sexta-feira, 19 de maio de 2017

Eu vos dou a minha Paz

João 14,27 – “Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como o mundo a dá. Não se perturbe o vosso coração, nem se atemorize!”

A primeira fonte de paz em nossas vidas é Jesus. Ele somente é capaz de nos conceder a paz verdadeira. Paz não é ausência de problemas, ausência de dificuldades, ausência de tribulações e nem ausência de provações ou o oposto da guerra. Estamos, percebam, a refletir sobre a paz que vem de Deus, não a paz do mundo que é outra coisa, como bem recordou Jesus em seu evangelho.

Portanto, o que devemos entender por paz? A paz que Jesus tem a nos oferecer faz com que tenhamos plena confiança nele e nos entreguemos totalmente, fazendo do Cristo o senhor de nossas vidas. Dessa maneira, essa paz nos concederá a possibilidade de passarmos com tranquilidade por todas as adversidades de nossas vidas. As vezes as pessoas dizem que não tem paz mas estão referindo ao sossego que gostariam de ter. Não está errado porque o que elas querem nesse caso é a paz do mundo.

A paz que vem do céu, nos dá a possibilidade de agirmos como os santos faziam. Em meio a todas as diversidades eles ofereciam seus sofrimentos, dores e todas as situações ruins que passavam para Deus, e por vários motivos. Pela conversão dos pecadores, almas do purgatório, com ato de reparação, por alguém e em última instancia por eles próprios. Essa paz celeste recompensa quem a tem e pratica com a justiça pois quem a possui e cultiva sabe, por causa dessa paz, esperar em Deus:

Tiago 3,18 – “O fruto da justiça semeia-se na paz para aqueles que praticam a paz.”

No entanto, é fato de que as duas formas de paz existem. A paz do mundo que nos lembra, o silêncio, o sossego, a ausência de guerras que pode também ser entendida como a paz no mundo em que vivemos. A paz do céu, a paz de Jesus que nos lembra o livro de Jó, que conseguiu através de sua total entrega a Deus e isso foi possível por causa da paz que vem dos céus, esperar com paciência pelos desígnios divinos.

Tanto uma quanto outra existem em nossas vidas. Somos um composto de corpo e alma e por hora interagimos aqui neste vale de lágrimas. Uma é muito benvinda, a paz do mundo, mas, sem dúvida alguma a outra é essencial, a paz de Jesus. A paz do mundo sempre é passageira, porque se ela traz sossego sabemos que nem sempre teremos sossego. Se ela traz silêncio, sabemos que nem sempre teremos silêncio. Se ela traz ausência de conflitos armados, sabemos que nem sempre a guerra deixará de acontecer pelo mundo afora. E também as guerras menores em forma de conflitos interpessoais conhecidas como discussões.

Por outro lado a paz que vem do céu não nos abandona, muito ao contrário, ela se estiver presente em nossas vidas, como graça recebida irá nos garantir uma boa passagem por esta vida, cientes de que a vitória é certa para todos que estão munidos desse consolo celestial. Queremos paz? Pedimos essa paz para Jesus? A verdadeira paz? Ele está de braços abertos nos aguardando em nossas orações, nos sacrários, nos terços e em qualquer momento do dia. Por que deixar de lado quem derramou seu sangue por cada um de nós e está sempre pronto a nos acudir e nos ajudar na caminhada até nosso encontro definitivo com ele no paraíso? É hora de olharmos para nossas atitudes e nos comportarmos como filhos de Deus, herdeiros do reino e não como filhos do mundo. Ou um ou outro, precisamos escolher. Tiago 4,4.


fonte: Jefferson Roger
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Sempre por Elas

Para uma pessoa que é consagrada a Jesus, caminho, verdade e vida, por meio de Maria Santíssima, tudo se configura ao Cristo, fim último de toda a consagração mariana, pelas mãos da toda cheia de graça, submissa ao seu filho, redentor do mundo, e que não fica com nada para ela, pois Maria é toda de Deus. Ao consagrado cabe, em sua vivência diária fazer tudo por Maria, tudo para Maria, tudo em Maria e tudo com Maria de modo que não seja mais possível desperdiçar munição onde a melhor estratégia aponta em outra direção. Nós somos assim, os soldados de Cristo, como diz a escritura, nem sabemos rezar e pedir como convém, ou seja, gastamos munição em alvos errados, se tentarmos decidir sozinhos o que fazer na questão da salvação das almas.

A devoção mariana se vivida corretamente em nossa humildade, ela nos aproxima de Jesus, por meio de Maria. Digo se vivida corretamente porque muitas pessoas se dizem devotas, lotam santuários marianos, rezam seus terços ou rosários ou ainda dizem que “basta apenas uma oração da Ave-Maria bem rezada” que é suficiente para se considerar um devoto. Se considerar um devoto para si mesmos porque aos olhos de Jesus o ultraje é muito grande. O papel de Maria é nos auxiliar e nos conduzir ao seu filho. Por ter sido especialmente agraciada com a Imaculada Conceição diz-se que Maria é o templo de Deus e não o Deus do templo.

Desta forma fica muito claro para nós que Deus quis nossa aproximação com ele por meio de Maria, pois, como vimos no livro do Gênesis, após a queda de Adão e Eva, o medo de Deus se instalou no meio de nós e em sua infinita sabedoria e amor, nosso criador nos agraciou com a doçura de Maria para nos ajudar a superar esse medo e vivermos em comunhão com o pai. Não é assim na vida das pessoas? Um filho não recorre a mãe para que ela lhe ajude a pedir algo para o pai? A mãe não é a mediadora nos conflitos familiares? Não sai em defesa dos filhos se o pai é ríspido? Não atende as necessidades dos filhos e os orienta para que eles sejam obedientes, agradáveis ao pai e compreendam como procede o amor do pai? Ora, sabemos que é assim mesmo que as coisas acontecem, porque, afinal, a natureza humana imita a natureza divina. Esse é o papel de Maria para conosco e nossas atitudes como os dos filhos em um lar não foge a nenhum princípio celeste, se verdadeiramente somos devotos.

Indo adiante, a nós homens e agora posso falar por mim, Deus espera, aos vocacionados ao matrimônio um olhar, atenção e dedicação toda especial para com a esposa e filhos. Temos, nós maridos, que pensar em nossas esposas. Temos, nós maridos, que pensar em nossas filhas ou filhos. Tem que ser por elas, este é o meu chamado. Pela esposa e pelas filhas e como consagrado, por Maria. Afinal, Maria Santíssima, a esposa e as filhas são quem irão me livrar da condenação se eu abraçar esse dom, concedido por Deus, que são cada uma delas. É sempre urgente, sabemos bem disso, a configuração de cada um de nós, vocacionados ao matrimônio, ao modelo da Sagrada Família de Nazaré, e como maridos configurados ao modelo que está em Efésios 5,25, onde aprendemos que devemos tratar nossas esposas como Cristo trata sua igreja. Não existe outra maneira, tem que ser por elas, por amor a Jesus, exatamente como está ordenado nos mandamentos do amor: Deus sobre todas as coisas e o próximo como a nós mesmos, por amor a Deus.


fonte: Jefferson Roger
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Famílias - O alvo do inimigo

Caros leitores, mais uma vez neste site, vamos conversar mais um pouco sobre a questão da família. Digo mais uma vez porque por aqui muitos artigos existem em prol da defesa da família e também foi motivo de três livros que publiquei. Da única e verdadeira família, aquela pensada e criada por Deus: pai/esposo, mãe/esposa e filhos. Outra forma de família não existe, o que existe é uma apropriação indevida e errônea do mundo que insiste em afirmar que família é a união de um grupo de pessoas sob um mesmo teto. E vale nestas famílias piratas até substituir filhos por cachorros, numa união homossexual estável. Jesus, misericórdia, não sabem o que fazem e pensam saber, colocando suas Inteligências embotadas pelo mundo a serviço do maligno.

O mal é uma presença constante e muito organizada, não podemos ser ingênuos. O inimigo sabe que se destruir a família, destrói uma avalanche de outras coisas. Sua infiltração no seio da família através de um de seus membros pode acarretar a derrubada de todos e o fim da família. Exemplo? Precisamos dar? Acho que não, todos nós que defendemos a fé católica e os princípios do evangelho de Jesus, conhecemos muito bem situações onde o mal, após se instalar em alguém, derruba a família inteira.

Ao contrário do que muitos pensam, o diabo sabe muito bem quem tentar e como tentar. E um dos erros das pessoas é achar que ele começa a tentar os membros mais fracos da família. Errado, não é nada disso. Ele começa justamente pelo membro mais forte, pela pessoa mais religiosa, de mais oração, mais apegada a Deus, devota e resignada em viver os valores familiares. Porque não começar pelos mais fracos? Simples, os mais fracos são derrubados mais facilmente e se na família existir o mais forte, esse irá ao socorro do mais fraco. As coisas são assim mesmo. Vejam no evangelho o episódio narrado da tentação do deserto onde o diabo tenta o próprio Cristo. Já pensaram se o diabo tivesse conseguido derrubar Jesus em suas tentações? Pois é, bem que ele tentou derrubar o mais forte de todos, porque sabia que depois o restante seria mais fácil. Então nada de nos admirarmos porque é assim mesmo.

Existe aquele ditado popular que diz que “quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece”. Que assombração é esta ou que assombrações são? De todos os tipos: tentações permitidas por Deus, provações e tribulações. Todos já sabemos que não é para ser fácil nossa vida na terra. Ai se aquele Adão e Eva.... Bom, já que sabemos que é deste jeito o mecanismo que trabalha para a salvação ou perdição do sujeito então, olhos abertos e ouvidos atentos, vigilância. O mal espreita. Certa vez, numa confissão que fiz, o sacerdote em seu aconselhamento me recordou uma atitude muito importante e que sem dúvida alguma precisamos pôr em prática. Nesta confissão que fiz na paróquia do Santíssimo Sacramento, no bairro Agua Verde em Curitiba o padre me disse:

“Sempre que você estiver em ocasião de pecado e em risco de cometer o pecado, pense nas suas filhas, pense na sua esposa, concedidas a você por Deus e você não irá pecar.”

Lembrei-me na hora da questão dos novíssimos (Eclesiástico 7,40) que coaduna perfeitamente com o que o padre falou. Dessa forma então, não só penso em minha mulher e filhas nas ocasiões de pecado, mas em todos os momentos do dia. Quando estamos longe, perto e não importa o estado em que estamos, fazemos parte da salvação uns dos outros. Eu dela, ela de mim, nós dois de nossas filhas e as filhas de nós. Somos família e por mais que ela seja atacada precisamos aguentar firmes porque Jesus disse que o que Deus uniu, não separe o homem. E devemos acrescentar, não separe o diabo, e isto podemos proferir na confiança e fé no preciosíssimo sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo derramado na cruz por cada um de nós. Foi para isso que ele derramou seu sangue e deu sua vida, para sermos lavados e purificados e não para virarmos as costas ao seu amor de últimas consequências e vivermos uma vida no egoísmo dos prazeres terrenos onde se sabe que: por pequenos prazeres, que é o que oferece o inimigo, sofrem-se tormentos eternos. A família é uma aliança de sangue que começou na cruz e dela devemos sempre dizer que derramamos o nosso sangue, mas não desistiremos.


fonte: Jefferson Roger
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A importância dos Testemunhos

Tessalonicenses 1,10-11 – “Naquele dia [no dia juízo] ele virá e será a glória dos seus santos e a admiração de todos os fiéis, e vossa também, porque crestes no testemunho que vos demos. Nesta esperança suplicamos incessantemente por vós, para que nosso Deus vos faça dignos da vossa vocação e que leve eficazmente a bom termo todo o vosso zelo pelo bem e a atividade de vossa fé.” 2ª Coríntios 1,12 – “A razão da nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência de que, no mundo e particularmente entre vós, temos agido com santidade e sinceridade diante de Deus, não conforme o espírito de sabedoria do mundo, mas com o socorro da graça de Deus.” 1ª João 5,5-11 – “Quem é o vencedor do mundo senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus? Ei-lo, Jesus Cristo, aquele que veio pela água e pelo sangue; não só pela água, mas pela água e pelo sangue. E o Espírito é quem dá testemunho dele, porque o Espírito é a verdade. São, assim, três os que dão testemunho: o Espírito, a água e o sangue; estes três dão o mesmo testemunho. Aceitamos o testemunho dos homens. Ora, maior é o testemunho de Deus, porque se trata do próprio testemunho de Deus, aquele que ele deu do seu próprio Filho. Aquele que crê no Filho de Deus tem em si o testemunho de Deus. Aquele que não crê em Deus, o faz mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus deu a respeito de seu Filho. E o testemunho é este: Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está em seu Filho.” Pois muito bem, caros leitores, como vemos a questão do testemunho tem muita importância aos olhos de Deus. Haja vista que um falso testemunho é considerado por ele como pecado grave e pode, se consentido, abraçado e aceitado e não levado ao arrependimento, nos privar da glória eterna. As escrituras sagradas são maravilhosamente claras. As passagens que separamos para este artigo nos mostram que acreditar no testemunho que vem de Deus e dar testemunho dele é algo que, como diz em Tessalonicenses, será para nós motivo de glória e admiração. Sim, porque quando o fim dos tempos chegar, todos que foram perseverantes no testemunho de vida e de Deus, finalmente irão participar definitivamente da feliz eternidade do paraíso. No entanto, a turma que optou pelo falso testemunho não passará ileso pela corte celestial. É sempre uma questão de escolha. Se ouvimos um testemunho verdadeiro e dele podemos retirar frutos para nossa vida e para passar adiante, ótimo, está funcionando como deve. Se o testemunho verdadeiro não nos atinge talvez nosso coração esteja começando a se endurecer, já esteja duro ou esteja envenenado por sentimentos que não lhe permitem mais crescer no amor de Deus, que é pura caridade. Se um testemunho não nos atinge de forma positiva em nenhuma instância de nosso ser, a situação então pode ser considerada urgente. Como somos um campo de batalha e um composto de corpo e alma, possuímos muitos continentes dentro de nós que precisam se configurar ao Cristo. Se não está acontecendo nenhuma transformação precisamos dar parada total nos motores, encostar o navio no estaleiro e começarmos a investigar imediatamente a causa ou as causas desse comportamento que pode ser considerado enfermo. E como sabemos que a coisa está andando para frente? Quando conseguimos ouvir, entender e aprender e quando conseguimos falar a partir do coração, não apenas da boca para fora, como faziam os fariseus hipócritas, tão criticados por Jesus. Artigo relacionado: As sete coisas que Deus odeia fonte: Jefferson Roger
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As sete coisas que Deus odeia

Como bem sabemos caros leitores, de forma geral, muitos deslizes que o ser humano dá ao longo de sua vida, tentando chegar ao céu, acontecem porque tentando acertar o alvo e ser felizes, miram onde não se encontra a felicidade e desta forma pecam. Como erro pode nos levar a outro erro, caso descuidemos das coisas, o pecado funciona da mesma maneira. Pecado gera pecado. Como aprendemos que Deus odeia o pecado e não o pecador, dentro de tudo aquilo que ele odeia e com certeza não deve ser pouca coisa, nosso querido, bondoso e amado Deus quis, em seu cuidado de Pai, deixar por escrito no livro dos Provérbios uma passagem, no mínimo, interessantíssima a respeito daquilo que ele odeia. Vejamos:

Provérbios 6,16-19 – “Seis coisas há que o Senhor odeia e uma sétima que lhe é uma abominação: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, um coração que maquina projetos perversos, pés pressurosos em correr ao mal, um falso testemunho que profere mentiras e aquele que semeia discórdias entre irmãos.”

O olhar altivo é o oposto do olhar humilde. Língua mentirosa é aquela que não profere “A verdade” sobre tudo e sim a sua verdade. Mãos que derramam sangue inocente são aquelas que ferem o quinto mandamento. Coração maquinador é aquele que se preocupa consigo mesmo em detrimento do próximo e com isso agradando ao diabo. Na mesma linha, o coração que engendra seus malefícios tem a contribuição dos pés que tratam de aproximar a pessoa do seu intento. Um exemplo? A pessoa alimenta em seu coração o desejo de fazer algo errado e vencida pelo seu apetite desordenado fisicamente vai cometer o que não lhe convém. Um falso testemunho que profere mentiras, precisa ser bem entendido pois do contrário a pessoa tende a achar que o falso testemunho e a língua mentirosa são redundantes quando não é o caso. Deus quis deixar claro que ele odeia aquele que apenas fala mentiras e também aquele que pratica mentiras com suas atitudes. O ato de pecar já é uma mentira pois ele tem raízes em satanás, o pai da mentira. E por fim, o semeador de discórdias não é visto com bons olhos por Deus porque ao invés de procurar a unidade e comunhão das pessoas com Deus e com o próximo, procura para benefício próprio, puxar o tapete dos outros. É aquela pessoa que quer ver o circo pegar fogo, os outros que se danem contanto que ele fique por cima da carne seca.

Como vemos, caros leitores, o buraco é sempre mais embaixo. Deus nos mostra que certas atitudes e pensamentos são peças chave em nossa caminhada rumo aos céus. E são porque elas acontecem numa tentativa de preservar dos olhos alheios, o mal por trás disso tudo. Exatamente como faz o diabo. Vamos ver a importância dessas coisas que Deus odeia num pequeno exemplo que pode se utilizar de todas ao mesmo tempo? Vamos lá:

Uma pessoa, o marido, que quer tudo do seu jeito e não aceita a humildade em sua vida, se descontenta, por exemplo, com alguém, a esposa, que não lhe serve e atende na medida que ele acha que deve ser atendido, afinal, pensa ser um rei (o dono da casa) e todos a sua volta (filhos e mulher) seus súditos. Bem oposto do que Jesus nos manda fazer. Então está pessoa, o marido, diz que vai fazer alguma coisa (levar o carro no conserto), a esposa contesta porque precisa dele em casa ou para outras coisas, precisa de um marido e pai mais presente. Ele não acata, agride fisicamente e espiritualmente (mãos que derramam sangue inocente) e vai “levar” o carro para o conserto. Mas é mentira, ele vai apressadamente se encontrar com a amante (pés pressurosos em correr ao mal) e de fato coloca em prática essa atitude (falso testemunho que profere mentiras). Assim, o marido que se importa apenas consigo mesmo, promoveu em sua família muita coisa ruim (semeia discórdias entre os irmãos) e também na vida da amante, pois se ela é solteira ou não, isso não importa, ele está usando a pessoa e separando ela da concórdia com Jesus, ou seja, está martirizando esposa e filhos e pecando junto com a outra mulher. Perceberam? Num pequeno exemplo onde caberiam tantos outros, as sete coisas que Deus odeia trabalharam juntas para promover a destruição das famílias (do marido e da amante, mesmo que ela seja solteira pertence a sua família de origem), e colocar na ladeira dos ímpios que irão rolar para a condenação eterna pelo menos, de início, duas pessoas. Digo de início porque o mal gera consequência e dependendo da fé e do apego que os envolvidos tem com Jesus, podem ceder perante essa dor e sofrimento e acabarem mais tarde sucumbindo ao convite do diabo. Então, o que nos cabe, como bem podemos enxergar, é um esforço que no mínimo, deve ser o máximo durante todo o nosso tempo de vida. Vacilou, dançou, já dizia o ditado. Se sabemos que Deus odeia tanta coisa, nos esforcemos para não as praticar e nos esforcemos para não ficar arrumando desculpas para justificar nossos atos errôneos. No fim das contas, na frente do justo juiz, nossas desculpas terrenas só irão servir para nos acusar porque Jesus não espera explicação de ninguém para ver se o convencemos de que nossas atitudes podem nos permitir entrar no paraíso. Se tentarmos desesperadamente justificarmos nossas faltas ele pode até, “educadamente” ouvir, e depois simplesmente dizer: “Eu te avisei, eis agora a sua sentença:"


fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 18 de maio de 2017

A catequese em 5D

Já vai muito tempo em que, quem vos escreve, se tornou catequista. Como aprendemos que o Espírito Santo distribui os diferentes dons como quer e a quem quer para proveito comum, pois sabemos que as coisas são assim porque somos membros do corpo de Cristo, o dom concedido não vem só e não vem para ser somente um adorno, como um colar. Lemos na bíblia que os dons e os chamados de Deus são irrevogáveis. O que isso quer dizer? Quer dizer que não adianta ficarmos dando murro em ponta de faca quando as ordens e os mandatos são celestes. De nada vai adiantar bater o pé e dizer a Deus de que não queremos e pronto. Ou vai? Claro que não, basta lembrar do livro do profeta Jonas. Pois bem, em Romanos 12,7 está escrito que “quem tem o dom de ensinar, que ensine.” Sem saída nos coloca o Deus de amor. Assim como na parábola que Jesus nos conta sobre o servo mau que não fez render o talento por medo do seu patrão, assim não devemos nos comportar em relação ao que espera de nós, nosso criador. Não fomos criados por Deus como uma sonda espacial foi criada pelo homem. A sonda após projetada é lançada numa direção e não retorna mais; nós não. Saímos do pai e a sementinha plantada em nosso coração nos informa que precisamos retornar para a pátria celeste, se quisermos preencher esse vazio que só em Deus pode ser restaurado. Tentar remar contra a maré (os desígnios de Deus) não vai dar certo e o remo vai acabar quebrando. Sendo assim, eis me aqui, como disse Maria Santíssima. Um servo inútil, como disse Jesus em sua parábola, que procura servir a Deus através do ministério da catequese com uma catequese que hoje digo ser uma catequese em 5D. 1 – “D” de Doutrinal: uma catequese completamente embasada nas sagradas escrituras, magistério da igreja e Santa Tradição. 2 – “D” de Dinâmica: uma catequese que não se assemelhe a uma aula de ensino religioso ministrada nas instituições de ensino acadêmico, no formato professor aluno, quadro negro e carteiras, copiar lições, passar tarefas e dar provas. Ao invés disso, um formato mais híbrido que reúna o melhor das diversas formas de se ensinar para que, assim como fazia Jesus, o que se precise ensinar de fato se ensine não se tornando apenas uma transmissão de informações. 3 – “D” de Divertida: uma catequese que transmita o brilho nos olhos relacionado ao que se ensina, de modo que possam compreender que mesmo dentro de temas tão sérios o bom humor e a alegria possam fazer parte dos encontros. Precisa ser motivo de felicidade estarmos reunidos em volta dos conteúdos da catequese. 4 – “D” de Dedicada: uma catequese que não seja feita pela metade. O serviço é voluntário e nem por isso pode ser feito de qualquer jeito. Se não houver esforço e entrega e se viver aquilo que se ensina, como convencer os outros da verdade? 5 – “D” de Decisiva: uma catequese que segue o lema contido na primeira carta de São Pedro 3,15 onde está escrito: “estais sempre prontos para responder em vossa defesa a todo aquele que vos pedir a razão da vossa esperança”. Esse é o propósito da catequese, fazer com que a pessoa depois que concluir a iniciação cristã e chegar a vida a adulta não deixe de ser um cristão católico e membro do corpo de Cristo. Assim como o cinema em seus primórdios era sem som e se filmava com equipamentos de corda, depois tornaram-se equipamentos elétricos, depois vieram as cores e o sistema digital, mais tarde surgiram as filmagens em 3d, da mesma maneira o processo evolutivo e interior do ser humano se desenvolve. Através das experiências de vida e de nossa vivência e relações interpessoais e com Deus, vamos nos desenvolvendo, crescendo no amor e na santidade e conseguindo, estando mais próximos de Deus, sermos purificados pelo seu fogo e transmitir cada vez mais e melhor o evangelho a toda a criatura, como nos ordenou Jesus. Se olhamos para nós hoje e não conseguimos perceber nenhuma melhora, ou ainda se as pessoas olham para nós e não conseguem perceber nenhuma melhora e, mais grave ainda, se Deus não consegue olhar para nós e perceber alguma melhora, o que é que nós estamos fazendo? Ovelhas não chafurdam! E assim por onde quer que passemos, se aceitamos ser catequistas que o façamos como nos pede Jesus. E na verdade nem temos opção, porque todos, como pais, somos os primeiros catequistas de nossos filhos. Depois, na vida social e de comunidade, evangelizamos com nossos exemplos de vida e testemunhos. Se como crismados nos engajamos na catequese na paróquia que moramos ou em que paróquia Deus nos colocar, que o façamos conforme a vontade do Pai lembrando sempre que nunca se trata da nossa vontade (Mateus 6,10) e sim da sua. Artigos relacionados: Como o profeta Jonas Catequista não tira férias fonte: Jefferson Roger
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As necessidades de muitos

 

 

 

 

 

 

 

 

As necessidades de muitos superam as necessidades de poucos ou de um só. Caros leitores, bem-vindos novamente. Nesta pequena reflexão iremos aproveitar uma cena de ficção do filme Star Trek II – A ira de Khan, para extrair uma mensagem aplicando, conforme a natureza deste site, um cunho religioso. Muitas outras denominações também fizeram o mesmo exercício, cada qual dentro da vertente de conhecimento que acreditam e professam. Por aqui não será diferente. Vamos lá. Marcos 9,35 – “Sentando-se, [Jesus] chamou os Doze e disse-lhes: Se alguém quer ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos.” Lucas 22,25-27 – “E Jesus disse-lhes: Os reis dos pagãos dominam como senhores, e os que exercem sobre eles autoridade chamam-se benfeitores. Que não seja assim entre vós; mas o que entre vós é o maior, torne-se como o último; e o que governa seja como o servo. Pois qual é o maior: o que está sentado à mesa ou o que serve? Não é aquele que está sentado à mesa? Todavia, eu estou no meio de vós, como aquele que serve.” João 12,25-26 – “Quem ama a sua vida, perdê-la-á; mas quem odeia a sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna. Se alguém me quer servir, siga-me; e, onde eu estiver, estará ali também o meu servo. Se alguém me serve, meu Pai o honrará.”

E por fim, João 15,13 – “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos.” Como podemos bem perceber, as sagradas escrituras nos ensinam que depois de Deus, o próximo vem em segundo lugar. Nestas pequenas passagens que selecionamos fica muito claro esta verdade. E é fácil de se constatar isso porque se eu me preocupar apenas com meu umbigo e colocar somente todas as minhas prioridades egoístas acima de tudo e inclusive de Deus, já vimos que a coisa não irá dar certo. É Jesus quem atesta isso. Vimos nos trechos acima. Sob a ótica católica a prática do amor que nos é ensinada e pedida é a do amor caridade. O amor que se preocupa com os outros antes de se preocupar com qualquer outra coisa. Um exemplo de pessoa que expressa esse tipo de amor? As mães. Alguém já ouviu dizerem a respeito de uma “verdadeira mãe” que ela deixou “seu filho na mão”?

Claro que não! As mães são aqui na terra uma representação do amor que Deus tem por cada um de nós. Mãe deixa de comprar uma sandália nova para si para comprar um sapato novo para o filho. Mãe deixa de comer a coxa do frango para dar para o filho. Mãe vai visitar o filho na prisão. Mãe atravessa a noite em pé com o filho doente no colo que não consegue dormir e no dia seguinte tem que ir trabalhar. Mães são assim, elas possuem o dom da sabedoria que lhes permitem fazer o que é preciso pelo outro, em primeiro lugar. A caridade é assim, ela vai de encontro as necessidades das pessoas. No contexto do filme, a referida cena trata do personagem Spock sacrificando sua vida para que toda a tripulação da nave fosse salva. Isso, caros leitores, não lhes remetem a atitude de Jesus? Que deu sua vida para que nós tivéssemos vida? Pagando na cruz os nossos pecados? Todos (muitos) precisavam da salvação, poucos a queriam e cabia a Jesus (o um), redimir a humanidade. Não é crime nenhum confabularmos que Jesus não foi obrigado a passar pela paixão.

Com certeza, mesmo em nossa inteligência limitada, podemos conceber que ele sabia muito bem o que lhe aguardaria e que sem dúvida alguma, dentro da Trindade Santa, tinha mais o que fazer, vamos colocar esse “mais” na categoria de “suas necessidades”. Continuemos a imaginar. No entanto, Deus Pai chegou para Jesus e disse: “Filho, você tem que dar uma descida lá embaixo, aquele povo todo não está conseguindo sozinho”. Deus disse claramente a Jesus que a necessidade da humanidade era grande e por isso Jesus veio ao mundo. Agora na contramão da questão, o inverso aconteceu justamente por amor. Para entendermos que as necessidades de um superam as necessidades de muitos, que é a resposta que o capitão Kirk dá a Spock no terceiro filme da saga, assim agiu Jesus para com o Pai. O que o pai queria, que é a salvação de todos aqueles que confiou a Jesus, acontecesse, então, como o próprio Cristo disse nos evangelhos, ele veio para fazer a vontade do Pai, superior a nossa vontade porque ele sabe melhor do que nós o que precisamos e quer nossa salvação muito mais do que muitos de nós, pois como diz a escritura, nem sabemos orar e pedir como convém.

Nos dois filmes a mensagem das duas vias gira em torno do sacrifício que se faz por alguém. Muitos não unem esforços em campanhas para arrecadar recursos para pessoas desabrigadas? Ou então para arrecadar recursos para uma pessoa que precisa de uma grande cirurgia dispendiosa, da qual depende sua vida? Um médico não se empenha em suas cirurgias para curar a muitos? Nossa vida é recheada de exemplos de que as coisas são assim mesmo pois assim como a ficção imita a realidade, a natureza humana imita a natureza divina.

fonte: Jefferson Roger

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quarta-feira, 17 de maio de 2017

O quinto mandamento

Brilhante é a doutrina e a teologia feita sobre a questão dos mandamentos da lei de Deus. É assunto que rende muito pano para a manga. E dá muito pano porque cada mandamento envolve uma série de comportamentos e atitudes que se enquadram dentro do mandato. De muitas formas podemos desobedecer um mandamento. Não existe simplicidade quando o assunto são mandamentos e ao mesmo tempo existe muita simplicidade quando o assunto é mandamento. Parece meio confuso mas vamos ver como se dão as coisas. A doutrina, Santa Tradição e a bíblia convergem para um ponto só na questão dos mandamentos.

A questão não é tão simples porque nem sempre uma desobediência se enquadra na categoria dos erros denominados de pecados graves, que podem nos condenar ao inferno. Só pela doutrina dos pecados, já sabemos da boca do próprio Jesus que existem pecados maiores e menores. Ou através da doutrina e tradição que existem pecados veniais (leves e cotidianos) e graves (mortais). A complicação da coisa está aí, distinguir o que é grave e rompe com o amor e a amizade de Deus, nos privando de suas graças santificantes e o que não é. Na outra esfera do aparente paradoxo se encontra a simplicidade que é transgredir um mandamento.

No presente caso, as pessoas pensem que o quinto mandamento, não matar, se refere apenas a proibição de não tirar a vida física de alguém. Parece até uma conclusão óbvia e, por conseguinte, um mandamento fácil de se seguir, se nos esforçamos para ser pessoas de bem. Não é bem assim, espiritualmente falando, a infração contra este mandamento envolve a morte no campo espiritual, da alma ou a morte no campo físico, do corpo. Normalmente existe uma prudente meditação sobre nosso proceder com relação a cada mandamento. São os famosos exames de consciência. Abaixo coloco um deles para observarmos atentamente como precisamos examinar a fundo nosso modo de agir para com Deus, conosco e para com o próximo a fim de realmente e verdadeiramente nos acusarmos, reconhecidamente e contritamente de nossas faltas:

Meditação: Causei prejuízos ao próximo com palavras ou com obras? Desejei-lhe mal? Agredi alguém? Sou violento? Alimentei pensamentos de vingança? Manifestei ódio ou rancor a alguém? Perdoei de todo o coração as ofensas que recebi? Deixei de falar ou nego a saudação a alguém? Cheguei a ferir ou a tirar a vida ao próximo? Colaborei, de algum modo, em atos que ocasionassem a morte de um inocente? Pratiquei, aconselhei ou facilitei o crime gravíssimo do aborto? Defendi o aborto em certos casos? Fui gravemente imprudente na condução de veículos motorizados pondo em risco a minha vida e a dos outros? Deixei-me vencer pela ira? Cometi algum atentado contra a minha vida? Embriaguei-me ou, levado pela gula, comi mais do que devia? Tomei drogas? Preocupei-me eficazmente pelo bem do próximo, advertindo-o de algum grave perigo material ou espiritual, em que se encontrava ou corrigindo-o como exige a caridade cristã? Escandalizei o próximo, incitando-o a pecar, com as minhas conversas, o meu modo de vestir, convidando-o para assistir a algum espetáculo mau ou emprestando-lhe algum livro ou revista maus? Procurei reparar o mal causado pelo escândalo?

Como vemos, caros leitores, cada mandamento exige uma grande dose de comprometimento na caminhada. A lista completa do exame de consciência tanto para pecados veniais quanto para os pecados que ofendem os mandamentos vocês podem encontrar na aba confissão. Vale sempre a pena nos policiarmos periodicamente para não cairmos num estado de desatenção e começarmos a misturar nossas verdades, aprendidas com o mundo, com a verdade que vem do céu, a qual deve sempre ser nossa guia.


fonte: Jefferson Roger
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A perna curta da mentira

Não adianta pessoal, vamos concordar numa coisa, o ditado popular de que “mentira tem perna curta” é a mais pura verdade que poderia sair da boca do povo. Como sempre digo por aqui, elas são a parábola do povo. Parábolas, como bem sabemos, são uma forma literária de se contar alguma coisa de modo que sua mensagem possa ser melhor compreendida do que se fosse utilizado uma forma de expressão muito erudita ou acadêmica.

Pois muito bem, seguindo como sempre o propósito do site, vamos iluminar a questão com os ensinamentos das sagradas escrituras. Antes, porém, vale comentar que, o assunto da hipocrisia, tão condenada por Jesus, do oitavo mandamento da lei de Deus (não levantar falso testemunho) e das mentiras propriamente ditas já foram palco de outros artigos aqui neste site. Desta forma, o intuito da presente reflexão é abordar o tema por outro ângulo. Não devemos ser ingênuos, o mal em nosso mundo está muito organizado. Ou alguém acha que se o diabo tenta uma pessoa com um tipo de pecado e ele não consegue intento então ele abandona a luta? Claro que não, ele se afasta, estuda a pessoa para tentar, por outro ponto de vista, por outro ângulo, arquitetar nova investida por outra parte a fim de averiguar quão guarnecida ou não ela possa estar. Colocada a questão às claras, vamos em frente.

No capítulo 14,1-5 do livro do Apocalipse está escrito que aquele em que não se achou mentira em sua boca, durante toda a sua vida, é considerado irrepreensível. Em Eclesiástico 7,14 lemos: “Cuida-te para não dizeres mentira alguma, pois o costume de mentir é coisa má.” Também em Eclesiástico 20,26 e 28 lemos que: “A mentira é no homem uma vergonhosa mancha: não deixa os lábios das pessoas mal-educadas. O comportamento dos mentirosos é aviltante, sua vergonha jamais os abandonará.” E em Efésios 4,25 vemos que “Por isso, renunciai à mentira. Fale cada um a seu próximo a verdade, pois somos membros uns dos outros.”

Pois é, caros leitores, nem precisamos ir adiante nas sagradas escrituras. Basta apenas mencionar que de Deus se diz no livro do Eclesiástico 39,24 que “São-lhe apresentadas as ações de todos os viventes, nada é oculto aos seus olhos.” Dessa forma, quem mente está mentindo contra si mesmo, dando falso testemunho, e ofende a Deus por achar que sua mentira, feita longe dos olhares humanos, passou despercebida pelo criador de todas as coisas. Quem mente pensando enganar ao outro, se engana quando pensa que nisso tudo Deus não foi envolvido.

No entanto, alguns podem dizer que se numa mentira for investida muito recurso, esse negócio de que ela tem perna curta não é verdade ou, vamos dar risada? É mentira! Afirmam essas pessoas que são experientes em nunca serem pegas e que vão levar para o túmulo suas gloriosas mentiras. Que estupidez, não percebem que se afirmam isso é porque passaram uma vida no erro e perante o justo juiz todas as suas mentiras terão sim, perna curta. Não há como escapar, cedo ou tarde seremos apanhados, caso estejamos a praticar a verdade do diabo, o pai da mentira. Deus pode nos fazer tropeçar e nos revelar na vergonhosa descoberta que é ser pego numa mentira. Essa é uma atitude de amor que ele faz aos que ainda não decidiram em definitivo viverem afastados dele. Mentira dá trabalho. É mais fácil lembrar de uma verdade do que lembrar de uma mentira porque para que a mentira se sustente muita infraestrutura precisa existir ao seu redor. E sempre se precisa aumentar um ponto do conto para que ela não caia na luz da verdade, que a tudo ilumina. Como vimos nas sagradas escrituras que o costume de mentir é algo mal, o é porque ele destrói nossa reputação e a capacidade que as pessoas tem em confiar em nós. Mentiras fazem com que as pessoas não consigam mais “colocar a mão no fogo” porque temem que o mentiroso regenerado e curado possa ter uma recaída. E como disse Jesus, a recaída é sete vezes pior. Assim como uma traição destrói a confiança conquistada em anos, a mentira destrói essa mesma confiança. Com o leite derramado então, nem chorar adianta. Atentos, vigilantes e firmes nos propósitos divinos, ao custo que for preciso, porque se queremos tanto ir ao céu, não iríamos gostar nem um pouco se no final de nossas vidas totalmente dedicadas a Deus, descobrimos que ele mentiu para nós o tempo todo. Nem sequer cogitamos pensar nessa hipótese e por que então não agimos da mesma forma? Já que temos que ser imitadores de Cristo? É só uma mentirinha, depois eu confesso. Nada disso, assim como um filhote de cachorro e um cachorro adulto são, de fato, cachorros, mentira é mentira não importa sua gravidade, sempre será algo errado. Antes de lembrarmos que a mentira tem perna curta e que podemos ser surpreendidos pela luz da verdade, recordemos que, antes da mentira, curta é nossa vida. Temos pouco tempo para alcançarmos a coroa da glória pois nem sabemos quanto viveremos por aqui. Porque então desperdiçarmos tempo com mentiras?


fonte: Jefferson Roger
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A Virtude da Temperança

Temperança é moderar e equilibrar os prazeres sensíveis. Essa virtude nos é muito importante porque através dela não iremos cometer pecados de ira. Lembrando que a ira é um dos pecados capitais e, portanto, perigosíssimo para a condição da alma. Muitas pessoas já passaram ou já testemunharam a situação onde, num momento apenas, ao invés de ficarem calados, falaram o que não deviam, na hora errada e para a pessoa errada. Em minutos de descontrole podemos arremessar uma saraivada de flechas (palavras) em direção certeira, capazes de perfurar e penetrar tão profundamente o alvo (as pessoas), que mesmo que se retire a flecha e se faça um curativo no local do machucado já será tarde, irá ficar a cicatriz e sabemos muito bem que, velhas feridas se não forem bem tratadas, podem se abrir. A falta desta virtude em nossas vidas faz com que nossos comportamentos fiquem no campo do “demais”. Comemos demais, falamos demais, trabalhamos demais, brigamos demais, quando podemos dormimos demais, tudo no ser humano que não possui a temperança é demais. E notemos que o demais vale também para as coisas boas, senão não existiria a virtude da temperança. Vemos alguns exemplos assim na bíblia e posso aqui destacar um. Trata-se da questão de vigiar e orar sem cessar e da relação marido e mulher. Nas cartas apostólicas e nos evangelhos vemos que é preciso oração e vigilância constante, mas a beleza da virtude da temperança, que não vem para estragar relação interpessoal de nenhuma natureza, se apresenta para contribuir com a questão quando vemos em outra parte das sagradas escrituras que o casal não deve deixar de se relacionar concedendo, de comum acordo, um intervalo para que se dediquem as práticas religiosas da oração. Como vemos, a temperança nos traz o equilíbrio, a ponderação, a calma e a paciência. Quem tem a virtude da temperança consegue contar até dez e não faz burrada. Procura organizar seus pensamentos e dar atenção a tudo que importa e que frutifica em sua vida, descartando os pensamentos que nos conduzem até a ruína da alma. Se dermos asas aos nossos pensamentos e atendermos os apetites de nossos corpos, de dentro de cada um de nós irá brotar um tarado insaciável, ou um assassino, ou um psicopata, ou um ladrão ou.... Os pecados da carne são os que mais condenam as pessoas ao fogo do inferno, porque são pecados cuja participação do corpo acontecem em alto grau. Nosso corpo se comporta como uma criança birrenta que esperneia e faz aquele dramalhão em alto e bom som até que seja finalmente atendido. E nosso corpo é incansável no combate contra as virtudes. Por isso é preciso violência contra ele (Mateus 11,12). Se ele não for domesticado iremos ser seus escravos e nossas vidas não serão mais guiadas pelo coração e sim pelo corpo. Como Jesus nos ensinou que tudo brota do coração, assim que brotado está, as coisas se instalam na mente, para em seguida o corpo ser submetido. No entanto essa ordem se altera se um dos nossos inimigos da alma, que são três, conseguirem êxito contra nossa santidade. O mundo, o corpo e o diabo tentam invadir nosso centro de comando, o coração, para então embotar nossa mente e tomar as rédeas de nossas atitudes. Pecado gera pecado e seu sabor é muito gostoso na boca (se fazer), mas quando chega no estômago (depois que se fez), sua essência aparece e todo um mal-estar acontece (no coração e consciência). Se não dobrarmos nossas vontades e não utilizarmos constantemente a virtude da temperança, facilmente, mas muito facilmente nossa balança irá pender para o lado das facilidades, prazeres e falta de compromissos com tudo que é sério e realmente importa e contribui para nossa salvação. Quando se modera os prazeres sensíveis através da virtude da temperança, o que se faz é corrigir o uso que fazemos dos sentidos e da mente. Por isso se chamam prazeres sensíveis, pois é tudo aquilo que pode ser sentido e experimentado. Corrigindo o uso dos sentidos mantendo cada um dentro da sua finalidade, a tentação da curiosidade se manterá afastada e não haverá vontade de “se ver como é” isso ou aquilo. Quando cedemos um pouco isso não importa porque de fato cedemos por inteiro abrindo toda a nossa guarda. Ou alguém já ouviu dizer que fulano teve um meio tombo? Levou um tombo pela metade? Quando se cai, realmente se cai, não se cai um pouco. Então, sigamos em frente colocando todos os dons recebidos de Deus ao seu serviço, primeiramente, depois ao serviço do próximo e posteriormente ao nosso serviço pois do contrário, sem a temperança, nossa vida será temperada com o veneno do inimigo. Artigos relacionados: O desequilíbrio das pessoas Haja Paciência
fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 16 de maio de 2017

Vaidoso precisa de plateia

Isso é uma consequência natural de quem é vaidoso. O vaidoso sustenta um status de poder e riqueza, seja ela financeira ou não. Se ele, o vaidoso, compra uma roupa nova, precisa mostrar para alguém, precisa se exibir. Se as pessoas não lhe dão bola então o jeito é escancarar, tocar no assunto e falar abertamente: olha minha roupa nova. O vaidoso se basta, não consegue conviver com a humildade, com a simplicidade e pobreza de espírito. Sai para lá essa coisa de pobreza, de qualquer tipo. Vaidoso sempre precisa comprar a roupa da moda porque sua roupa já ficou velha ou caiu no desgosto. Seus armários estão sempre abarrotados, em último caso doam alguma peça de roupa. Dizem que custou dinheiro e se apegam mesmo aos bens materiais. Casos graves deste tipo de apego transformam as pessoas em acumuladores compulsivos. Quem é vaidoso não consegue viver sozinho pois precisa sempre que alguém esteja a lhe aplaudir. Tudo para o vaidoso gira em torno de um palco como se ele sempre estivesse a dar espetáculo. Seu corpo é o primeiro envolvido no assunto da vaidade. Vestir-se bem para o vaidoso não é estar bem arrumado, limpo e decente de modo que suas vestes permitam que suas qualidades interiores apareçam. Vestir-se bem para quem tem vaidade é estar arrumado de forma que seu corpo em combinação com o que veste formem um belo par e possam, aos olhos de todos, causarem olhares de todas as espécies. Olhares de cobiça, olhares de inveja, olhares de desdém e olhares de raiva. A pessoa que é vaidosa se torna um alvo ambulante e promove muitas formas de pecado com seus exemplos e atitudes. Despertam esses sentimentos ruins porque desfilam smartphones caros, roupas caras, sapatos e tênis caros, carros luxuosos, joias e relógios de marca. Também porque instigam o desejo carnal. Se o vaidoso tem poder aquisitivo mais fácil ainda é ele se manter na vaidade porque pode financiar o seu vício que tem origem espiritual. Mas, dentro da vaidade ainda existe o lado espiritual. Porque ela penetra no íntimo do coração e fazendo com que o apego pelos bens, se alastre para as pessoas e para os sentimentos. Nesse ponto vaidade e egoísmo caminham juntas. O vaidoso que tem plateia cativa e fiel, tende a desenvolver um sentimento de posse enraizado no egoísmo. São pessoas que nos tempos de hoje adoram tirar fotos de si mesmas, em posições sensuais, insinuantes e provocativas por pura vaidade e para se mostrarem que estão no páreo da beleza do corpo. Ele vive a disputar sua fama no cenário do mundo. Ai se alguém de sua plateia passa a dar atenção para outra pessoa. O egoísmo dá sinal de vida e elas partem para cima não importando quem seja porque se sentem, na sua falta de atenção recebida, traídas. No fim a vaidade vai se desenvolvendo na vida da pessoa e vai perigosamente caminhando para uma ausência de valores que a mantém próximas de Deus. Quanto mais distantes menos purificadas pelo fogo divino serão e mais próximas do fogo do inferno estarão. O vaidoso desenvolveu tanto o seu amor próprio para um nível doentio que agora se desencaminhou dos trilhos que conduzem ao céu. O esforço é sempre para se manter na crista da onda. Não fazem assim tantos famosos? A indústria de cosmético contribui para isso estimulando a vaidade e a beleza do corpo. A cultura da magreza cultiva a ideia de que é preciso ter um corpo atlético para ser saudável. Então dinheiro e tempo são gastos para manter a forma do corpo e sua aparência enquanto isso o espírito vai ficando em frangalhos. Percebem a intromissão de satanás? Devemos cuidar do corpo, ele é presente de Deus e um dia o apresentaremos no juízo final para recebermos a sentença segundo nossas obras (Apocalipse 22,12). O motivo foi adulterado pela influência do inimigo e por conta da vaidade o cuidado do corpo supera o da alma e acontece por motivos errados, uma vez que o corpo é colocado acima do amor a Deus. Deus, que vê os corações e enxerga no oculto se entristece em ver as pessoas fazerem mau uso do seu corpo, ferirem o pudor e a modéstia e incentivarem e aplaudirem aqueles que fazem o mesmo. Quanto erro, quanto pecado. Que pela misericórdia de Jesus muitos acordem enquanto ainda vivemos o tempo da graça, porque depois vem a prestação de contas. Artigo relacionado: Cuidado com a vaidade fonte: Jefferson Roger
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O que os pais recebem dos filhos

As sagradas escrituras estão repletas de ensinamentos e exortações a respeito do comportamento e relação entre pais e filhos. Nos dois testamentos, o antigo e o novo, o que não faltam são textos que tratam a respeito do tema. Nem poderia ser diferente. Tudo se baseia no princípio da criação, no plano de Deus. Por ser amor e querer compartilhar esse amor eternamente com alguém, não com alguma coisa, nos criou e nos colocou no mundo para assim vivermos na eternidade ao seu lado. Infelizes de nós que herdamos o pecado que se originou lá atrás. Ahhh se esse Adão e Eva cruzarem nosso caminho lá no céu, vamos falar umas boas para eles! Acredito que muitos já pensaram nisso! Mesmo que de forma descontraída. Vamos falar a verdade caros leitores, sobrou para todo mundo o que os dois fizeram e, ainda bem, satanás não ficou de fora e sobrou para ele também. Ufa, que bom, assim, já que todo mundo tem que se ferrar, nada mais justo que o causador de tudo também pague o pato e fique com a fatia maior do prejuízo.

As pessoas as vezes não compreendem porque é que tem que ser assim. Pensam que Deus poderia ter resolvido a questão com os três envolvidos e pronto, passa uma borracha e vamos adiante. As pessoas pensam assim e até se revoltam contra essa atitude divina, mas em seu dia a dia fazem exatamente o mesmo. Querem ver num exemplo?

Dois irmãos, um é mais velho do que outro. O mais velho recebe a missão da mãe de limpar e arrumar o seu quarto, fazer os deveres escolares e depois ir tomar banho e lhe proíbe de ao invés disso ficar jogando videogame e navegando pela internet em seu smartphone. Ao mais novo lhe cabe por hora apenas brincar e não destruir a casa, brincar então apenas com seus brinquedos. A ordem foi dada para os dois. No entanto o mais velho querendo se safar das obrigações convida o mais novo para jogar videogame e navegar na internet. Chegam os pais do trabalho e se deparam com a cena. Eles perguntam: arrumou o quarto, fez a lição, já tomou banho? Ele tem que dizer que não e joga a culpa no irmão mais novo que não o deixava em paz e queria brincar. E com isso acabou conhecendo o mundo da internet e dos jogos eletrônicos, realidade que não eram ainda para seu tempo em termos de idade. Perguntam para o pequeno se é verdade o que o mais velho disse. O pequeno disse que o mais velho disse que a mamãe queria que brincassem junto de videogame e navegassem pela internet para que ele já fosse aprendendo como são as coisas do mundo moderno. O que fazem os pais? Vai todo mundo para o castigo, cada qual de acordo com a sua desobediência e infração. Viram? Assim agem os pais, imitando a natureza humana exatamente o que fez e o que faz até hoje a natureza divina.

Portanto, antes de ficarmos mergulhados nas exortações bíblicas e apostólicas sobre família, pais e filhos, o que é imprescindível e muito recomendado, precisamos ter em mente o que disse Jesus: Conhecereis a árvore pelos frutos. Se plantamos em nossos filhos coisas boas, regamos, cultivamos, podamos as ervas daninhas do mundo, mantemos bem nutrida a sua vivência na fé com nossos exemplos, testemunhos e ensinamentos, isso receberemos deles. Essa é a nossa obrigação assumida perante o altar no dia do santo matrimônio.

O mundo, temos certeza, fará de tudo para que nossa entrada seja proibida nos céus e ademais, também de nossos filhos. Nossa família é um dos principais alvos do inimigo. Nossos filhos são vulneráveis e não estão isentos da batalha. Vale para nossa vida o lema dos três mosqueteiros: um por todos (Jesus por nós) e todos por um (os membros da família por cada integrante dela).


fonte: Jefferson Roger
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Fiel nas pequenas coisas

Lucas 16,10-12 – “Aquele que é fiel nas coisas pequenas será também fiel nas coisas grandes. E quem é injusto nas coisas pequenas, sê-lo-á também nas grandes. Se, pois, não tiverdes sido fiéis nas riquezas injustas, quem vos confiará as verdadeiras? E se não fostes fiéis no alheio, quem vos dará o que é vosso?”

Na medida que crescemos e amadurecemos vamos adquirindo vivência de vida, novas responsabilidades, novos compromissos, a confiança das pessoas, o aumento de nossa fé e, o que é mais importante, vamos sendo cada vez mais agradáveis a Deus. E de todas essas coisas elencadas, uma que é de grande importância é a confiança. Todas as pessoas de bem sabem perfeitamente quanto tempo se leva para se conquistar a confiança de alguém. É uma tarefa titânica. Já ouvimos o povo dizer que “confiança não se conquista do dia para noite”. Quanta verdade nesta frase pois não se conquista mesmo. Vários ingredientes formam a confiança e por ser um item de grande nobreza para o ser humano, até o diabo dá um jeitinho de meter o bedelho na situação para se aproveitar dessa tal de confiança.

Como sabemos que podemos confiar em alguém? Já paramos, caros leitores, para pensar na questão? Nos parece complicado não é mesmo! Difícil de se construir e ser conquistada ela pode facilmente ser perdida. Uma pessoa que demorou vinte anos para conquistar essa confiança pode num instante apenas vê-la escoar pelo ralo por culpa de suas próprias atitudes. O diabo que não vale nada usa o seu armamento pesado e não economiza munição quando o assunto é levar a perdição as criaturas e filhos de Deus. Digo criaturas porque são os ainda não batizados e filhos de Deus, refiro-me aos batizados. Ou seja, o diabo não poupa ninguém de suas investidas. Tolos somos nós em pensar que ele tem mais o que fazer indo atrás de pessoas menos espirituais do que nós e que não possuem tanta fé, achando que nosso estado de espírito já nos coloca a salvo. Erro tremendo! Basta olharmos para a vida dos santos. Muitos foram fortemente tentados até o instante final, na tentativa do inimigo de “converte-los para “o lado negro da força”.

Pela cidade vemos alguns adesivos estampados nos veículos dizendo que Deus é Fiel. Ótima propaganda e evangelização a respeito dessa qualidade divina. Mas é nós, somos convidados pela sagrada escritura em várias passagens a sermos seus imitadores. No matrimônio a confiança está ligada a fidelidade. Podemos naturalmente mais amar o nosso cônjuge se recebemos dele a certeza de que ele nos é fiel. A partir disso, confiamos no parceiro porque sentimos dentro de nós que podemos depositar todas as nossas fichas nele. Deixamos de cogitar que podemos nos decepcionar com alguma pedra no caminho porque conseguimos também perceber que ele nos é fiel até nas pequenas coisas.

Deste ponto em diante nos libertamos das mazelas do mundo e das picuinhas e de tudo que é mesquinho, porque mergulhamos no mistério da relação (Efésios 5,25) e vivemos o desígnio divino (Gênesis 2,24) concebido para nós, vocacionados, desde o início da criação. Não podemos nos amedrontar frente a questão e devemos ao contrário nos esforçarmos para manter em pé nossos melhores valores. Para isso peçamos a Deus e cultivemos a virtude da perseverança, única virtude que será recompensada (Mateus 10,22).


fonte: Jefferson Roger
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Atenção!

Existe uma expressão que diz que “se uma coisa pode dar errado, provavelmente ela vai dar errado”. Um dos motivos que a expressão procura mostrar é a falta de atenção. Ela meio que desmascara a atitude que as pessoas têm em frente aos seus afazeres e também demonstra a falta de preparo. Vamos ilustrar um pouco a questão para compreendermos um pouquinho mais. A expressão quer nos passar a mensagem de que por não agirmos com a devida atenção e o cuidado abrimos espaço, por conta desse nosso comportamento um tanto “relaxado”, para a possibilidade de cometermos um erro, engano, falha ou desatenção que, culminarão num resultado negativo para aquilo que fazemos.

Aí mora o perigo pois dependendo da gravidade da situação, o saldo negativo que se apresenta a nós, não poderá mais ser desfeito ou remediado. Vamos dar um exemplo. Se uma pessoa está andando a pé pela cidade, num trânsito movimentado, se estiver com a cabeça em pensamentos distantes, corre o risco de ser atropelada ao tentar atravessar um cruzamento movimentado e ficar gravemente ferida, com sequelas ou perder a vida. Já ouvimos as pessoas dizerem que para certas situações e ocasiões todo cuidado é pouco. Ou seja, devemos ter a máxima atenção que conseguimos produzir com nossos sentidos.

E vale lembrar que os sentidos podem ser treinados. Todos eles. E ainda mais, nosso cérebro também, isso já foi comprovado cientificamente. Mantê-lo em constante atividade é um salutar exercício para sua longevidade, bom funcionamento e desempenho. E é claro, a famosa noite de sono. Qualquer um sabe que é preciso colocar o corpo humano na tomada todos os dias. E assim como um celular que se deve esperar a bateria quase descarregar para “dar” outra carga nela, da mesma forma temos que restaurar nossas forças por completo e não de forma parcial. O que seria essa parcialidade? Seriam as noites mal dormidas ou dormidas de forma insuficiente. O cansaço vai se acumulando pelo corpo e mais tarde a fatura vai ser apresentada, quando a vida útil de nosso corpo já estiver comprometida.

Como somos um composto de corpo e alma. Nossas ações na carne contribuem também para a alma. O mesmo acontece no outro sentido. Nem poderia ser diferente, não somos como os outros seres vivos do planeta, que não possuem alma. Por isso cabe também aqui outra expressão que diz que “devemos ter atenção redobrada”. Não basta cuidarmos só do corpo ou só da alma. Se o corpo contribui para a realidade do pecado, que é espiritual, ambos irão padecer no dia do juízo. Não é possível descartamos o corpo como uma cobra que troca de pele e entrarmos no céu somente de alma.

O corpo, que é muito valioso para os olhos de Deus, é visto como a parábola dos talentos onde o patrão confiou aos empregados as moedas e depois que retornou de viagem recebeu de cada um a prestação de contas. Aquele a quem não rendeu o talento foi considerado servo mau e infiel. Não devemos ser assim, não devemos deixar que a falta de atenção nos prejudique seja em qual instancia de nossa vida ou em que natureza de nossa existência for. Se precisamos vigiar e orar sem cessar como nos ensinam as escrituras então precisamos é ficar atentos mesmo. Não atentos de vez em quando. A escritura é clara: “sem cessar”. Pois assim, estaremos nos comportando como imitadores do Cristo (1ª Coríntios 11,1) que é atento a tudo e dele não escapa nenhum detalhe das coisas que fazemos e que brotam em nossos corações. Com uma vida para se viver e apenas uma alma com uma chance para se salvar, ser desatento não nos parece bom negócio. O desatendo se distrai e o distraído cai em tentação.


fonte: Jefferson Roger
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A crueldade do mundo

Caros leitores, que o mundo não é um grande arco-íris todo mundo sabe. A nova Jerusalém Celeste ainda virá e então sim, os eleitos e salvos viverão no paraíso. Por enquanto o que nos resta? O que nos cabe? Não lhes parecem que fomos jogados na jaula dos leões e é um salve-se quem puder? Santa Catarina de Gênova tem uma frase que muito bem se aplica a todo aquele que adere ao evangelho: “Chega de pecado, chega de mundo!” E com certeza deve ser assim mesmo. Aqui estamos como que num estágio preparatório. O dia da avaliação final é na frente do justo juiz, Jesus Cristo. Ai dos que não construíram sua casa sobre a pedra e sim sobre a areia. Grande será sua ruína. Sobre o mundo? Vamos colher um depoimento retirado da fala de um personagem de ficção do último filme da saga Rocky Balboa para demonstrarmos que até a ficção, que imita a realidade pode contribuir para levar os bons valores e pensamentos para as pessoas. Deus é infinita sabedoria e se utiliza de suas criaturas para sempre propagar seus ensinamentos e mensagens. Vejamos:

“O mundo não é um grande arco-íris; é um lugar sujo, um lugar cruel, que não quer saber o quanto você é durão. Vai botar você de joelhos e você vai ficar de joelhos para sempre se você deixar. Você, eu, ninguém vai bater tão forte como a vida, mas não se trata de bater forte. Se trata de quanto você aguenta apanhar e seguir em frente, o quanto você é capaz de aguentar e continuar tentando. É assim que se consegue vencer. Agora se você sabe do teu valor, então vá atrás do que você merece, mas tem que estar preparado para apanhar. E nada de apontar dedos, dizer que você não consegue por causa dele ou dela, ou de quem quer que seja. Só covardes fazem isso e você não é covarde, você é melhor do que isso.”

E não é assim que o mundo pode ser descrito? Que a vida pode ser descrita? Que as pessoas podem ser descritas? O diabo está de acordo e concorda que tudo pode ser descrito dessa maneira. Então ele quer vender a ideia de que Deus é um mentiroso, porque o mundo pode ser para você um mar de rosas, um lindo e belo arco-íris. Ele quer vender a ideia de que para vencer não é necessário aguentar surras atrás de surras, deixe de lado esse Deus castigador e se renda aos prazeres da vida. Ele quer vender a ideia de que é preciso nesta selva de pedras eliminar os concorrentes para se obter benefícios próprios pois o que vale é estarmos por cima, estarmos no topo. Com isso satanás quer vender o pacote completo que te permite viver como você quer, ter o que quer e ser como quer. Porque o lugar de provações pelas quais passamos aqui na terra não satisfaz nossos maiores desejos, afinal, Deus, segundo o diabo é um desmancha prazeres. Se não ouvimos a verdade, que é dura, dói, transforma e converte, quando abraçada, tratamos de comprar a ideia do inimigo e passamos a investir em nossa verdade, uma verdade que a cada dia começa a se assemelhar mais e mais com o que pensa satanás a respeito de Deus. Acontecendo isso, vamos passando para o time do inimigo, nos revoltando contra Deus, nos tornando seus inimigos e nos recolhendo em nosso mundinho, nos satisfazendo em saciar os apetites da carne e idolatrando bens e pessoas.

Fazendo isso desobedecemos ao primeiro mandato de Deus, não damos mais bons exemplos, disseminamos o veneno do pecado com nossas atitudes e reservamos, para a profunda tristeza do nosso criador, um lugar na perdição eterna. Que tristeza é ver tantas pessoas ficando pelo meio do caminho porque tentam andar sozinhos quando já nos foi dito que não é possível (João 15,5). Se o mundo nos apresenta a sua crueldade, isso é motivo de alegria, porque, criado por Deus para nos abrigar neste período de provações e tribulações, é por meio dele, que recebemos de Deus todas as oportunidades para crescermos no amor e na santidade. Quem quiser deixar as oportunidades passarem que fique esperneando de quatro na cama de seu quarto, fazendo birra, choramingando em altíssimos decibéis como se assim fosse arrancar de Deus, alguma exceção para sua vida.

1ª Pedro 4,12-19 – “Caríssimos, não vos perturbeis no fogo da provação, como se vos acontecesse alguma coisa extraordinária. Pelo contrário, alegrai-vos em ser participantes dos sofrimentos de Cristo, para que vos possais alegrar e exultar no dia em que for manifestada sua glória. Se fordes ultrajados pelo nome de Cristo, bem-aventurados sois vós, porque o Espírito de glória, o Espírito de Deus repousa sobre vós. Que ninguém de vós sofra como homicida, ou ladrão, ou difamador, ou cobiçador do alheio. Se, porém, padecer como cristão, não se envergonhe; pelo contrário, glorifique a Deus por ter este nome. Porque vem o momento em que se começará o julgamento pela casa de Deus. Ora, se ele começa por nós, qual será a sorte daqueles que são infiéis ao Evangelho de Deus? E, se o justo se salva com dificuldade, que será do ímpio e do pecador? Assim também aqueles que sofrem segundo a vontade de Deus encomendem as suas almas ao Criador fiel, praticando o bem.”


fonte: Jefferson Roger
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Viver por Nada ou Morrer por Alguma Coisa

“Cada um de nós queria estar em outro lugar, mas isso é o que fazemos, quem somos. Viver por nada ou morrer por alguma coisa.” Esta frase, caros leitores, para mim contém grandes mensagens que podemos extrair para o cotidiano de nossas vidas. Sempre o que nos cerca pode de alguma maneira nos influenciar para o bem ou para o mal. Nem é difícil de acatar essa verdade. Se Deus é o criador de todas as coisas visíveis e invisíveis ele pode muito bem se utilizar de pessoas, coisas e situações para nos comunicar seus interesses e sutilmente nos corrigir quando teimosamente insistimos em sair dos trilhos. Infelizmente, como numa mesa de pingue-pongue, bola que quica aqui, quica lá. O macaco imitador de Deus, satanás, como é criatura e não tem poder de criação, pois não é Deus, se utiliza da obra criada por Deus para oferecer suas tentações e influenciar corações desguarnecidos.

E muito esforço o diabo faz para que não busquemos as coisas do alto (Colossenses 3,1), para que vivamos por nada. Uma das estratégias do inimigo, muito bem pensada por sinal, é nos instigar a querer muitas conquistas materiais e pessoais. Assim ele estimula a avareza e a soberba e também a inveja. Estimula as pessoas a quererem sempre mais bens materiais e quererem mais conquistas pessoais, como melhores empregos, mais dinheiro, mais sucesso, mais prazeres e assim por diante. No entanto ele coloca essas conquistas na mente da pessoa, num patamar tão alto e difícil de ser alcançado, porque para alcança-los é necessário romper com o evangelho. Isto implica na renúncia que Jesus nos pede. Nesta encruzilhada, não querendo abrir mão das conquistas iniciais já alcançadas e que se comportam como uma amostra grátis, a pessoa perigosamente caminha por áreas que passam por perto da depressão, desespero, vícios e outras formas de doenças da alma que a sufocam e não permitem que a luz de Deus seja vista. Deus passa a ser tratado como um inimigo, um desmancha prazeres.

Passamos a não enxergar o motivo da vida e acreditamos então, que se não temos o que queremos, vivemos por nada, uma vida que não nos dá direito a nada porque esse Deus por muito pouco que queremos, cobra muito. Se a pessoa chega nesse ponto ela chuta o balde e passa a viver só o aqui e agora como um sujeito que foi ao parque de diversões torrar todo seu dinheiro nos brinquedos. Mas o dinheiro acaba, assim como vimos na parábola do pai misericordioso (Lucas 15). Então nesse ponto, compreendemos que temos que refazer nossas escolhas, temos que ao invés de viver por nada, temos que morrer por alguma coisa. Nas sagradas escrituras aprendemos que Cristo morreu por cada um de nós, numa atitude de amor. Ele mesmo disse que não existe amor maior do que aquele que dá a vida por seu irmão. E aprendemos que precisamos ser seus imitadores (1ª Coríntios 11,1).

E como seus imitadores devemos viver ao preço necessário a se pagar por conta de entrarmos no paraíso. Isso significa morrer por alguma coisa. Viver uma vida conforme a vontade de Deus para um dia ao morrermos recebermos o prêmio eterno. E não existe alguma coisa acima disso. No aqui e agora precisamos morrer para o mundo e suas pompas, seus prazeres. O diabo se esforça para que não queiramos viver esse sacrifício e ele tenta nos convencer de que quando as dificuldades, provações e tribulações aparecem, queremos outra coisa, queremos estar em outro lugar, longe disso tudo. Se somos convencidos ele nos apresenta as tentações e todas as suas delicias pecaminosas. Mas, bem diz a frase inicial do artigo. Existe o mas, ou seja, apesar da batalha que se desenrola dentro de nós, é isso o que fazemos, lutar, e é isso quem somos, predestinados a santidade. A cada tentação vencida, apesar dos pesares, vamos seguindo adiante e vamos superando dentro de nós a tristeza por ter que se abandonar aquilo que gostaríamos de ter, de ser e de fazer. É a inevitável renúncia aos prazeres sensíveis, incluída nos pedidos que Jesus faz a cada um de nós. Agora é difícil? Parece não valer a pena, parece que Deus é injusto e quer apenas nos conceder a felicidade do paraíso depois que sofrermos um bocado por aqui? Pois é, não existe negociação. A felicidade do mundo não se mistura com a felicidade celeste (Tiago 4,4). Deus colocou as coisas assim e não há o que fazer para mudar isso. O diabo fala que há e aqueles que são convencidos por ele viram as costas para Deus e se deleitam no aqui e agora. Deixam a renúncia de lado e passam a não se importar com o que fazem de suas vidas e passam a acreditar que tentar salvar uma vida não vale mais a pena, a começar pela própria vida. É preciso então, pedir a Deus a graça de termos em nossas vidas a única virtude que será recompensada, a virtude da perseverança (Marcos 13,13).


fonte: Jefferson Roger
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Pobre do nosso corpo

Como é triste andarmos pelo mundo afora e vermos o presente de Deus, nosso corpo, sendo utilizado para tantas outras coisas que não o seu fim último: o da santidade e serviço a Deus e ao próximo por amor a Deus. O corpo que irá ressuscitar no último dia e se apresentará junto com nossa alma perante o justo juiz. Em suas aparições Nossa Senhora tem pedido a oração constante do Santo Rosário e a oferenda de sacrifícios pela conversão dos pecadores e reparação pelas ofensas diárias que seu filho sofre por conta de tantos pecados e das muitas modas que existem no mundo. Que consolo, no entanto, para aqueles que compreendem a graça que receberam de serem tutores desse bem tão precioso, que um dia poderá se tornar um corpo glorioso, assim como o de Jesus ressuscitado, para poder entrar no reino dos céus. Mas, essa forma escolhida por Deus para interagirmos aqui na terra, lugar tão bem chamado de vale de lágrimas, já que no início dos tempos o pecado, invenção angélica, se instalou e se disseminou por toda a humanidade, como vemos no livro do Gênesis, foi corrompida e nos remeteu para fora do paraíso. Agora, na plenitude dos tempos, Jesus Cristo colocou ordem na casa. Aquele de quem muitos ouviram falar e não dão bola para o que ele diz. E diz até os dias de hoje, porque vive a direita do pai. Quem não acredita e escolheu pagar o preço muito que bem, não é por falta de aviso. Comportam-se como se não soubessem as coisas e sabem, porque é mais fácil e exige menos esforço virar as costas para o problema e para as responsabilidades.

Pois bem, as portas do paraíso foram descadeadas por Jesus. A chave que ele usou para abrir esse cadeado foi o seu sangue. Pagando um preço que ninguém podia pagar, estamos resgatados da dívida impagável e nos foi concedido a graça de nos esforçarmos para passar por esta porta (Mateus 11,12). Ou alguém achou que tudo bem, beleza! Vamos festar e depois no fim de nossas vidas continuaremos a festar lá no céu, para sempre? Viva! Jesus quebrou meu galho! Os que pensam por esta linha são aqueles que não levam a sério a vida que tem, seu propósito e seu destino. Fazem do seu corpo uma área de lazer, uma vitrine de vaidades, um cabide de doenças e dão com isso grande desgosto ao seu criador. Pobres, fingem esquecer ou não querem se lembrar que vivem pelo milagre ordinário e cotidiano que Deus lhes proporciona todos os dias. Num instante gozam os prazeres e orgias da vida e no outro poderão estar vegetando numa cama, dependendo de quem lhes limpem até suas intimidades. São arrogantes, metidos, soberbos e olham para o próximo como se fosse um inferior, mas, se esquecem de que Jesus disse que o que fizerem a alguém, estarão fazendo a ele mesmo. Num instante Deus pode lhes conceder, por amor, grandes sofrimentos e mudar suas vidas para sempre, numa tentativa de que se arrependam e voltem seu olhar para a eternidade do paraíso. Porém, se aceitam, voltaram para o seio do pai, senão, serão entregues as suas paixões (Romanos 1,28-32).

Vejam esse exemplo das fotos. Uma jovem tailandesa de 21 anos, que movida pela sua vaidade e pela moda fez algumas tatuagens. Depois arrependeu-se porque a tatuagem iria atrapalhar sua relação no trabalho. E percebam caros leitores que não se arrependeu porque profanou seu santo corpo recebido de Deus, arrependeu-se por motivos mundanos. Mas Deus que é amor, também é justo e nos mostra que as coisas não são do nosso jeito, são do jeito dele. A moça por não ter dinheiro para pagar uma cirurgia de remoção a laser, resolveu comprar pela internet um produto químico para passar no corpo, na esperança de remover a tatuagem. Olhem o resultado, foi um desastre. Se quiserem ver fotos mais chocantes acessem o site original (clicando aqui) onde a matéria pode ser lida na íntegra. Tomem cuidado e sejam prudentes, são imagens fortes. É fato que existe a tecnologia para se remover tatuagens e restaurar a pele. Deixo como exemplo o endereço de uma empresa americana especializada nesse serviço. Chama-se Picosure. Este acontecimento ainda nos remete a outra mensagem: Devemos ter cuidado! Certas decisões que tomamos podem impactar muitas coisas, muitas pessoas, nossa existência no aqui em vida e depois da morte. Precisamos seguir o exemplo de Jesus, que em cada momento de sua vida terrena, quando precisava tomar alguma atitude ou iria passar por alguma situação importante, se recolhia em oração ao Pai, pedindo o necessário. Assim devemos ser, o Espírito Santo Paráclito que nos foi prometido para nos recordar tudo que o mestre nos ensinou e nos ensinar toda a verdade está aí. Esquecido por muitos que só lembram que ele existe quando pronunciam o sinal da cruz. Precisamos recorrer em oração pedindo os dons da sabedoria, inteligência, ciência, fortaleza, conselho, piedade e temor de Deus, os sete dons do Espírito Santo. Não conseguimos sozinhos (João 15,5), se nos afastamos de Deus vamos deixando de ser purificados e nos contaminando com as coisas do mundo. Se escolhemos receber agora a nossa recompensa, nosso corpo paga o preço agora e nossa alma pagará o preço depois.

Vídeo relacionado:


Duração = 12min56s


fonte: Jefferson
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segunda-feira, 15 de maio de 2017

Lá vem chumbo grosso

Olá pessoal, vamos concordar com uma coisa, se uma coisa que é difícil de se fazer é atravessar por uma cerca de arame farpado sem se machucar. Ou se rolar num gramado com roupas curtas sem depois ficar com coceira. Ou ainda beber alguma coisa bem gelada no inverno sem ficar ao menos com a garganta irritada. Ou comer bolacha recheada de chocolate sem sujar os dentes. E cada um de vocês podem colocar tantas outras situações do dia a dia que, se arriscarmos enfrentar, sabemos que possivelmente e provavelmente não sairemos ilesos. Pensemos agora nos relacionamentos interpessoais. Alguém já viu uma discussão acabar bem? Claro que já, porque discussões podem ser boas ou não. Exemplo de uma discussão boa? Um planejamento numa reunião onde se discute e define as atribuições de cada um para a execução de algum evento.

Agora, já que as boas discussões obviamente trazem bons resultados e frutos na vida das pessoas vamos refletir um pouquinho sobre aquelas que são calorosas onde ninguém quer dar por derrotado. As discussões que a bíblia chama de contenda. Os verdadeiros bate bocas, o arranca rabo, a quebração de pau mesmo. O tipo de discussão que machuca, que ofende, que humilha, que incomoda, que faz sofrer, faz chorar, faz querer vingança e pode levar a consequências mais graves, como vemos em tantos noticiários policiais, quando a morte de alguém faz parte deste cenário promovido pelas discussões.

Quando as discussões acontecem, sendo de fato inevitáveis, o que fazer? Entrar na dança e partir para o bate boca? Resolve alguma coisa? Vamos abrir um parêntese para acrescentar algumas passagens bíblicas que falam sobre o assunto:

Efésios 4,26-27 – “Mesmo em cólera, não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao demônio.”

Tito 3,9 – “Quanto a questões tolas, genealogias, contendas e disputas relativas à lei, foge delas, porque são inúteis e vãs.”

Tiago 3,14 e 16 – “Se tendes no coração um ciúme amargo e gosto pelas contendas, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade. Onde houver ciúme e contenda, ali há também perturbação e toda espécie de vícios.”

2ª Timóteo 2,23-26 – “Rejeita as discussões tolas e absurdas, visto que geram contendas. Não convém a um servo do Senhor altercar; bem ao contrário, seja ele condescendente com todos, capaz de ensinar, paciente em suportar os males. É com brandura que deve corrigir os adversários, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento e o conhecimento da verdade, e voltem a si, uma vez livres dos laços do demônio, que os mantém cativos e submetidos aos seus caprichos.”

Tarefa nem um pouco fácil, todos sabemos. Existem pessoas que ficam surdas durante uma discussão, só escutam o que querem e o que falam. Nada ouvem a partir de um certo ponto pois julgam já ter ouvido o necessário e dessa forma despejam uma verdadeira rajada. É chumbo e do grosso calibre. Para não se perder uma discussão elas despejam seu cartel de lembranças de todas as épocas. Tudo aquilo que se fez de errado e de mau, é colocado em pauta, exatamente como se sabe que o pai da mentira, o acusador, satanás, irá fazer no dia de nosso juízo, na tentativa de depor contra cada um de nós. De mãos da sua verdade, nem com uma boiada deixam a briga de lado. Nestas discussões, que nunca terminam, se encerram e resolvem o problema, como as boas discussões, o que se fica fazendo é apostar queda de braço para ver quem ofende mais, uma vez que nesta altura, tantas feridas presentes não irão condecorar nenhum vencedor. É ferida sobre ferida, marca sobre marca, ofensa sobre ofensa ficando cada vez mais difícil colocar um definitivo fim na questão. O tempo passa e com ele irão surgindo novos motivos para se acender esse pavio e cada vez motivos menores são capazes de acender o estopim. O que fazer? Simples, podemos começar da seguinte maneira. De nossa parte vamos admitir os erros, dar ouvidos, reconhecermos nossas falhas. Temos dois ouvidos e uma boca, precisamos então escutar mais e falar menos, até porque de nossa boca podem sair verdadeiras flechas que depois de lançadas não voltam mais. Onde ela atingir, vai machucar. Sempre falta perdoar e reconhecer na humildade nossas limitações e erros. Ego inflamado e orgulho manchado pela vanglória trabalham na contramão do bom proceder. Que tal pegarmos esse chumbo grosso e utilizarmos para fundir um molde que possa nos unir e nos ajudar a seguirmos juntos em frente ao invés de desperdiçar munição e recursos em batalhas que não irão coroar nenhum dos lados? É como diziam os antigos: Deus está vendo!


fonte: Jefferson Roger
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A oportunidade de vos amar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Olá caros leitores, bem-vindos. Começo este artigo relembrando um ditado popular que muito bem se encaixa na reflexão deste tema. O dito diz assim: “você está com a faca e o queijo nas mãos”. Vamos em seguida, colocar um exemplo de situação onde essa expressão se encaixa. Trata-se de quando alguém está encarregado de desempenhar alguma tarefa que exige boa dose de trabalho, dedicação e esforço. Aquele ou aqueles que irão solicitar a execução da tarefa, por saberem que não é uma fácil empreitada, fornecem todos os subsídios necessários para que ela possa ser realizada. Então chegam para a pessoa designada, explicam o que ela tem que fazer, dão todas instruções e terminam dizendo o ditado da faca e o queijo. O que querem dizer? Querem dizer que tudo que ela precisa está disponível, ao seu alcance, basta tomar posse e utilizar. Assim age Deus.

Os ditados populares, como costumo dizer por aqui, são as parábolas do povo. Deus que nos quer no céu muito mais do que nós mesmos queremos chegar lá, nos cumula de todas as “ferramentas” de que precisamos para seguir o caminho da porta estreita. No céu, nossa entrada será admita após o veredito sobre nossas obras (Apocalipse 22,12) decretar que estamos salvos e somos santos, ou estamos salvos e ainda não somos santos. Explico: trata-se da realidade do purgatório, maravilhosamente pensada por Deus para aqueles que se esforçaram para andar pelo caminho do evangelho mas deixaram de satisfazer e espiar algumas ofensas arrependidas, feitas contra Deus. Por isso dão aquela passadinha ou passadona pelo purgatório para completar a purificação necessária e entrar definitivamente na glória dos céus. Em verdade, agora neste vale de lágrimas é o tempo para nos desenvolvermos e crescermos no amor e na santidade. Para ser santo é preciso amar. Quem é ama mais é mais santo, quem ama menos é menos santo. Deus por conta disso, nos dá “a faca e o queijo nas mãos”. Nos cobre durante a vida de muitas oportunidades para ama-lo e como bem disse Jesus, amar ao próximo como a nós mesmos.

Quando sofremos por amor a Deus ou ao próximo, eis aí uma oportunidade concedida. Se somos ofendidos, caluniados, perseguidos tudo por causa do amor que temos por Deus ou pelas pessoas, Jesus já disse nas bem-aventuranças que isso são graças, ou como estamos a refletir, são oportunidades de, com nossa atitude de reação, expressarmos nosso amor por Deus, sempre por Deus. Como disse Santa Teresa de Calcutá, no fim das contas tudo é entre Deus e nós e até a nossa relação para com o próximo passa pelo crivo divino. Vejamos: Romanos 12,9-21 – “Que vossa caridade não seja fingida. Aborrecei o mal, apegai-vos solidamente ao bem. Amai-vos mutuamente com afeição terna e fraternal. Adiantai-vos em honrar uns aos outros. Não relaxeis o vosso zelo. Sede fervorosos de espírito. Servi ao Senhor. Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração. Socorrei às necessidades dos fiéis. Esmerai-vos na prática da hospitalidade. Abençoai os que vos perseguem; abençoai-os, e não os praguejeis. Alegrai-vos com os que se alegram; chorai com os que choram.

Vivei em boa harmonia uns com os outros. Não vos deixeis levar pelo gosto das grandezas; afeiçoai-vos com as coisas modestas. Não sejais sábios aos vossos próprios olhos. Não pagueis a ninguém o mal com o mal. Aplicai-vos a fazer o bem diante de todos os homens. Se for possível, quanto depender de vós, vivei em paz com todos os homens. Não vos vingueis uns aos outros, caríssimos, mas deixai agir a ira de Deus, porque está escrito: A mim a vingança; a mim exercer a justiça, diz o Senhor (Dt 32,35). Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber. Procedendo assim, amontoarás carvões em brasa sobre a sua cabeça (Pr 25,21s). Não te deixes vencer pelo mal, mas triunfa do mal com o bem.” 

 

Duração = 14min38s fonte: Jefferson Roger

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Ter ciúmes pode? Deve?

Muitos podem dizer, caros leitores, que eis aí mais um assunto que é polêmico porque sobre ele podem-se gerar opiniões diversas sobre a questão. Pode ter ciúmes, não pode, deve, não deve, é saudável, não é e tantas outras situações que surgem a partir desse sentimento. Mais uma vez então, a pedido de uma de nossas assíduas leitoras, este site entra no assunto procurando colaborar na questão e, como sempre, colocando a reflexão sobre o tema pautada numa visão sobrenatural e bíblica. Nada de expressões técnicas ou aprofundamentos científicos, psicológicos e acadêmicos sobre o tema. Vamos ao estilo curto e grosso, como São Pedro fazia. Inicialmente, porém, vamos colocar aqui uma das definições que encontramos pelos dicionários mundo afora. Diz-se que “O ciúme é um sentimento de reação natural do ser humano produzido pela falta de exclusividade do sentimento, da dedicação e do cuidado da pessoa de quem se gosta. É uma dedicação ao amor. O ciúme é uma manifestação provocada pela falta de confiança no sentimento do outro, que é transformada em medo de perder o parceiro.” Muito bem, sigamos adiante e de cara vou logo dizendo que Deus tem por cada um de nós um amor ciumento (Isaías 63,15). E por quê? Como vemos na definição dos dicionários, seu amor é ciumento porque ele tem medo de nos perder, no seguinte sentido. Ele que nos criou as moradas eternas e todo o paraíso em vistas de compartilhar seu amor conosco por toda a eternidade, criou, sem dúvida algumas, como atesta São Paulo (1ª Coríntios 2,9), maravilhas que nem temos conhecimento ainda, que os olhos não viram e nem os ouvidos escutaram. Por isso o seu ciúme, pois sabe que se nos perder, na verdade quem sairá perdendo somos nós. Deus irá se entristecer se ao fogo do inferno nos atirarmos por conta de nossas obras, mas ele continuará como Deus, e nós? Por outro lado, existe também o sentimento que é causado pela insegurança na falta de reciprocidade, confiança e também com algumas pitadas de egoísmo e sentimento de possessão. Se batalhamos para juntar um dinheiro e comprarmos aquele tão sonhado carro, pode acontecer que nosso zelo pelo bem que custou nosso suor possa chegar a patamares onde o ciúme comece a mostrar as caras. Nos tornamos até chatos, porque ai de quem não limpar o pé para entrar no carro. Não se pode comer nada dentro do carro, pode cair restos de comida e farelos pelos bancos. Beber alguma coisa então? Nem pensar! Se alguém estiver passando mal que avise para eu parar meu carro, não quero ninguém vomitando aqui dentro. Cuidado onde pega, pode encardir o acabamento do carro ou cuidados com seus objetos pessoais, sacolas e outras coisas porque pode riscar ou arranhar partes internas do carro. Não saio de casa com mau tempo e para lugares não tão bem pavimentados porque vai sujar meu carro. É só um exemplo e que nos parece um pouco exagerado pois está perigosamente colocando o bem, de forma idolátrica em sua vida. Ora, é só um carro, é preciso usar o bem ao serviço do reino de Deus. É preciso carimba-lo com a marca do eterno e não do inferno. Explico: se uso meu carro para passear com a família, ir ao mercado, ajudar as pessoas que precisam ir ao médico e assim por diante, sem dúvida carimbei o veículo com o carimbo do eterno. Agora, se uso meu carro para deixar a família em casa, mentir que vou leva-lo no auto center e saio para cometer adultério, trata-se claramente de um uso que recebeu o carimbo do inferno. Assim é em todas as áreas da vida, com coisas e com pessoas. A bíblia se refere a isso como obras e como vimos no exemplo acima originada pelo ciúme. Vejamos um pouco de luz sobre isso nas sagradas escrituras: 1ª Coríntios 3,3 – “Com efeito, enquanto houver entre vós CIÚMES e contendas, não será porque sois carnais e procedeis de um modo totalmente humano?” Romanos 13,12-14 – “Despojemo-nos das obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz. Comportemo-nos honestamente, como em pleno dia: nada de orgias, nada de bebedeira; nada de desonestidades nem dissoluções; nada de contendas, nada de CIÚMES. Ao contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não façais caso da carne nem lhe satisfaçais aos apetites.” Gálatas 5,19-21 – “Ora, as obras da carne são estas: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, CIÚMES, ódio, ambição, discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Dessas coisas vos previno, como já vos preveni: os que as praticarem não herdarão o Reino de Deus!” Como vemos caros leitores ter ciúmes pode ser uma atitude boa ou ruim, saudável ou doentia. Sabemos que é uma reação natural que pode brotar do coração e precisamos estar atentos para corta-la pela raiz se a origem não for boa. As vezes não é algo simples porque não procuramos em alguns casos termos ciúmes, ele foi provocado em nós. Desta forma, corta o mal pela raiz é uma atitude que precisa ser feita a dois através do diálogo para acerto de detalhes e diferenças de modo a se evitar, com vimos nas escrituras, as contendas. Do contrário, uma boa dose de ciúmes que não ultrapasse o desapego é bem-vinda uma vez que preserva em nós a consciência de que devemos valorizar tudo que possa produzir bons frutos em nossa vida e na vida das pessoas como é o ciúme de Deus por nós. Artigo relacionado: Outra família que se vai fonte: Jefferson Roger
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