sexta-feira, 14 de outubro de 2022

Dias difíceis, tribulações e dificuldades


Como cabe apenas a Deus saber o tempo dos dias finais da humanidade, pois, mesmo o Cristo quando indagado sobre isso disse não saber, cada geração vai, século após século, vivendo numa expectativa de estar passando pelas tribulações finais. Assim o faz o criador para que cada um deposite completamente sua vida sob seus cuidados, de forma totalmente dependente daquele que “tem o poder de matar a alma” – Mateus 10,28.

De fato, está atestado nos relatos bíblicos e muito bem entrelaçado em vários livros dessa coleção, que os tempos difíceis irão exigir uma escolha das mais nobres, corajosas ou das mais covardes. Antes, porém, que isso aconteça, Jesus já foi avisando que aqueles que o negarem perante os homens, ele o negará perante Deus. Olhemos só para a gravidade dessa afirmação. Lemos na bíblia, nas cartas apostólicas, que temos um advogado perante Deus: Jesus Cristo. Já imaginamos abrirmos mão do ressuscitado em nosso favor por conta de medos terrestres ou outras seduções do mundo?

Pois é, a coisa pode ficar bem feia e, se corrermos o risco de darmos mais importância aos valores do mundo em detrimento aos valores divinos, nossa alma, que é divina, ficará órfã e vagará sem o auxílio necessário para suportar as exigências, todas elas, que sempre serão apresentadas no percurso da vida, para que a pessoa possa ser admitida na glória dos céus.

Ademais, e para sacramentar ainda mais a dificuldade que existe para se ingressar na pátria celeste (Mateus 11,12), Jesus Cristo disse que antes de mais nada, uma virtude precisa estar sempre em primeiro lugar; ela é a chave para que tudo mais tenha êxito. Se ela faltar, as dificuldades que já existem serão ainda mais penosas. Deve se perguntar agora qual seria? Não deixemos para depois, trata-se da perseverança: “Sereis odiados de todos por causa de meu nome, mas aquele que perseverar até o fim será salvo” – Mateus 10,22.

Fonte: Jefferson Roger


 

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quinta-feira, 13 de outubro de 2022

Condenados por Deus?


Nada disso, ele pode ser bom para os outros, que levam vida mais fácil que a minha, possuem mais facilidades, mais confortos, maior condição financeira, mais desejos realizados. A grama do vizinho realmente é mais verde que a minha, sua conta bancária mais gorda, sua família dá menos problema, possuem maior disponibilidade para os prazeres da vida e a felicidade em todos os aspectos vai de vento em popa.

Sei lá o que fiz para Deus, posso sempre me perguntar isso; ô vida cheia de dificuldades, tribulações, sofrimentos e tenho que repetir: dificuldades e mais dificuldades. Como cansa gastar energia, tempo e dedicação em viver segundo os ensinamentos bíblicos e como paga dessa atitude receber apenas poucas consolações e muitas migalhas.

Já dizia o pai adotivo do Perseu que “estava cansado de ter que agradecer por migalhas”.

Mas... Tem sempre o mas e ainda bem que ele existe, toda essa reclamação, como peixe que se debate em pouca água, é das mais equivocadas possíveis; procede do pai da mentira – o diabo, que instiga a concupiscência, os sentidos e empurra o sujeito na direção das ofertas do mundo. São Tiago, lembra dele? Carta de São Tiago, capítulo quatro, versículo quatro: “quem quer ser amigo do mundo se torna inimigo do Deus”.

Pois bem, o revés, a reviravolta nisso tudo está em colocar o olhar correto sobre a causa, um olhar com origem sobrenatural. É preciso saber o porquê para se compreender o como se está vivendo. O mal tenta ensinar que ser bom é ser como o vovô, que sempre irá mimar o netinho. Ser bom significa não castigar e com isso quer mudar conceitos, ensinando que castigar provém do mal. Nada disso: “Deus corrige e castiga aqueles que ama e tem por seus filhos” (Provérbios 3,11s – Hebreus 12,6), pois, “Se nos examinássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. Mas, sendo julgados pelo Senhor, ele nos castiga para não sermos condenados com o mundo” – 1ª Coríntios 11,31-32.

Fonte: Jefferson Roger


 

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terça-feira, 11 de outubro de 2022

Eles estão de volta


É sempre a mesma história; vira e mexe o leão volta a sentir fome. O que faz o leão? Vai caçar, precisa abater mais uma presa e saciar o seu apetite. Escolhe a presa, observa seus hábitos, suas fraquezas e aguarda o momento oportuno para, de um só bote, lograr êxito em sua campanha. Depois, futuramente em nova caçada, pode aprimorar técnicas e investidas para aprisionar presas mais difíceis de serem capturadas.

Não é à toa que São Pedro em suas cartas vai fazer analogia em relação ao combate que nós, candidatos a presas, temos que infringir todos os dias. Todos nós, não importando o grau de santidade e mesmo em sua ausência, não estamos isentos da perseguição que espreita em cada canto da caminhada.

“Confiai-lhe [confiai a Deus] todas as vossas preocupações, porque ele tem cuidado de vós. Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar. Resisti-lhe fortes na fé. Vós sabeis que os vossos irmãos, que estão espalhados pelo mundo, sofrem os mesmos padecimentos que vós. O Deus de toda graça, que vos chamou em Cristo à sua eterna glória, depois que tiverdes padecido um pouco, vos aperfeiçoará, vos tornará inabaláveis, vos fortificará” – 1ª Pedro 5,7-10.

Como vemos, caro leitor, o que sofremos, na ótica do combate contra o mal, é considerado biblicamente como pouco padecimento. O problema então é que damos ouvidos ao demônio que busca inverter valores e aumentar a magnitude das correções e castigos divinos fazendo com que caiamos na tentação de achar que o inimigo é justamente Deus!

Que bobagem, não sejamos tolos, o mal ataca, se afasta, nos estuda e volta a atacar; se afasta, volta a nos analisar e intenta com novas táticas em outras áreas humanas. Somente o último suspiro desta vida irá decretar o fim de suas investidas, embora, sabemos que ele ainda irá tentar nos difamar no dia do juízo particular, sendo o acusador. Portanto, nada de desleixo e relaxo, pois, eles sempre estão de volta. Na próxima curva de nossas vidas, na próxima esquina, na retaguarda, onde menos esperamos, o convite do mal e suas tentativas de nos abater nos espreitam; ele quer apagar a nossa luz.

Fonte: Jefferson Roger


 

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sexta-feira, 7 de outubro de 2022

Caminhamos aqui e ali


Diariamente, infelizmente, o mundo segue enviando mais pessoas para a condenação eterna. Com a liberdade que o ser humano recebeu de seu criador para poder escolher que caminho seguir nesta vida, cada vez mais as pessoas estão – conforme nos explica Jesus Cristo – entrando pelo caminho largo e espaçoso, bem pavimentado e em declive que as leva para a danação eterna.

Quanto ao caminho do céu, que não deve ser seguido sozinho (João 15,5), estreito e apertado, cheio de tribulações, sobre ele o Cristo nos explica que muitos tentarão percorrê-lo e poucos conseguirão completá-lo. Eis aí um grande perigo: vamos entender.

A pessoa tenta seguir a palavra de Deus, vai se esforçando e logo percebe as dificuldades que podem ser comprovadas no relato do livro do Eclesiástico capítulo 2,1-7. Vendo a grande luta que tem que empreender na caminhada rumo ao céu e por estar tentando fazê-la de forma independente, escolhe abandonar a trilha ou pedir a ajuda de Jesus.

Se abandona o percurso corre o risco de ingressar no número das pessoas descritas pelo Ressuscitado; os muitos que tentarão. Sim, porque adota um método próprio, achando que por não fazer o mal a ninguém vai vivendo sem incomodar a Deus. No final, quando morrer, será encarcerado para sempre no inferno. Quando Jesus decretar esta sentença, irá se admirar, exatamente como descrito no evangelho e Jesus, exatamente como descrito lá, irá explicar que por causa da falta de caridade por conta ao amor ao Deus e ao próximo este iludido pecador não entrará no céu.

Para Deus não basta não ser mau, é preciso ser bom e bom nos moldes do Cristo (1ª Coríntios 11,1). A realidade está posta à frente de todos e devidamente prescrita na bíblia, não se trata de opiniões particulares e sim de comprovações e constatações da boa, direta, simples, objetiva e libertadora palavra de Deus. De forma tão desolada os que amam a Deus assistem diariamente o mundo exigir do inferno uma reforma constante para abarcar muitas almas que por culpa própria e abandono de Deus em troca das amizades do mundo, abominadas pelo altíssimo (Tiago, 4,4), se jogam ao inferno fazendo a pior de suas escolhas.

Fonte: Jefferson Roger


 

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terça-feira, 4 de outubro de 2022

O véu do mal


O mal existe e se personifica na pessoa do demônio; eis que o mal puro e primário, raiz de todos os outros males assola o mundo desde o Éden. Conforme aprendemos pela santa palavra de Deus, desde o início dos tempos nos parece que nosso invejoso inimigo sempre procura se aproximar demonstrando pleno interesse em nos atender naquilo que Deus não atende. E mais, se não atende tem lá seus motivos. Motivos estes que escolhemos entender, confiando na sabedoria divina e infinita do altíssimo, ou escolhemos desprezar e abraçar as soluções do nosso plano B: uma junção com satanás.

Claro, muitos vão dizer que de forma alguma fazem aliança com o demônio. Onde já se viu, compactuar com alguém que quer nossa alma perdida para sempre na danação eterna. Pois é, mas enganados pelo anjo caído aderem à sua proposta imaginando não estar fazendo. No fim das contas a culpa é humana e não existe desculpa para a queda porque cada um sempre foi livre para dar o primeiro passo. Advertidos do que é o mal, do que ele é capaz na vida de uma pessoa, simplesmente o sujeito opta por dar ouvidos à concorrência.

Deixa Deus de lado na hora da farra desregrada. Associa o criador ao sofrimento e o diabo as alegrias e prazeres. Que pesar e que lástima!

Olhando para frente não desconfia onde está se metendo porque o mal se apresenta com um véu esforçando-se para disfarçar e macaquear aquilo tudo que é divino. Sabe-se que o demônio se faz de vítima e acha que foi injustiçado, pois queria da parte de Deus coisas boas e queria igualdade com ele. Não teve nada do que lhe era merecido e agora tenta convencer as pessoas com o argumento mais ridículo possível. Todavia, sua astúcia e inteligência das eras faz do ridículo algo completamente aceitável para o entendimento humano.

Com uma desvantagem tamanha o ser humano, se tentar se desvencilhar das emboscadas, tentações e ocasiões de pecado, sozinho, já entra no combate derrotado. A psicologia demoníaca é muito sagaz e muito perspicaz. Por isso Jesus alertou para não se lutar sozinho contra o mal. Enamorar-se com essa situação é aproximar-se demais ao ponto que, quando o véu do mal for retirado, já se estará além dos arrependimentos e conversões e a glória e felicidade eternas do reino de Deus terá sido varrida da vida como uma página virada.

Fonte: Jefferson Roger


 

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segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Verdadeiros monstros


Vamos imaginar que nossa concepção sobre monstros esteja relacionada com imagens grotescas, seres que querem nos ferir, causar o mal e toda a forma de prejuízo. Seguindo por esta linha de pensamento admitamos que o anjo caído Lúcifer, após sua queda do paraíso, conforme relatos bíblicos, foi desprovido de sua beleza e formosura para reinar nas profundezas do inferno eterno. Sem dúvida, poderíamos atribuir para ele, segundo a crença cristã, uma aparência monstruosa. Aparência essa que já foi relatada em algumas aparições na vida dos santos.

Pois bem, sabendo muito bem disso – já que deve ter se olhado espelho (risos) – o diabo certamente não começa sua estratégia tentadora com foco em sua real imagem. Uma presa jamais será pega com um ataque direto e desprovido de dissimulações, camuflagens, rodeios e espreitas furtivas. É como lemos no livro do Apocalipse, o veneno é doce na boca e amargo no estômago. Então, se as coisas são assim, o mal precisa sempre se disfarçar de bem, precisa apresentar uma salada construída com meias verdades e mentiras. O mal precisa atacar não demonstrando que está atacando.

Como satanás não precisa ocupar seu tempo com lazer, trabalho, família, trânsito, vizinhos, internet e toda a forma de ocupações materiais ou não nas quais todos os seres humanos estão de alguma forma imersos, ele tem sempre vinte e quatro do dia para se dedicar a trabalhar com o seu séquito infernal na perdição de todas as almas de Deus.

Isso mesmo: todas as almas! Nossa salvação, precisa ficar muito claro para cada um, acontecerá quando Jesus decretar o veredito assim que morrermos: o juízo particular. Até este encontro cara a cara com o justo juiz, ninguém está livre de se perder. São Paulo em sua carta aos Coríntios ilustra muito bem isso quando diz que “quem está de pé, cuide para que não caia”.

Relaxar significa abaixar a guarda e deixar a vigilância pedida por Jesus de lado. Cuidemos, São Pedro vai nos recordar que “o demônio é como um leão a espreita esperando uma oportunidade para dar o bote”. O mal se embeleza para atrair olhares e esconder as suas monstruosidades que tanto almejam a derrocada das almas.

Fonte: Jefferson Roger


 

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Vidas aterrorizantes


Todo mundo, podemos crer, arriscaria dizer que a vida nos aterroriza de muitas formas, ou então que somos aterrorizados na vida de muitas formas. Sem dúvida, o que mete medo numa pessoa não mete medo em outra. Claro, existem coisas que metem medo em grupos maiores e outras que são raras de causar medo. Pois bem, ainda podemos supor que algumas pessoas, tentando vestir uma armadura, se pronunciam dizendo que não possuem medo, que nada as aterroriza. Aí mora o perigo.

Trazendo a questão para a perspectiva cristã deste site, agir da última forma como descrevemos é, realmente, algo muito perigoso: para o corpo e para a alma. Vale aqui o lembrete rotineiro de que o ser humano é feito de corpo e alma, então, o perigo para um pode, dependendo da situação, representar também um perigo para a outra metade da instituição humana.

Disso nosso cruel inimigo número um sabe muito bem. Ele, o demônio, procura tentar o ser humano no sentido de lhe tirar todo e qualquer tipo de medo. Medo de aproveitar a vida, medo de aprontar para satisfazer seus desejos não permitidos por Deus, medo de pecar escondido dos olhares supondo que isso não irá ferir ninguém e tampouco o pecador, medo de infringir os mandamentos divinos e por aí vai. Todo mundo já percebeu que o diabo é mestre nisso, embota a mente e a encoraja a vencer os medos. O diabo sabe que está escrito na bíblia que “o temor de Deus é o início da sabedoria”.

Pelo lado do bem, vale um pequeno exemplo: os três pastorinhos de Fátima, Portugal. Numa das aparições da Virgem Santíssima ela lhes concedeu a graça de vislumbrarem por um instante uma visão do inferno. Vejam bem, crianças, que na época tinham seis, sete e nove anos de idade. Ora bolas, convenhamos, se a mãe de Jesus não preservou as crianças desta visão podemos facilmente perceber a importância de sabermos desse horror, de o conhecermos, de o evitarmos e termos ciência de quão aterrorizante será parar lá por toda a eternidade.

De um lado, o diabo quer que achemos aterrorizante deixar a vida que é curta passar sem a aproveitarmos; por outro lado Deus quer que nos aterrorizemos com a ideia de irmos para a condenação eterna, afastados para todo o sempre das alegrias eternas do paraíso. Temos, portanto, que escolher; afinal Jesus nos disse: “Não temais aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma; temei antes aquele que pode precipitar a alma e o corpo na geena” – Mateus 10,28.

Fonte: Jefferson Roger


 

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quarta-feira, 28 de setembro de 2022

O que os santos dizem sobre a amizade

 


Por amizades perigosas entendem-se, em particular, as sensuais, isto é, aquelas que se baseiam sobre uma complacência sensual, sobre a fruição comum de prazeres dos sentidos, sobre certas qualidades fúteis e vãs de espírito e coração. Essas amizades são já por si perigosas, mesmo que, no começo, nada tenham de inconveniente, e devemos guardar nosso coração desembaraçado delas.

Não é só grande a perda espiritual que se sofre com essas amizades baseadas sobre certas qualidades externas duma pessoa, mas, principalmente se for doutro sexo, é também enorme o perigo que se corre de se perder eternamente. No começo tais amizades parecem indiferentes, mas tornam-se pouco a pouco pecaminosas e, enfim, arrastam a alma ao pecado mortal. São como o fogo e a palha e o demônio não cessa de assoprar até irromper o incêndio, diz São Jerônimo.

Se sentires em teu coração, alma cristã, uma tal afeição para com alguém, não há outro remédio para te libertares dela, senão cortá-la resolutamente de uma vez para sempre, pois, se quiseres renunciá-la pouco a pouco, crê-me, nunca chegarás a desfazer-te dela. Essas cadeias são dificílimas de romper e só conseguirá quem as quebrar violentamente, duma só vez. E não venhas com desculpa de que, até agora, nada ocorreu de inconveniente, pois deves saber que o demônio não começa com o pior, mas só pouco a pouco leva a alma imprudente às bordas do precipício e, então, com um leve empurrão, precipita-as no abismo.

É uma máxima aceita por todos os mestres da vida espiritual de que, neste ponto, não há outro remédio senão fugir e afastar-se da ocasião. São Filipe Néri costumava dizer que, nesse combate, só os covardes saem vencedores, isto é, os que fogem da ocasião. Podemos resistir aos outros vícios ficando na ocasião, diz São Tomás, fazendo violência contra nós mesmos; mas o vício contrário à pureza, porém, só o poderemos vencer fugindo da ocasião e renunciando às afeições perigosas.

Fonte: Jefferson Roger


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segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Perseguições



Certamente todo mundo, arrisco dizer, já deve ter passado pela experiência de se perguntar: “o que será que fiz para Deus para merecer tudo isso”. Senão exatamente com estas palavras, com outras que significam a mesma coisa. Vive-se numa sensação de perseguição constante; mal termina um problema, começa outro. Mal resolvemos isso, aquilo se apresenta em nossas vidas.

Que dureza, parece que vivemos só para apagar incêndios, matar um leão por dia, pagar hoje o que comemos ontem e a lista dos ditados populares não parariam por aí, nem tão cedo.

Pois bem, talvez não seja apenas uma sensação de perseguição, talvez seja mesmo uma perseguição. Acho que devíamos, ao invés de nos sentirmos assim, perseguidos, nos sentirmos desejados. Sim, pois, já que estamos a falar de aparências e sensações, parece que estamos no meio de um cabo de guerra, onde Deus e o diabo nos desejam para junto de si por toda a eternidade.

Tudo bem, vá lá, que seja então assim. Não resolve muito o problema de se viver assim, nestas sensações, mesmo que saibamos do que se trata. Continuamos a sofrer, passar por coisas ruins e precisamos vasculhar nossas vidas cada vez mais se quisermos enxergar alguma luz no final do túnel. Problema: onde está o túnel?

Pois é, ficamos sem entender muita coisa, mas muita coisa mesmo. Muitos, por experimentar essa desavença toda e esse desalinhamento todo em suas vidas, escolhem adotar a filosofia do conformismo: dizem assim, fazer o quê; é Deus quem manda. E quanto mais nos debatemos no mar da vida e nunca saímos do lugar, a triste verdade de que somos sim, verdadeiros pinóquios na mão do Gepeto celeste aparece. Portanto, só conseguiremos nos libertar quando, assim como o boneco de madeira, “provarmos o nosso valor de verdade”. No desenho, ele foi perseguido pelo mal e as consequências deste mal foram permitidas por aqueles que são do bem (Romanos 1,28-32). Todavia, existe a escolha, a conversão e o direcionamento para uma vida pautada no que é certo e isso não isenta, como é duro escrever esta parte, a ausência de sofrimentos e dificuldades. Eclesiástico 2,1 – “Meu filho, se entrares para o serviço de Deus, permanece firme na justiça e no temor, e prepara a tua alma para a provação; espera com paciência, Na dor, permanece firme; na humilhação, tem paciência”.

Fonte: Jefferson Roger

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quarta-feira, 21 de setembro de 2022

Ânimo revigorado


Aos leitores da década de sessenta e setenta podemos nos referir com este pequeno artigo dizendo que reviver momentos, rever conceitos, valores, crenças, tudo isso que em vida e em nossas realidades passamos, reproduzidos na ficção científica, como neste seriado “Star Trek - Strange New Words”, revigora o ânimo em seguir neste vale de lágrimas que consiste numa batalha diária entre as forças do bem e do mal.

Acredito eu que quando elementos verdadeiros do comportamento humano e gatilhos emocionais das mais variadas espécies, presentes na trajetória do homem, são adicionados e desenvolvidos em programas como esse, fatalmente o resultado e a consequência ao público é de uma experiência muito conectada com sua realidade de vida.

O sujeito vai assistindo aos episódios e vai se envolvendo com a trama, vai buscando identificar características dos personagens e com isso, vai absorvendo as mensagens que mais lhe agradam. Também, de forma mais ampla, vai aprendendo com os exemplos ruins.

Trazendo para a realidade cristã, essa pequena experiência de lazer que fazemos em frente aos nossos televisores, tablets e smartphones, pode muito bem ser ampliada para um contexto mais histórico de nossa existência; mais real. Que tal mergulharmos nas histórias bíblicas? Na história de nosso salvador, Jesus Cristo? Ficarmos tristes com seus sofrimentos, felizes por suas alegrias, incomodados quando foi ofendido e profundamente cheios de compaixão pelas ofensas dirigidas ao seu sagrado coração?

De forma muito mais verdadeira e profunda, embora visível para nós de um modo diferente da ficção científica, é o caminhar da nossa vida, sempre auxiliados (se quisermos) por Jesus (João 15,5). Afinal, “todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus” – Romanos 8,28. Se o amamos, passaremos pelo crivo das provações, mas também iremos experimentar as consolações (Eclesiástico 2,1). Na série, a tripulação unida sempre em busca de algo comum, maior e benéfico para o bem mútuo, não mede esforços no cumprimento de seu dever. Quanto mais nós, homens de corpo e alma, devemos – pois é o que Deus espera de cada um – fazer no mínimo, o máximo de esforço por nós, pelo próximo e por amor a Jesus Cristo, se almejamos um dia ouvir o “Vinde Benditos” (Mateus 25,34) pronunciado no dia do juízo.

Fonte: Jefferson Roger


 

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A bifurcação da vida


Dizem que devemos aproveitar a vida porque ela é curta. Dizem que devemos correr atrás de nossos desejos porque a vida é curta. Não sabemos quanto tempo temos de vida, então, se tem uma coisa que não devemos fazer é perder tempo. Com essa cultura aplicada sobre a humanidade, uma das coisas que inevitavelmente acontece é se produzir seres humanos inquietos.

Muito inquietos diga-se de passagem. E esta inquietude é fruto da bagunça que é viver num mundo soterrado pelo desenfreado consumismo em suas variadas formas. No meio dessa bagunça da vida mistura-se a confusão. Uma confusão de verdades, doutrinas, pensamentos, atitudes e por aí em diante. Isso, como consequência, trás ao ser humano a oportunidade de viver na modalidade que podemos rotular como feira livre. Consiste esta em montar um modo de viver híbrido com o que mais lhe convém em cada esfera de conhecimento que se pôde acessar e a partir de então, lucrar as alegrias e correr atrás dos prazeres da vida já que, vamos recordar: a vida é curta e não se sabe quando será o ponto final de nossa existência por aqui.

Porém, para piorar ainda mais, descobrimos que já nascemos com uma culpa embutida por parte de Deus. Segundo os relatos bíblicos, a culpa de uns foi estendida para todos os que nascem. Mas nos acalmemos, pois piora ainda mais. Assim que nos damos conta de que Deus gerencia tudo, criou tudo, administra tudo (embora não pareça) e comanda tudo e a ele pertencemos, nos deparamos em frente a uma bifurcação. Sobre esta os dois testamentos bíblicos nos ensinam e nos exortam a fazermos uma escolha: não podemos caminhar pelos dois caminhos, temos que escolher por qual seguir.

Se escolhermos o caminho de Deus, levamos uma baita “ripada nas costas” porque o final deste caminho, o céu, o reino de Deus, onde pretendemos chegar, custa muitos pesares: “Meu filho, se entrares para o serviço de Deus, permanece firme na justiça e no temor, e prepara a tua alma para a provação; humilha teu coração, espera com paciência, dá ouvidos e acolhe as palavras de sabedoria; não te perturbes no tempo da infelicidade, sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência, a fim de que no derradeiro momento tua vida se enriqueça. Aceita tudo o que te acontecer. Na dor, permanece firme; na humilhação, tem paciência. Pois é pelo fogo que se experimentam o ouro e a prata, e os homens agradáveis a Deus, pelo cadinho da humilhação. Põe tua confiança em Deus e ele te salvará; orienta bem o teu caminho e espera nele. Conserva o temor dele até na velhice” – Eclesiástico 2,1-7.

Se escolhermos o caminho do mundo, levamos uma grande advertência e somos liberados para viver como queremos: “Adúlteros, não sabeis que o amor do mundo é abominado por Deus? Todo aquele que quer ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” – Tiago 4,4. Portanto, “como não se preocupassem em adquirir o conhecimento de Deus, Deus entregou-os aos sentimentos depravados” – Romanos 1,28.

Fonte: Jefferson Roger


 

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terça-feira, 20 de setembro de 2022

Isento da culpa


A santa palavra de Deus nos ensina que muitas coisas que fazemos de errado são por nossa culpa, pois, nos é ensinado que temos sempre a opção de escolher: o lado do bem ou do mal. Na carta de Tiago a exortação do apóstolo vai nos dizer que não devemos colocar a culpa em Deus por conta de nossos erros; nem o acusar de nos tentar a cair.

Ouvimos também da boca do povo o ditado que diz que “como a culpa é minha, eu a coloco em quem quiser”. Não condiz muito com a realidade, pois parece mais que a pessoa está tentando se isentar da culpa apontando culpados, ou tentando se justificar pelo erro, alegando que a causa tem origem em outra pessoa: fiz por causa dele ou dela.

Não adianta, tornamos ao mesmo lugar, pois sempre temos uma escolha e já que ilustramos o assunto com um ditado, que tal mais outro? “Quando um não quer, dois não brigam” – onde podemos adaptar para nossa realidade espiritual: dois não pecam. Claro, o leitor atento vai dizer que certos pecados são cometidos de forma solitária. Sim, não estamos a dizer o contrário, porém, mesmo estes, ou porque não dizer, qualquer tipo de pecado, passa antes pela escolha do consentimento: vem a tentação e escolhemos consentir e pecar ou fugir a ocasião de pecado.

Retornando à questão da culpa, também podemos viver com ela, nos martirizando por alguma coisa que fizemos de mau ou errado e que não podemos desfazer. Será culpa mesmo ou arrependimento? Um não nos abandona porque tem raízes muito humanas, o outro abandona porque tem raízes espirituais e nelas Deus intervém para perdoar e confortar os corações arrependidos.

Se erramos intencionalmente somos culpados, arrependidos, somos perdoados, a consequência é expiada pela penitência. Agora, o que não podemos admitir é agirmos em desacordo com os preceitos divinos e, por achar que não estamos prejudicando abertamente o próximo ou a nós mesmos, seguirmos alegremente imaginando que não temos culpa alguma perante o altíssimo. Cuidemos! O justo juiz julga a todos com os critérios dele e culpas que achamos carregar podem não existir, assim como culpa que achamos não ter podem sim, ser de nossa alçada.

Fonte: Jefferson Roger


 

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quinta-feira, 15 de setembro de 2022

O abraço do inferno


Sabe-se que o inferno é um lugar terrível e de sofrimentos indizíveis, inimagináveis e para alegrar ainda mais o “gerente” de lá, tudo acontece e acontecerá para todo o sempre. Não sei vocês, mas nós, enquanto vivos, e que já sofremos por aqui, certamente ficamos muito aliviados quando superamos coisas ruins, difíceis, desagradáveis e nisso tudo estão incluídos as dores e os sofrimentos. Se já é ruim sofrer e padecer na medida a que somos acometidos por aqui, quem dirá passar por infortúnios ainda maiores e eternos?

Ninguém consegue ficar com o dedo por até um minuto na chama de uma vela e como espera não sofrer no fogo do inferno? Onde uma das muitas portas de acesso são os pecados graves? Deus e o diabo estão de braços abertos para nos acolher. Cada um à sua maneira, de formas bem diferentes. Um, mente sobre o aqui e agora colocando Deus como mentiroso, o outro, não esconde nada e denuncia abertamente que o pai da mentira, o diabo, anda a espreita como um leão, esperando a oportunidade de dar o bote.

Um dos botes que ele gosta muito de dar é o de se aproveitar das carências humanas e oferecer como solução o prazeroso abraço do pecado, sempre disfarçado em pratos saborosos aos olhos e sensações extasiantes. Um abraço gostoso, que envolve o corpo e acalenta os sentidos, mas é incapaz de aquecer o coração. Pois, um abraço assim é como um entorpecente: não consegue ir além dos sentidos.

Os sentidos, que servem numa via de mão dupla, pois podem servir ao que é bom e vem de Deus ou, se permitirmos, pode consentir com as tentações e sucumbir ao mal. No livro do Apocalipse lemos que esse gosto (o gosto do pecado) é doce na boca, mas amargo no estômago. Então, por esta via, conforme a palavra de Deus nos ensina e adverte, devemos cuidar com os abraços que nos cercam e se oferecem, pois eles são muito diferentes do abraço daquele que é manso e humilde de coração e nos fala a busca-lo quando precisarmos para que ele nos conforte: Jesus Cristo.

Fonte: Jefferson Roger


 

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Jesus pede renúncia total

 


Está lá em Lucas 9,23 – “quem quiser se salvar, renuncie a si mesmo, tome sua cruz dia após dia e me siga”. Isso significa segui-lo todos os dias, não apenas quando nos convém, pois aposto que ninguém quer ser atendido quando pede algo a Deus apenas quando convém ao altíssimo não é mesmo! Todos gostariam de ser atendidos sempre. Mesmo assim não somos, todos sabem disso. Não paira nesta atmosfera uma pitadinha de injustiça por parte de Deus?

Podemos pensar: se ele age assim e nos ensina a bíblia que devemos ser seus imitadores, então posso também agir praticando a injustiça. Pois é, isso não é bem assim, são conceitos diferentes e atitudes diferentes. Ademais, não estamos em pé de igualdade com ele. Deus é nosso criador e somos sua pertença, a “regra do jogo” é dele, quem não anda por ela caminha na contramão do seu “regulamento”. Todavia, para facilitar as coisas ele nos ensina muito sobre o amor, o amor que brota no coração do homem através da semente do Pai Eterno; não através de desejos passageiros, maculados, distorcidos, desregrados e abominados por Deus.

Se a natureza do homem está corrompida ou doente não adianta buscarmos trechos bíblicos que endossem nossas más ações. Isso só serve de refresco enquanto estamos por aqui. Na hora do juízo o critério do julgamento não provém da razão humana e sim da divina.

E como Jesus disse que não veio abolir a lei, mas leva-la a perfeição (Mateus 5,17), não existe desculpa rotulada como amor para se cometer pecados. Vejamos um pequeno exemplo. Levítico 20,11-22 – “Se um homem cometer adultério com uma mulher casada, com a mulher de seu próximo, o homem e a mulher adúltera serão punidos de morte. Se um homem dormir com a mulher de seu pai, descobrindo assim a nudez de seu pai, serão ambos punidos de morte. Se um homem dormir com a sua nora, serão ambos punidos de morte. Se um homem dormir com outro homem, como se fosse mulher, ambos cometerão uma coisa abominável. Serão punidos de morte. Se um homem tomar por mulheres a filha e a mãe, cometerá um crime. Se um homem tiver comércio com um animal, será punido de morte. Se uma mulher se aproximar de um animal para se prostituir com ele, será morta juntamente com o animal. Se um homem tomar a sua irmã, filha de seu pai ou de sua mãe, e vir a sua nudez, e ela vir a sua, isso é uma coisa infame. Não descobrirás a nudez da irmã de tua mãe, nem da irmã de teu pai, porque descobrirás a sua carne. Se um homem se deitar com sua tia, ele descobrirá a nudez de seu tio. Se um homem tomar a mulher de seu irmão, será uma impureza. Observareis [disse Deus] todas as minhas leis e meus mandamentos e os praticareis, a fim de que não vos vomite a terra aonde vos conduzo para aí habitar”. Pessoal, todo este trecho nos ensina que nosso corpo, que é santo, foi feito para as causas naturais e relações saudáveis entre homem e mulher em santo matrimônio (Gênesis 2,24 e Mateus 19,6); o que estiver fora disso fere as palavras de Deus que disse que “não muda” (Malaquias 3,6) e que “suas palavras não serão revogadas” (Isaías 45,23). Cada um, porém, escolhe no que acreditar, como viver, mas, o que está proferido não mudará e Jesus nos disse que “passará o céu e a terra, antes que desapareça um jota, um traço da lei (Mateus 5,18).

Fonte: Jefferson Roger


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Pobres adúlteros


Vamos lá, primeira carta aos Coríntios, capítulo seis, versículos do nove ao dez; nela, o apóstolo vai elencar a lista dos onze tipos de pecadores condenados. Entre estes temos os adúlteros. Na carta aos Gálatas, capítulo cinco, versículos do dezenove ao vinte e um, uma nova lista, esta com quinze tipos de pecadores, lembra mais uma vez os adúlteros quando menciona os impuros, fornicadores e os que praticam orgias. Também, de certa maneira, os adúlteros são relacionados na carta aos Romanos, capítulo um, versículos do vinte e oito ao trinta e dois. Neste trecho, onde são listados vinte e um tipos de pecadores, são os depravados que estão relacionados aos adúlteros. Os depravados são os pervertidos, os devassos e desleais. E quem comete adultério é desleal: para com Deus e seu cônjuge.

Ademais, na carta de Tiago, os adúlteros são claramente lembrados de suas atitudes. Tiago 4,1-4 – “Donde vêm as lutas e as contendas entre vós? Não vêm elas de vossas paixões, que combatem em vossos membros? Cobiçais, e não recebeis; sois invejosos e ciumentos, e não conseguis o que desejais; litigais e fazeis guerra. Não obtendes, porque não pedis. Pedis e não recebeis, porque pedis mal, com o fim de satisfazerdes as vossas paixões. Adúlteros, não sabeis que o amor do mundo é abominado por Deus? Todo aquele que quer ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus”.

Também em Jó 24,15 recebemos outro lembrete, outra constatação de como é a atitude do adúltero: “O adúltero espreita o crepúsculo: Ninguém me verá, diz ele [inutilmente e enganando-se a si mesmo], e põe um véu no rosto”. São Paulo segue firme pregando sobre o adúltero em sua carta aos Hebreus 13,4 – “Vós todos considerai o matrimônio com respeito e conservai o leito conjugal imaculado, porque Deus julgará os impuros e os adúlteros”. São Pedro em sua segunda carta, capítulo dois, versículos do nove ao dez no recorda que “o Senhor sabe livrar das provações os homens piedosos e reservar os ímpios para serem castigados no dia do juízo, principalmente aqueles que correm com desejos impuros atrás dos prazeres da carne.

E para encerrar, vamos recordar o antigo testamento? Deuteronômio 5,18 e Êxodo 20,14 – “Não cometerás adultério”.

Fonte: Jefferson Roger


 

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quarta-feira, 14 de setembro de 2022

Será que me enquadro na lista dos pecadores bíblicos?


Pois bem, sobre aqueles que Deus define como pecadores em sua santa palavra descrita nos livros sagrados, muitas pessoas podem correr o risco, num simples descuido ou quem sabe por medo ou preguiça de descobrir a verdade, de estarem inseridas nas listas dos pecadores e não se darem conta, julgarem a si de que estão andando corretamente. Para isso, para um simples exercício, colocaremos alguns significados de palavras usadas na bíblia para nomear pecados, que qualquer pessoa pode encontrar nos dicionários para comprovar como anda sua relação com Deus e o próximo. Sim, pois Deus cobra de cada um este tipo de relação.

Tíbio - desanimado, descuidado, escasso (nas atitudes), fraco, frouxo, morno, sem força, sem entusiasmo, sem vigor.

Depravado - que é podre ou degenerado; que é malvado, perverso ou cruel; que é lascivo, devasso ou libidinoso.

Insolente - Que age com desrespeito, de maneira desrespeitosa; malcriado. Que se opõe a regras, não aceita convenções impostas pela sociedade. Que desrespeita o direito de outrem; petulante. Que demonstra superioridade em relação aos demais; arrogante: líder insolente. Que não possui pudor; que age com inconveniência; inconveniente: ele se comporta no trabalho com atos insolentes.

Insensato - Insensato significa aquele que não é são, ou seja, que age de modo inconsequente, sem ter um bom senso das suas atitudes. O insensato é aquele que é insano, anormal, uma pessoa de difícil trato e entendimento. Também costuma ser chamado de desequilibrado e irresponsável. Pratica seus atos sem temor ou sem acreditar que está prejudicando e maltratando os outros, já que não tem a correta consciência das maldades que consegue arquitetar e colocar em prática.

Altivo - orgulhoso, soberbo, arrogante, que não cede aos outros em brio.

Como podemos observar Deus intitula aqueles que erram sob o ponto de vista dele, pois, por exemplo, altivo, que significa orgulhoso, depende do contexto em que a pessoa se insere para que não incida em práticas de pecado. Sendo assim, precisamos sempre olhar para o todo para que não caiamos na tentação de justificar atitudes distorcendo a palavra de Deus.

Fonte: Jefferson Roger


 

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Os tipos de pecadores


É sempre bom recordar e ter em mente a lista bíblica das pessoas que se persistirem em seus erros não herdarão o reino de Deus. Apocalipse 21,8, lista dos 8 tipos de pecadores condenados: Os (1) tíbios, os (2) infiéis, os (3) depravados, os (4) homicidas, os (5) impuros, os (6) maléficos, os (7) idólatras e todos os (8) mentirosos terão como quinhão o tanque ardente de fogo e enxofre, a segunda morte.

1ª Coríntios 6,9-10, lista dos 11 tipos de pecadores condenados: Acaso não sabeis que os (1) injustos não hão de possuir o Reino de Deus? Não vos enganeis: nem os (2) impuros, nem os (3) idólatras, nem os (4) adúlteros, nem os (5) efeminados, nem os (6) devassos, nem os (7) ladrões, nem os (8) avarentos, nem os (9) bêbados, nem os (10) difamadores, nem os (11) assaltantes hão de possuir o Reino de Deus.

Gálatas 5,19-21, lista dos 15 tipos de pecadores condenados: Ora, as obras da carne são estas: (1) fornicação, (2) impureza, (3) libertinagem, (4) idolatria, (5) superstição, (6) inimizades, (7) brigas, (8) ciúmes, (9) ódio, (10) ambição, (11) discórdias, (12) partidos, (13) invejas, (14) bebedeiras, (15) orgias e outras coisas semelhantes. Dessas coisas vos previno, como já vos preveni: os que as praticarem não herdarão o Reino de Deus!

Romanos 1,28-32, lista dos 21 tipos de pecadores condenados: Como não se preocupassem em adquirir o conhecimento de Deus, Deus entregou-os aos sentimentos depravados, e daí o seu procedimento indigno. São repletos de toda espécie de (1) malícia, (2) perversidade, (3) cobiça, (4) maldade; (5) cheios de inveja, (6) homicídio, (7) contenda, (8) engano, (9) malignidade. São (10) difamadores, (11) caluniadores, (12) inimigos de Deus, (13) insolentes, (14) soberbos, (15) altivos, (16) inventores de maldades, (17) rebeldes contra os pais. São (18) insensatos, (19) desleais, (20) sem coração, (21) sem misericórdia. Apesar de conhecerem o justo decreto de Deus que considera dignos de morte aqueles que fazem tais coisas, não somente as praticam, como também aplaudem os que as cometem.

Eis aí uma boa dica para o exame de consciência diário de todo cristão para que sua vida não se afaste do caminho que irá conduzi-lo para o céu.

Fonte: Jefferson Roger


 

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terça-feira, 13 de setembro de 2022

Com aborto e com drogas



Isso mesmo, o cristão que se preza precisa sim de muitos abortos em sua vida e de muitas drogas, pois, do contrário, terá muita dificuldade em alcançar o céu. A frase utilizada para iniciar este artigo, de cara, parece ir na contramão da proposta deste site. Sim, se o site é católico, presume-se que lute contra o aborto, defendendo a vida e lute contra as drogas, defendendo a saúde do corpo. Então, como é possível que um artigo incluído neste site comece deste jeito? Vamos acompanhar.

Começando com uma pequena analogia lembremos de um destacamento militar que planejou uma missão; em determinado momento de seu desenrolar alguma situação coloca os membros da equipe em perigo. O líder da missão, pensando na integridade de seus subordinados, decide ABORTAR a missão, pois vê que se continuarem o perigo do insucesso pode se realizar. Nisso percebemos, trazendo para a realidade cristã, que é exatamente assim que devemos agir frente as ocasiões de pecado; quando estamos a entrar por esta via é preciso abortar, cancelar, desistir, deixar para lá esse caminhar que irá nos afastar de Deus.

Outra questão que também relacionamos aqui são as drogas. O filho de Deus precisa de quantas drogas lhe forem necessárias para viver a vida da graça. Isso mesmo que você leu. Funciona assim: a pessoa faz algo errado caindo em tentação, assim que se dá conta, se arrepende e porque não esbravejar o seu arrependimento dizendo “que droga, como pude ofender a Deus dessa maneira!”. Percebem? Muitas drogas, colocado desta maneira, significam muitos arrependimentos, ou melhor ainda, quantos arrependimentos forem necessários.

Jesus nos ensina que devemos perdoar setenta vezes sete, querendo dizer com isso que devemos perdoar sempre. Diz também em outra parte de seu evangelho que aquele perseverar até o fim será salvo. E mais, mandou vigiar e orar sem cessar. A lista é longa, nem precisaríamos mencionar. Quem quiser se salvar, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz dia após dia e me siga (Lucas 9,23). Pois é, se o esforço não for máximo como poderemos viver só com o mínimo nesta batalha diária que é vida do homem sobre a terra? Corpo e alma padecem a cada passo que é dado em direção ao céu se nenhum esforço real for feito e, claro, sempre com a ajuda de Jesus Cristo (João 15,5).

Fonte: Jefferson Roger


 

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segunda-feira, 12 de setembro de 2022

Pela Família


Passou a quinta temporada de Cobra Kai, grande sacada muito bem produzida pela Netflix (opinião de quem vos escreve) que procurou com maestria colocar muitos temas familiares em pauta. Além do deslumbre em rever atores e atrizes de todas as épocas, desde os primeiros filmes, todo o arco que até aqui se apresenta, muito bem “amarrado”, coloca princípios em cheque, valores em dúvida e demonstra como o ser humano sofre com as pressões da vida.

Uma coisa é certa, em várias partes de tudo que se apresentou até aqui, Cobra Kai se destaca por fazer o que faz, falo de alguns personagens, por e pela família. Não se quer aqui deixar ‘spoilers’ sobre o assunto, mas existem clímax aqui e ali que enaltecem os espectadores que ainda vivem neste vale de lágrimas, lutando até o sangue contra o pecado, na tentativa de transmitir valores morais e religiosos que passam e passaram de pai para filho.

Aquela fé em Deus e no seu amor pela família que jamais será abandonada se rezar unida. Sim, Cobra Kai não apresenta religiosidades, pelo menos não à flor da pele. Todavia, se assim os produtores quisessem, com uma pequena guinada aqui e ali, está série poderia ter outro nome e tratar sim, de temas relacionados com a salvação da alma.

Entretanto a série ficou com a parte de se cuidar do corpo e não decepcionou ninguém que esperava um espetáculo em torno de uma trama muito bem montada sobre a real batalha entre lados opostos. Não é assim em nossas vidas, caros leitores? Não estamos a varrer o campo da vida com nosso suor, lágrimas e muito esforço para permanecermos em pé sustentando o estandarte de nossos valores? Valores que cultivamos, que aprendemos e que queremos passar para nossos filhos? Pois é. O final da quinta temporada de Cobra Kai demonstra que por causa da família e pela família não abandonamos aquilo que é certo e, porque não dizer, daquilo que Deus espera de cada um de nós.

Fonte: Jefferson Roger


 

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Ninguém escapa


Pois bem, todo bom cristão que mantém um olhar bem treinado – sendo imitador do Cristo, 1ª Coríntios 11,1 – sabe que a cultura da morte, biblicamente combatida desde os primeiros tempos de existência da humanidade, percorre grandes jornadas sempre tentando vascularizar para todos os cantos do vale de lágrimas suas verdades mentirosas disfarçadas de algo que é muito bom.

Ninguém é poupado, ninguém de nenhuma idade, nenhum sexo, nenhuma etnia, poder aquisitivo ou família. Esse é o modo de agir do diabo; ora, se a personificação do mal se deu ao trabalho de tentar Jesus Cristo, seríamos tolos e ingênuos em achar que alguns de nós escaparíamos das flechadas inimigas. A receita é sempre a mesma: misturar verdades com mentiras e apresenta-las em pratos saborosos. Pratos esses que lemos no livro do apocalipse são doces na boca e amargos no estômago.

A lei divina foi deixada de lado, não totalmente, mas, por muitos, a parte que dá mais trabalho e exige mais comprometimento do ser humano para com Deus. Por toda a parte a saraivada varre horizontes e viver se tornou uma batalha diária. Os filhos, sendo ainda pequenos e ainda recebendo dos pais a fé que receberam de berço, da igreja de nosso senhor Jesus Cristo, precisam ser vigiados constantemente porque até em desenhos que deveriam ser apropriados para crianças que ainda nem estão no primeiro ano são utilizados para tentar convencer que família não é como Deus pensou, planejou e criou; família é hoje em dia, na definição dos adeptos contrários à bíblia, outra coisa.

Peppa Pig, desenho conhecido de muitos ao redor do mundo, também fez sua estreia apresentando pela primeira vez um episódio com um casal homossexual: “No episódio intitulado “Famílias”, o desenho animado, considerado como um dos mais populares do mundo e dirigido para crianças com idades compreendidas entre os dois e os seis anos, mostra Penny, uma colega de turma de Peppa, a fazer um retrato de família. No desenho estão dois ursos polares de vestido, de acordo com a CNN. ‘Eu vivo com a minha mãe e com a minha outra mãe. Uma é médica e outra cozinha espaguete. Eu adoro espaguete’, explicou Penny a Peppa”. E detalhe, o desenho foi ao ar após uma petição com grande número de assinaturas solicitando que este tipo de representação integrasse o elenco de personagens da Peppa Pig. Pode um negócio desses, caro leitor?! No entanto, eis o consolo para todo cristão: “teme a Deus e observa seus preceitos, é este o dever de todo homem. Deus fará prestar contas de tudo o que está oculto, todo ato, seja ele bom ou mau”.

Fonte: Jefferson Roger


 

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Pessoas exigentes


Certamente na hora de exigirmos somos muito bons, já na hora que exigem de nós a coisa muda um pouco de figura. Parece que o ser humano vive com duas leis, duas regras de vida: uma que lhe beneficia e outra que beneficia o próximo. Age assim porque as duas leis não podem conviver juntas. Se o outro for se dar bem, mas eu for prejudicado então nada disso, eu que me dê bem em primeiro lugar e o próximo que fique em segundo plano.

Primeiro eu, depois se sobrar alguma coisa que ela fique para o próximo. Puxa vida, quanta intolerância: exigimos tudo de todos, sabemos maravilhosamente como cobrar, mas... se agirem assim conosco aplicamos a nossa regra que existe para nos proteger de tudo. No entanto, como podemos agir assim e esperarmos de Deus um comportamento diferente?

Em verdade, ele age da mesma maneira, ou será que não? De nós ele exige tudo e não gostamos, mas gostamos de exigir tudo dos outros e dele. Ora, não é justo que Deus nos trate como tratamos o próximo? Alguns vão achar que não, pois temos as nossas fraquezas e Deus é perfeito.

Não é bem isso, todavia, que Jesus nos ensinou. Quando nos ensinou a rezar disse que se não perdoarmos as pessoas tampouco Deus nos perdoará; também ensinou que não devemos fazer para os outros aquilo que não queremos que nos façam. E em Mateus 5,48 disse que devemos “ser santos (perfeitos) como o Pai Celeste é santo (perfeito)”. Pois bem, é assim que as coisas nos foram colocadas. O cuidado é necessário, pois também o Cristo nos disse que a quem for dado, muito será cobrado. No final das contas, nosso comportamento irredutível e intolerante com as pessoas pode, perigosamente, afastar-nos do caminho da salvação; e pior: sem nos darmos conta disso.

Fonte: Jefferson Roger


 

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sábado, 10 de setembro de 2022

Prisões perpétuas

 


Jesus disse que na recaída nosso estado é sete vezes pior do que a primeira queda. Isso é um aviso para lá de importante, pois, como se lê na bíblia, pecado gera pecado e este apresenta como salário a morte. A segunda morte, a morte da alma, reservada para os que não escolheram seguir o evangelho de nosso senhor Jesus Cristo, vai tendo seu ensaio já por aqui nesta vida.

Sim, porque a cada erro cometido, mais vamos engordando a fatura que será cobrada no dia do juízo. Erro após erro (entenda-se pecado após pecado) não corrigido (não perdoado porque não houve pedido de perdão com arrependimento) a pessoa, vai aprisionando-se em seus delitos e, já no aqui e agora, de certa forma vai sendo sentenciada cada atitude que está em desacordo com aquilo que Deus lhe pede.

Dessa forma, dentro do sujeito, pena sob pena, o risco de poder ser remediado, corrigido e reintegrado para a vida da graça, vai aos poucos e perigosamente perdendo força porque, vencido pelo mal ele vai admitindo que não é mais capaz de retornar aos trilhos da boa vida. E ele está certo, não pode mesmo e isso que nos atesta é Jesus Cristo que disse que é impossível ao homem se salvar porque sem ele (Jesus Cristo) nada podeis fazer (João 15,5). Para solucionar por fim a causa disse que para Deus tudo é possível.

Fonte: Jefferson Roger


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