terça-feira, 29 de setembro de 2020

O ladrão dos ladrões


João 10,10 – “O ladrão não vem senão para furtar, matar e destruir”. Ele quer o benefício próprio e isso significa que só ajuda quando disso resultar o seu intento. Não pode o ladrão oferecer algo de bom, lembremos da história do fruto que demonstra o tipo da árvore. Para nós cristãos, nosso inimigo número um é o diabo.

A alegria cristã é por todo esforço dele forçada a nos deixar. Não nos quer felizes com o que somos, nem com o que temos. Nossa alegria ele quer minar, agoniza-la, sufoca-la. Aquilo que já possuímos é por ele cobiçado, quer para si para que possa destruir. Não lhe agrada que soframos por amor a Deus, quer que soframos depois com ele no fogo do inferno.

As pessoas más desse mundo muito fazem contra as pessoas de bem. Prejudicam de muitas maneiras, são para nós que procuramos agradar a Deus, uma pequena amostra de como o inimigo atua. É preciso a vigilância e a sabedoria divina para que se enxergue naquilo que é mau, uma coisa que não pode acrescentar algo positivo.

Praticar o mau é o que faz o demônio: rouba o que temos no coração, mata nossos desejos e anseios que se voltam para Deus, destrói a alegria de viver o evangelho porque convence as pessoas que ele não vale a pena, pois se trata de muita cobrança em prol da entrada no reino de Deus.

Pode até ser muita cobrança, mas...

O céu pertence a Deus e a queda humana, por culpa própria (porque poderia ter escolhido não ceder ao mal) afastou criatura e criador e, por iniciativa do altíssimo, nos resgatou e promoveu uma oportunidade de reconciliação e readmissão ao seu reino. Se quando cobrava pouco no início dos tempos antes do pecado original, deu no que deu, tem mais mesmo é que exigir bastante. Assim, o céu será repleto de filhos que não são infiéis e inúteis – Eclesiástico 15,15.

É sempre uma questão de escolha; as pessoas às vezes ficam enraivecidas porque alguma coisa lhes é tirada. Seja o sossego, seja a saúde, seja o conforto, seja o que for. Esquecem que “tudo contribui para aqueles que amam a Deus – Romanos 8,28. Quanto antes se conformam ao que Deus pede e oferece, mais cedo compreendem que quem rouba nessa história não é aquele que amou primeiro – 1ª João 4,19.

Fonte: Jefferson Roger


 

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sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Contente com o que tem


O mundo prega uma felicidade diferente daquela prometida por nosso senhor Jesus Cristo. Por sinal, uma bem diferente. A felicidade divina nos apresenta um marco: ela está depois do sacrifício e das renúncias. A do mundo está antes. A divina nos providencia tudo que precisamos, a do mundo tudo que queremos.

Existe um pacote, um combo católico que abarca toda a necessidade cristã. Ele é perfeito porque foi criado por Deus. Na medida que permitimos que ele seja em nossa vida adaptado, essas máculas destroem princípios e práticas religiosas que não seguem as regras advindas de nosso criador.

Para o sujeito ser feliz, diz o mundo que ele precisa de poder, de bens e status social. O mundo ensina que a felicidade está no topo de uma pirâmide e para alcança-la você deve galgar degraus, mesmo que esses degraus sejam pessoas. Não importa, o sucesso é alavancado por desejos próprios e tudo passa a ser visto como meio para isso, tudo se transforma em utensílio, ferramenta para que o êxito pessoal aconteça.

Em verdade, se as regras de Deus viessem em primeiro lugar como nos ensina a primeira do decálogo, não haveria mal em querer e buscar a emancipação pessoal porque ela estaria a serviço do reino de Deus. Fazei estas coisas sem deixar aquelas de lado – disse Jesus. O problema é que a pessoa deixa de lado aquelas coisas (as coisas do alto, de Deus) e só se preocupa com as do aqui e agora.

Não fica contente com o que tem e nem enxerga o que possui. Passa a reclamar porque queria algo diferente, algo idealizado pelo mundo ou por seus conceitos próprios. Todo mundo vê que não funciona, a alma fica inquieta porque luta contra uma verdade maior do que ela. Enquanto não se voltar para Deus e viver conforme é do seu agrado, moldando-se à sua vontade, seguirá uma vida de descontentamentos, pois, “sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são os eleitos, segundo os seus desígnios” – Romanos 8,28.

Fonte: Jefferson Roger


 

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segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Nesse mato tem coelho

 


Os ditados populares são as parábolas do povo. De longa data muitos deles resumem grandes ensinamentos relacionados a questões de vida, tanto físicas quanto espirituais. Quando a esmola é demais até o santo desconfia. Não se pode de repente anunciar que uma coisa que a vida inteira foi caracterizada como veneno, agora deixou de ser. Uma coisa má não se tornará boa. Uma maçã estragada – doente – não voltará a ser uma maçã que se possa ingerir.

A bondade e a misericórdia divina muitas vezes não são incompreendidas porque estão incluídas num “pacote” maior de atitudes que Deus tem para com suas criaturas. Quanto mais subimos na estatura necessária para se alcançar o céu, mais renúncias vamos tendo que fazer. Jesus nos orientou sobre essa realidade quando disse que “quem quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz dia após dia e me siga” – Lucas 9,23.

É uma balança, pende a salvação para um lado e a condenação para o outro. Neste caso não existe o meio termo, pois a indecisão, o em cima do muro, denota uma demora para se decidir por Deus. Ai iai, não sei o que faço: sigo a Deus e faço sua vontade ou sigo o mundo e faço a minha vontade...

Muito astuto o diabo se mete nessa confusão que as pessoas fazem e apresenta suas soluções. Todas maravilhosas, que nos atendem prontamente. Puxa, que coisa boa! E eu sofrendo com o pesado fardo religioso, podado diariamente porque nada posso senão não entrarei no paraíso e olha só, quanto tempo perdi, poderia já estar na farra com o demônio que Deus insiste em me dizer que é meu inimigo. Como esse Deus é mentiroso” Nossa! E pensar que pessoas acabam pensando assim, convencidas de que o altíssimo é um Deus castigador e um desmancha prazeres.

Infelizmente isso funciona com muitas pessoas, mas, como atesta a bíblia, não funciona com os escolhidos, com aqueles que reconhecem a voz do seu pastor, aquele que é o caminho, verdade e vida, nosso Senhor Jesus Cristo. Basta a oração e a vigilância constantes – como nos ensina o Cristo – para percebermos que nesse mato (as propostas do diabo) tem coelho.

Fonte: Jefferson Roger

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sexta-feira, 18 de setembro de 2020

O outro lado


Romanos 7,18-24 – “Eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita o bem, porque o querer o bem está em mim, mas não sou capaz de efetuá-lo. Não faço o bem que quereria, mas o mal que não quero. Ora, se faço o que não quero, já não sou eu que faço, mas sim o pecado que em mim habita. Encontro, pois, em mim esta lei: quando quero fazer o bem, o que se me depara é o mal. Deleito-me na lei de Deus, no íntimo do meu ser. Sinto, porém, nos meus membros outra lei, que luta contra a lei do meu espírito e me prende à lei do pecado, que está nos meus membros. Homem infeliz que sou! Quem me livrará deste corpo que me acarreta a morte?...”

São Paulo em sua carta aos romanos se inclui na realidade de todas as pessoas: a eterna batalha campal que consiste essa vida. Por sermos um composto de corpo e alma, nosso inimigo tenta seduzir os sentidos para que eles dobrem a vontade do coração. Jesus nos ensinou que tudo brota no coração; e como o diabo não consegue ver o que se passa dentro dele, tenta manipular nossa vontade através dos sentidos para que eles trabalhem a seu favor.

O diabo é muito bondoso e tenta “vestir” nosso Deus como malvado e castigador. Aqueles cuja tentação é abraçada, passam a ver o criador do céu e da terra como um desmancha prazeres. Fazem a partir de então uma escolha que os conduz por caminhos diferentes do apertado caminho da porta estreita. Sacrifícios e renúncias necessárias ao céu são deixadas de lado. Passamos a agir como se fôssemos outra pessoa, deixamos aflorar o outro lado. O lado que sucumbiu, que adoeceu comendo os pratos saborosos do pecado.

Nesse ponto, corremos o risco de não nos reconhecermos mais, o outro lado que escolhemos nos transforma em pessoas menos boas e mais egoístas. Pior ainda é a tristeza que colocamos no coração de Deus se pretendemos viver assim, longe dos cuidados divinos numa vida que resultará em tormentos eternos.

Fonte: Jefferson Roger


 

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quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Quem não quer viver provações, não espere alcançar o céu


Realmente a reflexão do artigo é bem pertinente. A vida daquele que pretende seguir Jesus Cristo simplesmente não é fácil. Desde o início dos tempos já verificamos na bíblia que o homem precisava ocupar-se. O jardim do Éden não se cuidava sozinho. Tudo foi criado por Deus para o homem “administrar” essa criação. Uma passadinha rápida pelo livro do Gênesis comprova essa realidade.

Pois bem, até aí nada de muito pesaroso, em sua sabedoria o altíssimo cuidou para que suas criaturas não tivessem uma existência ociosa, já que era previsto uma vida em comunhão com o três vezes santo num acontecimento isento da morte. Porém, lá vamos nós, os relatos bíblicos nos explicam a bagunça toda que aconteceu e o necessário envio de Jesus Cristo para realinhar criador e criaturas.

“Quem quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz dia após dia e me siga” – disse Jesus – Lucas 9,23. Como vemos a queda humana, escolhendo um lado oposto ao divino, resultou numa purgação física e espiritual – por amor de Deus, vale sempre lembrar – para a finalidade última do céu. Sim, “o céu é arrebatado a força e são os violentos que o conquistam” – Mateus 11, 12.

Existem as alegrias, sabemos disso, todos nós já as vivemos; as alegrias sadias e pautadas nas regras divinas. Todavia, para se meter onde não é chamado (embora às vezes os tolos humanos o chamam), o diabo, que não está para brincadeira, se intromete na situação e tenta oferecer um “produto mais barato”, prometendo uma alegria diferente e sem passar pelos sofrimentos necessários que fazem parte da conquista do paraíso.

Eis aí a tentação: ser atendido em seus desejos num caminhar que não oferece dificuldade alguma. Ótima solução, ótima opção, ela existe; só que o pequeno problema é que esse caminho é a descida dos ímpios, que irão rolar para a condenação eterna. Essa vida é um lugar de provas. Quem dera não existissem, mas não nos cabe sofrer por isso, é assim desde o início. Nos cabe, como sempre dizemos por aqui, escolhermos quem seguir, não há meio termo: ou sofremos agora, graças a Deus, ou sofremos depois, graças ao diabo.

Fonte: Jefferson Roger


 

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segunda-feira, 14 de setembro de 2020

As vigias sem turno


Certamente quando Jesus disse que devemos vigiar e orar sem cessar ele não estava brincando. Ele sabe das coisas muito mais que nós, não iria jogar ao vento seu precioso tempo que passou aqui na terra trazendo a boa nova. Se é para vigiar então que se vigie. Se é para orar então que se ore.

A questão do sem cessar fica muitas vezes na prática sem atenção. Popularmente chamam pessoas assim, que não dão ouvidos para Jesus, de não praticantes. Intitulam-se cristãos e alguns ainda descaradamente dizem que não são praticantes, como se isso fosse algo de glorioso.

São Paulo vai dizer aos Romanos 12,1 que devemos oferecer nossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o nosso culto espiritual, culto este que deve ser cheio de temor e respeito – Hebreus 12,28. Pois bem, a grande dificuldade do ser humano está em ser constante. Os altos e baixos dificultam seu crescimento espiritual e a falta de vigilância e oração certamente contribui para as quedas durante a caminhada.

A vigilância sem cessar consiste em não se adotar turnos: quando estou bem rezo e vigio minha conduta, quando não estou bem, que se dane tudo, que se dane o mundo, que se dane o outro. Não é assim! Não gostaríamos que Deus, ao procurar-lhe ouvíssemos dele um “que se dane” ou ainda descobríssemos que ele não está nos atendendo porque ele não é constante, tira folgas.

A bíblia nos relata que Deus está sempre pronto a nos ouvir e sempre de braços abertos para acolher os que lhe procuram com um coração sincero. Outro problema: julgamos ter um coração sincero quando o procuramos e na medida em que não somos atendidos corremos a julgar que existe algum problema nessa história toda, vindo da parte do altíssimo. Que erro! Ele decide quem está com o coração sincero, vale lembrar que Deus vê no oculto do coração. Não existe remédio diferente para nossa salvação: só existe um médico do corpo e da alma e seu nome é Jesus Cristo.

Fonte: Jefferson Roger


 

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sexta-feira, 11 de setembro de 2020

O que vem depois da curva

 


Difícil prever, pode vir qualquer coisa, não temos como precisar o que nos aguarda. Assim age nosso inimigo número um. O caminho apertado que nos leva para a porta do céu é árduo e pesaroso. É subida íngreme que devemos superar dia após dia com a cruz nas costas (Lucas 9,23). E nada de puxa-la, reboca-la ou arrasta-la, mas sim, carrega-la.

Por ser tarefa que apesar de nobre dá o seu trabalho, sorrateiramente, o diabo nos oferece o seu plano B: a curva. Promete coisas que podemos alcançar depois da sua curva. Só existe um pequeno probleminha que ele não menciona, mas cuida para que as pessoas não levem em conta: não se pode ver o que existe depois dela.

Sua curva também é conhecida no meio cristão como tentação e o consentimento a esta denomina-se como pecado. Assim como nas rodovias existem placas advertindo “curva a frente”, na vida real essa advertência é recebida pela palavra de Deus. Jesus disse: eis que vos avisei sobre tudo, em outra parte reforça dizendo: estais de sobreaviso.

No entanto, exatamente como os acidentes que acontecem nas estradas por desrespeito a essas placas de advertência e as normas de trânsito, da mesma maneira os acidentes (pecados) que acontecem em nosso dia a dia são cometidos porque não respeitamos as advertências (palavra de Deus).

O motorista acha que tem tudo sob controle, se descuida, comete suas imprudências e paga o preço; às vezes o preço cobrado envolve outras pessoas. Em relação a salvação das almas é a mesma coisa, se descuida do cumprimento da palavra sagrada e os mandamentos, acata as tentações e se “acidenta” depois da curva. É um descaso, pois no cerne da questão, espiritualmente falando, sabemos o que vem depois da curva do demônio, Jesus já nos ensinou sobre isso. O que pensamos estar fazendo quando agimos assim, desconsiderando suas “advertências”? Cair no conto da serpente como Eva caiu é coisa tão antiga, mas pelo jeito muito eficiente... Ainda continuamos caindo; devíamos escutar melhor o que Deus nos ensina e deixar de lado a vontade de agir como Eva que quis comprovar o que havia depois da curva.

Fonte: Jefferson Roger


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quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Espaços vazios


Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus – assim disse Jesus. Dois detalhes podemos aferir nesse ensinamento: primeiro, importa cuidar do corpo, mas também do espírito; segundo: toda a palavra de Deus é necessitada para se viver, não só aquela que escolhemos.

Este é um dos grandes investimentos que o diabo faz em busca da perdição das almas: ele quer que deixemos de lado as partes exigentes da palavra de Deus, provindas do amor que foi expressado na cruz. Agindo dessa maneira ele incita a pessoa a não querer os sofrimentos enviados ou permitidos por Deus para o crescimento e santificação da alma. São necessários para essa e para o ingresso na vida eterna.

Quando aceitamos o que diz Satanás passamos a tentar preencher os desejos do coração com outras coisas ao invés dos frutos do sofrimento. Nosso inimigo contrapõe ao sofrimento o prazer. E como o coração só pode ser abastecido pelas coisas que vem de Deus quanto mais tentamos inunda-lo com as coisas do mundo mais vivemos no vazio dessas coisas.

Dessa forma a alma vive sempre inquieta, pois não é preenchida pelo que precisa e como tenta preencher com o que não lhe convém, se desgasta nessa tentativa infrutífera e termina por não evoluir na direção do céu. Definha em seu caminhar e não consegue mais prosperar espiritualmente.

Uma das grandes provas da promoção do vazio é o consumismo, ele nunca basta e depois que vicia, toma o lugar das coisas que não passam. Passa uma vida tentando preencher espaços vazios, mas como ele é o próprio vazio se comparado as coisas espirituais que dizem respeito a salvação das almas, o homem se o abraçar terminará uma existência não só de mãos vazias, mas com o coração cheio de nada.

Fonte: Jefferson Roger


 

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sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Apontando a direção


Primeiro veio Deus e através dos profetas apontava a direção para seu povo. Depois veio o Cristo e, além de se mostrar como se faz, nos apontou mais uma vez a direção. Nos mostrou que é para “lá” que devemos seguir. É o famoso caminho apertado que nos leva para a porta estreita. A porta do céu.

João 10,9 – “Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim será salvo”.

E São Paulo vai noz dizer, sede meus imitadores como eu sou do Cristo. Então, cabe a cada um acorrer-se junto a Jesus. Seguir seus passou não é apenas “andar” por onde ele andou fazendo o que ele fez. É revestir-se do pai. Os santos diziam: “Jesus Cristo desfigurado, configura-me”.

Precisamos nos moldar ao seu modo de ser, de agir; para que, como exemplo possamos difundir seus ensinamentos ao mundo. E nosso mundo começa dentro de casa, na família. Como podemos ensaiar um discurso social afastado do palanque das vaidades e egoísmos quando na verdade, em nosso coração, para o Deus que vê no oculto, não passamos de sepulcros caiados?

Assim como a maçã estragada aos poucos contamina todas de um cesto, podemos como pessoas disseminar o bem que vem de Deus. Mateus 5,14 – “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha”. Porém, o mesmo Cristo que nos impulsiona para a tarefa missionária, nos adverte: “Se a luz que está em ti são trevas, quão espessas deverão ser as trevas!” – Mateus 6,23.

Portanto, se ainda não temos, devemos criar vergonha na cara! Retornemos à exortação de Jesus: sepulcros caiados; as aparências e falar uma coisa, mas fazer outra só resultarão no final da caminhada em “problemas” com o justo juiz. Esperamos o que no dia juízo? Um olhar de repreensão que irá pronunciar a sentença condenatória ou o olhar alegrado que irá pronunciar o “vinde benditos”? Se refletimos sobre isso e nos conformamos com os mandatos divinos, vivendo-os, é nessa mesma direção que devemos apontar para os que se envolvem em nossas vidas possam colher os melhores frutos.

Fonte: Jefferson Roger


 

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As comemorações


Lemos nas escrituras que Deus dá e tira quando lhe aprouve. Isso nos serve para entendermos que é ele quem está no comando de nossa jornada. Não sabemos de quanto tempo dispomos; por isso importa o que fazemos com o tempo que nos é concedido. Ou acumulamos “pontos” ou “descréditos”.

Deuteronômio 32,39 – “Reconhecei agora: eu só, somente eu sou Deus, e não há outro além de mim. Eu extermino e chamo à vida, eu firo e curo, e não há quem o arranque da minha mão”.

1º Samuel 2,6 – “O Senhor dá a morte e a vida, faz descer à habitação dos mortos e de lá voltar”.

Jó 7,1 – “A vida do homem sobre a terra é uma luta”. Eclesiástico 51, 36-38 – “Recebei a instrução como uma grande soma de prata, e possuireis nela grande quantidade de ouro. Que vossa alma se regozije na misericórdia (de Deus)! E não sereis humilhados quando o louvardes. Cumpri vossa tarefa antes que o tempo (passe) e, no devido tempo, ele vos dará a recompensa”.

Como vemos, cada segundo importa e, se a vida do homem é uma luta, com o Cristo e sua Mãe – a Virgem Santíssima – não pereceremos por terra. Pacientes na tribulação, mas alegres nas consolações. A cada dia que se abre à nossa frente Deus nos concede a oportunidade de voltar-nos para ele, de nos mantermos em seu caminho, de nos aproximarmos mais e mais, de virarmos o olhar para as coisas do alto.

E é na alegria e união das famílias que ele se manifesta desde o início dos tempos, quando quis essa realidade nos apresentando a Sagrada Família, modelo a ser seguido por todas. Como só temos o hoje (graças a Deus) já que o amanhã cabe a Deus decidir se nos concede, alegremo-nos no Senhor, que nos dá o pão da vida eterna e abençoa aqueles que cumprem seus mandamentos.

Fonte: Jefferson Roger


 

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terça-feira, 1 de setembro de 2020

As histórias de uma cama


Nossa relação com a cama começa desde a nossa preconcepção. Nossos pais, unidos pelo matrimônio e abertos à fecundidade querida por Deus, cooperam com o criador, em nossa vinda ao mundo. Depois, passamos muito tempo numa cama, nomeada de berço. Do bercinho após alguns anos, ainda solteiros, ganhamos nossa primeira cama.

Seguimos convivendo com ela até que seja substituída por outra maior: nossa cama de casal. Em nossa nova realidade, chega a vez de, como nossos pais, contribuirmos com o criador sendo abertos à fecundidade querida por Deus. Dessa forma, nossa casa receberá berços e camas de solteiro.

Seguimos convivendo com nossa cama, porém, com o desenrolar da vida, às vezes adoecemos e precisamos nos deitar em camas diferentes. São as camas móveis chamadas de macas e depois as camas hospitalares. Algumas vezes é preciso deitarmos numa cama muito temida: a cama da UTI. Essa é a realidade possível na vida de todos.

Todavia, além dos sofrimentos e tribulações enviados e/ou permitidos por Deus, para o crescimento espiritual e no amor, pois afinal precisamos ser imitadores de Jesus Cristo se almejamos entrar no céu, existe uma outra realidade mais enfadonha que nos rodeia e, como diz São Pedro em sua carta: espreitando para nos dar o bote – trata-se do diabo.

O diabo, para quem não sabe, vende colchões e camas. Isso mesmo, ele possui filiais espalhadas por toda a parte. Algumas camas funcionam 24 horas por dia. Outras funcionam quando todo mundo sai de casa. Algumas são mais utilizadas durante o dia, naquela escapada durante o expediente. Outras ainda, são mais usadas aos finais de semana. Existem aquelas que é preciso pagar por um período para que se possa deitar nelas, um período mínimo ou uma estada de pernoite.

Em vida podemos fazer nossas escolhas, somos livres para isso. Podemos passar a vida toda deitando onde devemos ou passar a vida toda deitando onde o diabo quer. Depois, quando o leite já estiver derramado e chegar a hora final onde quem sabe estaremos deitados em nosso leito de morte, pois é possível que – por Deus – a morte nem isso nos reserve, o peso de nossas escolhas nos acompanhará ao cemitério. Então nosso justo juiz irá decretar a sentença condenatória ou irá pronunciar as palavras tão desejadas por todos que querem a glória e felicidades eternas no céu: vinde benditos!

Fonte: Jefferson Roger


 

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segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Cobrir a retaguarda


Eu vou na frente, cubra a minha retaguarda – essa fala é muito costumeira de se ouvir em filmes de ação e guerra. Num combate contras as forças inimigas, enquanto avança, a equipe cuida um do outro, vigiando onde cada um não pode estar cuidando a todo instante. Alguma associação com nosso anjo da guarda? E por que não?

Não só cobre a nossa retaguarda como muito mais. As pessoas de nível ordinário, que não podem ver o sobrenatural, o mundo invisível dos espíritos, não fazem uma ideia clara de quanto está em jogo. Os demônios tentadores estão por toda a parte e isso não é uma invenção cinematográfica como as que assistimos em filmes de terror: neles os grandes sustos não acontecem em meio a cenas de surpresa onde o personagem é surpreendido? Pois bem, poderíamos arriscar dizer que a natureza humana imita a natureza divina e a ficção imita a realidade.

Efésios 6,11-12 – “Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares”.

Cobrir a retaguarda é uma atitude de caridade! Pensemos a respeito: por gostarmos de alguém cuidamos desse alguém, velamos por ele. Se vemos uma pessoa que nos é cara a tomar decisões indevidas que a levarão para caminhos afastados de Deus a corrigimos com nosso amor fraterno e, da mesma maneira, esperamos que nos façam o mesmo.

Ademais, em se tratando de nos corrigir quando descuidamos do caminhar rumo ao céu, Deus é o primeiro a tomar essa atitude. Hebreus 12,6 – “o Senhor corrige a quem ama e castiga todo aquele que reconhece por seu filho (Provérbios 3,11s)”.

Fonte: Jefferson Roger


 

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Propaganda do diabo

O diabo cada vez dá menos e exige mais. É como o fornecedor de drogas: para que seu “cliente” adquira o “produto” ele fornece a famosa amostra grátis. O quanto for necessário para que o vício se instale no sujeito. Com isso fica mais fácil convencer a pessoa de que aquilo que não faz bem é algo bom.

Em sã consciência ninguém irá tomar veneno porque sabe que faz mal. Então ele precisa ser revestido com outro rótulo; precisa ter aparência e gosto de bom e só fazer mal depois. As pesquisas científicas demonstram, por exemplo, que o crack entorpece a pessoa em torno de seis segundos que ela consome a droga. Seis segundos depois a química entrou no corpo e desmantelou todo o funcionamento da estrutura.

É o malefício da mentira. Ela esconde algumas verdades, utiliza outras, tudo para que o resultado final seja alcançado. Sempre foi assim. Como duas verdades não podem coexistir – nos aspectos relacionados com a salvação da alma – umas das verdades precisa afirmar que a outra trata-se de uma mentira. O diabo age assim, ele concorda que é único o caminho da porta estreita, mas (lá vem ele sempre com o “mas”) contorna essa verdade dizendo que existe outra possibilidade não comentada, outra alternativa, para que dores e sofrimentos se o prazer e o materialismo, luxúrias e modernidades desenfreadas regadas ao consumismo estão aí, para colorir a vida.

Tudo verdade! Quando se lê na bíblia que o diabo é o pai da mentira uma coisa precisa ficar bem ciente: ele sabe como utiliza-la melhor que ninguém. Uma de suas grandes estratégias é falar a verdade sobre suas mentiras! Isso funciona muito bem porque é fácil convencer alguém sobre uma verdade, muito mais do que uma mentira.

Por isso Jesus nos ensinou: não vos enganeis, ele nos disse, estai de sobreaviso, ficai atentos, vigia e orai sem cessar, sede sóbrios, precisa de mais algum aviso? Acho que não!

Fonte: Jefferson Roger


 

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Virar as costas


O cristão, engajado no segmento de Jesus Cristo sabe direitinho que o céu não permite a entrada do egoísmo. São vários os ensinamentos divinos que tratam sobre o despojo de si mesmo em prol do próximo. “O pão NOSSO de cada dia nos daí hoje”. Nosso salvador nos ensinou que quando pedimos devemos incluir o próximo em nossos pedidos.

Isaías, 58, 6-10 – “Sabeis qual é o jejum que eu aprecio? - diz o Senhor Deus: É romper as cadeias injustas, desatar as cordas do jugo, mandar embora livres os oprimidos, e quebrar toda espécie de jugo. É repartir seu alimento com o esfaimado, dar abrigo aos infelizes sem asilo, vestir os maltrapilhos, em lugar de desviar-se de seu semelhante. Então tua luz surgirá como a aurora, e tuas feridas não tardarão a cicatrizar-se; tua justiça caminhará diante de ti, e a glória do Senhor seguirá na tua retaguarda. Então às tuas invocações, o Senhor responderá, e a teus gritos dirá: Eis-me aqui! Se expulsares de tua casa toda a opressão, os gestos malévolos e as más conversações; se deres do teu pão ao faminto, se alimentares os pobres, tua luz levantar-se-á na escuridão, e tua noite resplandecerá como o dia pleno”.

Nem poderia ser diferente! Se Jesus aceitou sofrer por cada um para resgatar-nos da dívida impagável, espera no mínimo, o máximo de esforço da parte de todos.

A salvação pende para o lado da cruz, as facilidades pendem para o lado do abismo. Decidir virar as costas é o que todos devem fazer. A questão é: virar as costas para qual lado? Mateus 10,32-33 – “Portanto, quem der testemunho de mim diante dos homens, também eu darei testemunho dele diante de meu Pai que está nos céus. Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai que está nos céus”.

O sujeito escolhe as facilidades e prazeres finitos e terrenos e depois ainda espera que Deus o acolha sem apresentar-se ao Pai com um coração sincero: não irá funcionar, pois, a sinceridade no coração não brota afastada da contrição. Para o desejo de ingressar no céu, não! Ademais, não se pode cair na tentação de que se faz justiça virando as costas para algo ou alguém porque fizeram o mesmo para nós. O duro recado de Jesus consiste em “dar a outra face”, retribuir o mal com o bem. Ele nos ensinou que terá a eternidade inteira para praticar a justiça. A justiça que nos cabe é aquela que nos move a caminhar pelos caminhos do Senhor, fazendo o que lhe agrada e seguindo os seus mandatos.

Fonte: Jefferson Roger


 

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sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Nossos desafios diários


A vida do homem sobre a terra consiste de grandes desafios. Provérbios 21,31 – “Prepara-se o cavalo para o dia da batalha, mas é do senhor que depende a vitória”. João 15,5 – “sem mim nada podeis fazer”. Como podemos querer alcançar vitórias colocando todo o esforço apenas em nossas próprias capacidades? Pelo jeito nos fazemos de surdos, já que Jesus Cristo deixou bem claro que, se ele não for convidado a participar daquilo que fazemos, tudo que fizermos não passará de um nada.

Não é possível dizer sobre a vida na Terra que seja ela uma vida bela; sabemos que para o cristão esse viver é peregrinar sobre o vale de lágrimas.

Ou o sujeito acha que a vida é bela, sem tribulações, sofrimentos e desafios, ou acha que a vida é um penoso caminhar que necessita de violência para se conquistar o céu (Mateus 11,12) numa luta contra o pecado que vai até o sangue (Hebreus 12,4). O olhar das escrituras sobre ela (a vida) demonstra que a beleza de tudo frutifica nas dores do amor.

Justamente isso diferencia o amor pregado no mundo daquele derramado por Jesus no calvário, daquele que enviou o salvador para sofrer por nossos pecados. Olha aí o “sofrer” entrando em cena mais uma vez. O desafio da vida... Nela, não existe moleza alguma! Porém, alguém poderia elencar algumas facilidades que encontrou em sua caminhada de vida. Ainda que isso seja verossímil, possivelmente não apresentarão uma estreita ligação com o apertado caminho da porta estreita, onde percorre-lo a duras penas e em constantes desafios emergirão ao seu final a premiação resguarda pelas palavras do justo juiz: “vinde benditos”.

1ª Pedro 4,12-13 – “Caríssimos, não vos perturbeis no fogo da provação, como se vos acontecesse alguma coisa extraordinária. Pelo contrário, alegrai-vos em ser participantes dos sofrimentos de Cristo, para que vos possais alegrar e exultar no dia em que for manifestada sua glória”.

Fonte: Jefferson Roger


 

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quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Morre fundador paroquiano (história verídica)

Era uma vez... sim, isso mesmo:

Um homem que doou um terreno para a fundação de uma igreja paroquial.

Passou-se o tempo e, na velhice, após 10 anos acamado, restabeleceu-se um pouco da saúde.

Nesse tempo de enfermidade a igreja que ajudou a construir foi reformada, porém, ainda não está completamente concluída.

Pedindo, como último desejo, o agora cadeirante, queria olhar pela sua porta, para contemplar como tinha ficado a reforma interior daquela a qual ele fazia parte. Fez esse pedido as suas duas filhas.

O pároco negou o último pedido; as filhas só queriam atender ao apelo do pai de olhar de fora da igreja, pelas portas, para dentro da mesma. O pedido foi negado! O motivo? Foi-lhes dito que ele, o fundador poderia contaminar a igreja, que estava fechada ao público por conta da pandemia do Covid-19, porém, não estava fechada para uso particular do pároco. Podem acreditar!

As filhas testemunharam e relataram isso (aos paroquianos dessa comunidade na qual me incluo), mas, o que é mais grave: Deus testemunhou esse acontecimento! Como dorme uma pessoa que realizou essa proibição? Como ainda vive é hora de fazer como Pedro e chorar amargamente! Será que vai? O que fez não pode ser reparado, o fundador da igreja morreu (aos 91 anos) sem ter seu pedido concedido pelo padre. Reflitam, mas entendam: o senhor enfermo não queria entrar na igreja, ele queria olha-la pelas portas.

Agora, acolhido por Deus e passando pela porta estreita dos céus, contempla a face do Altíssimo, daquele que está sempre aberto aos que o procuram com o coração sincero. Será que esse padre julgou que o fundador dessa igreja não o procurou com o coração sincero? Graças a Deus, nada é oculto aos olhos do Pai Eterno e cada um receberá conforme suas obras.

Efésios 5,1 e 1ª Coríntios 11,1 nos recordam que devemos ser imitadores do Cristo. Pois bem, não se encontra no evangelho passagem alguma onde Cristo não acolha os pedidos dos que o buscam com o coração sincero.

Fonte: Jefferson Roger


 

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Contente com o que temos


O ser humano, desejado e criado por Deus, por ele foi ensinado que precisamos do que é essencial para viver. Tanto é que nos providencia tudo que precisamos para isso. Aí começam os problemas.

O ser humano julga que aquilo que quer é o que precisa e quando não obtém não percebe que não recebe o que deseja da parte de Deus porque não consiste esse desejo em algo que contribua para a salvação do sujeito.

O mundo caminha sobre engrenagens de consumo e vaidades. Tudo praticamente é rotulado por ele como algo que pode ser consumido, depois descartado. Tudo vira papel higiênico e essa é exatamente a técnica que o encardido – nas palavras do Padre Léo – utiliza para convencer as pessoas sobre o mal, dando a este, ares de bom.

Ele usa a pessoa com o seu intuito de perde a alma e depois da conquista a deixa soterrada no lamaçal dos pecados, incapazes de trilhar um caminho diferente. Ele tira a vergonha da pessoa para que ela peque e depois que pecou a devolve, para que não consiga arrepender-se o suficiente e superar essa condição para confessar-se.

Evidente que existe a preservação da dignidade humana; muitos não possuem o essencial e onde então se coloca Deus nessa equação? Chamamos isso de mistério, a compreensão humana não alcança todas as verdades celestes, só as reveladas. Ademais, o que importa mesmo é a segunda e eterna parte de nossa existência: situada depois da morte.

Santos diziam que gostariam de passar por todos os sofrimentos possíveis em vida para poderem gozar mais alto grau de glória no céu. Temos que viver com o essencial que Deus determina para cada um e não com o pacote essencial de desejos que montamos achando que isso é o mínimo necessário. Como nos enganamos se Deus e o que ele nos provê não for suficiente.

Fonte: Jefferson Roger

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terça-feira, 25 de agosto de 2020

O ensino das vaidades


Vaidoso precisa de plateia; por causa dela que o demônio caiu, sua soberba que o levou a querer ser como Deus resultou na desenfreada derrocada. E assim como ele caiu, quer caiamos também. Eclesiastes 11,10 – “Exclui a tristeza de teu coração, poupa o sofrimento a teu corpo, porque a juventude e a adolescência são vaidade”.

Este alerta do livro do Eclesiastes vem bem a calhar, pois é em cima dessa questão que Satanás desenvolve suas artimanhas. Ele busca ensinar que a vaidade é uma coisa boa, que se você não é vaidoso terminará tendo tristezas. É preciso, segundo ele, cultivar o ter, o ser e o poder. O diabo ensina que a alegria é medida na proporção daquilo que você acumula nessas três vertentes.

Certamente é possível aqui perceber o apego as coisas que passam. O mundo ensina muito isso. Já se foi o tempo em que as coisas eram construídas e fabricadas para durar muito tempo. E ainda assim, mesmo que em tempos atuais algumas de fato durem muito tempo, elas sofrem por causa de outro inimigo: a obsolescência.

É a outra estratégia, o que você tem agora não é mais a última carta do baralho, você precisa de outra, todo mundo está trocando e você não pode ficar para trás. Você precisa de mais cursos, de mais roupas, de um carro melhor, de mais canais no seu pacote de tv por assinatura, de um novo videogame...

Mais isso, mais aquilo, mais disso e mais daquele outro. Nunca param de oferecer. E isso pode ser ensinado. Pais que aderem a este modo de viver, repassam aos filhos e a corrente se estabelece se não houver uma ruptura. Essa ruptura chama-se Deus.

Ama-lo em primeiro lugar em cima de todas as coisas, ter um comportamento de filhos, herdeiros do seu Reino, pois ele nos diz – 2ª Coríntios 12,9 – “Basta-te minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força”. Mateus 6,33 – “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo”.

Fonte: Jefferson Roger

 

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segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Fica atentos: tem que ser tudo por Deus


Eclesiástico 2,11-13 – “Considerai, meus filhos, as gerações humanas: sabei que nenhum daqueles que confiavam no Senhor foi confundido. Pois quem foi abandonado após ter perseverado em seus mandamentos? Quem é aquele cuja oração foi desprezada? Pois Deus é cheio de bondade e de misericórdia, ele perdoa os pecados no dia da aflição. Ele é o protetor de todos os que verdadeiramente o procuram”.

Eis aí, caro leitor, grandes máximas da nossa verdade de fé. Confiar em Deus é garantia certa. Como o filho que se lança aos braços da mãe com plena certeza de que será pego, não há como sermos confundidos com os ímpios – os que viraram as costas para Deus – e que por isso caminham ladeira abaixo agindo como seus inimigos. Perseverar é algo que foi recordado pelo Cristo: perseverar até o fim para que sejamos salvos.

O dono dos mandatos divinos, cheio de bondade e misericórdia, não imputaria um fardo como os mandamentos se não nos fosse dado meios para o cumprimento. Não seria uma baita sacanagem? Seria sim, além de uma grande mentira bíblica. A nosso respeito Deus dá quando quer e tira quando quer. No livro de Jó vemos essa natureza do altíssimo também atestada na vida dos santos.

Não devemos confundir com o ditado que diz que se tira o pirulito da boca, depois que sentir o gostinho. O amor do nosso criador de longe não se parece com o amor mundano, carnal. O duríssimo amor divino, corrige e castiga aqueles que ama:

Hebreus 12,5-9: “Estais esquecidos da palavra de animação que vos é dirigida como a filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor. Não desanimes, quando repreendido por ele; pois o Senhor corrige a quem ama e castiga todo aquele que reconhece por seu filho (Provérbios 3,11s). Estais sendo provados para a vossa correção: é Deus que vos trata como filhos. Ora, qual é o filho a quem seu pai não corrige? Mas se permanecêsseis sem a correção que é comum a todos, seríeis bastardos e não filhos legítimos. Aliás, temos na terra nossos pais que nos corrigem e, no entanto, os olhamos com respeito. Com quanto mais razão nos havemos de submeter ao Pai de nossas almas, o qual nos dará a vida?”

Fonte: Jefferson Roger

 

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quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Sabemos dar coisas boas


Mateus 7,9-13 – “Quem dentre vós dará uma pedra a seu filho, se este lhe pedir pão? E, se lhe pedir um peixe, dar-lhe-á uma serpente? Se vós, pois, que sois maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celeste dará boas coisas aos que lhe pedirem. Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles. Esta é a lei e os profetas. Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição e numerosos são os que por aí entram”.

Que nós não sejamos parte desses numerosos apontados por Jesus.

Jesus, neste trecho da escritura faz uma coisa muito importante: coloca qualquer tentativa vaidosa nossa no chão. Ele nos chama de “maus”. Quer com isso nos mostrar que não devemos ficar achando que já somos santinhos! Que porque não somos assassinos, estupradores ou algo do gênero podemos nos considerar aptos ao reino de Deus.

Esse julgamento não nos pertence. Jesus disse que é muito difícil entrarmos no reino do céu; porém, alertou-nos que devemos nos esforçar: nosso Deus é o Deus do impossível. Devemos então, além de nos esforçar deixarmos o impossível com ele. Ele pode o que quer, como quer e quando quer. Queremos a vida na glória eterna e não nos achamos dignos? Estamos com a razão, não somos mesmo. Os salmos nos recordam que se Deus nos tratasse como merecemos estaríamos perdidos.

Se, mesmo maus sabemos dar boas coisas, não devemos desanimar, essas “boas coisas” são um sinal da semente plantada dentro de nós por Deus. Como disse Jesus: “quanto mais vosso Pai celeste dará boas coisas aos que lhe pedirem”.

Fonte: Jefferson Roger

 

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Vamos ao trabalho


Mateus 21-28-31 – “Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, disse-lhe: - Meu filho, vai trabalhar hoje na vinha. Respondeu ele: - Não quero. Mas, em seguida, tocado de arrependimento, foi. Dirigindo-se depois ao outro, disse-lhe a mesma coisa. O filho respondeu: - Sim, pai! Mas não foi. Qual dos dois fez a vontade do pai? O primeiro, responderam-lhe”.

Gênesis 3,19 – “Comerás o teu pão com o suor do teu rosto”.

Rezamos pedindo ao pai o pão nosso de cada dia; todavia, já que somos um composto de corpo e alma não devemos esquecer de que precisamos também do pão espiritual, do alimento espiritual de cada dia. Não podemos deixar de alimentar nossa fé, nosso amor, nossas motivações, nossos anseios.

Que a vida é dura e cheia de tribulações todo mundo sabe. Espernear, se adiantasse alguma coisa, era só sair por aí esperneando. Essa atitude birrenta não funciona com Deus; dele, não iremos arrancar nada na base da força.

A única força que precisamos e devemos fazer encontramos em Mateus 11,12, onde se lê que “o céu é arrebatado a força e são os violentos que o conquistam”. Isso nos ensina que devemos trabalhar pela salvação de nossa alma, com verdadeiro afinco, não medindo esforços, pois, ao menor descuido somos puxados para o lamaçal dos pecados.

Sempre é uma labuta constante e ir ao céu definitivamente dá trabalho. Ou alguém acha que sentado na sombra de braços cruzados a salvação irá cair do céu? Pois é, seria bom, mas...

Tem sempre o mas; mas Deus quis que fosse de outra forma, só o que pode cair em nosso colo caso descuidemos é a nossa condenação. Essa sim, é distribuída pelo diabo gratuitamente. Nem precisa pedir muito, basta uma afastadinha de Deus e uma piscadinha de olhos para ele que a descida dos ímpios se apresenta em nossa frente.

Nosso trabalho é incessante, o demônio trabalha sem cessar e de nossa parte, o mínimo que devemos fazer é o máximo de esforço.

Fonte: Jefferson Roger

 

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terça-feira, 18 de agosto de 2020

Sedes como crianças


1ª Pedro 2,1-4 – “Deponde, pois, toda malícia, toda astúcia, fingimentos, invejas e toda espécie de maledicência. Como crianças recém-nascidas desejai com ardor o leite espiritual que vos fará crescer para a salvação, se é que tendes saboreado quão suave é o Senhor (Sl 33,9). Achegai-vos a ele, pedra viva que os homens rejeitaram, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus”.

Como bem sabemos, partiu de nosso Senhor Jesus Cristo comparar as atitudes das pessoas com as atitudes das crianças. Deu-nos esse exemplo para que pudéssemos ter um modo de comparar e analisarmos nosso modo de ser e agir. Os primeiros discípulos do Cristo demonstraram a mesma linha catequética. São Pedro começa seu segundo capítulo de sua primeira carta bíblica lembrando-nos que devemos deixar de lado coisas que não contribuirão para nossa salvação. E o apóstolo é claro: precisamos deixar de forma totalitária.

Isso reflete numa realidade cristã que precisa ser buscada a todo instante: não devemos procurar dentro de nós nutrirmos um equilíbrio entre o bem e o mal. O equilíbrio não deve existir, e nem pode, pois, a santidade cobra de cada um (lembrando que essa condição é exigida para se entrar no céu) um coração e alma 100% boas. O resquício de maldade presente em nós pode custar uma estada no purgatório.

Ainda no trecho descrito neste artigo outro detalhe que devemos observar é a expressão “desejai com ardor”. Devemos desejar ardentemente as coisas do alto, esse anseio deve queimar dentro de nós, o fogo do Espírito Santo deve incendiar coração, mente e alma. Não adianta desejarmos de forma parcial porque não queremos abrir mão de alguns apegos terrenos e egoístas. O preço de nossas escolhas irão refletir na segunda jornada de nossas vidas eternas.

Deus, “que não quer filhos inúteis” – Eclesiástico 15,22, espera que nossa confiança nele (fé) seja incondicional para que, sejamos já no agora, purificados por seu amor para que um dia possamos viver as alegrias eternas do seu reino.

Fonte: Jefferson Roger

 

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