Na imagem do artigo vemos uma parte dos estudantes do terceiro ano do ensino médio de um curso técnico. O enquadramento permite ver onze deles, todavia, entre eles apenas três estão acompanhando a aula, registrando em seus cadernos as explicações e, de fato, comprometidos com o próprio aprendizado.
O descaso é tanto que é possível fotografar a situação e eles nem sequer se dão conta do que está acontecendo.
O celular oferece algo mais interessante e a pessoa do professor é colocada em segundo plano com uma facilidade incrível. Detalhe, quando para eles é apresentada uma atividade dinâmica que busca envolvê-los de uma forma que não conseguem "prestar" a atenção no celular e participar ao mesmo tempo dela, saem com declarações de revolta, como as que eu ouvi semana passada: "professor, o senhor está inventando muita moda"; e alguns concordam dizendo: "é isso mesmo".
Se a aula é mais tradicional, entediam, se a aula é diferenciada, protestam, no fundo tudo vira desculpa para manter a presença na escola dentro da esfera social, dos eventos. Enquanto isso o professor, que por amor quer ajudar a aprender aqueles que querem, precisa se imitador de Cristo (1ªCoríntios 11,1) e "fazer nascer o sol sobre os bons e os maus".
Fonte: Jefferson Roger

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