segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Até o fim do mundo


Disse Lúcia a Nossa Senhora: E a Amélia? – referindo-se a amiga que recentemente tinha morrido, querendo saber se a mesma já se encontrava no céu. Estará no purgatório até ao fim do mundo – disse Nossa Senhora. Talvez a revelação da Virgem Santíssima à Irmã Lúcia assuste-nos um pouco. É de fato impressionante a ideia de uma alma sofrendo no Purgatório até a consumação dos tempos. Movidos pela curiosidade, podemos chegar a nos perguntar o que teria feito Amélia para merecer uma punição assim tão severa da justiça divina.

Isso, no entanto, deve nos levar a perguntar: queremos viver plenamente o chamado de Deus para nós ou nos bastará “garantir uma vaga” no Purgatório? A pena de Amélia leva-nos a lembrar, também, daquela visão de Santa Francisca Romana, segundo a qual “por cada pecado mortal perdoado”, restaria “à alma culpada passar por um sofrimento de sete anos” no Purgatório. A amiga da Irmã Lúcia talvez tenha sido uma dessas almas que acumularam em vida inúmeros pecados mortais, dos quais se arrependeram, sem que tenham tido tempo, no entanto, para repará-los nesta vida.

Com revelações como essa, Deus quer fazer um apelo à nossa indiferença, dar um grito para romper a nossa surdez. Não se entra no Céu senão por meio de muitos sofrimentos (Atos 14, 22). Se não quisermos sofrer aqui, teremos de sofrer no outro mundo. E daí não sairemos enquanto não houvermos pago “até o último centavo” (Mateus 5, 26). O problema de muitos de nós é o quão longe estamos da meta, o quão mesquinha é muitas vezes a lógica com que vivemos a nossa fé. Quantas vezes não pensamos, por exemplo, ou até dizemos: “Se eu chegar ao Purgatório, já me darei por satisfeito”, ou: “Se for ao Purgatório, já estarei no lucro”?

Todos nós podemos muito bem ter a mesma sorte dessa amiga da Irmã Lúcia, caso não queiramos pagar, nesta existência, o alto preço do amor. Mas e nós, queremos isso? Queremos amar a Deus de todo o coração, ou nos contentaremos com garantir nossa salvação? Queremos viver plenamente o chamado de Deus para nós ou nos bastará “garantir uma vaga” no Purgatório?

Ninguém pense que esse “desejo de garantir uma vaga” seja algo de grande valia e suficiência”. Todavia, o quanto quisermos indicará a medida com que trabalharemos. Quem pensa em atingir o Purgatório, se esforçará só o necessário para chegar aí. Se trabalharmos para o Céu, no entanto, tudo mudará. Inclusive nossa sorte na outra vida. Que o exemplo dessa amiga da Irmã Lúcia nos ajude a imitar os pastorinhos de Fátima, que viveram sua vocação com heroísmo e, como recompensa, foram acolhidos sem demora no Reino dos Céus. Quanto à alma de Amélia, só o que lhe resta é contar com as nossas orações… “até ao fim do mundo”.

Fonte: Jefferson Roger com adaptações do site padrepauloricardo.org


 

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sexta-feira, 28 de outubro de 2022

Você tem esta virtude?


Certamente, as famílias tradicionais católicas, também aquelas que se esforçam ao máximo para viver segundo os valores cristãos autênticos, sofrem diariamente e dia após dia com todo o tipo de maldade que o ventilador do demônio espalha pelo mundo. Há muito não se imaginaria termos que conviver com uma mudança de valores tão drástica como a que temos acompanhado ao longo da caminhada rumo ao céu.

Prevendo essa constante e progressiva crise e avalanche maligna que paira sobre a atmosfera familiar e da sociedade, já nos tempos bíblicos, Jesus nos explicou que a todo custo não poderíamos jamais deixar de cultivar a virtude das virtudes, isso, se desejarmos firme e violentamente (Mateus 11,12) vivermos um dia na felicidade eterna do paraíso: a perseverança.

Quem não for perseverante irá desistir da luta e aderir ao mal, irá aceitar a derrota simplesmente porque passou a fazer parte da minoria e se viu sem opções para ter voz. Voz em casa, no trabalho, pelas ruas, em todos os ambientes públicos. Ao passar o olhar em seu redor se depara com coisas, comportamentos e acontecimentos reprovados por Deus, mas que agora são comuns e rotulados como parte da evolução natural da humanidade.

Que maluquice, se é assim, então faço minhas as palavras de minha esposa: “parece que sou de outro mundo”.

E acho isso bem verdade, porque Jesus disse que estamos nesse mundo, mas que não pertencemos a ele. Disse também que o mundo prega uma paz e alegria diferente das que ele tem para dar. Disse, através dos apóstolos, para não nos conformarmos com este mundo. E então, em nossos exames diários de consciência passamos nossa avaliação por essa questão? Estamos perseverantes naquilo que Deus pede? Se sim, como diz o apóstolo: cuidemos para ficar de pé; se não, corramos atrás de cultivamos cada vez mais em nós a virtude das virtudes que irá nos levar para o céu. E para finalizar, disse Jesus: “Sereis odiados de todos por causa de meu nome, mas aquele que perseverar até o fim será salvo” – Mateus 10,22.

Fonte: Jefferson Roger


 

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Deus e o ser humano


Deus fez o ser humano e determinou que as relações íntimas acontecessem apenas entre pessoas de sexos diferentes e unidas através do santo matrimônio. Dentre as muitas pessoas que passaram pela vida de alguém, coube “escolher” aquela para compartilhar todo o desafio da vida até que o altíssimo determine a separação de ambos. Sim, Jesus confirmou que “o que Deus uniu não separe o homem”; por aí já se vê o quanto o divórcio possui de desobediência ao mandato divino.

Mesmo assim, o ser humano insiste em viver com base em seus valores, transformando as regras divinas num livro de opções, onde apenas o que for do interesse é seguido. Já ouvi pessoas dizerem que “não acreditam em tudo que está escrito na bíblia”. Va lá, a justiça divina, lemos nas sagradas escrituras, acontecerá primeiro de forma particular e depois de forma universal. Será que os que não acreditam em tudo que se encontra nela, também não acreditam nisso? Ou então, quem sabe, imaginam que podem compensar com outras boas atitudes que julgam de sua parte superarem as desobediências conscientes por mero desacordo com o que Deus afirma ser o correto.

Pois é, Deus e o ser humano; alguns entendem qual seu lugar, outros não, querem brincar de Deus e acharem que a vida lhes pertence, que eles são o sol do sistema girando tudo ao seu redor, subordinados às suas vontades. Enfeiam as feições a cada vez que o criador do céu e da terra lhes impõe pela dor as correções e castigos porque os amam.

É preciso aprender a escolher sobre coisas importantes uma única vez. Isso falta a muitas pessoas para que consigam seguir no caminho correto. Essa escolha única está diretamente relacionada com o que conhecemos como propósito. Ora bolas, todo mundo quer que Deus cumpra suas promessas bíblicas, mas a parte que cabe a todos, herdeiros do reino dos céus, como filhos, já tratam como se fosse algo que não se pode nivelar com a parte do divino.

Que erro, é um cabo de guerra diferente que se trava contra Deus: nesta disputa sempre sairemos vencedores; ganharemos a glória eterna se o obedecermos ou ganharemos a condenação eterna se não vivermos o que ele nos pede. Cabe a cada um a escolha de suas vidas.

Fonte: Jefferson Roger


 

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segunda-feira, 24 de outubro de 2022

Sempre serei um zero a esquerda?


Quanto mais duro for meu exame de consciência,

Mais ele me mostra uma realidade por excelência:

De bom não tenho nada, praticamente,

Vejo que tudo nunca passou de uma ilusão da mente.

 

Pobre de mim, me achava, me achava aquilo, aquele outro,

Quanta prepotência inútil, quanto vacilo,

Saltitava pelos campos da vida, contente como um potro,

Porém, não enxergava o qual errado era meu sigilo.

 

Achando que abafava, escondia erros incríveis.

Era hora então de decidir na encruzilhada o que fazer.

Deixar de lado as ofertas do mundo e os prazeres sensíveis

Decidir-se a seguir Jesus e mudar completamente o meu ser.

 

Ou faço isso ou sempre serei um zero à esquerda.

Na vida de muitos e em minha própria vida.

Que tristeza seria assim e viver essa grande perda.

Longe do amor de Deus, da família, só aguardando a despedida.

 

Onde tudo, que poderia ser diferente, por minha culpa terminaria assim.

Então é hora de perseverar, nunca desistir, sempre dizer não ao mal e ao bem sempre dizer sim.

 

Fonte: Jefferson Roger


 

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Um breve resumo da vida


Será que quando chegar a hora derradeira e tivermos que passar por aquela experiência que muitos relatam que viram a vida inteira passar em sua frente, como num filme, teremos motivos para nos orgulhar e ficarmos felizes ou a hora dos lamentos eternos irá começar? Pois é, sabemos que o braço pesado da justiça irá atingir a todos; nossas obras nos condenarão ou irão depor em nosso favor.

Já nos foi revelado e está à disposição da humanidade inteira a condição que nos aguarda: os dois julgamentos. Primeiro, o juízo particular, onde nos será lançado o decreto eterno a respeito de como será nossa vida eterna. Segundo, o juízo final, onde nossa glória será estendida ou a gravidade de nossa condenação será aprimorada; sim, pois será tornado público tudo que fomos e o que fizemos, tudo que deixamos de fazer, nossas omissões e todas as máscaras cairão.

Ou alguém acha que, sendo má pessoa e morrendo com falsa fama de boa pessoa, será isto escondido daqueles que tem sobre este um juízo errado? Nada disso! No juízo final, as pessoas que acharam que alguém era um excelente ser humano descobrirão que era na verdade um falso, mentiroso, duas caras e vivia de aparências públicas quando na verdade escondia pecados terríveis aos olhos das pessoas. Somente aos olhos das pessoas.

Pois é, “Deus fará prestar contas de tudo o que está oculto, todo ato, seja ele bom ou mau” – Eclesiastes 12,14.

Portanto, enquanto se vive o altíssimo nos dá a oportunidade do arrependimento e emenda de vida, com firme e sério propósito de conversão e de seguir uma vida pautada no evangelho e na santa palavra de Deus. É preciso, pois, em vida e todos os dias, fazermos um breve resumo de como ela anda. Isso conhecemos por exame de consciência. Coração em paz, consciência em paz, sem nos atormentar são bons indícios de que caminhamos da maneira correta. Perturbações existem? Temos que corrigi-las. Santo Antonio Maria Claret dizia que não basta evitarmos pecados graves, temos que diariamente nos comportarmos de modo a afastarmos com plena certeza até os pecados veniais para só assim sentirmos verdadeiramente a certeza de que o céu nos aguarda.

Fonte: Jefferson Roger


 

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quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Amor da família


O molde existe, é a sagrada família. Sua história todos conhecem; se não a conhecem é porque não querem, pois todos sabem de sua existência. O criador de todas as coisas visíveis e invisíveis desejou que suas criaturas vivessem no modelo familiar, pensado por ele: pai, mãe e filhos. Quis essa unidade familiar, abençoou-a, investiu com seu amor e deu condições de que o amor familiar e conjugal brotasse dentro dessa pequena igreja familiar, doméstica.

Não é à toa que ela sempre será atacada. Todas as forças espirituais e contrárias irão incessantemente investir contra seus alicerces. Jesus alertou sobre isso e disse que devemos colocar suas palavras em prática para que nossa casa não seja construída sobre bases que irão cair nas dificuldades.

E convenhamos, ô vidinha cheia de dificuldades não é mesmo! O mundo agride as famílias com muitas coisas, muitas seduções, muitas ofertas maléficas, muitas coisas erradas. Sobre isso Jesus nos disse que seríamos peneirados para provarmos a nossa fé. Que luta, a batalha beira ao patamar titânico. Ainda bem não estarmos sozinhos; do lado do bem (se escolhermos dele fazer parte), existe potentíssimas armas contra a caterva infernal.

Apesar disso, não existe, não existiu e nunca existirá facilidades nessa vida e todos sabemos que podemos estar na lista daqueles que precisarão honrar seu amor a Deus entregando sua vida no martírio. Uma fé fraca não será capaz de ir muito longe, qualquer sofrimento ou medos materiais e simplesmente humanos (além dos desejos egoístas), pode romper o laço de amizade com Deus. Em seu amor ele nos concede grandes bênçãos, a começar pela graça de termos a família, onde cônjuges se amam apesar de tudo e por amor a Deus, amam seus filhos, se doam por eles e se dispõe a tudo em prol dos laços criados no coração, oficializados no altar e perpetuados a cada dia nas alegrias e tristezas, saúde e doença, riqueza e pobreza, acima de tudo, sempre acima do que pode um dia, por um segundo que seja, colocar sob o domínio do mal a família que um dia acordou uma aliança feita com a Santíssima Trindade.

Fonte: Jefferson Roger


 

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sexta-feira, 14 de outubro de 2022

Dias difíceis, tribulações e dificuldades


Como cabe apenas a Deus saber o tempo dos dias finais da humanidade, pois, mesmo o Cristo quando indagado sobre isso disse não saber, cada geração vai, século após século, vivendo numa expectativa de estar passando pelas tribulações finais. Assim o faz o criador para que cada um deposite completamente sua vida sob seus cuidados, de forma totalmente dependente daquele que “tem o poder de matar a alma” – Mateus 10,28.

De fato, está atestado nos relatos bíblicos e muito bem entrelaçado em vários livros dessa coleção, que os tempos difíceis irão exigir uma escolha das mais nobres, corajosas ou das mais covardes. Antes, porém, que isso aconteça, Jesus já foi avisando que aqueles que o negarem perante os homens, ele o negará perante Deus. Olhemos só para a gravidade dessa afirmação. Lemos na bíblia, nas cartas apostólicas, que temos um advogado perante Deus: Jesus Cristo. Já imaginamos abrirmos mão do ressuscitado em nosso favor por conta de medos terrestres ou outras seduções do mundo?

Pois é, a coisa pode ficar bem feia e, se corrermos o risco de darmos mais importância aos valores do mundo em detrimento aos valores divinos, nossa alma, que é divina, ficará órfã e vagará sem o auxílio necessário para suportar as exigências, todas elas, que sempre serão apresentadas no percurso da vida, para que a pessoa possa ser admitida na glória dos céus.

Ademais, e para sacramentar ainda mais a dificuldade que existe para se ingressar na pátria celeste (Mateus 11,12), Jesus Cristo disse que antes de mais nada, uma virtude precisa estar sempre em primeiro lugar; ela é a chave para que tudo mais tenha êxito. Se ela faltar, as dificuldades que já existem serão ainda mais penosas. Deve se perguntar agora qual seria? Não deixemos para depois, trata-se da perseverança: “Sereis odiados de todos por causa de meu nome, mas aquele que perseverar até o fim será salvo” – Mateus 10,22.

Fonte: Jefferson Roger


 

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quinta-feira, 13 de outubro de 2022

Condenados por Deus?


Nada disso, ele pode ser bom para os outros, que levam vida mais fácil que a minha, possuem mais facilidades, mais confortos, maior condição financeira, mais desejos realizados. A grama do vizinho realmente é mais verde que a minha, sua conta bancária mais gorda, sua família dá menos problema, possuem maior disponibilidade para os prazeres da vida e a felicidade em todos os aspectos vai de vento em popa.

Sei lá o que fiz para Deus, posso sempre me perguntar isso; ô vida cheia de dificuldades, tribulações, sofrimentos e tenho que repetir: dificuldades e mais dificuldades. Como cansa gastar energia, tempo e dedicação em viver segundo os ensinamentos bíblicos e como paga dessa atitude receber apenas poucas consolações e muitas migalhas.

Já dizia o pai adotivo do Perseu que “estava cansado de ter que agradecer por migalhas”.

Mas... Tem sempre o mas e ainda bem que ele existe, toda essa reclamação, como peixe que se debate em pouca água, é das mais equivocadas possíveis; procede do pai da mentira – o diabo, que instiga a concupiscência, os sentidos e empurra o sujeito na direção das ofertas do mundo. São Tiago, lembra dele? Carta de São Tiago, capítulo quatro, versículo quatro: “quem quer ser amigo do mundo se torna inimigo do Deus”.

Pois bem, o revés, a reviravolta nisso tudo está em colocar o olhar correto sobre a causa, um olhar com origem sobrenatural. É preciso saber o porquê para se compreender o como se está vivendo. O mal tenta ensinar que ser bom é ser como o vovô, que sempre irá mimar o netinho. Ser bom significa não castigar e com isso quer mudar conceitos, ensinando que castigar provém do mal. Nada disso: “Deus corrige e castiga aqueles que ama e tem por seus filhos” (Provérbios 3,11s – Hebreus 12,6), pois, “Se nos examinássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. Mas, sendo julgados pelo Senhor, ele nos castiga para não sermos condenados com o mundo” – 1ª Coríntios 11,31-32.

Fonte: Jefferson Roger


 

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terça-feira, 11 de outubro de 2022

Eles estão de volta


É sempre a mesma história; vira e mexe o leão volta a sentir fome. O que faz o leão? Vai caçar, precisa abater mais uma presa e saciar o seu apetite. Escolhe a presa, observa seus hábitos, suas fraquezas e aguarda o momento oportuno para, de um só bote, lograr êxito em sua campanha. Depois, futuramente em nova caçada, pode aprimorar técnicas e investidas para aprisionar presas mais difíceis de serem capturadas.

Não é à toa que São Pedro em suas cartas vai fazer analogia em relação ao combate que nós, candidatos a presas, temos que infringir todos os dias. Todos nós, não importando o grau de santidade e mesmo em sua ausência, não estamos isentos da perseguição que espreita em cada canto da caminhada.

“Confiai-lhe [confiai a Deus] todas as vossas preocupações, porque ele tem cuidado de vós. Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar. Resisti-lhe fortes na fé. Vós sabeis que os vossos irmãos, que estão espalhados pelo mundo, sofrem os mesmos padecimentos que vós. O Deus de toda graça, que vos chamou em Cristo à sua eterna glória, depois que tiverdes padecido um pouco, vos aperfeiçoará, vos tornará inabaláveis, vos fortificará” – 1ª Pedro 5,7-10.

Como vemos, caro leitor, o que sofremos, na ótica do combate contra o mal, é considerado biblicamente como pouco padecimento. O problema então é que damos ouvidos ao demônio que busca inverter valores e aumentar a magnitude das correções e castigos divinos fazendo com que caiamos na tentação de achar que o inimigo é justamente Deus!

Que bobagem, não sejamos tolos, o mal ataca, se afasta, nos estuda e volta a atacar; se afasta, volta a nos analisar e intenta com novas táticas em outras áreas humanas. Somente o último suspiro desta vida irá decretar o fim de suas investidas, embora, sabemos que ele ainda irá tentar nos difamar no dia do juízo particular, sendo o acusador. Portanto, nada de desleixo e relaxo, pois, eles sempre estão de volta. Na próxima curva de nossas vidas, na próxima esquina, na retaguarda, onde menos esperamos, o convite do mal e suas tentativas de nos abater nos espreitam; ele quer apagar a nossa luz.

Fonte: Jefferson Roger


 

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sexta-feira, 7 de outubro de 2022

Caminhamos aqui e ali


Diariamente, infelizmente, o mundo segue enviando mais pessoas para a condenação eterna. Com a liberdade que o ser humano recebeu de seu criador para poder escolher que caminho seguir nesta vida, cada vez mais as pessoas estão – conforme nos explica Jesus Cristo – entrando pelo caminho largo e espaçoso, bem pavimentado e em declive que as leva para a danação eterna.

Quanto ao caminho do céu, que não deve ser seguido sozinho (João 15,5), estreito e apertado, cheio de tribulações, sobre ele o Cristo nos explica que muitos tentarão percorrê-lo e poucos conseguirão completá-lo. Eis aí um grande perigo: vamos entender.

A pessoa tenta seguir a palavra de Deus, vai se esforçando e logo percebe as dificuldades que podem ser comprovadas no relato do livro do Eclesiástico capítulo 2,1-7. Vendo a grande luta que tem que empreender na caminhada rumo ao céu e por estar tentando fazê-la de forma independente, escolhe abandonar a trilha ou pedir a ajuda de Jesus.

Se abandona o percurso corre o risco de ingressar no número das pessoas descritas pelo Ressuscitado; os muitos que tentarão. Sim, porque adota um método próprio, achando que por não fazer o mal a ninguém vai vivendo sem incomodar a Deus. No final, quando morrer, será encarcerado para sempre no inferno. Quando Jesus decretar esta sentença, irá se admirar, exatamente como descrito no evangelho e Jesus, exatamente como descrito lá, irá explicar que por causa da falta de caridade por conta ao amor ao Deus e ao próximo este iludido pecador não entrará no céu.

Para Deus não basta não ser mau, é preciso ser bom e bom nos moldes do Cristo (1ª Coríntios 11,1). A realidade está posta à frente de todos e devidamente prescrita na bíblia, não se trata de opiniões particulares e sim de comprovações e constatações da boa, direta, simples, objetiva e libertadora palavra de Deus. De forma tão desolada os que amam a Deus assistem diariamente o mundo exigir do inferno uma reforma constante para abarcar muitas almas que por culpa própria e abandono de Deus em troca das amizades do mundo, abominadas pelo altíssimo (Tiago, 4,4), se jogam ao inferno fazendo a pior de suas escolhas.

Fonte: Jefferson Roger


 

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terça-feira, 4 de outubro de 2022

O véu do mal


O mal existe e se personifica na pessoa do demônio; eis que o mal puro e primário, raiz de todos os outros males assola o mundo desde o Éden. Conforme aprendemos pela santa palavra de Deus, desde o início dos tempos nos parece que nosso invejoso inimigo sempre procura se aproximar demonstrando pleno interesse em nos atender naquilo que Deus não atende. E mais, se não atende tem lá seus motivos. Motivos estes que escolhemos entender, confiando na sabedoria divina e infinita do altíssimo, ou escolhemos desprezar e abraçar as soluções do nosso plano B: uma junção com satanás.

Claro, muitos vão dizer que de forma alguma fazem aliança com o demônio. Onde já se viu, compactuar com alguém que quer nossa alma perdida para sempre na danação eterna. Pois é, mas enganados pelo anjo caído aderem à sua proposta imaginando não estar fazendo. No fim das contas a culpa é humana e não existe desculpa para a queda porque cada um sempre foi livre para dar o primeiro passo. Advertidos do que é o mal, do que ele é capaz na vida de uma pessoa, simplesmente o sujeito opta por dar ouvidos à concorrência.

Deixa Deus de lado na hora da farra desregrada. Associa o criador ao sofrimento e o diabo as alegrias e prazeres. Que pesar e que lástima!

Olhando para frente não desconfia onde está se metendo porque o mal se apresenta com um véu esforçando-se para disfarçar e macaquear aquilo tudo que é divino. Sabe-se que o demônio se faz de vítima e acha que foi injustiçado, pois queria da parte de Deus coisas boas e queria igualdade com ele. Não teve nada do que lhe era merecido e agora tenta convencer as pessoas com o argumento mais ridículo possível. Todavia, sua astúcia e inteligência das eras faz do ridículo algo completamente aceitável para o entendimento humano.

Com uma desvantagem tamanha o ser humano, se tentar se desvencilhar das emboscadas, tentações e ocasiões de pecado, sozinho, já entra no combate derrotado. A psicologia demoníaca é muito sagaz e muito perspicaz. Por isso Jesus alertou para não se lutar sozinho contra o mal. Enamorar-se com essa situação é aproximar-se demais ao ponto que, quando o véu do mal for retirado, já se estará além dos arrependimentos e conversões e a glória e felicidade eternas do reino de Deus terá sido varrida da vida como uma página virada.

Fonte: Jefferson Roger


 

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segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Verdadeiros monstros


Vamos imaginar que nossa concepção sobre monstros esteja relacionada com imagens grotescas, seres que querem nos ferir, causar o mal e toda a forma de prejuízo. Seguindo por esta linha de pensamento admitamos que o anjo caído Lúcifer, após sua queda do paraíso, conforme relatos bíblicos, foi desprovido de sua beleza e formosura para reinar nas profundezas do inferno eterno. Sem dúvida, poderíamos atribuir para ele, segundo a crença cristã, uma aparência monstruosa. Aparência essa que já foi relatada em algumas aparições na vida dos santos.

Pois bem, sabendo muito bem disso – já que deve ter se olhado espelho (risos) – o diabo certamente não começa sua estratégia tentadora com foco em sua real imagem. Uma presa jamais será pega com um ataque direto e desprovido de dissimulações, camuflagens, rodeios e espreitas furtivas. É como lemos no livro do Apocalipse, o veneno é doce na boca e amargo no estômago. Então, se as coisas são assim, o mal precisa sempre se disfarçar de bem, precisa apresentar uma salada construída com meias verdades e mentiras. O mal precisa atacar não demonstrando que está atacando.

Como satanás não precisa ocupar seu tempo com lazer, trabalho, família, trânsito, vizinhos, internet e toda a forma de ocupações materiais ou não nas quais todos os seres humanos estão de alguma forma imersos, ele tem sempre vinte e quatro do dia para se dedicar a trabalhar com o seu séquito infernal na perdição de todas as almas de Deus.

Isso mesmo: todas as almas! Nossa salvação, precisa ficar muito claro para cada um, acontecerá quando Jesus decretar o veredito assim que morrermos: o juízo particular. Até este encontro cara a cara com o justo juiz, ninguém está livre de se perder. São Paulo em sua carta aos Coríntios ilustra muito bem isso quando diz que “quem está de pé, cuide para que não caia”.

Relaxar significa abaixar a guarda e deixar a vigilância pedida por Jesus de lado. Cuidemos, São Pedro vai nos recordar que “o demônio é como um leão a espreita esperando uma oportunidade para dar o bote”. O mal se embeleza para atrair olhares e esconder as suas monstruosidades que tanto almejam a derrocada das almas.

Fonte: Jefferson Roger


 

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Vidas aterrorizantes


Todo mundo, podemos crer, arriscaria dizer que a vida nos aterroriza de muitas formas, ou então que somos aterrorizados na vida de muitas formas. Sem dúvida, o que mete medo numa pessoa não mete medo em outra. Claro, existem coisas que metem medo em grupos maiores e outras que são raras de causar medo. Pois bem, ainda podemos supor que algumas pessoas, tentando vestir uma armadura, se pronunciam dizendo que não possuem medo, que nada as aterroriza. Aí mora o perigo.

Trazendo a questão para a perspectiva cristã deste site, agir da última forma como descrevemos é, realmente, algo muito perigoso: para o corpo e para a alma. Vale aqui o lembrete rotineiro de que o ser humano é feito de corpo e alma, então, o perigo para um pode, dependendo da situação, representar também um perigo para a outra metade da instituição humana.

Disso nosso cruel inimigo número um sabe muito bem. Ele, o demônio, procura tentar o ser humano no sentido de lhe tirar todo e qualquer tipo de medo. Medo de aproveitar a vida, medo de aprontar para satisfazer seus desejos não permitidos por Deus, medo de pecar escondido dos olhares supondo que isso não irá ferir ninguém e tampouco o pecador, medo de infringir os mandamentos divinos e por aí vai. Todo mundo já percebeu que o diabo é mestre nisso, embota a mente e a encoraja a vencer os medos. O diabo sabe que está escrito na bíblia que “o temor de Deus é o início da sabedoria”.

Pelo lado do bem, vale um pequeno exemplo: os três pastorinhos de Fátima, Portugal. Numa das aparições da Virgem Santíssima ela lhes concedeu a graça de vislumbrarem por um instante uma visão do inferno. Vejam bem, crianças, que na época tinham seis, sete e nove anos de idade. Ora bolas, convenhamos, se a mãe de Jesus não preservou as crianças desta visão podemos facilmente perceber a importância de sabermos desse horror, de o conhecermos, de o evitarmos e termos ciência de quão aterrorizante será parar lá por toda a eternidade.

De um lado, o diabo quer que achemos aterrorizante deixar a vida que é curta passar sem a aproveitarmos; por outro lado Deus quer que nos aterrorizemos com a ideia de irmos para a condenação eterna, afastados para todo o sempre das alegrias eternas do paraíso. Temos, portanto, que escolher; afinal Jesus nos disse: “Não temais aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma; temei antes aquele que pode precipitar a alma e o corpo na geena” – Mateus 10,28.

Fonte: Jefferson Roger


 

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quarta-feira, 28 de setembro de 2022

O que os santos dizem sobre a amizade

 


Por amizades perigosas entendem-se, em particular, as sensuais, isto é, aquelas que se baseiam sobre uma complacência sensual, sobre a fruição comum de prazeres dos sentidos, sobre certas qualidades fúteis e vãs de espírito e coração. Essas amizades são já por si perigosas, mesmo que, no começo, nada tenham de inconveniente, e devemos guardar nosso coração desembaraçado delas.

Não é só grande a perda espiritual que se sofre com essas amizades baseadas sobre certas qualidades externas duma pessoa, mas, principalmente se for doutro sexo, é também enorme o perigo que se corre de se perder eternamente. No começo tais amizades parecem indiferentes, mas tornam-se pouco a pouco pecaminosas e, enfim, arrastam a alma ao pecado mortal. São como o fogo e a palha e o demônio não cessa de assoprar até irromper o incêndio, diz São Jerônimo.

Se sentires em teu coração, alma cristã, uma tal afeição para com alguém, não há outro remédio para te libertares dela, senão cortá-la resolutamente de uma vez para sempre, pois, se quiseres renunciá-la pouco a pouco, crê-me, nunca chegarás a desfazer-te dela. Essas cadeias são dificílimas de romper e só conseguirá quem as quebrar violentamente, duma só vez. E não venhas com desculpa de que, até agora, nada ocorreu de inconveniente, pois deves saber que o demônio não começa com o pior, mas só pouco a pouco leva a alma imprudente às bordas do precipício e, então, com um leve empurrão, precipita-as no abismo.

É uma máxima aceita por todos os mestres da vida espiritual de que, neste ponto, não há outro remédio senão fugir e afastar-se da ocasião. São Filipe Néri costumava dizer que, nesse combate, só os covardes saem vencedores, isto é, os que fogem da ocasião. Podemos resistir aos outros vícios ficando na ocasião, diz São Tomás, fazendo violência contra nós mesmos; mas o vício contrário à pureza, porém, só o poderemos vencer fugindo da ocasião e renunciando às afeições perigosas.

Fonte: Jefferson Roger


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segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Perseguições



Certamente todo mundo, arrisco dizer, já deve ter passado pela experiência de se perguntar: “o que será que fiz para Deus para merecer tudo isso”. Senão exatamente com estas palavras, com outras que significam a mesma coisa. Vive-se numa sensação de perseguição constante; mal termina um problema, começa outro. Mal resolvemos isso, aquilo se apresenta em nossas vidas.

Que dureza, parece que vivemos só para apagar incêndios, matar um leão por dia, pagar hoje o que comemos ontem e a lista dos ditados populares não parariam por aí, nem tão cedo.

Pois bem, talvez não seja apenas uma sensação de perseguição, talvez seja mesmo uma perseguição. Acho que devíamos, ao invés de nos sentirmos assim, perseguidos, nos sentirmos desejados. Sim, pois, já que estamos a falar de aparências e sensações, parece que estamos no meio de um cabo de guerra, onde Deus e o diabo nos desejam para junto de si por toda a eternidade.

Tudo bem, vá lá, que seja então assim. Não resolve muito o problema de se viver assim, nestas sensações, mesmo que saibamos do que se trata. Continuamos a sofrer, passar por coisas ruins e precisamos vasculhar nossas vidas cada vez mais se quisermos enxergar alguma luz no final do túnel. Problema: onde está o túnel?

Pois é, ficamos sem entender muita coisa, mas muita coisa mesmo. Muitos, por experimentar essa desavença toda e esse desalinhamento todo em suas vidas, escolhem adotar a filosofia do conformismo: dizem assim, fazer o quê; é Deus quem manda. E quanto mais nos debatemos no mar da vida e nunca saímos do lugar, a triste verdade de que somos sim, verdadeiros pinóquios na mão do Gepeto celeste aparece. Portanto, só conseguiremos nos libertar quando, assim como o boneco de madeira, “provarmos o nosso valor de verdade”. No desenho, ele foi perseguido pelo mal e as consequências deste mal foram permitidas por aqueles que são do bem (Romanos 1,28-32). Todavia, existe a escolha, a conversão e o direcionamento para uma vida pautada no que é certo e isso não isenta, como é duro escrever esta parte, a ausência de sofrimentos e dificuldades. Eclesiástico 2,1 – “Meu filho, se entrares para o serviço de Deus, permanece firme na justiça e no temor, e prepara a tua alma para a provação; espera com paciência, Na dor, permanece firme; na humilhação, tem paciência”.

Fonte: Jefferson Roger

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quarta-feira, 21 de setembro de 2022

Ânimo revigorado


Aos leitores da década de sessenta e setenta podemos nos referir com este pequeno artigo dizendo que reviver momentos, rever conceitos, valores, crenças, tudo isso que em vida e em nossas realidades passamos, reproduzidos na ficção científica, como neste seriado “Star Trek - Strange New Words”, revigora o ânimo em seguir neste vale de lágrimas que consiste numa batalha diária entre as forças do bem e do mal.

Acredito eu que quando elementos verdadeiros do comportamento humano e gatilhos emocionais das mais variadas espécies, presentes na trajetória do homem, são adicionados e desenvolvidos em programas como esse, fatalmente o resultado e a consequência ao público é de uma experiência muito conectada com sua realidade de vida.

O sujeito vai assistindo aos episódios e vai se envolvendo com a trama, vai buscando identificar características dos personagens e com isso, vai absorvendo as mensagens que mais lhe agradam. Também, de forma mais ampla, vai aprendendo com os exemplos ruins.

Trazendo para a realidade cristã, essa pequena experiência de lazer que fazemos em frente aos nossos televisores, tablets e smartphones, pode muito bem ser ampliada para um contexto mais histórico de nossa existência; mais real. Que tal mergulharmos nas histórias bíblicas? Na história de nosso salvador, Jesus Cristo? Ficarmos tristes com seus sofrimentos, felizes por suas alegrias, incomodados quando foi ofendido e profundamente cheios de compaixão pelas ofensas dirigidas ao seu sagrado coração?

De forma muito mais verdadeira e profunda, embora visível para nós de um modo diferente da ficção científica, é o caminhar da nossa vida, sempre auxiliados (se quisermos) por Jesus (João 15,5). Afinal, “todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus” – Romanos 8,28. Se o amamos, passaremos pelo crivo das provações, mas também iremos experimentar as consolações (Eclesiástico 2,1). Na série, a tripulação unida sempre em busca de algo comum, maior e benéfico para o bem mútuo, não mede esforços no cumprimento de seu dever. Quanto mais nós, homens de corpo e alma, devemos – pois é o que Deus espera de cada um – fazer no mínimo, o máximo de esforço por nós, pelo próximo e por amor a Jesus Cristo, se almejamos um dia ouvir o “Vinde Benditos” (Mateus 25,34) pronunciado no dia do juízo.

Fonte: Jefferson Roger


 

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A bifurcação da vida


Dizem que devemos aproveitar a vida porque ela é curta. Dizem que devemos correr atrás de nossos desejos porque a vida é curta. Não sabemos quanto tempo temos de vida, então, se tem uma coisa que não devemos fazer é perder tempo. Com essa cultura aplicada sobre a humanidade, uma das coisas que inevitavelmente acontece é se produzir seres humanos inquietos.

Muito inquietos diga-se de passagem. E esta inquietude é fruto da bagunça que é viver num mundo soterrado pelo desenfreado consumismo em suas variadas formas. No meio dessa bagunça da vida mistura-se a confusão. Uma confusão de verdades, doutrinas, pensamentos, atitudes e por aí em diante. Isso, como consequência, trás ao ser humano a oportunidade de viver na modalidade que podemos rotular como feira livre. Consiste esta em montar um modo de viver híbrido com o que mais lhe convém em cada esfera de conhecimento que se pôde acessar e a partir de então, lucrar as alegrias e correr atrás dos prazeres da vida já que, vamos recordar: a vida é curta e não se sabe quando será o ponto final de nossa existência por aqui.

Porém, para piorar ainda mais, descobrimos que já nascemos com uma culpa embutida por parte de Deus. Segundo os relatos bíblicos, a culpa de uns foi estendida para todos os que nascem. Mas nos acalmemos, pois piora ainda mais. Assim que nos damos conta de que Deus gerencia tudo, criou tudo, administra tudo (embora não pareça) e comanda tudo e a ele pertencemos, nos deparamos em frente a uma bifurcação. Sobre esta os dois testamentos bíblicos nos ensinam e nos exortam a fazermos uma escolha: não podemos caminhar pelos dois caminhos, temos que escolher por qual seguir.

Se escolhermos o caminho de Deus, levamos uma baita “ripada nas costas” porque o final deste caminho, o céu, o reino de Deus, onde pretendemos chegar, custa muitos pesares: “Meu filho, se entrares para o serviço de Deus, permanece firme na justiça e no temor, e prepara a tua alma para a provação; humilha teu coração, espera com paciência, dá ouvidos e acolhe as palavras de sabedoria; não te perturbes no tempo da infelicidade, sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência, a fim de que no derradeiro momento tua vida se enriqueça. Aceita tudo o que te acontecer. Na dor, permanece firme; na humilhação, tem paciência. Pois é pelo fogo que se experimentam o ouro e a prata, e os homens agradáveis a Deus, pelo cadinho da humilhação. Põe tua confiança em Deus e ele te salvará; orienta bem o teu caminho e espera nele. Conserva o temor dele até na velhice” – Eclesiástico 2,1-7.

Se escolhermos o caminho do mundo, levamos uma grande advertência e somos liberados para viver como queremos: “Adúlteros, não sabeis que o amor do mundo é abominado por Deus? Todo aquele que quer ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” – Tiago 4,4. Portanto, “como não se preocupassem em adquirir o conhecimento de Deus, Deus entregou-os aos sentimentos depravados” – Romanos 1,28.

Fonte: Jefferson Roger


 

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terça-feira, 20 de setembro de 2022

Isento da culpa


A santa palavra de Deus nos ensina que muitas coisas que fazemos de errado são por nossa culpa, pois, nos é ensinado que temos sempre a opção de escolher: o lado do bem ou do mal. Na carta de Tiago a exortação do apóstolo vai nos dizer que não devemos colocar a culpa em Deus por conta de nossos erros; nem o acusar de nos tentar a cair.

Ouvimos também da boca do povo o ditado que diz que “como a culpa é minha, eu a coloco em quem quiser”. Não condiz muito com a realidade, pois parece mais que a pessoa está tentando se isentar da culpa apontando culpados, ou tentando se justificar pelo erro, alegando que a causa tem origem em outra pessoa: fiz por causa dele ou dela.

Não adianta, tornamos ao mesmo lugar, pois sempre temos uma escolha e já que ilustramos o assunto com um ditado, que tal mais outro? “Quando um não quer, dois não brigam” – onde podemos adaptar para nossa realidade espiritual: dois não pecam. Claro, o leitor atento vai dizer que certos pecados são cometidos de forma solitária. Sim, não estamos a dizer o contrário, porém, mesmo estes, ou porque não dizer, qualquer tipo de pecado, passa antes pela escolha do consentimento: vem a tentação e escolhemos consentir e pecar ou fugir a ocasião de pecado.

Retornando à questão da culpa, também podemos viver com ela, nos martirizando por alguma coisa que fizemos de mau ou errado e que não podemos desfazer. Será culpa mesmo ou arrependimento? Um não nos abandona porque tem raízes muito humanas, o outro abandona porque tem raízes espirituais e nelas Deus intervém para perdoar e confortar os corações arrependidos.

Se erramos intencionalmente somos culpados, arrependidos, somos perdoados, a consequência é expiada pela penitência. Agora, o que não podemos admitir é agirmos em desacordo com os preceitos divinos e, por achar que não estamos prejudicando abertamente o próximo ou a nós mesmos, seguirmos alegremente imaginando que não temos culpa alguma perante o altíssimo. Cuidemos! O justo juiz julga a todos com os critérios dele e culpas que achamos carregar podem não existir, assim como culpa que achamos não ter podem sim, ser de nossa alçada.

Fonte: Jefferson Roger


 

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quinta-feira, 15 de setembro de 2022

O abraço do inferno


Sabe-se que o inferno é um lugar terrível e de sofrimentos indizíveis, inimagináveis e para alegrar ainda mais o “gerente” de lá, tudo acontece e acontecerá para todo o sempre. Não sei vocês, mas nós, enquanto vivos, e que já sofremos por aqui, certamente ficamos muito aliviados quando superamos coisas ruins, difíceis, desagradáveis e nisso tudo estão incluídos as dores e os sofrimentos. Se já é ruim sofrer e padecer na medida a que somos acometidos por aqui, quem dirá passar por infortúnios ainda maiores e eternos?

Ninguém consegue ficar com o dedo por até um minuto na chama de uma vela e como espera não sofrer no fogo do inferno? Onde uma das muitas portas de acesso são os pecados graves? Deus e o diabo estão de braços abertos para nos acolher. Cada um à sua maneira, de formas bem diferentes. Um, mente sobre o aqui e agora colocando Deus como mentiroso, o outro, não esconde nada e denuncia abertamente que o pai da mentira, o diabo, anda a espreita como um leão, esperando a oportunidade de dar o bote.

Um dos botes que ele gosta muito de dar é o de se aproveitar das carências humanas e oferecer como solução o prazeroso abraço do pecado, sempre disfarçado em pratos saborosos aos olhos e sensações extasiantes. Um abraço gostoso, que envolve o corpo e acalenta os sentidos, mas é incapaz de aquecer o coração. Pois, um abraço assim é como um entorpecente: não consegue ir além dos sentidos.

Os sentidos, que servem numa via de mão dupla, pois podem servir ao que é bom e vem de Deus ou, se permitirmos, pode consentir com as tentações e sucumbir ao mal. No livro do Apocalipse lemos que esse gosto (o gosto do pecado) é doce na boca, mas amargo no estômago. Então, por esta via, conforme a palavra de Deus nos ensina e adverte, devemos cuidar com os abraços que nos cercam e se oferecem, pois eles são muito diferentes do abraço daquele que é manso e humilde de coração e nos fala a busca-lo quando precisarmos para que ele nos conforte: Jesus Cristo.

Fonte: Jefferson Roger


 

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Jesus pede renúncia total

 


Está lá em Lucas 9,23 – “quem quiser se salvar, renuncie a si mesmo, tome sua cruz dia após dia e me siga”. Isso significa segui-lo todos os dias, não apenas quando nos convém, pois aposto que ninguém quer ser atendido quando pede algo a Deus apenas quando convém ao altíssimo não é mesmo! Todos gostariam de ser atendidos sempre. Mesmo assim não somos, todos sabem disso. Não paira nesta atmosfera uma pitadinha de injustiça por parte de Deus?

Podemos pensar: se ele age assim e nos ensina a bíblia que devemos ser seus imitadores, então posso também agir praticando a injustiça. Pois é, isso não é bem assim, são conceitos diferentes e atitudes diferentes. Ademais, não estamos em pé de igualdade com ele. Deus é nosso criador e somos sua pertença, a “regra do jogo” é dele, quem não anda por ela caminha na contramão do seu “regulamento”. Todavia, para facilitar as coisas ele nos ensina muito sobre o amor, o amor que brota no coração do homem através da semente do Pai Eterno; não através de desejos passageiros, maculados, distorcidos, desregrados e abominados por Deus.

Se a natureza do homem está corrompida ou doente não adianta buscarmos trechos bíblicos que endossem nossas más ações. Isso só serve de refresco enquanto estamos por aqui. Na hora do juízo o critério do julgamento não provém da razão humana e sim da divina.

E como Jesus disse que não veio abolir a lei, mas leva-la a perfeição (Mateus 5,17), não existe desculpa rotulada como amor para se cometer pecados. Vejamos um pequeno exemplo. Levítico 20,11-22 – “Se um homem cometer adultério com uma mulher casada, com a mulher de seu próximo, o homem e a mulher adúltera serão punidos de morte. Se um homem dormir com a mulher de seu pai, descobrindo assim a nudez de seu pai, serão ambos punidos de morte. Se um homem dormir com a sua nora, serão ambos punidos de morte. Se um homem dormir com outro homem, como se fosse mulher, ambos cometerão uma coisa abominável. Serão punidos de morte. Se um homem tomar por mulheres a filha e a mãe, cometerá um crime. Se um homem tiver comércio com um animal, será punido de morte. Se uma mulher se aproximar de um animal para se prostituir com ele, será morta juntamente com o animal. Se um homem tomar a sua irmã, filha de seu pai ou de sua mãe, e vir a sua nudez, e ela vir a sua, isso é uma coisa infame. Não descobrirás a nudez da irmã de tua mãe, nem da irmã de teu pai, porque descobrirás a sua carne. Se um homem se deitar com sua tia, ele descobrirá a nudez de seu tio. Se um homem tomar a mulher de seu irmão, será uma impureza. Observareis [disse Deus] todas as minhas leis e meus mandamentos e os praticareis, a fim de que não vos vomite a terra aonde vos conduzo para aí habitar”. Pessoal, todo este trecho nos ensina que nosso corpo, que é santo, foi feito para as causas naturais e relações saudáveis entre homem e mulher em santo matrimônio (Gênesis 2,24 e Mateus 19,6); o que estiver fora disso fere as palavras de Deus que disse que “não muda” (Malaquias 3,6) e que “suas palavras não serão revogadas” (Isaías 45,23). Cada um, porém, escolhe no que acreditar, como viver, mas, o que está proferido não mudará e Jesus nos disse que “passará o céu e a terra, antes que desapareça um jota, um traço da lei (Mateus 5,18).

Fonte: Jefferson Roger


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Pobres adúlteros


Vamos lá, primeira carta aos Coríntios, capítulo seis, versículos do nove ao dez; nela, o apóstolo vai elencar a lista dos onze tipos de pecadores condenados. Entre estes temos os adúlteros. Na carta aos Gálatas, capítulo cinco, versículos do dezenove ao vinte e um, uma nova lista, esta com quinze tipos de pecadores, lembra mais uma vez os adúlteros quando menciona os impuros, fornicadores e os que praticam orgias. Também, de certa maneira, os adúlteros são relacionados na carta aos Romanos, capítulo um, versículos do vinte e oito ao trinta e dois. Neste trecho, onde são listados vinte e um tipos de pecadores, são os depravados que estão relacionados aos adúlteros. Os depravados são os pervertidos, os devassos e desleais. E quem comete adultério é desleal: para com Deus e seu cônjuge.

Ademais, na carta de Tiago, os adúlteros são claramente lembrados de suas atitudes. Tiago 4,1-4 – “Donde vêm as lutas e as contendas entre vós? Não vêm elas de vossas paixões, que combatem em vossos membros? Cobiçais, e não recebeis; sois invejosos e ciumentos, e não conseguis o que desejais; litigais e fazeis guerra. Não obtendes, porque não pedis. Pedis e não recebeis, porque pedis mal, com o fim de satisfazerdes as vossas paixões. Adúlteros, não sabeis que o amor do mundo é abominado por Deus? Todo aquele que quer ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus”.

Também em Jó 24,15 recebemos outro lembrete, outra constatação de como é a atitude do adúltero: “O adúltero espreita o crepúsculo: Ninguém me verá, diz ele [inutilmente e enganando-se a si mesmo], e põe um véu no rosto”. São Paulo segue firme pregando sobre o adúltero em sua carta aos Hebreus 13,4 – “Vós todos considerai o matrimônio com respeito e conservai o leito conjugal imaculado, porque Deus julgará os impuros e os adúlteros”. São Pedro em sua segunda carta, capítulo dois, versículos do nove ao dez no recorda que “o Senhor sabe livrar das provações os homens piedosos e reservar os ímpios para serem castigados no dia do juízo, principalmente aqueles que correm com desejos impuros atrás dos prazeres da carne.

E para encerrar, vamos recordar o antigo testamento? Deuteronômio 5,18 e Êxodo 20,14 – “Não cometerás adultério”.

Fonte: Jefferson Roger


 

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quarta-feira, 14 de setembro de 2022

Será que me enquadro na lista dos pecadores bíblicos?


Pois bem, sobre aqueles que Deus define como pecadores em sua santa palavra descrita nos livros sagrados, muitas pessoas podem correr o risco, num simples descuido ou quem sabe por medo ou preguiça de descobrir a verdade, de estarem inseridas nas listas dos pecadores e não se darem conta, julgarem a si de que estão andando corretamente. Para isso, para um simples exercício, colocaremos alguns significados de palavras usadas na bíblia para nomear pecados, que qualquer pessoa pode encontrar nos dicionários para comprovar como anda sua relação com Deus e o próximo. Sim, pois Deus cobra de cada um este tipo de relação.

Tíbio - desanimado, descuidado, escasso (nas atitudes), fraco, frouxo, morno, sem força, sem entusiasmo, sem vigor.

Depravado - que é podre ou degenerado; que é malvado, perverso ou cruel; que é lascivo, devasso ou libidinoso.

Insolente - Que age com desrespeito, de maneira desrespeitosa; malcriado. Que se opõe a regras, não aceita convenções impostas pela sociedade. Que desrespeita o direito de outrem; petulante. Que demonstra superioridade em relação aos demais; arrogante: líder insolente. Que não possui pudor; que age com inconveniência; inconveniente: ele se comporta no trabalho com atos insolentes.

Insensato - Insensato significa aquele que não é são, ou seja, que age de modo inconsequente, sem ter um bom senso das suas atitudes. O insensato é aquele que é insano, anormal, uma pessoa de difícil trato e entendimento. Também costuma ser chamado de desequilibrado e irresponsável. Pratica seus atos sem temor ou sem acreditar que está prejudicando e maltratando os outros, já que não tem a correta consciência das maldades que consegue arquitetar e colocar em prática.

Altivo - orgulhoso, soberbo, arrogante, que não cede aos outros em brio.

Como podemos observar Deus intitula aqueles que erram sob o ponto de vista dele, pois, por exemplo, altivo, que significa orgulhoso, depende do contexto em que a pessoa se insere para que não incida em práticas de pecado. Sendo assim, precisamos sempre olhar para o todo para que não caiamos na tentação de justificar atitudes distorcendo a palavra de Deus.

Fonte: Jefferson Roger


 

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