sexta-feira, 31 de julho de 2015

O amargo remédio da GREVE

As pessoas não costumam ir ao médico se estão sadias, porém, se estão doentes e esta doença "toma" proporção considerada grave, muitas vezes é chegada a hora do "remédio". E haja vista, muito bem sabemos desde nossa tenra infância, o quanto são amargos os remédios. Ainda pequenos não conseguimos compreender porque quando estamos doentes precisamos tomar uma "coisa ruim" e é esta coisa que irá nos curar? Ou ainda como entender, quando pequenos, que uma picada de uma injeção causará uma dor que é para nosso bem? Tentemos explicar essa agulhada para uma criança com pouca idade, muitas mães sabem como é isso.

Pois bem, este artigo trás à tona, sob a ótica da fé os ingredientes deste amargo remédio que nossa sociedade tem ingerido a cada dia que passa, mais vezes. Chegam até em alguns casos, em ser um remédio controlado ou ainda, algumas vezes de uso contínuo.

DAI A CESAR O QUE É DE CESAR E A DEUS O QUE É DE DEUS (Mateus 22,21)

O ser humano em suas origens sofre de uma doença espiritual chamada avareza. Lembremos: o homem não é doente mas está doente. E esta sua natureza de se afastar de seu criador, com seu livre arbítrio, conforme está escrito no livro do profeta Oséias (cap 11,7), fruto da sua própria concupiscência. Como acontece com a gula e a luxúria, a ilusão da avareza é a de ser capaz de preencher o vazio infinito do nosso coração com as coisas finitas. É a avareza que nos faz acumular e multiplicar inutilmente os nossos haveres. Mas, é claro, trata-se de uma ilusão, pois tantas coisas finitas, mesmo somadas, não chegarão jamais a preencher o infinito.

Como nos recorda São Tomás de Aquino: "a avareza é o amor exagerado pelo possuir". De palavra aportuguesada de origem grega "filargyria" que significa o amor em possuir coisas, esta encontra no dinheiro a sua manifestação mais clara. Portanto aqui, acabamos de identificar os causadores da greve: Os empresários administradores. Mas não qualquer empresário, sobretudo os avarentos pois de longe são amantes do possuir mais, mais e mais dinheiro e, neste ponto sua ganância pelo mais, afasta a sua conduta justa e a correta administração de suas atividades uma vez que seu egoísmo insiste em não dar ao trabalhador o que é do trabalhador.

E foi o apóstolo Paulo que de forma incisiva compreendeu a verdadeira natureza "religiosa" da avareza, quando escreveu aos Colossenses (cap 3,5): "Mortificai os vossos membros, isto é, o que em vós pertence à terra ... especialmente a ganância, que é uma idolatria". E para que não nos reste dúvida, ele reafirma aos Efésios (cap 5,5): "o ganancioso é um idólatra".
E é Jesus quem nos coloca uma alternativa radical sobre a questão: "Ninguém pode servir a dois senhores. Pois vai odiar a um e amar o outro, ou se apegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e ao Dinheiro" (Lucas 16,13;Mateus 6,24).


ACORDAR O QUE É JUSTO (Mateus 20,4)

Como na parábola do senhor da vinha ensinada por Jesus, é exatamente na contramão desta verdade que o pavio de nossa protagonista deste artigo, a greve, entra em cena. Aqui é preciso colocar entre tantos exemplos que ocorrem no dia a dia, pelo mundo afora, uma fato ocorrido durante a semana de 27 a 31 de julho deste ano. Esta situação que aqui leremos teve seu pavio iniciado em maio do corrente. Cerca de 1435 trabalhadores da empresa de economia mista Urbanização de Curitiba S.A. "adoeceram" ao longo destes meses, de forma gradual e continua. E como o vírus mutante da gripe que a cada ano evolui e os remédio vão aos poucos perdendo sua eficácia até no combate aos sintomas, chegaram ao ponto de, por não receberem seu valor, reconhecimento, e seus direitos pelo "que é justo", baixaram ao pronto-socorro e o diagnóstico foi um só: o pavio queimou, está na hora do remédio amargo chamado GREVE.

Como um animal que encurralado pelo predador, em defesa de sua prole parte para o seu sacrifício final pois não vê mais nenhuma saída, o movimento de greve foi iniciado. Movimento este do qual fiz parte e passo agora a compartilhar alguns episódios deste momento.

O OPERÁRIO É DIGNO DO SEU SALÁRIO (Lucas 10,7)

A todo o que fizer para ti um trabalho, paga o seu salário na mesma hora: que a paga de teu operário não fique um instante em teu poder. Guarda-te de jamais fazer a outrem o que não quererias que te fosse feito. (Tobias 4,15-16). Sempre brilhantes são os ensinamentos das sagradas escrituras. Pena que muitos querem viver um paraíso aqui na terra, sem Deus. Não atribuem nada a Ele e com seus peitos estufados, queixos erguidos e narizes empinados seguem a catequese do mundo colocando a caridade e o amor ao próximo na lama e enaltecendo a si mesmos em prol de uma vida cheia de riquezas. Pobre "deles" que não sabem o que fazem. "Ai de vocês fariseus, já exclamava Jesus, que colocam pesados fardos sobre os outros. Assim veio agindo a atual gestão desta empresa que teve o apoio da justiça aprovando uma liminar contra os "pequenos", que dentro de seus direitos ainda foram forçados a trabalhar.
Ainda bem que Jesus nos confortou dizendo, felizes de vós, os pequeninos pois foi a vocês que meu Pai se revelou. Quanto a greve? Pois bem, dois motivos: o justo e digno salário do mês trabalhado não pago e a falta de acordar o que é justo, a reposição inflacionária do período. Para os desavisados e desinformados e ainda para o pessoal "de lá", do outro lado da muralha, isso mesmo, uma muralha é o que separa o trabalhador do empregador e até mesmo dentro das próprias classes, estes justos motivos até pela mídia e pela prefeitura da cidade de Curitiba foram levados à tona com uma transparência um tanto questionável, motivando comentários pela mídia que combatiam o movimento, como se os grevistas quisessem algo de extraordinário.
Imaginem caros leitores o prefeito da cidade se pronunciar na mídia dizendo que não sabia do porque da greve já que os trabalhadores acabaram por receberem seus salários com 4 dias de atraso. Puxa vida, a Unimed bloquear um fim de semana, o salário atrasar, o vale alimentação atrasar, a afirmação da empresa de que não tem dinheiro para reajustes e o pouco que pode fazer não inclui aumento de benefícios não é nada agravante. Afinal, vamos parcelar algumas migalhas e no fim todos batem palmas. Chega! Esse foi o grito de todos.

Assim é o egoísta, a lei só vale para os outros, para ele não. Rapidamente a empresa procurou a "lei" para implantar uma liminar obrigando os trabalhadores a exercerem suas atividades com 50% de capacidade do corpo de funcionários. Olhem só, "coitada" da URBS (Urbanização de Curitiba S.A.) não é mesmo! Sentiu-se prejudicada. É a crise" Afinal, a crise está aí, é uma das moedas de troca da atualidade. Mas a crise não impediu os altos salários do alto escalão da empresa e nem mesmo reajustes concedidos à vista. Pois bem, digam a frase completa senhores dirigentes da empresa. "Não temos dinheiro para pagar os operários trabalhadores". Mas bastou mais uma greve, a terceira na história da empresa e a de maior duração para enxergarmos a realidade com um olhar um pouco diferente.

GREVE: uma luta de alguns, omissão de muitos e conquista para todos.

Essa frase retrata bem a realidade dos funcionários. Por vários motivos não se participa da greve. Medos, inseguranças, apegos e tantas outras realidades pessoais que aqui não cabem discutir. Mas uma coisa se pode dizer:

ANTES DAR A CARA PARA BATER DO QUE O "RABO" PARA PRENDER.

Consciência limpa, senso de dever cumprido no dia a dia das tarefas. Estar sempre pronto em atender as demandas dos superiores. Manter a disciplina, a ordem, o bom comportamento e a produtividade. Estas são apenas algumas das atitudes das pessoas que estavam na greve. Sobretudo falo das pessoas que convivem no setor em que eu trabalho. São as pessoas da segunda foto deste artigo. Como elas, tantos outros se uniram ao movimento por terem a certeza de que esse remédio amargo seria a última solução. O chazinho já não curava mais a garganta que acabou por se inflamar, foi preciso uma dose de antibiótico. Estivemos unidos em greve, cumprindo o horário do expediente. Hora sentando na sombra, hora sentando no sol, hora em passeata, hora no cornetasso. Marcando nossa presença em frente ao prédio central da empresa.

Fica o alivio pois a batalha foi vencida, restou a união do grupo que se manteve em pé perante a situação. Também as lembranças da "Área Vip" e do "Puleiro", locais apelidados onde sentávamos. Fabiana, Jaqueline, Sergio, Jefferson, Marili, Hilnon e Francisco. Estes estão na foto deste artigo, mas como eles tantos outros compreenderam o verdadeiro espírito de companheirismo, união e perseverança como nos ensina Jesus: "Não desanimeis" e "Não tenhais medo".


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 24 de julho de 2015

Gênero nos livros paradidáticos


A prova que faltava: livro recomendado pelo MEC ensina "gênero" nas escolas.

Está nas mãos de alunos do ensino médio um livro chamado Sociologia em movimento. A obra, segundo consta, foi editada em 2013, pela Editora Moderna, de acordo com as determinações do Ministério da Educação para o Programa Nacional do Livro Didático — ou seja, antes mesmo que o Plano Nacional de Educação fosse votado.

No capítulo 14, intitulado Gênero e sexualidade, o leitor encontra uma apologia aberta ao fim da família e da lei natural, em nome de uma suposta liberdade e do que os autores entendem por "identidade de gênero", isto é, "uma construção cultural estabelecida socialmente através de símbolos e comportamentos, e não uma determinação de diferenças anatômicas entre os seres humanos". A confissão vem logo nas primeiras linhas: "As permanências da sociedade patriarcal e do androcentrismo estão entre as principais explicações para esse fenômeno (a discriminação), e serão trabalhadas ao longo do capítulo, juntamente com as evidências que apontam para a reversão desse quadro social". O objetivo do estudo, conforme as próprias palavras do texto, é "reconstruir os papéis sociais estabelecidos".

Palavras, a guerra cultural é uma guerra de palavras. A linguagem é um dos meios mais importantes utilizados pela "intelligentsia" para refundar o mundo à sua imagem e semelhança.

O próprio debate sobre o uso da palavra "gênero" nos planos de educação comprova isso. Embora o texto vigente do Plano Nacional defenda a "superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da cidadania e na erradicação de todas as formas de discriminação", não faltaram críticas à supressão da tal palavra. Pergunta: se se trata apenas de uma luta pelo respeito, por que não basta dizer "erradicação de todas as formas de discriminação"? Essa é uma questão que eles não respondem. Mas para a qual há uma resposta.

O marxismo nega a existência da verdade. A estrutura do mundo se resumiria a uma tensão de forças antagonistas, influenciada pelo pensamento dominante ou, nas palavras de Marx, pela ideologia. Essa ideologia, por sua vez, seria a superestrutura, aquelas instituições que sustentam o status quo — família e Igreja, por exemplo. Desse modo, para que a estrutura opressora caia, é mister que se corrompa a superestrutura por meio de uma nova ideologia, de um novo discurso. O Papa Pio XI notou que o socialismo propõe "a formação das inteligências e dos costumes" como também "se faz particular amigo da infância e procura aliciá-la, abraça todas as idades e condições, para formar o homem 'socialista' que há de constituir mais tarde a sociedade humana plasmada pelo ideal do socialismo".

É fato. Sem a presença da família, as crianças são "educadas" pela escola, conforme os interesses do Estado. Isso já acontece em países como a Suécia, onde os filhos são completamente retirados do convívio dos pais. A razão é a seguinte: para que as crianças percam a noção de certo e errado, é preciso moldá-las desde a mais tenra idade. A lei que obriga as famílias a colocarem seus filhos nas escolas com apenas quatro anos de idade está intimamente ligada a esse projeto. Aliás, não deixa de ser interessante o fato de que, nos planos municipais de algumas cidades do Brasil, "gênero" apareceu apenas nos parágrafos referentes à educação infantil.

O livro Sociologia em movimento abraça essa tese marxista, bem como a de outras correntes filosóficas contrárias ao cristianismo, quando, por exemplo, defende a ideia de que "o discurso sobre a sexualidade não é uma descrição da natureza reprodutiva, mas sim um meio de estabelecer relações de poder construídas historicamente nas sociedades ocidentais".

A Igreja, ao contrário, não defende um modelo sexual porque quer dominar as pessoas, mas porque esse modelo corresponde à verdade do ser humano. Se essa lei natural é posta de lado, "abre-se dramaticamente o caminho ao relativismo ético no plano individual e ao totalitarismo do Estado a nível político" [8]. As leis ficam sob o arbítrio da maioria. Perdem o seu fundamento. Bento XVI deixou isso evidente em uma de suas catequeses sobre Santo Tomás de Aquino:

A defesa dos direitos universais do homem e a afirmação do valor absoluto da dignidade da pessoa postulam um fundamento. Não é precisamente a lei natural, este fundamento com os valores não negociáveis que ela indica? O Venerável João Paulo II escrevia na sua Encíclica Evangelium vitae palavras que permanecem de grande atualidade: "Para o bem do futuro da sociedade e do progresso de uma democracia sadia, urge pois redescobrir a existência de valores humanos e morais essenciais e naturais, que derivam da própria verdade do ser humano, e exprimem e tutelam a dignidade da pessoa: valores que nenhum indivíduo, nenhuma maioria e nenhum estado jamais poderá criar, modificar ou destruir, mas apenas os deverá reconhecer, respeitar e promover".

O "status" elevado da mulher no cristianismo se devia, entre outras coisas, à visão humanista da religião cristã. Com a proibição ao aborto e ao infanticídio, por exemplo, a mulher deixou de ser vista como propriedade do marido, um objeto descartável, para converter-se em uma companheira, pela qual deveria dar a vida, como Cristo deu a vida pela Igreja (cf. Ef 5, 25). É no cristianismo medieval, sobretudo, que surge a figura das grandes rainhas católicas, cheias de virtudes para pastorear a grei. No paganismo, por outro lado, as mulheres eram vistas simplesmente como objetos de prazer do homem, os quais possuíam mesmo o direito de assassiná-las.

É da pena de Santo Tomás de Aquino que provém uma das mais belas apologias da dignidade feminina já vistas. "Era conveniente que a mulher fosse formada da costela do homem", ele escreve, "para significar que entre o homem e a mulher deve haver uma união de sociedade, pois nem a mulher deve dominar o homem, e por isso não foi formada da cabeça; nem deve ser desprezada pelo homem, como se lhe fosse servilmente submetida, e por isso não foi formada dos pés".

Fica evidente, por conseguinte, a falsidade da acusação feita por Marx, Michel Foucault e cia. É no paganismo, na libertinagem sexual, na depravação moral que surgem as opressões contra as mulheres, os homossexuais e outros indivíduos — não no cristianismo. E isso por uma razão óbvia: a libertinagem sexual transforma o ser humano em um ser descartável, em uma massinha de modelar. O comportamento violento dos jovens é resultado direto desse modelo de educação liberal, que os considera animais adestráveis. Um animal se comportará como um animal.


O principal problema dessa questão é de cunho humanístico. A Teoria de Gênero defende uma visão de pessoa humana profundamente equivocada, segundo a qual o ser humano seria determinado apenas pelo ego e pela vontade. O corpo nada tem a dizer nessa história. Trata-se apenas de um instrumento para a satisfação das vontades. Assim, pode-se admitir todo tipo de "união sexual", desde que exista o desejo e o consentimento para tal. O homem fica reduzido às suas paixões.

Os frutos de uma loucura como essa são colhidos dentro do próprio movimento homossexual, como no caso escandaloso dos clubes do carimbo, que têm espalhado de propósito o vírus do HIV entre os homossexuais. O prazer é a justificativa. Se a lei apóia a libertinagem como um direito inalienável, "nem a Igreja nem a sociedade em seu conjunto deveriam surpreender-se se depois também outras opiniões e práticas distorcidas ganham terreno e se aumentam os comportamentos irracionais e violentos".

Acusar a Igreja e a família de fomentarem a violência é de uma insanidade inominável. A castidade que a Igreja pede aos homossexuais é a mesma pedida aos heterossexuais. Não há nada de homofóbico. Norteados pela regra da caridade fraterna, o que a Igreja e a família têm por princípio são estas palavras de São Bento: "Tolerem pacientissimamente as suas fraquezas, físicas ou morais; rivalizem em prestar mútua obediência; ninguém procure o que julga útil para si, mas sobretudo o que é para o outro". Já está mais do que na cara o que realmente gera a violência contra as mulheres e os homossexuais. Aliás, vale a pena conferir este artigo, publicado recentemente no site, a respeito das origens sexistas e racistas da Teoria de Gênero.

A resposta necessária

O livro Sociologia em movimento, nas mãos de alunos do ensino médio mesmo depois da aprovação do Plano Nacional da Educação sem referência à gênero, é um insulto à Constituição, à verdade dos fatos e ao bom senso. Mais: trata-se de uma ação orquestrada contra a família e a Igreja, que merece nosso imediato repúdio. Os pais devem, com todo o direito, unir-se em associações e pedir a retirada desse material das bibliotecas de nossas escolas, além de verificar as outras apostilas de seus filhos. É bem possível que o ninho da serpente esteja escondido lá. Estejamos atentos.


adaptado da fonte: padrepauloricardo.org/blog
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segunda-feira, 13 de julho de 2015

Amor Verdadeiro


É fácil estar ao lado do namorado, noivo ou marido quando tudo está bem. No entanto, quando as finanças aper­tam e a saúde se vai muitos se arrependem dos votos firmados e decidem seguir a vida sozinhos. O araucariense Jonathan Ralf da Silva, de 31 anos, sabe muito bem o que isso significa. Casado há 12 anos com Kelem Andressa de Oliveira, ele viu sua amada enfrentar os resultados da diabetes e dar adeus à vitalidade que possuía nos primeiros anos da união. Jonathan conta que há três anos ela teve um glaucoma e, infelizmente, ficou completamente cega. Além disso, desde o ano passado passou a ter pro­blemas nos rins e precisa realizar hemodiálises constantes.

Se ele tivesse deixado a jovem enfrentar a situação sozinha, essa seria apenas mais uma de muitas histórias de amor interrompidas pelo destino, mas a cora­gem desse morador do Jardim Gralha Azul fez a diferença na vida dos dois. E ele confirma: "Eu decidi ser os olhos da minha esposa, então deixei meu emprego e agora me dedico inteiramente a ela. Afinal, a gente casou para ficar junto em tudo o que der ou vier". Ressaltando aqui queridos leitores que esse tipo de decisão puramente cristã, algumas vezes esbarram em opiniões adversas, pois aos olhares externos, da moda, do mundo ou das conveniências é melhor deixar tudo de lado e procurar uma situação melhor.

De acordo com ele, sua companheira demonstrou o mesmo apreço em 2009, quando enfrentou com o marido um grave pro­blema de apendicite seguido por depressão. Ele explica: "Eu não conseguia nem andar, e os médicos falam que fiquei vivo por um milagre. Então, ela foi o motivo de eu estar aqui". Atualmente ele acompanha a esposa em todas as consultas médicas, ajuda nos serviços domésticos, prepara a alimentação da casa e até cuida do cachorro. "Sem dúvida, o Jonathan se tornou meus olhos. Ele é um excelente marido, e eu só te­nho que agradecer", afirma Kelem.

Realização de um sonho

Com uma história tão bonita assim, não demorou para que o casal atraísse a atenção de amigos e entidades da cidade. Por isso, passou a receber ajuda financeira e ainda terá a oportunidade de realizar um grande sonho. “Em uma conversa informal, eles nos contaram que são casados somente no civil e sempre tiveram vontade de oficializar a união perante Deus. Então, nós buscamos alguns fornecedores da cidade e estamos organizando um casamento pra eles com a colaboração de muitas pessoas”, conta Marcelo Murin, responsável pelos Vicentinos de Araucária.

Para Kelem, esse casamento é o maior presente que ela poderia receber. “É um momento de muita alegria, e não consigo nem explicar o que estou sentindo”, conta a jovem. “Mas essa será apenas a confirmação dos votos que fizemos há 12 anos, pois sempre levamos o relacionamento a sério e, por isso, chegamos até aqui”, completa o noivo, que incentiva outros casais a terem o mesmo comprometimento. “Afinal, casamento é algo para a vida inteira”, finaliza.

Caros leitores, esse é mais um testemunho de que o sacramento do matrimônio é um sacramento de serviço. Casa-se para ajudar o outro a chegar ao céu, a ajuda é mútua. Nos votos dizemos na alegria e na TRISTEZA, na saúde e na DOENÇA... Não se trata portanto a outra pessoa como um objeto, que me serve enquanto satisfaz minhas necessidades egoístas, depois que não serve mais ou começa a dar problemas, troco, passo para a frente, como muitos fazem com um carro velho.

Como nos ensina Jesus, o homem deixará pai e mãe e se unirá a sua mulher e já não serão dois mas uma só carne. Portanto o que Deus uniu o homem não separe. O sacramento do matrimônio não é um contrato de prazo determinado e com validade, cujo remédio para situações difíceis se chama "divórcio", solução humana contrária ao projeto de Deus.

Não esqueçamos a diferença entre "gostar" e "amar": GOSTAR é me preocupar com aquilo que é bom pra mim. AMAR é me preocupar com aquilo que é bom para o outro.


fonte: Jornal Popular do Paraná e Jefferson Roger
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sexta-feira, 3 de julho de 2015

Exorcismo Magno no México


Um evento sem precedentes teve lugar na cidade de San Luís Potosí, região central do México, quando um grupo de bispos realizou um "exorcismo magno" sobre todo o país.

O rito foi realizado no dia 20 de maio, a portas fechadas, na catedral metropolitana da cidade. Contou com a presença de dois bispos: o arcebispo emérito de Guadalajara, cardeal Juan Sandoval Íñiguez, e o arcebispo de San Luís Potosí, monsenhor Carlos Cabrero. Também participaram da celebração o padre José Antonio Fortea, famoso demonologista espanhol, bem como inúmeros sacerdotes exorcistas vindos de diversas dioceses mexicanas.

O exorcismo foi realizado para conter o avanço do aborto e da violência ligada ao tráfico de drogas, e também para frear práticas como o satanismo e o culto pagão à "santa morte", as quais – segundo explica o pe. Fortea – "provocaram uma grande infestação satânica em todo o México".

Monsenhor Cabrero explicou que o caráter reservado da cerimônia se deve a que "logo aparecem os mórbidos e as más interpretações" e assinalou que "o que se quer buscar é o bem, antes de tudo". Ele também disse que, nesta oração, "se pede, por exemplo, pelas questões do divórcio e do aborto, e que muitas vezes são favorecidas por leis desumanas, que vão contra a própria natureza".

O cardeal Íñiguez assegurou a importância de que as pessoas tomem consciência "da situação tão grave que vivemos no México, que tem uma raiz muito profunda e para além da maldade humana, que é o demônio, o qual está muito conectado com a morte, sendo o homicida desde o princípio". Ele manifestou o desejo de que ritos como esses "se multipliquem" ao redor do mundo.

Em entrevista exclusiva a ACI Prensa, o padre Fortea recordou que essa é a primeira vez que "exorcistas vindos de distintos lugares se reúnem para exorcizar os poderes das trevas não de uma pessoa, mas de todo um país". Na Idade Média, São Francisco de Assis expulsou os demônios da cidade de Arezzo, mas isso aconteceu de forma privada. "Deste modo ritual, belo, cheio de cerimônias, nunca antes isso teve lugar em nenhuma parte do mundo."

Perguntado se os demônios podem ser expulsos de um país, o exorcista explicou que, "na medida em que um país aumenta desmedidamente o pecado, nessa medida a ação tentadora dos demônios acontece mais facilmente". "Na medida em que em uma nação se realizem mais atos de bruxaria e mais satanismo, nessa mesma medida acontecerão mais fatos extraordinários provindos desses poderes das trevas."

Ele afirmou que não se deve esperar "nenhum fenômeno extraordinário" como efeito do exorcismo. "Seria um erro pensar que, por realizar um grande exorcismo para toda a nação, tudo já mudará automaticamente", disse. "Se, porém, com o poder recebido de Cristo, afastamos os demônios de uma nação, certamente isso repercutirá positivamente".

Questionado se uma cerimônia dessas poderia se repetir em outros lugares do mundo, o pe. Fortea respondeu que "seria muito desejável". "Temos que ter fé em que Deus entregou um poder aos Apóstolos e que podemos usar esse poder", afirmou. "Satanás ronda, como leão a rugir, procurando a quem devorar, e os pastores podem afastar o depredador da vítima".

Não é a primeira vez que se vê uma notícia relacionando o México à ação direta do mal. Em 2013, depois de uma audiência na Praça de São Pedro, o Papa Francisco impôs as mãos sobre um peregrino mexicano, chamado Ángel, e as cenas da oração do Santo Padre correram o mundo:

Um dia após o ocorrido, o padre Gabriele Amorth conversou com o rapaz e disse não ter dúvidas de que estava possuído. O estado de Ángel, porém, recebeu o diagnóstico especial de "possessão com mensagem". Segundo o pe. Amorth, ele "foi eleito pelo Senhor para mandar uma mensagem ao clero mexicano e dizer aos bispos que têm que fazer um ato de reparação pela horrenda lei do aborto aprovada na Cidade do México em 2007 e que supõe um ultraje à Virgem." O exorcista italiano também avisou que, enquanto os prelados não realizassem o ato de reparação, Ángel não seria liberto da ação demoníaca.

Considerando que os males morais que têm afligido o México são os mesmos que tomam conta da América Latina e rondam o resto do mundo, não nos resta senão implorar a intercessão de Nossa Senhora de Guadalupe sobre toda a humanidade, para que os seus súditos angélicos "persigam os demônios, combatendo-os por toda a parte, reprimindo-lhes a insolência e lançando-os no abismo". Que a "Augusta Rainha dos céus" não demore a "esmagar a cabeça de Satanás".


fonte: padrepauloricardo.org/blog
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terça-feira, 23 de junho de 2015

Ideologia de gênero x Paraná..... Vitória também no segundo turno da votação


Vamos lá católicos e cristãos autênticos, em 22 de junho de 2015 ocorreu o debate e a votação sobre o plano municipal da educação com vigência para 10 anos. Estivemos unidos em orações aos protestos e pressões que a milícia católica e cristã fez junto aos vereadores.

O Plano Municipal de Educação (PME) de Curitiba foi debatido no plenário da Câmara Municipal, com a presença de manifestantes de grupos religiosos e de ativistas de direitos humanos, que deixaram o trânsito lento na região. Eles divergiram sobre a inclusão do termo “gênero” no texto do PME.

Devido às limitações do prédio do Legislativo, um número pequeno de pessoas acompanhou a sessão de dentro do plenário. O restante se espalhou no entorno do edifício, na rua Barão do Rio Branco e na pista direita da Avenida Visconde de Guarapuava. Com isso, o trânsito ficou lento no local, informou a Secretaria Municipal de Trânsito.

A sessão daquela manhã foi interrompida por alguns minutos, enquanto os vereadores negociavam como fariam a discussão das 59 emendas ao plano que iria à votação. Pelo regimento interno, são permitidos cinco minutos para discussão de cada emenda, o que estenderia a sessão para além de cinco horas – o tempo regulamentar são três horas. E num total a sessão durou cerca de oito horas.

Várias entidades de peso, estiveram levantando a bandeira mais uma vez contra a cultura da morte.


Todo o movimento católico esteve convocado pela essência pensada por Deus sobre nós, e marcou presença durante toda a sessão. Que terminou a favor das famílias pois o plano municipal de educação ficou sem as expressões de "diversidade" e "gênero" e, muito importante, também foi excluído a produção e o fornecimento de materiais didáticos com esse tipo de assunto para a educação de nossos filhos.

Vitória em Curitiba, mas a batalha continua! O plano municipal de educação, com vigência para 10 anos, foi também aprovado em segundo turno, na data de 23 de junho de 2015. Vamos nos manter em oração e ajudar a todos a combaterem contra esse veneno que insiste em se infiltrar em nossas famílias.

Deus não só nos sonhou como família, mas se fez família, nasceu em Belém e a cada natal vem aos nossos lares para nos abençoar e nos trazer a graça de darmos o nosso sangue pelas nossas famílias e por tantas famílias de homens e mulheres que não conhecem essa verdadeira realidade pensada por Deus.

A família é uma aliança de sangue, que diz assim: eu derramo o meu sangue mas não desisto de você. Amar é dar o sangue pelo outro e dizer, eu amo você apesar de você. Isso é família. O amor, só se torna sólido e verdadeiro quando nos perdoamos e não desistimos uns dos outros, isso é família.

Assim como uma lei municipal, não supera uma lei estadual e uma lei estadual não supera uma lei federal, tão pouco uma lei criada pelos homens jamais irá superar uma lei divina.

Lembremos: Convém antes obedecer a Deus do que aos homens (At- 5,29) - Eis a bandeira dos mártires.


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 10 de junho de 2015

Não tocar no nome de Deus


Quando Pio XII denunciou o desprezo da humanidade por Cristo, em 1952, a Segunda Guerra Mundial já havia acabado.

No conflito bélico que durou de 1939 a 1945, guerrearam entre si duas grandes ideologias anticristãs: o nazismo, do lado do Eixo, e o socialismo, entre os Aliados. A primeira havia sido denunciada pela encíclica do Papa Pio XI, Mit Brennender Sörge ("Com ardente preocupação"); a segunda foi um dos sistemas mais reprovados pelo Magistério na história da Igreja – de todos os Papas do século XX, só João Paulo I não condenou o comunismo ateu, e só não o fez porque não teve tempo.

Da ideologia de Adolf Hitler, restaram tão somente cinzas. Felizmente, o aparelho político que condenou milhares de judeus ao extermínio veio abaixo – e com a ajuda de todo o Ocidente. O socialismo, porém, até por estar do lado vitorioso, não só não foi destruído, como experimentou seus "anos de glória". No auge da Guerra Fria, o sistema soviético alcançou a simpatia de muitos facínoras sedentos pelo poder, penetrando violentamente em vários lugares do mundo.

No decorrer do tempo, todavia, especialmente com Antônio Gramsci e a influência da Escola de Frankfurt, os comunistas substituíram a iniciativa da revolução armada pela infiltração cultural. Os ideólogos marxistas não falavam mais de profanar igrejas, assassinar sacerdotes ou aprisionar religiosos – embora em várias partes do mundo eles continuassem a fazê-lo, sem remorsos. O seu novo plano era mais discreto: destruir a religião cristã por dentro, minar as próprias bases da sociedade, implantando a revolução de modo gradual e até imperceptível, se possível fosse.

Hoje, 70 anos depois do fim da Grande Guerra, é possível dizer que, no que diz respeito à religião – a qual os comunistas sempre reputaram como "o ópio do povo" –, o seu intento foi largamente alcançado. Se eles não conseguiram, é verdade, extinguir dos corações humanos o pensamento de Cristo, deram um passo que já é muito de se lamentar – banir a menção de Deus da vida pública. As pessoas continuam pensando n'Ele, no eterno e no transcendente, mas não podem dizê-lo, sob pena de serem tachadas de intolerantes, atrasadas ou "desnecessárias". O mandamento que pede que não se tome o nome de Deus em vão foi transformado em outro: não tocar nunca no Seu nome, absolutamente.

Tome-se como exemplo a jovem estrela do futebol, Neymar. No último dia 6, ao comemorar o título da Champions League com a camisa do Barcelona, o craque brasileiro usou uma faixa na cabeça, com a inscrição "100% Jesus". Essa simples e inofensiva referência ao nome de Cristo teria sido motivo de escândalo mundo afora. No Brasil, um jornalista considerou o gesto de Neymar "desnecessário"; outro escreveu que seria melhor que "certas intimidades fossem como deveriam ser, isto é, apenas íntimas".

Os dois comentários, vindos do mundo dos esportes, só confirmam a ideia que se enunciou acima. Neymar não pediu que ninguém se convertesse à fé cristã, nem fez algum discurso eloquente em defesa de Cristo. Seu único crime foi estampar o nome de Jesus em sua cabeça.

A acusação que pesa sobre o jogador é de "proselitismo religioso". "Internautas tacharam a mensagem de 'ridícula' e criticaram a tentativa do brasileiro de 'impor' sua religião aos outros", diz a notícia. De que modo Neymar estaria impondo o cristianismo aos outros, é coisa que os veículos de comunicação não explicam. Talvez o jogador devesse ser um pouco mais comedido em sua comemoração. Ao invés de "100% Jesus", uma faixa mais larga com "50% Jesus", dando a outra metade para Baal, Buda ou Zoroastro; quem sabe, uma com alguma mensagem mais palatável ao crivo dos ateus, como "Deus está morto", ou com uma inscrição exaltando Maomé – que, certamente, passaria ilesa pela crítica jornalística.

Seja como for, o problema aqui é com uma religião específica: o cristianismo. Não se suportam nem crucifixos nos tribunais, nem educação confessional nas escolas, nem menção a Cristo nos estádios de futebol. Vai-se configurando, entre os próprios cristãos, o que o Papa João Paulo II chamou de uma "apostasia silenciosa", em que as pessoas já não são mais capazes de anunciar a boa nova do Evangelho, seja porque sequer acreditam que esta seja uma "boa nova", seja porque não a veem mais como algo "verdadeiro".

De fato, se os cristãos realmente acreditassem em Cristo, não ficariam calados; se verdadeiramente compreendessem a mensagem de salvação que porta o Evangelho, não a guardariam para si; se entendessem o impacto da vida eterna, não permaneceriam em silêncio. Seria, na verdade, uma tremenda falta de caridade, que, preenchidos com a felicidade divina – que nenhuma criatura pode oferecer ao homem –, eles fechassem a boca e não anunciassem Cristo ao mundo.

Por isso, a religião cristã é essencialmente pública, porque a verdade não se pode encerrar num cubículo, assim como "não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha, nem se acender uma luz para colocá-la debaixo do alqueire" (Mt 5, 14-15). O ser humano só pode ser plenamente saciado por Deus, e inquieto está enquanto não repousa n'Ele. Ainda que queiram abolir o Seu santíssimo nome das cabeças dos atletas ou das paredes dos prédios, ele está inscrito no mais íntimo do coração humano e, daí, jamais – por nenhuma força humana ou angélica – poderá ser apagado.


fonte: padrepauloricardo.org/blog
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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Cristãos, as vítimas de Boko Haram


BOKO HARAM O ASSASSINO DOS CRISTÃOS

O Oriente Médio não é a única região do mundo a lidar com o problema do terrorismo. Desde 2009, a Nigéria tem visto a ascensão, principalmente ao norte do seu território, do grupo fundamentalista islâmico Boko Haram.

Segundo os especialistas As ideias centrais da seita são a estrita adesão ao Corão e à Hadith (os ditos do Profeta Maomé). A sua meta é criar o reino de Deus na terra através da rígida aplicação da lei islâmica, ou sharia. Qualquer coisa que se ponha no caminho dessa meta deve ser destruído. Para Boko Haram, a violência não é uma perversão do Islã, mas um meio justificável tendo em vista o 'fim puro' que é almejado.

Os atentados no país, constantes nos últimos anos, atingem tanto muçulmanos quanto cristãos. O atual líder da facção, Abubakar Shekau, declara abertamente a sua pretensão de " encharcar a terra da Nigéria com o sangue dos cristãos e dos chamados 'muçulmanos' que contradizem o Islã". Em 2011, durante a Vigília de Natal, 40 católicos foram mortos enquanto saíam da Missa. Os fiéis foram atingidos por duas explosões com carros-bomba.

Eles declaram que: "O compromisso de fidelidade à bandeira e o canto do hino nacional são manifestações de idolatria e, por isso, são puníveis com a morte. O Estado é formado e sustentado pelos valores e pela educação ocidentais, e ambos são contrários à vontade de Alá".

Em 2012, Abubakar Shekau declarou em video que após assassinar mais de 180 pessoas na cidade de Kano, a maior da região norte da Nigéria, que: "Eu gosto de matar qualquer um que Deus me mande matar – assim como eu gosto de matar galinhas e carneiros".

Em abril de 2014, Shekau também assumiu ser responsável pelo sequestro de 276 garotas em uma escola da cidade de Chibok. Ele reaparece em um vídeo postado na Internet, segurando um rifle e cercado por outros homens mascarados, ameaçando vender as jovens. "Eu sequestrei as suas filhas. Eu as venderei no mercado humano, por Alá. Alá disse que eu devo vendê-las. Eu vou vender mulheres", ele diz.

Desde o começo de 2014, o número de mulheres sequestradas pelos terroristas já passa a casa dos milhares. Testemunhos de jovens que foram libertas revelam as condições em que são mantidas as reféns. Elas são obrigadas a "se casarem" com os membros do grupo. Como, porém, não há monogamia no Islã, o termo mais exato para o que fazem é "estupro". As mulheres são forçadas a terem relações sexuais com vários homens.

"Transformaram-me em objeto sexual. Faziam turnos para se deitar comigo. Estou grávida e não sei quem é o pai", relata Asabe Aliyu, de 23 anos.

Já o governo nigeriano tem tido pouco sucesso para reprimir os fundamentalistas islâmicos. A derrota se deve, segundo os especialistas, à falta de investimentos e à corrupção no exército nacional.

O bispo Oliver Doeme, da diocese de Maiduguri, uma das mais atingidas pelo grupo terrorista, lamentou o fracasso do poder público em conter os militantes. "Tanto cristãos quanto muçulmanos estão sendo afetados, mortos e expulsos de suas casas, aldeias e cidades. Ambos foram dispersados e se tornaram refugiados em sua própria pátria", diz o prelado. "A vida se tornou tão banal que pode ser tirada a qualquer momento".

Subam aos céus, da Igreja no mundo inteiro, as orações dos fiéis cristãos por tantas famílias, mulheres e crianças que sofrem nas mãos dos terroristas de Boko Haram. Que, no seu sofrimento, unam a sua entrega à oferta amorosa de Cristo crucificado (cf. Cl 1, 24). E que o mundo islâmico possa abrir os olhos para reconhecer que, definitivamente, "não é razoável a difusão da fé mediante a violência".


adaptado da fonte: padrepauloricardo.org/blog
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quarta-feira, 13 de maio de 2015

A Tentativa de legalizar o aborto no Paraguai


"Menina de 10 anos grávida por estupro no Paraguai": uma manchete assim, sem dúvidas, é de chocar e paralisar qualquer um. Como mãe de uma menina de 12 anos que vive no Paraguai, não posso sequer começar a imaginar o que sentiria em meu coração se algo desse tipo acontecesse a minha filha.

Há alguns dias atrás, a mídia no Paraguai reportou justamente essa manchete. Uma garota de 10 anos foi levada à unidade de emergência de um hospital em Assunção, reclamando de dores abdominais e de um inexplicável crescimento no tamanho de sua barriga. Depois de vários testes, os médicos chegaram a uma conclusão: a menina estava grávida.

Em 2014, a mãe da garota havia denunciado o homem com quem vivia para a polícia, acusando-o de molestar a sua filha, que, então, tinha nove anos de idade. A polícia começou a investigar o caso, mas a mãe logo retirou a acusação, assegurando à polícia que tudo não passava de um mal-entendido. A mãe continuou a viver com o homem, e agora, um ano depois, sua filha pequena está grávida de 23 semanas. Acredita-se que a menina era sujeita a abusos constantes e que sua mãe sabia, ou pelo menos suspeitava o que estava acontecendo.

Neste caso terrível, há duas vítimas e vários culpados. Obviamente, as vítimas são a jovem garota e o seu bebê. Tenho sentimentos divididos em relação à mãe da garota pequena. Como mulher, não colocaria toda a culpa sobre a mãe da menina, pois estou convencida de que a violência experimentada pela garota provavelmente também foi sofrida e temida por sua mãe. Contudo, como mãe que sou, também sei que lutaria com unhas e dentes contra qualquer um que tentasse ferir algum dos meus filhos. Daria alegremente a minha vida para defendê-los.

Não se pode desculpar as ações ou, neste caso, a omissão de uma mãe que fracassou em proteger a sua filha – e a mãe agora se encontra presa por sua cumplicidade no abuso. A polícia afirmou que por mais de um ano a mãe da garota sabia que sua filha era abusada por seu parceiro, mas deixou que isso continuasse.

Neste ínterim, o principal criminoso, o homem que estuprou e engravidou a menina de 10 anos, está foragido, tendo se escondido desde o momento em que o caso se tornou público.

Diante de tragédias desse gênero, no entanto, nossa sociedade é obrigada a lidar com uma situação mais comum do que se pode imaginar. De acordo com o Ministro da Saúde do Paraguai, em 2014, houve 684 casos de gravidez em garotas entre 10 e 14 anos. Essa estatística deixa entrever a magnitude do problema.

Agora, o que deve ser feito com a jovem menina grávida?

A Anistia Internacional está usando este caso para pedir a legalização do aborto. A organização montou um lobby intenso para pressionar o governo paraguaio a abortar a criança com 27 semanas de vida. Estão apelando para a chamada "interrupção legal da gravidez", com vistas a proteger a saúde da jovem menina.

Os advogados dessa campanha repetem o mantra de que o Estado deve agir "o mais rápido possível para proteger todos os direitos humanos das mulheres, começando com o direito à vida, à saúde e à integridade física e psicológica, a curto, médio e longo prazo". Eles dizem defender o "direito à escolha".

Eu me pergunto se os ativistas da Anistia Internacional estão realmente preocupados com a jovem garota. Porque, aparentemente, o que eles estão realmente fazendo é usar a menina, usar a sua trágica circunstância, para fazer avançar a sua própria agenda.

Será que eles não percebem que o que estão propondo como solução é simplesmente cometer uma outra injustiça? Que dois erros não fazem um acerto? Que aquela que estão punindo com a morte é a mais indefesa e inocente das partes envolvidas?

O art. 4º da Constituição da República do Paraguai é claro em afirmar que o Estado deve proteger a vida desde o momento da concepção ("El derecho a la vida es inherente a la persona humana. Se garantiza su protección, en general, desde la concepción."). Neste caso, seja a garota de 10 anos que foi abusada, seja o bebê que ela carrega em seu ventre, ambas têm o direito de demandar que o Estado aja para proteger as suas vidas. Ambas devem ter acesso a todos os esforços médicos necessários para atendê-las; ambas são vítimas e merecem todo o suporte da sociedade e do Estado.

O valor de uma vida não é definido pela sua idade, por seu estágio de desenvolvimento ou pelas circunstâncias sob as quais foi concebida. Toda vida é valiosa em si mesma pois vem de Deus. As autoridades têm a obrigação moral e o dever constitucional de proteger ambas as crianças e dar a elas o cuidado necessário para salvar as suas vidas.

Ainda que a Anistia Internacional afirme que o aborto seja necessário para salvar a vida e a saúde da jovem criança, no momento, felizmente, a sua vida não se encontra em risco. A médica que a está acompanhando, Dolores Castellanos, confirmou que a gravidez está se desenvolvendo sem afetar a saúde do bebê ou da pequena garota. No entanto, a propaganda midiática em torno do caso insiste que a jovem irá morrer se chegar ao final da gestação.

Para o seu maior crédito, o governo tem sido cauteloso e equilibrado. O Ministro da Saúde, Antonio Barrios, não sucumbiu à pressão do lobby internacional pró-aborto. Ele afirmou que o governo tomou medidas estritas para proteger a criança e o bebê.

Além disso, várias organizações sem fins lucrativos e outras instituições do Paraguai se apressaram em oferecer ajuda com assistência integral, como aconselhamento, suporte material e financeiro a curto e longo prazo, e apoio contínuo, levando em consideração – o que é o mais importante – a vida de ambas as crianças, a jovem mãe e o seu bebê. Já outros, como a Anistia Internacional, não oferecem assistência às vítimas, mas, ao contrário, apenas tiram proveito da situação, tentando estabelecer um precedente para a legalização do aborto, a fim de criar leis que violem o direito à vida.

Se, por um lado, é louvável o cuidado integral e generoso pela jovem garota e sua filha, por outro, trata-se apenas de apagar um fogo que infelizmente se acenderá de novo no futuro. Mais deve ser feito para atingir as raízes da tragédia com que essa garota e outras tantas crianças têm que lidar.

Ao invés do aborto, é hora do governo sancionar soluções efetivas para o abuso infantil. Que ele legisle para promover campanhas de combate a esse problema, em primeiro lugar, e que promova uma cultura de apreço e cuidado pelas crianças – ao invés de criar uma sociedade ainda mais insensível e que tolere o assassinato de crianças como solução. Há que se proteger todas as crianças, nascidas e não nascidas, porque são o rosto futuro da sociedade.

Mas, acima de tudo, urge compreender que a melhor resposta para o abuso infantil sempre esteve bem à frente dos nossos olhos. É uma solução tão óbvia que chega a ser inacreditável que tantos "especialistas" não a tenham enxergado: é preciso fortalecer a família encabeçada por um pai e uma mãe. A família é a mais básica organização sem fins lucrativos, e aquela que mais visa o bem comum. É focada na saúde do indivíduo e é a única verdadeira fundação da sociedade.

A pequena garota hoje grávida vem de uma família que é o retrato da disfunção familiar. A mãe, que tinha um emprego de baixa renda, tinha três filhos de três diferentes pais: um de 13 anos, a pequena menina de 10 que está grávida, e um menino de 8 anos. Importa, pois, atacar as raízes profundas do problema.

Não há melhor investimento para o governo do que fortalecer, proteger e promover o casamento e a família como coluna social insubstituível, especialmente quando há jovens crianças envolvidas nisso. A sociedade como um todo deve abraçar uma cultura que reconheça e valorize a família e todos os seus membros como um tesouro a ser cuidado e preservado.

Isso por que essa pequena garota e outras como ela passaram é algo impossível de apagar. Foi roubada delas a inocência da infância. O abuso ao qual ela foi sujeita deixará uma marca permanente em sua memória e em sua alma. Isso requer o nosso suporte e a nossa ajuda. Mas pensar que matar o bebê em seu ventre vai ajudá-la de alguma forma é um erro grave. Isso não vai amenizar, ao contrário, só vai aumentar o estrago causado por essa experiência. Violência não pode ser apagada com mais violência.

Como minha avó me dizia: "Não importa o quanto me enfureça um prato quebrado, nunca acharei que a solução seja destruir o resto da porcelana."


fonte: padrepauloricardo.org/blog
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Testemunho de ex-pastor protestante convertido ao catolicismo


Fui protestante por 20 anos antes da minha conversão ao catolicismo. Como líder de grupo de jovens, evangelista em prisões e universidades, e como pastor levei muitas pessoas do catolicismo para o protestantismo, inclusive meus pais e outros parentes. Isto foi surpreendentemente fácil. Eu utilizava a seguinte fórmula em três etapas para conseguir meu objetivo.

Primeiro passo: convidar os católicos às igrejas protestantes para ter uma "experiência de conversão".

A grande maioria das igrejas protestantes organiza movimentos jovens bastante dinâmicos, como shows, louvores nas casas e pequenos grupos de estudos bíblicos. Além disso, empreendem congressos, seminários e "cruzadas" evangelísticas. Durante um convite "inocente" de um amigo protestante, o católico começa a participar destes eventos enquanto ainda freqüenta as missas aos domingos em sua própria igreja.

Sem dúvida, os protestantes devem ser elogiados por sua eficácia em promover conversões. Os líderes católicos deverão duplicar seus esforços caso queiram igualar as conversões em suas igrejas. A razão para isto tudo é simples: cerca de 5 a 10 pessoas aceitam as crenças da denominação onde tiveram a experiência de conversão. Esta média aumenta para os que experimentam profunda conversão ou têm experiências carismáticas ministradas por protestantes (acreditem em mim, eu sei do que estou falando, sou formado por uma escola da Assembléia de Deus e fui pastor protestante em duas igrejas carismáticas).

Os pastores protestantes, evangelistas, líderes de jovens e ministros leigos já estão convencidos de que uma experiência de conversão em suas igrejas provoca uma firme adesão à fé protestante. Porque os católicos falham em perceber este fenômeno? Porque são tão relaxados acerca de um processo que está afastando milhares de católicos da igreja?

Segundo passo: dão uma versão protestante à sua conversão.

Uma conversão verdadeira é uma das maiores experiências da vida, possivelmente comparáveis ao nascimento e ao casamento. A conversão desperta uma insaciável "fome" de Deus. Os líderes protestantes treinam obreiros para darem continuidade a esta experiência espiritual. Antes de um congresso, eu dava um curso de seis meses para obreiros. Eu os mostrava como dar a interpretação protestante da experiência de conversão com versículos bíblicos selecionados. A passagem escolhida era Jo 3,3: Jesus replicou-lhe: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer de novo não poderá ver o Reino de Deus.

Utilizava a técnica bíblica do "touch and go", semelhante à usada em treinamento de decolagem e aterrissagem de pilotos de avião. Nós rapidamente líamos Jo 3,3 e víamos que é necessário nascer de novo para obter a vida eterna. Então falava de conversões em termos de novo nascimento. Então rapidamente líamos Jo 3,5 que afirma a necessidade de nascer "da água e do espírito". Eu nunca mencionava que por 20 séculos as igrejas católica e ortodoxa, reproduzindo o consenso unânime dos padres, entenderam estas passagens como referência ao sacramento do batismo! E com certeza eu não citava Tt 3,5 como referência paralela a Jo 3,5.

Em toda minha vida de protestante, todos os católicos convertidos ao protestantismo desenvolveram uma firme rejeição à fé católica. Em 20 anos de ministério protestante, nunca conheci um católico que soubesse que Jo 3,3-8 fala do sacramento do batismo. Por isso era muito fácil convencê-los que a Igreja que assim interpretava estaria enganada.

Provérbios diz "Quem advoga sua causa, por primeiro, parece ter razão; sobrevém a parte adversa, que examina a fundo." (18,17). Os católicos que não conhecem sua fé católica jamais terão a oportunidade de ouvir "o resto da história". Meu uso seletivo das escrituras fazia a fé protestante grandemente convincente. Várias vezes este método causou a repulsa dos católicos à fé católica.

Terceiro passo: acusar os católicos de não ensinar a salvação pela graça.

Os católicos geralmente consideram os protestantes alienados, controlados, idiotas. Isto é falso e injusto. Seu zelo evangelístico é alimentado de profunda caridade. Esta é uma razão porque eu levava os católicos para o protestantismo: eu pensava que eles estavam condenados ao inferno. Achava que os católicos não ensinavam a salvação pela graça, e sabia que quem não ensinasse isso não seria salvo. Por amor a suas almas, eu os convertia ao protestantismo.

Para convencer os católicos de que eles tinham que sair de suas igrejas, eu usava Ef 2,8-9: Porque é gratuitamente que fostes salvos mediante a fé. Isto não provém de vossos méritos, mas é puro dom de Deus. Não provém das obras, para que ninguém se glorie.

Primeiro eu dizia: "A Bíblia afirma que a salvação se dá pela graça e não pelas obras, certo?". A resposta deles era sempre sim. Então eu dizia: "A Igreja Católica diz que a salvação se dá pelas obras, certo?" (eu nunca conheci um católico que, durante todo meu ministério pastoral, me contradissesse e afirmasse que a Igreja Católica ensina a salvação pela graça e não somente pelas obras!). Então, finalmente, eu falava: "Por isso, a Igreja Católica está levando as pessoas para o inferno quando nega a salvação pela graça. Te convido a vir à uma igreja que ensine o verdadeiro caminho para a salvação". Era fácil.

Pelo fato de usar a mesma técnica do "touch and go", nunca citava o versículo 10 de Efésios que diz "Somos obra sua, criados em Jesus Cristo para as boas ações, que Deus de antemão preparou para que nós as praticássemos." Façam um teste, ouçam com atenção os televangelistas. Nove entre dez vezes darão ênfase a Ef 2,8-9 e esquecerão do v.10. Nós não somos escravos que tentam em vão ganhar nossa salvação por "obras da lei" (Ef 2,8-9). Por sermos filhos de Deus, somos inspirados e movidos pelo Espírito Santo a fazer todo tipo de "boas obras" em cooperação como o Senhor para alcançar o Reino Celestial (Ef 2,10). O catolicismo ensina e mostra a mensagem completa de Efésios 2,8-10, sem abreviar a verdade.

Por 20 séculos a verdade ensinada na Igreja foi a salvação pela graça. O primeiro Papa, Simão Pedro, disse: "Nós cremos que pela graça do Senhor Jesus seremos salvos, exatamente como eles." (At 15,11). O Catecismo da Igreja Católica, dedicado pelo Papa João Paulo II à Igreja, diz: "Nossa justificação vem da graça de Deus. A graça é favor, o socorro gratuito que Deus nos dá para responder a seu convite: tomar-nos filhos de Deus, filhos adotivos/participantes da natureza divina, da Vida Eterna." (1996).

O protestantismo se iniciou com Martinho Lutero afirmando que somos justificados somente pela fé. Quando trabalhava convertendo católicos ao protestantismo não havia me tocado que Lutero havia acrescentado a palavra somente na sua tradução para o alemão de Romanos 3,28 para dar base à sua nova doutrina (tal palavra não é encontrada em nenhuma versão protestante atual de Rm 3,28). Não percebi que o único momento em que a Bíblia cita a frase "somente pela fé" é em Tiago 2,24, onde a idéia de Lutero é explicitamente refutada: "Vedes como o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé?". Este versículo é prejudicial ao protestantismo, mas eu preferia ignorá-lo, ou me contorcia para fazer com que significasse algo que não verdade não significava.

É importante portanto que os católicos:

Tenham firmeza quanto a fé católica;
Tenham conhecimento de sua fé a ponto de interagirem com não-católicos, usando a Bíblia e os pais da Igreja;
Tenham a consciência de que a mais profunda presença de Cristo não se encontra em gritos e gestos frívolos ou em fortes emoções, mas em momentos de silêncio como na adoração Eucarística (1Rs 19,11-12).

Infelizmente os católicos nascidos depois da Segunda Guerra Mundial para cá não se encaixam nesses requisitos. Para estes, tentar defender a sua fé é abrir as portas para deixarem a Igreja Católica. Neste momento existem milhares de católicos que estão prontos para deixar a Igreja que Cristo derramou o sangue para edificar. Recentemente tomei conhecimento de um grupo de católicos que não mais usará o Catecismo da Igreja em seus estudos bíblicos, pois acreditam que tudo está na Bíblia. Três desses homens já afirmaram não crer mais na Real Presença Eucarística. Eu lhes direi onde este grupo irá acabar: numa igreja protestante.

A maior Igreja da América é a Igreja Católica, o segundo maior grupo da América são os Ex-Católicos. Os atuais movimentos católicos buscam ajudar as pessoas a descobrirem as raízes de sua fé católica. Com isso, ao invés de saírem da Igreja, as pessoas poderão descobrir as riquezas do catolicismo.
É importante lembrar que quando alguém deixa a Igreja Católica, geralmente leva toda a família junto. Após meus ancestrais da Noruega, Inglaterra Alemanha e Escócia, que decidiram deixar o catolicismo, cerca de 10 gerações (quatrocentos anos!), toda a minha família atualmente é católica.

Como alguém cuja família fez uma jornada completa de volta ao catolicismo, por favor, deixe-me fazer um apelo aos líderes dos diversos grupos católicos: não deixem católicos destreinados penetrarem em eventos protestantes, quaisquer que sejam. Eles terão ainda que uma rápida experiência religiosa que trará grande risco de os fazer perder a fé. Sei muito bem do que estou falando. Será muito mais seguro expô-los a elementos protestantes somente quando já tiverem sido exaustivamente expostos ao catolicismo.
No funeral de meu pai, há nove anos atrás, cantei meu hino predileto: "The Faith of our Fathers". Todos os dias agradeço a Deus por me trazer de volta à fé de nossos ancestrais, a verdadeira fé. Todos os dias que Deus me conceder a vida permanecerei proclamando aos meus amigos protestantes e aos católicos a gloriosa fé de nossos pais.


fonte: www.veritatis.com.br
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sexta-feira, 6 de março de 2015

Mensagem de Nossa Senhora

Mensagem de Nossa Senhora transmitida em 02/03/2015 à vidente Mirjana (lê-se Miriana)



Queridos filhos! Vocês são a Minha força. Vocês, Meus Apóstolos, que com o seu amor, humildade e silêncio de oração estão tornando possível para aquele que vem a conhecer o MEU FILHO. Vocês vivem em MIM. Vocês Me carregam no seu coração. Vocês sabem que vocês tem uma Mâe que os ama e que tem vindo para trazer amor. EU estou olhando vocês no PAI CELESTIAL – seus pensamentos, suas dores, seus sofrimentos – e EU ofereço-os ao MEU FILHO. Não tenham medo, não percam a esperança porque o MEU FILHO ouve a SUA MÃE. Desde que ELE nasceu, ELE ama e deseja que todos os Meus filhos venham a conhecer este Amor. EU desejo que todos aqueles que O deixaram por causa da sua dor e falta de entendimento possam retornar a ELE e que todos aqueles que nunca O conheceram, possam vir a conhecê-LO. Por isto, vocês estão aqui, Meus Apóstolos, e EU, como uma Mãe, estou com vocês. Rezem pela firmeza da fé, porque o amor e a misericórdia vêm da fé. Através do amor e da misericórdia, vocês ajudarão todos aqueles que não estão cientes que eles estão escolhendo as trevas ao invés da luz. Rezem pelos seus pastores porque eles são a força da Igreja que MEU FILHO deixou para vocês. Através do MEU FILHO, eles são os pastores das almas. Obrigada.

fonte: Medjugorje, Bosnia
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terça-feira, 3 de março de 2015

A Verdadeira Santa Missa

Todos nós já passamos pela experiência de participarmos da santa missa e terminarmos com a sensação de que poderia a celebração ter ido adiante, no que se refere a sua plenitude, sua profundidade espiritual nos fazendo mergulhar no mistério de Cristo que se entregou por nós e ali, diante do altar, renova de forma "in cruenta" seu sacrifício por nós.

Bem sabemos também que algumas vezes, quando não na maioria, somos nós mesmos que não estamos abertos às graças de Deus, participamos da missa apenas de corpo presente. Porém, quando estamos vivendo em comunhão com o Cristo e o sacerdote celebrante também, saímos da celebração alimentados pela palavra de Deus e pelo próprio Deus, o autor da graça que recebemos na santa Eucaristia.

Por isso, coloco aqui os nomes de alguns sacerdotes e seus locais de atuação na data em que este artigo foi escrito onde, pela graça de Deus me foi concedido poder participar da celebração da santa missa presidida por eles. Com simplicidade, fidelidade ao evangelho e a santa igreja católica, estes entre outros, são verdadeiros pastores do rebanho do Nosso Salvador!



Padre Emmanuel - sacerdote que preside na Catedral Basilica de Curitiba - Nossa Senhora da Luz dos Pinhais



Padre Fabio - sacerdote da Paróquia do Santíssimo Sacramento - Bairro Água Verde, Curitiba-PR



Padre Nilton - sacerdote da Paróquia do Coração Imaculado de Maria - Bairro Rebouças, Curitiba-PR



Padre Marcos - sacerdote da Paróquia São Rafael - Bairro Cidade Industrial, Curitiba-PR



Padre Edson - sacerdote que preside na Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe - Bairro Centro, Curitiba-PR


Padre Paulo Ricardo - sacerdote que preside na Paróquia Cristo Rei, Cuiabá - Minas Gerais














fonte: Jefferson Roger
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domingo, 7 de dezembro de 2014

Recusa da comunhão na mão

Vemos nesta missa celebrada pelo Papa Francisco que a forma tradicional de se distribuir
a sagrada comunhão, que ainda está em vigor e deve ser mantida, de acordo com o documento da igreja
Memoriale Domini é respeitada e ensinada aos fiéis!

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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Dominus Est (É o Senhor)

Livro com 61 páginas que trata das reflexões do Bispo Athanasius Schneider do Cazaquistão sobre a Sagrada Comunhão. Também disponível na aba Videos uma entrevista com ele esclarecendo a respeito do tema.

Dominus Est (clique aqui para ler o livro)
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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Não sabeis a hora, vigiai e orai sem cessar.

Livro de Tiago 1,2 - Tende por um motivo da maior alegria para vós as diversas tribulações que vos sucedem.

Nesta pequena reflexão caros leitores, quero deixar aqui um pequeno testemunho que está relacionado com as realidades ensinadas em Eclesiástico 7,40 – pensai em seus novíssimos constantemente e jamais pecareis. Pois bem, como sempre estamos a acompanhar cada vez mais nos noticiários do dia a dia muitos acontecimentos que colocam fim em muitas vidas, é importante tomarmos consciência que sempre temos de Deus a graça de viver no agora.

Não sabemos nossa hora, não sabemos quando partiremos daqui ou quando Jesus virá em sua glória. Quando isso acontecer em nossas vidas nossos novíssimos estarão se desenrolando e nosso destino será julgado pelas nossas obras. Sempre é bom recordar. Os novíssimos são os últimos acontecimentos que iremos passar em nossas vidas: morte, juízo particular, inferno, purgatório e/ou céu. E após, no fim dos tempos, nossa sentença final, nossa glorificação ou condenação.

Por isso não devemos levar a vida como o mundo quer pois o que o príncipe deste mundo, satanás quer, é que passemos com ele a eternidade. Dito isto, deixo aqui um relato de uma experiência que tive por ocasião de estar com minha família num café colonial na cidade de São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba-PR. Quase ao final da noite quando o estabelecimento estava a fechar e quase estávamos a ir embora, o ambiente, que era bastante familiar, foi tomado de assalto. Três homens armados renderam a todos, fizeram o seu terrorismo, agrediram alguns, colocaram outros deitados e exigiram dos proprietários o dinheiro.

Após 20 ou 30 minutos de terror, ficou ainda um saldo positivo. Foram levados de todos, celulares, relógios e carteiras, mas pela graça de Deus, nenhuma vida foi tirada. Nestes poucos minutos o filme passa na cabeça de todos. Quando vi o início do assalto falei para meus parentes se acalmarem, cooperarem e se colocarem em oração. Como já disse, por ser um ambiente familiar haviam pessoas de muitas idades e muitas crianças também. Coloquei-me em oração, entreguei tudo e todos a Deus e vivi o momento como se fosse o último.

E este momento, onde o filme passa na cabeça, é o momento onde as pessoas refletem em suas pendências com Deus. Como a possibilidade de morrer é real, fica o medo de se apresentar a Jesus com “negócios pendentes”. Como fazer? O prazo vai acabar e você deixou para depois, algo que precisava endireitar na sua vida. Tudo isso acontece na cabeça de cada um. Eu, neste dia, estava em paz com Deus e pude experimentar uma sensação de tranquilidade e segurança.

Dava para sentir que nossa oração estava “funcionando” pois era uma oração que brotava do coração. Naquele dia, assim como eu aprendi, tenho certeza de que muitas pessoas aprenderam o que é fazer uma verdadeira oração a Deus. E também posso relatar que era possível sentir a proteção dos anjos.

Enfim, o saldo foi positivo. Levaram os marginais apenas bens materiais e um veículo usado para a fuga, porém, nenhuma vida se perdeu. Ficou apenas a experiência dessa provação que Deus permitiu em nossas vidas. É um verdadeiro chacoalhão nas pessoas. É o famoso “acorde”, antes que seja tarde! Tome jeito na sua vida!

Também, além deste saldo pude observar outra coisa. O mal não pode nada, ele só faz barulho. Já dizia Jesus para não temermos quem pode tirar nossa vida mas sim quem pode condenar nossa alma. Indo para casa após tudo ter acabado, íamos pelo caminho refletindo sobre tudo e a conclusão foi unânime: viva constantemente em comunhão com Deus porque não sabeis a hora. Jesus nos disse: estais avisados.


fonte: Jefferson Roger
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