Percorri mais um ano inteiro, me foi permitido por Deus completar 55 anos de vida. Parando um pouco para refletir na vida que já passou, vemos que nossa vida é repleta de números; eles existem aos montes. Chega até a ser divertido o quanto eles fazem parte de nosso dia a dia. Tamanho de roupas, peso, altura, medidas da casa, distância até os locais, anos de vida, meses do ano, dias da semana, número de documentos e a lista não para.
No entanto, existem certos números que são mais importantes em nossas vidas e ignorá-los é negligenciar a ação divina em nossa existência. Do nascimento ao falecimento existe um número que nunca muda: uma alma e um corpo; um corpo concedido por Deus, que deve ser devolvido para ser glorificado ou condenado no dia do juízo final e uma alma, que deve ser zelada para ir aos céus ou para a danação eterna.
Para o sucesso de nossa missão recebemos outro número: uma família. Este tripé onde nos encontramos requer uma responsabilidade imensa, pois, ao menor descuido, pode o corpo e a alma perecer e a família se desfazer. Cuidemos deste número três, muito valoroso em nossa caminhada; caminhada cheia de olhares contrários que, como lemos nas sagradas escrituras, buscam nos afastar de Deus.
A missão de cada um, mesmo sendo muito importante e cheia de responsabilidades (zelar por estes três números "uns"), ainda não é única, pois é preciso ser imitador de Cristo (1ª Coríntios 11,1) e "não desanimar embora venham ventos contrários" - Santa Paulina. Por aqui, enquanto encerro este pequeno artigo, procuro nunca me esquecer das obrigações que a vida de um marido, a vida de um pai, a vida de um professor, a vida de um cristão tem para comigo e para com os que me cercam, pois, se Deus me permite inflar os pulmões, não é para desperdiçar a sua dádiva e sim, para promover o seu amor cada vez mais no meio das pessoas, começando pela minha família.
Fonte: Jefferson Roger



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