré, levamos adiante por aqui todo o fervor, empenho e dedicação ao progresso material e espiritual das famílias.

O diabo sabe disso, que as famílias são muito queridas por Deus, e por isso não nos deixa em paz. Estuda cada uma, ataca o elo mais fraco, insiste sem descanso, se afasta depois retorna com novas abordagens e por aí vai. Ele é inimigo de momentos como o da foto desse artigo, sorrisos no rosto, reunidos para viver momentos de alegria despreocupados, na companhia de quem mais nos é caro... O demônio quer sempre o contrário do que Deus espera de cada família. Ele (Deus) quer a família lute, como a ajuda de Jesus Cristo, para se manter unida enquanto o diabo luta, com a ajuda dos seus demônios, para que ela se destrua. Mas, “se Deus é por nós, quem será contra nós”? e ainda, “nada nos separará do amor de Cristo”; eis aí dizeres bíblicos que nos garantem que se incluirmos sempre Deus como membro de nossas famílias, teremos a certeza de ter escolhido o lado certo.

Fonte: Jefferson Roger


 

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A sociedade e você


Assim que o mundo lhe descobriu através da sua certidão de nascimento, começa sua jornada em meio a multidão de humanos. Cheia de regras, regulamentos, normas e leis, a sociedade – grupo de pessoas reunidas para partilhar interesses comuns e administrar as diferenças de cada pessoa – vai lhe ordenando e apontando direções e conceitos. Você, que é cristão, e por isso decidiu seguir Jesus Cristo e todo o ensinamento que dele provém, também inserido aqui a santa palavra de Deus, sabe que é uma das tarefas diárias mais difíceis que você tem que executar.

Existem valores bíblicos que para você são imutáveis e te custam grandes dores vê-los sendo desafiados dia após dia pelas novas verdades e conceitos da sociedade. Para os interesses dela você é importante, mas para os seus, você é um número insignificante. Fala-se assim porque as ideologias tentam a bastante tempo sufocar a palavra de Deus e aqueles que o seguem. Infelizmente isso não é assunto novo, Jesus em sua passagem aqui na terra já tinha nos avisado de que seríamos perseguidos por causa dele e de sua palavra.

Então é assim, vivemos a realidade de não sermos queridos por aqueles que querem que vivamos afastados de Deus. Se queremos viver bem com estes, então teremos que ser amigos do mundo. Nada disso: “quem se faz amigo do mundo se torna inimigo de Deus – Tiago 4,4. Como lemos na bíblia, nas cartas apostólicas, tudo nos é apresentado, mas nem tudo nos convém. Justamente porque o que convém a santos (sim, caro leitor, falo de nós, os filhos de Deus, que caminham em busca da santidade ou do contrário não entrarão no céu) é uma vida bem diferente daquela que o mundo nos convida a levar.

Os filhos de Deus são convidados a outra coisa: ser imitadores de Jesus Cristo (1ª Coríntios 11,1). Eis aí a encruzilhada que nos oferece uma escolha. Dois convites com dois destinos bem diferentes.

Fonte: Jefferson Roger


 

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Amigos difíceis


Ditados populares sobre amigos e amizades existem aos montes; nem é o caso de por aqui colocarmos alguns deles. Tenho certeza de que todo mundo conhece algum ou já ouviu falar e não lhe é estranho se ouvi-lo outra vez. Pois bem, sobre estes há de se separar o joio do trigo, pois existem os amigos e os amigos. Falaremos um pouco sobre o segundo grupo, o grupo dos amigos que, mesmo não intencionalmente – por causa da inveja e dos ciúmes – insistem em apresentar a você as dificuldades da vida. Como se já não bastasse enxergarmos com nossos próprios olhos, ainda existem aqueles que arcam com a tarefa principal em nos tirar da jogada.

Sempre estão a nos dizer que não podemos, que não conseguimos e por aí vai. Talvez isso aconteça com eles e para evitar que você os supere em felicidade e propósitos de vida, vão logo “enchendo sua cabeça de minhocas” para que você saia da reta, deixe o caminho livre, seja um a menos para disputar as conquistas que te esperam pela vida, nesta selva de pedra.


Todavia, a coisa ainda pode piorar, você pode cair na tentação de ouvi-los, concordar com eles e depois, para consagração de sua desgraça, acreditar em tudo e começar a falar a si mesmo que não pode, que não consegue, que é difícil e assim por diante. Pronto, piorou de vez, antes mesmo de começar alguma batalha na vida você já entra como derrotado. Esse foi o tema que semana passada, em uma escola estadual, levamos para os alunos do terceiro ano do ensino médio. A fala foi motivada porque uma aluna, em desabafo ao corpo docente da instituição, retratou justamente essa experiência: dos seus amigos, ao ouvirem o que ela queria fazer da vida, depois que terminasse essa etapa de seus estudos (disse que queria ir para a faculdade), ao que lhe disseram que é difícil, caro, falta tempo para quem tem família e uma série de outras barreiras. Perguntada sobre esse seu desânimo, ela contou que foram seus amigos que lhe disseram.


Ora bolas, mui amigos não concordam?! A professora lhe disse para refletir se de fato são os amigos que ela precisa e, por conta dessa situação, veio até mim e fomos até ela com essa aula toda especial, onde se falou dos desejos (que são passageiros) e dos anseios (gravados na alma e impressos no coração), de onde vem nossas motivações e direções, nascidas conosco e cultivadas no tempo certo. A propósito, entre eles está o principal dos anseios, diríamos o anseio chefe: o de um dia retornarmos para a glória dos céus, a pátria eterna. Então, por aqui, enquanto lutamos batalhas diárias para não perecermos pelos desafios da vida em sociedade, vamos ao memo tempo construindo nossos degraus rumo à porta estreita, a porta do céu. Tanto aqui, quanto ali, precisaremos do auxílio divino.

Fonte: Jefferson Roger


 

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segunda-feira, 22 de abril de 2024

Termina o terror


Lemos na bíblia que devemos aproveitar os bons tempos e lembrar que os maus tempos existem, que eles retornarão para nos assombrar, mas que passarão. Por conta disso a perseverança nos é indicada como grande e importante arma no combate que se estende por toda a nossa vida. Não importa, mesmo que a coisa toda aconteça em forma de ciclos, nunca estaremos prontos para os imprevistos das emboscadas. E o mal, incansável perseguidor do gênero humano, mira suas fatalidades contra até os mais aguerridos combatentes de Cristo.

Cada dia nunca é somente mais um dia, o assombro espreita em qualquer canto, não importa se é dia de festa ou não, se existe alegria ou não, problemas ou a falta deles. Se existe alguém que não quer nem saber qual é nosso estado de espírito e emocional, esse alguém é o diabo. Ao contrário do personagem Michael Myers, que na franquia de filmes Halloween, assombra os personagens da trama em épocas específicas; por aqui, na realidade de carne e osso e espírito, nosso halloween é diário.

Mesmo quando nos parece haver o demônio desistido, nada disso, certamente está a nos estudar e aprender com suas tentativas que fracassaram. Ele não desperdiça recursos, mas também não deixa de empregar tudo que tem contra todos nós. Claro, sabemos muito bem que na parte invisível que nos cerca é grande e diária a batalha. Somos diariamente guarnecidos pelo exército celeste divino. As miríades de anjos estão incansavelmente por aí, fazendo o trabalho pesado. Do contrário já estaríamos perdidos.

Ademais, se estão colocados por Deus dessa maneira o passo a passo de nosso caminhar, regado e recheado de muito enfrentamento diário, por que cometeríamos tamanha tolice e tentar atravessá-lo sem toda a ajuda divina concedida e disponível para cada um que a queira? Pois é, como lemos nas cartas de Pedro, o diabo espreita como um leão esperando para dar o bote. Esse terror sempre nos assombrará e terminará no último suspiro; não podemos arrefecer e baixar a guarda. Ao menor sinal de descuido cairemos mesmo! Então sigamos em frente, alertas e com o olhar para cima, para onde devemos chegar, pois, assim não teremos medo do horror diário que nos assombra e não nos distrairemos pelo caminho, já que estamos buscando as coisas do alto, as coisas que não passam.

Fonte: Jefferson Roger


 

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Perdoar


Pois é, Jesus nos avisou que se não perdoarmos as ofensas (pecados) cometidos contra nós, tampouco Deus nos perdoará. Ou seja, existe aí uma condição divina: perdoou, eu te perdoo; não perdoou, não lhe perdoo. Que coisa hein! E ainda vai mais longe a questão: quando o apóstolo Pedro perguntou a Jesus quantas vezes deveríamos perdoar alguém, o Cristo nos respondeu “sempre”. É o que quis dizer com a expressão matemática que ele usou, pois Pedro perguntou “até sete vezes?”, e o ressuscitado respondeu: “não até sete vezes, mas “setenta vezes sete”.

Claro, não é para se ter um caderninho e ir anotando na agenda; quando a pessoa pecou contra você quatrocentos e noventa vezes então pronto, não precisa mais a perdoar. Nada disso, que nos fique bem claro. Não haveria sentido divino em se perdoar apenas uma porção finita, uma parte de uma vida inteira. Se bem que seria curioso se fosse assim. Seria como uma grande chance para se cometer somente esse número de erros-ofensas. Depois disso, a misericórdia e o perdão divinos se afastariam do sujeito para sempre. Sendo assim, por aqui na terra não haveria mais necessidade de se perdoar alguém. Dá para se notar o quão absurdo é conceber a ideia.

Desta maneira, nos resta perdoar infinitamente. E Jesus vai mais longe, ainda quer que rezemos pelos que nos ofendem. Minha nossa viu! Bom, para que não houvesse dúvida foi exatamente o que ele fez quando pregado na cruz: pediu que Deus perdoasse aqueles que estavam fazendo tudo aquilo com ele porque não sabiam o que estavam fazendo. Será que somos assim quando erramos? Não sabemos o que estamos fazendo? A economia da salvação diz que se pecamos mortalmente estamos plenamente conscientes e avisados biblicamente. Parece não haver desculpas, estamos como lemos em Marcos: avisados sobretudo.

Então, nos parece que o que devemos é deixar as burrices desejadas de lado, as sem vergonhices também e partirmos para a brutalidade incondicional. Isso mesmo, decretarmos guerra aberta contra nosso inimigo número um e trilharmos o caminho deixado por Jesus Cristo, onde as quedas, caso existam, serão bem menores e rapidamente auxiliadas por Maria Santíssima e seu filho. No final, o que parece é que tentamos inutilmente agir sozinhos; padecemos por isso muito mais que padeceríamos se não tivéssemos largado a mão de Deus durante o retorno par ao céu.

Fonte: Jefferson Roger


 

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É quando fica mais difícil


Vale o lembrete de quão é difícil caminhar por esta terra. Tão difícil também, algumas vezes, parece entender porque Deus que diz nos amar, permite tantas dificuldades pela vida. Seja lá como for, as coisas são assim mesmo e reclamar não vai mudar nada. Em Malaquias 6,7 lemos que “eu sou o senhor seu Deus e não mudo”. Em Isaías 45,23 ele diz que “minhas palavras não serão revogadas”. Então é assim mesmo, as coisas são como são e quem quiser ir ao céu que aceite os termos divinos.

Pois bem, sabemos que é assim. Que é difícil, mas, e quando fica mais difícil? O que fazer?

Algo até temeroso de se pensar, pois, se já é difícil a caminhada diária, caramba, como enfrentar dificuldades ainda maiores que as corriqueiras? Parece o diabo ter alguns ataques, algumas investidas especiais no combate contra seu inimigo. Ele é perito na arte do sortilégio e não deixa por menos, jamais, os filhos de Deus “em paz”. Pessoal, às vezes esquecemos que “paz” não provém de coisas más e sim de coisas boas”. Inclusive a paz verdadeira que vem de Jesus, que nos conforta mesmo nas dificuldades e provações.

Sendo assim, como sabemos muito bem, nosso tentador de plantão, que nunca desperdiça oportunidades, sabe que chutar pessoa caída é sempre mais fácil, quase promessa de sucesso completo. É quando fica mais difícil, tentamos, tentamos e tentamos e os aparentes insucessos vão abrindo portas para as empreitadas do mal. Já dizia Padre Pio que “quanto mais perto de Deus, maior é a tentação”. Por aí já percebemos o quanto somos, no mau sentido, valorosos para o demônio. Não nos quer perder a custo algum. E se é assim que é, para que então nos afastarmos dos cuidados divinos? Perder de vista a proteção divina compromete fatalmente a caminhada rumo ao céu. Então, justamente quando ficar mais difícil é hora de lembrarmos de Hebreus 12,4: lutarmos até o sangue a batalha contra o pecado”.

Fonte: Jefferson Roger


 

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Pressão contrária


Neste ano, durante a vigília pascal, no momento da homilia, o sacerdote ao catequizar os presentes na celebração, a respeito da importância do que Jesus fez por nós, significando por essas atitudes o quanto ele nos ama, entre suas palavras algumas frases me chamaram muita atenção e concordo com todas elas. Por isso, cabe aqui a oportunidade de comentar o ensinamento.

Na contrapartida do fato de Jesus nos amar, reside o fato do diabo não amar. Ora bolas, o leitor deve estar a se perguntar: isso é mais do que óbvio! Verdade! Concordo, mas, tem sempre o “mas”; até atrás daquilo que poderia ser muito claro para o cristão, o demônio se mete no meio e consegue causar todo tipo de confusão. Sempre com o objetivo de enfraquecer a alma tirando-a a tão valiosa e necessária fé. Seguia então o sacerdote a falar que Jesus nos ama e então disse que o diabo tenta a pessoa “sublinhando seus fracassos” para jogar na cara do sujeito que é mentira Deus lhe amar, pois se amasse não te abandonaria em seus fracassos e erros.

De fato, é assim mesmo, o diabo gosta de bater em cachorro caído, agonizando e sem forças para revidar, se defender ou se reerguer do tombo.

No entanto, isso funciona apenas para a alma desatenta (aquela que desobedece a Jesus Cristo e não vigia e ora sem cessar). O humilde e manso de coração, imitador do ressuscitado (1ª Coríntios 11,1), sabe que a culpa é dela e não de Deus. Quando errou e fracassou foi justamente por que escolheu abandonar o altíssimo, o três vezes santo. Esqueceu desgraçadamente que sem Jesus nada pode fazer (João 15,5) e tentou viver uma vida sem nenhum modo cooperativo divino. Claro, só poderia terminar chafurdando na lama dos pecados, lugar impróprio para as ovelhas do senhor. Pior ainda, já que sempre pode piorar, é quando sofremos, além da pressão diária que nosso inimigo número um exerce sobre nós incessantemente, a pressão contrária das pessoas ao nosso redor. Ficam sempre a nos acusar do mesmo delito periodicamente, constantemente, se esforçam para que nunca esqueçamos o que fizemos de errado, deixam bem claro que somos imerecedores das graças divinas. Pressionam até que a pobre alma pecadora se veja em dúvida, desprovida de fé e cai em sua fragilidade achando que, se é falado tanto assim sobre si, deve ser verdade e você não irá muito longe além de se jogar no inferno. Agindo assim, ajudam o demônio, nosso principal acusador, a nos forçar rumo a perdição. Como vemos, a luta contra o mal se vale de tudo, até de se infiltrar no campo alheio para atacar em todas as frentes possíveis. Vamos repetir? Por isso Deus pediu (Mateus 10,22) a perseverança até o fim, caso queiramos entrar no céu.

Fonte: Jefferson Roger


 

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sexta-feira, 19 de abril de 2024

Aventuras inúteis


Bom, todo mundo sabe muito bem que o diabo precisa disfarçar suas intenções misturando verdades com mentiras para ludibriar as almas divinas que caminham por este vale de lágrimas rumo ao céu. Sutil, muito esperto e com séculos de sabedoria em sua bagagem, além de conhecer a santa palavra e toda a economia da salvação, nosso inimigo possui inúmeras “formações” na área comportamental. O ser humano é por ele desmiuçado em seus mínimos detalhes; até as mentes que se julgam muito inteligentes e sábias correm o risco da queda definitiva que resultará na condenação eterna.

Claro, sempre existirá a dúvida humana: por que Deus permite tudo isso? Nossa mente não tem permissão divina para alcançar no agora da humanidade as respostas que buscamos. De nós é cobrado a fé em tudo que o Deus “invisível” deixou por escrito através de seu Espírito Santo. Anterior a isso, seu porta-voz deu sua passada de três anos entre os mortais e aprimorou uma porção de verdades. Ainda assim, tudo é muito complexo e também por isso, nos foi apontada a direção do céu, regada a humildade, fé e sofrimento. Vai entender, ainda se diz que Deus é amor. Ô amor difícil esse hein! Não, nada disso! O amor ensinado por Deus abraça dores e sofrimentos, alegrias, tristezas, pesares e todo tipo de provação. Ou alguém acha que Jesus passou por tudo que passou aqui na terra por alguma coisa que não era amor?

Bem diferente do amor do mundo que quer afastar o ser humano de Deus, desapegando-o do olhar sobrenatural que todos devem ter em relação a sua essência, propósito e destino. Bem neste viés se intromete o diabo. Ele apresenta o mal, que corrói e corrompe a alma, em pratos saborosos e deliciosos. Não pode a besta infernal transparecer em seu convite que tudo está sob um véu maligno. Quem se juntaria a ele se fosse assim? Ao contrário, grande explorador da fraqueza humana, convida o homem para viver aventuras inúteis.

Nesta aparência, essas aventuras recheadas de inverdades disfarçadas vão, gota por gota, centímetro por centímetro, empurrando o desatento filho de Deus para a beira do abismo. Dali é questão de tempo para o passo final e irreversível. O bom, o gostoso, o prazeroso, o saboroso, o relaxante, tudo isso são coisas boas e justamente por terem essa natureza, o demônio se apropria delas e as coloca como ingredientes nas misturas maléficas que ele apresenta em suas ocasiões de pecado. Não é à toa que Jesus mandou vigiarmos constantemente e exorta que “quem está de pé, cuide para que não caia”.

Fonte: Jefferson Roger


 

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