segunda-feira, 22 de abril de 2024

Pressão contrária


Neste ano, durante a vigília pascal, no momento da homilia, o sacerdote ao catequizar os presentes na celebração, a respeito da importância do que Jesus fez por nós, significando por essas atitudes o quanto ele nos ama, entre suas palavras algumas frases me chamaram muita atenção e concordo com todas elas. Por isso, cabe aqui a oportunidade de comentar o ensinamento.

Na contrapartida do fato de Jesus nos amar, reside o fato do diabo não amar. Ora bolas, o leitor deve estar a se perguntar: isso é mais do que óbvio! Verdade! Concordo, mas, tem sempre o “mas”; até atrás daquilo que poderia ser muito claro para o cristão, o demônio se mete no meio e consegue causar todo tipo de confusão. Sempre com o objetivo de enfraquecer a alma tirando-a a tão valiosa e necessária fé. Seguia então o sacerdote a falar que Jesus nos ama e então disse que o diabo tenta a pessoa “sublinhando seus fracassos” para jogar na cara do sujeito que é mentira Deus lhe amar, pois se amasse não te abandonaria em seus fracassos e erros.

De fato, é assim mesmo, o diabo gosta de bater em cachorro caído, agonizando e sem forças para revidar, se defender ou se reerguer do tombo.

No entanto, isso funciona apenas para a alma desatenta (aquela que desobedece a Jesus Cristo e não vigia e ora sem cessar). O humilde e manso de coração, imitador do ressuscitado (1ª Coríntios 11,1), sabe que a culpa é dela e não de Deus. Quando errou e fracassou foi justamente por que escolheu abandonar o altíssimo, o três vezes santo. Esqueceu desgraçadamente que sem Jesus nada pode fazer (João 15,5) e tentou viver uma vida sem nenhum modo cooperativo divino. Claro, só poderia terminar chafurdando na lama dos pecados, lugar impróprio para as ovelhas do senhor. Pior ainda, já que sempre pode piorar, é quando sofremos, além da pressão diária que nosso inimigo número um exerce sobre nós incessantemente, a pressão contrária das pessoas ao nosso redor. Ficam sempre a nos acusar do mesmo delito periodicamente, constantemente, se esforçam para que nunca esqueçamos o que fizemos de errado, deixam bem claro que somos imerecedores das graças divinas. Pressionam até que a pobre alma pecadora se veja em dúvida, desprovida de fé e cai em sua fragilidade achando que, se é falado tanto assim sobre si, deve ser verdade e você não irá muito longe além de se jogar no inferno. Agindo assim, ajudam o demônio, nosso principal acusador, a nos forçar rumo a perdição. Como vemos, a luta contra o mal se vale de tudo, até de se infiltrar no campo alheio para atacar em todas as frentes possíveis. Vamos repetir? Por isso Deus pediu (Mateus 10,22) a perseverança até o fim, caso queiramos entrar no céu.

Fonte: Jefferson Roger


 

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