terça-feira, 31 de janeiro de 2017

É possível tirar férias de tudo?

Normalmente a cultura do mundo rotula a questão das férias do trabalho como uma oportunidade de viagem, descanso prolongado e desligamento, pelo menos é o que se sugere, das obrigações e local de labuta, local do ganha pão, sustento para as famílias. No entanto, como qualquer um bem pode exemplificar, de certas coisas não podemos tirar férias. E podemos ainda afirmar que nunca poderemos. Se pensarmos com calma iremos perceber que podemos montar uma lista muito grande. De fato, seja no campo do corpo ou no campo da alma, nem tudo podemos deixar de lado. Se a pessoa tirar trinta dias de férias, ela com certeza não irá ficar trinta dias sem se alimentar. Muitos podem pensar que é até ridículo pensar assim, porque afinal, o saco vazio não para em pé, já diz o ditado popular. Se podemos concordar caro leitor nesta linha de raciocínio é porque entendemos que algumas coisas são essenciais para a vida e não podem ser deixadas de lado, jamais, sob pena de uma catástrofe das boas em nosso corpo humano. Mas, eis aí o detalhe que o mundo insiste em esconder, mesmo que com uma peneira, aos olhos embotados da humanidade, perante suas ofertas terrenas. Nós, que somos um composto de corpo e alma temos este princípio aplicado para o conjunto. Ora, o pecado é uma realidade espiritual, mas o corpo contribui em menor ou maior grau de participação. Desta forma, também existe aquilo que é essencial para a alma; vamos lembrar, somos corpo e alma, que após a vinda gloriosa de Cristo e seu julgamento no dia do juízo, irá transformar nosso corpo num corpo glorioso, se nossa recompensa for a coroa da vida eterna. Ou irá, conforme nos relatam os evangelhos, atirar-nos no inferno, local da segunda morte, a morte do corpo e da alma. Pois bem, a reflexão, seguindo deste ponto é muito útil para voltarmos o olhar, que a propósito deveria ser um olhar sobrenatural em nossas vidas, para dentro do nosso cotidiano. Será que quando as coisas vão bem, nosso fervor é o mesmo de quando as coisas vão mal? Vale lembrar que a oração vale mais na tribulação do que na consolação. Não podemos tirar férias dela, da oração, durante a semana e domingo irmos a santa missa e rezarmos o pai-nosso. Se Jesus disse vigiai e orai sem cessar, pra todos o sem cessar diz tudo. Nada de férias. Se quero uma graça corro a me ajoelhar na frente do santíssimo, até conseguir. Se recebo a graça, me lembro de correr ao santíssimo para agradecer a graça? Os dez leprosos foram curados por Jesus, mas só um retornou para agradecer e Jesus perguntou onde estavam os outros nove. Que nós não sejamos como os nove leprosos, que após recebermos uma graça, fiquemos achando que Jesus, fez sua obrigação. Nada disso, não deve o salvador e redentor da humanidade ser tratado como alguém que nos deve uma cura, um favor, um presente, ou um empurrãozinho em alguma situação que desejamos benefício próprio. Esse desejo e comportamento passa muito longe da túnica que o católico precisa alvejar no sangue do cordeiro. Se existe alguma coisa que devemos tirar férias e não só de trinta dias, mas uma verdadeira licença sem vencimento, são nossas más ações e atitudes e de tudo aquilo que nos afasta do caminho da porta estreita. O processo de conversão, que deve ser diário não admite espaço para férias. Artigo relacionado: Aproveitamos os feriados? fonte: Jefferson Roger
Leia mais...

sábado, 28 de janeiro de 2017

Catequista não tira férias

Os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis, assim encontramos o ensinamento nas sagradas escrituras quando lemos a carta aos Romanos 11,29. E não há nada de especial aqui ou de novidade para o cristão que pretende seguir o evangelho deixado por Jesus e todos os seus ensinamentos. Quando ele mesmo nos ensina que é preciso carregar a cruz dia após dia e pregar o evangelho a toda a criatura e ainda vigiai e orai para não cairdes em tentação, em poucas palavras de nós, no mínimo ele espera o máximo de nosso esforço. Afinal, Jesus diz para aprendermos com ele que é manso e humilde de coração, mas que também nos mostrou que é preciso arregaçar as mangas e labutar. Tanto é verdade esse seu exemplo deixado que nos quatro evangelhos dá para se contar nos dedos quando Jesus estava, podemos dizer, em momentos de lazer. Em contrapartida o que mais se vê é sua incansável caminhada por todas as regiões próximas de onde ele vivia para pregar a boa nova do reino. E foi Jesus mesmo quem nos contou essa verdade (Lucas 4,43). Desta forma, feito esta pequena reflexão sobre a realidade do católico, entramos por aqui na questão do chamado vocacional, que como já vimos na carta aos Romanos é um dom irrevogável e que deve ser levado a sério, cultivado e regado todos os dias como uma plantinha. Alguém conhece uma plantinha de vaso que se não cuidarmos continua a florescer e criar lindas e viçosas folhas? Eu não conheço. Pensem numa violeta, caros leitores, só para fins análogos. Se não se dedicar ela não floresce. Quem já teve ou tem sabe do que falo. Pois bem, assim são nossos dons. Não podem ficar no armário ou na estante juntando poeira. Isso traduzindo para nossa realidade espiritual significa cruzar os braços, igual os apóstolos fizeram entre a Ascensão de Jesus e o dia de Pentecostes. Ficaram escondidos com medo. Se não se lembra basta dar uma olhadinha em atos dos Apóstolos para reavivar a memória. Não deve ser assim, se todo o fiel batizado e crismado tem um compromisso como membro do corpo de Cristo que é a sua igreja, falemos então da figura do catequista. Chamado a estar nas primeiras fileiras da evangelização das pessoas que estão chegando à esta igreja e para aquelas que já estão nela. O catequista é uma pessoa que não tira férias. O período da catequese tem sim, algumas paradas, mas o catequista precisa continuar a sua tarefa de aprofundamento religioso, sempre mantendo uma grande intimidade com suas práticas religiosas. Alguém deixa de escovar o dente ou de tomar banho? Tira férias dessas atividades? Com certeza não e porque então, com as questões espirituais muitos relaxam em seus cuidados? Somos um composto de corpo e alma, o cuidado precisa existir para ambos. O mundo com sua catequese se renova e sempre busca meios de promover seus prazeres terrenos que no final das contas abrem possibilidades para que muitos desistam da subida para a pátria celeste. O catequista não pode relaxar, não pode fraquejar e deve ter sempre em mente este porquê – 1ª Pedro 3,15. Porque é preciso ser catequista, porque é preciso conhecer bem a religião que pratica. Dentro e fora do ambiente catequético, a evangelização continua. Nas orações, nas leituras, nas meditações e reflexões, nos rosários e nos exemplos, fora e dentro de casa. É preciso sentir-se “catequista”, assumir o chamado, as responsabilidades e a confiança que Deus colocou sobre si. Receio da missão? Recorra aos Corações Santíssimos de Jesus e de Maria, nossos primeiros catequistas. Artigo relacionado: Como o profeta Jonas A catequese em 5D fonte: Jefferson Roger
Leia mais...

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

A importância das obras

E disse Jesus: João 14,10-12 – “Não credes que estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que vos digo não as digo de mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, é que realiza as suas próprias obras. Crede-me: estou no Pai, e o Pai em mim. Crede-o ao menos por causa destas obras. Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas.” E ainda disse: Mateus 5,16 – “brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus.” Tudo isso porque Jesus disse que: “o Filho do Homem [Jesus] há de vir na glória de seu Pai com seus anjos, e então recompensará a cada um segundo suas obras.” E o próprio Cristo nos confirma no livro do Apocalipse 22,12 – “Eis que venho em breve, e a minha recompensa está comigo, para dar a cada um conforme as suas obras.” Pois bem caros leitores, o “recado” dado por Jesus não acontece com meias palavras. Ele que além de ensinar, como vimos no trecho do evangelho de João, pratica as boas obras para nos servir de exemplo, deixa bem claro que obras e sobreduto boas obras são o que de indispensável precisamos apresentar no dia de nosso juízo. Esse negócio de que basta a fé para sermos salvos, quesito muito defendido pelas religiões da reforma é claramente derrubado pelo nosso salvador em tantas partes bíblicas, como por exemplo, no trecho destacado em Apocalipse 22,12. Seguindo ainda pela questão dualista e embatente entre obras e fé, onde se gasta tempo defendo obras para se salvar ou fé apenas para se salvar, um erro aqui, cometido pelos reformadores religiosos é muito comum, e podemos até dizer meio infantil. O dom da fé, que nos foi concedido por Deus, para termos a certeza a respeito daquilo que não se vê, serve para agirmos porque acreditamos (obras). É preciso acreditar sem ver. Foi o próprio Jesus que nos disse que não será dado outro sinal, haja vista que nos foi dado em seu lugar a fé. No entanto, somente acreditar, de nada adianta, como nos recorda São Paulo. Ora, que Deus existe e Jesus fez tudo que fez até o diabo acredita e como sabemos por seus exemplos e atitudes, em sua existência a fé não serviu para nada. Esse é um dos grandes ensinamentos bíblicos que nos mostram que apenas a fé não consegue, se não for nutrida pelo amor que Jesus espera de nós (João 13,34), e como já vimos linhas acima, pelas boas obras, que não são obras egoístas, nos colocar no paraíso. A fé em tudo que aconteceu biblicamente relatado, se não nos levar a agir em conformidade com a cruz que recebemos do ressuscitado será como nos ensina São Tiago, uma fé morta (Tiago 2,17 e 26). Como vimos caros leitores aquilo que fazemos (obras), se más, boas ou ainda se não as fazemos podendo terem sido feitas (boas obras) ou deixado de fazê-las, isto é o que irá ser prestado contas. E Jesus esclarece mais ainda quando diz que nem todo aquele que diz Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus (Mateus 7,21), explicando como acontecerá a sentença dos que acham que as coisas não acontecerão como Jesus nos ensina (Mateus 25,31-46). Dada a importância do que fazemos, tão alertada por aquele que morreu na cruz pelos nossos pecados, para nos remir da dívida e nos conceder a salvação para os que acolherem o seu evangelho e a sua cruz de cada dia (Lucas 9,23), porque cada um não leva a sério o que se está a fazer hoje, o que deveria estar fazendo desde ontem e que não devia ter deixado para amanhã? Reflitamos o quanto antes porque quando acabar nosso prazo começa a nossa eternidade. E como diz Jesus: “a minha recompensa está comigo, para dar a cada um conforme as suas obras (Apocalipse 22,12)”. Artigo relacionado: Uma fé morta fonte: Jefferson Roger
Leia mais...

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

A graça frente ao pecado

Uma das seis formas de pecado contra o Espírito Santo, segundo os ensinamentos de São Tomás de Aquino é o pecado do desespero. No que consiste este pecado; o sujeito acredita que seu pecado é tão grande, que nem Deus é capaz de perdoa-lo. Parece até um absurdo aos olhos do bom cristão mas realmente é isso que as pessoas pensam, quando chegando ao ponto do desespero, concluem que seu pecado é maior que a misericórdia divina. Agindo assim, tomadas pelo desânimo e falta de coragem para levantar de sua queda promovida pelo pecado, rotulam a santíssima trindade de mentirosa e desistem da difícil caminhada que nos leva para a porta estreita. Neste pecado de desespero, que podemos comprovar um exemplo dele na bíblia, quando o discípulo traidor Judas Escariotes, arrepende-se de entregar Jesus e tenta devolver as trinta moedas, embora o mal não pudesse ser desfeito, vendo seu intento ir por água abaixo entra em desespero e se mata; então tomado por este sentimento de derrota por antecipação, a pessoa não recorre mais a Deus. Por medo, por vergonha, por falta de coragem, por não conseguir sentir dentro de si o verdadeiro arrependimento, por achar que vai cair de novo no erro, por achar que Deus é infinita misericórdia e que vai lhe perdoar mesmo que eu não peça perdão, por achar que Deus quer todos no céu e, portanto vai me santificar e me colocar lá e assim, tantas outras formas de pensar. Muitas pessoas agem, no entanto com uma atitude um pouco mais perigosa. Ficam a duvidar da graça, pois percebem que sempre estão a pecar. Grande erro porque o problema não está na graça, o problema está naquele que não abre seu coração para recebe-la. A bíblia nos ensina em sua santa palavra que sempre haverá graça frente ao pecado. Não é possível aos olhos de Deus, olhar para o filho arrependido, atenção, é preciso frisar bem, arrependido, que está a estender a mão num pedido de ajuda e não lhe conceder o necessário para se erguer da queda. Romanos 5,20 – “Onde abundou o pecado, superabundou a graça.” Como vemos caros leitores chegarmos ao céu, embora consiste numa dura caminhada (Mateus 11,12) onde é preciso fazermos violência constante contra nossa natureza corrompivel, não está colocado numa estatura inalcançável. Está colocado onde não podemos chegar sozinhos (João 15,5) e não podemos chegar apegados ao mundo (Mateus 5,3) tão pouco fazendo uma caminhada que nos convenha (Lucas 9,23). Se as coisas andam difíceis é preciso “Sermos alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração”, já nos recorda o apóstolo dos gentios em sua carta aos Romanos 12,12. O pecado está aí com suas tentações, é uma realidade que cerca a todos. Uma realidade que existe para ser vencida e que, como resultado, irá nos presentear com a glória celeste. Se caímos na tentação e pecamos, que levantemos o quanto antes para que não aconteça que nossa hora de se apresentar diante do altíssimo nos surpreenda e que nos acometa com pecados graves em nossas obras. Se estamos a recair nos mesmos pecados pode ser que estamos tentando evita-los sem ajuda celeste, não estamos contando com a graça, nem estamos querendo “querer” esta graça e inclusive a graça do arrependimento, que precisa brotar do fundo do coração, de um coração que ao pecar ofende aquele que nos amou primeiro, nos criou por seu amor e se entristece se deixamos o seu auxílio de lado. Artigo relacionado: Perseverança x Desânimo fonte: Jefferson Roger
Leia mais...

sábado, 21 de janeiro de 2017

Deus nos fala e não ouvimos

E disse Jesus em João 8,43-47 – “Por que não compreendeis a minha linguagem? É porque não podeis ouvir a minha palavra. Vós tendes como pai o demônio e quereis fazer os desejos de vosso pai. Ele era homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade, porque a verdade não está nele. Quando diz a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira. Mas eu, porque vos digo a verdade, não me credes. Quem de vós me acusará de pecado? Se vos falo a verdade, por que me não credes? Quem é de Deus ouve as palavras de Deus, e se vós não as ouvis é porque não sois de Deus.”

Caros leitores, os ditados populares, que são as parábolas do povo, dizem assim: “quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece”, “eu rezo, rezo, rezo e nada melhora”, “porque Deus não me atende, eu que procuro fazer tudo direito? – para aquele outro, que leva uma vida sem Deus, tudo lhe é mais fácil e a vida é melhor”. E assim, facilmente tantas pessoas poderiam aqui incluir uma série de expressões que muito bem ilustram o descontentamento que o ser humano tem em relação ao seu criador.

Em verdade, se colocarmos um melhor olhar sobre a questão, que em suma deve ser o olhar que coloca por toda a vida, e falo aqui de um olhar sobrenatural em tudo, como bem se diz em outro dito popular, a coisa muda de figura. A partir deste ponto, aquele que imagina estar Deus de “cara virada” com seu filho, pois parece em sua concepção estar recebendo dele um silêncio mortal, começa a entender que as coisas do espírito são uma, e as coisas da carne são outra. Vejamos:

Gálatas 5,16-17 – “Digo, pois: deixai-vos conduzir pelo Espírito, e não satisfareis os apetites da carne. Porque os desejos da carne se opõem aos do Espírito, e estes aos da carne; pois são contrários uns aos outros.” E por conseguinte em Gálatas 5,25 – “Se vivemos pelo Espírito, andemos também de acordo com o Espírito.” E é preciso sim, permitirmos que o Espírito Santo, o dom de Deus, nos remeta a tudo que Jesus nos ensinou sem o deixarmos tristes (Efésios 4,30) pois o Paráclito pede por nós com gemidos inefáveis (Romanos 8,26), já que nem sabemos como pedir as coisas.

Pois bem, o fato é que Deus fala conosco e sempre nos ouve. De sua parte, o Pai que é misericordioso se inclina para ouvir nossa oração, mesmo quando elas não passam de uma lista de pedidos. Deus nos mostra cotidianos da vida, sinais em nosso trabalho, pela rua quando andamos, no ônibus, quando estamos na santa missa, quando estamos a recitar o santo rosário e nos vem um pensamento a respeito de algo, quando nos passa uma pessoa caminhando ao nosso lado com alguma camiseta com estampa religiosa, quando vemos alguém com seu crucifixo no pescoço procurando fazer algo bom, quando nos corrige com seus castigos e tribulações e de tantas outras formas. Como diz no livro do Eclesiastes existe o tempo para tudo e sobretudo para nós, existe o tempo de Deus. Se um pai sabe que não deve sair correndo ao shopping porque seu filho viu um brinquedo numa propaganda na TV, pois sabe que isso não irá acrescentar em nada na formação de caráter e na educação de seu filho e, ao contrário sabe que esse presente negado fora de época e sem justificativa irá, ao contrário do que pensa a criança, contribuir e muito para a sua vida, quem dirá Deus Pai, nosso pai e criador, que não irá nos mimar pois ele nos quer no céu e não que nos percamos ao inferno. Se nos concentramos na frequência somente daquilo que queremos ouvir, não iremos sem dúvida alguma ouvir a frequência em que Deus está a nos falar, a nos ensinar e a nos amar. Como nos disse Jesus em Lucas 5,32, precisamos de conversão.


fonte: Jefferson Roger
Leia mais...

Mudar de religião?


Apocalipse 3,15-16

15 Conheço as tuas obras: não és nem frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente!
16 Mas, como és morno, nem frio nem quente, vou vomitar-te.

Olá caros leitores, começo este artigo com esta bela passagem do nosso salvador. Para começo de conversa fica bem claro o que Jesus quer de nós: quer que não fiquemos em cima do muro (morno) e que nos entreguemos de coração ao seu evangelho. Nada de ficar no banho maria, pois isso Ele não gosta (vou vomitar-te).

Como aqui neste site, estamos sempre em defesa da cruz de Cristo, dos ensinamentos, da sua igreja e da ortodoxia doutrinal católica, a abordagem do artigo é embasada em berço católico. Já dizia São Luiz Maria Grignion de Monfort: ocupe-se com aquilo que edifica sua fé não gastando tempo com aquilo que não te aproxima de Deus.

Por muitos "cantos" da internet, em muitos livros e por toda a parte sempre encontraremos alguma explicação sobre a questão da mudança de religião. Se nos atentarmos um pouco aquém, na questão da mudança, isso já nos daria "muito caldo" para o ensopado; mas deixando de lado os popularismos pensemos por instante nesta atitude. A atitude de mudar.

Conceitualmente em rápida pesquisa por vários dicionários encontramos que Mudança é o ato ou efeito de mudar, de dispor de outro modo. É um substantivo feminino que dependendo do contexto que se emprega pode ter diferentes sentidos:

1- Pôr em outro lugar, remover, deslocar;
2- Dar outra direção, desviar;
3- Tirar para por outro, substituir;
4- Transferir para outro local;
5- Alterar, modificar;
6- Trocar, deixar para outro, cambiar;
7- Fazer apresentar-se sob outro aspecto, transformar;

Pois bem, dada esta pequena introdução percebemos que para "mudar" precisamos de um "motivo" e este "motivo" demanda um "por quê".

- Vou mudar de casa porque a família cresceu.

- Vou mudar de emprego porque almejo melhor remuneração.

- Vou mudar de canal na tv porque vai começar um programa que gosto em outra emissora.

Percebem? - Vou mudar isso/disso por causa daquilo! Percebem também a simplicidade das coisas?

Mas caro leitor até aqui estamos no início do fio da meada. No entanto fiquemos cientes do conceito para podermos aplicar em tudo.

Como fica então, no caso que estamos a refletir? A mudança de religião? Religião significa religar-se a Deus. É para isso que ela serve. E Deus nos quer como "um só", para sermos como Ele e o Pai. Assim aprendemos nas Cartas de São Paulo e no Evangelho de São João. Lá está escrito: "Maridos, amem suas esposas como Jesus amou a "SUA" igreja e se entregou por "ELA". Por isso que as sagradas escrituras nos ensinam que Cristo é a cabeça e nós somos membros do corpo de Cristo, a SUA igreja.

E nem a morte nos separará do amor de Cristo, também nos recorda o apóstolo São Paulo, que além disso em outra passagem exorta-nos a fazermos como ele, ensinarmos aquilo que aprendemos dos outros. Alguma semelhança com a expressão de geração em geração? De pai para filho? Isso mesmo, se você pensou nisso estimado leitor acertou em cheio. Também nos evangelhos está escrito que muitas outras coisas fez Jesus e que não caberiam nos livros do mundo inteiro. Dito isto e documentado fica claro, como afirmam tantos patriarcas e papas da igreja que a tradição oral e escrita não caminham separadas, uma não pode existir sem a outra.

Portanto estamos a compreender que precisamos aprender e compreender os ensinamentos de Jesus, estudar e compreender a fundo o que Ele quer de nós. E Deus, que quer nossa salvação até mesmo mais do que nós e não quer que nenhum dos que confiou ao Filho se perca, nos deu o dom da fé. A fé que é a certeza sobre aquilo que não se vê. Quem estiver um pouco inseguro sobre a fé leia todo o capítulo 11 da Carta aos Hebreus.

É preciso então exercitar essa fé na busca primeiro do Reino de Deus e a Sua Justiça, pois tudo mais vos será acrescentado. Eis aí o grande problema das pessoas. Somos feitos por Deus e para Deus e estamos aqui no mundo para amá-lo, servi-lo e trabalharmos pela instauração do seu Reino. Nossa passagem brevíssima neste vale de lágrimas chamado Terra não é nenhum parque de diversões.

"Seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no céu". Chega a dar arrepios nas vértebras de muitas pessoas ao rezarem a oração que o próprio Jesus nos ensinou. Melhor não rezar então pois quero que seja feita a minha vontade! Triste realidade para muitos, o que causa um sentimento de desobediência, rebeldia e revolta. Não lhes parece familiar?

O pai da mentira, satanás, pela sua soberba, querendo ser como Deus, em atitude de rebeldia e revolta, desobedece a ordem da criação e a natureza das coisas e se torna um anjo caído, que com sua cauda varre a terça parte da humanidade.

Não sejamos pois frios ou mornos. O morno é aquele que quer servir a Deus e ao mundo. O frio é aquele que escolheu seguir a catequese do mundo, lembrando que Jesus disse que o príncipe do mundo é o diabo e que Ele não tem parte com satanás, confira no evangelho de São João no capítulo 14,30.

Por fim, o que vimos até aqui é que nossa realidade de "servos inúteis" (Lucas 17), não nos permite, se almejamos o céu, uma vida independente sem Deus, nosso criador e detentor de tudo que temos. De nada adianta ganharmos o mundo inteiro se viermos a perder nossa alma (Mateus 16,26). A religião nos ensina a sermos humildes, reconhecermos que precisamos de Deus pra tudo, como uma criança precisa dos pais. As vezes, ouvimos pessoas a dizer que mudaram de religião e encontraram Jesus. Ou que em tal religião encontrou a verdade. Ou ainda que saiu de tal religião porque discutiu ou se desentendeu com alguém. Ou que trocou de religião porque essa é mais a sua cara. Sem falar nas pessoas que vivem uma religião de supermercado.

A religião de supermercado consiste em "pegar" aquilo que mais lhe agrada em cada denominação religiosa e praticar em sua vida. A pessoa "mistura" práticas e doutrinas diferentes em prol da sua satisfação pessoal deixando a autenticidade de lado. Jesus nos deixou um caminho para o céu, ensinou, deu exemplo e mostrou como se faz. Não se chega ao céu trilhando um caminho próprio. Quem afirma isso é o próprio redentor quando diz: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vai ao Pai senão por mim.

Segui-lo é difícil, Jesus mesmo disse que o céu é arrebatado a força e são os violentos que o conquistam (Mateus 11,12) e afirmou que é difícil entrar no Reino dos Céus. Por isso que Ele disse que sem Mim nada podeis fazer (João 15,5).

Satanás sabe de tudo isso e exatamente por isso adora divulgar no mundo a cultura da mudança, a cultura do descartável. Pessoas feitas a imagem de Deus, não são objetos descartáveis. Não deu certo o casamento, separa, vamos nos divorciar e partir para outra. Olha aí a mudança. O motivo? Interesses pessoais. Deus fez o sexo e ele é uma coisa boa, então vamos fazer sexo a vontade porque Deus não iria fazer alguma coisa para o nosso mal. Nessa igreja que frequento eu rezo, rezo e rezo e Jesus não me atende. Vou mudar para outra religião porque lá estão curando pessoas de todos os tipos de problemas todos os dias. E os motivos são sempre muitos. Muitas religiões fundadas por homens pregam interpretações pessoais que lhes convém mais do que outras e alegam que foi o Espírito Santo que disse que é assim.

É preciso estar atento, Jesus disse que o ramo que se separar do tronco ele vai jogar na fogueira (João 15,6). E nosso Senhor exige de nós uma constante vida de conversão e aceitação aos seus ensinamentos, mandamentos e o seu evangelho. Ou se está com Ele ou contra Ele (Lucas 11,23). O redentor é bastante claro e direto mas, se Jesus não me atender vou procurar a minha felicidade em outro lugar.

Grande sacada do nosso inimigo, que foi obrigado a relatar por ordem de Deus, num exorcismo que o que ele mais odeia é o sofrimento das pessoas para com Deus e para com os outros. Principalmente dos jovens, porque o sofrimento salva almas. Por isso ele quer estabelecer no mundo o ódio ao sofrimento, quer que as pessoas odeiem o sofrimento e busquem apenas o prazer pois assim ele conseguirá levar muitas almas para o inferno.

E isto não poderia ser mais verdade. A dor é filha do amor, o caminho para o céu é subida sem degraus, nem escada rolante e nem elevador. Alegrai-vos nas tribulações diz São Tiago. Quando passardes pelo fogo da provação não vos perturbeis como se fosse grande coisa, alegrai-vos por poder participar dos sofrimentos de Cristo nos diz São Pedro. Nas missas votivas a afluência de fiéis é sempre maior onde se procura curas e libertações quanto que nas missas votivas de agradecimentos menos pessoas frequentam. É só Jesus me salve, Jesus me salve e eu não faço a minha parte. Minha oração é sempre uma lista de pedidos. Lembremos que o batizado recebeu um mandato, uma missão. Os filhos de Deus não são como os "playboys", muito pelo contrário: "sejamos imitadores de Cristo" (1ª Coríntios 11,1). Muitos querem ir para o céu mas não querem seguir Jesus 100% porque 100% o mundo prega que é exagero. Com muito menos dá pra se salvar pensam tantos. Não querem se comprometer com Deus na totalidade mas querem Dele exclusividade.

Sejamos maduros na fé, maduros em nossa vida, temos a vocação para a vida eterna. Agora é hora de trabalharmos para a nossa salvação. Jesus te espera no céu, Ele abriu o caminho, Deus nos pensou como família e mandou seu Filho por Maria. Ela nos leva a Jesus pois Ele nos leva ao Pai.

Na infinita sabedoria Divina Deus consertou maravilhosa e retamente as coisas. Por um homem e uma mulher nos veio o pecado e a desgraça, pela desobediência. Por um homem e por uma mulher nos veio a redenção, a divida paga, pela obediência:

Lucas 1,38 - Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela.

Mateus 26,39 - Adiantou-se um pouco e, prostrando-se com a face por terra, assim rezou: Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice! Todavia não se faça o que eu quero, mas sim o que tu queres.


fonte: Jefferson Roger
Leia mais...

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Ofensas contra Jesus e Maria Santíssima

Quando uma pastora quebra uma imagem de Nossa Senhora Aparecida com marretadas, é porque ela sabe que os católicos brasileiros estão cada vez mais frios e pouco devotos de Nossa Mãe. E que nenhuma voz do clero vai se levantar em defesa dEla. (clique aqui para assistir o vídeo da pastora)

Quando um pastor cobra 8 milhões para se tocar em sua camisa ensanguentada, que produziria milagres... comete-se mais um pecado horrível contra Nosso Senhor Jesus Cristo que...verteu sangue abundantemente para nos salvar, não cobrou nada, e agora vê as almas que ele resgatou acreditar em charlatães.

Quando um padre vai para a grande mídia justificar que uma escola de samba utilize a sacrossanta imagem de Nossa Senhora Aparecida para sair num desfile de Carnaval... que pecado é esse?

Pois é queridos leitores católicos, é sempre assim, nossa religião vira e mexe, a religião da igreja fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo sobre a profissão de fé do apóstolo São Pedro, da qual Maria Santíssima, mãe de Jesus, nossa mãe e mãe da igreja, é também membro desta igreja, volta a ser alvo de ofensas, e ofensas essas que são, como diz o próprio Cristo feitas a Ele. Foi Jesus quem disse que o fazemos ao outro é a ele que fazemos. Afinal se somos membros do corpo de Cristo, que é a sua igreja, ele que assumiu nossas culpas no alto da cruz, e é o mais interessado em nossa salvação, comprou uma briga por todos que abraçam a sua oferta redentora e não vai ser vencido em misericórdia mas, atenção, nem em justiça.

A nós católicos nos cabem, além de reflexões, atitudes concretas. Entre estas o ato de reparação. É um momento de inundarmos o céu com atos de reparações, muitos rosários, muitos terços de misericórdia e muitas santas missas, entre outras práticas. São tempos que se adiantam em ofensas diretas a Jesus e a Maria, que não passarão sem a devida sentença. Agora os desinformados reformadores que professam a livre interpretação bíblica e apenas suas palavras como regra, de forma equivocada e afastada dos evangelhos, agem na verdade, como falsos profetas e que seduzem a muitos, já nos alertava sobre isso Jesus.

Por fim ao católico agora, acontecimentos assim, também ilustram a passagem em que o apóstolo São Paulo diz que une seus sofrimentos aos sofrimentos de Cristo. Pois quando alguém fere a doutrina católica, fere a doutrina do Cristo e, por conseguinte nossa doutrina, nossa fé e nossa tradição.

Estes tipos de acontecimentos sempre irão acontecer, estão inseridos dentro da natureza humana que se contaminou com os pratos saborosos que o inimigo cruel, satanás, oferece para disfarçar suas mentiras. É tamanha a diversidade religiosa criada pelo homem, mas Jesus já avisou a todos que a porta é estreita, que muitos tentarão e não conseguirão, que aquele que perseverar até o fim este será salvo e que é preciso renunciar a si mesmo, tomar a sua cruz dia após dia e segui-lo, se desejamos um dia, estar no paraíso.

A dura exigência do amor de Deus irá, como já sabemos pelas próprias palavras do Cristo (Apocalipse 22,12), tratar a cada um conforme a maneira que vivemos esta etapa de nossas vidas, que são eternas e estamos aqui apenas nos preparando com nossas atitudes ou falta delas, para vivermos a glória ou condenação que será justamente merecida por cada um. Ou alguém arriscaria chamar Jesus e suas promessas de mentirosas? Ou taxa-lo de injusto? Alguns já fazem assim por não levarem a vida que querem e não serem atendidos por Deus como se cada um fosse quem se deve servir e não aquele que deve ser servo (Mateus 20,27-28).


fonte: Jefferson Roger
Leia mais...

A repreensão

Lucas 9,51-56 – “Aproximando-se o tempo em que Jesus devia ser arrebatado deste mundo, ele resolveu dirigir-se a Jerusalém. Enviou diante de si mensageiros que, tendo partido, entraram em uma povoação dos samaritanos para lhe arranjar pousada. Mas não o receberam, por ele dar mostras de que ia para Jerusalém. Vendo isto, Tiago e João disseram: Senhor, queres que mandemos que desça fogo do céu e os consuma? Jesus voltou-se e repreendeu-os severamente. [Não sabeis de que espírito sois animados. O Filho do Homem não veio para perder as vidas dos homens, mas para salvá-las.] Foram então para outra povoação.”

Marcos 8,32-38 – “E falava-lhes abertamente dessas coisas. Pedro, tomando-o à parte, começou a repreendê-lo. Mas, voltando-se ele, olhou para os seus discípulos e repreendeu a Pedro: Afasta-te de mim, Satanás, porque teus sentimentos não são os de Deus, mas os dos homens. Em seguida, convocando a multidão juntamente com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém me quer seguir, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Porque o que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas o que perder a sua vida por amor de mim e do Evangelho, salvá-la-á. Pois que aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua vida? Ou que dará o homem em troca da sua vida? Porque, se nesta geração adúltera e pecadora alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os seus santos anjos.”

Olá caros leitores, com esses pequenos trechos dos evangelhos podemos refletir um pouco a respeito da atitude de se chamar a atenção de alguém, da atitude de repreender. Como podemos observar nos escritos acima, uma coisa nos deve ficar bastante clara: quem repreende precisa saber das coisas e ter autoridade para tal. Haja vista a tentativa de Pedro tentar chamar a atenção de Jesus sem o devido conhecimento de causa, ahhh Pedro Pedro...

Pois bem, eis aí um fator importante. O vínculo entre autoridade e conhecimento. E é uma atitude que o Cristo espera de cada um de nós; pois nos é ensinado na bíblia que não devemos ser omissos quando podemos ajudar alguém que está a cometer um erro e ficamos quietos achando de forma egoísta que o céu é um lugar somente para pessoas como nós. Triste engano porque tantas vezes estamos em maus lençóis, muito pior até que aquela pessoa que pecaminosamente julgamos ser pior do que nós e agimos de forma ingrata quando alguém nos estende a mão, porém não agimos assim para com o próximo. Esquecemos muito facilmente que, como dizem os antigos, Deus está vendo.

Sejamos firmes, sejamos imitadores de Jesus (1ª Coríntios 11,1) que nunca se acovardou e repreendeu a todos que era necessário, que o digam os fariseus... e o ato de repreender afasta de nós uma atitude acoada e de covardia e tibieza da alma. Sobre isso também somos alertados na bíblia. No livro do Apocalipse 21,8 encontramos uma lista dos pecadores condenados e a fileira começa pelos tíbios, ou seja, pelos covardes.

Não repreender por medo da reação adversa, ou para ser politicamente correto ou para agradar a plateia não é o que Jesus espera do católico, se queremos evitar dissabores por aqui lembremos que não há como evitar o julgamento do justo juiz. Como pais, amigos, casais, colegas, conhecidos ou seja em que status estivermos, nada nos dispensa das obrigações cristãs.


fonte: Jefferson Roger
Leia mais...

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Substituir o pedido de desculpas

Mateus 18,21-22 – “Então Pedro se aproximou dele e disse: Senhor, quantas vezes devo perdoar a meu irmão, quando ele pecar contra mim? Até sete vezes? Respondeu Jesus: Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.”
Mateus – 6,12,14-15 – “perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofenderam. Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, vosso Pai celeste também vos perdoará. Mas se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará.”

Como vemos caros leitores, nestes dois trechos das sagradas escrituras, uma coisa é certa: é preciso perdoar, perdoar e perdoar. E aprendemos também que no perdão existe uma raiz muito profunda. Se nos recordarmos o início da história prefigurada do cristianismo uma ofensa mui grandíssima e sumamente inalcançável para ser reparada pela estatura humana, precisou ser perdoada na mesma medida de grandeza. Tal se deu o fato que somente Jesus Cristo foi capaz de recolocar nos trilhos os seduzíveis seres humanos.
Porém, como se diz no dito popular, “o buraco é mais embaixo”. De cara enxergamos no trecho destacado do evangelho que, se queremos o perdão de Deus, precisamos perdoar. E perdoar não é colocar condição, nem é desculpar. “Olha eu te perdoo mas se fizer de novo não tem mais volta” – não é assim que se houve dizer? Onde está o perdão aí? Jesus disse seja o seu sim sim e seu não não, pois tudo que proceder além disso vem do maligno (Mateus 5,37). Ou seja? – se vais desculpar alguém de verdade e falamos aqui do perdão bíblico, que o faça realmente e o faça abertamente e também no oculto, que é o coração, onde Deus enxerga até seus confins.

Desculpar no grau em que estamos falando, o perdão sem ressentimentos e sem condição, é uma atitude que nos permite saber conviver “apesar de”. Não é necessário acharmos que não conseguimos perdoar porque não conseguimos esquecer. Se o esquecimento fosse uma condição, poucos conseguiriam perdoar porque conforme o grau da ofensa que se faz, ficam marcas muito profundas. Pois bem, no entanto é também preciso refletir sobre outra coisa, sobre o pedido de desculpas. Ele precisa acontecer porque esta atitude implica na pessoa admitir seu erro e se colocar sob o olhar do ofendido. Se na hora de cometermos o erro não nos faltou coragem porque ela falta na hora de nos desculparmos? Possivelmente ela não falte mas fica abafada por sentimentos de orgulho, reputação e toda forma de hipocrisia que sustenta algum tipo de imagem aos olhos das pessoas. Querer agradar alguém com presentinhos sem um formal pelo menos “me desculpe” ou “me perdoe” por isso e por aquilo e por aquele outro que fiz não resolve o problema.

Já é importante aqui nesta vida irmos treinando em ser diretos uns com os outros, sem rodeios, falando claramente e sem florear a situação. Digo treinando porque certamente no dia do juízo de cada um (Mateus 25,31-46), o justo juiz que irá nos dar a recompensa segundo nossas obras (Apocalipse 22,12) não irá ficar de braços e pernas cruzadas escutando mirabolantes historietas que tentarão em vão justificar ou camuflar a verdade que nunca fica oculta aos olhos do altíssimo.


fonte: Jefferson Roger
Leia mais...

sábado, 7 de janeiro de 2017

É de pequenino que se torce o pepino

A história que retrata a educação familiar, tradicionalmente passada de gerações de pai para filho, é repleta, como todos bem conhecem de vários ditos populares. Na expressão mais acertada da sabedoria popular e fazendo um paralelo com Nosso Senhor Jesus Cristo, os ditados populares são as parábolas do povo. Assim como Jesus, para melhor se fazer compreender, transmitia alguns de seus ensinos por meio das tão conhecidas parábolas, estes ditados contém neles inúmeras verdades muito bem explicadas que por si só estão repletas de muita sabedoria. Esta educação, passada pela tradição familiar (e aí já podemos ver a importância de nossa tradição católica) precisa de fato, ser levada muito a sério e, o que é mais importante, nunca deixar de existir. Não existe essa coisa de que agora meu filho é de maior, é adulto e sabe se cuidar. Nada disso. Jesus ensina a todos, sem distinção de pessoas (Atos 10,34), e com certeza, como bem aprendemos do evangelho, isso inclui crianças, mulheres, homens e idosos. Certa vez, Santa Maria Faustina Kowalska, em seu diário da divina misericórdia, nos contou que uma freira de idade avançada do convento em que ela morava, era uma idosa de muita aplicação em suas práticas religiosas ao ponto de impressionar Santa Faustina. Ela chegou a comentar com a freira idosa a sua admiração ao passo que a bondosa mulher lhe respondeu: “ninguém está dispensado da luta”. Lucas 18,16-17 – “Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais, porque o Reino de Deus é daqueles que se parecem com elas. Em verdade vos declaro: quem não receber o Reino de Deus como uma criancinha, nele não entrará.” Aqui neste trecho, Jesus, no contexto do evangelho, repreende os apóstolos que impediam que os adultos levassem seus filhos até Jesus, aproveitando para nos ensinar que, além de não ser possível deixar de lado a atenção que se deve dar aos pequeninos, nós adultos, precisamos conservar uma dependência filial para com Deus, exatamente como um filho se comporta com seus pais. Além do mais, Jesus além de ensinar pela sua palavra, o fazia também por seus exemplos. Assim nós devemos ser para com nossos filhos. Não existe outra didática mais apropriada do que aquela vinda dos céus. Precisamos a cada passo, sermos o porto seguro para nossos filhos, em todas as etapas de suas vidas. Com certeza os céus se alegram quando imitamos o amor de Cristo e nos importamos primeiro com o que é bom para o outro. Para os filhos, agindo como o cristo agia (1ª Coríntios 11,1). No entanto a tarefa é bem difícil porque num mundo como o de hoje, onde o marketing do demônio, misturando verdades com mentiras, promove incansavelmente a notícia de que é possível sim, se viver um paraíso já aqui na terra e o que é melhor, sem Deus, bradam os discípulos do demônio e aqueles que querem ser amigos do mundo (Tiago 4,4). A batalha vivida aqui na terra vai durar até o fim dos tempos, é biblicamente comprovado, onde o perseverante apenas é o que será salvo (Mateus 10,22). Empunhemos nossa bandeira de cristãos, que é a nossa cruz (Lucas 9,23) e não relaxemos em nenhuma etapa de nossas vidas para “torcermos o pepino e de ensinarmos os outros a torcerem o pepino”, e como diz o ditado, “desde pequenino”, pois afinal é preciso, como diz o apóstolo quanto aos filhos, “cria-los na educação e doutrina do Senhor” (Efésios 6,4). Artigo Relacionado: Primeiro o Reino de Deus - 30/05/2016 fonte: Jefferson Roger
Leia mais...

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

A Santificação Matrimonial

O ano era 1999, o dia era 02 de janeiro, um sábado. O noivo faltando meia hora para a celebração matrimonial ainda tomava banho em seu apartamento, no qual morava sozinho. Muito tranquilamente o homem que sempre honrava (e ainda honra) compromissos com horários marcados estava ainda a lavar os cabelos mas com a cabeça nos minutos que antecediam a marca das 19:00 horas. Desligou o chuveiro, enxugou-se, fez aquela higiene dos bons cheiros pelo corpo e vestiu o seu terno. Dali onde morava, seu carro marca wolkswagen, modelo Apollo levaria poucos minutos até a igreja antiga do bairro do Portão. E de fato levou mesmo, quando eram 18:55h já estava eu de pé em frente a porta da igreja aguardando o término de uma celebração anterior que teve início às 18:00. Evidentemente todos os convidados estavam ali fora também. A noiva se desmanchava em nervosismo porque até então, faltando 5 minutos para às 19:00, nada do noivo chegar. Sem necessidade, o noivo é um rapaz pontual. Se caso alguma coisa desse errado ele, como bom corredor, poderia continuar o caminho até a igreja correndo e com muita facilidade porque a distância era muito pequena para seus padrões. Pois bem, deu-se a cerimônia, com atrasos e tudo o mais. Meia noite e sete minutos do dia seguinte, o casal de nubentes, agora marido e mulher seguiram rumo ao seu novo lar, aquele apartamento em que o noivo morava sozinho. Hoje o ano é 2017, é o dia 02 de janeiro e são 17:21h. Passaram-se 18 anos, apenas 18 anos. Somos uma família, marido, esposa e três filhas. Uma já subiu aos céus, se chama Clara, já faz pouco mais de um ano que se foi. Agora olha por nós lá de cima. Para minha vida já se passaram 45 anos e mais 4 meses. Como diz minha esposa “é uma luta constante”. Ainda bem porque se o matrimônio não trouxesse tribulações e dificuldades elas viriam por outros meios, com plena certeza. Muitos reclamam de suas esposas, de seus maridos, de seus filhos, de seus parentes e essas reclamações muitas vezes possuem uma base um tanto egoísta. Ora, se pararmos para pensar iremos enxergar que quem escolheu nosso marido, nossa mulher e nossos filhos foram Deus. “Seja feita a sua vontade”, rezamos na oração do Senhor. Se não acreditamos porque então rezar pedindo isso? E os filhos? Perante o altar durante o matrimônio assumimos educar na fé da igreja e nos princípios católicos os filhos que Deus nos mandar! Mesmo parecendo que saímos por aí a escolher algum par ideal, se a pessoa tem um coração voltado para Jesus ela não pode negar que foi pela providência divina que as coisas aconteceram e acontecem. Do contrário irão tentar resolver as coisas sozinhas e sempre irão “dar com os burros na água” achando que divórcios, separações, consultórios de psicologia e terapias irão resolver as coisas. Deus se entristece quando ele não é o primeiro a quem recorremos em nossas necessidades. Sendo assim, alguém que nos ama tanto a ponto de entregar seu filho por nós na cruz não iria fazer escolhas erradas quando o que está em jogo é a salvação de cada um. A melhor mulher que você pode ter é a que Deus te deu. O melhor marido que você pode ter é aquele que Deus te deu. Os melhores filhos são os seus. Nada de ficarmos olhando para a realidade dos outros, que são deles próprios e ficarmos “cobiçando as coisas alheias”. Sejamos felizes com a vida que levamos e com o que temos porque é preciso ser “alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração – Romanos 12,12. Artigos relacionados: Meu casamento vai mal, será? O matrimônio Porque os casamentos santificam Casamento não é alvará Único casamento possível sob os olhos de Deus Isso que dá fazer filho com um velho Quem ama não trai Casou? ... e agora? fonte: Jefferson Roger
Leia mais...

Aqui na terra nada vai melhorar

Mateus 24,4-13 – “Respondeu-lhes Jesus: Cuidai que ninguém vos seduza. Muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu o Cristo. E seduzirão a muitos. Ouvireis falar de guerras e de rumores de guerra. Atenção: que isso não vos perturbe, porque é preciso que isso aconteça. Mas ainda não será o fim. Levantar-se-á nação contra nação, reino contra reino, e haverá fome, peste e grandes desgraças em diversos lugares. TUDO ISTO SERÁ APENAS O INÍCIO DAS DORES. Então sereis entregues aos tormentos, matar-vos-ão e sereis por minha causa objeto de ódio para todas as nações. Muitos sucumbirão, trair-se-ão mutuamente e mutuamente se odiarão. Levantar-se-ão muitos falsos profetas e seduzirão a muitos. E, ante o progresso crescente da iniqüidade, a caridade de muitos esfriará. Entretanto, aquele que perseverar até o fim será salvo.”

Caros leitores, em suas aparições e sobre tudo na conhecida aparição de Nossa Senhora à Santa Catarina Labouré, ela nos confirma este trecho do evangelho dizendo: “Não prometo felicidade neste mundo e sim no próximo”. Ou seja, esse negócio de querer construir um paraíso aqui na terra sem a necessidade de Deus é uma coisa impossível de se acontecer. A paz do mundo, uma igualdade social entre as pessoas, saúde, segurança, bem-estar, alimento e dignidade para com toda a humanidade é uma coisa que não irá acontecer por aqui. Isso que o mundo prega e se esforça de forma egoísta para alcançar não vai acontecer. Se acontecer então Jesus Cristo é um mentiroso e o trecho do evangelho onde ele explica a realidade deste mundo aos apóstolos não passa de conversa fiada para satisfazer a curiosidade deles.

Agora, se a conversa é outra e Jesus, que é o caminho, a verdade e a vida e que ninguém vai ao Pai senão por Ele, não está para tratar as coisas de forma displicente e sem a devida importância e seriedade, então é preciso, como bem se diz a respeito do católico, estarmos sempre com nossa mala preparada para a viagem. Como bem disse o messias, não somos desse mundo e não devemos tentar salvar nossas vidas, pois assim iremos perdê-la. O confronto que Jesus faz com nossos pensamentos exige de cada um, um desapego completo em relação as coisas que passam. Ficar tentando ser amigo do mundo, nos faz inimigos de Deus (Tiago 4,4). Não é unânime, graças a Deus porque muitos compreendem o que se deve desejar a alguém aqui nesta etapa de suas vidas. Como bem nos recorda Jesus, é preciso fazer isso sem deixar de fazer aquilo e também que é preciso em primeiro lugar buscar o Reino de Deus e a sua justiça e tudo mais nos será acrescentado. Dessa forma, bem conscientes da realidade que nos cerca e dos ensinamentos do evangelho, não iremos viver com medo do amanhã e sim confiantes na certeza da eternidade junto do Pai. Não é unânime, infelizmente volto a dizer, porque muitos desejam aos outros e a si mesmos, coisas que não podem coexistir com Deus. É preciso sim, um equilíbrio no modo de pensar e agir, agindo com a liberdade concedida para não nos escravizarmos sob o domínio do mundo e vivermos na esperança e na confiança das promessas (Hebreus 6,12).


fonte: Jefferson Roger
Leia mais...

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Não deixe a vaca ir para o brejo

Nesta expressão popular encontramos seu real significado e origem nas regiões rurais, quando em tempo de grandes secas, o gado em busca de sua sobrevivência era conduzido ou se conduzia para locais mais úmidos e pantanosos, como, por exemplo, os tais “brejos”. No entanto, a situação que já era difícil, pois era uma grande estiagem climática, poderia ainda se agravar, porque o gado corria grande risco de se atolar neste brejo e não conseguir voltar ao seu abrigo de origem, dando muito trabalho. Outra gíria semelhante é “a casa caiu”. Pois muito bem caros leitores, com certeza podemos fazer uma analogia em nossas vidas a partir deste dito que já é popular e se tornou gíria, que é a questão desta vaca que vai ou não para o brejo. Nossa vida é nosso campo fértil, terreno que precisa ser sempre cuidado. Em volta de todo este campo, existem os pântanos, os chamados aqui brejos, que são as investidas do mundo, de satanás e dos desejos carnais, os apetites do nosso corpo. Desta forma, por esta analogia estamos ilhados e sob constante vigilância, assim como nos recomenda Jesus. Cada área de nossa vida é uma vaquinha feliz e contente que, saltitando pelas planícies desta caminhada, segue alegremente rumo ao seu tão desejado cercadinho junto ao celeiro. Nós, os donos deste verdejante pasto, precisamos dar conta de todas as belas e desejadas vaquinhas. Cada uma é constantemente vigiada pelos predadores sedentos por abate-las e tirar de cada uma a possibilidade de se aconchegarem sob o conforto do abrigo para elas tão carinhosamente e cautelosamente preparado. E vamos concordar, que como são muitas para cuidarmos, não conseguimos sozinhos, já sabemos disso. E assim, podemos enxergar facilmente nesta pequena analogia, como se configura nossa caminhada e o cuidado que devemos ter em todas as áreas de nossa vida. Nós, que somos um composto de corpo e alma, um verdadeiro campo de batalha, precisamos não deixar nada para trás. Já nos ensina sobre isso Jesus na parábola da ovelha perdida. Então, mesmo que sobre o peso de muitas quedas, nosso esforço deve, no mínimo, ser o máximo. Transportando a analogia para nossa realidade de católicos, sob um olhar espiritual, deixar a vaca ir para o brejo significa desanimar, não perseverar, desistir, sucumbir perante as tribulações, se rebelar contra Deus, perder a fé. Que horror todas as verdades são. Que horror! Perder a fé, perder a razão de viver. Deixar de lado os porquês que nos motivam a suportarmos qualquer como! Que horror... E é de se chorar profundamente quando esta ferida atinge um coração, pois aqui neste momento, outro coração muito maior e capaz de amar do que o nosso já foi ferido. O coração de Deus. Quanta tristeza e quanto desgosto damos aos céus quando não suportamos o peso da cruz e não acreditamos no evangelho, na vida dos santos e santas de Deus, em Maria Santíssima e todo o coro dos anjos. Olhamos para nosso umbigo, não nos satisfazemos pela maneira que Deus quer que nossas vidas aconteçam e revoltados contra ele, meio como seus inimigos, vamos ficando sozinhos neste verde campo, já sem vida, assistindo inertes nossas vaquinhas indo para o brejo. Não deve ser assim: Romanos 12,12 – “Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração.” Artigo relacionado: Perseverança x Desânimo fonte: Jefferson Roger
Leia mais...

Faltar ao compromisso das leituras na santa missa

Mateus 21,28-31 – “Que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Dirigindo-se ao primeiro, disse-lhe: - Meu filho, vai trabalhar hoje na vinha. Respondeu ele: - Não quero. Mas, em seguida, tocado de arrependimento, foi. Dirigindo-se depois ao outro, disse-lhe a mesma coisa. O filho respondeu: - Sim, pai! Mas não foi. Qual dos dois fez a vontade do pai?” E ainda, Mateus 5,37 – “Dizei somente: Sim, se é sim; não, se é não. Tudo o que passa além disto vem do Maligno.” E por fim, Lucas 16,10 – “Aquele que é fiel nas coisas pequenas será também fiel nas coisas grandes.” Como podemos ver caros leitores, não podemos tratar com simplicidade certas coisas. Não podemos atribuir valores segundo nossos princípios se eles estiverem contaminados pelo egoísmo. A reflexão deste artigo recai sobre uma situação que algumas vezes acontece dentro da celebração da santa missa. Antes desse acontecimento, os responsáveis pela organização da celebração elencam o papel de cada um. Quem vai ficar com essa leitura, quem vai ficar com as preces e assim por diante. Todos dão o seu sim e as vezes, quem já passou por essa atividade de organizar as tarefas da missa que competem aos leigos sabe muito bem, acontece que aquela pessoa simplesmente não aparece para o compromisso. Disse que viria, deu sua palavra, aceitou o convite, em suma, como o filho da história que Jesus nos contou em Mateus 21, disse sim mas não veio fazer a sua leitura. Como fica? Segundo Jesus, esta pessoa não pratica o que ele ensina em Lucas 16, pois não é fiel nas pequenas coisas e seu sim, como em Mateus 5 está perdendo o valor. Que perigo para alguém que acaba por se acostumar a agir assim na vida. Começa com atitudes que parecem insignificantes, mas Jesus nos alerta que a atenção tem que ser dada para as pequenas coisas. Não podemos deduzir que estes tipos de pecados, sim pois é uma desobediência direta aos ensinamentos que Jesus deixou nos evangelhos, conforme podemos comprovar no início do artigo, e mais, vamos deixar os rodeios de lado, se a pessoa mente porque fala que vai e não vai fazer a leitura, com culpa própria, está levantando falso testemunho contra si mesmo e isso como todo bom católico sabe é desobedecer ao oitavo mandamento da lei de Deus. Que triste é perceber a naturalidade com que as pessoas cometem seus erros e acham que tudo está bem porque, vamos recordar o início do artigo? – Agem com uma atitude contaminada pelo egoísmo. Agora, se não é culpa própria fácil é de se retratar pelo ocorrido com a boa e velha verdade, que aliás, diga-se de passagem, é muito mais fácil de lembrar do que a mentira! E assim, pautados no dever de sermos como convém a santos (Efésios 5,3), devemos levar a sério tudo aquilo que fazemos, pois, nossas obras e nossos comportamentos serão por onde seremos julgados (Apocalipse 22,12). Artigo relacionado: Levamos tudo a sério? fonte: Jefferson Roger
Leia mais...

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Os estágios de Deus

Andando pelos céus, Deus se dirige a Jesus e diz: “Como é possível estamos nessa existência apenas nós e não termos com quem compartilhar toda essa vida e todo esse amor? Assim não pode ser, penso em criar “alguém” para partilhar tudo isso”. E Jesus então disse: “Para mim parece perfeito”. E o Espírito Santo disse: “Estou de pleno acordo”. E assim, Deus pôs-se a iniciar a criação de tudo que conhecemos em vista de “alguém” que ele iria criar para partilhar o seu amor. Não alguma coisa, não algo, mais “alguém”. Esse “alguém” somos nós, que por ouvirmos a serpente nos colocamos meio que como inimigos de Deus, ferindo esse amor que não espera nada em troca, apenas ama. Por isso, é sempre fiel, porque o amor, mesmo exigente dá em primeiro lugar sem ressalvas e mesmo entristecido por não ser correspondido, quando esse alguém por vontade própria se condena deixando de viver o que pede este amor de Deus.

A introdução deste artigo é uma forma carinhosa de refletir sobre o início da criação. De lá para cá, muitas etapas na história da humanidade têm marcado diversas fases, diversos estágios pelos quais a mão cuidadosa do criador tem manipulado tudo “a sua vontade, assim na terra como nos céus”. Deus recebeu muitos rótulos da boca dos estudiosos. Tudo em vão pois está na carta de São João que Deus é amor. Pronto e fim de conversa. Agora, porque o Pai Eterno age desse ou daquele modo, não adianta ficar especulando já nos alerta Deuteronômio 29,29.

Porém, o que é mais fabuloso ainda, é que esse cuidado macro que existe para com a humanidade, existe de modo micro na vida de cada um. Como é bom sentir Ele próximo nas orações, através da sua igreja, de seus santos e santas, da sua santa palavra e de toda a criação que 100% do tempo dá testemunho da importância que esse “alguém” tem para Ele.

Neste cuidado micro que Deus tem por cada um, também acontecem os estágios. Em nossas vidas, facilmente podemos perceber, se pararmos um pouco e deixarmos o barulho do mundo longe e fora de nossos corações, as diversas etapas, os diversos estágios pelos quais passamos, ou estamos a passar. E lembremos, o estágio também tem caráter de aprendizado. Assim como um adolescente começa numa empresa a trabalhar sendo contratado como um estagiário, para poder aprender o ofício, ser corrigido, ganhar experiência e habilidade para alçar um melhor voo profissional, assim também acontece em nossas vidas e voo que procuramos alçar é em direção aos céus.

Por isso, não importa o quanto caímos nessa vida, importa que mesmo quando caímos, sabemos porque temos que levantar e seguir adiante. Se não sabemos, voltemos o olhar para nossas vidas para descobrir, através de muita oração também, qual estágio dela eu deixei de aproveitar, bem viver e com isso não aproveitei de modo a poder crescer e continuar caminhando pelo vale de lágrimas. Se for preciso, que façamos de novo a experiência que erramos, isso no mundo acadêmico equivale ao aluno que reprova e precisa fazer de novo o ano letivo, ou ainda aquele aluno que precisa fazer recuperação para poder completar a nota e ser aprovado. Em nossa vida, sobretudo espiritual, isso se chama conversão. Não importa se no dia do juízo chegaremos pecadores na frente do justo juiz, com certeza ele vai olhar nossos cotovelos, mãos e joelhos e vai perceber que caímos muitas vezes, mas que levantamos todas elas e mesmo que em prantos iremos nos apresentar em sua frente com tudo que tivermos feito e deixado de fazer. Agora no estágio da vida, nessa etapa que antecede a vida eterna é hora de trabalharmos pela nossa salvação e de nossos irmãos. Não fiquemos sentados como aqueles estagiários preguiçosos que não largam o celular, não saem da internet, não gostam de atender o telefone e só querem a “recompensa imerecida” do salário que não fizeram jus.


fonte: Jefferson Roger
Leia mais...

Quem erra cumprindo a lei, não tem culpa

Lucas 10,16 – “Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou.” Caros leitores, neste artigo vamos refletir sobre a paz no coração que brota nos fieis, membros do corpo de Cristo, que é a sua igreja, ao viverem suas vidas pautadas nos ensinamentos celestes e sob a gerência do magistério e toda a tradição apostólica. Já dizia, mui acertadamente, Santo Agostinho, que fora da igreja católica não existe salvação. Para aqueles que duvidam desta verdade basta uma simples leitura bíblica de alguns livros canônicos que comprovam a questão. Nem poderia ser diferente porque, como a igreja é de Jesus, fundada por ele sobre a profissão de fé de São Pedro, é muito fácil de se aceitar que dentro dela existe o que há de melhor para a salvação do povo de Deus. É possível conferir de modo objetivo essa afirmação acessando (como sugestão) no meu site a aba “a bíblia e a igreja” e rolando a página até encontrar o tópico “A salvação está dentro da igreja”, onde se é possível ler as 15 afirmações que Santo Agostinho e tantos outros santos e santas, além de grandes papas e teólogos ao longo dos tempos, são unânimes em apontar para esta realidade.

Pois bem, a igreja, casa do Deus vivo, que é a coluna e sustentáculo da verdade (1ª Timóteo 3,15), o é porque o próprio Cristo garantiu a sua vitória perante o mundo. Ela que é sustentada pelo Espírito Santo, que veio para nos recordar os ensinamentos de Jesus e nos ensinar todo o resto (João 14,26), através da condução da igreja una, santa, católica e apostólica não tem outro fim, senão aquele predito nas sagradas escrituras (Mateus 16,18). A menos que alguém tenha coragem de chamar Jesus, o verbo encarnado, de mentiroso. Ele e toda a sagrada escritura. Não é possível estar dentro da igreja, repito, que é santa, seguir os seus caminhos, que levam ao caminho da porta estreita e ainda assim cometer algum erro. A igreja é santa, mas formada por membros pecadores. Eis a questão.

Sendo assim, também é bom recordar que Santo Afonso entre tantos, nos disse que a doutrina da igreja católica é imutável. Perceberam? Nós somos pecadores, a igreja é santa. Se não compreendermos isso vamos ficar atirando pedras no telhado da igreja por conta de nossos pecados, querendo colocar nossas culpas na igreja. Aí é preciso deixar a sem-vergonhice de lado e tomar vergonha na cara. Se a igreja errar, em alguma matéria disciplinar, facilmente se verá o escândalo porque é preciso romper com a tradição bimilenar e com o próprio Jesus. Mesmo assim, se algum abuso, ingerência, má administração, condutas desaprovadas e outras atitudes que convergem para o lado oposto aos céus, acontecerem (em seus membros pecadores, atenção para este detalhe, são os membros pecadores), e nela formos inseridos, se não houver intenção ilícita, nos tranquilizemos porque os responsáveis serão cobrados: Ezequiel 22,26 = “Seus sacerdotes violam a minha lei, profanam o meu santuário, tratam indiferentemente o sagrado e o profano e não ensinam a distinguir o que é puro do que é impuro.”

Agora, se em nosso coração, sentimos que algo está errado, algo nos perturba, busquemos na oração a certeza para nossa inquietude, não sejamos apenas intelectuais. Deus revela aos pequeninos e confunde os soberbos. Devemos agir como em Ezequiel 3,20-21 que nos ensina a não cruzarmos os braços se algo está errado, porque esta omissão nos será pedida em conta. Mas também devemos ser imitadores de Cristo (1 Coríntios 11,1) para podermos aprender dele que é manso e humilde de coração. Já dizia Nossa Senhora em suas aparições que quanto mais rezarmos mais teremos consciência de nossos pecados. Se não o temos é porque não estamos rezando aos céus o suficiente. Sejamos vigilantes e fieis membros da igreja e não frutas podres que contaminam aqueles que querem se entregar a Deus. Assim fazem os hereges e os hipócritas.


fonte: Jefferson Roger
Leia mais...

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Respeite o que vem do alto

Com o passar do tempo o que se vê é uma adesão cada vez maior a proposta do mundo onde satanás prega que não é necessária uma vida ascética tão enraizada nos caminhos do evangelho, já trilhados por tantos santos e santas da nossa religião católica. Como o esforço que se emprega para descer a ladeira é bem menor do que o esforço para subi-la, é de se compreender porque tantas pessoas vivem com um falso alívio de consciência por ter abraçado conceitos que, para elas, são uma verdadeira rota alternativa para fugir do tão congestionado aclive pedregoso que separa o aqui da eternidade do paraíso.

Aos poucos, vai-se comprando a ideia de que tais práticas católicas se constituem num verdadeiro exagero e o povo de Deus vai sendo enganado e passa a viver na política de salário mínimo, contentando-se em fazer pouquíssimo e ainda achar que fez sua parte, cobrando de Jesus, quase que sempre em suas orações, uma lista de pedidos estando com suas mãos vazias, como se nosso salvador tivesse que, por misericórdia, nos conceder, o que queremos antes daquilo que precisamos. Por isso é preciso a obra, o fruto do nosso suor, da nossa dedicação, nosso empenho e nosso compromisso na instauração do reino de Deus.

Deus não nos quer como pedintes, que estamos sempre de mãos estendidas à Ele a pedir de joelhos por graças que queremos agradecer com o nosso “nada”. É preciso darmos importância a tudo. Até as brincadeiras precisam ser levadas a sério, para que não se tornem maldosas. Jesus não é meu chapa, meu camarada ou o carinha da minha turminha, que posso dar um tapinha nas costas, fazer alguma brincadeira e tudo fica por isso mesmo. Muito pelo contrário. O rei dos reis, digno de todo o louvor, pelos séculos dos séculos, que derramou seu sangue na cruz redentora, por mim e por você caro leitor, está acima de nós em dignidade infinita e não nos cabe, pecadores que somos, deixar a humildade de lado e nos aproximarmos de Jesus como se ele fosse menos do que é.

Pensemos bem em nossas atitudes. Principalmente diante de Jesus, durante a adoração ao santíssimo, na santa missa, durante o rosário e outras atividades religiosas; ao passar em frente ao altar do presbitério cumprimente Jesus, não faça pouco caso nem seja preguiçoso. Teu desdém, mesmo que involuntário é uma atitude agravante e de ofensa. Lembre-se que Jesus está vendo. Cuidado! Não seja negligente, desatencioso e descuidado. Faça tudo que for fazer por Jesus, para Jesus e com Jesus levando no coração o máximo de cuidado e zelo pelas coisas do altíssimo. Nossa resposta de amor para aquele que nos amou primeiro não deve ser de descuido, desrespeito e falta de temor.

Deve, antes de tudo ter, no mínimo, o máximo de esforço de nossa parte em todos os momentos de nossa vida.


fonte: Jefferson Roger
Leia mais...

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

O uso irregular dos MESC's

Como bem sabemos caro leitor, não é de hoje que a igreja católica ensina uma coisa na teoria e na prática faz outra coisa, bem ao estilo condenado por Jesus dos fariseus. Fico aqui a pensar o quanto a igreja que Jesus fundou o desagrada com seus membros pecadores que tanta baderna fazem dentro dela. Ainda bem que ela (a igreja) é santa e que Jesus nos garantiu que as portas do inferno não prevalecerão contra ela mas que o inferno faz um estrago aos seus membros e faz padecer na caminhada a igreja militante, isso não resta dúvidas a ninguém. Apenas resta dúvidas para aqueles que querem não enxergar a profundidade das coisas. Eu particularmente ando entristecido por fazer parte de uma igreja tão suja por dentro e que varre tanta coisa para debaixo do tapete. Os membros dessa igreja em sua maioria seguem o papa e não Jesus, ou ainda a Santíssima Trindade e muitos são os exemplos que qualquer pessoa interessada, com algumas horas de séria pesquisa pode comprovar a questão. Por aqui, neste artigo irei apenas citar um simples exemplo de como é o comportamento da igreja católica. Comportamento que não é bom, já quero adiantar. É o caso dos ministros extraordinários da sagrada comunhão, que nada mais são que leigos instituídos pela igreja para ajudar o sacerdote em algumas de suas atividades que o sacramento da ordem elencam como exclusivas deste ministério. Já começa aí o problema, acompanhem o raciocínio, que é pessoal e portanto livre de aceite ou não. Segundo São Tomás de Aquino em sua publicação Suma Teológica, ele descreve as razões pela qual a distribuição do corpo de Cristo deve ser feita apenas por quem tem o sacramento da ordem. São elas: Primeiro, porque... é ele que consagra assumindo o lugar de Cristo. Ora, o próprio Cristo distribuiu o seu Corpo durante a Ceia. Portanto, assim (como) a consagração do Corpo de Cristo cabe ao padre, é também a ele que cabe a sua distribuição. Segundo, porque o padre foi instituído intermediário entre Deus e os homens. Por conseguinte, como tal, é ele que deve encaminhar a Deus as oferendas dos fiéis e também levar aos fiéis as dádivas santificadas por Deus. Terceiro, porque, por respeito por este Sacramento, ele não é tocado por nada que não seja consagrado. Por causa disto, o corporal e o cálice são consagrados e igualmente as mãos do padre o são, para tocar este Sacramento. Assim, nenhuma pessoa tem o direito de o tocar, a não ser em casos de necessidade como, por exemplo, se o Sacramento cair no chão, ou casos semelhantes" (Summa, III pars, Qu. 82, art 3). Pois bem, se alguém acha que o santo não tem razão porque são outros tempos e outra realidade aproveito para dizer que um dos frutos do Concílio Vaticano II foi a definição de que a Suma Teológica deveria ser estudada e aprendida por todo o clero. Sinal claro da importância que igreja dá para este doutor. Mas, em tempos que são outros, como dizem muitos, estes atiram no próprio pé porque acham que a messe é grande e os operários são poucos, então, por conta da falta de vocações sacerdotais, vamos diminuir o sacro ofício consagrado de se distribuir o corpo do Senhor para poder permitir que qualquer leigo de boa índole, mesmo que isso desagrade aos céus, distribua a eucaristia. E os padres defendem a questão alegando muitas atividades e que sem os ministros leigos não dariam conta do recado. Vou dar um exemplo. Numa missa em paróquia de bairro, normalmente um sacerdote distribui a comunhão no corredor central dos bancos e dois ministros ficam nas laterais junto a parede. Dessa forma são quatro filas que se formam e em aproximadamente 5 a 7 minutos a comunhão é distribuída a todos. Este é um uso irregular dos mesc's porque se as filas laterais sem unissem as filas do meio a celebração iria aumentar apenas 7 minutos, já que o padre leva 7 minutos para dar conta de duas filas centrais. Já no altar os mesc's apenas abrem o sacrário, entregam as âmbulas ao sacerdote no altar e no final da distribuição colocam as reservas eucarísticas de volta ao sacrário. Pelo amor de Deus, isso o padre pode fazer. São apenas alguns metros do altar até o sacrário, mesmo que o sacrário esteja na capela do santíssimo. Padres preguiçosos talvez? Algum compromisso depois da missa que não permite que ela passe um pouco de uma hora de duração? E vejam que o exemplo acontece em uma situação cotidiana e que eu presenciei em várias missas em toda a arquidiocese de Curitiba, não só na paróquia em que eu vivo. Sem "multidão excessiva" que justificaria o uso "extraordinário" dos ministros leigos, uma vez que duração da missa se tornaria demasiado excessiva, como recorda tantos documentos da igreja entre eles a Redemptionis Sacramentum, só para citar um exemplo. Desta forma, como podemos ver, a causa até é aceitável, mas o uso que se faz do antídoto para o problema não é. Os ministros leigos são utilizados de forma regular em desacordo com a própria determinação da igreja através de seu magistério. Sem falar nas aparições que Jesus e Maria fizeram ao longo da história da humanidade condenando esta prática, que também tem condenação bíblica tanto no antigo quanto no novo testamento. Infelizmente para as pessoas de bem que aceitam essa investidura lhes é ensinado apenas o porquê da situação, bem ao estilo evangélico/protestante. Posso afirmar isso porque eu fiz o curso de mesc e vivenciei a "lavagem cerebral" que o clero ou outros leigos querem fazer nos ansiosos candidatos para a missão de ministro extraordinário. E só para constar eu não quis ser investido no cargo porque ciente do uso irregular que desagrada Jesus, não convém agradar aos homens (Gálatas 1,10 - Atos 5,29) O erro é da igreja que faz uso errado desta função. Se é para ser extraordinário porque usar de forma cotidiana tornando uma prática regular? Este mau exemplo de prática doutrinária exige dos céus o oitavo sacramento, o sacramento da santa ignorância, já dizia Monsenhor Athanasius, Padre Amorth, Padre Duarte Sousa Lara e Padre Paulo Ricardo, só para mencionar alguns exemplos de grandes sacerdotes. Artigo relacionado: Missa Tradicional x Mesc's fonte: Jefferson Roger
Leia mais...

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Sereis perseguidos por causa de mim

Para toda pessoa que se esforça para viver os ensinamentos dos evangelhos o título deste artigo é bem lembrado por todos os católicos praticantes. Está no sermão da montanha (Mateus 5). Por duas vezes o Cristo diz que devemos nos alegrar por causa das perseguições que iríamos sofrer. Nos disse também que o servo não é maior que o seu mestre e que se o perseguiram, perseguirão também a nós (João 15,20).

Pois bem, com uma busca atenta por toda a história da cristandade encontra-se até com certa facilidade, relatos sobre o martírio que muitas pessoas sofrem por amor a Deus, a Jesus e seu evangelho e a religião católica. Vale lembrar que a palavra “martírio” quer dizer “testemunho”. Morre-se dando sua vida por amor a Cristo pois “quem perder a sua vida por causa dele (de mim – diz no evangelho) irá salvá-la.”

O mal que se infiltrou no paganismo alastra a sua perseguição utilizando-se, além do fator “medo da morte física”, sua ou de alguém que você gosta, o fator “surpresa”. Eis aí em nossa atual época o estado islâmico em sua arrojada perseguição frente aos cristãos intitulados por eles como apóstatas. Recentemente mais um atentado de autoria deste grupo foi assumido por eles neste mês: A morte de 25 cristãos em um tempo copta do Cairo, capital do Egito.

Numa capela próxima a catedral de São Marcos, quase ao final da missa dominical eis que uma forte explosão, que atravessou toda a capela, levou a vida de 25 pessoas deixando outras 49 feridas. Em sua maioria mulheres e crianças. Entrevistados os sobreviventes comentaram que tinham vivido um atentado como aqueles que apenas se assistia pela televisão e nos filmes. Agora é uma realidade, afirmava um sobrevivente de 59 anos, Magdy Ramzy, que após o incidente saiu a procura de sua esposa, tendo a infelicidade de encontrá-la morta.

O grupo que assumiu o atentado declarou que irá continuar com o que eles chamam de “sua guerra contra os apóstatas”. São os últimos tempos? Nossa Senhora revelou ao Padre Stefano Gobi, fundador do movimento sacerdotal mariano que o tempo da grande tribulação, da abertura dos selos e das taças já está acontecendo. Ele começou, a abertura do primeiro selo, com a chegada do vírus HIV. Portanto, não são tempos de desespero e sim de oração, como sempre precisou ser. Foi Jesus quem nos avisou para sermos vigilantes e constantes na oração. O católico deve sempre estar com “sua mala” pronta para fazer a passagem, a vida irá seguir na eternidade e o medo é algo que não devemos cultivar, pois dentro dele existe a falta de fé.

É claro que aqui não podemos ser hipócritas ao ponto de falarmos da isenção do medo. Ela é possível, é alcançável. Haja vista tantos exemplos de santos e santas, nossos heróis da fé, que viveram suas vidas até o martírio. Eis aí a estatura de Cristo exigida de todos nós (Efésios 4,13). É preciso pedirmos a graça de não termos medo. Por fim é preciso também e não de forma secundária, rezarmos uns pelos outros, rezarmos por aqueles que nem conhecemos pessoalmente e que passam por tribulações diárias ou não, muito maiores que as nossas. Cada um possui sua cruz, feita sob medida e recebe de Deus força suficiente para carrega-la. A aparente impossibilidade em leva-la rumo ao calvário, para coloca-la do lado da cruz de Jesus não passa disso, de aparência, embora denote que estamos deixando de fazer a nossa parte, que é sermos dependentes de Deus para tudo e 100% crentes em sua palavra. Que possamos sempre nos comportarmos como nos recorda o apóstolo São Paulo (Romanos 12,12): “Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração.”


fonte: Jefferson Roger e agências internacionais de notícias
Leia mais...

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

O Exame de Consciência

Se ao dicionário recorrermos iremos encontrar algumas explicações para a expressão consciência. Todas, de uma forma geral, relacionam a palavra com algum aspecto voltado para o conhecimento. Ter consciência é estar ciente a respeito de algo ou alguma coisa. Vejamos que interessante a questão. Se digo que eu estou “ciente” a respeito de algo é o mesmo que dizer que eu tenho consciência disso. Podemos compreender que estar consciente a respeito de algo implica em se saber, em ter o conhecimento a respeito daquilo. A respeito daquilo que é uma informação para nós, guardada num lugar chamado cérebro. Por sua vez, aprendeu-se no meio estudantil que, em linhas bastante resumidas e gerais, nosso cérebro pode considerar duas divisões para estas informações: a divisão do consciente e a divisão do subconsciente, deixando a questão do inconsciente de lado, conceitos estes muito utilizados em psicologia. Lá, no subconsciente ficam as memórias não acessadas cotidianamente, não presentes em nossa atualidade. Funciona como uma espécie de baú.

Pois bem, feito esta pequenina explanação sobre essa belíssima área de nosso corpo humano, vamos partir para o finalmente. Vamos colocar a questão sobre um olhar sobrenatural. Tratemos aqui do exame de consciência que todo cristão deve fazer em sua jornada rumo a porta estreita. Já nos ensina a antiga tradição católica que boa prática é o exercício do exame de consciência feito em três momentos do dia. Pela manhã, logo ao acordar, fazemos nossa avaliação do dia que ficou para trás e nos propomos perante Deus para o dia que se inicia. Afinal não sabemos quanto tempo temos de vida. No meio do dia, mais uma parada para o segundo exame de consciência, para avaliarmos como está nosso propósito de vida, feito no início deste dia. Se necessário aqui podemos recolocar nos trilhos o que não estiver a contento. Ao fim do dia, quando estamos indo deitar e entregamos a Deus o fruto do nosso dia, cabe o último exame de consciência. Onde perante o altíssimo agradecemos por tudo que fizemos, pedimos perdão pelas omissões e faltas e colocamos nossa vida a disposição de Deus.

Prática esta muito salutar uma vez que nos mantém conectados e conscientes a respeito da nossa realidade do hoje. Examinar a consciência é algo que precisamos sempre fazer. Devemos, como diz o ditado popular, “nos policiar”, vigiarmos nossa conduta em todas as áreas. No que falamos, no que fazemos, no que não falamos e no que não fazemos. E isso não deve soar esquisito porque Jesus já nos avisou que seremos cobrados por nossas omissões.

Por isso, não devemos baixar a guarda e nos julgarmos já merecedores do céu. De forma alguma. Nossa exigência diária deve cada vez mais aumentar pois do contrário iremos parar de crescer e a estatura de Cristo não iremos alcançar. Nesta exigência, os termos de comparação que devemos ter não devem ser os que melhor se identificam conosco. Se me comparo a um bandido, assassino e malfeitor, facilmente posso me julgar “um santinho”. Mas se me comparo a Jesus, a Virgem Santíssima, aos anjos e santos de Deus, aí a coisa muda de figura e facilmente percebo o quanto estou longe da santidade. Assim deve ser. Nosso exame de consciência deve ser honesto para conosco porque Deus conhece os corações e nada perante ele ficará oculto. As aparências não passam disso, de aparências. Deus que vê no oculto abomina a hipocrisia, haja vista o próprio Jesus tanto criticar os fariseus hipócritas nos mostrando que devemos ser humildes e sinceros e reconhecer nossa fragilidade e dependência dele para tudo. É preciso agradar a Deus e não aos homens (Gálatas 1,10) e é preciso antes obedecer a Deus (Atos 5,29) do que aos homens pois quem se faz amigo do mundo se constitui inimigo de Deus (Tiago 4,4) e o que aos olhos dos homens é elevado aos olhos de Deus é abominável (Lucas 16,15).


fonte: Jefferson Roger
Leia mais...

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Abominável aos Olhos de Deus

Não é de hoje que a conduta do “politicamente correto”, do comportamento que preciso ter para que os outros não falem mal de mim pois podem pensar o que? E ainda aquele comportamento ou maneira de agir esperado pela onda da maioria que proclama a inevitável evolução da humanidade, só que, detalhe, o que chamam de evolução caminha num sentindo muito oposto ao caminho das pedras que termina na porta do céu. Não é de hoje que isso tudo só aponta para um caminho que não é o da salvação (Apocalipse 21,8 – 1ª Coríntios 6,9-10 – Gálatas 5,19-21 – Romanos 1,28-32).

A bíblia nos ensina que Deus não faz distinção e pessoas (Atos 10,34). Nos ensina que ele ama o pecador e odeia o pecado. Por isso, Deus que é amor e que nos amou primeiro (1ª João 4,19) não espera nossa conversão para nos amar. Ele está muito acima dos nossos pequenos e falhos sentimentos. Mas, em nossa não conversão e consequente inimizade voluntária com Deus, nos satisfazemos com o seu cuidado genérico, como o cuidado que Deus tem com uma espécie de animal irracional. Nos contentamos que ele nos deixe em paz com seus castigos e exigência para que vivamos um paraíso já aqui na terra sem ele, agitando a estrondosa e escandalosa bandeira da igualdade entre os homens.

Quanto absurdo. Deus, que é fiel aos seus filhos, muito se entristece quando alguém se perde e se condena por iniciativa própria. Essa pessoa não vê, ou não quer ver, ou ainda finge que não vê, todo o esforço que os céus fazem para a colocar de volta aos trilhos da salvação. Não consegue entender que a paz que vem de Deus não é ausência de problemas, não é ausência de dificuldades, não é ausência de tribulações. A paz que vem de Jesus não é como a paz que o mundo oferece (João 14,27).

Mas, como essa paz de Cristo exige de cada um, um comprometimento com o evangelho, ela acaba para tantos se tornando algo que tem um preço muito alto a se pagar. E a exigência é alta. Jesus nos ensina que quem não renunciar a si mesmo e não tomar a sua cruz dia após dia (Lucas 9,23) não irá chegar ao Reino dos Céus. E diz ainda que quem ama alguém nesta vida mais do que ama a ele, não é digno dele (Mateus 10,37-38). Palavras do Salvador. Quem não aceitar poderá depois no dia do seu juízo “bater boca” com aquele que é “a verdade e a vida”.

Eis aí um grande desafio que muitos que até tentam desistem por achar difícil conseguir o êxito. Jesus é claro, é preciso renunciar a si mesmo e isso, todos os dias com a cruz nas costas. Este é um dos principais pontos da rebeldia e revolta das pessoas. Elas não querem abrir mão dos seus desejos, seus prazeres, suas ideias e suas vontades. Em suma, não querem renunciar a nada e isso inclui renunciar a si mesmas. Essa parte da exigência que o amor divino implica elas pulam e preferem virar as costas para Deus e promover todo e qualquer tipo de algazarra como seus semelhantes cidadãos de Sodoma e Gomorra. Avisadas todas estão perante os céus, está por escrito nas sagradas escrituras em tantas passagens mas, implica renúncia e então é melhor deixar para lá.

Jesus advertiu a todos quando disse: Lucas 16,15 - “Vós procurais parecer justos aos olhos dos homens, mas Deus vos conhece os corações; pois o que é elevado aos olhos dos homens é abominável aos olhos de Deus.” E aquele que se faz amigo do mundo se faz inimigo de Deus nos diz o apóstolo São Tiago (4,4). Direitos reprodutivos das mulheres que podem decidir matar seu filho ainda na barriga, ideologia de gênero nas escolas para nossos filhos e em toda a parte, liberdade sexual e desregrada em as naturezas humanas criadas por Deus, tudo isso e uma lista enorme que acompanha estas ‘justiças’ que o homem moderno quer forçar aceitação na sociedade não irá sair barato pois Deus não deixará de ficar do lado daqueles que são fiéis as suas promessas (Hebreus 6,12).


fonte: Jefferson Roger
Leia mais...