A bíblia coloca como um mandamento da parte de Deus a obrigação de amá-lo. Essa é uma questão que levanta muitas horas de pensamentos e reflexões. A religião ensina, pautada nas sagradas escrituras, que se desobedecemos os dez mandamentos, não seremos salvos, não iremos para a morada eterna, o paraíso.
Pois bem, a pessoa é obrigada a amar a Deus, no céu dele só entra quem o amar, se não o amar não entra. Deus exige isso de cada um e impõe regras bem altas, dificílimas de cumprir. Tudo bem, Jesus vai dizer que sem ele nada podemos fazer, isso inclui cumprir as regras divinas. Até aí tudo bem, mas a questão da obrigação de amar?
Amar não é um sentimento que brota no coração por causa da razão? Ou da experiência com outra pessoa? Para o campo dos sentidos poderíamos afirmar que sim, mas para o campo das experiẽncias onde os sentidos ficam em segundo plano? Se amamos alguém vemos nesta pessoa mais qualidades que defeitos e estes defeitos não superam as qualidades.
É assim com Deus? Se é como medimos as qualidades divinas presumindo não haver defeitos? Mas se fomos criados a sua imagem e semelhança porque nós temos defeitos? Sempre serão questões complicadas de se entender, mas elas existem e estão aí, ao redor de tudo e de todos. O fato é que temos que amar alguém que não compreendemos perfeitamente, nem de longe. E não temos saída, ou se dá um jeito de se arrumar um amor por ele ou nada feito, primeiro mandamento desobedecido e se vire cada um com as consequências.
Fonte: Jefferson Roger

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