quarta-feira, 14 de setembro de 2016

O Fardo do Cristão

Qual é o segredo ou a maneira de ser perseverante na fé, de modo frutuoso e autêntico, evitando uma vida espiritual ao estilo "montanha russa" – em que fases de gloriosas alturas espirituais são sempre seguidas por quedas e recaídas em velhas infidelidades? Como podemos nos preservar no Estado de Graça e cultivar o dom da perseverança, indo além de uma coleção de penosas observâncias que nos são impostas e procuramos inutilmente cumprir, como faz a vítima de obesidade patológica que tenta, inutilmente, seguir uma dieta rigorosa e até consegue perder alguns quilos depois de algumas semanas de heroicos esforços, mas depois acaba por recuperá-los e ganhar ainda mais, quando o inevitável acontece e a tentação das guloseimas vence a disposição em não comer nada além de saladas e filés de frango grelhados – para o resto da vida? Pois bem, que solução os bons médicos vêm encontrando nos últimos tempos para superar este círculo vicioso das dietas alimentares? Simplesmente que o paciente aceite suas próprias limitações e se permita um lanche gorduroso ou uma pequena barra de chocolate, de vez em quando. É preciso reconhecer as limitações do paciente e lidar com a realidade dos fatos. E a prática vem demonstrando que isso funciona bem mais e melhor do que as velhos regimes radicais.

Também na vida espiritual é preciso que o cristão saiba evitar o rigor excessivo para consigo mesmo e que não tente avançar para além do que lhe é suportável nas obrigações que se impõe. Sobre isso falou nosso Senhor à multidão que o seguia e a seus discípulos, dizendo: “Na cadeira de Moisés estão assentados os escribas e fariseus. Observai, pois, e praticai tudo o que vos disserem; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não praticam. Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem sobre os ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los. (Mt 23.1-4).

Sim, todos nós gostamos de um elogio, apreciamos o reconhecimento pelo nosso trabalho, quando nos empenhamos com seriedade e carinho, e um ombro amigo para nos apoiar quando as coisas ficam difíceis é sempre bem-vindo. Essa tal "massagenzinha no ego", de vez em quando, pode nos ajudar a perseverar na luta, sim senhor, e não há nada de errado nisso. Atentem os nossos leitores que não dissemos, aqui, que a vida do cristão deve ser apenas humilhação, um rastejar no pó e cobrir-se de cinzas sem fim.

Em quase tudo é preciso saber encontrar a justa medida e viver conforme, sem "curvar demais o arco", como disse Santo Tomás, para que não se quebre, e nem "deixar a corda muito solta", porque desse modo a flecha não pode ser disparada. Entenda-se bem que não estamos aqui a afirmar que, para que possamos perseverar na fé, devamos nos permitir pecar "de vez em quando". Nada disso. Precisamos abominar e odiar o pecado, sempre e todos os dias, e precisamos buscar incessantemente odiar tudo o que nos afasta de Deus, cada vez mais, até o nosso último suspiro. O soldado cristão deve tornar-se exímio na arte de odiar o pecado. O que dizemos é aquilo que a Igreja sempre disse: que há tempo para rir e para chorar; para festejar e para jejuar, "tempo de prantear e tempo de dançar" (Ecl 3,4).

Sendo assim, qualquer regra de vida que procure tornar o homem satisfeito consigo e por si mesmo, sem temor, sem inquietação, sem noção da própria dependência, é enganosa; é como o resultado de um cego guiando outro cego: como sabemos, assim foram sempre as religiões pagãs.

Por isso o Cristo disse: "Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus"; a palavra "pobre", nesta passagem, está relacionada ao vocábulo aramaico anya (hebraico ‘ani’) e significa "miserável, pedinte, suplicante, humilde". Trata-se de uma exortação para que sejamos como “mendigos perante Deus”, como alguém que nada possui e se aproxima do Rei para simplesmente pedir, sem ter nada para oferecer em troca. Não é humilhação no sentido negativo, mas puramente prático. Se nos consideramos ricos, então já não precisamos de Deus; somos autossuficientes. Mas há uma outra analogia utilizada por Nosso Senhor que se traduz mais conveniente para os nossos tempos: somos como crianças pequenas, ou mesmo bebês de poucos meses de vida, que dependem integralmente dos pais, para se alimentar, hidratar, medicar, proteger do frio, manterem-se limpos e abrigados, etc. Também por isso o homem Jesus ousou chamar ao Temível e Poderoso Senhor dos Exércitos apenas "Abba", que quer dizer, simplesmente, "Papai"...

Se aceitamos que a condição mínima de Jesus para quem deseja segui-lo é renunciar a si mesmo e dedicar-se em primeiro lugar a segui-lo, sem reservas, e se compreendemos e assumimos que de fato Deus é Amor, então entenderemos que o caminho para a felicidade é também o caminho do Amor. O Amor às vezes é difícil, exige sacrifício, renúncia, maleabilidade, docilidade para aceitar aquilo que não compreendemos... E é só assim que crescemos. Sim, o ser humano nasceu para ser feliz, embora o mundo não entenda nada de felicidade, na medida em que a confunde com riquezas, sensações fúteis e posses. Deus é a Fonte da felicidade. Por favor, leitor, pare e medite sobre esta realidade profundíssima capaz de transformar radicalmente e definitivamente a sua vida, e lhe garantir a salvação eterna: Deus é a Fonte da felicidade – e da honra, e da glória, e o caminho certo para a realização humana. Ele não quer que soframos, mas que nos preparemos para viver a felicidade eterna. Nossas provações temporárias são menos que sombra de sonhos diante da Eternidade de bem-aventurança que nos espera. O segredo da felicidade está em “deixar” Deus ser Deus em nossas vidas, não somente aceitando, mas modelando-nos e alinhando-nos, a cada dia, à sua santa Vontade.


fonte: o fiel católico
Leia mais...

Revista feminina divulga relato de traição

Esta revista de circulação nacional tem um espaço chamado Eu, Leitor, onde publica depoimentos de seus leitores a respeito de temas que fazem parte da pasta de assuntos levados às bancas e pela internet por esta editora. Aqui neste site, iremos resumir um destes depoimentos colhidos no site da editora para demonstrar como é o pensamento daqueles que cometem uma das formas de pecado contra o Espírito Santo, que não tem perdão, chamado obstinação ao pecado:

“Sou casada mas adoro transar com estranhos”

“Já entrei em alguns ônibus lotados também, principalmente aqueles que saem do centro em direção ao subúrbio, por volta das seis da tarde. Pode parecer loucura, eu sei, mas, se me faz bem, fazer o quê? Quando é assim, até me visto estrategicamente com uma sainha mais curta, e troco de roupa antes de voltar para casa. Levo sempre na bolsa um bom perfume também, para disfarçar o odor do meu corpo depois de fazer sexo. Às vezes me encanto com algum passageiro. Uma vez, há uns três anos, conheci no ônibus um rapaz de 18 anos, no máximo. Devia ser estudante porque levava uns cadernos. Ele ficou se encostando em mim. Em cada curva ou parada brusca que o ônibus fazia, ele aproveitava para me apertar ainda mais. Fiz de conta que não estava notando. Quando vi que ele estava para descer, desci junto e o segui. Ele parou e perguntou se a gente se conhecia de algum lugar. Eu disse que não, mas que seria um prazer conhecê-lo. O garoto abriu um sorrisão. Chamei um táxi e o levei para um motel.

Outra vez, peguei um metrô na zona sul, sentido zona norte. Assim que entrei no vagão, vi um lourinho lindo, surfista. Percebi que ele voltava da praia, estava de bermuda e camiseta, ainda meio molhado. Não tinha mais do que 20 anos. Ele desceu na estação Tijuca, desci também. Falei claramente: 'Adoraria transar com você, se possível, agora'. Dessa vez aconteceu no banheiro masculino do metrô mesmo. Os corredores estavam movimentados, sei lá se alguém me viu entrar. O risco faz parte da brincadeira. Depois saímos, cada um para o seu lado. Nem olhei para trás. Desde que eu comecei a colocar em prática minhas fantasias, há cinco anos, já transei com muitos desconhecidos. Até perdi as contas. Às vezes nem chego a transar. Já deixei muitos homens loucos com um simples olhar cheio de malícia ou uma cruzada de pernas. Também gosto de ficar em pé e me encostar, de leve, nos homens desacompanhados. Eu me sinto tão livre, tão desejada, nessas situações...

Faço isso por puro prazer. Nunca paguei para ter sexo. Tenho meu negócio, minha renda mensal, sou independente. Alguns taxistas nem querem receber a corrida, mas faço questão de acertar e até deixo uma gorjeta. Principalmente quando algum me leva às nuvens em segundos. Sei que eles dependem desse dinheiro para sobreviver. Claro que minha vida não se resume a esse fetiche. Na maior parte do tempo, me dedico ao trabalho, sou uma mulher comum. Nos fins de semana, faço programas bem família: cinema, praia, restaurante com meu marido e meu filho. Sou mãezona. Ajudo nas lições de casa sempre que posso, gosto de conferir os cadernos. Cuido também do meu marido. Eu mesma compro suas roupas, ele é meio desligado para se vestir.

Não gosto nem de pensar no que aconteceria se um dia o Guga descobrisse que levo essa vida paralela. Acho que ele ficaria muito mal, até se separaria de mim. Só uma prima minha sabe de tudo. Ela sempre foi minha melhor amiga, desde a infância. Confio nela até de baixo d'água. Ela acha que sou uma maluca, claro. Mas também morre de rir com minhas histórias.

Não me considero infiel. No começo, eu sentia uma pontinha de culpa, mas depois passou. Decidi ficar bem comigo mesma, realizada em todos os sentidos, sem trair meus pensamentos ou meus desejos. Acho que, se eu me reprimisse, aí, sim, seria infeliz e passaria essa angústia para o meu casamento. E nunca traí meu marido sentimentalmente. Essas aventuras foram carnais, nunca me envolvi com nenhum desses homens. Se me apaixonasse, talvez me sentisse infiel.

Preciso dar asas aos meus desejos. Pelo menos uma vez por mês dou uma escapulida e saio livre, leve e solta, me fazendo passar por outra mulher. Na verdade, eu permito que essa mulher saia da minha imaginação e ouse... Permito que ela ouse se divertir, gozar com quem for, ser desejada por quem bem entender. Não pretendo deixar de realizar minhas fantasias, por mais loucas que possam parecer."

Como vemos caro leitor, pessoas assim, como disse Jesus, já escolheram receber sua recompensa aqui na terra. Que triste depoimento de uma pessoa que não se respeita, vive longe de Deus e pratica os vazios, baixos e miseráveis prazeres da carne que o mundo oferece. Deus lhe mostra a outra face. Ela não vê que tem família, trabalho e saúde tudo por graça de Deus e mesmo assim, vira as costas para Ele em prol de atender os apetites do corpo. Que esse relato sirva a todos para jamais seguirem por este caminho, que é o caminho da parábola do homem rico e de Lázaro (Lucas 16,19-31).


fonte: Jefferson Roger e fontes descritas
Leia mais...

Fé Teológica x Fé Devocional - parte I

Será que existe diferença entre o amadurecimento da fé através do estudo teológico e o amadurecimento da fé através do aprendizado mariano e da vida dos santos e santas de Deus? Sem dúvida existe algo. Este algo pode ser chamado de diferença? Vamos refletir com calma a questão para bem compreendermos e até nos situarmos com relação a fé que possuímos.

Aprendemos da bíblia que fé é um dom de Deus que nos faz ter a certeza a respeito daquilo que não se vê. Este ensino está lá na carta aos Hebreus. Também na carta aos Hebreus existe um ensinamento que é parte da catequese que Nossa Senhora tem aplicado em suas aparições ao longo da história da humanidade. Em Hebreus 6,12 temos “sejais imitadores daqueles que pela fé e paciência se tornaram herdeiros das promessas”.

Quem são aqueles que se refere o versículo? São os santos. Herdeiros de quais promessas? As promessas prefiguradas da antiga aliança que se aperfeiçoam na nova aliança através da boa nova do Reino que Jesus veio a nos tornar conscientes. Em resumo, a vida eterna na glória dos céus. Pois bem, é disso que fala a mãe de Deus e nossa mãe quando diz em suas aparições para “aprendermos com a vida e o exemplo dos santos”. Ela que sem dúvida sabe mais do que qualquer um de nós pecadores, não apontaria para uma direção que não nos conduzisse para Jesus. E que melhor direção do que aprendermos com a vida e o exemplo dos santos que nos testemunham que Jesus continua vivo na sua igreja?

A igreja de Cristo, administradora dos sacramentos, prega que a religiosidade e a fé das pessoas deve ser cristocêntrica e enfatiza que o título de Senhor deve ser atribuído apenas a Jesus, Rei do Universo. A grandiosidade de Maria Santíssima não é tratada pela igreja como ela é tratada por Deus. Vamos ver como se dão as coisas. Todo bom católico deve e tem a obrigação de saber que diante de Deus, Maria Santíssima é menos que um nada. Isso quem nos confirma é São Luiz Maria Grignion de Monfort, em seu livro “Tratado da Verdadeira Devoção a Virgem Santíssima”. Mas, diante de nós ela é infinitamente maior, também afirma o santo. É fato para todos que Deus quis servir-se de Maria na salvação e redenção da humanidade. Do contrário bastava Jesus descer dos céus já como adulto e pronto. Mas não aconteceu assim, Deus quis envolver Maria e não a descartou depois disso como muitos não católicos defendem.

E por quê? Ora, quem melhor conhece um filho do que sua mãe? É possível se aproximar direto de Jesus? Claro que é! Mas, se escolhemos nos aproximar de Jesus através de Maria as coisas ficam bem diferentes. Ela irá nos auxiliar, nos ajudar, corrigir e orientar para que possamos chegar na presença de seu filho conformes a sua vontade. Eis a escola de santidade de Maria tão divulgada pelos santos em todo o curso dos séculos. E nesta escola de santidade o Santo Rosário tem lugar de destaque. Vejamos:

Trecho do Livro o Segredo do Rosário: “Vendo São Domingos que a gravidade dos pecados dos homens estava obstruindo a conversão dos albigenses, adentrou-se numa floresta perto de Tolosa onde orou incessantemente por três dias e três noites. Durante este tempo, ele não fez nada a não ser chorar e fazer duras penitências a fim de apaziguar a ira do Poderoso Deus. Ele se utilizou de disciplina tão drástica que seu corpo estava dilacerado e finalmente caiu em coma. Nesta hora Nossa Senhora apareceu-lhe, acompanhada de três Anjos, e lhe disse: “Querido Domingos, você sabe de que ARMA a SANTÍSSIMA TRINDADE quer usar para mudar o mundo?” São Domingos respondeu: “Oh, minha Senhora, vós sabeis bem melhor do que eu pois, depois de vosso Filho JESUS CRISTO, vós tendes sido sempre o principal instrumento de nossa salvação.” Nossa Senhora respondeu-lhe: “Quero que saibas que, a PRINCIPAL peça de combate tem sido sempre o Saltério Angélico que é a pedra fundamental do Novo Testamento. Assim quero que alcances estas almas endurecidas e as conquiste para DEUS, com a oração do meu Saltério.” E para concluir o pensamento São Luiz diz assim em seu livro: “Caros leitores, prometo a vocês que se praticarem esta devoção e ajudarem a divulgá-la, vocês aprenderão mais do Rosário do que qualquer livro espiritual". E ainda mais, vocês terão a felicidade de serem recompensados por Nossa Senhora, de acordo com as promessas que ela mesma fez a São Domingos, ao Bem-aventurado Alano de La Roche e a todos aqueles que praticam e encorajam esta devoção que é tão querida para ela. Pois, o Santo Rosário ensina as pessoas sobre as virtudes de JESUS e Maria, os leva a oração mental e imitar Nosso SENHOR E SALVADOR JESUS CRISTO. Ele nos ensina a aproximar sempre dos Sacramentos, a batalhar pelas virtudes cristãs e a fazer todo tipo de boas obras. Continua na parte II...


fonte: Jefferson Roger
Leia mais...

Fé Teológica x Fé Devocional - parte II

Todo bom católico sabe que, Nossa Senhora por saber das coisas, “bate” tanto na tecla da récita do Santo Rosário. E mais, tantos sacerdotes ao longo da história, assim como bispos atestaram ao longo do tempo uma melhor catolicidade e um amor maior a Cristo neles próprios e naqueles que tinham Maria por sua Senhora. Quem se entrega a Maria não deixa de amar Jesus. É o contrário. Passa a amar ainda mais Jesus quem se entrega a Maria.

A igreja, como se sabe, procura manter a Virgem Santíssima no campo devocional, celebrando algumas datas litúrgicas durante o ano, elaborando alguns documentos sobre ela e não muito mais do que isso. São poucos os sacerdotes verdadeiramente marianos. As homilias que muitos padres fazem sobre ela são muito cautelosas e cheias de reserva. Não é à toa que os bons sacerdotes espalhados pelo mundo são unânimes em dizer que a teologia, caso não se tome cuidado, afasta as pessoas de Maria. A igreja, rica em sua doutrina e tradição de mais de dois mil anos busca muitas vezes colocar Maria Santíssima como uma devoção muito boa de se praticar, tentando minar a sua verdadeira importância para todos, exatamente como fazem os não católicos.

Felizmente existem os soldados de Maria e de Jesus, pessoas que compreenderam a mensagem vinda dos céus e aceitaram a verdade criada por Deus com relação a Maria e toda a sua graça em plenitude. Pessoas assim, e aí estão incluídos uma avassaladora gama de santos e muito bons sacerdotes e leigos, foram e são testemunhos vivos de que com Maria em nossas vidas vivemos plenamente aquilo que Jesus espera de nós, seguindo rumo a ele, que é o caminho, a verdade e a vida e que ninguém vai ao pai senão por ele.

Na vida de Santa Faustina houveram ocasiões que sua santidade foi posta à prova pelo clero da época e a surpresa de todos veio à tona porque ela que não era douta em nada, aprendia direto de Jesus e Maria. Esse é só um exemplo em meio a tantos outros. Santos após aprenderem sobre a mãe de Deus, deixavam seus estudos, vendiam seus livros para doar aos pobres e se engajavam em aprender cada vez mais sobre Nossa Senhora. E foram grandes santos.

Não era assim a fé dos antigos? Uma fé simples nas verdades do evangelho? Uma fé inabalável na palavra de Deus que não precisa de muitos floreios? O esforço humano para se “estudar” Deus, que é o que faz a teologia, segue um caminho de tantos conhecimentos históricos e não é inválido, mas, será mesmo preciso alimentar a fé dessa maneira? Estudarmos, sermos submetidos a avaliações humanas, recebermos nota por isso onde alguém coloca um valor naquilo que sabemos e que está relacionado a nossa fé? No céu Jesus não irá pedir diploma ou certificado para ninguém.

Por fim o que importa é que Deus irá julgar os corações segundo nossas obras. Se nos esforçamos para estudar mais sobre a religião que vivemos e isso não nos afasta daquela fé dos primeiros anos da igreja, que vemos nas pregações no livro dos atos dos apóstolos e na vida de tantos santos, mal não há nisso. Mas se uso meu tempo mais estudando e menos em oração e outras práticas religiosas, é preciso rever os conceitos.

No fim nos parece acertado acatar a dica de Jesus que disse para vigiar e orar sem cessar. Vigiar para que não tenhamos uma falta de equilíbrio em nossas atitudes e nos manter em oração, arma do cristão, para permanecermos dentro da doutrina que vem dos céus, e isso, como disse Jesus, sem cessar.


fonte: Jefferson Roger
Leia mais...

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Quem ama não trai

Com certeza é uma das expressões que mais se ouve nos circulos das conversas relacionadas ao relacionamento a dois. Muitas vezes, conversas motivadas por traições, como sugere a frase, são palco de uma enorme lista que explica com detalhes a questão de que “quem ama não trai”. Pois bem, mas já parou para pensar e refletir, caro leitor, no outro lado da moeda? Se quem ama não trai e isso é bem verdade e daqui a pouco iremos comprovar biblicamente, então por que homens e mulheres traem tanto?

Facilmente somos tentados a deduzir pela lógica que, se a pessoa trai é porque não ama. E pior, se ela diz que ama o outro e mesmo assim trai então é mentirosa. De cara então, podemos ver que, por baixo, a traição acarreta na desobediência do primeiro mandamento, sexto, oitavo, nono e décimo mandamentos da lei de Deus. De um bote só, o infeliz pecador que da boca para fora diz que “ama”, no fundo, se é verdade que não trai quem ama, seu ato pecaminoso lhe rouba o estado de graça e o joga no lamaçal do pecado de forma bem profunda. E se a traição é reincidente e corriqueira, como um pecado grave de estimação e consciente, pior ainda, porque, como nos ensina Santo Tomás de Aquino, essa atitude de se cultivar uma obstinação ao pecado, consiste no gravíssimo pecado mortal contra o Espírito Santo, que só para recordarmos o próprio Jesus disse que é o único pecado que não tem perdão.

Que situação gravíssima! Será que é possível tirarmos alguma coisa daqui? Vejamos.

Jesus nos deu o mandamento de amarmos uns aos outros como ele nos amou (João 13,34). Também disse que não existe amor maior do que aquele que dá a vida por seu irmão (João 15,13). Ainda encontramos nas escrituras que devemos amar nossas esposas como Cristo amou sua igreja e se entregou por ela (Efésios 5,25). Esse é o amor que não trai” Alguém já ouviu falar de alguma coisa que Jesus disse de um jeito e fez de outro? Suas ações, suas condutas e seu modo de agir, pensar, falar e ensinar são incontestáveis em todos os tempos. Aqueles que se julgam sábios com suas inteligências limitadas em vão agem quando tentam refutar alguma coisa que partiu de Jesus.

Pobres dessas pessoas porque a elas as coisas foram escondidas e reveladas aos pequeninos (Lucas 10,21). Sendo assim, um casamento que começa a todo vapor e logo que esbarra em seus desafios já conduz os membros do casal a pecarem contra a castidade e contra tantos outros mandamentos com tanta felicidade, como pode ser? Simples. Trata-se aqui de um amor puramente humano, suscetível às quedas do pecado.

Na etapa do namoro, o bem estar da companhia desejada, suas feições e traços corporais induzem homem e mulher a concluir que esta paixão vivida trata-se de amor. Muito pelo contrário. O que se sente é um sentimento que tem muito mais raízes na natureza corporal do que na natureza espiritual. Se esta paixão não amadurecer para o status de amor sadio e duradouro que irá ao longo do tempo se transformar mas nunca deixará de ser amor, fatalmente este próprio tempo irá se encarregar de fornecer as condições ideais para esta paixão que é passageira acabe por tornar este casamento também passageiro. E aqui os distraídos e ignorantes a respeito do que vivem premiam mais uma conquista do diabo.

Desta forma é preciso acordar logo deste sono de pecado e buscar transformar o que sentimos pelo outro em verdadeiro amor. Talvez seja tarde. Talvez ficaram marcas e cicatrizes que mancharam o resto da existência. Não importa, para Deus tudo é possivel (Mateus 19,26). Se você por culpa própria aumentou o peso da sua cruz nada mais é necessário do que mais esforço para carrega-la. Não há outro jeito. Olhar para trás agora irá fazer você recordar seus erros mas, se com eles não aprender nada, nunca adiantará olhar para a frente porque se não entregamos nossa vida por completo a Deus, ficamos vivendo com culpas, remorsos e ressentimentos e impedidos de nos configurarmos ao Cristo desfigurado.


fonte: Jefferson Roger
Leia mais...

Sabes usar seu livre arbítrio?

Muitas pessoas confundem a questão do livre arbítrio concedido por Deus. Acham que livre arbítrio é a liberdade para se fazer o que quiser. E isto está completamente errado para o espanto de muitos. Vamos esclarecer os fatos de forma simples e com o apoio, sempre, da palavra de Deus.

Quando Deus nos criou colocou em sua criatura o livre arbítrio. Este, consiste na capacidade do homem de fazer uma escolha. O livre arbítrio nos dá o direito de escolhermos o bem ou o mal, de escolhermos viver com Deus ou sem Ele. Aqui se encerra o livre arbítrio. Vemos portanto que é bem diferente de se fazer o que quiser. Quando se esta fazendo o que se quer não se está usando o livre arbítrio. O livre arbítrio foi utilizado antes para se decidir se iria ou não ser feito aquilo.

Dessa forma fica muito claro que, quando decidimos seguir Jesus, passamos a ter um comportamento conforme a vontade de Deus, obedientes a sua lei através de uma livre adesão e escolha que fizemos com nosso livre arbítrio. A partir daí, conscientes da decisão tomada e tocados no coração pela palavra de Deus, optamos livremente por engrossar as fileiras do corpo de Cristo nos comportando como filhos do altíssimo vivendo segundo o seu projeto de salvação. Perceberam? O livre arbítrio ficou lá atrás, se verdadeiramente entendemos o que decidimos. Do contrário ficamos como que a andar na corda bamba, ora seguindo a Deus, ora seguindo ao mundo. Ficamos refazendo escolhas, abusando do livre arbítrio numa tentativa de alterar a realidade a nossa frente.

Se a pessoa decide mas quer impor reservas a Deus não vai dar certo. É preciso parar de frescura, tomar postura firme, entregar-se a Deus, não tirar a mão do arado, mirar o olhar na eternidade e parar de ficar agindo como a mulher de Lot. Dessa maneira, se um firme propósito se instala em nosso coração, muito facilmente iremos vencer as tentações ainda em suas gestações iniciais. Não daremos confiança as ofertas do mal e não tentaremos dialogar com o demônio numa tentativa fracassada de querermos saber como se dão essas ofertas, que no fundo nada mais é do que querermos saber o que ganhamos com isso. Como se ganhássemos alguma coisa com o pecado além do seu salário (Romanos 6,23).

Nem há de se comparar o que oferece Deus e o que oferece o diabo. Um oferece por conta de míseros sofrimentos para nosso crescimento no amor a felicidade eterna do paraíso. O outro oferece por conta de grandes alegrias e prazeres terrenos para nosso deleite já aqui nesta vida a danação eterna do inferno. Quanta gente cega e surda. É certo que o pai da mentira (João 8,44) é astuto mas temos o livre arbítrio. Façamos bom uso dele e escolhamos de uma vez por todas seguir a Deus, não segui-lo por temporadas porque dessa maneira a ilusão da felicidade eterna já aqui nesta vida vai acabar.

O amor de Deus é imenso que nem conseguimos compreende-lo em sua totalidade. Nossa Senhora, que é uma criatura de Deus e um nada diante dele, já disse em suas aparições que se fossemos capazes de compreender o amor que ela tem por cada um de nós, morreríamos ao chorar de tanta alegria. Imaginem só, se a mãe de Deus, especialmente agraciada nos ama assim, quem dirá o criador do céu e da terra? Percebem que não somos capazes de entender esse amor divino? Tentamos compreende-lo através do amor humano e o mais próximo que encontramos aqui na terra é o amor da mãe pelo seu filho.

Por isso recebemos o dom da fé, para se crer naquilo que não se vê. A fé, bem cultivada nos é útil para bem usarmos o livre arbítrio. Então antes de nos perguntarmos se sabemos usar nosso livre arbítrio deveríamos nos perguntar como anda nossa fé na nova e eterna aliança.


fonte: Jefferson Roger
Leia mais...

Você já reclamou hoje?

A palavra reclamar, se formos pesquisar no dicionário iremos encontrar duas definições. Reclamar no sentido de exigir alguma coisa para si e reclamar no sentido de queixar-se. Também nas sagradas escrituras encontramos ensinamentos nestes dois sentidos tanto no antigo como no novo testamento. Vejamos apenas dois exemplos:

Miqueias 6,8 – “Já te foi dito, ó homem, o que convém, o que o Senhor reclama de ti: que pratiques a justiça, que ames a bondade, e que andes com humildade diante do teu Deus”.

Tito 2,9-10 – “Exorta os servos a que sejam submissos a seus senhores e atentos em agradar-lhes. Em lugar de reclamar deles e defraudá-los, procurem em tudo testemunhar-lhes incondicional fidelidade, para que por todos seja respeitada a doutrina de Deus, nosso Salvador”.

Pois bem, já que nos familiarizamos um pouquinho com esse negócio de reclamar, vamos refletir a respeito dessa atitude em nossas vidas. Aos olhos pouco atentos não é percebido a fina linha que separa o exigir do queixar-se que o ato de reclamar propõe. Se o marido não age para com sua esposa conforme é do desejo dela, esta põe-se a reclamar para ele ou dele. Reclama porque exige do marido outro comportamento. Até aqui não vemos nada de errado porque a reclamação é uma correção, é um puxão de orelha, um alerta para o esposo de que ele está saindo do caminho correto, segundo o pensamento dela. O mesmo vale para o marido; se a mulher não se comporta segundo seus conceitos ele reclama para ela ou dela. Quem está com a razão? Provavelmente os dois... e isso se resolve com uma palavrinha mágica chamada diálogo e outra chamada doação. Se não existirem essa duas, outras tomam os seus lugares, a intolerância e a indiferença e daí por diante é só uma questão de tempo para a ladeira dos desentendimentos, brigas, discussões e todo tipo de perigos matrimoniais se instalarem na vida do casal. E o diabo que promove tudo isso vibra de alegria porque vê que seu intento vai se realizar e mais uma família ira se desmanchar.

Por outro lado, como é bonito quando um pai e uma mãe exigentes que são com seus filhos na educação de valores, éticos, morais e religiosos, recebem de alguém um elogio com relação aos seus filhos. Fruto daqueles momentos em que os pais reclamavam, exigiam dos filhos um proceder que era para o bem deles e que tantas vezes, caras fechadas, rebuscadas, beiços caídos e outros comportamentos dos filhos, denunciavam a insatisfação em ter que obedecer. Como dizem os antigos, cuidemos para não dizermos “agora eu dou valor para o que meu pai e minha mãe me ensinavam”. Pior seria ainda se disséssemos: “se eu tivesse ouvido o que eles diziam”...

Se nós que somos maus sabemos dar coisas boas aos nossos filhos quem dirá Deus (Mateus 7,11). Por isso a natureza humana dos pais imita a natureza divina. Mas, a todos nós, é preciso sim reclamar e reclamar, porém, pelos motivos justos. Reclamar quando algo não vai bem, como um profeta que denuncia o erro e apresenta a verdade. Reclamar como alguém que mostra a verdade e porque ela deve ser aceita e vivida. Nunca, no entanto, reclamar com um tom egoísta. Eu reclamo porque não fazem como quero, eu reclamo porque não gosto disso, eu reclamo disso, daquilo e daquele outro... Não pode ser assim, reclamar dessa forma somatiza em nosso corpo sentimentos ruins e ele pode responder com alguma doença. Reclamar assim denota uma falta de paciência, virtude tão importante e atestada em toda a bíblia. Por isso sempre peça a “Deus para que vos conceda pleno conhecimento da sua vontade, perfeita sabedoria e penetração espiritual, para que vos comporteis de maneira digna do Senhor, procurando agradar-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus. Para que, confortados em tudo pelo seu glorioso poder, tenhais a paciência de tudo suportar com longanimidade (Colossenses 1, 9-11)”.


fonte: Jefferson Roger
Leia mais...

Cada dia que passa fica mais difícil

Em vários contextos de nossas vidas, em diferentes épocas ou situações, a frase que encabeça o título deste artigo sem dúvida alguma ou já foi dita por nós ou ouvida. É interessante notar que o ser humano compreende perfeitamente que a realidade das coisas naturais que o cercam, e também das materiais e provocadas por ele mesmo, apresentam em sua matéria condições que, ao nos envolverem, nos permitem avaliar o patamar em que nos encontramos perante estas realidades.

Como um atleta de salto em altura, que sabe que, quanto mais alto deseja saltar, mais preparo, técnica e equipamento adequado precisa ter, assim cada um de nós percebe também que quando “enxergamos” a dificuldade em nossa frente, sabemos que transpo-la irá exigir de nós mais preparo, mais técnica e melhores equipamentos. Vamos ver como se dá isso.

Quanto mais a criança avança em sua vida escolar, a cada ano, em sua graduação, novas dificuldades vão aparecendo. São novas matérias, novos conteúdos, novas didáticas, novos desafios e novos objetivos a serem alcançados. É claro para todos os estudantes, que a aprovação nos exames escolares e sua admição ao próximo ano, a próxima série e porque não dizer ao próximo desafio, tem relação com o seu bom preparo, dedicação e bons materiais de estudo. Ele sabe que o tempo que se dedicava nas primeiras séries do ensino fundamental agora na faculdade são insuficientes. Ele precisa de mais tempo, dedicação e esforço, porque o nível de dificuldade e exigência subiu.

Entre tantos exemplos que poderiamos usar para esclarecer a questão já nos é claro este para entendermos que, quando nos deparamos com as dificuldades da vida, temos duas escolhas: enfrentamos o problema ou deixamos o problema nos derrotar sem lutarmos. Alguém poderia ainda dizer que existe uma terceira opção, que seria ser derrotado pelo problema mesmo lutando, como por exemplo aqueles que querem passar num concurso público, se dedicam em estudar mas, por conta da grande concorrência acabam por não conseguirem uma vaga no novo emprego. Se olharmos bem, veremos que não se trata de uma terceira escolha, se trata de um resultado, de uma consequência que veio da nossa escolha de enfrentar o problema.

O ser humano precisa deixar de lado essa mania de criar muitas opções para tudo. Já nas sagradas escrituras nos foi ensinado que: “seja seu sim, sim e seu não, não”. Nem poderia ser diferente porque a raíz de tudo reside no confronto de todos os tempos entre o bem e o mal.

Espiritualmente falando a coisa funciona da mesma maneira. O problema aqui está no fato de que fatores externos podem influenciar mentes e corações distraídos e as provações, tentações e sofrimentos acabam sendo associadas exclusivamente ao mal, fazendo com que as pessoas se comportem de maneira equivocada e não é assim; vejamos:

1ª Pedro 4,12-19 - Caríssimos, não vos perturbeis no fogo da provação, como se vos acontecesse alguma coisa extraordinária. Pelo contrário, alegrai-vos em ser participantes dos sofrimentos de Cristo, para que vos possais alegrar e exultar no dia em que for manifestada sua glória. Se fordes ultrajados pelo nome de Cristo, bem-aventurados sois vós, porque o Espírito de glória, o Espírito de Deus repousa sobre vós. Que ninguém de vós sofra como homicida, ou ladrão, ou difamador, ou cobiçador do alheio. Se, porém, padecer como cristão, não se envergonhe; pelo contrário, glorifique a Deus por ter este nome. Porque vem o momento em que se começará o julgamento pela casa de Deus. Ora, se ele começa por nós, qual será a sorte daqueles que são infiéis ao Evangelho de Deus? E, se o justo se salva com dificuldade, que será do ímpio e do pecador? Assim também aqueles que sofrem segundo a vontade de Deus encomendem as suas almas ao Criador fiel, praticando o bem.


fonte: Jefferson Roger
Leia mais...

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Orgulho e Sofrimento

Eu tenho uma pergunta: porque Deus quer que a gente se humilhe? Eu quero ser feliz, quero uma vida boa, de abundância, de amor. Quero que todo mundo seja feliz e eu também! Porque sempre dizem que a gente tem que se humilhar diante de Deus? Deus fez a gente para sofrer? Por quê?

Queridos leitores, essa é uma pergunta feita por um leitor anônimo em um site de apostolado católico aqui no Brasil chamado "o fiel católico". Percebemos que a pergunta em si possui um recheio de questões que pela sua pertinência resolvi transcrever aqui porque são desejos e anseios que se ouve em muitas pessoas.

Vemos que a pessoa quer ser feliz. Vemos que ela quer uma vida boa. Quer abundância na vida e amor. Quer isso para todo mundo também. Esta é a primeira parte de sua questão, onde ela trata daquilo que quer. Na segunda parte vemos que são duas as dúvidas:

Temos que nos humilhar diante de Deus? Deus nos fez para sofrer? Porque disso?

Pois bem, vamos refletir juntos. Quando alguém deseja uma vida boa e cheia de abundância e amor até aqui não existe nada de errado. O problema reside em se colocar a carroça na frente dos bois. Vamos entender. Jesus disse: “buscai primeiro o Reino dos Céus e sua justiça e TUDO mais vos será acrescentado”. Percebem? Primeiro a pessoa quer o tudo e se Deus lhe conceder o tudo então agradecidamente ela adere ao cristianismo. Tudo errado, não podemos negociar com o altíssimo. Queremos que ele nos trate como filhos, mas não queremos nos comportar como tal. De mãos vazias e sem obras como nos apresentar diante dele? Esta dura e verdadeira realidade é uma entre algumas que afastam as pessoas da cruz redentora.

Continuando vemos o conflito interior que existe em relação ao sofrimento humano, suas causas e porquês. Novamente, Jesus disse: “quem se exaltar será humilhado e quem se humilhar será exaltado”. O reconhecer-se pecador e dependente de Deus para tudo exige um completo desapego do orgulho, também conhecido como soberba, um dos pecados capitais mais destrutivos na história da humanidade. Tudo vem de Deus e por sua graça, ele não é obrigado a nos abençoar como pregam algumas denominações evangélicas. Deus é livre e em seu amor de Pai nos concede as graças, não por obrigação, mas por amor. Por isso é inútil tentar negociar “um pacote” de prosperidades com o todo poderoso. Muitas religiões ensinam assim: Deus, eu fiz tudo isso, pronto, agora me ame e me abençoe. Nada disso, o amor é gratuito e as bênçãos seguem critérios divinos que nós como filhos recebemos se nos comportarmos de fato como filhos. E isso começa por carregarmos a nossa cruz. Ela é a regra, e não é a exceção.

O sofrimento está por muitos associado a uma realidade má, e isso não é verdade. Basta olhar a vida de Jesus até sua morte na cruz, a vida de dores de Maria Santíssima e todo o testemunho de vida de tantos santos e santas. Noventa e nove vírgula nove nove nove por cento deles sofreram. É fato de que qualquer tipo e natureza de sofrimento irá passar pela nossa vida. Já sofremos quando nascemos e a medicina comprova que o sofrimento do parto é tão traumático para o recém-nascido que é por obra de Deus que ele não se lembre do ocorrido.

Porém, nesses dias "politicamente corretos”, opiniões diferentes são para tantos, motivos para sentirem-se ofendidos. Afinal a soberba ou orgulho é o que agora impera nas almas. A vontade do homem e seus caprichos são agora soberanos, postos em primeiro lugar, e isso vem se refletindo até no sentimento religioso: mesmo as novas seitas ditas “cristãs” colocam o homem no centro e Deus como seu servidor. E o orgulho é o pior de todos os pecados porque é um vício que pode se confundir com grandes virtudes: pode ser confundido com honra, brio, virilidade, "personalidade forte", senso de dignidade. Quanto melhor um pecado se disfarça, pior o estrago que pode provocar. Ele nos impede de cumprir o maior dos Mandamentos: não pode amar a Deus acima de todas as coisas quem ocupa todo o seu tempo em se amar a si mesmo e tem como prioridade máxima satisfazer os próprios desejos; também não pode amar o próximo como a si mesmo quem vê o outro como adversário ou concorrente, com o qual compete incessantemente para alcançar admiração, glórias ou riquezas.

Esse dilema que o mundo semeia nos corações e mentes das pessoas só frutifica na proporção em que elas se afastam de Jesus, caminho, verdade e vida. Se a pessoa passa por essa angustia em sua vida é porque quer servir a Deus e ao mundo. Por isso sofre, porque quer Deus, mas não quer renunciar ao mundo. São Tiago dizia em 4,4: quem quer ser amigo do mudo torna-se inimigo de Deus.


fonte: Jefferson Roger
Leia mais...

Um aniversário

Caros leitores, mais uma vez vamos atrás da origem das palavras. De origem latina a palavra aniversário é composta pela junção da palavra “annus” que quer dizer ano e “vertere” que quer dizer voltar. Ou seja, aquilo que volta todos os anos. Deixando de lado as origens pagãs e supersticiosas de se comemorar o aniversário, nos tempos em que vivemos, sabe-se que é uma data em que o aniversariante se reúne com seus familiares e pessoas mais próximas de seu convívio para celebrar e agradecer a Deus, em presença de todos, pela graça de ter completado mais um ano de vida. Pelo menos é assim que deveria ser.

Não é possível ao cristão separar a sua realidade de filho de Deus desta comemoração. Pois do contrário seria apenas um acontecimento social, uma reunião de pessoas em torno de uma festa com comes e bebes, muito bate papo e presentes. Digo que não é possível porque ao se comemorar algum aniversário, seja ele qual for, nascimento, casamento, batismo ou outro acontecimento, se não convidarmos Jesus para estar conosco neste dia, de que adianta? Sendo assim, esse cuidado que devemos ter sem dúvida alguma irá refletir nas pessoas que irão comemorar conosco. Serão pessoas próximas que não precisam de data especial nenhuma para estarem ao nosso lado. São pessoas que gostam de nós gratuitamente, simplesmente porque somos quem somos. Eis aí a beleza de se manter o foco em Jesus. Passamos a olhar para esta comemoração com o olhar do Cristo que vê na pessoa do irmão um outro Jesus.

Assim este ano foi a comemoração do dia do meu aniversário. Era um sábado muito chuvoso. Vou ter que repetir: muito chuvoso! Escolhi para este dia um ambiente familiar na região metropolitana de Curitiba. Um local aconchegante que serve um belo café colonial. Detalhes a parte com relação ao local o que mais se destacou foi o fato de que as pessoas que estavam lá, realmente queriam estar. Não houve cantos de parabéns, bolos e velas, músicas e algazarras. Ouve sim, um gostoso e sadio bate-papo acompanhado de um delicioso e saboroso cardápio que ali serviam. Meu pai, que com o convite ficou muito contente, contava as horas em sua ansiedade para o dia do encontro. A esposa, primeira da fila, que já convive comigo a vinte e um anos, neste dia não deixou por menos e se dedicou desde os primeiros minutos do dia a me presentear com sua companhia e tudo o que vem com ela.

As filhas fizeram a festa, conversaram bastante e aproveitaram do cardápio do dia. A sogra também participou deste dia, fiel companheira de sua filha. Enfim, três gerações ali reunidas. Cada uma com seu caminho próprio e cada um com seu próprio caminho estava ali, provando para todos e contra todos que querem provar ao contrário que, a família querida, pensada e planejada por Deus é uma realidade e existe. Existe em nossos pais e existe em nossos filhos. Nossos pais, não escolhemos, recebemos de Deus. Nossos filhos, escolhemos recebe-los de Deus. Quem pensa o contrário disto e se afasta de pais, troca filhos e esposa pelos prazeres baixos do mundo e não cultiva as verdadeiras amizades enviadas por Deus, não sei o que pode estar fazendo que não seja se revoltar, se rebelar e ser desobediente a vontade do Pai dos Céus, que nos criou por amor e nos quer na eternidade junto Dele, com todos esses que ele colocou em nossas vidas.

Assim foi meu dia de aniversário. Eu que já vivo mais que minha mãe terrena viveu e mal dou conta de salvar a minha alma, recebo de Deus a graça de viver com pessoas assim, que irão me ajudar a me salvar e que, por vontade de Deus, devo ajudar a salvá-los. E isso é motivo de sobra para eu não desgostar ninguém, pois a fila em nossas vidas de pessoas que não devemos desgostar cada dia cresce mais. Um Deus, que se rebaixa para ouvir minha oração, não se cansa de me mostrar que acredita em mim e de que não cruza os braços quando o assunto é a minha salvação. Quando o assunto é a salvação de minha família e quando o assunto é a salvação do próximo. Isso sim é de se comemorar. Esse cuidado aos detalhes que só um Deus, que é amor, um amor exigente e que nos cobra uma contínua conversão, se dá ao trabalho por suas criaturas, de nos unir nessa caminhada para que, como membros de um só corpo, chegarmos todos um dia à morada que para nós foi preparada.

Sejamos todos testemunhos para a vida das pessoas. E sobretudo, a cada comemoração, deve-se comemorar pelo tempo de mais um ano que recebemos de Deus, onde pudemos aproveitar cada instante para subir pelo caminho, ou tantas vezes, tropeçar, cair e levantar. No fim, o que se comemora é a vida e sua oportunidade de nos santificar e salvar, porque não podemos fazer isso depois que a morte acontece. Presentes, são materializações de nossos sentimentos para recordações, mas as lembranças do que se vive, se bem vivido marcam e nos elevam rumo ao céu. Assim, mães, pais, casais, filhos e amigos mutuamente se ajudam a alcançarem a tão almejada coroa da glória eterna reservada aos violentos (Mateus 11,12).


fonte: Jefferson Roger
Leia mais...

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Vai pro inferno e me deixa em paz

Colossenses 3,12-15 – “como eleitos de Deus, santos e queridos, revesti-vos de entranhada misericórdia, de bondade, humildade, doçura, paciência. Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, toda vez que tiverdes queixa contra outrem. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai também vós. Mas, acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição. Triunfe em vossos corações a paz de Cristo, para a qual fostes chamados a fim de formar um único corpo. E sede agradecidos.

Caros leitores, um grande e direto ensinamento e lembrete de como devemos nos portar perante o próximo. O trecho da carta de São Paulo aos Colossenses coloca entre as virtudes que devemos cultivar a paciência. E haja paciência não é mesmo, alguns poderiam dizer. Normalmente ela ficou estirada no chão lá atrás, pouco antes das calorosas discussões começarem. Perder a paciência, como se diz no palavreado popular, é algo que acontece com a grande maioria das pessoas. O problema, no entanto, não reside no fato de se perder a paciência e sim no que resulta após sua perda. Vamos refletir. Existem um grupo de pessoas que perdem a paciência por qualquer coisinha. São os que a gíria popular chama de “pavio curto”. São exigentíssimos para com todos e se alguma coisa ou algo não estiver “microscopicamente” segundo eles querem pronto, começam os rompantes, os tons de voz alterados, as palavras que ofendem, as agressões físicas e todo tipo de consequência impensada no momento que o sangue sobe.

Existem aquelas que custam a perder a paciência, mas se enquadram no dito popular que diz que “dão um boi para não entrar na briga mas uma boiada para não sair”. Que perigo representam pessoas assim. Parecem ter uma boa defesa contra as adversidades da vida mas no fundo carregam uma atitude de “me deixe no meu canto, se afaste, me deixe em paz”. São como os leões. A exceção da hiena que enfrenta o grande felino, e mesmo assim em bandos, nenhum outro animal reluta tão pouco antes de encarar a fera da grande juba. Sabem que no fundo o páreo é complicado.

Porém, existe ainda aquele grupo de pessoas que é inconstante. Ora são muito impacientes, ora muito pacientes. Como dizem os antigos recorrendo aos seus ditos populares, “são de lua”. Aqui podemos enxergar uma grande realidade. Todo o material humano é enormemente variado. Cada um em sua individualidade se constitui único como ser vivo. Por isso a grande exigência que enfrentamos no convívio com as pessoas e por isso a grande dificuldade que a humanidade passa na busca dos interesses em comum e das maiorias.
Somando-se a esta variedade comportamental e de personalidade, os defeitos humanos não físicos entram em cena para apimentar ainda mais o caminhar de todos neste vale de lágrimas. Como um animal que acuado pela presa, dá seu bote em contra-ataque numa tentativa de encerrar a luta, muitas pessoas agem da mesma forma. Partem para o xingamento momentos antes da discussão se agravar para agressão física. As vezes o pior acontece, o descontrole interior vence a razão e o impulso se encarrega de colocar um ponto final em tudo. Só que esse ponto final as vezes é final mesmo. Não termina só a discussão. Terminam-se namoros, amizades, noivados, casamentos, empregos e o mais grave de tudo, terminam-se vidas; e nisso, com certeza, tem o dedo do inimigo. Portanto...

Efésios 4,26-27 – “Mesmo em cólera, não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao demônio”.


fonte: Jefferson Roger
Leia mais...

Os famosos que temem a Deus

Nas palavras de Jesus dirigidas a Santa Angela de Foligno, o Salvador diz que “Se um político, um desportista ou um artista lhes dizem: “Façam isso! Usem aquilo!”, todos o imitam... Eu, em troca, prometo-lhes o Prêmio Eterno se cumprirem os Meus Mandamentos e quase ninguém faz caso dos meus convites”. E como todos bem sabemos que é verdade, pois vemos isso no mundo todo sendo noticiado e promovido pela mídia, em meio a isto, ainda existe e, diga-se de passagem, sempre existirá, aqueles que não se ajoelham perante as ofertas do mundo que insiste em promover na vida de todos as tentações do deserto.

Cabe aqui alguns destaques no meio dos famosos para exemplificar o belíssimo lado da fé católica que permite ao cristão testemunhar aquilo que crê e vive. Nos jogos olímpicos de 2012, acontecidos em Londres, na final dos 5000 metros, modalidade feminina, a atleta etíope Meseret Defar, nascida em novembro de 1983, casada com Teodros Hailu e mãe de Melat Hailu, ao competir nesta prova sagrou-se campeã alcançando o lugar mais alto do pódio.

Após sua passagem pela linha de chegada a atleta retirou de dentro de seu uniforme uma imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e emocionada pela conquista desfilou pelo estádio testemunhando sua fé e dando graças a Maria Santíssima, aos olhos de toda a imprensa internacional.

O mesmo pode ser dito sobre o jogador de futebol americano Matt Birk, católico fervoroso e pai de seis filhos. Nascido em julho de 76, casado com Adrianna Birk, ele tornou-se famoso por recusar um encontro com o presidente de seu país, Barack Obama, após a conquista do Super Bowl (uma espécie de campeonato nacional de grande importância naquele país) por seu time, o Baltimore Ravens. O motivo de sua recusa, segundo ele, foram as declarações de apoio do presidente à Planned Parenthood, a maior rede de clínicas de aborto dos Estados Unidos. Matt Birk é um militante ativo do movimento pró-vida nos Estados Unidos. Movimento este que busca meios para reverter a legalização do aborto no país.

Como vimos, esses são apenas dois exemplos de tantos que podemos encontrar pela vastidão da rede mundial de informações. Pessoas assim são prova viva de que as coisas do mundo, as coisas passageiras nada mais são do que isso: passageiras. Pessoas assim defendem a fé que receberam dos pais, no seu da igreja católica e não se acovardam, assim como fazia Jesus, sob os olhares de reprovação do mundo. Como estamos no mundo, mas não somos do mundo, pedimos sempre a Deus a graça de não nos deixar cair em tentação. Afinal, de que adianta ao homem ganhar o mundo todo se vier a perder a sua alma? Belos ensinamentos do Cristo Ressuscitado. Nós, por outro lado, devemos seguir os exemplos de Jesus, que é o que agrada o Pai Eterno. Se as situações da vida nos concederem algum momento ou período de fama, saibamos aproveita-lo para darmos testemunhos daquilo que acreditamos e vivemos. Devemos fazer as coisas certas e agradar a Deus, agradar a Deus. Do contrário, a fama e o sucesso, que são frutos da soberba e do egoísmo, se não forem temperados com as virtudes celestes e recheados de abundante caridade, como diz o apóstolo São Paulo: de nada adiantarão.


fonte: Jefferson Roger
Leia mais...

Devemos temer a Deus?

As Escrituras dizem que "o temor de Deus é o princípio da sabedoria" (Sl 110, 10) e a Igreja, por sua vez, enumera este como um dos sete dons do Espírito Santo. A alguns ouvidos, porém, a expressão "temor de Deus" pode soar estranha. O que ela realmente significa? Por acaso devemos "sentir medo" de Deus? Não seria isso contrário ao mandamento do amor, que é o maior de todos os preceitos? Em primeiro lugar, o testemunho das Escrituras é muito claro: Deus deve sim ser temido. Para confirmá-lo, Santo Tomás cita pelo menos dois versículos bíblicos: "Quem não te temerá, ó Rei das nações?" (Jr 10, 7) e "Se eu sou o Senhor, onde está o temor que me é devido?" (Ml 1, 6).

É óbvio que não vale, para contradizer essas passagens, dizer que elas "estão no Antigo Testamento", como se as palavras que Deus inspirou aos patriarcas e profetas valessem menos que as do Novo; ou como se o Deus de Abraão, Isaac e Jacó fosse diferente do Deus que se fez carne e veio fazer morada no meio dos homens — Jesus Cristo. O que precisamos fazer, como bons católicos, é ler em sintonia tanto as páginas do Velho quanto as do Novo Testamento. Se algo parece entrar em contradição — coisa que acontece não poucas vezes a quem tem o hábito de ler e meditar as Escrituras —, "mãos às obras" dos bons teólogos, que são os santos. Eles podem nos ajudar a compreender o que diz a Palavra de Deus.

A resposta do Doutor Angélico é de uma clareza cristalina. O temor é algo colocado nos seres humanos para que eles fujam do mal. Ora, Deus é o sumo Bem, não devendo ser temido, portanto, como se fosse um assaltante ou uma pessoa má, mas só enquanto "podemos ser ameaçados de um mal, quer proveniente dele, quer relativamente a ele": quer um castigo nesta vida, portanto, quer a separação de Deus, que acontece quando caímos na desgraça do pecado mortal.

São João afirma que "o perfeito amor lança fora o temor, pois o temor implica castigo, e aquele que teme não chegou à perfeição do amor" (1 Jo 4, 18); e que Santa Teresinha do Menino Jesus, já ao final de sua vida, confessa: "Não posso temer a um Deus que se fez tão pequenino por mim... Amo-o!... Pois ele é só Amor e Misericórdia!" O temor filial, no entanto, é um dom do Espírito Santo e integra o organismo espiritual que nos faz amigos de Deus. Por isso, os santos — todos eles, sem exceção — temeram ao Pai do Céu. Evidentemente, não com o temor de Adão e Eva, que se esconderam da face divina por verem nEle um inimigo ou um adversário (cf. Gn 3, 8). O sadio temor de Deus é o que tinha a Virgem Maria, que proclamou em seu Magnificat: "Sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que o temem (timentibus eum)" (Lc 1, 50).

Santo temor de Deus é o que tinha São João Maria Vianney, quando rezava: "Eu Vos amo, Senhor, e a única graça que Vos peço é a de amar-Vos eternamente. Eu Vos amo, meu Deus, e desejo o céu para ter a felicidade de Vos amar perfeitamente. Eu Vos amo, meu Deus infinitamente bom, e temo o inferno porque lá não haverá nunca a consolação de Vos amar."

Essas orações, feitas por pessoas de grande caridade, mostram como o temor filial, ao contrário do servil, anda sempre de mãos dadas com o amor. Quem ama, afinal, está unido à pessoa amada — já que a união é o ato próprio do amor — e a coisa que mais teme é ver-se separado do objeto amado. Por isso, São Domingos Sávio, desafiando o mundo, assumia o compromisso de "antes morrer do que pecar", tão grande era o seu amor a Deus e o medo de perder a sua amizade pelo pecado.

Quanto a nós, procuremos trilhar o mesmo caminho de amor que seguiram os santos, determinando-nos a perder tudo para não ofendermos a Deus, que é o único verdadeiro Bem de nossas almas. Até que, no Céu, não nos reste senão o temor reverencial de criaturas, uma vez que estaremos permanentemente unidos a Deus, e desta vez para sempre, sem possibilidade nenhuma de separação.


fonte: padrepauloricardo.org
Leia mais...

Missa Tradicional x MESC's

O espírito de inovação dos últimos quarenta anos tem endurecido a sensibilidade de muitos clérigos para a seriedade e gravidade de suas rupturas quase rotineiras com a Tradição. Ainda que tenha sido mostrado a eles que algumas inovações obviamente foram detestadas pela assembleia dos santos, eles os ignoram – uma atitude que outrora seria impensável para um católico – ou alegam que a Igreja tem feito "progressos" desde os primeiros tempos em que tais inovações começaram a ser implantadas. Tal é o nível da idiotice que só uma era tão empobrecida espiritual, intelectual e esteticamente quanto a nossa poderia descrever como “progresso”, enquanto interpreta o desagrado dos santos como sinal de atraso destes (dos santos), ao invés de prova da sua própria imaturidade.

Como um convertido, sempre considerei o uso dos “ministros de Eucaristia” uma das inovações pós-conciliares mais incômodas. Eu me perguntava: se nós, católicos, realmente cremos no que diz a Igreja sobre a Sagrada Eucaristia, e se realmente cremos no santo sacerdócio, por que estimulam tanto a introdução dos leigos em área tão sagrada da vida da Igreja – uma área para a qual, de fato, os leigos nunca reivindicaram ou manifestaram desejo de admissão? Afinal de contas, Sto. Tomás de Aquino já fizera uma ligação explícita entre a ordenação do sacerdote e a sua missão de distribuir a Santa Comunhão, e o Papa João Paulo II uma vez indicou a relação entre a consagração das mãos sacerdotais com o seu inestimável privilégio de distribuir as Hóstias consagradas aos fiéis. Nada disso, porém, parece sensibilizar os inovadores, cujo ponto ideológico não é exatamente sutil: a introdução dos ministros da Eucaristia clara e obviamente denigre o ofício do sacerdócio sacramental em nome de um igualitarismo que é totalmente estranho à tradição Católica – embora (não coincidentemente) agrade os materialistas e/ou aqueles que têm dificuldades em aceitar/entender a transcendência da Religião e cause boa impressão aos olhos do mundo. A premissa implícita é justamente a de que devemos nos conformar ao mundo: uma vez que a era em que vivemos é aquela que, profundamente influenciada pelo pensamento marxista, enfatiza a “igualdade” e, uma vez que os privilégios do sacerdócio parecem intoleráveis aos formadores de opinião do nosso tempo, é esta exigência do tempo que deve ser satisfeita, ainda que à custa das tradições imemoriais. E somado-se a isto ainda se acrescenta a constante fala do clero de que os ministros extraordinários suprem a falta de padres. Tudo bem, mas os ministros são ordinariamente colocados em ofício, ferindo a Redemptionis Sacramentum.

Em pelo menos um caso, os ministros da Eucaristia continuam sendo harmoniosamente (porque não há conflitos) evitados na comunidade da Missa: pelos sacerdotes e fiéis católicos que celebram a Missa extraordinária, tradicional ou tridentina. Certamente as pessoas que procuram o rito antigo o fazem a fim de evitar a sensação de banalidade – de familiaridade quase casual – que existe na "Missa nova". Ao se colocaram na Presença do Eterno, sabedores de que estão adentrando lugar santo (lugar separado, outro, consagrado) querem manifestar a sua reverência diante da Majestade infinita de Deus. Já o uso dos ministros extraordinários da Eucaristia é um costume introduzido que claramente transmite a indesejável aparência e sensação de coisa comum, meramente humana, como se a Missa fosse uma simples ação de louvor a Deus organizada pelos irmãos de fé, a exemplo do culto protestante. A santa Comunhão simplesmente contém Corpo, Sangue, Alma e Divindade do próprio Senhor Jesus Cristo, Deus e Salvador nosso. A única resposta racional e espiritual madura para tal Dom é a maior reverência, e esta é a mensagem às crianças que a presença dos ministros de Eucaristia, membros não-ordenados dentre os fiéis comuns, vai minando. Uma vez que, além disso, a custódia exclusiva do sacerdote sobre a Eucaristia tem sido tradicionalmente um dos aspectos que mais fascinava os jovens meninos no sagrado Ofício, o uso dos ministros de Eucaristia pode apenas afastá-los do mistério do sacerdócio que tanto os atraía. Por que tanto sacrifício associado à vida de sacerdote se o leigo comum pode alimentar o rebanho, tanto quanto você e eu?

É esta enfermidade espiritual que nos assedia de todos os lados e que está praticamente institucionalizada através da vida paroquial, e que as pessoas que participam da Missa tridentina procuram evitar. Muitos fazem grandes sacrifícios para participar de tais Missas, frequentemente percorrendo longas distâncias ou, em alguns casos, até mesmo mudando suas residências, a fim de que a "Missa de sempre" se torne mais acessível para eles. Bispos e pastores que se desviam do caminho para demonstrar a sua “compreensão pastoral”, por exemplo, aos católicos divorciados ou recasados, dissidentes, feministas, homossexuais inveterados, etc, etc... (a lista se torna cada vez maior e pior) nada têm a oferecer àqueles católicos que estão simplesmente tentando viver a Fé que seus pais e avós lhes transmitiram, e que por seus meios procuram resistir à obsessão da "cultura" secular com a dessacralização e profanação contra as quais os bispos e pastores deveriam resistir ao invés de serem tão indulgentes.

Ao contrário do que imaginam muitos, há bem mais do que um toque de fanatismo naqueles que não se conformam com os espetáculos histéricos na Missa –, com as "danças litúrgicas", a distribuição do Pão Consagrado ao estilo "self-service" e tantas outras aberrações –, submetidos às mais impiedosas e destrutivas inovações pós Vaticano II, muitas das quais violam claramente toda a ética do rito antigo e a visão tradicional do sacerdócio, a única que os santos reconheceriam. Será que essas pobres criaturas não poderiam ser deixadas em paz?

”Não queremos, como dizem os jornais, uma Igreja que se move com o mundo. Queremos uma Igreja que move o mundo. E é através deste teste que a história realmente julgará qualquer Igreja, seja ela verdadeira ou não (G. K. Chesterton)”.


fonte: o fiel católico
Leia mais...

O amor de Deus

Se te agradam os corpos, louva a Deus neles, e dirige teu amor para teu artífice, para não o desagradar nas mesmas coisas que te agradam. Se te agradam as almas, ama-as em Deus, porque, embora mutáveis, se fixas nele, terão estabilidade; de outro modo, passariam e pereceriam. Ama-as, pois, nele, e arrasta contigo até ele quantas almas puderes, dizendo-lhes: “Amemo-lo”. Porque ele criou estas coisas, e não está longe; ele não as fez para depois ir embora, mas dele procedem e nele estão. E ele está onde aprecia a verdade: no mais íntimo do coração; mas o coração errante se afastou dele.

Voltai, pecadores, ao coração, e ligai-vos àquele que é vosso criador. Firmai-vos nele, e estareis firmes; descansai nele, e estareis descansados. Para onde ides por esses ásperos caminhos? Para onde ides? O bem que amais, dele procede, mas só é bom e suave quando se dirige a ele; porém, será justamente amargo se, abandonando a Deus, amardes injustamente o que dele procede. Por que continuai por caminhos difíceis e trabalhosos? O descanso não está onde o buscais. Buscais a vida feliz na região das trevas: não está lá. Como achar a vida bem-aventurada onde nem sequer há vida? Ele, nossa vida real veio até nós; sofreu nossa morte, e a suplantou com a abundância de sua vida; com voz de trovão clamou para que voltássemos a ele, para o lugar escondido de onde veio até nós, passando primeiro pelo seio de uma virgem, onde se desposou com ele a natureza humana, carne mortal, para não ficar sempre mortal. Dali, como o esposo que sai do tálamo, deu saltos como um gigante, para correr seu caminho.

E não se deteve; correu clamando com suas palavras, com suas obras, com sua própria morte, com sua vida, com sua descida aos ínferos e com sua ascensão, clamando para que voltássemos a ele. Se ele se afastou de nossa vista, foi para que entremos em nosso coração, e ali o encontremos; se partiu, ainda está conosco. Não quis ficar por muito tempo entre nós, mas não nos abandonou. Retirou-se de onde nunca se afastou, pois o mundo foi criado por ele, e no mundo estava, e ao mundo veio para salvar os pecadores. E a ele se confessa minha alma, a ele que a cura e contra quem pecou. Filhos dos homens, até quando sereis duros de coração? Será possível que, depois de ter a vida descido até vós, não queirais subir e viver? Mas para onde subis, quando vos ergueis e abris vossa boca no céu? Descei para subir, para subir até Deus, já que caístes levantando-vos contra Deus. Dize-lhes isto, minha alma, para que chorem neste vale de lágrimas, e assim os arrebates contigo para Deus, pois, ao dizer estas palavras ardendo em chamas de caridade, é o espírito divino que te inspira.

fonte: trecho retirado do livro "Livro Confissões - Santo Agostinho"
Leia mais...

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

A catequese de Santa Águeda

Um dos ensinamentos que esta Santa Italiana nos deixou, em sua passagem aqui pela terra, em completo testemunho de vida (Ela foi submetida a torturas com ferro e fogo. Foi esticada na roda, açoitada, marcada com ferros em brasa. Arrancaram seus seios. Depois, jogaram-na no calabouço sem curativos. Lá, porém, ela teve uma visão de São Pedro com um Anjo que a curou com óleos. Mais tarde ela foi amarrada e arrastada sobre carvão em brasa e vidros) tudo por amor a Jesus até o martírio; foi entre os tantos um que pouco se fala, mas que é de profunda importância pois trata da questão do comportamento cristão no campo dos detalhes.

Dizia assim a Santa em sua catequese: um passarinho ao raiar da primavera, o mesmo com sede de despontar pelos céus em seus voos tão magnificamente projetados pela mão de Deus, assim o pode fazer por conta da sua liberdade que o permite alcançar as alturas das árvores e do céu num belíssimo passeio pelos caminhos invisíveis que a mão de Deus colocou ao seu dispor. Livremente, ele pode sair de seu ninho e ganhar as alturas.

No entanto, se em uma de suas pernas se amarrar uma forte corrente o mesmo não poderá mais voar. Se amarrarmos uma corda trançada ele não poderá mais voar. Se amarrarmos um cabo de aço ele não poderá mais voar. Se amarrarmos um cordão ele não poderá mais voar. Ainda assim, se amarrarmos um fino barbante, muito leve, ainda assim ele não poderá mais voar.

Não importa o que está amarrado na perna do passarinho. Da forte e pesada corrente até o fino e leve barbante, tudo que se amarrar a ele não o deixará partir de encontro ao céu. Assim é o pecado na vida do homem. Não importa qual é o tamanho do pecado. Nem o seu tipo. Se é mortal ou não. Todo e qualquer pecado impede nossa alma de caminhar ao encontro de Deus. É preciso então como nos ensina o apóstolo São Paulo na carta aos Hebreus resistirmos bravamente contra todo e qualquer pecado, pois se devemos e queremos para alcançar o céu, sermos imitadores de Cristo (1ª Coríntios 11,1), então devemos resistir até o sangue, até o fim.

Hebreus 12,3-4 – “Considerai, pois, atentamente aquele que sofreu tantas contrariedades dos pecadores, e não vos deixeis abater pelo desânimo. Ainda não tendes resistido até o sangue, na luta contra o pecado”.

Portanto é muito importante não dar ouvidos ao pecado, não dialogar com o pecado e não cultivar pecadinhos. Acostumar-se a viver com pecadinhos que são, apenas aos nossos olhos, inofensivos, é aceitar a condição do passarinho que não é capaz de um simples voo ao céu porque um fino barbante o prende ao chão, o prende ao mundo.

Assim seremos nós se não nos desvencilharmos dos barbantes do pecado, que nos impedem de ir ao céu, nos prendendo no mundo, na lama dos prazeres terrenos e dos comportamentos contrários aos de Jesus. Os santos nos ensinam: “se não treme ao cometer seu pecado venial, teme ao conta-los”. Pecadinhos de estimação nos mantém escravos e nos impedem de renunciar a tantas coisas que irão depor contra nós no dia do juízo.

Os católicos estão sempre a pedir a intercessão dos santos e sempre se dizem devotos deste ou daquele santo. Muitos, porém, entristecem a milícia celeste porque ao invés de se emendarem e fazerem violência contra si, para vencer as tentações e se manterem afastados de pecar, querem apenas “favores” celestes sem ao menos procurar imita-los. Não querem seguir a passagem que se ensina em Hebreus 6,12 e que inclusive foi relembrada por Nossa Senhora em suas aparições: “sejais imitadores daqueles que pela fé e paciência se tornam herdeiros das promessas”! Qual promessa? A promessa de Jesus: Mateus 10,22 – “aquele que perseverar até o fim será salvo”.


fonte: Jefferson Roger
Leia mais...

A luz do texto bíblico

Mateus 5,13-16 – “Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa. Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus”.

Mateus 6,22-23 – “O olho é a luz do corpo. Se teu olho é são, todo o teu corpo será iluminado. Se teu olho estiver em mau estado, todo o teu corpo estará nas trevas. Se a luz que está em ti são trevas, quão espessas deverão ser as trevas”!

João 1,1-9 – “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto de Deus. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito. Nele havia a vida, e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. Houve um homem, enviado por Deus, que se chamava João. Este veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele. Não era ele a luz, mas veio para dar testemunho da luz. O Verbo era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem”.

Caros leitores, como bem podemos ver nestes trechos dos evangelhos, a maravilhosa lição que Jesus deixa nos escritos sagrados é a de que devemos olhar para os textos bíblicos como sendo a luz que vem dos céus. A luz que passou aqui na terra na pessoa do Cristo. O texto bíblico deve iluminar nossa realidade que vivemos hoje para colocarmos em prática aquilo que aprendemos da Santíssima Trindade.

Do contrário sairíamos apedrejando nossos filhos desobedientes (Deuteronômio 21,18-23), cortando nossas mãos fora (Mateus 18,8) e oferecendo aves em sacrifícios pelo perdão dos pecados (Levítico 5,7). E porque tudo isso está escrito então se não devemos seguir ao pé da letra? Simples, vejamos um pouco mais: 2ª Timóteo 3,15-17 – “E desde a infância conheces as Sagradas Escrituras e sabes que elas têm o condão de te proporcionar a sabedoria que conduz à salvação, pela fé em Jesus Cristo. Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra".

Porém, atenção: 2ª Pedro 1,20-21 – “Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal. Porque jamais uma profecia foi proferida por efeito de uma vontade humana. Homens inspirados pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus”. E também, acrescentado a isso temos que: 2ª Tessalonicenses 2,14-15 – “E pelo anúncio do nosso Evangelho vos chamou para tomardes parte na glória de nosso Senhor Jesus Cristo. Assim, pois, irmãos, ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavras, seja por carta nossa”. E nisto tudo o feliz e fiel católico aprende nas escrituras que os ensinos religiosos vem da Palavra de Deus e da Tradição Apostólica dentro da Igreja que é a “coluna e o sustentáculo da verdade (1ª Timóteo 3,15). Acompanhemos:

João 21,24-25 – “Este é o discípulo que dá testemunho de todas essas coisas, e as escreveu. E sabemos que é digno de fé o seu testemunho. Jesus fez ainda muitas outras coisas. Se fossem escritas uma por uma, penso que nem o mundo inteiro poderia conter os livros que se deveriam escrever.

É assim, portanto, que devemos nos aproximar desta fonte riquíssima que a palavra de Deus, ou seja, através das sagradas escrituras e da tradição apostólica na igreja de Jesus Cristo, pois ambas não podem existir separadamente uma vez que Deus é a fonte das duas. A igreja nos deu a bíblia e não o contrário. O católico segue a religião de uma pessoa e não a religião de um livro.


fonte: Jefferson Roger
Leia mais...

O medo de "não dar conta"

Eis aí um sentimento que está, esteve ou estará presente na vida de tantas pessoas. Em tantas áreas de nossa vida o inesperado, o desconhecido e o perigoso podem nos presentear com a sensação do medo.

O inesperado nos pega de surpresa, e o susto do repentino nos desarma e a impotência nos encobre com o medo.

O desconhecido que enfrentamos não nos permite lutar com armas adequadas pois não reconhecemos e identificamos contra o que batalhamos.

O perigoso nos revela algo não saudável a nós ou aparenta esconder resultados que não sabemos se podemos conter e assim o perigo nos infunde um medo que neste caso pode trabalhar contra ou a nosso favor.

Seja como for, o medo existe. Mas como podemos ver nas três formas que exemplificamos sobre como o medo nos aborta, parece que existe em comum a questão do “não dar conta”. De alguma forma temos medo porque não damos conta daquilo que se apresenta diante de nós. Já ouvi pessoas dizendo que não queriam ter filhos porque tinham medo de ficarem desempregadas e não conseguir sustenta-los. Já ouvi pessoas dizendo que tinham medo de viajar de avião porque temiam uma possível queda. São todos medos “aceitáveis” digamos assim, entre tantas outras expressões que com certeza eu e você, caro leitor já ouvimos. Assim como também, o medo de cobra venenosa e o medo de se cair num poço fundo, o medo de ser assaltado, o medo de morrer no caminho para casa e assim por diante. Eita, esse medo é danado não é pessoal!

Por outro lado, existe vamos dizer assim, o medo dos medos. O medo de não ser salvo por Jesus e terminar no inferno. Sem dúvida todos os medos terrestres juntos não superam os medos que tem raízes espirituais. Medos que nos alertam e nos recordam que é possível sim, perdermos o céu. Esse medo de “não dar conta” de fazermos o que precisamos para sermos salvos é presente na vida de tantas pessoas e está atestado nos evangelhos: “Muitos serão os chamados, mas poucos os escolhidos” – Mateus 20,16.

Mas então? Como fica? Jesus claramente trata a esse respeito. Ele diz:

Lucas 12,4-5 – “Digo-vos a vós, meus amigos: não tenhais medo daqueles que matam o corpo e depois disto nada mais podem fazer. Mostrar-vos-ei a quem deveis temer: temei àquele que, depois de matar, tem poder de lançar no inferno; sim, eu vo-lo digo: temei a este”.

Mateus 8,26 – “E Jesus perguntou: Por que este medo, gente de pouca fé? Então, levantando-se, deu ordens aos ventos e ao mar, e fez-se uma grande calmaria”.

João 16, 31-33 – “Jesus replicou-lhes: Credes agora!... Eis que vem a hora, e ela já veio, em que sereis espalhados, cada um para o seu lado, e me deixareis sozinho. Mas não estou só, porque o Pai está comigo. Referi-vos essas coisas para que tenhais a paz em mim. No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo”.

E concluímos com este belíssimo trecho do Livro do Eclesiástico 34, 16-20 – “Aquele que teme ao Senhor não tremerá; de nada terá medo, pois o próprio Senhor é sua esperança. Feliz a alma do que teme ao Senhor. Para quem olha ela, e quem é a sua força? Os olhos do Senhor estão voltados para aqueles que o temem; ele é um poderoso protetor, um sólido apoio, um abrigo contra o calor, uma tela contra o ardor do meio-dia, um sustentáculo contra os choques, um amparo contra a queda. Ele eleva a alma, ilumina os olhos; dá saúde, vida e bênção”. Amém.


fonte: Jefferson Roger
Leia mais...

A Felicidade do Jovem

Todos nós um dia já fomos jovens. Alguns ainda irão ser. Outros são. Alguns não querem deixar de ser. Outros não sabem que são. Tantos não sabem o que é ser. Estas são verdades que acompanham as pessoas no decorrer de suas vidas. A juventude é um período que em alguns casos trazem um pouco de confusão nas mentes em desenvolvimento em suas constantes e diárias descobertas de si e do mundo afora.

Não existe ainda no jovem alguns conceitos plenamente formados e definidos porque ele está justamente a passar por um período de crescimento e aprendizado. Porém, independente do aprendizado que estão a passar, no fundo todas as etapas da vida acabam por viverem esta mesma condição. E isto vale para todos nós, jovens ou não. Estamos sempre aprendendo algo pois do contrário para que viver? Para se isolar num mundinho egoísta e não ser humilde para aceitar tudo que Deus tem a nos ensinar por meio da nossa vida? Parece que isso não soa bem não é mesmo!

Pois bem, dentro desse aprendizado que sempre estamos a viver, um deles esbarra na questão da felicidade. Todo mundo quer ser feliz. Ninguém quer ser feliz só 50%, 70% ou 95%. Ninguém quer ser feliz 99,99%. Todo mundo quer ser feliz 100%! Como fazer? A questão em verdade reside no que não fazer! Sim, é exatamente isso. Para sermos felizes é importante duas coisas. Primeiro: entendemos o que é felicidade? Segundo: fazemos o que devemos fazer ou deixara de fazer para sermos felizes?

Já de antemão é preciso sabermos que felicidade é uma realidade do espírito. Prazer é uma realidade do corpo. Sendo assim a felicidade não pode ser comprada. Ela é uma sensação que se sente na alma e reflete no coração, na mente e só por último no corpo. Já o prazer é uma sensação que se sente no corpo e na mente, ficando a alma e o coração com um sentimento de vazio. E isto, qualquer pessoa pode comprovar. Basta fazer um test-drive.

O amor que é a expressão máxima da felicidade de uma pessoa, pois como Deus é amor e nos criou por amor, colocou em nosso íntimo sua centelha de vida e uma vontade incontrolável de fazermos parte deste todo que é felicidade eterna em comunhão com Deus. Desta forma, todas as pessoas sentem dentro de si, um anseio insaciável pela busca dessa felicidade que reside nos céus. Não se dão conta disso e acabam por procura-la nas pessoas e nas coisas e, errando o alvo, sofrem, se desiludem, se entristecem, se deprimem e pecam.

Um anúncio amarrado num poste que promete prosperidade, trabalho, uma pessoa amada, dinheiro e tantos outros sucessos, garantindo que só se paga depois do resultado, encontramos aos montes pelas cidades. O impulso consumista dos shoppings onde o mundo ensina que se você quer ser feliz você precisa daquele produto que é novidade e melhor do que o que você tem, porque agora você precisa ser assim e estar na crista da onda.

É a cultura do descartável. Tudo é descartável. Até as pessoas. O mundo disfarça a alegria dos prazeres como se fossem felicidades. E muitos não enxergam esse disfarce, caem nas armadilhas e não conseguem entender porque não são felizes. Não são felizes porque para serem precisam deixar de fazer coisas que não os levam para esse lado. Não se trata de cultivar a tristeza. Nem devemos porque ela vez por outra invade nossas vidas e já é bastante árduo passar por períodos assim. E mais, vale também lembrarmos que sofrimentos nem sempre estão associados com tristeza. Basta recordarmos o exemplo de tantos santos que por amor a Deus, sofreram por tantos pecadores. E Jesus nos ensina na cruz que a dor é filha do amor.

Nossa Senhora quando apareceu para Santa Catarina Labouré por três vezes, em uma delas disse a pequena menina: “Não te prometo felicidade neste mundo, mas no outro”. As alegrias da vida existem e é bom vive-las, mas é preciso estarmos cientes de que são passageiras. Ao contrário da felicidade eterna. São realidades bem diferentes. Sabendo como as coisas são devemos buscar uma vida sadia, gozarmos das alegrias presentes da vida sem deixar de fixar os olhos na eternidade, onde se encontra a verdadeira felicidade.

Fiquemos com as palavras do apóstolo São Paulo em sua carta aos Romanos 12,12 – “Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração”.

fonte: Jefferson Roger
Leia mais...

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Dízimo é preceito?

Caros leitores, essa é uma questão que tem deixado muitas dúvidas entre as pessoas com relação a sua obrigatoriedade, necessidade, doutrina e é claro, a palavra de Deus. Aos católicos é importante compreenderem a questão do dízimo para entenderem bem que esta devolução, que precisa ser de coração (2ª Cor 9,7), não é uma obrigação legalizada em forma de lei canônica e sim um chamado interior no, um “ob-ligatus”, que é a necessidade por amor a Deus, de retribuir. Vejamos:

No antigo testamento, as leis que Deus transmitia ao povo de Israel por meio de Moisés e posteriormente pelos profetas, prescrevia o pagamento obrigatório de 10% dos rendimentos do fiel (pagos na forma de bens e mantimentos, principalmente produtos agrícolas), para manter a tribo de Levi e os sacerdotes, responsáveis pela manutenção do Tabernáculo e depois do Templo, já que eles não podiam possuir heranças e territórios. Esses mantimentos eram também usados para assistir aos órfãos, viúvas e pobres em suas necessidades.

Deuteronômio 14,22-26 – “Porás à parte o dízimo de todo fruto de tuas semeaduras, de tudo o que o teu campo produzir cada ano. Comerás na presença do Senhor, teu Deus, no lugar que ele tiver escolhido para nele residir o seu nome, o dízimo de teu trigo, de teu vinho e de teu óleo, bem como os primogênitos de teu rebanho grande e miúdo, para que aprendas a temer o Senhor, teu Deus, para sempre”. Percebemos aqui, caro leitor, que dízimo se trata da décima parte dos lucros do que se produzia, não se tratava de dinheiro! Todas as passagens do antigo testamento comprovam a mesma coisa.

Depois que a lei da antiga aliança foi substituída pela nova e eterna aliança, aquela perdeu a validade conforme podemos atestar no novo testamento: Hebreus 7, 5 e 14-18 – “Os filhos de Levi, revestidos do sacerdócio, na qualidade de filhos de Abraão, têm por missão receber o dízimo legal do povo, isto é, de seus irmãos. E é notório que nosso Senhor nasceu da tribo de Judá, tribo à qual Moisés nada encarregou ao falar do sacerdócio. Isto se torna ainda mais evidente se se tem em conta que este outro sacerdote, que surge à semelhança de Melquisedec, foi constituído não por prescrição de uma lei humana, mas pela sua imortalidade. Porque está escrito: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedec. Com isso, está ABOLIDA a antiga legislação, por causa de sua INEFICÁCIA e INUTILIDADE”.

Portanto, como a cobrança do dízimo, que era de responsabilidade dos sacerdotes da tribo de Levi foi encerrada, uma vez que Jesus, de onde provém o cristianismo e ele, conforme comprovam as escrituras veio da tribo de Judá, donde não havia a prescrição do dízimo, o que é que os pastores evangélicos ficam fazendo com o povo? Primeiro: cobrando o dízimo como se fossem da descendência de Levi, se eles se dizem cristãos e, portanto, descendem da tribo de Judá? Segundo: cobram em dinheiro o dízimo que biblicamente está comprovado que era a décima parte dos alimentos e produtos? E notem que naquela época já havia dinheiro (Deuteronômio 14,25).

Pois bem, na nova aliança temos em 2ª Coríntios 9,7 vai dizer: “Dê cada um conforme o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento. Deus ama o que dá com alegria”. Em Atos 20,35 – “Existe mais alegria em dar do que em receber”. Em Filipenses 2,4 – “Cada qual tenha em vista não os seus próprios interesses, e sim os dos outros”.

A questão para Jesus, como vemos no novo testamento, se resume em partilhar, em dar de coração, em contribuir por amor ao próximo em suas necessidades. Não se trata hoje em dia de dízimo e sim de uma “contribuição mensal”, que acontece em favor dos membros do corpo de Cristo que são a sua igreja, que por fim acabaria a beneficiá-la também.

Muitos por falta de conhecimento e falta de fé, contribuem com pouco, por medo de que falte no futuro para qualquer emergência ou imprevisto. Cuidemos, isso nada mais é do que uma relação direta que cada um tem com Jesus e aquilo que ele pregou e deixou através do seu evangelho. E no princípio da igreja católica já era assim:

Atos 2,42-47 - Perseveravam eles na doutrina dos apóstolos, na reunião em comum, na fração do pão e nas orações. Todos os fiéis viviam unidos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e os seus bens, e dividiam-nos por todos, segundo a necessidade de cada um. E o Senhor cada dia lhes ajuntava outros que estavam a caminho da salvação.

Como se vê caros leitores, é uma questão de onde está nosso tesouro. Jesus nos ensinou que onde está nosso coração ali está o nosso tesouro. Por isso quando o apóstolo Paulo nos fala a contribuirmos com o próximo conforme nosso coração, também nos fica o alerta e o lembrete que Jesus irá julgar conforme nossos corações. Ai daqueles que pensam que a finalidade da religião é a prosperidade material e social que a teologia da libertação erroneamente prega. Religião não é um clube social de campo, ela tem por objetivo nos religar a Deus para que alcancemos a vida eterna. Jesus ensina o oposto da teologia da prosperidade. Ele ensina que o desapego a este mundo nos garante o céu: “Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus! (Mateus 5,3)”.


fonte: Jefferson Roger
Leia mais...

A realidade da morte - um dos novíssimos

Livro do Eclesiástico 7,40 - " Em tudo o que fizeres, lembra-te de teu fim, e jamais pecarás".

Meu irmão, se quiseres viver bem, procura, durante o tempo de vida que te resta, viver pensando sempre na morte. Ao veres um túmulo, ao assistires às exéquias de um amigo ou parente, ao verdes um cadáver sendo levado à sepultura, contempla nisso a tua própria imagem e o que um dia há de ser de ti. Reflete então e dize contigo: Dentro em poucos anos, talvez meses ou dias tudo acabará para mim; meu corpo será apenas podridão e vermes. Estando então perdida a alma, tudo estará perdido para mim, e perdido para sempre.

Assim é que fizeram os Santos, que agora reinam no Céu; é por este meio que chegaram a desprezar todos os bens desta terra, que venceram as tentações mais fortes, e subiram a alta santidade. Jó dizia à podridão: Tu és meu pai; e aos vermes: vós sois minha mãe e minha irmã. São Carlos Borromeu conservava sempre sobre a mesa uma caveira, para tê-la continuamente diante dos olhos. O cardeal Baronio fez gravar no seu anel estas palavras: Memento mori – “Lembra-te da morte”. O Bem-aventurado Juvenal, bispo de Saluzzo, escrevera sobre uma caveira estas palavras: O que tu és, fui eu; o que eu sou, tu serás um dia.

Outro santo solidário, perguntado na hora da morte porque estava tão alegre, respondeu: Sempre tive a lembrança da morte diante dos olhos; por isso, agora que ela vem, não vejo coisa nova. Finalmente, para não falar de outros, São Camilo de Lelis, ao ver os túmulos, dizia consigo: Se estes defuntos voltassem ao mundo, quanto não fariam pela vida eterna! E eu, que ainda tenho tempo, que faço pela minha alma? – o Santo falava assim por humildade. Mas tu, meu irmão, tens talvez razão para temer que sejas aquela figueira sem fruto da qual disse o Senhor: Já há três anos que venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho.

Tu que estás no mundo há mais de três anos, que fruto tens produzido? Considera, diz São Bernardo, que o Senhor não te procura somente flores. Mas quer também frutos; isto é, bons desejos e propósitos, senão também obras santas.

“Considera-te desde já como morto”

Saibamos aproveitar o tempo que Deus nos dá na sua misericórdia, e não esperemos para fazer o bem até que não haja mais tempo, e se nos diga: Tempus non erit amplius… profiscere: É tempo de partir deste mundo; vamos depressa; o que está feito, está feito. Considera-te, diz São Lourenço Justiniano, considera-te desde já como morto, já que é certo que deves morrer. Se já estivesses morto, quanto não quererias ter feito! Diz São Boaventura que o piloto para bem governar o navio, se coloca na popa: assim o homem, para levar uma vida boa, deve considerar-se sempre como se estivesse para morrer.

Foi isto que fez São Bernardo dizer: Vide prima et erubesce, considera os pecados da tua mocidade e cora; vide media et ingemisce, considera os pecados da idade viril e geme; vide novíssima et contremisce, considera as desordens da idade atual e treme e apressa-te em os remediar. Eis-me aqui, meu Deus, sou aquela árvore que há tantos anos mereceu ouvir a sentença: Corta-a; para que ocupa ainda a terra? Sim, porque nos muitos anos que estou no mundo, ainda não dei outros frutos senão cardos e espinhos de pecados. Mas Vós, Senhor, não quereis que eu desespere. Vós dissestes que o que Vos procurar, Vos achará: Quaerite et invenietis.

Procuro-Vos, meu Deus, e desejo Vossa graça. Detesto de todo coração todas as ofensas que Vos fiz, e quisera morrer de dor. Quero empregar o resto de minha vida em Vos amar e honrar. Sim, amo-Vos, ó meu soberano Bem, e, com o Vosso auxílio, quero viver e morrer fazendo atos de amor a Vós, que por meu amor morrestes sobre a cruz. Doce Coração de Maria, sede minha salvação.


fonte: retirado do livro “Meditações para todos os dias e festas do ano” de Santo Afonso de Ligório.
Leia mais...