segunda-feira, 6 de abril de 2020

Um leão por dia

Provérbios 21,29-31 – “O ímpio aparenta um ar firme; o homem correto consolida seu proceder. Nem a sabedoria, nem prudência, nem conselho podem prevalecer contra o Senhor. Prepara-se o cavalo para o dia da batalha, mas é do senhor que depende a vitória.” Como vemos, temos a nossa parte a fazer, a nossa colaboração no projeto salvífico de Deus. Como não somos desprovidos da inteligência compreendemos que nessa etapa de nossas vidas temos um papel a cumprir.

Qualquer pessoa já sentiu isso na pele; ficar com os braços cruzados esperando as coisas caírem do céu, como se diz no ditado popular, não leva a nada. Filipenses 2,12 – “trabalhai na vossa salvação com temor e tremor”. No que consiste isso? Nesta selva de pedra em que vivemos fala-se que os apuros da vida podem ser comparados ao caçador que derrota sua presa (inimigo) diariamente. O apelidado rei da selva, o leão, é metaforizado para a realidade humana de nosso cotidiano para ilustrar a tarefa diária e árdua que é viver.

E a coisa se agrava ainda mais quando queremos levar adiante o projeto de salvação de Deus para nossas vidas. A partir desse ponto começamos a cuidar de nossa parte física e espiritual e vamos percebendo na pele que é uma batalha duríssima. Não é de se estranhar que muitos vão caindo pelo caminho, passando para o outro lado, porque deixaram de contar com o apoio dos céus.

Mateus 7,13-14 – “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduzem à perdição e numerosos são os que por aí entram. Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho da vida e raros são os que o encontram.” Lucas 13,24 – “Procurai entrar pela porta estreita; porque, digo-vos, muitos procurarão entrar e não o conseguirão.” João 15,5 – “sem mim nada podeis fazer.” Então, vale o alerta contido em Efésios 6,12 – “Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares.” Sempre será um leão por dia porque “o céu é conquistado à força e são os violentos que o conquistam” – Mateus 12,12.


Fonte: Jefferson Roger
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Batalhas microscópicas

Vez por outra nos deparamos com aquelas pessoas arrogantes, com uma atitude de nariz empinado, acham-se as donas da verdade. Seguras de si, super egoístas, sem necessidade de ajuda alguma. Imaginam que fazem parte de uma raça diferente da raça humana ou, no mínimo, uma casta superior, uma elite diferenciada que veio a este mundo para sobrepujar o seu semelhante.

Na verdade o semelhante é tido como algo indesejável, alguém cujo valor pertence a uma escala bem diferente da escala que eles auferem a si próprios. É como se fossem criaturas inicialmente criadas superiores. Que falta de coerência e inteligência. Confundem-se no que pensam de si; seres superiores são os anjos, criados do fogo e do Espírito de Deus. Os humanos, inferiores a eles (os anjos) são considerados por Deus todos sem distinção. Ou alguém acha que Deus criou o ser humano tipo A, depois o tipo B, depois um mais simples denominado tipo C. E para cada um foi atribuído um pacote de funcionalidades?

Tenha paciência viu, lemos nas escrituras que Deus não faz distinção de pessoas. E para recordar de vez em quando que as coisas são assim mesmo, ele conta com infinitas formas de lembrar os homens dessa verdade. Um exemplo disso são as doenças ocasionadas por vírus e bactérias. Quando contraídas, as doenças de cunho mortal, ou até nem tanto assim, toda aquela “fortaleza” autointitulada impenetrável, acima do bem e do mal, é derrubada como o gigante Golias pelo pequenino Davi.

Acamados, quem sabe gravemente ou terminalmente, somos vencidos por seres que não vemos a olho nu. De que adiantou a soberba? As más atitudes? Tudo é posto de joelhos; prostrados ao chão resta ao enfermo, ou revoltar-se contra Deus e o mundo, ou converter-se pela dor e encarar sua miséria humana e constante dependência de Deus.

Tiago 4,8-10 – “Aproximai-vos de Deus, e ele se aproximará de vós. Lavai as mãos, pecadores, e purificai os vossos corações, ó homens de dupla atitude. Reconhecei a vossa miséria, afligi-vos e chorai. Converta-se o vosso riso em pranto e a vossa alegria em tristeza. Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará.”


Fonte: Jefferson Roger
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domingo, 5 de abril de 2020

A comunhão com Deus

Comum união, união em comum e por fim comunhão. Isso é o que significa. É querermos uma união com Deus que seja constante ao ponto de ser comum em nossas vidas. Precisamos fazer dele uma presença incessante em nosso caminhar. Assim como é comum durante o dia praticarmos muitas atividades, como nos alimentarmos, cuidarmos da higiene do corpo, estudarmos e trabalharmos, já que somos um composto de corpo e alma, também precisamos ater-nos aos cuidados do nosso espírito.

Assim como não faz sentido dentro de uma família, dentro de sua casa, membros que vivem ali não partilharem suas vidas, da mesma forma não existe sentido em praticar uma religião que não promove a união com Deus. Religião vem do latim “religare”, que consiste em atividade realizada para religar a pessoa a Deus. Ora, não é possível ligar-se a algo sem união com esse algo.

Se a religião for um exercício de ritos e práticas que não transformam a pessoa a partir de seu coração é mais do que certo que nenhuma união íntima com Deus irá acontecer. Ele então não passará de um “velhote” desmancha prazeres que me oferece um céu por conta de uma imensa lista de proibições e sofrimentos pelos quais devo passar caso queira morar eternamente nessa gloria celestial.

Baita sacanagem pensam alguns, como pode dizer que dele que “é amor” e ainda assim existir a realidade da condenação eterna? Que confuso, se ama tanto seus filhos e herdeiros pela graça do batismo como pode por ato culposo e intencional da pessoa ele decretar a danação eterna? Pois é, é assim mesmo! O imenso amor dele exige uma resposta de cada um na mesma grandeza que ele nos capacita. O céu, morada dos santos, aguarda membros da igreja de Cristo, membros de uma verdadeira elite, que aceitou o evangelho e os mandatos divinos e quis para si uma plena comunhão com Deus não importando o que se precise viver por causa dela.


Fonte: Jefferson Roger
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O significado do domingo de ramos

De imediato vamos logo colocando que o significado deste dia, distante da páscoa uma semana, é relembrar o evangelho de Lucas, no qual conta a chegada de Jesus a Jerusalém. Depois dos 40 dias de deserto, Cristo volta à sua cidade montado em um burrico e é saudado pelo povo com ramos nas mãos. Ademais, o verdadeiro sentido dos ramos em nossas casas é lembrar que Jesus é nosso rei e que devemos sempre dar-lhes as boas-vindas em nosso lar.

Fora isso as crendices populares contam as mais diversas serventias para os ramos bentos, como “acalmar tempestades”, “fazer chá para dor de barriga e cólica de criança”, “colocar-se na janela para diminuir ventanias” e assim por diante. Todavia o caso não é esse, quando abençoados na celebração eles possuem outro papel.

Conforme esclarece o catecismo da igreja católica em seu número 1667, os ramos são “elevados” à categoria de sacramentais e por essa razão obtêm-se benefícios principalmente de ordem espiritual. Sabe-se também que os ramos abençoados do ano anterior são queimados para a produção de cinzas utilizadas na quarta-feira que imediatamente antecede o início da quaresma.

Desta forma, ficando bem compreendido no que a fé se baseia por ocasião desta celebração, o seu significado nos recorda que por cada um de nós, Jesus adentrou em sua terra natal para sofrer seus últimos momentos e definitivamente nos reabrir a porta do céu. Em sua atitude redentora sofreu o que sofreu pelos pecados de todos, pagou a dívida impagável pela nossa natureza. Os inimigos acharam que o venceram ao mata-lo; não sabiam que essa era a morte mais vivificante de toda a história da humanidade. Ao olharmos para nossos ramos em nossas casas devemos recordar isso: o início de sua caminhada final (a reta final) que nosso Salvador começava a trilhar pelo bem de todos que desejam um dia estar nos céus.


Fonte: Jefferson Roger
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sábado, 4 de abril de 2020

Nossa fé pelas obras

No capítulo dois do livro de São Tiago recebemos o ensinamento muito claro de que as atitudes são movidas a partir do que existe no coração. A fé se instala no coração e oferece ao intelecto a razão para mover as atitudes, descritas na bíblia como obras. E como são importantes.

“De que aproveitará, irmãos, a alguém dizer que tem fé, se não tiver obras? Acaso esta fé poderá salvá-lo? A fé se não tiver obras, é morta em si mesma. Assim como o corpo sem a alma é morto, assim também a fé sem obras é morta.” Ademais, está muito claro que só crer não basta, pois até os demônios creem.

Jesus disse em Apocalipse 22,12 – “Eis que venho em breve, e a minha recompensa está comigo, para dar a cada um conforme as suas OBRAS.”

Mateus 5,13-16 – “Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa. Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas OBRAS e glorifiquem vosso Pai que está nos céus.

No entanto, como somos “livres” para escolher, podemos escolher o bem ou o mal e praticar as obras correspondentes ao lado escolhido. A consequência é puramente pessoal: Mateus 25,46 – “E estes [os ímpios] irão para o castigo eterno, e os justos, para a vida eterna.”


Fonte: Jefferson Roger
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A confiança em Deus

“Quem não vive o que crê, termina crendo o que vive”. Se a pessoa tem uma relação apenas intelectual com a palavra de Deus, não colocando em prática terminará gerando para si alguns problemas relacionados à fé. A pessoa quer ter paz e esquece que a paz possui duas opções: a paz que o mundo dá e a paz que Jesus dá. São bem diferentes, pois apenas uma delas conforta. Ademais, Jesus nos ensina que não devemos nos perturbar na vida, ela é dura mesmo e sempre será. Não é possível viver sem ausência de problemas, dificuldades e tribulações.

João 14,1 – “Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim.” João 14,27 – “Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como o mundo a dá. Não se perturbe o vosso coração, nem se atemorize!” Alguns poderiam cair na tentação de pensar: para Jesus é fácil falar, ele está do outro lado da situação, ele já é do céu, nossa ida para lá ainda esbarra em alguns fatores.

É uma balança: mais fé em Jesus mais paz no coração, menos fé em Jesus implica em buscar freneticamente a paz do mundo, que se traduz no ter, querer e poder, vertentes perigosamente contrárias aos mandatos divinos caso Deus seja tirado do primeiro lugar de nossas vidas. Por isso, sabiamente a bíblia diz que Atos 5,29 – “importa antes obedecer a Deus do que aos homens”. Deus nos manda fazermos algo e os homens nos mandam fazer algo que vai contra o que Deus manda ou quer. E aí?

Jesus claramente disse que quem crê e for batizado será salvo e disse que para se salvar é preciso seguir os mandamentos. Baseado nas palavras do verbo encarnado de Deus, seguramente o povo de Deus pode viver essa paz de Jesus. Se por impedimento não culposo o fiel está proibido de ascender aos sacramentos deve se consolar nas palavras de Jesus. Ele disse que ninguém vai ao pai senão por ele. Jesus ensinou o exame de consciência, ensinou como pedir perdão, ensinou o comportamento cristão. As portas da igreja foram fechadas por mãos humanas? Vamos repetir: João 14,1 – “Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim.”

Mateus 10,22 – “aquele que perseverar até o fim será salvo.


Fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 3 de abril de 2020

Nossa Senhora se manifesta

Em todos os tempos a humanidade pôde contar com a intercessão da Virgem Maria em sua caminhada rumo ao céu. Exatamente como as mães terrenas, que sempre se doam aos seus filhos, pensando primeiramente no bem deles, a mãe de Jesus auxilia aos que a procuram pedindo por seu auxílio maternal.

Sabemos claramente através das escrituras que Jesus é o único mediador entre Deus e os homens. João 14-6 – “Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vai ao pai senão por mim.” Isso é primordial o cristão saber. Deus colocou uma ordem em tudo. Por causa dessa ordem sabemos que, diretamente a salvação vem do filho – chama-o a bíblia de salvador do mundo – ele, não sua mãe, algum santo ou santa.

Todavia, de forma indireta, ela nos ajuda, reza por nós, nos auxilia a nos conformar ao que seu filho pede de cada um. Vamos a Jesus por Maria e a Deus por Jesus. Não existe equívoco em contar com essa graça concedida por Deus: é um algo a mais em nossa caminhada rumo ao céu. Ela se faz presente como mãe amorosa exercendo seu papel nas famílias. As mães em nossos lares não são assim? Olhemos para elas, o quanto se esmeram em suas tarefas de casa, cuidados com os membros da família, algumas ainda trabalham fora e cuidam de seus pais idosos. Fazem tudo pelos outros, não querem nada para si. Seguem o exemplo da Virgem Maria.

Em tempos atuais não é diferente; igrejas fechadas não afastam as pessoas de Deus, mais do que nunca o hábito antigo das igrejas familiares pode, mais do que nunca vamos repetir, ser retomado com grande vigor. E prova disso é que em alguns lugares do mundo ocorreu de forma bastante singela a manifestação de Nossa Senhora durante a oração em família. A vela que tinha sido acesa para acompanhar o momento orante aos poucos foi queimando e tomando a forma da Virgem Maria, sinal claro de que ela, assim como Jesus garantiu em seu evangelho, está presente também nesses momentos difíceis.

Cada um é livre para contar com sua assistência ou seguro de si o suficiente para deixa-la de lado. No final das contas, na presença do justo juiz, o acerto de contas é pessoal e podendo fazer-se requerente de sua mão carinhosa, se escolhemos coloca-la à margem de nossas vidas, sem dúvida, podemos mensurar que é possível que seu filho Jesus queira saber o motivo. Uma pessoa que quer nosso bem, nossa salvação, quer que amemos Jesus, quer que sigamos os mandamentos, o evangelho, a palavra de Deus, enfim, uma pessoa assim, disposta a nos ajudar, nos ensinar como fazer para sermos imitadores do Cristo, nos parece ser uma grande dádiva. Muitas pessoas no decorrer de nossas vidas nos são caras, elas contribuem de formas que marcam nossas vidas. No entanto, Maria não quer pouca coisa para nós, ela nos quer no céu, junto da Santíssima Trindade e se entristece quando as pessoas não entendem isso ou a colocam no lugar de Deus, cometendo o grave erro da idolatria.


Fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 2 de abril de 2020

Cuidado com a veneração

Nossa Senhora em toda a história de suas aparições nunca disse: rezem que eu darei – palavras da vidente Mirjana de Medjugorje – ela sempre disse: “rezem que eu pedirei ao meu filho por vocês”. E não é o que todo mundo faz aqui na terra? Não pedimos uns pelos outros a Deus? A Jesus?

Tiago 5,16 – “Confessai os vossos pecados uns aos outros, e ORAI uns pelos outros para serdes curados. A oração do justo tem grande eficácia.” Ora, aqui em vida todos intercedemos uns pelos outros, pedimos a Deus uns pelos outros. São Paulo diz em suas cartas que nada nos separará do amor de Cristo. Continuamos, portanto, a pedir uns pelos outros, quando saímos da igreja peregrina (estando vivos) e passamos para a condição da igreja triunfante (junto de Deus). Não esquecendo também que pedimos pela igreja padecente (as almas do purgatório).

Como vemos, é bíblico o fato de pedir que alguém interceda por nós. Já não lhe disseram alguma vez “reze por mim”? Ou reze pelo “fulano”? Possivelmente sim! É o que fazemos também quando nos dirigimos aos santos e santas de Deus, a Jesus e a Virgem Maria. Quando rezamos aos santos sempre dizemos “rogai por nós”, pois é o que eles podem fazer: pedir (interceder) por nós. Quando rezamos para a Virgem Maria sempre dizemos: “rogai por nós pecadores”, pois esse é o papel dela. Se nos dirigimos ao Cristo já dizemos outra coisa: “Senhor, tende piedade de nós”.

O católico não deve agir com estupidez imaginando que uma imagem de gesso, papel ou madeira seja capaz de lhe conceder o que ele pede em oração. Nada disso! Elas representam para os católicos alguém que viveu o projeto de Deus, que é respeitado e admirado pela vida que levou seguindo os mandatos divinos e o evangelho. Assim como tratamos com respeito a foto de um ente querido, colocar uma imagem em destaque na casa é um gesto de fé, para recordarmos o que essa pessoa viveu, como viveu (imitando a Jesus – Efésios 5,1, 1ª Coríntios 11,1) e temos uma atitude de devoção, querendo imitar seu modo de vida.

Todavia, existem também católicos supersticiosos que atribuem um poder mágico às imagens dos santos. Tratam a imagem como se fosse o próprio santo, como uma espécie de amuleto, que garante por si mesmo proteção e felicidade, enquanto que as imagens nos levam a refletir sobre pessoas que centram suas vidas em Deus. Por isso, o culto das imagens, aprovado pela Igreja, longe de cair na aberração da Idolatria, ajuda o cristão a crescer na sua fé no Deus de Jesus Cristo. É claro que só Cristo nos salva, como nos ensina a Bíblia. Para a Igreja católica, não são os santos que nos concedem as graças que pedimos a eles.


Fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 1 de abril de 2020

Jesus concordaria com o atual magistério da igreja?

Todo bom católico que conhece um pouco sobre sua religião (vejam bem – um pouco) irá perceber claramente que a resposta para a pergunta do artigo certamente é não. O motivo é muito simples e pode, infelizmente, ser atestado por pessoas não religiosas bastando simples comprovação histórica e lógica. Vamos a alguns fatos. Nos dias de hoje o que a igreja ensina é muito diferente do que ensinava em seus primórdios. A igreja está corrompida, maus padres, escândalos sexuais, heresias. Paulo VI já tinha alertado sobre a fumaça de Satanás que havia infestado a igreja; não poderia estar mais certo. Em alguns pontos ela quer seguir a tradição (porque lhe convém), em outros quer ser moderna e viver sob seu magistério atualizado. Está envenenada há tempos e por causa de seus erros do passado hoje existem muitas denominações religiosas. Cada vez mais o que se vê são elementos do mundo misturando-se aos elementos sagrados. Quando alguém imaginaria no passado comungar na mão? Bater palmas na santa missa? Fazer todas aquelas danças durante o santo sacrifício incruento? Ver padres que mais parecem uns “galinhas”, pois não se comportam conforme suas obrigações de estado? Padres que ao invés de celebrarem os sacramentos, dançam, cantam, rebolam, tocam músicas? Nem se dão ao trabalho de distribuírem a comunhão, ficam confortavelmente sentados enquanto os ministros extraordinários – que de extraordinários não têm nada – ficam atendendo o povo; tudo para agilizar a celebração. A igreja diz em seu magistério que só a interpretação que ela faz das sagradas escrituras é a verdadeira e oficial. Alega que com essa prática os fiéis estão preservados de incorrer em interpretações errôneas que podem prejudica-los e com isso a salvação de suas almas. Até aí tudo bem, podemos dizer que é uma boa intenção. Porém, quando fazem algo pela intelectualidade afastando-se do que Deus prescreve, como fica o seu infalível magistério? Fica maculado, manchado, ou como o Papa Paulo VI disse: infestado com a fumaça de Satanás. Já podemos então compreender “porque na escalada de valores do cristão” a igreja sempre veio em último lugar. Não deve ser abandonada, ela, constituída de pecadores, aqui todos estão incluídos, foi instituída por nosso Senhor Jesus Cristo. Quer um fundador mais santo que esse? Não precisa não é mesmo! Todavia Deus nos ensina que “maldito o homem que confia em outro homem”. Atos 5,29 – “importa antes obedecer a Deus do que aos homens.” O céu pertence a ele e é seguindo o que ele manda que iremos terminar em eu paraíso! Fonte: Jefferson Roger
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Tem que ser “em nome de Jesus”

Jesus disse: não se enganem com o fermento dos fariseus. Mateus 12,14 – “Os fariseus saíram dali e deliberaram sobre os meios de o matar (matar Jesus Cristo).” Pois é, não são flor que se cheire. E também os chama de hipócritas e sobre eles então também diz: Mateus 6,2-6 – “Quando, pois, dás esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. Quando deres esmola, que tua mão esquerda não saiba o que fez a direita. Assim, a tua esmola se fará em segredo; e teu Pai, que vê o escondido, recompensar-te-á. Quando orardes, não façais como os hipócritas, que gostam de orar de pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á.”

E para encerrar a conversa lemos em Efésios 5,1 e 1ª Coríntios 11,1 que devemos imitar Jesus (e não os fariseus). Na raiz de todos os pecados, o pecado da soberba move a pessoa em completa direção oposta de onde se encontra Deus, o propósito final de todo cristão. Infelizmente, muitas pessoas que se dizem cristãs fazem muitas coisas dizendo que o fazem “em nome de Jesus”.

Que horror e que pesar, fazem verdadeiras barbaridades e ainda dizem que possuem uma procuração dada pelo Cristo com plenos poderes para exercerem aquilo que pensam estar certo. No entanto, fazer algo em nome de Jesus é possível sim, a bíblia atesta em Atos dos Apóstolos alguns de seus feitos sob essa afirmação: em nome de Jesus. O católico não é muito habituado a isso, já os evangélicos utilizam mais a expressão.

Vejamos, em certa ocasião os apóstolos foram presos por pregarem o evangelho: Atos 5,28-29 – “Expressamente vos ordenamos que não ensinásseis nesse nome [de Jesus Cristo]. Não obstante isso, tendes enchido Jerusalém de vossa doutrina! Quereis fazer recair sobre nós o sangue deste homem! Pedro e os apóstolos replicaram: Importa obedecer antes a Deus do que aos homens.” Mais adiante... Atos 5,40-42 – “Chamaram os apóstolos e mandaram açoitá-los. Ordenaram-lhes então que não pregassem mais em nome de Jesus, e os soltaram. Eles saíram da sala do Grande Conselho, cheios de alegria, por terem sido achados dignos de sofrer afrontas pelo nome de Jesus. E todos os dias não cessavam de ensinar e de pregar o Evangelho de Jesus Cristo no templo e pelas casas.”


Fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 31 de março de 2020

Lido muito a bíblia?

Se sim, maravilha! É o que Deus quer de cada um. Se não, poderias cogitar começar a fazê-lo. Afinal, é para teu bem e bem dos que amas que o farás. Veja bem o seguinte exemplo: se você começasse a ler a bíblia uma hora por dia, começando no dia primeiro de maio, quando chegasse no dia dezessete de outubro você teria terminado de lê-la, sem correrias. Basta dar a ela o nível de importância que ela pode te proporcionar em sua vida.

Vejamos, por dia as pessoas passam muitas horas “navegando” pela internet em suas redes sociais. É muito, mas muito fácil mesmo gastar um tempo desses nas mídias sociais ou na Netflix. Convenhamos, é fácil mesmo; ou então aquela passeada pelo shopping para olhar vitrines, entrar em algumas lojas, quem sabe comprar algo não estritamente necessário e por fim terminar o passeio na praça de alimentação.

Ora, nada de errado em se fazer essas coisas, o erro não está em fazê-las, o erro está na prioridade destinada para isso. É sempre a questão dos mandamentos de Deus: “amar a Deus sobre todas as coisas com todo teu coração, alma e entendimento”. Jesus nos disse que tudo brota do coração, por isso se Deus não mora no coração totalmente e tem que dividir espaço com outros apegos nossos, fica difícil nos convencermos de que precisamos tomar conhecimento de sua palavra.

Ademais, não basta apenas ler de forma intelectual. Pois, é preciso o auxílio do Espírito Santo, já que foi ele o promotor das santas palavras. 2ª Pedro 1,20-21 – “Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal. Porque jamais uma profecia foi proferida por efeito de uma vontade humana. Homens inspirados pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus.”

E também justamente por isso é que necessitamos dos dons do Espírito Santo, como o dom da ciência, inteligência e sabedoria. Precisamos na dúvida pedir ajuda a Deus para compreender sua palavra e o que ele quer de nós. Ou algum aluno tira suas dúvidas de matemática com o professor de geografia? Evidente que não! Pois por acharem que podem interpretar a bíblia ao seu modo de ver as coisas (e alguns ainda alegando que foram inspirados pelo Espírito Santo e que a verdade está na sua igreja – nem é mais a igreja de Jesus Cristo – Mateus 16,18) saem por aí criando novas denominações (seitas) religiosas.

2ª Timóteo 3,16-17 – “Toda a Escritura [e não somente ela] é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra.


Fonte: Jefferson Roger
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Fecharam as portas da igreja

Por mais que insistam que é uma medida preventiva contra as aglomerações a fim de facilitar o contágio da atual pandemia intitulada coronavirus, no entanto, muitos serviços tidos e ditos como essenciais, continuam funcionando. As autoridades devem pensar assim: que o povo reze em casa, já não faziam assim nos primórdios do cristianismo? Que retomem suas práticas. De fato é isso mesmo, a bíblia nos conta sobre os primeiros passos da igreja de Cristo. Aprendemos mais tarde que por falta de espaço construíram-se templos para abrigar melhor as pessoas que se reuniam semanalmente para a leitura da palavra e a comunhão com Deus. Em tempos atuais a coisa é um pouco diferente: Você pode ir ao mercado, mas não pode ir à igreja; Você pode ir abastecer seu carro, mas não pode ir à igreja; Você pode utilizar o transporte coletivo, mas não pode ir à igreja. Enfim, podemos ainda fazer muitas coisas e irmos a muitos lugares. Muitas medidas preventivas estão sendo tomadas, mas e a igreja? Tão facilmente fechou as portas? Não é estranho povo de Deus! Estamos agora remetidos mais uma vez àquele verso da música que diz: “o povo de Deus, no deserto andava...” Voltamos ao deserto, lugar clássico de combate entre o bem e o mal, local onde Jesus depois de jejuar foi tentado pelo demônio. Aqui estamos nós, só nós e Deus, pois os dirigentes sucedidos apostolicamente não são verdadeiros imitadores do Cristo (Efésios 5,1 – 1ª Coríntios 11,1). Demonstram com suas atitudes que sacramentos não são essenciais, tão pouco a santa missa celebrada publicamente. Repetimos, você ainda pode ir ao hipermercado, que tem estado lotado, pois muitos não estão trabalhando, e faz suas compras em meio a muitas medidas de prevenção. Pessoal, aqui em moro parabenizo a rede de mercados Super Muffato. O cuidado de suas unidades é de muito esmero e atenção aos detalhes. Se a igreja católica adotasse metade dos cuidados que o dono da rede adotou, todos estariam assistindo a santa missa e tendo acesso aos sacramentos. Porém, há de se questionar. Parece que Jesus deixou de ser o médico do corpo e da alma, parece que se estamos com ele alguém pode ser contra nós. A miséria humana e sua condição pecadora imbuída em cada ser humano e, infelizmente, nas hierarquias católicas, não é capaz de demonstrar sua fé pelas obras, como lemos na carta de São Tiago. Demonstram sim, uma sabedoria terrestre, descrita como diabólica: Tiago 3,15 – “Esta não é a sabedoria que vem do alto, mas é uma sabedoria terrena, humana, diabólica.” Lemos na bíblia, mui acertadamente que “maldito é o homem que confia em outro homem”, por isso devemos colocar toda nossa confiança em Deus, porque os homens... Fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 30 de março de 2020

Todo Esforço não é Inútil

Nós sabemos por experiência própria que muitos aspectos de nossas vidas requerem uma dose de dedicação e empenho para que alguma coisa ou algo venha a contento. Quanto mais dedicação de nossa parte, quanto mais empenho colocamos naquilo que queremos realizar, agindo dessa maneira estamos elevando a possibilidade de sucesso nesta empreitada. Mas, ao analisarmos com um pouco de cuidado a questão podemos refletir com cautela no que implica este zelo pelas coisas.

Na área da informática, para ilustrar com um pequeno exemplo, se diz que existem dois tipos de equipamento denominado “servidor”. Um, é o servidor não dedicado, que desempenha seu papel, mas, além disso, executa outras atividades em paralelo. O outro, é o servidor dedicado, que como o nome bem sugere, é o servidor que executa só e exclusivamente as atividades a ele designadas. Tanto um quanto o outro são plenamente capazes de exercer aquilo para o qual o seu propósito os criou mas, é fácil de se perceber, que um deles requer um maior esforço, porque além das suas funções executa atividades paralelas.

Assim somos nós. Podemos nos dedicar exclusivamente à alguma coisa ou não. O sucesso daquilo que fazemos depende de quão importante aquilo é para nós ao ponto de colocarmos maior ou menor empenho em nossa dedicação. Entretanto, as pulgas que estão atrás da orelha, podem agora dar o ar da graça. Muitos que agora leem já estão possivelmente pensando: “Na prática não é bem assim”.

Pois bem, vamos de sagradas escrituras para continuarmos a conversa. Livro dos Provérbios 14,23 – “Para todo esforço há fruto, muito palavrório só produz penúria”. E como podemos ver caro leitor, já que o Espírito Santo é o autor da bíblia e consequentemente não mente, as escrituras sagradas são claras. Nenhum esforço ficará sem produzir o seu resultado. Aqui chegamos ao ápice da questão. O problema, o enigma, o detalhe que escapa a muitos, e agora começo a falar com um olhar sobrenatural sobre todas as coisas, reside no fato de que, como diz a escritura, temos olhos e não vemos, ouvidos e não ouvimos. No que consiste? Consiste no tempo e na regra de Deus. Se ele não nos dá a resposta que queremos, o seu não e o seu espere um pouco que estou te preparando algo melhor para você, nos soa como um nada. Nos esforçamos para conseguir alguma coisa, mas se não nos convém, pois nem sabemos o que pedir (Romanos 8,26), fica então parecendo que não somos atendidos pelo então Deus desmancha prazer e castigador.

Como a bíblia diz que todo esforço produz fruto, quando nosso esforço parece inútil é porque ele produziu aquilo que Deus quer e não o que nós queremos porque, vamos recordar? – Deus nos dá o que precisamos e não o que queremos. Somos por adoção, seus filhos e não crianças mimadas e birrentas. Do contrário, se ficarmos insistindo na lavagem dos porcos (Lucas 15,11-32) iremos nos manter afastados do pai misericordioso que faz festa e se alegra com a nossa conversão.

Para que todo esforço seja por nós considerado inútil, precisamos encarar as coisas com um olhar mundano. Lembremos, a oração feita na tribulação tem maior valor do que aquela feita na consolação (Livro de Tobias – Tobit e Sara). Inútil é, como diz o ditado popular, ficar dando murro em ponta de faca. Precisamos sim, deixar que Deus nos oriente no silêncio de nosso coração, para compreendermos pela luz do Espírito Santo, onde se encontram os degraus de nossa caminhada para que possamos sim, galgarmos um a um, sem tirar a mão do arado. Ou damos murro em ponta de faca ou somos água mole em pedra dura, que não desistimos de seguir Jesus. Mateus 10,22 – “aquele que perseverar até o fim será salvo”.


fonte: Jefferson Roger
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O costume de pecar

Na história da humanidade bem sabemos que vários acontecimentos e atividades desempenhadas pelas pessoas, por terem seu caráter de continuidade, tornavam-se e ainda tornam, um hábito no cotidiano das pessoas. Este hábito vira costume e vira costume porque as pessoas ficam acostumadas, habituadas com determinada situação, acontecimento ou o que quer que o valha. Pois bem, o costume também pode nos remeter a rotina. Aquilo que costumeiramente acontece em nossas vidas acaba por se tornar uma rotina. Rotina também nos remete a uma sequência de bons procederes que precisamos fazer para que alguma coisa saia conforme a necessidade exige.

Mas, o que acontece quando nos deixamos dominar pelos desejos do corpo? O ser humano, que é um campo de batalha, um composto de corpo e alma, luta diariamente para manter o espírito ligado as coisas do espírito e afastado das coisas do mundo (do corpo). O corpo, um dos três inimigos de nossa alma (o diabo, o mundo, o corpo), luta para nos manter apegados aos prazeres terrenos de todas as naturezas. Como estamos a perceber então, caro leitor, se não nos colocarmos numa posição de, no mínimo, mediador, não acontecerá um equilíbrio e nossos costumes irão nos soterrar nos latões de lixo do mundo. Se dermos ouvido, dermos asas aos nossos pensamentos mundanos e ao nosso corpo, facilmente sabemos e percebemos que assim nos comportando corremos o risco de nos afastarmos das coisas do espírito.

Ainda no mesmo lado da moeda, nesta situação quem se mete é o diabo. Ele, sabe muito bem as armas que possui e sabe que nosso corpo é neutro para colaborar com o lado que mais subjugá-lo. Por isso, nosso inimigo cruel investe em sua avalanche de pecados disfarçados de prazeres, apresentando-nos em pratos saborosíssimos e deliciosos, para que, sutilmente e aos poucos, cada um de nós vá aceitando essas ofertas, praticando-as e o que é mais grave de tudo: acostumando com elas.

E a sutileza do inimigo é tanta que acabamos por nos convencer de que alguma coisa já não é pecado, era pecado, deixou de ser pecado por isso, por esse, por aquele e por tantos outros motivos. Assim, justificando nosso intelecto envenenado, de servos nos transformamos em justo juiz, donos da verdade e plenamente conscientes de que nossas atitudes estão acima dos erros. Pobres de nós, quando agimos assim, quanta desgraça atraímos para nossas vidas. Nos acostumando a pecar e por não receber já nesta etapa da vida a recompensa pelas escolhas feitas, seguimos no desleixo da vida que se curte de forma adoidada sem medir as consequências que estamos a plantar para nossas almas. Deixando o equilíbrio de lado e abraçando as coisas que passam, entregamos ao diabo, no mesmo prato que ele nos ofereceu suas tentações, um aval para nos reservar um lindo e acalorado cantinho ao lado dos seus onde o fogo não se extingue.

No dia do juízo, olhar para trás e ver quanta besteira fizemos será como qualquer um sabe, tarde demais. Com o pesar e o arrependimento tardio, não existirá mais tempo para consertar as obras más, as omissões e toda a ofensa que fizemos contra Deus e o próximo, conscientes da gravidade da matéria. Passou o tempo da graça, então já mortos e diante do cordeiro, nos caberá a sentença (Apocalipse 22,12). Não será melhor então, nos acostumarmos e aceitarmos nossa condição dada por Deus e procurar sermos seus imitadores (1ªCoríntios 11,1)?

Trocar a vida eterna na glória dos céus, pela condenação ao inferno por conta de prazeres terrenos parece não ter sentido algum. Pensar que temos que aproveitar a vida porque ela e curta é verdade. Mas o mundo foi criado para o homem servir-se dele e não para ser escravizado por ele. O que nos cabe sim, é aproveitarmos cada momento para trabalharmos pela nossa santificação e salvação já aqui na terra e também de nosso irmão. É preciso nos libertarmos das ofertas e sabermos usufruir dos bens que existem para nos servir e não nos tornarmos seus escravos pois a escravidão em sua natureza, tende a se alastrar por todos os cantos e mais cedo, mais tarde, irá nos escravizar junto ao pecado, fazendo com que nos acostumemos a ele, tornando-nos inimigos de Deus (Tiago 4,4).


fonte: Jefferson Roger
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A incerteza da hora da morte

Por Santo Afonso Maria de Ligorio

É certíssimo que todos devemos morrer, mas não sabemos quando. "Nada há mais certo que a morte, porém nada mais incerto que a hora da morte". Meu irmão, estão fixados ano, mês, dia, hora e momento em que terás que deixar este mundo e entrar na eternidade; porém nós o ignoramos. Nosso Senhor Jesus Cristo, a fim de estarmos sempre bem preparados, nos disse que a morte virá como um ladrão, oculto e de noite (1Ts 5,2). Outras vezes nos exorta a que estejamos vigilantes, porque, quando menos o esperamos, virá Ele a julgar-nos (Lc 12,40). Diz São Gregório que Deus nos oculta, para nosso bem, a hora da morte, a fim de que estejamos sempre preparados para morrer. A morte pode levar-nos em qualquer momento e em qualquer lugar; por isso, se queremos morrer bem e salvar-nos, é preciso, diz São Bernardo que a estejamos esperando em qualquer tempo ou lugar.

Ninguém ignora que deve morrer; mas o mal está em que muitos vêem a morte a tamanha distância que a perdem de vista. Mesmo os anciãos mais decrépitos e as pessoas mais enfermas não deixam de alimentar a ilusão de que hão de viver mais três ou quatro anos. Eu, porém, digo o contrário. Devemos considerar quantas mortes repentinas vemos em nossos dias. Uns morrem caminhando, outros sentados, outros dormindo em seu leito. É certo que nenhum deles julgava morrer tão subitamente, no dia em que morreu. Afirmo, ademais, que de quantos no decorrer deste ano morreram em sua própria cama, e não de repente, nenhum deles imaginava que devia acabar sua vida neste ano. São poucas as mortes que não chegam inesperadas.

Assim, pois, cristão, quando o demônio te provoca a pecar, com o pretexto de que amanhã confessarás, dize-lhe: Quem sabe se não será hoje o último dia da minha vida? Se esta hora, se este momento, em que me apartasse de Deus, fosse o último para mim, de modo que já não restasse tempo para reparar a falta, que seria de mim na eternidade? Quantos pobres pecadores tiveram a infelicidade de ser surpreendidos pela morte ao recrearem-se com manjares intoxicados e foram precipitados no inferno? "Assim como os peixes caem no anzol, assim são colhidos os homens pela morte num momento ruim" (Ecle 9, 12). O momento ruim é exatamente aquele em que o pecador ofende a Deus. Diz o demônio que tal desgraça não nos há de suceder; mas é preciso responder-lhe: E se suceder, que será de mim por toda a eternidade?

O Senhor não nos quer ver perdidos. Por isso, com ameaça de castigo, não cessa de advertir-nos que mudemos de vida. "Se não vos converterdes, vibrará sua espada" (Sl 7, 13). Vede — diz em outra parte — quantos são os desgraçados que não quiseram emendar-se, e a morte repentina os surpreendeu quando não esperavam, quando viviam despreocupados, julgando terem ainda muitos anos de vida(1Ts 5, 3). Disse-nos também: "Se não fizerdes penitência, todos haveis de perecer" (Lc 13, 5). Por que tantos avisos do castigo antes de infligi-lo, senão porque quer que nos corrijamos e evitemos morte funesta? Quem dá aviso para que nos acautelemos, não tem a intenção de matar-nos — diz Santo Agostinho.

É mister, pois, que preparemos nossas contas antes que chegue o dia do vencimento. Se durante a noite de hoje devesses morrer, e ficasse decidida assim a tua salvação eterna, estarias bem preparado? Quanto não darias, talvez, para obter de Deus a trégua de mais um ano, um mês, um dia sequer! Por que agora, já que Deus te concede tempo, não pões em ordem tua consciência? Acaso não pode ser este teu último dia de vida? "Não tardes em te converter ao Senhor, e não o adies, porque sua ira poderá irromper de súbito e no tempo da vingança te perderás" (Eclo 5, 7). Para salvar-te, meu irmão, deves abandonar o pecado. "E se algum dia hás de abandoná-lo, por que não o deixas desde já?", pergunta Santo Agostinho. Esperas, talvez, que chegue a morte? Mas esse instante não é tempo do perdão, senão da vingança. "No tempo da vingança, te perderás"...

Que nos sirva sempre de alerta essa reflexão de nossa realidade, amém!


fonte: trecho retirado pelo autor do site do Livro Preparação para a Morte
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domingo, 29 de março de 2020

Olhando para trás

Mateus 10:38 – “Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim.” Lucas 9,62 – “Aquele que põe a mão no arado e olha para trás, não é apto para o Reino de Deus.” Pessoal, como se diz por aí na linguagem da gíria, o bicho pega mesmo quando o assunto é a exigência que o amor radical de Deus, manifestado por Jesus através do Espírito Santo se expressa na vida de cada um de nós. Todavia, nossa pequenez e nossa fraqueza concupiscente herdada pelo pecado original sempre trabalha em sentindo contrário e, aliada ao inimigo, ambos, procuram nos mostrar que aquilo que é, não é. Vamos entender e refletir.

Olho para caminhada cristã e hoje, posso fazer uma análise de quanto melhorei, não melhorei ou piorei. A religião, que serve para religar o homem a Deus, tem esse propósito. Já que somos um composto de corpo e alma, um verdadeiro campo de batalha, podermos dizer: quanto de nós já se configurou ao modelo de Jesus? Quanto ainda não? Quanto está em processo de configuração? Quanto nem começou ainda? Quanto estava em processo mas decaiu e regrediu? São todas perguntas bem pertinentes ao caso e devem estar presentes inclusive, nos exames de consciência que fazemos.

Olhando para trás, vemos as comunhões que recebemos. Somos hoje melhores que no início, quando recebemos a primeira comunhão? Ela é um ritual apenas, uma formalidade, um fazer porque se deve, é bom ou por que os outros fazem ou dizem que é bom? Se não comungarmos vamos sentir falta, espiritualmente falando? De fato, sentimos que faz diferença comungar ou se comparamos ao tempo que não comungamos não percebemos a diferença? Que perigo é pensar nessas coisas. O diabo é muito ligeiro e está de olho em nossas atitudes, já que ele não sabe o que se passa em nossos corações como Deus sabe. O que o diabo sabe é o que deixamos que saiba. Já diziam os santos que satanás é como um cão amarrado, se não chegarmos perto o suficiente não seremos mordidos.

E as orações? Como andam? Elas têm feito a diferença em minha vida e na vida das pessoas? Eu consigo sentir o divino na minha vida? Ou estou tão apegado as vibrações desse mundo e com o coração tão soterrado pelas coisas que passam que não consigo ouvir a voz de Deus? Realmente posso dizer, não me parece que sou uma pessoa melhor. Nem me sinto melhor e não acho que seja falsa humildade, está mais para uma realidade comprovada mesmo. Quanto mais mergulho no conhecimento das coisas de Deus, mais percebo o quanto distante estou dele. E muito distante. A luz de Cristo em minha vida tem se transformado, dia após dia, numa luz no fim do túnel que logo parece que vai desaparecer. Não existe prática religiosa que retorne consolação alguma. O viver simplesmente se tornou transpor rotineiros minutos aguardando, como um condenado no corredor da morte, o dia da execução de sua sentença.

Assim devemos refletir, devemos ser exigentes pois ainda assim toda a nossa exigência não é páreo para os termos do justo juiz. No entanto, medo não devemos ter e sim, entrega total, exatamente como fazia Santa Terezinha do Menino Jesus. Reconhecer a pequenez e o nada da criatura perante seu criador, cria a relação de total dependência e confiança para tudo. Desta forma não corremos o risco de tentar algo sozinhos e nem precisaremos porque a fé e as obras se encarregarão, se tivermos essa atitude como a da santa da pequena via, de nos mostrar e nos conduzir subida acima com o olhar voltado para a eternidade. Se a cada queda o homem desanimar um pouco como terá forças para superar, por ventura, uma próxima queda? Quedas machucam, se não aprendemos com elas, cometeremos os mesmos erros que nos fizeram cair. Porém, se aprendemos, iremos chegar, assim como tantos santos, a vivermos numa época em que o pecado não será mais cogitado porque sua natureza destruidora terá sido aprendida por nós a ponto de não sermos mais capazes de nos assemelharmos ao diabo e sim ao Cristo.


fonte: Jefferson Roger
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Distantes de Deus

Por estarmos tão distantes de Deus e do evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai Eterno tem nos enviado, para dar um puxão de orelha na humanidade, a toda cheia de graça. E para quem não se atenta aos detalhes, quando ela aceitou, como serva do Senhor que fosse feita a vontade do Pai, em sua atitude de dar glória está embutido uma grande advertência. Vejam bem, eram os tempos bíblicos e ainda em vida Maria Santíssima já atestava para todos uma grande verdade. E ainda existem, como já existia, quem duvide dela.

Lucas 1,50 – “Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem.”

Ou seja, a misericórdia está acessível e disponível para um coração contrito e uma alma humilde temente a Deus. Para os que não se colocam em sua real posição de ovelhas comandadas por seu pastor, na recompensa já escolhida para ser recebida por aqui, são vencidos pelo egoísmo e soberba e, temendo apenas a opinião dos homens e não temendo a Deus, aceitam viver apenas sobre o jugo da justiça. Tolos os que escolhem seguir por aqui, se privam das graças por decisão própria.

São Pedro nos alerta em suas cartas que os justos se salvarão com dificuldade. Imaginemos aqueles que caminham sem ser no caminho? Que não sejamos um destes. Queremos para nossas vidas a misericórdia abundante vinda de Deus mas para os outros, principalmente os que não concordam conosco, nos ofendem, divergem e por aí vai, rotulamos estes de inimigos e pedimos para eles a Deus, justiça. Mais uma vez vamos lembrar: tolos, agindo assim seremos os primeiros da fila a recebermos a medida da justiça pois queremos sempre ser perdoados e dificultamos o perdão a quem quer que seja. Como damos ouvidos ao mundo e nos distanciamos de Deus numa escala progressiva. Passamos anos vivendo nossa religião, rezando, comungando, confessando, indo a santa missa e quando medimos nosso estado atual com o estado inicial, vemos nenhuma ou pouquíssima melhora. Como somos lerdos.

Que as coisas não sejam assim em nossas vidas. De nada adiantam nossos métodos, todos são infrutíferos e é Jesus quem nos fala sobre isso quando diz que devemos ser seus imitadores (1ª Coríntios 11,1) porque sem ele nada podemos fazer (João 15,5). Se não nos esforçarmos para vivermos em seu caminho e mais próximos a ele, terminaremos nos acostumando com essa vida que vivemos distante dele e sobre isso, o iminente risco foi lembrado até por São Tomás de Aquino: “quem não vive o que crê, termina crendo o que vive”.

Precisamos nos distanciar de tudo aquilo que não vem de Deus e que é passageiro. Essas coisas, frutos oferecidos pelo inimigo, sempre serão agradáveis aos olhos, doces na boca mas amargos no estômago. Assim são as tentações que encobertam pecados de todas as naturezas e nada mais fazem do que nos distanciar eternamente de Deus, a partir do agora.


fonte: Jefferson Roger
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Casou... ferrou

É o que o mundo quer pregar e tanto se esforça querendo ensinar que se o casamento não der certo, separa e parte para a outra. O que importa é a felicidade própria, marido ou esposa, podem ser trocados, existem vários pelo mundo afora, a fila sempre pode andar. Pois bem, casamento que vira sacramento, não impede o sofrimento, mas com Deus vive sempre em constante alento. Elevados à condição de sacramento, além de tantos ensinamentos bíblicos também encontramos na doutrina e comunhão dos santos, alguns comentários sobre essa realidade que é unida nos céus e não pode ser desfeita pelos homens, vejamos:

São João Paulo II nos disse que “o amor ao cônjuge não pode ser um disfarçado amor a si próprio. Muitos casamentos fracassam porque os esposos não estão unidos por um amor autêntico, mas por um egoísmo a dois. O verdadeiro amor mede-se pela capacidade de sacrifício e de entrega mútua.”

Já São Josemaria Escrivá falava que “Nosso Senhor santifica e abençoa o amor mútuo dos esposos. Ele almeja não apenas uma união das almas, mas também dos corpos. Nenhum cristão, seja chamado ou não ao matrimônio, tem o direito de subestimar o valor do matrimônio.”

O papa Paulo VI dizia aos casados: “Vocês devem ser os lares daquele amor humano primeiro, que o Senhor elevou, através do sacramento do matrimônio, ao grau de caridade, de graça sobrenatural. Pais, mães e filhos, tornem a casa de vocês uma pequena sociedade ideal, onde o amor reine soberano e que seja escola doméstica de todas as virtudes humanas e cristãs.”

Numa belíssima declaração de Santa Gianna Beretta Molla ela dizia: “O Senhor me concedeu a graça extraordinária de compartilhar contigo parte de tua vida. Quero mesmo fazê-lo feliz e ser aquela que você deseja: bondosa, compreensiva e disposta aos sacrifícios que a vida há de nos oferecer.”

Santa Tereza de Calcutá, sobre o santo matrimônio explicava: “No dia do seu casamento, vocês irão receber muitos presentes, até mesmo alguns bem caros. Mas o presente mais precioso que vocês irão receber nesse dia será um ao outro. Mantenham a alegria de amar um ao outro e a compartilhem.”

Outro papa que fez ótima catequese sobre o santo casamento foi São João XXIII: “Esponsais iluminados pela luz do alto, matrimônio sagrado e inviolável dentro do respeito às suas quatro notáveis características: fidelidade, castidade, amor mútuo e santo temor do Senhor, espírito de prudência e de sacrifício na educação cuidadosa dos filhos; e sempre em toda circunstância, uma disposição de ajudar, perdoar, compartilhar e dar ao outro a confiança que queremos receber. É assim que se edifica a casa que jamais se derruba.”

Santa Hildegarda dizia que: “Deus, criando a raça humana, tomou a carne da carne e as juntou em uma união, e assim estabeleceu que essa conexão não pode ser afobadamente quebrada. Porque na união entre homem e mulher a carne é unida à carne e o sangue ao sangue por uma cerimônia legal, de modo que não podem ser separados um do outro num rompante de insensatez.”

Frases sem dúvida que corroboram e comprovam na terra as verdades celestes. Bem sabemos que a vida do homem é uma luta nesta terra. Por isso quis o bondoso Deus nos conceder graças para viver o sacramento. Quem abre mão das graças e repudia ou despreza o sacramento do matrimônio, não atinge a estatura pedida por Deus e não anda, pensando em contrário à sua vontade, em comunhão com ele. Por causa disso, a baderna e banalização que vemos por aí está instalada.


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 27 de março de 2020

Ou você é católico ou é carismático – parte 4

A Renovação Carismática procura a “abundância” ou o “derramamento” do Espírito Santo. Mas onde está, com certeza, a graça do Espírito Santo? Vamos recordar? Nos Sacramentos. Sendo assim, a santificação se torna mais frutuosa quando o fiel recebe esses mesmos Sacramentos com as devidas disposições. Entre os Sacramentos, a Igreja sempre afirmou que o mais poderoso derramamento da graça divina acontece quando o Santo Sacrifício da Missa é oferecido. Eis aí o manancial da graça que eles deveriam procurar, eis aí a oração oficial da Santa Igreja, na qual Cristo Mesmo intercede por nós continuamente conforme lemos na carta aos Hebreus 7, 25. Também é ensinado pela Igreja que as graças espirituais não se limitam somente aos Sacramentos, mas também se pode obter pelos Sacramentais (água benta, escapulário, bençãos) e pelas devoções aprovadas e vivamente encorajadas pela Igreja – de modo particular a devoção ao Sagrado Coração de Jesus e à Santíssima Virgem Maria. E por falarmos em devoção, os carismáticos do Brasil são famosos por promoverem uma falsa devoção à Divina Misericórdia; tornando-a a grande responsável pelo abandono das duas devoções mencionadas acima. Eles prestam culto a um Jesus falso, sem chagas, que esconde o seu Sacratíssimo Coração; eles recitam preces bem curtinhas para esse falso Jesus usando as dezenas que os católicos usam para recitar o Santo Rosário. Os mais prudentes falam em renovação de Pentecostes, os mais ousados em Segundo Pentecostes, tanto um como outro ignoram o que foi o primeiro Pentecostes. O primeiro e último Pentecostes foi estabelecido com o propósito de cumprir a promessa feita por Nosso Senhor de enviar o Espírito Santo, conforme lemos em João 15, 26, confirmando aos olhos de todos a origem divina da Igreja, que foi estabelecida de uma vez por todas para a redenção do gênero humano. Uma “segunda experiência” de Pentecostes não é necessária! Como aprendemos em Atos 2,4, o Espírito se manifestou na primeira pregação pública dos Apóstolos, onde pessoas de diferentes lugares foram capazes de compreender o discurso dos Apóstolos em sua própria língua. Em nenhum lugar nos Atos dos Apóstolos se alude ao estranho fenômeno de pessoas falando em línguas incompreensíveis e, portanto, inúteis aos ouvintes, conforme está escrito em 1ª Coríntios 14,11; tampouco se encontra qualquer alusão à agitação incontrolável, desmaios repentinos e outras coisas mirabolantes que só se podem encontrar nas ditas renovações de Pentecostes dos carismáticos. Assim é porque os Apóstolos eram bons católicos, viviam segundo a modéstia cristã, procediam com ordem e decência, sabendo que Deus se manifesta na brisa do silêncio (3 Rs 19, 12). Além do mais, os carismas que possuíam não foram empregados para o “avivamento” de si próprios, mas para o estabelecimento da Igreja, isto é, para convencer as pessoas de que a Igreja Católica procedia de Deus. Santo Agostinho e São Gregório explicavam que tais maravilhas não eram mais necessárias em seu tempo, porque a Igreja já falava a língua de todas as nações e não havia mais qualquer motivo plausível para desconfiar de sua origem divina. Muito mais razão temos nós para dizê-lo hoje. E para encerrar esta série de artigos sobre o equívoco espiritual denominado de renovação carismática, apresentamos a seguir uma lista de seitas hereges (com erros já condenados pela Igreja Católica) as quais bebem do mesmo erro desta renovação carismática que é difundida aqui no Brasil: Nova Era: movimento sincrético que usa a experiência pessoal de seus membros como fator de unificação. A Nova Era não possui dogmas, só “carismas”. Eles são, naturalmente, adeptos da doutrina carismática do “batismo no Espírito”. Insistimos novamente, qual espírito? Messalianismo: uma heresia que teve origem na Mesopotâmia em 360 A.D. Segundo eles, os Sacramentos não comunicavam a graça. O único poder espiritual é a oração que leva a posse do Espírito Santo. Com um pequeno esforço de imaginação podemos vê-los, ao som de guitarra e tamborim, cantando “Eu tomo posse da graça de Deus” com as mãos para o alto, entre palminhas e gritarias, tal qual acontece nas reuniões carismáticas. Montanismo: heresia segundo a qual o Espírito Santo teria suplantado a Revelação de Cristo. Agora ele estaria completando-a mediante “um novo derramamento do Espírito Santo”. O seu fundador, Montano também possuía o “dom de línguas”. Algo familiar? Protestantismo: uma heresia que teve início com Martinho Lutero em 1517. Ela nega a existência de uma Igreja hierárquica visível, mas sustenta que existe uma sociedade invisível, a “Igreja espiritual dos crentes”. Ela também sustenta que é dado a cada crente a inspiração profética para interpretar a Palavra de Deus infalivelmente. O movimento pentecostal, que deu origem a Renovação Carismática, é um dos muitos frutos podres nascidos dessa árvore. Jansenismo: uma heresia do século XVI que tentou incorporar os erros do protestantismo dentro da Fé Católica. Eles confundiram a graça com o sentimento de consolação, afirmando que só aqueles que são totalmente espirituais podem se salvar. Essa doutrina lhes permitia viver longe dos Sacramentos, entregando-se totalmente a “graça de Deus”. Novamente aqui os Sacramentos, a principal fonte da graça santificante, são trocados pelos sentimentos. Fica assim comprovado que o Renovação Carismática é má em si mesma. As doutrinas e práticas carismáticas são errôneas e nocivas ao bem comum. A Igreja, cuja missão é dar testemunho da verdade, não pode (não deveria) aceitar esse movimento em seu seio. Artigo relacionado: Não seja um carismático Fonte: Jefferson Roger e adaptação do site controversiacatolica
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Ou você é católico ou é carismático – parte 3

Os carismáticos colocam a primazia sobre a “cura física” e dizem ao povo que Deus não quer ninguém doente, encorajando as pessoas a pedirem cura e milagres o tempo todo, tudo daquele jeitinho bem barulhento, com imposição de mãos, música alta e assim por diante. Eles não possuem um sólido fundamento para pensar desse modo, pois na Igreja de Deus (Mateus 16,18) sempre se ensinou que sofrer tais privações com resignação é coisa edificante e meritória. Eis o belíssimo exemplo de São Paulo em sua segunda carta aos Coríntios 12,7-10 – “Demais, para que a grandeza das revelações não me levasse ao orgulho, foi-me dado um espinho na carne, um anjo de Satanás para me esbofetear e me livrar do perigo da vaidade. Três vezes roguei ao Senhor que o apartasse de mim. Mas ele me disse: Basta-te minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força. Portanto, prefiro gloriar-me das minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo. Eis por que sinto alegria nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições, no profundo desgosto sofrido por amor de Cristo. Porque quando me sinto fraco, então é que sou forte.” A Renovação Carismática se gaba de ter chamado a atenção para o Espírito Santo, aquele que era o “Deus desconhecido” da Igreja pré-Vaticano II. Muito bem, mas e se eu lhe disser, caro leitor, que o Espírito Santo não chama a atenção para si, mas para o mistério de Cristo? Vamos comprovar? João 16,13-14 – “Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir, e anunciar-vos-á as coisas que virão. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu, e vo-lo anunciará.” O Espírito Santo planta na alma os seus sete dons e a as virtudes infusas a fim de glorificar a Cristo. O carismático não entende essas coisas e, pior ainda, toma a sua “experiência mística” como certeza da graça recebida. Em outras palavras, ele eleva uma provável possessão demoníaca ou, na melhor das hipóteses, uma mera intensificação de suas emoções, ao grau de Sacramento. Pois bem, o Catecismo em seu número 268 ensina que somente os Sacramentos são sinais sensíveis que garantem o recebimento da graça. Ora, o que um carismático poderá negar na teoria, ele não será capaz de fazer na prática. O sucesso deste movimento consiste basicamente no fato de que as pessoas realmente identificam suas experiências ou emoções com a certeza da graça recebida. Essa identificação é um equívoco! Vejamos o que os santos dizem: Assim diz São Vicente Ferrer: “Os êxtases, as visões e as revelações não são de jeito nenhum um argumento inconteste da permanência ou assistência de Deus em uma alma. Quantos se viram que foram enganados com esses tipos de visões? Embora tenham sido a causa de conversão ou mesmo de salvação de algumas almas, é um estratagema do espírito maligno que fica contente em perder um pouco para ganhar muito.” Já, São João da Cruz diz o mesmo: “Assim, o demônio fica muito contente de que uma alma deseja revelações ou que a veja inclinada a isso. Porque tem então uma ocasião fácil de lhe sugerir seus erros e de a desviar da Fé tanto quanto puder. Pois [como dissemos] a alma que deseja essas revelações se coloca em uma disposição muito contrária à Fé e atrai para si muitas tentações e muitos perigos.” (continua na parte 4) Artigo relacionado: Não seja um carismático Fonte: Jefferson Roger e adaptação do site controversiacatolica
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Ou você é católico ou é carismático – parte 2

Quanto ao falso ecumenismo, notemos que não é um erro exclusivo dos carismáticos, de modo que todos que aceitam o Concílio Vaticano II estão dispostos a manter que existem verdadeiros “elementos de santificação” fora da Igreja (legítima contradição com o catecismo). Enquanto o católico pode e deve negar essa afirmação por que a Igreja sempre ensinou o contrário, e a verdade não pode contradizer a si mesma, ainda assim é possível confirmar a verdade da Fé com o auxílio da razão e da experiência. Vamos compreender porque as práticas e doutrinas dos carismáticos de fato não são santas. A primeira coisa a ser notada é que os carismas de que eles tanto falam não são sinais certos da presença do Espírito Santo, mas são, ao invés disso, fortes indícios de possessão demoníaca. Segundo Joseph Ecanem, em seu livro Possessão Demoníaca – página 23, ele escreve que “de acordo com o Ritual Romano, outros sinais de possessão incluem ‘a habilidade de falar com certa familiaridade em uma língua estranha ou entendê-la quando falada por outro; a faculdade de adivinhar o futuro e eventos ocultos; e a exibição de poderes que estão além da idade e condição natural do sujeito'”. Qualquer um que tenha frequentado um grupo de oração da renovação carismática sabe muito bem que são exatamente esses “sinais de possessão” que eles usam para atestar a presença do Espírito. Não se pode de todo negar que seja um espírito, mas será que é o Santo? Pois bem, como vimos, a posse dos carismas já é um problema. Porém, o problema com as práticas carismáticas vai muito além. Basta averiguar o comportamento dos praticantes para comprovar a falta de santidade do movimento. De maneira geral, uma prática que conduz a desobediência deve ser evitada, mesmo que ela seja boa em si mesma. Por exemplo, comer carne é um ato bom em si mesmo, mas fazê-lo em dia de abstinência é pecado; não porque comer carne seja mau em si mesmo, mas simplesmente por causa da desobediência ao preceito. Enquanto a Igreja Católica sempre ensinou o princípio da ordem e da submissão, os carismáticos preferem o caminho inverso. Embora a maior parte de seus líderes tenham conhecimento da Sagrada Escritura, eles se fazem surdos ao expresso mandato de São Paulo na primeira carta aos Coríntios 14,40: “faça-se tudo com dignidade e ordem.” A bagunça e extravagância é uma nota inconfundível de qualquer reunião carismática digna do nome. Quem conviveu, sabe muito bem disso. Não é o mau carismático que ignora a ordem e a dignidade, mas é o carismático tal e qual. 1ª Coríntios 14,34 - “As mulheres estejam caladas nas igrejas, por que não lhes é permitido falar, mas devem estar sujeitas, como também o ordena a lei.”, eis outro preceito simplesmente ignorado por eles em suas reuniões. (continua na parte 3) Artigo relacionado: Não seja um carismático Fonte: Jefferson Roger e adaptação do site controversiacatolica
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Ou você é católico ou é carismático – parte 1

Certamente você não pode ser as duas coisas, Jesus disse que não podemos agradar a dois senhores. E ele afirma que ou se é quente ou frio e que o morno ele vomita. Em síntese o sujeito se cansa da ortodoxia doutrinal católica, mas não tem coragem de se tornar evangélico. Então o que ele faz? “Vira” carismático. Aqui no Brasil a grande divulgadora dessa heresia no meio católico se chama “Canção Nova”; detentora de algum êxito porque utiliza a técnica de Satanás de misturar mentiras com meias verdades. Nesta série de artigos iremos demonstrar que de fato é um erro aderir ao movimento da renovação carismática católica. Vamos lá. Pelo menos aqui iremos apresentar dez argumentos que depõe contra a renovação carismática de maneira bem resumida. Pois bem, em Mateus 7,18 lemos que “Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má, bons frutos.” Esse movimento foi fundado erroneamente com base na falsa doutrina do falso ecumenismo. Conforme aprendemos na história, o movimento começou com católicos buscando graças espirituais em um culto protestante. Deu no que deu, pois, buscar santificação em seitas protestantes equivale a buscar a liberdade numa prisão: não existe sucesso na empreitada. Ademais, que fique claro, não se trata de preconceito, simplesmente se pauta a tese no princípio de que não se pode dar aquilo que não se tem. O Catecismo da Igreja Católica em seu número 109 ensina que é próprio a ela a santidade. E detalhe: a Igreja é uma e santa, vivificada pelo Espírito Santo, com uma doutrina e disciplina santas. Nela o católico tem tudo o que precisa para se santificar, por isso muitos de seus membros são realmente santos. Quando um grupo de pessoas resolvem negar ou relativizar essa verdade da fé, surge a partir de então, o que se denomina de seita. Pois, já não creem e sustentam que a Igreja Católica é a única santa, a única vivificada pelo Espírito Santo. Se o católico mantém a sua fé na Igreja de Jesus Cristo (Mateus 16,18), ele não vai buscar a santidade fora dela, pois ela não existe, assim a Fé Católica o ensina e a experiência o comprova. Por outro lado, se ele não vê mal algum em buscar graças espirituais fora da Igreja, então ele já concordou com aqueles que dizem que a santidade não é uma propriedade exclusiva da Igreja Católica e assim ele já abandonou a Fé Católica nesse mesmo instante. Esse foi o caminho tomado pelo movimento carismático desde suas origens, seus membros são o que são graças ao pecado do falso ecumenismo.(continua na parte 2) Artigo relacionado: Não seja um carismático Fonte: Jefferson Roger e adaptação do site controversiacatolica
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