quinta-feira, 18 de junho de 2020

Sofrer os defeitos dos outros



Aquilo que o homem não pode emendar em si mesmo ou nos demais, deve ele tolerar com paciência, até que Deus disponha de outro modo. Considera que talvez seja melhor assim, para provar tua paciência, sem a qual não tem grande valor nossos méritos. Todavia, convém, nesses embaraços, pedir a Deus que te auxilie, para que possas levar com seriedade.

Se alguém, com uma ou duas advertências, não se emendar, não contendas com ele; mas encomenda tudo a Deus para que seja feita a tua vontade, e seja ele honrado em todos os seus servos, pois sabe tirar bem do mal. Procura sofrer com paciência os defeitos e quaisquer imperfeições dos outros, pois tens também muitas que os outros têm de aturar. Se não te podes modificar como desejas, como pretendes ajeitar os outros à medida de teus desejos? Muito desejamos que os outros sejam perfeitos, e nem por isso emendamos as nossas faltas.

Queremos que os outros sejam corrigidos com rigor, e nós não queremos ser repreendidos. Estranhamos a larga liberdade dos outros, e não queremos sofrer recusa alguma. Queremos que os outros sejam apertados por estatutos e não toleramos nenhum constrangimento que nos coíba. Donde claramente se vê quão raras vezes tratamos o próximo como a nós mesmos. Se todos fossem perfeitos, que teríamos então de sofrer nós mesmos por amor de Deus?

Ora, Deus assim o dispôs para que aprendamos a carregar uns o fardo dos outros; porque ninguém há sem defeito; ninguém sem carga; ninguém com força e juízo bastante para si; mas cumpre que uns aos outros nos suportemos, consolemos. Quanta virtude cada um possui, melhor se manifesta na ocasião da adversidade; pois as ocasiões não fazemo homem fraco, mas revelam o que ele é.

Fonte: Tomás de Kempis

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São Gregório Barbarigo



Nasceu em Veneza, Itália, em 1625. Em 1648, acompanhou o embaixador de Veneza, Contarini, às negociações realizadas em vista do Tratado de Vestefália. Em Münster travou conhecimento com Fábio Chigi, núncio apostólico. Eleito papa com o nome de Alexandre VII, Fábio Chigi nomeou Gregório Barbarigo cônego de Pádua e prelado da Casa Pontifícia (1655). Em 1657 foi nomeado bispo de Bérgamo e, em 1660, cardeal. As suas atividades apostólicas marcaram profundamente sua época. Dotou o seminário de Pádua com professores notáveis, provenientes não somente da Itália, mas também de outros países da Europa. Fundou uma das melhores tipografias de que a Itália teve conhecimento na época. Fundou instituições de ensino da religião, para orientação de pais e educadores; criou escolas populares e cuidou da assistência à saúde, com mais de treze mil assistidos. Foi canonizado por seu conterrâneo, o papa João XXIII.

Prece do dia:

Deus, nosso Pai, ajudai-nos com a vossa graça a “nos tornar próximos de qualquer homem, indistintamente”. Possamos servir ativamente a todos os que sofrem no corpo e na alma, individual e coletivamente, quer estejam em necessidades passageiras ou crônicas.

Coloquemo-nos contra tudo que tenta contra a própria vida: homicídios, genocídios, abortos, eutanásia, suicídios...

E com ardor lutemos contra as violações da integridade da pessoa humana: mutilações, torturas físicas e psicológicas, lavagens cerebrais e culturais; contra as condições infra-humanas de vida, as arbitrariedades, os abusos da força e do poder, as escravidões miúdas e clamorosas; contra a prostituição e o mercado de mulheres e jovens e contra as condições degradantes do trabalho... pois tudo isto contradiz o vosso plano de amor!

Fonte: Os Santos de Cada Dia – J. Alves

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quarta-feira, 17 de junho de 2020

Caminhar é preciso



Todo cristão que se preze e se preocupa com a salvação de sua alma, das almas daqueles que ama e, se almeja um alto grau de santidade, a salvação dos pobres pecadores, sabe que isso tudo é uma questão de se caminhar. Jesus nos apresenta uma comparação entre os caminhos que podemos escolher, fala do que leva à perdição e do que leva para o céu. E não enrola nem um pouco, vai logo esclarecendo que um é descida e o outro é subida. E convenhamos: que subida!

Subir nunca é fácil, mas ao final desta subida a recompensa é certa. Façamos uma pequena analogia; pensemos numa pessoa que está a escalar uma montanha. Conforme o grau de desafio isso pode levar horas, dias, semanas ou quem sabe até mais de um mês. No entanto, ao se chegar ao pico da escalada contempla-se uma vista maravilhosa. Com certeza para os que chegaram ao final da subida podem atestar que valeu todo o esforço.

E por que seria diferente quando estamos a falar da subida do céu, do caminhar pela estrada única (pois não existe atalho ou alternativa para o paraíso), um caminhar que nos garante a glória e felicidade eternas? Nem devia haver comparação, ainda que vivêssemos uma vida de sofrimentos, não é possível compara-la a uma eternidade de alegrias junto de Deus. Sofrer por uma vida se isso nos conduz ao céu? Por que não? Poderia ser diferente não é mesmo, ah como seria melhor poder chegar ao paraíso sem passar por tribulações aqui na terra. Pois é, seria... Mas não é e nem nunca vai ser.

Então o negócio é colocar a mochila nas costas, segurar firme a cruz de cada dia e caminhar com ela até o destino final. Lemos na bíblia que Deus corrige e castiga aqueles que ama. Isso não deve ser má notícia porque é melhor recebermos a correção fraterna aqui em vida, para tomarmos vergonha em nossas caras, do que ao invés dela recebermos o castigo da danação. Tudo por conta de uma vida que foi escolhida viver sem Deus fazendo parte dela.

Postas as coisas como são da parte do Altíssimo, com a liberdade que nos concede, podemos fazer nossa escolha.

Eclesiástico 2,6 – “Põe tua confiança em Deus e ele te salvará; orienta bem o teu caminho e espera nele. Conserva o temor dele até na velhice.”

Eclesiástico 4,23-26 – “Meu filho, aproveita-te do tempo, evita o mal; para o bem de tua alma, não te envergonhes de dizer a verdade, pois há uma vergonha que conduz ao pecado, e uma vergonha que atrai glória da graça. Em teu próprio prejuízo não te mostres parcial, não mintas em prejuízo de tua alma.”

Eclesiástico 15,16-19 – “Se quiseres guardar os mandamentos, e praticar sempre fielmente o que é agradável (a Deus), eles te guardarão. Ele pôs diante de ti a água e o fogo: estende a mão para aquilo que desejares. A vida e a morte, o bem e o mal estão diante do homem; o que ele escolher, isso lhe será dado, porque é grande a sabedoria de Deus.”

Fonte: Jefferson Roger

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Das obras feitas com caridade



Por nenhuma coisa do mundo, nem por amor de pessoa alguma se deve praticar qualquer mal; mas, em prol de algum necessitado, pode-se, às vezes, omitir uma boa obra, ou troca-la por outra melhor. Desta sorte, a boa obra não se perde, mas se converte em outra melhor. Sem a caridade, nada vale a obra exterior; tudo, porém, que da caridade procede, por insignificante e desprezível que seja, produz abundantes frutos, porque Deus não atende tanto à obra, como à intenção com que a fazemos.

Muito faz aquele que muito ama. Muito faz quem bem faz o que faz. Bem faz quem serve mais ao bem comum que à sua própria vontade. Muitas vezes parece caridade o que é mero amor próprio, porque raras vezes nos deixam a inclinação natural, a própria vontade, a esperança da recompensa, o nosso interesse.

Aquele que tem verdadeira e perfeita caridade em nada se busca a si mesmo, mas deseja que tudo se faça pra a glória de Deus. De ninguém tem inveja, porque não deseja proveito algum pessoal, nem busca sua felicidade em si, mas procura  sobre todas as coisas ter alegria e felicidade em Deus. Não atribui bem algum à criatura, mas refere tudo a Deus, como à fonte de que tudo procede, e em que, como em fim último, acham todos os santos o deleitoso repousar. Oh! Quem tivera só uma centelha de verdadeira caridade logo compreenderia a vaidade de todas as coisas terrenas!

Fonte: Tomás de Kempis

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São Bessário



Era egípcio e viveu no século IV. Segundo a tradição foi discípulo de Santo Antonio e de São Macário de Sceta. Nada possuía de seu, a não ser um evangeliário, o livro dos evangelhos. Conta-se que, um dia, São Bessário encontrou o cadáver de um homem completamente nu. Desfez-se de seu manto e cobriu-o. Mais adiante encontrou um mendigo completamente nu e tremendo de frio. São Bessário tomou, então, a sua túnica e lhe deu para vestir. Isto porque não queria ser homicida de seu irmão. Ao ver o Santo despojado de suas vestes, perguntaram-lhe a razão de tal atitude. Ele, mostrando o evangeliário, respondeu: tudo por causa disso! Deram-lhe, então, um casaco para que cobrisse sua nudez. Não tardou, porém, a encontrar outro pobre. Que fazer? São Bessário vendeu então o evangeliário e deu o dinheiro ao pobre. Seu discípulo perguntou-lhe: que fizeste de teu livro? Ele respondeu: vendi-o! Sim, vendi o livro em que se lê: vende tudo o que tens e dá-o aos pobres!

Prece do dia:

Deus, nosso Pai, São Bessário amou o próximo mais do que a si mesmo, e tudo fez para aliviar seus sofrimentos.

Assim sua justiça superou a dos “fariseus”, que subjuga o homem a leis interesseiras e injustas.

Pois perder dignamente o pudor pela nudez é algo que assombra as sociedades humanas. Andar nu pela rua é algo inimaginável...

Mas, por trás das roupas, pode-se cometer os maiores amoralismos.

Fonte: Os Santos de Cada Dia – J.Alves

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Como se deve evitar o juízo temerário



Relanceia sobre ti o olhar e guarda-te de julgar as ações alheias. Quem julga os demais perde o trabalho, quase sempre se engana e facilmente peca; mas, examinando-se e julgando-se a si mesmo, trabalha sempre com proveito. De ordinário, julgamos as coisas segundo a inclinação do nosso coração, pois o amor próprio facilmente nos altera a retidão do juízo. Se Deus fora sempre o único objetivo dos nossos desejos, não nos perturbaria tão facilmente qualquer oposição ao nosso parecer.

Muitas vezes existe, dentro ou fora de nós, alguma coisa que nos atrai e em nós influi. Muitos buscam secretamente a si mesmos em suas ações, e não o percebem. Parecem até gozar de boa paz, enquanto as coisas correm à medida de seus desejos; mas, se de outra sorte sucede, logo se inquietam e entristecem. Da discrepância de pareceres e opiniões frequentemente nascem discórdias entre amigos e vizinhos, entre religiosos e pessoas piedosas.

É custoso perder um costume inveterado, e ninguém renuncia, de boa mente, a seu modo de ver. Se mais confias em tua razão e talento que na graça de Jesus Cristo, só raras vezes e tarde serás iluminado; pois Deus quer que nos sujeitemos perfeitamente a ele e que nos elevemos acima de toda razão humana, inflamados do seu amor.

Fonte: Tomás de Kempis

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São Francisco Régis



Nasceu no dia 31 de janeiro d 1597, na vila de Francouverte, nas proximidades de Narbonne, França. Ingressou na Companhia de Jesus em 1616. Em 1630 foi ordenado sacerdote e partiu para Vivarais, Velay e Cevennes. Empenhou-se ardorosamente na catequese das crianças e na pregação do evangelho ao povo. Sempre esteve ao lado das pessoas simples, mostrando para com elas uma predileção especial. Não conseguia viver sem elas. Visitava sistematicamente as prisões e os hospitais, dando assistência aos necessitados. Em 1663, foi para Viviers, conturbado centro calvinista. Pelo exemplo de vida e pela oração, levou muitos a abraçarem a fé. Em 1635 foi para Velay, onde procurou organizar um certo tipo de pastoral de assistência aos necessitados e aos prisioneiros. A sua última missão foi em Louvesc, onde morreu aos 43 anos, vítima de uma pleurisia.

Prece do dia:

Deus, nosso Pai, destes a São Francisco a graça de servir o próximo com um zelo ardente e uma fé inabalável.

Sofreu cansaço, incompreensões, fome e sede; foi caluniado, perseguido e ameaçado de morte por seus adversários, mas encontrou em vós alento para ser fiel à sua missão.

Por sua intercessão, dai-nos um zelo ardente pela defesa de nossos valores culturais, morais e religiosos. Tornai-nos uma nação unida e fraterna.

Os interesses mesquinhos de grupos ideológicos e econômicos não nos venham dividir para assim nos dominar. A nossa alma não seja aviltada e nossa identidade de povo que busca sua liberdade e soberania não seja destruída. Dai-nos, Senhor, dignidade, destemor e ânimo forte para construirmos nós mesmos o destino de um povo livre e unido pelos vínculos dos mais altos ideais: justiça, paz e fraternidade...

Fonte: Os Santos de Cada Dia – J. Alves

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segunda-feira, 15 de junho de 2020

Como se há de resistir às tentações



Enquanto vivemos neste mundo, não podemos estar sem trabalhos e tentações. Por isso lemos estar sem trabalhos e tentações. Por isso lemos no livro de Jó 7,1: É um combate a vida do homem sobre a terra. Cada qual, pois, deve estar acautelado contra as tentações, mediante a vigilância e a oração, para não dar azo às ilusões do demônio, que nunca dorme, mas anda por toda parte em busca de quem possa devorar (1ª Pedro 5,8). Ninguém há tão perfeito e santo, que não tenha, às vezes, tentações, e não podemos ser delas totalmente isentos.

São, todavia, utilíssimas ao homem as tentações, posto que sejam molestas e graves, porque nos humilham, purificam e instruem. Todos os santos passaram por muitas tribulações e tentações, e com elas aproveitaram; aqueles, porém, que não as puderam suportar foram reprovados e pereceram. Não há ordem tão santa nem lugar tão retirado em que não haja tentações e adversidades.

Nenhum homem está totalmente livre de tentações, enquanto, enquanto vive, porque em nós mesmos está a causa donde procedem: a concupiscência em que nascemos. Mal acaba uma tentação ou tribulação, outra sobrevem, e sempre teremos que sofrer, porque perdemos o dom da primitiva felicidade. Muitos procuram fugir às tentações, e outras piores encontram. Não basta a fuga para vencê-las; é pela paciência e verdadeira humildade que nos tornamos mais fortes que todos os nossos inimigos.

Pouco adianta quem somente evita as ocasiões exteriores, sem arrancar a raízes; antes lhe voltarão mais depressa as tentações, e se achará pior. Vencê-las-á melhor com o auxílio de Deus, a pouco e pouco com paciência e resignação, que com importuna violência e esforço próprio. Toma a miúdo conselho na tentação e não sejas desabrido e áspero para o que é tentado, trata antes de o consolar, como desejas ser consolado.

O princípio de todas as más tentações é a inconstância do espírito e a pouca confiança em Deus; pois, assim como as ondas lançam de uma parte a outra o navio sem leme, assim as tentações combatem o homem descuidado e inconstante em seus propósitos. O ferro é provado pelo fogo, e o justo pela tentação. Ignoramos muitas vezes o que podemos, mas a tentação manifesta o que somos. Todavia, devemos vigiar, principalmente no princípio da tentação; porque mais fácil nos será vencer o inimigo, quando não o deixarmos entrar na alma, enfrentando-o logo que bater no limiar. Por isso disse alguém: Resiste desde o princípio, que vem tarde o remédio, quando cresceu o mal com a muita demora (Ovídio). Porque primeiro ocorre à mente um simples pensamento, donde nasce a importuna imaginação, depois o deleite, o movimento; e assim, pouco a pouco, entra de todo na alma o malvado inimigo, porque se lhe não resistiu a princípio. E quanto mais alguém for indolente em lhe resistir, tanto mais fraco se tomará cada dia, e mais forte o seu adversário.

Uns padecem maiores tentações no começo de sua conversão, outros, no fim; outros por quase toda a vida são molestados por ela. Alguns são tentados levemente, segundo a sabedoria da Divina Providência, que pondera as circunstâncias e o merecimento dos homens, e tudo predispõe para a salvação de seus eleitos.

Por isso não devemos desesperar, quando somos tentados, mas até, com maior fervor, pedir a Deus que se digne ajudar-nos em toda provação, pois que, no dizer de São Paulo, nos dará graças suficiente na tentação para que a possamos vencer (1ª Coríntios 10,13). Humilhemos, portanto, nossas almas, debaixo da mão de Deus, em qualquer tentação e tribulação porque ele há de salvar e engrandecer os que são humildes de coração.

Nas tentações e adversidades se vê quanto cada um tem aproveitado; nelas consiste o maior merecimento e se patenteia melhor a virtude. Não é lá grande coisa ser o homem devoto e fervoroso quando tudo lhe corre bem; mas, se no tempo da adversidade conserva a paciência, pode-se esperar grande progresso. Alguns há que vencem as grandes tentações e, nas pequenas, caem frequentemente, para que, humilhados, não presumam de si grandes coisas, vistos que com tão pequenas sucumbem.

Fonte: Tomás de Kempis

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São Vito



Segundo consta nos anais, São Vito nasceu na Sicília e sofreu o martírio por volta do ano 300. A sua vida está em volta em lendas e fatos extraordinários. Conforme as atas do seu martírio, São Vito foi instruído secretamente na doutrina cristã por Modesto, seu preceptor.  Ao descobrir, Hilas, seu pai, tentou persuadir o filho a abandonar a fé, temendo que o fato viesse a público. De fato, o que o pai temia acabou acontecendo: o garoto foi preso e levado perante o tribunal. Como persistisse em se declarar cristão, foi açoitado e posto em liberdade. São Vito, Modesto e Crescência, sua ama-seca, fugiram de Sicília e alcançaram as costas de Nápoles, em Lucânia. Vagaram errantes às margens do rio Siluro, até que um dia chegaram a Roma. Não tardou para serem presos, novamente açoitados e condenados às feras. Uma forte tempestade desabou sobre os espectadores, possibilitando a fuga dos prisioneiros para Lucânia. Somente mais tarde sofreram o martírio sob o imperador romano Diocleciano. São Vito é invocado contra a doença nervosa chamada coreia ou dança de São Vito, ou ainda dança de São Guido.

Prece do dia:

Deus, nosso Pai, vós sois o Senhor da vida. Pela paixão e ressurreição do vosso filho, subjugastes a morte. Por vossa misericórdia, nos chamastes a participar da vida divina.

Dai-nos humildade para reconhecer a nossa fragilidade e a transitoriedade de nossa existência: desde o que está sentado no trono, na glória, até o miserável sentado na terra e na cinza... não é senão furor, inveja, perturbação, agitação, medo da morte, ressentimento, lutas.

E na hora do repouso, no leito, o sono da noite apenas muda as preocupações: apenas iniciado o repouso, imediatamente, ao dormir, como em pleno dia, ele é agitado por pesadelos, como o que fugiu da linha de batalha. No momento de salvar-se acorda, admira-se de que nada havia para temer.

Assim sucede com toda criatura, do homem ao animal, mas para o pecador é sete vezes pior, a morte, o sangue, a luta e a espada, a miséria, a fome, a tribulação, a calamidade!... (Eclesiástico 40, 1ss)

Fonte: Os Santos de Cada Dia – J.Alves

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O Sagrado x o microfone


Segue na íntegra matéria transcrita nesse site por concordarmos com o conteúdo do artigo:

Nestes tempos de pandemia, muitos padres adotaram o costume de transmitir suas celebrações pela internet. Com seu zelo de pastor, Dom Henrique Soares pôde observar de perto como anda a liturgia e fez uma correção fraterna aos seus irmãos de sacerdócio através das suas redes sociais.

A Santa Missa é o que existe de mais sagrado na Igreja Católica. São João Paulo II nos ensinava que “a Missa torna presente o sacrifício da cruz”, ou seja, a liturgia é a atualização do Sacrifício de Jesus, portanto na missa estamos diante do próprio de Jesus Cristo no Calvário.

É através da liturgia da missa que nos é dado o que há de mais precioso na face da Terra, a Santíssima Eucaristia, que merece de nós o maior respeito e adoração. Esse respeito é demonstrado principalmente pela forma que lidamos com a liturgia, desde a preparação dos objetos litúrgicos, paramentos, e de maneira especial nosso comportamento.

O que está acontecendo é que cada dia mais observamos sacerdotes que, talvez por receberem formação insuficiente, muitas vezes ignoram partes importantes das instruções presentes nas rubricas do Missal Romano. Essas rubricas indicam como o rito deve acontecer, inclusive gestos e posições que o sacerdote precisa seguir para celebrar bem o rito da missa.

Desde que o Santo Sacrifício passou a ser realizado com o celebrante voltado de frente para o povo, e não mais de frente para Deus, que ficava no sacrário localizado no centro do altar, o personagem principal da celebração passou a ser, aos olhos do povo, o próprio sacerdote e não mais a liturgia por ele celebrada, o que exige uma atenção maior do padre para que o foco do povo seja na liturgia e não nele próprio.

Em seu comentário colocado na íntegra abaixo, Dom Henrique Soares veio nos apresentar um detalhe que pode parecer pequeno, mas que na prática significa uma grande diferença no respeito e na forma com que o padre lida com a Santíssima Eucaristia no momento da Consagração. Leia:

“Olhando as missas pelas redes sociais… Uma observação:

Como é feio e inapropriado o celebrante fazendo as orações litúrgicas agarrado a um microfone.

O que seria um gesto antiquíssimo: as mãos abertas em forma de cruz e de súplica, recordando o Cristo Sumo e Eterno Sacerdote da nossa fé, torna-se nada, apenas uma caricatura: uma mão espalmada, aberta para nada, porque a outra está agarrada ao microfone… O gesto litúrgico desaparece, minado por essa conduta imprópria, errada mesmo.

O máximo do erro é na consagração: segura-se o Corpo e o Sangue do Senhor com uma só mão para não largar o principal, o centro: o microfone!

Muito melhor o gesto inteiro, mesmo sem microfone algum. Afinal, as orações são dirigidas ao Senhor Deus em nome do Povo Santo e não dirigidas às pessoas, de modo que se tenha que destruir um gesto litúrgico, contanto que se escute a qualquer preço a voz do celebrante. Trata-se de uma inversão de valores e de prioridades…

E pensar que tudo se resolveria com uma base para sustentar o bendito microfone ou, no limite, com um acólito sustentando-o…

Perdemos a noção do sagrado, esquecemos o sentido dos ritos… Está ficando tudo reduzido ao mínimo denominador comum da funcionalidade, da praticidade, da utilidade, da popularidade pastoral.

A descida ainda será longa, bem longa… Que pena!”

Dom Henrique Soares da Costa

Diocese de Palmares

Fonte: site templariodemaria

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Dulcíssima Virgem Maria


Agradabilíssima é a graça que nos acomete diretamente enviada por Nosso Salvador, aquele detentor das Santas Chagas, já anunciadas pelo redentor que irão permanecer por toda a eternidade para que as almas santas se recordem de que seu amor por nós foi até esse ponto. João 15,13 – “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos.” E Jesus nos confirma essa realidade quando disse aos apóstolos que já não “os chamo mais de servos, mas de amigos.”

João 15,14-17 – “Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai. Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça. Eu assim vos constituí, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos conceda. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros.”

E como vemos a preocupação do filho por cada um de nós, o amor de sua mãe não poderia ser diferente. Nomeada por ele na cruz tem todo o cuidado para que nos configuremos ao agrado de Jesus. Seu amor maternal, que chega ao ponto de verter lágrimas é sim caminho de salvação. Maria nos conduz até seu filho, nos assiste e auxilia. Seu papel de mãe consiste em agradar a Santíssima Trindade. Qual é a mãe que não se preocupa pelo filho a ponto de tirar a comida da boca e a roupa do corpo e salva-lo com a própria vida se preciso for? Toda mãe irá concordar que as coisas são assim mesmo, mãe vira uma leoa sempre que for preciso!

E por que seria diferente com aquela chamada terror dos demônios? Alguém acha que ela não possui graça recebida por Deus para ajudar os pecadores a caminhar rumo a porta estreita? É isso mesmo, foi Jesus quem disse que é “o caminho, a verdade e a vida e que ninguém vai ao Pai senão por ele.” Não existe confusão alguma em amar A Virgem Maria. Como é que Jesus vai nos considerar se deixarmos de lado esse presente tão belo em nossas vidas que é esse auxílio materno?

Aqueles que perderam suas mães muito cedo sabem muito bem a falta que faz (me incluo nessa realidade). O papel de uma mãe em nossas vidas não deixa sombra de dúvidas quanto a sua importância. A natureza humana imita a natureza divina, quem amar muito Nossa Senhora não irá amar menos a Jesus. Ao contrário, ela não estava junto ao filho em grandes momentos relatados no evangelho? No batismo, no templo, na cruz? Pessoal! Na cruz! É mais do que certo que se nos aproximarmos dela inegavelmente iremos acabar encontrando Jesus, pois Deus olhou para a pequenez de sua serva e nela fez maravilhas.

Sagrados Corações de Jesus e de Maria: a vós me consagro assim como toda a minha família.

Fonte: Jefferson Roger

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E assim disse Jesus


Era o século XIII, em colóquio com Santa Angela de Foligno Jesus nos deixou o seguinte recado: “Ai, ai, ai! De todos aqueles sacerdotes que temem, ou não querem proibir que se espezinhem e profanem os Meus templos, com a nudez das modas. Muitos deles, deixaram-se seduzir pela sua presença e não querem ser rigorosos no cumprimento dos seus deveres. Eu fui atraiçoado por um falso apóstolo. E hoje, há falsos sacerdotes, religiosos e leigos, que, de forma clandestina, estão trabalhando para destruir a Minha Igreja. Falseiam a Minha Doutrina, permitindo tudo e criando um cristianismo fácil...

A coisa é realmente séria e para aqueles que dizem que só vale o que está na bíblia não existe problema algum: o recado também aparece lá:

Ezequiel 22,26 - “Seus sacerdotes violam a minha lei, profanam o meu santuário, tratam indiferentemente o sagrado e o profano e não ensinam a distinguir o que é puro do que é impuro.”

Lucas 16,15 - “Ele lhes disse: Vós pretendeis passar por justos perante os homens, mas Deus conhece-vos os corações: porque o que para os homens é estimável, é abominável perante Deus.”

E como disse São João Batista em João 3,30 – “Importa que ele [o Cristo] cresça e que eu diminua.” Ademais nosso Salvador nos ensinou que a humildade nos faz humilhar para sermos exaltados, se queremos ser servidos sejamos aquele que serve. Pois assim nos enfatiza em Filipenses 2,3-4 – “Nada façais por espírito de partido ou vanglória, mas que a humildade vos ensine a considerar os outros superiores a vós mesmos. Cada qual tenha em vista NÃO OS SEUS PRÓPRIOS INTERESSES, e sim os dos outros. E também em Gálatas 5,26 – “Não sejamos ávidos da vanglória.”

A grandeza e maravilha das santas palavras de Deus nunca desamparam um filho do Altíssimo. Como é gostoso viver sem que nada mais importe a não ser as coisas de Deus – Colossenses 3,1 – “buscai as coisas do alto”.

E as coisas do alto só podem ser alcançadas imitando Jesus e unindo-se a ele para tudo:

João 15,5 – “sem mim nada podeis fazer”.

1ª Coríntios 11,1 – “Tornai-vos os meus imitadores, como eu o sou de Cristo.”

E que conforto para nossos corações são as verdades que Jesus Cristo nos revela para aqueles que não usam de caridade para com o próximo vivendo os dois mandamentos de amor; estes abrem mão de um lugar no paraíso:

Mateus 5,41;42;43 e 45;46 – “Retirai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno destinado ao demônio e aos seus anjos. Porque eu ...estive enfermo... e não me visitastes. Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que deixastes de fazer isso a um destes pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer. E estes irão para o castigo eterno, e os justos, para a vida eterna.”

 

Fonte: Jefferson Roger

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domingo, 14 de junho de 2020

Da utilidade das adversidades



Lemos na bíblia em Habacuc 2,9 que “Ai daquele que procura lucros criminosos para a sua casa, e que quer colocar bem alto o seu ninho, para escapar ao golpe da adversidade!” Também aprendemos em Eclesiástico 10,29: “Não te orgulhes do trabalho que fazes, não sejas indolente no tempo da adversidade.” Um pouco mais adiante em Eclesiástico 12,8 aprendemos que “O amigo não se conhece durante a prosperidade, e o inimigo não se pode esconder na adversidade.” Ademais, precisamos em momentos assim sermos fortes – Provérbios 24,10 – “Se te deixas abater no dia da adversidade, minguada é a tua força. E essa força devemos pedi-la a Deus – Salmos 137,7 – “Em meio à adversidade vós me conservais a vida, estendeis a mão contra a cólera de meus inimigos; salva-me a vossa mão.” Todavia, sempre é feita a vossa vontade e por amor ele nos corrige também nas adversidades: 2ª Macabeus 6,16 – “Assim, não nos retire ele jamais a sua misericórdia e não abandone seu povo, no momento em que o corrige pela adversidade!”

O padre Tomás de Kempis nos recorda que “bom é passarmos algumas vezes por aflições e contrariedades, porque frequentemente fazem o homem refletir, lembrando-lhe que vive no desterro e, portanto, não deve por sua esperança em coisa alguma do mundo. Bom é encontrarmos às vezes contradições, e que de nós façam conceito mau ou pouco favorável, ainda quando nossas obras e intenções sejam boas. Isto ordinariamente nos conduz à humildade e nos preserva da vanglória. Porque, então, mais depressa recorremos ao testemunho interior de Deus, quando de fora somos vilipendiados e desacreditados pelos homens. Por isso, devia o homem firmar-se de tal modo em Deus, que lhe não fosse mais necessário mendigar consolações às criaturas. Assim que o homem de boa vontade está atribulado ou tentado, ou molestado por maus pensamentos, sente logo melhor a necessidade que tem de Deus, sem o qual não pode fazer bem algum. Então se entristece, geme e chora pelas misérias que padece. Então causa-lhe tédio viver mais tempo, e deseja que venha a morte livra-lo do corpo e uni-lo a Cristo. Então compreende também que neste mundo não pode haver perfeita segurança nem paz completa.”

Fonte: Jefferson Roger

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Santo Eliseu



Santo Eliseu foi discípulo e sucessor do profeta Elias e viveu no século IX antes de Cristo. Sua profecia se fez ouvir em Israel, durante os reinados de Ocozias, Jorão, Jeú, Joás e Joacaz. Estava arando o campo quando o profeta Elias o chamou. Acompanhou Elias até o final de sua vida, recebendo dele seu espírito profético, simbolizado por um manto.

Exerceu um papel importante na história de seu povo, tomando parte ativa nos acontecimentos de seu tempo. Foi sem dúvida um grande taumaturgo, uma personalidade forte, influente e de grande habilidade política. Dele diz o Eclesiástico: Tal foi Elias, que foi envolvido num turbilhão. Eliseu ficou repleto do seu espírito; durante sua vida nenhum chefe o pôde abalar, ninguém o pôde subjugar. Nada era muito difícil para ele: até morto profetizou. Em vida fez prodígios; morto, ações maravilhosas (Eclesiástico 48,12ss).

Prece do dia:

Deus, nosso Pai, dai-nos o dom da profecia e tornai-nos anunciadores das vossas promessas. Fazei de nós testemunhas do vosso desígnio de amor neste mundo, cultuador da violência e do ódio.

Os vossos profetas foram homens comprometidos com o seu povo e envolvidos nos acontecimentos de seu tempo. Foram os guardiães da consciência do povo, os vigias das relações sociais e os grandes críticos da ação política dos reis.

Possamos nós também, batizados em nome de Jesus, sacerdote, profeta e rei, ser um povo de profetas, denunciando tudo aquilo que atente contra a dignidade da nossa gente. À luz da vossa palavra, possamos desmascarar os projetos iníquos e desumanos dos poderosos, fazendo respeitar a justiça e restaurar todas as coisas em Cristo, único Deus e Senhor, a quem devemos obediência e louvor.

Fonte: Os Santos de Cada Dia – J.Alves

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Paz e zelo em aproveitar



Muita paz podíamos gozar, se não nos quiséssemos ocupar com os ditos e fatos alheios que não pertencem ao nosso cuidado. Como pode ficar em paz por muito tempo aquele que se intromete em negócios alheios, que busca relações exteriores, que raras vezes e mal se recolhe interiormente? Bem-aventurados os simples, porque hão de ter muita paz”

Por que muitos santos foram tão perfeitos e contemplativos? É que eles procuraram mortificar-se inteiramente em todos os desejos terrenos e assim puderam, no íntimo de seu coração, unir-se a Deus e atender livremente a si mesmos. Nós, porém, nos ocupamos demasiadamente das próprias paixões e cuidados com excesso das coisas transitórias. Raro é vencermos sequer um vício perfeitamente; não nos inflamamos no desejo de progredir cada dia; daí a frieza e tibieza em que ficamos.

Se estivéssemos perfeitamente mortos a nós mesmos e interiormente desimpedidos, poderíamos criar gosto pelas coisas divinas e algo experimentar das doçuras da celeste contemplação. O que principalmente e mais nos impede é o não estarmos ainda livres das nossas paixões e concupiscências, nem nos esforçarmos por trilhar o caminho perfeito dos santos. Basta pequeno contratempo para desalentarmos completamente e voltarmos a procurar consolações humanas.

Se nos esforçássemos por ficar firmes no combate, como soldados valentes, por certo veríamos descer sobre nós o socorro de Deus. Pois ele está sempre pronto a auxiliar os combatentes confiados em sua graça: Aquele que nos proporciona ocasiões de peleja para que logremos a vitória. Se fizermos consistir nosso aproveitamento espiritual tão somente nas observâncias exteriores, nossa devoção será de curta. Metamos, pois o machado à raiz, para que, livre das paixões, goze paz nossa alma.

Se cada ano extirpássemos um só vício, em breve seríamos perfeitos. Mas agora, pelo contrário, muitas vezes experimentamos que éramos melhores, e nossa vida mais pura, no princípio da nossa conversão que depois de muitos anos de profissão. O nosso fervor e aproveitamento deveriam crescer, cada dia; mas, agora, considera-se grande coisa poder alguém conversar parte do primitivo fervor. Se no princípio fizéramos algum esforço, tudo poderíamos, em seguida, fazer com facilidade e gosto.

Custoso é deixar nossos costumes; mais custoso, porém, contrariar a própria vontade. Mas, se não vences obstáculos pequenos e leves, como triunfarás dos maiores? Resiste no princípio a tua inclinação e rompe com o mau costume, para que te não metas pouco a pouco em maiores dificuldades. Oh! Se bem considerasses quanta paz gozarias e quanto prazer darias aos outros, se vivesses bem, de certo cuidarias mais do teu adiantamento espiritual.

Fonte: Tomás de Kempis

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Santo Antonio



Santo é doutor da Igreja. Nasceu na cidade de Lisboa, Portugal, em 1195. Seu nome de batismo era Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo. Frade franciscano, foi contemporâneo de São Francisco de Assis, que o chamava de “o meu bispo”. Foi certamente um dos pregadores itinerantes mais afamados do século XIII. Sua popularidade chegou até o Brasil via Portugal, através dos franciscanos. Em 1550 foi construída em Olinda a primeira capela a ele dedicada, dando origem ao Covento de Santo Antonio do Carmo.

Santo Antonio foi ordenado sacerdote em 1220, no convento de Santa Cruz de Coimbra, dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho. Nesse mesmo ano ingressou na Ordem Franciscana, partindo logo depois para viagem, viu frustrados os seus planos de missionário no meio dos não crentes.

Antes de se dedicar à pregação, foi cozinheiro e levou vida completamente obscura. Percorreu a Europa inteira, combatendo ardorosamente os erros doutrinais de sua época. Em 1229 partiu para Pádua, para o convento de Arcella. Sua pregação alcançará seu ponto mais alto no ano de 1231. Este será também o ano de sua morte. É o padroeiro de Portugal. Sua popularidade advém também do fato de ele ser considerado pela tradição como santo casamenteiro.

Prece do dia:

Eis aqui a cruz do Senhor! Fugi, partes contrárias, venceu o Leão da tribo de Judá e a Raiz de Davi. Aleluia, aleluia. Cristo vence, Cristo reina, Cristo manda com império, Cristo nos defende de todo mal. Cristo Rei veio em paz, o Verbo se encarnou e Deus se fez homem.

Rogai por nós Santo Antonio.

Para que sejamos dignos das promessas de Jesus.

Oremos: Ó Deus, nós vos suplicamos que a festa de Santo Antônio, vosso confessor e doutor, alegre a vossa Igreja para que, fortalecida sempre com os auxílios espirituais, mereça gozar as alegrias eternas. Por Jesus Cristo, amém.

Fonte: Os Santos de Cada Dia – J.Alves

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sexta-feira, 12 de junho de 2020

Velozes aquém do tempo



Nascemos, alguém correu antes disso para a maternidade,

Depois dessa pressa toda, veio a felicidade.

Pois acabou de vir ao mundo alguém, por amor de Deus e sua caridade.

E que não mede esforços para nos mostrar sua verdade.

 

Uma verdade que muitas vezes dói,

Nossos egos ela sempre corroi,

Mas nos convida a conhecer o que nos destrói

Destrói nossa alma, nossas vidas: nos destrói.

 

Nascemos e a contagem regressiva começa,

A mais importante de todas,

Uma contagem que nunca cessa,

Trata-se da morte, condição certa das pessoas.

 

Ela divide nossa realidade em duas partes,

Assim como o antes e depois de Cristo,

Ela nos aguarda em qualquer dos lugares,

Para se despedir quando deixarmos o que é finito.

 

Todavia, a pressa das pessoas continua,

Correm desenfreadamente atrás de muitas coisas,

E a verdade que importa, que é nua e crua,

Fica de lado, Deus fica de lado em prol de outras riquezas.

 

E a pedra preciosa do evangelho, escondida no deserto,

A qual se deveria correr atrás, fica em segundo plano.

Porque dá trabalho buscar o que se crê como incerto,

Quando não se permite que Deus habite os corações ano após ano.


Fonte: Jefferson Roger
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Obediência, sujeição e conversas supérfluas



Grande coisa é viver na obediência, sob a direção de um superior, e não dispor da própria vontade. Muito mais seguro é obedecer que mandar. Muitos obedecem mais por necessidade que por amor: por isso sofrem e facilmente murmuram. Esses não alcançaram a liberdade de espírito, enquanto não se sujeitarem de todo o coração, por amor de Deus. Anda por onde quiseres: não acharás descanso senão na humilde sujeição e obediência ao superior. A imaginação dos lugares e mudanças de lugares a muitos tem iludido.

Verdade é que cada um gosta de seguir seu próprio parecer e mais se inclina àqueles que participam de sua opinião. Entretanto, se Deus está conosco, cumpre-nos, às vezes, renunciar ao nosso parecer por amor da paz. Quem é tão sábio que possa saber tudo completamente? Não confies, pois, demasiadamente em teu próprio juízo; mas atende também, de boa mente, ao dos demais. Se o teu parecer for bom e o deixares, por amor de Deus, para seguires o de outrem, muito lucrarás com isso.

Com efeito, muitas vezes ouvi falar que é mais seguro ouvir e tomar conselho que dá-lo. É bem possível que seja acertado o parecer de cada um: mas não querer ceder aos outros, quando a razão ou circunstâncias o pedem, é sinal de soberba e obstinação.

Evita, quanto puderes, o bulício dos homens, porque muito nos perturbam os negócios mundanos ainda quando tratados com reta intenção; pois bem depressa somos manchados e cativos da vaidade. Quisera eu ter calado muitas vezes e não ter conversado com os homens. Por que razão, porém, nos atraem falas e conversas, se raras vezes voltamos ao silêncio sem dano da consciência? Gostamos tanto de falar, porque prendemos com essas conversações, ser consolados uns pelos outros e desejamos aliviar o coração fatigado por preocupações diversas. E ordinariamente sentimos prazer em falar e pensar, ora nas coisas que muito amamos e desejamos, ora nas que nos contrariam.

Mas, aí! Muitas vezes é em vão e sem proveito, pois essa consolação exterior é muito prejudicial à consolação interior e divina. Cumpre, portanto, vigiar e orar, para que não passe o tempo ociosamente. Se for lícito e oportuno falar, seja de coisas edificantes. O mau costume e o descuido do nosso progresso espiritual concorrem muito para o desenfreamento de nossa língua. Ajudam muito, porém, ao aproveitamento espiritual os devotos colóquios sobre coisas espirituais, mormente quando se associam em Deus pessoas que pensam e sentem do mesmo modo.

Fonte: Tomás de Kempis

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Santa Alice



Chamada também de Adelaide, Aleida ou Alida. Nasceu em Bruxelas, na Bélgica, e viveu no século XIII. A jovem monja cisterciense, logo após a profissão religiosa, contraiu a terrível doença da época: a lepra. Foi segregada e rigorosamente isolada do convívio normal da comunidade. Viveu o resto de sua alma pela provação divina. Encontrou forças na sua fé inabalável em Deus e, por um ano, agonizou trespassada por dores e sofrimentos. Sua espiritualidade fundava-se numa profunda devoção ao Sagrado Coração de Jesus, encontrando ali refúgio e consolo. Morreu no dia 11 de junho de 1250.

Prece do dia:

Deus, nosso Pai, por intercessão de Santa Alice, velai pelos hansenianos do Brasil e do mundo inteiro, frequente e preconceituosamente segregados, sem os recursos mais elementares para o tratamento de sua doença.

A exemplo de Santa Alice, não se deixem abater pelo sofrimento físico, que se agrava ainda mais pelo sofrimento de abandono e pela indiferença da sociedade.

Unidos pelo mesmo sofrimento e pela mesma fé, façam prevalecer sua dignidade de seres humanos e filhos de Deus, perante a sociedade! E com Santa Alice possam exclamar:

Coração de Jesus, Filho do Pai eterno, tende piedade de nós!

Coração de Jesus, formado pelo Espírito Santo no seio da Virgem Mãe, tende piedade de nós!

Coração de Jesus, unido substancialmente ao Verbo de Deus, tende piedade de nós!

Fonte: Os Santos de Cada Dia – J.Alves

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quinta-feira, 11 de junho de 2020

Vã esperança e presunção e excessivas familiaridades



Insensato é quem põe sua esperança nos homens ou nas criaturas. Não te envergonhes de servir a outrem por Jesus Cristo, e ser tido como pobre neste mundo. Não confies em ti mesmo, mas põe em Deus tua esperança. Faze de tua parte o que puderes, e Deus ajudará tua boa vontade. Não confies em tua ciência, nem na sagacidade de qualquer vivente, mas antes na graça de Deus, que ajuda os humildes e abate os presunçosos.

Se tens riquezas não te glories delas, nem dos amigos, por serem poderosos, senão em Deus, que dá tudo, além de tudo, deseja dar-se a si mesmo. Não te desvaneças com a airosidade ou formosura de teu corpo, que com pequena enfermidade se quebrante e se desfigura. Não te orgulhes de tua habilidade ou de teu talento, para que não desagrades a Deus, de quem é todo bem natural que tiveres.

Não te reputes melhor que os outros, para não seres considerado pior por Deus, que conhece tudo que há no homem. Não te ensoberbeças pelas boas obras, porque os juízos dos homens são muito diferentes dos de Deus, a quem não raro desagrada o que aos homens apraz. Se em ti houver algum bem, pensa que ainda melhores são os outros, para assim te conservares na humildade. Nenhum mal te fará se te julgares inferior a todos; muito, porém, se a qualquer pessoa te preferires. De contínua paz goza o humilde; no coração do soberbo, porém, reinam inveja e iras sem conta.

Não abras teu coração a qualquer homem (Eclo 8,22), mas trata de teus negócios com o sábio e temente a Deus. Com moços e estranhos conversa pouco. Não lisonjeies os ricos, nem busques aparecer muito na presença dos potentados. Busca a companhia dos humildes e simples, dos devotos e morigerados, e trata com eles de assuntos edificantes. Não tenhas familiaridade com mulher alguma; mas, em geral, encomenda a Deus todas as que são virtuosas. Procura intimidade com Deus apenas, e seus anjos, e foge de seres conhecido dos homens.

Caridade se deve ter para com todos; mas não convém ter com todos familiaridade. Sucede, frequentemente, gozar de boa reputação pessoa desconhecida que, na sua presença, desagrada aos olhos dos que veem. Julgamos, às vezes, agradar aos outros com a nossa intimidade, mas antes os aborrecemos com os defeitos que em nós vão descobrindo.

Fonte: Tomás de Kempis

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São Barnabé



Era natural da ilha de Chipre. Como São Paulo apóstolo, foi discípulo de Gamaliel: “José, a quem os apóstolos haviam dado o cognome de Barnabé, que quer dizer ‘filho da consolação’, era um levita originário de Chipre. Sendo proprietário de um campo, vendeu-o e trouxe o dinheiro, depositando-o aos pés dos apóstolos! – Atos 4,36-37.

Foi São Barnabé quem convenceu a comunidade de Jerusalém a receber o temível perseguidor dos cristãos, Paulo de Tarso, como discípulo, levando-o como colaborador seu à Antioquia para anunciar o evangelho aos gentios ainda não convertidos à fé cristã. Paulo, Barnabé e João Marcos, seu primo, partiram, então, para Chipre, Perge, Antioquia da Pisídia e cidades da Licaônia. Barnabé participou do Concílio de Jerusalém. Desentendeu-se com Paulo e dele se separou, tomando rumo diferente.

Prece do dia:

Do apóstolo companheiro, grande auxílio em seu labor, sobe a ti, do mundo inteiro, nossa súplica e louvor.

Boa nova anunciaram os arautos do Senhor: pela terra ressoaram a verdade, a paz, o amor.

Pelo céu foste escolhido, Deus te deu igual missão: eis-te aos doze reunido, tendo Lucas por irmão.

Que as palavras esparzidas, dando seus frutos de luz, sejam todas recolhidas, nos celeiros de Jesus.

Com os apóstolos sentado, julgarás todo mortal; cubra então nosso pecado teu clarão celestial.

À Trindade celebremos, e peçamos que nos céus com os apóstolos cantemos o louvor do único Deus.

Fonte: Os Santos de Cada Dia – J.Alves

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quarta-feira, 10 de junho de 2020

O aperitivo e o grande retiro espiritual



Para os marianos que acompanham a permissão dada por Deus para que a Virgem Maria aparecesse ao longo de toda a história da humanidade, uma coisa fica muito clara: cerca de 95% de suas aparições tratam de questões espirituais e outros 5% de questões práticas. E por quê? Simples; porque o intuito da Mãe de Deus é preparar a humanidade para o céu. Uma mãe como ela, que se importa com a salvação das almas que seu filho Jesus concedeu antes de morrer não poderia medir esforços para que cada um abrisse seus olhos e se voltasse para aquele que é caminho, verdade e vida. Não vamos chegar ao céu se não nos unirmos ao Cristo e não vivermos uma vida que agrade a Deus.

Podemos aferir, que em tempos como os que vivemos, os séculos de ofensas a Santíssima Trindade, demonstram uma necessidade de reparação. A Virgem Maria já disse em suas aparições: “parem de ofender meu filho Jesus que já está muito ofendido”. O povo faz pouco caso e agora desce do céu, esta pequena amostra, este pequeno aperitivo de como serão as grandes tribulações previstas biblicamente. Ao cristão atento, certamente está a recordar que Jesus disse que o que passamos “é o princípio das dores”. O mais apegados às coisas que passam estão sofrendo mais, os mais apegados a Deus estão felizes por viverem na sua graça.

Isolados mundialmente, muitas famílias ao redor do globo, bem no período da quaresma, foram obrigadas a fazer um retiro “forçado”. Momento concedido por Deus para que sejam revistas às histórias de cada um e a relação delas com Deus e com o próximo. O cristão sabe que esse mundo iria passar mesmo, sabe que a morte iria chegar mesmo, não é novidade alguma. Quem sabe, quando muito, é uma surpresa que o acomete e se vê então como as virgens imprudentes do evangelho. Jesus disse que não sabemos a hora. Esta pandemia poderia ser o dilúvio do antigo testamento que acontece em nossa época, para que renasça disso tudo uma humanidade mais voltada para Deus.

Deus, isso mesmo: Deus; quem manda nisso tudo e submete os que creem e os que não creem. Conquistar o mundo inteiro se vier a perder a sua alma não adianta nada, nos ensinou Jesus. Como é bom viver um dia inteiro com Deus, feliz por um passado reconciliado com ele e ansioso por uma eternidade ao seu lado. Se a dor vier, o sofrimento vier, as misérias e penitência enviadas por ele por amor a cada um, tudo, são remédios celestes.

A humanidade cristã sempre acreditou no que vem a seguir na eternidade; vive para esse fim. Quanto mais distante desse propósito, mais a escravidão do mundo (revelada por sua fragilidade perante o braço poderoso da justiça divina) sufoca e afoga aqueles que viviam mais apegados as coisas da carne do que do espírito. Disse-nos Jesus em João 7,7 – “O mundo odeia-me porque eu testemunho contra ele que suas obras são más”.

João 16,20;33 – “Em verdade, em verdade vos digo: haveis de lamentar e chorar, mas o mundo se há de alegrar. E haveis de estar tristes, mas a vossa tristeza se há de transformar em alegria. Referi-vos essas coisas para que tenhais a paz em mim. No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo”.

Gálatas 6,7-8 – “Não vos enganeis: de Deus não se zomba. O que o homem semeia, isso mesmo colherá. Quem semeia na carne, da carne colherá a corrupção; quem semeia no Espírito, do Espírito colherá a vida eterna”.

Fonte: Jefferson Roger

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