quarta-feira, 30 de agosto de 2023

Nunca esteve sozinho


No filme Star Trek V o personagem Capitão Kirk diz logo no início do filme – enquanto estavam a tirar uma folga de seus serviços – ao doutor e Spock enquanto acampavam sobre a certeza de que ele, Kirk, não morreria em determinado momento de uma de suas aventuras (ele estava a escalar uma montanha, mas tinha se desequilibrado e caíra; o Spock o resgatará usando um par de botas antigravitacionais). Após alguns silêncios dos companheiros, o capitão disse que soube que não morreria nesta queda porque não estava sozinho, os amigos estavam com ele, concluindo que sentia que morreria só.

Ao final do filme, num combate contra o inimigo, prestes a morrer, eis que o Capitão Kirk, sem saída, dá como certo o seu fim, porém, eventos finais o salvam do destino que achava certo. Era o Spock, que dentro da nave Klingon salvara o amigo da criatura que pretendia extermina-lo. Ao saber quem o salvou, ele ficou emocionado e disse que achava que iria morrer. Ao passo que Spock retoma a fala do início do filme quando diz ao capitão: impossível, nunca esteve sozinho. (cena da imagem)

Trazendo a analogia para nossas realidades é assim que devemos nos sentir: certos de que nunca estamos sozinhos em nossa caminhada, pois é o próprio Cristo que disse: “estarei com vocês todos os dias até o fim dos tempos”. Que companhia melhor que essa? Pena alguns resolverem troca-la pela companhia do demônio. E o fazem, ainda que achem que não quando voluntariamente aderem a tudo que é contrário ao que Deus nos ensina e cobra. Precisamos lembrar a cada dia que nunca estamos sozinhos e isso, inclui infelizmente, a ronda dos espíritos malignos dispersos pelos ares que buscam como um leão a oportunidade de dar o bote. Temos que escolher de que lado pretendemos viver no aqui e no acolá, depois que a passagem chegar e o julgamento acontecer.

Fonte: Jefferson Roger


 

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segunda-feira, 28 de agosto de 2023

Esforço e dedicação


Ou se vai com isso em mente, tocando a vida para frente, ou a derrocada é assunto decretado no inferno para a alma que insiste em caminhar pelas estradas paralelas, tentando fugir da fiscalização; algo inútil, diga-se de passagem. Deus, que vê no oculto e enxerga dentro dos corações, certamente lamenta quando uma de suas criaturas vacila na crença dos céus e afrouxa a vigilância no percurso.


Não deixa de se esforçar, tampouco de se dedicar, todavia muda sua direção, radicaliza amenizado pelos discursos da outra parte, os discursos do mundo, que sempre irão oferecer a solução mágica, instantânea, com recompensas imediatas e sem contratempos. Bem conto da carochinha mesmo e o sujeito é enganado em sua falsa inocência pelos Gideões das esquinas, que sorrateiramente invadem os sonhos distantes e os trazem para o olhar vislumbrado, que assim se comportando não enxergam a natureza hostil dos malefícios do inimigo que sempre irão buscar a queda dos filhos de Deus.

Então, já que nossa natureza é se dedicar e se esforçar por aquilo que tanto queremos, desejamos e mais profundamente ansiamos, que o façamos pelas coisas do alto, onde certamente estão os tesouros bíblicos não perecíveis. E isso devemos aprender o quanto antes e transmitir aos outros, exatamente como nos pediu Jesus Cristo. E este quanto antes significa também, incluirmos nossas crianças. Para que aprendam desde cedo pelo que vale a pena viver, porque vale a pena termos família e a amarmos, amando a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.

Fonte: Jefferson Roger


 

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quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Tudo é possível


Na época de Jesus, quando os discípulos debatiam com ele sobre os ensinamentos doutrinários, vez por outra, se deparavam com a dura realidade de suas exigências. Ao ponto de questionarem o Cristo sobre a dificuldade em sermos salvos. Sobre isso o ressuscitado dizia: “aos homens isto é impossível, mas a Deus tudo é possível” – Mateus 19,26. Como vemos a regra é simples: se removermos Deus da equação de nossas vidas não terminaremos nossos dias entrando no céu.

Já diziam os santos que aqueles que não rezam se condenam ao inferno sem a ajuda dos demônios. Não uma oração qualquer, mais parecida com uma lista de supermercados ou de almoxarifado. A oração ouvida por Deus brota do coração, onde Jesus disse ser o lugar do nascimento de todas as coisas. Então, deduzimos facilmente, alvo do nosso inimigo.

Se nossas defesas baixarem não teremos meios de lutar desguarnecidos do necessário para perseverar (Mateus 10,22). E mais, enquanto Jesus Cristo disse que para os homens é impossível a salvação por meios próprios e afastados de Deus, o diabo anda livremente por aí tentando perder as almas. Ai dos descuidos se na vigilância as coisas são bem difíceis de suportar. Vai entender porque Deus dificulta as coisas, ou será que não dificulta e somos nós que fazemos “corpo mole”?

Às vezes parece que fazemos, outras parece que ele dificulta, outras ainda nos sentimos tratados como seus filhos, ademais, não bastasse, ainda nos sentimos em outras ocasiões como fantoches. Tudo é possível para ele e tudo é possível em nossas vidas. A coisa pode ficar feia muito rapidamente e todos nós podemos afirmar que “sem Jesus Cristo não podemos fazer nada” – João 15,5. Então, colocados os termos dessa maneira, temos que nos sentir esperançosos como os fãs das duas realidades cinematográficas: Star Wars e Star Trek. Universos diferentes em suas histórias, mas que um dia, muitos fãs gostariam de vê-los unidos em uma trama de encher os olhos. Sejamos assim: esperançosos em nosso esforço diário pelo caminho apertado da porta estreita, renunciando a nós mesmos, dia pós dia, tomando nossa cruz diariamente e seguindo Jesus (Lucas 9,23).

Fonte: Jefferson Roger


 

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terça-feira, 22 de agosto de 2023

Trajetórias e Aventuras


Temos um percurso a percorrer; quando nascemos somos acometidos da primeira e mais certa de todas as certezas: passaremos pela experiência da morte. O bondoso Deus, em sua sabedoria infinita faz de tudo para que um dia passemos a morar com ele na eternidade, felicidade e glória do céu. Para isso, certamente gerencia nossa caminhada dando-nos uma dose de liberdade durante o trajeto de nossas vidas. Se chegarmos ao final, na outra ponta desta vida, às portas do fim e ainda assim estivermos com alguma pendência que nos impossibilite a entrada direta no paraíso, lá vem o criador do universo a consertar nossos deslizes através da morte.

Que magnífico é sofrer derradeiramente e intensamente para que do outro lado estejamos justificados em seu amor e sabedoria divinas. Sendo assim, já que a doutrina divina nos ensina a metodologia do altíssimo, bom negócio é para nós passarmos por essa trajetória com menos aventuras possíveis, pois, pode ser que sejamos pegos de surpresa em meio a uma delas e não consigamos tempo para o arrependimento.

No entanto, já que a natureza humana gosta de se aventurar de muitas maneiras, que o faça o homem em sua intensidade máxima, prontos para encarar a morte, como se não houvesse amanhã. Assim como no exemplo da jornada traçada por tantos personagens da ficção científica – aqui se destacando James Tiberius Kirk, capitão da nave estelar Enterprise – devemos em prol de muitos procurarmos fazer o bem. Claro, a humanidade sempre irá esbarrar nas fraquezas que nos farão deslizar, exatamente como alguns escorregões que o Capitão Kirk sofreu ao longo de suas aventuras, mas, como mensagem das séries televisivas e filmes cinematográficos, intencionava acertar, se recuperava, se levantava, reconhecia, pedia ajuda e seguia em frente, aprendendo com os erros.

Exemplos existem aos montes, tanto fictícios com traços impressos por seus criadores, quanto verídicos, vividos em nossa época ou antes dela. Desta forma nos cabe não fecharmos os olhos, aproveitarmos o aprendizado que podemos colher das pessoas, seja bom para nosso bem, ou mal para evitarmos fazer igual e, acima de tudo, como lemos em 1ª Coríntios 11,1 – sermos imitadores de Jesus Cristo –, sem dúvida o exemplo dos exemplos para que com essa atitude constante em nossas vidas possamos vive-la audaciosamente e corajosamente sem medo de um dia perdermos o céu.

Fonte: Jefferson Roger


 

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quinta-feira, 17 de agosto de 2023

Os novíssimos


Sobre este assunto já falamos por aqui; são os últimos acontecimentos que acometerão cada pessoa. São eles: morte, julgamento, sentença, purgatório e/ou céu ou inferno. Pois bem, lemos na bíblia que devemos pensar constantemente em nossos novíssimos para que não pequemos. De fato, parece bem verdade, pois, se mantivermos na mente a constante lembrança de que o próximo minuto de nossas vidas poderá ser o último, sem dúvida não existe nada que valha o risco de se perder a entrada no paraíso.

Sendo assim, podemos concordar que o diabo faz um excelente trabalho pervertendo a humanidade e convencendo-a a não pensar nesses assuntos; deixar para depois, aproveitar a vida já que é curta e não sabemos quando terminará esta primeira etapa. Tanto é, que um desses novíssimos, especificamente a morte, é tratado com bastante articulação por nosso inimigo ao ponto de torna-la uma experiência que não desperta o respeito que merece.

As mortes são tratadas em filmes, são tratadas em jogos eletrônicos e tudo fica por isso mesmo. Acostuma-se com ela de forma que não mais cause preocupação com a transformação que é capaz de fazer na vida de todos. Todavia, na batalha do bem contra o mal, Deus usa do mesmo acontecimento, a morte, para nos resgatar e nos recolocar no eixo da salvação: o caminho apertado que conduz para a porta estreita do céu.

Ele, para demonstrar que é quem manda em tudo, inclusive na intitulação humana denominada lei natural da vida, trata de vez por outra, ceifar a vida de pessoas conhecidas, amigos, parentes próximos e familiares bem próximos e mais, fora da ordem que as pessoas esperam. Não vai aquele que é mais velho, vai aquele que Deus determinou que deve ir, responder ao seu chamado. Um pensamento e um olhar pouco sobrenaturais não irão compreender e suportar os desígnios divinos, o sujeito irá se sentir um fantoche nas mãos de Deus, uma criança que depois que ganha o pirulito, este lhe é tirado da boca. Não adianta espernear, caso ainda não tenha notado, as coisas são assim e pronto. A cada morte muito próxima vamos encarando a vida com outro olhar, o olhar que Deus espera que tenhamos; claro, não deixamos de aproveitar nossas vidas, mas com essas marcas duras da realidade que nos separa temporariamente corpo e alma e daqueles que amamos, somos obrigados por Deus, se assim quisermos para nosso bem, mudarmos e corrigirmos atitudes que possam estar desalinhadas com o evangelho de Jesus Cristo. Afinal, seja pela lei da vida (controlada por Deus) ou a ordem celeste do criador, a hora de cada um poderá nos pegar desprevenidos. Ai daquele que não seguiu o conselho do Cristo e não foi prudente e simples, além de perseverante e vigilante, orando sem cessar.

Fonte: Jefferson Roger


 

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quarta-feira, 9 de agosto de 2023

Empenho máximo


Claro que existe o ditado popular que fala sobre fazer o que se diz e não o que se faz. Um pouco estranho é verdade, mas que no fundo reflete atitudes de mau caráter e uma “sem vergonhice” sem tamanho. Pais que querem ser durões, rígidos, exigentes, autoritários e cheios de recursos linguísticos com suas doses de machismos exagerados a ditar regras querendo que seus filhos sejam imaculados a respeito de tudo já aqui na terra. Que pesar, longe dos holofotes agem exatamente como Jesus disse sobre os fariseus: são hipócritas; pessoas falsas que buscam alcançar objetivos próprios passando por cima de valores importantes, imutáveis e pior que isso: vivendo uma falsidade na sociedade. No dia do juízo, um comportamento assim, no estilo personagem farisaico será desmascarado perante todos e aquele que se fez de bonzinho e puritano aos olhos de todos e isso inclui em primeiríssima mão, sua família e os que gostam e o enxergam como bom exemplo, sentirão o duro golpe da decepção.


E mais, pior ainda é oferecer ao próximo que lhe ama uma decepção já aqui na terra. Jesus odeia isso e toma as dores de todos que o seguem, ao ponto de dizer que o que fazemos a alguém, fazemos ao mesmo tempo para ele. Eita coisa viu! Aí a coisa ficou bem séria! Como podem pais cobrar coisas dos filhos e por trás, na solidão dos pecados e na escuridão das trevas (já que Jesus disse que quem o segue não andará em trevas) agir exatamente no oposto daquilo que proferem?


Quanto a mim, pobre pecador que mal dou conta de levar minha alma na direção da salvação, faço o que posso para não ser duas caras, agir em duas frentes distintas e opostas e não desagradar a fila das pessoas que depositam suas boas crenças em mim. Chegar em casa e fingir sorrisos, beijos, abraços e de que tudo vai bem, quando longe de esposa e filhas estaria a cometer as abominações bíblicas que me levariam diretamente para a fila dos condenados? Sai para lá Satanás, nossa briga jamais terminará com uma derrota minha porque escolhi a Jesus Cristo, Maria Santíssima e minha família dada por Deus. Se tem que ser contra o pecado uma luta minha até o sangue, como lemos em Hebreus 12,4, que seja, pois não se trata de preço alto ou impagável; muito pelo contrário, andar no caminho traçado por Jesus Cristo onde está bem sinalizado com seu sangue é um convite para lá de especial e tenho certeza que a vida que tento levar, o exemplo que tento dar e o legado que pretendo deixar, não demonstrarão algo diferente quando eu me for.


Outro dia dos pais chegando, aqui vou eu; se Deus quiser continuarei a ser o pai que minhas filhas precisam por um bom tempo antes que o meu fim da linha chegue. Sempre as quedas aparecem na dura realidade humana e também nelas espero que enxerguem que em meus defeitos meu amor por elas, pela mãe delas e a família, nunca irão se desvanecer nas nuvens mundanas e ofertas malignas que sempre tentarão destruir tudo aquilo que Deus me deu.

Fonte: Jefferson Roger


 

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terça-feira, 8 de agosto de 2023

Não se prejudique

 


A habilidade de embotar a mente de uma pessoa é uma das grandes capacidades que nosso inimigo número um de nossas almas possui. Com extrema taxa de sucesso ele consegue convencer o ser humano que se afasta um pouquinho que seja de Deus, sobre coisas que não lhe farão bem e lhe acarretarão em sua condenação eterna.

Sem dúvida é muito grande seu poder de convencimento já que trabalha nos sentidos para conseguir invadir o coração, depois a mente da pessoa e por fim escraviza-la por completo. Pensando de maneira rápida, se você ouvir alguém dizer que irá se prejudicar intencionalmente pode lhe ocorrer de que esta pessoa não esteja plenamente sã. Claro, você faz isso baseado em sua própria condição.

Se cortar de propósito? Tomar veneno? Se embebedar? Se drogar? Jogar o carro na contramão? Pular de um prédio de dez andares? Atirar para matar alguém? Matar a mãe? A pessoa vai elencando possibilidades e vai se dizendo que não faria nenhuma delas. Depois, com mais calma, percebe que entre essas mesmas possibilidades ela conhece alguém ou tem conhecimento de alguém que já a praticou. Com mais calma ainda, vai investigando e encontra outras possibilidades, estas menos descaradas, que para sua surpresa já pensou em faze-las. Sobe-lhe o horror! Descobre, com a graça de Deus, que a sutileza o diabo não poupa ninguém.

Jesus, quanto a isso, deve estar lá em cima dizendo: “eu avisei que precisam vigiar e orar sem cessar... Avisei...”

No fundo o que Deus quer das pessoas é que enxerguemos as coisas com um olhar sobrenatural e um coração semelhante ao de Jesus para que não caiamos em tentação porque (ele mesmo nos advertiu), só o espírito está pronto.

Fonte: Jefferson Roger




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Tentativas


Tentativas e mais tentativas; muitas são as pessoas que passam a vida fazendo tentativas. Bom, acho que podemos concordar que todos nós tentamos muitas coisas em muitas áreas da vida. Às vezes erramos tentando acertar; outras vezes a “pontaria” nem estava tão boa e acertamos dentro do alvo. Outras ainda, e mais grave forma de tentativa, é aquela em que tentamos em vão seguir um caminho afastado de Deus e para piorar ainda mais a situação ficamos narrando para nossa consciência uma trajetória totalmente construída em nosso favor.

É o famoso tapinha nas costas que nos damos, as palmas que batemos por nós mesmos. “Já que ninguém me gava sozinho eu mesmo faço isso”. O vaidoso precisa de plateia e a encontra nas pessoas que se assemelham enquanto desejos da mesma natureza. São as vitrines dos pecados onde alguns são demonstrados e enaltecidos para a humanidade.

O grande problema de atitudes assim é que elas, assim como praticamente todas as coisas, possuem uma data de validade e prazo contado. Não só isso, nós não conhecemos esta inscrição no rótulo de nossa vida, pode ser tarde demais para o arrependimento quando a morte está a um segundo depois que o pecado mortal for praticado. As pessoas não se cuidam e tornam-se peritas em tentar desviar o pensamento das realidades que irá enfrentar no dia de seus juízos.

“Faça ou não faça. Não existe tentar” – já dizia o personagem de ficção científica da saga Star Wars de George Lucas, Yoda. Enquanto o sujeito ficar tentando mudar de vida não mudará – inventará mil desculpas –, enquanto ficar tentando viver uma vida que lhe agrade apenas terminará por nunca agradar a Deus. A coisa é muito séria para ser tratada de qualquer jeito. Afinal, o ser humano preza e dá valor para tantas coisas suas e tantas conquistas e o bem mais precioso que recebeu, sua alma que é eterna, vai despacha-la tão facilmente assim para a condenação?

Fonte: Jefferson Roger


 

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À espera de um milagre

 


“Saber esperar é uma virtude! Aceitar, sem questionar, que cada coisa tem um tempo certo para acontecer… é ter Fé!” Pois bem, eis aí uma boa reflexão que podemos colher do filme À espera de um milagre. Afinal, com o andar do mundo de hoje, que já vem de tempos, quantas pessoas não se transformaram em apressados e impacientes constantes? Principalmente quando o assunto é sua relação com Deus. Sofrem além da conta pela demora que consiste no tempo de Deus e não conseguem se manter firmes no caminho da porta estreita.

Falta-lhes o item básico: a fé, que aliás, diga-se de passagem, quase é artigo de luxo neste mundo e é algo muito difícil de cultivar e sustentar. O que falamos aqui nem se trata de uma opinião humana, pois ninguém menos que Jesus Cristo já adiantou em sua passagem aqui na terra a sua preocupação em relação à fé das pessoas: “Propôs-lhes Jesus uma parábola para mostrar que é necessário orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo. Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus, nem respeitava pessoa alguma. Na mesma cidade vivia também uma viúva que vinha com frequência à sua presença para dizer-lhe: Faze-me justiça contra o meu adversário. Ele, porém, por muito tempo não o quis. Por fim, refletiu consigo: Eu não temo a Deus nem respeito os homens; todavia, porque esta viúva me importuna, far-lhe-ei justiça, senão ela não cessará de me molestar. Prosseguiu o Senhor: Ouvis o que diz este juiz injusto? Por acaso não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que estão clamando por ele dia e noite? Porventura tardará em socorrê-los? Digo-vos que em breve lhes fará justiça. Mas, quando vier o Filho do Homem, acaso achará fé sobre a terra?” – Lucas 18,1-8.

Pois é, não bastasse ainda nos disse que a virtude da perseverança (Mateus 10,22) é a grande responsável por nos ajudar a chegar no paraíso.

Fonte: Jefferson Roger


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quinta-feira, 3 de agosto de 2023

Motivos para pecar ou não


Razões e motivos é o que não faltam na vida de uma pessoa. De fato, o ser humano é perito na criação de razões e motivos para endossar suas atitudes. Uma situação que vai, mais ou menos, na mesma linha da culpa: “a culpa é minha então eu a coloco em quem eu quiser”. Pois bem, e agindo assim a lista de argumentos em favor próprio se torna facilmente interminável. Afinal, assim como é fácil fazer malabarismo com as palavras, da mesma forma se pode justificar comportamentos.

Os padres que o digam; na fila do confessionário o sujeito chega para sua confissão e começa a falar mal dos outros culpando-os por ter pecado. “Olha seu padre, eu fiz isso de errado por causa dele, por ser ele assim e assado”. Exemplos como esse ouvi da boca do sacerdote Duarte Souza Lara, da Diocese de Lamego em Portugal. Padre exorcista que acompanhou o também padre exorcista – já falecido – Gabriele Amorth, autor de muitos livros.

Como vemos, a coisa é mais fácil de se compreender do que se imagina; no fundo estamos a falar das desculpas. Muitas pessoas são verdadeiros mestres em usar desse artifício – o de se pedir desculpas para tudo ou dar desculpas sobre tudo – para se defender e como já dissemos, justificar suas condutas. Desta forma o que não faltam são justificativas para pecar e para não pecar. E estas justificativas são tão boas que o pecado é transformado quase num passe de mágicas em algo nada prejudicial para a alma e facilmente passivo de se conviver com ele.

Acostuma-se tão rapidamente e facilmente e só se dá conta disso o sujeito quando for tarde demais ou por misericórdia divina, ainda que o estrago esteja feito, acorda-se no meio da tempestade e a salvação custará muito caro para o empenho da pessoa. O que resta então é não dar ouvidos aos ditos do maligno e abraçar os verdadeiros motivos e razões pelas quais vale viver e um dia morrer para entrarmos na glória e felicidade eternas do reino de Deus, preparado para todos nós desde o início dos tempos (Mateus 25,34).

Fonte: Jefferson Roger


 

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segunda-feira, 31 de julho de 2023

Encarando Situações


Não há como negar, não se passa ileso pela vida; sempre existe a cada dia a possibilidade de esbarramos com um problema. Problemas são algo que ainda não se sabe a solução; caso não exista, algo a esse respeito precisa ser feito, pois, do contrário, ele dificilmente desaparecerá com o tempo, ainda que dá memória. No filme Falcão – O campeão dos campeões, um dos protagonistas, decidido a mudar de vida e seguir o caminho correto, precisa antes encarar as marcas do passado que cicatrizaram de uma maneira um tanto prejudicial.

Seguir em frente, algumas vezes, não significa esquecer o aprendizado do passado, ainda que ruim, mas ainda assim uma lição; significa, portanto, melhorar com as etapas que já passaram e colher dentro delas ingredientes para uma vida melhor, vivida com o auxílio divino, diário e constante. Nunca dessa parte devemos esquecer, até porque alguém gosta de ser esquecido? Uma sujeirinha que o vento da vida varreu para longe das pessoas? Duvido... E vale saber: varrido pela vassoura do mal.

Então, se pensamos assim e queremos que Deus se lembre de nós, não como mais um, mas como alguém único, seu filho que espera um dia entrar no céu, não devemos virar as costas para situação alguma. Você é um homem ou um rato, ilustra bem o ditado popular a respeito de alguém que por falta de coragem suficiente, se acovarda na alma e no coração e não consegue agir dentro do que é preciso que se faça. Sem falar que no livro do Apocalipse a lista dos condenados começa pelos covardes (os tíbios).

Situações assim no cotidiano das pessoas (que vão se acovardando e se entregando às cantigas da perdição entoadas no mundo), vão dando amostras ao diabo de como ele pode fazer para vence-las com as tentações. Se fracassam assim demonstrando ao inimigo por onde entrar nas barreiras pessoais, como escaparão dos maciços ataques da caterva infernal? O mestre das ocasiões de pecado possui uma fartura imensurável para cada um de nós. É preciso então encararmos as situações, agindo como dizem os santos: “fuja do demônio e só assim o vencerás”.

Fonte: Jefferson Roger 


 

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Deixando as diferenças de lado


Sabemos por experiência própria que devemos conviver com afinidades e diferenças das pessoas. De fato, este é um dos grandes desafios humanos: exercitar virtudes, corrigir fraquezas, superar defeitos, aprender com o melhor de alguém, ajudar o outro a melhorar, aceitar a ajuda que sempre deve ser bem-vinda. Em um dos spin-offs da franquia Velozes e Furiosos, os dois protagonistas passam por situações onde é preciso deixar as diferenças de lado por um bem maior.

Em nossa vida cotidiana, ordinária e extraordinária, as coisas muitas vezes acontecem dessa forma. Para que avancemos na vida precisamos aceitar a mão amiga, às vezes o braço e por que não dizer, a perna e o corpo inteiro? Quem disser e insistir em afirmar que se sai melhor na vida agindo sozinho e resolvendo tudo assim, mente descaradamente e ainda por cima, mesmo que não esteja a mentir, vive neste estado piorando seu interior e sufocando sua mente e coração com uma falácia que é muito difícil de ser saudável e de se sustentar.

Ademais, neste pequeno “estágio” que fazemos, para conseguir a “efetivação” que nos permitirá entrar no céu, não quis Deus que precisássemos um do outro e principalmente dele? Pois bem, a hora de agir assim, deixar as diferenças de lado e contar com a mão amiga, já passou a tempo. Da mesma maneira que nosso egoísmo que nos diferencia do que Deus espera de nós, nos impede de estender a mão em sua direção, quem dirá então em relação as pessoas. Ele ensina em sua palavra que acolhe todo aquele que o procura com um coração sincero. E Jesus vai mais além, quer honestidade de atitudes; isso ele relata quando fala que vomita pessoas mornas, pois ensina o Cristo que nosso sim seja sim e o não seja não.

As dificuldades da vida necessitam da ajuda mútua das pessoas e sobretudo destas com Deus. Vale o lembrete: “onde dois ou mais estiverem reunidos para pedirem a Deus, seja o que for, meu pai que estás no céu vos concederá, pois onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles”.

Fonte: Jefferson Roger


 

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Até o último homem


Neste filme baseado em fatos reais acompanhamos a história de um cristão - soldado médico – que pede pela ajuda de Deus para não deixar para trás nenhum soldado ferido em combate. Assim, fazendo uma comparação um tanto barata, nos servimos dessa veracidade para recordar que Jesus Cristo age exatamente assim; se esforçando ao máximo para que nenhum de nós seja deixado para trás neste vale de lágrimas.

Antes que possa parecer um erro afirmar isso, vale sempre outro lembrete: tudo Deus pode para conosco, mas, como nos concede a liberdade de decidir, pois quer que optemos livremente por uma vida com ele, só faz o que nosso coração se dispõe a receber. Claro, Deus não cruza os braços, tampouco Jesus; ficam a “cutucar nosso calo”, fazendo pressão para que abramos os olhos e compreendamos o quão melhor será se abraçarmos nossa cruz dia após dia, renunciarmos a nós mesmos e segui-los (Lucas 9,23).

E, além de seguir Jesus, precisamos dar exemplo sendo seus imitadores (1º Coríntios 11,1). Isso significa deixarmos o egoísmo de lado e pelo bem dos outros nos esforçarmos para que alcancem também o céu. Ora, quem ao descobrir algo que transforma sua vida, como a experiência indizível com Jesus Cristo, não a quer na vida dos outros que ama e também na do próximo? Quem experimentou a conversão e suas recompensas não quer também que o irmão em Cristo passe pela mesma alegria?

Pois é, se queremos morar um dia no céu sabemos que por aqui teremos as provações e as necessidades dos sofrimentos que se misturam com as alegrias da vida e de uma vida em família. Afinal, já nos disse o Cristo que a perseverança é a virtude que nos salvará (Mateus 10,22) e é com ele que iremos lutar até o sangue contra o pecado (Hebreus 12,4) não deixando ninguém para trás e batalhando até o último homem, seja em nossas orações ou obras. Nosso redentor espera ver no dia do juízo mãos não vazias (Apocalipse 22,12).

Fonte: Jefferson Roger


 

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terça-feira, 25 de julho de 2023

Artimanhas do inimigo


Arrisco dizer que, possivelmente, o cristão que assistiu ao filme O Exorcista do Papa, onde o Padre Gabriele Amorth, interpretado pelo ator Russell Crowe, trava sua luta contra o mal, ao deparar-se perto do final da película, onde o epílogo da história já estava em curso, sentiu um grande sentimento de felicidade e de reviravolta quando, em meio as agonias da batalha que o sacerdote enfrentava, surge dos céus a ajuda divina: Virgem Maria.

Foi surpreendente ver a luz invadindo a escuridão da caverna e o mal tendo que abrir mão de seu espaço na investida contra as almas de Deus, para ceder àquela que é a toda cheia de graça, Maria Santíssima. Tanto é, que o momento corrobora para uma derrocada do mal, que o personagem se ajoelha em frente a mãe de Jesus Cristo, como quem se rendera extasiado para a ajuda que acabara de chegar. Nesta hora pensei: olha só que pesquisa fizeram os produtores do filme, pois em sua biográfica, o Padre Amorth conta que ao receber o cargo de exorcista, a primeira coisa que fez foi se dirigir para a igreja, ajoelhar-se em frente a uma imagem de Nossa Senhora e colocar sob seus cuidados e proteção a nova missão que estaria a começar e que exerceria até sua morte.

Fiquei animadíssimo com o que estaria por vir, mas, sempre existe o mas, a mensagem que o filme queria passar era outra. Era um engodo, uma farsa; o diabo, o pai da mentira, sabendo da consagração do ministério do padre para com a mãe de Jesus Cristo, utilizou-se dessa informação para tentar sucumbi-lo. Claro, não conseguiu, mas o recado fica dado. A cena só endossa muitas verdades bíblicas a respeito do demônio, o quanto ele joga sujo e se aproveita de tudo a nosso respeito que possa ser usado de alguma maneira contra nós.

As coisas são assim, a batalha contra o mal é feroz, é diária, é ordinária; embora para alguns às vezes possa ser extraordinária. De qualquer forma o combate existe e todos os dias as artimanhas do inimigo não se cansam de nos assolar.

Fonte: Jefferson Roger


 

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Devotos do mal


Certamente, quando em 1973, os cinemas do mundo lotaram para ver o filme O Exorcista, uma coisa, muito além da curiosidade e outros desejos, parece certo que as pessoas, podemos quem sabe elencar desta forma, queriam assistir a luta do bem contra o mal, representada nas telonas como algo que a humanidade vive desde o início de sua história e até o dia em que a besta infernal será permanentemente colocada para fora da realidade dos humanos, segundo a palavra de Deus.

De uma maneira um tanto estranha este confronto sempre atraiu o ser humano. Muitos gostam do tema e até buscam aprofundar-se nele. Além de viver o que Deus pede em sua palavra, realmente se encantam quando o bem vence o mal na vida real demonstrando com isso o poder inabalável de Deus.

E por falar em palavra de Deus, aprendemos dela que a terça parte dos anjos do céu, tornaram-se caídos; é a caterva infernal que nos assola até o fim dos tempos. Raça que se tornou odiosa dos seres humanos e que ainda assim, consegue convencer a muitos desses a se voltarem, mesmo que inconscientemente, contra Deus incorporando-se a fileira daqueles que Jesus Cristo irá chamar de malditos no dia do juízo.

São os devotos do mal, existentes em vários graus. Pessoas que vivem o oposto do que Deus lhes pede; contra estes lutamos. Pior ainda são os que voluntariamente se aliam ao mal por conta de egoísmos e desejos desregrados. Contra estes também lutamos, não sós, acompanhados de toda a milícia celeste. Ao nosso dispor Deus nos concedeu maravilhosas armas e um exército chamado na bíblia de miríades de miríades. Um número imenso de anjos que o servem e por isso nos auxiliam em vida para que um dia possamos nos unir a eles na glória do céu. Longe daqueles que querem isso para si – ser devotos do mal – estamos aqui a vibrar e regozijar por fazermos parte de um legado que nos espera no reino dos céus, preparados para nós desde o início dos tempos. Que nossa escolha quanto a isso nunca mude para que possamos continuar felizes dia após dia porque Deus nunca irá apagar da existência aqueles que o amam, o servem, vivem a sua vontade e lutam até o sangue contra o pecado.

Fonte: Jefferson Roger


 

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Súplicas a Jesus

 


“Para que o Senhor Jesus se digne proteger nossas almas contra as ciladas e tentações de Satanás e seus demônios” – este é um trecho de uma oração chamada terço de São Miguel, um dos arcanjos. Tal é a importância deste pedido que, no terço de nove partes, por duas vezes o encontramos: na quinta parte (descrita acima) e na sexta parte onde se reza assim: “Para que o senhor não nos deixe cair em tentação, mas que nos livre de todo o mal”. Como vemos, não é de ontem que o auxílio divino precisa estar embutido em nossos dias, pois, afinal, só viveremos uma vida largados aos sofrimentos árduos da batalha espiritual que enfrentamos diariamente se assim o desejarmos.

Jesus Cristo quer nos ajudar, nos libertar, nos perdoar, nos ver felizes e próximos a ele; em todos os momentos da vida – isso inclui os ruins e difíceis também. Já se falou por aqui, mas vale o “repeteco”: é muito fácil dizer obrigado Jesus nas consolações que dizer nas correções, sempre tão necessárias para o crescimento da alma em santidade. Ademais, não bastasse isso, ainda existem os percalços que marcam a natureza humana, como a morte, as doenças e todo tipo de abalo psicológico que a pressão do mundo impõe. Como superá-los sem o Cristo? Fácil! Não superamos; quem tenta “dá com os burros na água rapidinho”.

Pois bem, as coisas são postas assim, temos que sempre lembrar que ele vem de encontro à nossa fraqueza. E olha, se formos honestos, como temos fraquezas e fragilidades. Até parece, para um olhar mais atento, que Deus quis nos tornar assim para que dele dependamos para tudo. Quem não se sente bem com essa aparente realidade, que de aparente não tem muita coisa, pode ao menos imaginar que a contagem regressiva nesta terra pode sim estar atrelada ao desejo divino. Quando Deus nos chamar, iremos, para enfrentar as consequências da vida que levamos. Como será bom, ter pago com lágrimas e sofrimentos, uma vida pautada em sua palavra e no evangelho, sem dele nos afastarmos. Claro, gostamos das felicidades e não gostamos das infelicidades, mas, com não nos cabe escolher com que parte ficar, a única escolha que temos é decidir se vivemos por Cristo, com Cristo e em Cristo ou... ou... abraçados a tudo que é contrário a Deus. Essa escolha resultará na forma como viveremos a segunda parte de nossa vida que, lembremos: é eterna.

Fonte: Jefferson Roger


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sexta-feira, 14 de julho de 2023

Tenho que ir: um desafio maior me chama


É exatamente isso que temos que dizer ao diabo, afinal, existe desafio maior do que viver nesse mundo sob a tutela da palavra de Deus? Quanto mais o tempo avança mais vemos o cristão sendo maculado, prensado, perseguido e instigado por valores extremamente contrários aos do seu criador. Isso mesmo, o ser humano foi criado por Deus e para Deus. Não é como um barquinho de papel que fazemos, colocamos na correnteza e pronto, lá se vai. Nada disso, somos como um bumerangue lançado pelo altíssimo. A ideia dele é justamente essa: que retornemos para a casa do pai.

Na vida, em verdade, já não praticamos essa virtude? De buscarmos sempre algo maior e melhor? Não corremos atrás de sonhos, projetos e anseios bem profundos? Não nos dedicamos com unhas e dentes e levamos a cabo, ferro e fogo a luta pelas conquistas que almejamos? Que bom que é assim e que mérito para nós; isso, se agirmos exatamente assim com relação a salvação de nossas almas. Quanto a isso, um desafio maior nos chama, não podemos cruzar os braços e fingir que o chamado de Deus não é para nós.

Minha filha mais nova costuma dizer em tempos atuais, e é bem bonito de se ver, que “a gente nunca desiste”. Ela só tem sete anos e o vigor que ela coloca em seu “grito de guerra e comemoração” é muito legal de se ver! E concordo, é a pura verdade, não devemos desistir, pois o local dos derrotados, chamados no livro do Apocalipse como tíbios, é a condenação eterna. Sai para lá, longe de mim e dos meus perecermos por falta de perseverança (Mateus 10,22), anunciada por Jesus como a virtude das virtudes que levará o cristão de volta para sua pátria celeste.

Então, é isso mesmo seu diabo, ainda que você não seja de meia tigela, “vade retro satanás”, temos sim, um desafio maior nessa vida e temos que lutar até o sangue contra o pecado (Hebreus 12,4). Como recitamos na oração de São Bento, contra nosso inimigo: “bebes o teu próprio veneno”, temos mais o que fazer, pertencemos a Deus e esperamos um dia morar com ele para todo o sempre.

Fonte: Jefferson Roger


 

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Vale o quanto pesa


Existem coisas que damos mais valor do que o necessário; outras, por outro lado, que merecem muito mais valor, mas muito mais valor mesmo, ficam elencadas para patamares bem inferiores. Haja vista, todos podem confirmar, ouvirmos as pessoas dizerem que este, aquele ou aquela outra pessoa só deu valor depois que tinha perdido. De fato, às vezes é preciso que se sinta dor. Não dizem que se não for por amor, vai pela dor? Pois é, o povo é sábio e ilustra muito bem as experiências da vida.

No entanto, não adianta, é preciso andar nos trilhos e fazer de tudo para dele não descarrilar. Pois, saindo deles como poderá voltar? Se pensarmos de forma analógica, um trem que sai dos trilhos para lá não retorna sozinho. Dá muito trabalho para tudo ser endireitado. Assim é na vida das pessoas: se sair dos trilhos vai se complicar na vida e com Deus.

Portanto que fiquemos atentos, eis o conselho de Jesus quando diz que precisamos vigiar e orar sem cessar. O sujeito sai dos trilhos porque não valoriza o que se deve valorizar. E o peso de certas coisas não é medido em ouro, ou em madeira de lei, mas sim pelo que elas agregam. Costumo dizer que a aliança que uso vale vinte e oito anos. O rosário que uso, uma relíquia de terceira grandeza (usada por uma santa) tem o peso da própria santidade. Não me é possível portar itens como estes e pintar de bonzinho sendo um lobo em pele de ovelha. Seria uma ofensa imensa a tudo que Deus me concede, tudo mesmo e isso inclui as correções da vida.

É assim que é, ou se toma jeito na vida e se caminha com Jesus Cristo e Maria Santíssima ou se fica batendo cabeça pelos cantos obscuros dos prazeres. Ao olhar para estes utensílios, percebo a responsabilidade que me foi passada e como cristão, se tenho vergonha na cara e temor a Deus, preciso honrar os dons recebidos por ele. Afinal, como posso dar bom testemunho se me comportar como os fariseus, chamados por Jesus de hipócritas?

Fonte: Jefferson Roger


 

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A ajuda do diabo


Ele quer me ajudar a ter facilidades, muitos prazeres, uma vida sem regras como se ela fosse um parque de diversões. Quer me ajudar a me beneficiar de todas as coisas que o mundo tem a oferecer. Quer que eu obtenha lucros passando por cima das pessoas, não só isso; fazendo com que as pessoas não signifiquem mais para mim do que meio para se conseguir um fim.

Por conta disso, ele me ajudaria a transformá-las em objetos de consumo, das mais variadas maneiras. Aderindo aos seus meios de conquistas mundanas, ele cuidaria de mim, para que nada de mal me acontecesse. Afinal, ele quer o meu bem ainda que isso custe o mal de alguém. Aos poucos, quanto mais eu vou aprendendo o seu jeito de subir na vida, de crescer materialmente e de aproveitar ao máximo todos os desejos terrenos embebidos em várias formas de prazer, ele vai me ensinando as verdades sobre a mentira. Vai me explicando que mentira é um recurso valioso que, se for bem empregado, sempre irá resolver problemas e manter todos eles longe do meu caminho.

Quanto mais eu me envolver e me juntar ao número de seus felizes e privilegiados seguidores, menos terei que me preocupar com responsabilidades penosas e árduas. Ora, a vida é curta, então curta um caso, não sabemos quanto tempo temos de vida, então aproveitemos ao máximo e façamos tudo que temos vontade. Como é bom gozar da vida e até isso ele nos ajuda nos mantendo saudáveis para que possamos fazer tudo que queremos.

Pois bem, como podem pregar o contrário sobre o diabo? Ser injustiçado por Deus e que agora quer nos injustiçar também? Nada disso! Tudo não poderia estar mais errado, ainda que até aqui tudo tenha sido verdade, vamos entender. De fato, ele irá agir assim e como qualquer um pode comprovar: ele age. O problema é que as coisas com ele param por aí. Depois que morremos, a omissa fatura de seus serviços, já anunciada biblicamente, será apresentada e lá iremos nós para o fogo eterno preparado desde o início dos tempos para ele e seus demônios. E claro, também para os malditos, sentenciados por Jesus Cristo. Enquanto Deus pode nos dar tudo que precisamos durante a vida e depois dela, no paraíso, o diabo até tenta nos ajudar por aqui em nossos desejos desregrados e abominados por Deus, mas na hora da morte, começa nosso infortúnio se for em vida, escolhido por nós segui-lo.

Fonte: Jefferson Roger


 

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Batalhas espirituais

Já dizia o apóstolo, nos recordando as realidades que nos cercam, que a batalha que empreendemos é contra os espíritos malignos (Efésios 6,12). O bondoso Deus quis, para poupar muitos dos terrores diários que vivemos, proibir que possamos ver o mundo espiritual que nos cerca. Todavia, embora as coisas sejam assim, todos nós temos um grau de mediunidade, chegando alguns casos a ter um grau mais elevado denominado pela bíblia de dom de discernimento dos espíritos (1ª Coríntios 12,10).

Seja como for, para a maioria de nós e na maioria das vezes, tudo não passa de sensações e pressentimentos, que por não desenvolvermos o dom, nos deixa bem aquém dos recursos necessários para o combate diário que precisamos e precisaremos empreender contra a caterva infernal por toda a nossa vida terrena. Claro que é difícil prescrevermos sobre nossa situação, se estamos em vantagem ou desvantagem. Isso, porque insistimos em ficar em cima do muro ou pendemos para o bem ou para o mal quando nos convém (Apocalipse 3,16).

Credo! Vai bradar alguém; “eu, pender para o mal? Deus me livre!” – Pois é, pendemos sim e pior: diariamente e ao menos sete vezes por dia (Provérbios 24,16). Minha nossa! Que horror! Concordo, que horror mesmo, a situação humana é bem delicada, difícil, complicada e desafiadora. Já pensou se ainda por cima tivéssemos a graça de enxergar tudo a nossa volta? Caramba! Aí é que eu quereria ver o sujeito pensar não só duas vezes antes de cometer uma besteira, mas duzentas vezes. Podendo enxergar o mal que lhe cerca e arma contra si certamente teria mais cuidados do que tem (1ª Pedro 5,8). Mas... Tem sempre o mas. O preço que está imposto ao filho de Deus não é dos poucos, não é barato, não permite descontos, pechinchas, tampouco abreviações. A fatura é seca, curta, grossa, objetiva e muito clara: não lute sozinho (João 15,5), você precisa ao seu lado do Deus do impossível (Mateus 19,26) para te conduzir pelo vale das sombras (Salmo 22); e renuncie a si mesmo, tome sua cruz, dia após dia, e siga Jesus Cristo (Lucas 9,23).

Nunca se ouviu dizer que, mesmo que mui raramente, uma pessoa conseguiu sozinha vencer a batalha espiritual, de peito aberto e apenas com recursos próprios contra as investidas do mal. Já não nos parece muito difícil com a ajuda divina? Quem dirá se cometermos a burrice de tentarmos sozinhos.

Fonte: Jefferson Roger


 

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terça-feira, 11 de julho de 2023

Deixemos um legado


Pois bem, eis aí um que deveria ser o projeto de vida de toda pessoa de bem; afinal, por que passar em branco nesta vida se podemos deixar uma marca nas pessoas, que seja boa, sirva de exemplo e possa produzir frutos? Isso se chama legado, do latim “legatos”; que pode ser algo bom ou ruim, deixado por escrito ou não.

Gosto de pensar na parte boa da coisa, embora os maus exemplos, infelizmente, também eduquem. Todavia, vamos repetir, por que ser lembrado como alguém que “ainda bem saiu de nossas vidas?”; não seria melhor deixar uma saudade que no céu será encerrada com uma vida no paraíso e na felicidade eternas para todo o sempre? Gosto de acreditar que por este caminho é bem melhor. Se o sujeito impõe a si que seu projeto de vida consistirá numa vida esforçada em fazer o bem, lutar contra suas limitações e defeitos, apegar-se a Deus em todos os momentos da vida, perseverar na oração, ser paciente nas demoras celestes e acima de tudo, amar a Deus sobre todas as coisas, com todo o seu coração, alma e entendimento, lutando até o sangue contra o pecado, então penso que está a fazer boa coisa.

Que mal pode existir em seguir valores morais, éticos, bíblicos, advindos do nosso criador que, embora não pareça, exige tão pouco de cada um? Verdade, verdade.... Verdade. Estamos a pensar enquanto lemos que o céu parece ser um lugar de surdos porque pedimos a Deus tantas coisas, pedimos a interseção dos anjos e santos, da Virgem Maria, a ajuda do próprio Cristo e puxa vida, para não dizer outra coisa, ninguém parece ouvir. Ao contrário da opção alternativa, da caterva infernal, sempre pronta a nos atender em nossos desejos e prazeres. Quer soluções rápidas e prazerosas? Pede ao diabo! Garanto que ele te atende e não te cobra nada, pois sabe que você por vontade própria irá dar as costas para o altíssimo.

O duro é depois da morte, se já não em vida colher os frutos dessa péssima escolha. Eu não, assim como você, creio que preferimos deixar na humanidade um legado marcante, repleto de tentativas e erros é verdade, mas, cheio de esforço em seguir Jesus Cristo. Afinal, quer legado melhor deixado aqui na terra do que o que o ressuscitado nos deixou para imitá-lo (1ª Coríntios 11,1 – “Sejais imitadores de Cristo como eu sou”)?

Fonte: Jefferson Roger


 

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terça-feira, 4 de julho de 2023

Sejamos surpreendentes

 


Como é bacana quando nos deparamos com uma experiência impactante e que nos agrada muito. Como exemplo, destacamos o final surpreendente da terceira temporada da série Superman e Lois, onde o inimigo Bizarro de temporadas passadas é transformado por Lex Luthor numa versão do arqui-inimigo do Superman: o Doomsday (Apocalipse). Sabemos dos filmes da DC que o Superman interpretado pelo ator Henry Cavil, ao confrontar o Apocalipse nas telas do cinema, teve que passar pela experiência da morte. Claro, houve então a morte e o retorno do Superman, bem como poderíamos esperar já que esta temática é tratada nos quadrinhos.

Pois bem, não seria de se estranhar que a quarta temporada de Superman e Lois, já confirmada e com seus dez episódios previstos, nos trouxessem uma experiência parecida com a mesma temática da morte e o retorno do Kriptoniano criado em Smallville. Todavia, ainda que possamos prudentemente especular, sem dúvida, a carga dramática do último episódio elevou fãs às alturas. Foi incrível ver o personagem se despedir com um olhar de sua esposa e filhos, proibir o Superboy de ajuda-lo e seguir de peito aberto enfrentar o mal encarnado em seu vilão. Eis que antes do final, uma pausa nas respirações e nos corações humanos assistiam já nesta terceira fase da série, uma possível derrota do herói; mas pouco depois de seu desfalecimento, ele reuniu forças graças a sua vida em família e seu amor por ela inteira, que retomados os ânimos, colocou-se em confronto derradeiro.

Caramba! Que ápice e que revigorante foi assistir o final, mesmo que depois deste brilhantismo todo precisemos agonizar na espera da quarta e última temporada.

Se nos sentimos assim, realizados com as façanhas e atitudes de nossos heróis imaginados, onde através deles, depositamos experiências reais e humanas, por que não aproveitar a deixa e sermos também, diariamente, heróis de nossas vidas? Afinal, a série demonstra muito bem que mesmo o “homem de aço” precisa de uma humanidade para resolver situações de vida que todos nós vivemos. Excelente mensagem dos produtores e dela podemos nos apropriar. Podemos nos surpreender nos tornando dispostos a uma vida dirigida pelos princípios divinos, pelo evangelho de Jesus Cristo, por valores morais e éticos e pelo bem que precisamos fazer. Para depois de tudo isso, não recebermos nenhum prêmio por qualquer ato heroico, mas sim, por termos sidos fiéis a Deus e com isso ouvirmos de Jesus a frase que todos almejam no coração escutar: Vinde Benditos de meu pai, para o reino que vos fostes preparado.

Fonte: Jefferson Roger


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