terça-feira, 20 de outubro de 2020

O devoto de Maria não se perde


Onde está o filho aí está sua mãe! Quem ama Maria Santíssima agrada muito seu filho Jesus Cristo e não se perde jamais, pois tudo que ela quer é configurar seus protegidos ao modelo de santidade do ressuscitado. Maria é despojada de tudo, é serva do Senhor – Lucas 1,38 – e reconhecedora de sua pobreza – Lucas 1,48.

Pobreza de espírito como nos ensina Jesus nas bem-aventuranças. Significa o desapego das coisas que passam, que não importam realmente e que não contribuem para nossa salvação. Ser devoto é querer para si uma vida no modelo daquela que se devota. O devoto da Virgem Maria procura se aproximar dela, ouvir no coração seus ensinamentos, seguir seu comportamento.

Isso consiste em se viver uma vida que agrade a Deus. Imitar Maria é seguir Jesus Cristo, viver como Deus nos pede e seguir o evangelho. É, assim como ela, ser um servo do Senhor. A toda cheia de graça, como mãe responsabilizada na cruz – João 19,26 – não se cansa de nos apontar para o Cristo: ela quer que façamos tudo o que ele nos disser (João 2,5).

Próximos dela, ouvindo seus conselhos, olhando para sua vida, procurando acertar na devoção autêntica, livre de interesses egoístas, pois ela não fará a ninguém a parte que cabe a cada um, dessa forma não é possível ao cristão se perder na caminhada, pois o devoto da Virgem, que ama a Deus e quer viver um dia na glória do paraíso, assume para si um compromisso com ela; compromisso de viver o evangelho e seguir os mandamentos.

Nunca se ouviu dizer, fala de muitos santos e santas de Deus, que um devoto que tenha recorrido a Maria tenha ficado desamparado. Mas vale lembrar, ela é serva do Senhor, não escrava dos homens, ela está a serviço de Deus, não é empregada de ninguém, lhe cabe o maior agradecimento pelas incessantes intercessões a todos aqueles que acorrem ao seu auxílio maternal e amor incondicional.

Fonte: Jefferson Roger


 

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segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Uma vida cheia de cobranças


A sociedade tem disso: cobra muito. O indivíduo para se inserir nela e galgar degraus desejados precisa submeter-se ao regime das cobranças. Fala-se aqui das cobranças financeiras, morais, cívicas, contratuais, acadêmicas e por aí vai. E a coisa acaba virando um efeito cascata. O mundo capitalizado cobra, os governantes cobram, lideranças cobram, pais cobram, estes cobram os filhos, filhos cobram dos amigos, namorados entre si também cobram e nunca termina.

Cobrança, cobrança e mais cobrança. Todavia, meio que aos trancos e barrancos o povo vai se virando nesse mar endividado.

Reclama aqui, ali e vai levando a vida como pode. Alguns desistem de honrar algumas cobranças. Abandonam-nas ou substituem-nas. No entanto, não há como fugir da totalidade. Sempre alguma coisa nos é cobrada. O corpo não cobra de nós que nos alimentemos? Que tenhamos boa noite de sono e hábitos saudáveis? E se precisamos comer temos que comprar os alimentos, cobrados nos supermercados, que compram dos fornecedores, que compram dos que fornecem os insumos. Minha nossa, não tem como, haja cobrança!

Porém, tudo isso ainda é cobrança que de certa forma permeia a esfera material do ser humano. Não pode este esquecer que é um composto de corpo e alma e existem por isso as cobranças de cunho espiritual.

É a cobrança que vem de Deus. Ele que é rico em misericórdia é também justo juiz. Dono dos mandamentos! E vale, para encerrar o artigo relembrar. Eclesiastes 12,13-14 – “Tudo bem entendido, teme a Deus e observa seus preceitos, é este o dever de todo homem. Deus fará prestar contas de tudo o que está oculto, todo ato, seja ele bom ou mau”.

Fonte: Jefferson Roger


 

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sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Beato Carlo Acutis


Os católicos brasileiros tomaram conhecimento poucos dias atrás da beatificação do jovem Carlo Acutis. Sua trajetória de vida pode ser encontrada em vários meios comunicativos pela internet, porém, a contribuição que pretendemos dar é a de uma pequena reflexão relacionada a estrada para o céu chamada de eucaristia.

Quando o mundo insiste em pregar que o caminho para o céu pode e deve ser substituído pelo descompromissado caminho das ofertas terrenas, diariamente e de tempos em tempos Deus mostra a quem possa interessar que, embora possamos sim escolher subir ou descer, não se trata de algo que devamos fazer; até podemos, mas não devemos.

Sobre isso São Paulo nos recorda em 1ª Coríntios 6,12 – “Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma”.

Convém a herdeiros do reino de Deus um comportamento bem diferente do comportamento da moda, do comportamento que o mundo insiste chamar de evolução. Evoluir passando por cima de valores divinos imutáveis, relativizando-os nada mais é que jogo linguístico e de interesses próprios que deturpam a natureza humana adoecendo-a e afastando o olhar espiritual das coisas do alto, quem dirá o olhar dos sentidos que fica prejudicado pela embotação da mente.

Seja como for a medida da alegria única que só pode ser concedida por Deus esbarra no desapego das felicidades do mundo. Não se trata todavia de se viver buscando o sofrimento desmedido e rejeitando tudo que possa nos alegrar por aqui, se trata de, como nos lembrou São Paulo, viver como convém a santos, que pretendem um dia seguir suas vidas na presença de Deus e não há modo que não passe pela via da eucaristia. Não importa a idade que temos, a época em que estamos, o que estamos passando em vida.

Deus nos concede um caminho para nos encontrarmos com ele, chama-se Jesus. O próprio Cristo nos confirmou: sou o caminho, a verdade e a vida. Como vemos, tudo que não nos conduzir para Jesus, não nos colocará no caminho da porta estreita.

Atualização: "O Santuário Santa Rita de Cássia, que fica no bairro Hauer, em Curitiba, vai receber, de modo permanente, nesta terça-feira (1 de julho), uma relíquia de primeiro grau (um fragmento corporal) do jovem beato Carlo Acutis. A entronização da relíquia vai ser durante a celebração da Santa Missa, no Santuário Santa Rita de Cássia, às 19h. A missa será presidida pelo Padre Fábio Vieira, da diocese de Corumbá (MS), Diretor do Apostolado Carlo Acutis no Brasil e um dos principais divulgadores do apostolado do beato em todo o mundo. Sua canonização está prevista para o próximo dia 7 de setembro, em Roma (Itália)" - BandaB

Fonte: Jefferson Roger

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quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Ser mau é a única coisa que sei fazer bem

Somos bons em alguma coisa? Ruins em outras? Bons na maioria delas? Ruins? Pois bem, perguntas que fazem parte de uma reflexão sincera. É sempre fácil enaltecer o melhor e diminuir o pior em nós. Se queremos nos definir como boas pessoas iremos nos comparar com as piores pessoas que conhecemos. Que covardia hein! Assim fica muito fácil, além de injusto.

Ainda bem que acima de todos os julgamentos que fazemos e faremos sobre nós ao longo da vida está o julgamento divino. O critério é dele e muito diferente do nosso e de nada adianta perdermos tempo com reflexões e debates sobre seu modo de ser; se cremos que tudo provém dele, escolhamos acatar ou não, se não cremos que façamos o que pensamos ser certo. Afinal, no fim dos tempos e da vida aqui na terra de cada um, todos irão passar pela descoberta do que vem após a morte. E todos verão se valeu à pena acreditar no que acreditaram.

Sendo assim, será que vale à pena praticar o egoísmo a todo custo em prol dos relativos conceitos que adotamos como certos? Ou é uma rendição a falta de perseverança e humildade em reconhecer que as coisas não são como gostaríamos que fosse. Ademais, ainda corremos o risco de achar que em nossa concupiscência somos majoritariamente maus e exímios nessa prática mas, para piorar, Deus, conforme descrito no antigo testamento, é muito mais exímio malfeitor que nós.

Ao toque de sua vontade se vinga, pune, castiga e impõe muita cobrança e pouca oferta no aqui e agora. Ora bolas viu, se deixarmos o primeiro testamento tomar conta de nossas reflexões iremos criar uma imagem mentirosa de Deus, da religião. Não conseguiremos conceber na mente que o Deus do antigo testamento é o mesmo do segundo.

De fato, é realmente difícil para todos compreender tudo que vem do altíssimo. Parece que entrar no “seu” céu é tarefa apenas para as ovelhinhas cabisbaixas. É experimentar levantar a cabeça, coloca-la para pensar e pronto: começam a aparecer aos olhos as injustiças de Deus. Sem dúvida isso denota uma preguiça imensa porque enquanto a pessoas, boas em fazer o que é mau se debatem em reclamações e reflexões, esquecem que a completude dos ensinamentos divinos abarca uma realidade diferente do que estamos experimentando nessa etapa de nossas vidas eternas.

Fonte: Jefferson Roger

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terça-feira, 13 de outubro de 2020

Família Sossegada


Se tem uma coisa que o diabo faz muito bem é não deixar a família sossegada. Algo que o deixa furioso é uma família vivendo em harmonia, na fidelidade entre pais e filhos, marido e mulher, família e Deus. Nesse contexto, que já é repleto de adversidades – porque aprendemos quem tudo contribui para aqueles que amam a Deus (Romanos 8,28) – adversidades necessárias para purgar o que nos impede de chegar ao céu, nelas o demônio procura meter o seu dedo mentiroso para iludir corações e mentes e mostrar que, nada disso, o Deus castigador é que é um mentiroso.

O mundo prega que uma família sossegada é uma família repleta de posses, luxos e confortos, que vive sugando do mundo tudo que precisa para sua realização sem muito contribuir de volta. Só o que ele pede é que viva as regras do mundo e deixe de lado as regras divinas, tão cheias de exigências.

Então, nesse ponto, a família como um todo e cada um de seus membros precisam fazer uma escolha: viver no sossego do mundo ou no sossego de Deus.

O pequeno detalhe que as pessoas não percebem é que o sossego de Deus significa viver na paz que só Jesus pode dar.

João 14,27 – “Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como o mundo a dá. Não se perturbe o vosso coração, nem se atemorize!” A paz de Jesus significa conseguir passar por tudo que a vida nos impõe – por causa de Deus – e ainda viver com o coração livre de estar soterrado pelas ofensas que o mundo acarreta sobre os que vivem com a cruz da salvação nas costas.

João 15,20 – “Lembrai-vos da palavra que vos disse: O servo não é maior do que o seu senhor. Se me perseguiram, também vos hão de perseguir”. Caminho difícil que parece a cada dia mais difícil ainda. A entrada no paraíso tem alto custo, mas somente para aqueles que não param de reclamar da sua cruz. Os santos nos ensinam que “assim que abraçamos nossa cruz, paramos de padecer”. Pois bem, nosso sossego repousa na certeza de que uma vida bem vivida e pautada nos mandamentos e no evangelho, passando por tudo por amor a Deus, percorre a trilha deixada por Jesus, a trilha que nos conduz para a porta estreita.

Fonte: Jefferson Roger


 

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sexta-feira, 9 de outubro de 2020

É quando Deus quer


Se ilude quem acha que é quando nós queremos. Alguém pode espernear e dizer que não é bem assim, que as coisas não são só quando Deus quer, nós também detemos o mando de muitas coisas. Também é quando eu quero. Será? Vamos ver...

A questão como estamos percebendo pode ser perigosamente relativizada. Eu quero fazer algo, então vou lá e faço. Pronto! Deus não se meteu no meio da situação. Pois bem, mais ou menos... Sabemos que ele nos concedeu o livre arbítrio, a condição de decidirmos e fazermos o que bem quisermos. Somos livres para aceita-lo em nossas vidas ou para rejeita-lo. Ele, que é todo poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis, pode, com um pequeno esbarrão de seu pesado braço da justiça, modificar o curso das coisas (e de nossas vidas) em frações de segundo.

Tão logo nos envolvemos com a sagrada escritura vamos logo aprendendo que nossa entrada no céu esbarra em uma vida repleta de tribulações, provações, humilhações, mandatos e petições. Ora, o altíssimo não é um tirano impiedoso, não obriga ninguém a aproximar-se dele, embora não se canse de “dar sinais” de sua presença. Sinais esses que o diabo se esforça para esconder dos corações humanos.

Quando a sensação de injustiça bate em nossas vidas, ou aquela sensação de que para os outros tudo dá certo com facilidade e para nós tudo é mais difícil isso é sinal de que devemos colocar um olhar sobrenatural em nossas vidas. Tem que ter algo errado, o que é que eu fiz para Deus, o que fiz para merecer tudo isso, e a lista de reclamações pode se estender.

Muitos já ouviram falar do tempo de Deus; as coisas acontecem segundo sua vontade e a seu tempo. Nós, com o tempo que temos precisamos viver uma vida de balança. De um lado dela, estão nossos agradecimentos; do outro, nossos pedidos. Se mais agradecemos teremos menos o que pedir. Se muito pedimos temos pouco a agradecer. Tem algo errado nessa balança...

O erro está nas intenções, Deus vê os corações onde Jesus disse que brotam todas as coisas. Se pedimos de forma errada ou sem esforço algum ou ainda pedimos algo desconexo da salvação de nossas almas, esses pedidos não apresentam propósito relacionado com o céu. Ficamos pedindo muito, recebendo pouco e agradecendo menos ainda. Se os agradecimentos são frutos constantes de reconhecimento por aquilo que Deus faz por nós diariamente, então, em comunhão com ele fazemos pedidos saudáveis, condizentes com a intenção de recebermos um dia a coroa da glória eterna. Perseverantes na oração, pacientes na tribulação, vai nos recordar São Paulo, afinal, é quando Deus quer que as coisas acontecem e quando tudo está em sintonia com o que ele espera de seus filhos.

Fonte: Jefferson Roger


 

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quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Não seja como ela


João 12,11-15 – “Eu sou o bom pastor. O bom pastor expõe a sua vida pelas ovelhas. O mercenário, porém, que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, quando vê que o lobo vem vindo, abandona as ovelhas e foge; o lobo rouba e dispersa as ovelhas. O mercenário, porém, foge, porque é mercenário e não se importa com as ovelhas. Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem a mim, como meu Pai me conhece e eu conheço o Pai. Dou a minha vida pelas minhas ovelhas”.

Jesus, o bom pastor, confirmou na cruz o que disse em sua passagem pela terra: ele deu sua vida terrena por nós, suas ovelhas. E ovelhas não chafurdam como os porcos e não se fazem de desentendidas quando chamadas. É preciso silenciar o coração, não deixar que seja soterrado por nosso mundo barulhento. Um coração distraído pelos decibéis profanos certamente não será capaz de ouvir a voz de Deus, que não soa apenas aos ouvidos.

Ocorre muitas vezes que o que pedimos na oração do Pai Nosso – que seja feita a vontade de Deus – esbarra em situações difíceis de ser aferidas pela compreensão humana. Como os desígnios divinos e suas intenções são bem diferentes dos nossos caímos facilmente na tentação de achar que a justiça divina ou não acontece ou tarda em demasia. A impunidade que está escancarada pelo mundo, nas esquinas de casa, a poucos metros de onde estamos eleva ainda mais o preço que devemos pagar para seguir Jesus. Cada vez será mais difícil e é assim mesmo que é!

Na concepção humana, para piorar, Jesus ainda nos manda rezarmos pelos que falam mal de nós, nos caluniam, ofendem e desprezam e ainda manda desejarmos ao próximo aquilo que desejaríamos a nós mesmos. Parece que o Cristo “pega pesado” quando exige coisas assim e ele aperta ainda mais quando diz que de nada adianta só rezarmos por quem amamos e desejarmos coisas boas só para os que bem queremos; disse que a recompensa em agir assim corre risco.

Configurar-se ao modelo de Jesus Cristo sempre vai ser difícil, mas é tarefa de cada um. Quem sucumbe e se decide pelo mal, abre mão do cuidado peculiar e personalizado de Deus e passa a contar apenas com o cuidado genérico, como as espécies da fauna e da flora. Para Santa Faustina Jesus disse que devemos ter fé e paciência nele, pois ele terá a eternidade inteira para praticar a justiça. Somente a fé em suas palavras podem acalmar um coração aflito. Sem dúvida é difícil suportar as adversidades do mundo e as desavenças humanas quando se esforça para seguir o evangelho. Coragem, eu venci o mundo – nos recorda nosso salvador. E continua dizendo que “se perseguiram a mim, perseguirão a vocês também”.

Encerramos recordando o comportamento dos apóstolos: Atos 5,40-42 – “Chamaram os apóstolos e mandaram açoitá-los. Ordenaram-lhes então que não pregassem mais em nome de Jesus, e os soltaram. Eles saíram da sala do Grande Conselho, cheios de alegria, por terem sido achados dignos de sofrer afrontas pelo nome de Jesus. E todos os dias não cessavam de ensinar e de pregar o Evangelho de Jesus Cristo no templo e pelas casas”.

Fonte: Jefferson Roger


 

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terça-feira, 6 de outubro de 2020

Por hora Deus não distingue ninguém


Mateus 5,44-48 – “Orai pelos que vos [maltratam e] perseguem. Deste modo sereis os filhos de vosso Pai do céu, pois ELE FAZ NASCER O SOL TANTO SOBRE OS MAUS COMO SOBRE OS BONS, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos. Se amais somente os que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem assim os próprios publicanos? Se saudais apenas vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não fazem isto também os pagãos? Portanto, sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito”.

Depois, chegará o dia em que o joio será separado do trigo, os lobos das ovelhas, duas filas serão formadas, os que irão para a condenação eterna e os que receberão o prêmio eterno. Será o momento de amargurar os erros cometidos por livre arbítrio ou desmanchar-se em lágrimas de alegria por ter suportado tudo que Deus nos enviou por seu amor e para nosso crescimento até a estatura desejada do Cristo.

Mateus 25,34 – “Então o Rei dirá aos que estão à direita: - Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo”. Mateus 25,41 – “Voltar-se-á em seguida para os da sua esquerda e lhes dirá: - Retirai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno destinado ao demônio e aos seus anjos”.

Ou é céu ou é inferno, não podemos ser um pouco bons ou um pouco maus. O céu aguarda as almas que respeitaram e acataram a vontade de Deus e viveram por aqui uma vida quase que abnegada de sua própria vontade. Não é novidade, Jesus nos ensinou que quando rezarmos devemos conceder à Deus em nossas vidas que “seja feita a vossa vontade”.

Aprendemos na bíblia que agora é assim que ele procede, faz nascer o sol sobre todos; depois também aprendemos dela que não mais existirá o sol, pois a luz de Deus nos iluminará. Ou seja, nada de sol para ninguém, a diferença é que para os condenados ele será substituído pelas trevas e para os eleitos será substituído por Deus. Nem existe comparação.

Fonte: Jefferson Roger


 

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A honestidade do diabo


Eis aí uma coisa ilusória; lemos na bíblia que ele é o pai da mentira, se é assim como pode ser honesto? Ele pode e é, mas sua honestidade passa despercebida. Ele promete facilidades aqui e agora se virarmos as costas para Deus. Nisso ele é honesto e auxilia aqueles que, unindo-se a ele, tornam-se inimigos do altíssimo. Ele é honesto em suas intenções, o maligno não trai seus desejos e age conforme o seu querer. Não pensa uma coisa e faz outra, todavia, precisa disfarçar em pratos saborosos suas podridões.

Não pode praticar a honestidade divina, pois cada uma, a honestidade do mal e a do bem, conduzem a frutos diferentes. Que diferença! Deus sempre foi sincero e honesto e nunca disse que o céu se alcança sem esforço algum. “O céu é arrebatado a força e são os violentos que o conquistam” – lemos em Mateus 11,12. Ademais, “ele não quer uma multidão de filhos inúteis e infiéis”, lemos em Eclesiástico 15,22.

Deus não promete uma coisa e entrega outra, não existe entrelinhas no “contrato” criatura/criador. Está tudo atestado pelo Espírito Santo de Deus nas sagradas escrituras.

Ademais, se Deus nos tratasse segundo nosso merecimento estaríamos perdidos. Ele é de bondade e misericórdia infinita e isso não isenta o seu lado de juiz. Aí começa a confusão e a dura realidade humana. O diabo planta a dúvida quando insiste em divulgar que se fosse amor o que Deus tem por suas criaturas não dificultaria tanto a vida das pessoas.

Temos que repetir sempre para gravar na mente: “tudo contribui para aqueles que amam a Deus” – Romanos 8,28.

Se o sujeito deixa os prazeres dominarem e comandarem sua vida termina sob o domínio do mal: Tobias 6,16-17 – “O anjo respondeu-lhe: Ouve-me, e eu te mostrarei sobre quem o demônio tem poder: são os que se casam, banindo Deus de seu coração e de seu pensamento, e se entregam à sua paixão como o cavalo e o burro, que não têm entendimento: sobre estes o demônio tem poder”. Como vemos o que falta muitas vezes é honestidade da parte dos homens, pois Deus é fiel e espera no mínimo, nosso esforço máximo para que não terminemos praticando uma honestidade mentirosa como o diabo.

Fonte: Jefferson Roger


 

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segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Malvados e maldosos

 


Faço o mal que não aprovo, nos diz São Paulo em sua carta. A concupiscência nos alicia e nos conduz ao pecado, nos diz São Tiago em sua carta. Também nos diz que Deus não tenta ninguém. E os apóstolos continuam no recordando que a cruz não está além de nossas forças. Por que então fazemos maldades e somos maldosos?

Não nascemos doentes, nos tornamos doentes pelo caminho que trilhamos; a culpa nos pertence porque escolhemos fugir do apertado caminho que nos conduz à porta estreita. Um caminho diferente daquele aberto daqui até o céu por Jesus é um caminho que transforma as pessoas em maldosas e consequentemente estas colocam em prática as atitudes correspondentes.

De várias maneiras nosso inimigo procura que desviemos nossa atenção das coisas do alto. Como ele sabe que estamos “na escolinha de Jesus”, faz de tudo para que nos tornemos como aqueles alunos bagunceiros e problemáticos ao ponto de sermos expulsos. Todavia, muito diferente da expulsão de uma instituição de ensino aqui na terra, gravíssima é a situação de sermos expulsos do céu quando na frente do justo juiz recebermos a sentença.

Meu filho, minha filha – vai nos dizer Jesus – o que é que você foi fazer... Tanto sabia a respeito do bem e do mal, tanto sabia sobre o que fazer e não fazer, “eis que vos avisei sobretudo”... Ao lado, mais afastada um pouco, poderemos quem sabe vislumbrar a Virgem Maria, com um semblante entristecido, pois muitas vezes quis ser nosso auxílio e não demos importância para essa advogada junto ao redentor.

Ali, a pouca distância de sermos admitidos no paraíso, por culpa própria, não iremos além de enxergarmos por um instante aquilo que perderemos para sempre. Tivemos o tempo de uma vida e nesse tempo nos ocupamos em ser maus e praticarmos a maldade. Jesus nos ensinou a retribuir o bem com o mal e nós quisemos pagar com a mesma moeda. Mateus 5,39 – “Eu [Jesus Cristo], porém, vos digo: não resistais ao mau. Se alguém te ferir a face direita, oferece-lhe também a outra”. Mateus 6,14-15 – “se perdoardes aos homens as suas ofensas, vosso Pai celeste também vos perdoará. Mas se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará”. Não temos desculpa, estamos avisados.

Fonte: Jefferson Roger


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sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Ausência de Deus


Atualmente e anualmente em alguma parte do mundo acontecem os grandes períodos de estiagem, de calor e de falta de alguma coisa. Independente de realidades como essa, que afetam a vida de todas as pessoas indistintamente, realidades ainda mais graves nos atingem sem discriminar ninguém.

Fala-se que são mais graves porque dizem respeito a salvação das almas. Uma coisa são os sofrimentos físicos; outra bem diferente são os sofrimentos espirituais. Ademais, aprendemos na bíblia que os ímpios serão ressuscitados no dia do juízo para ouvirem a sentença da segunda morte, onde corpo e alma, unidos mais uma vez receberão aquilo que suas vidas terrenas conquistaram.

Como se sabe, não existe desculpa para ninguém; foi o próprio Cristo que nos disse que estamos avisados sobre tudo. Outro exemplo aferimos nas aparições de Nossa Senhora em Fátima. Ela pediu para crianças de sete, oito e dez anos para rezarem o terço todos os dias e a aceitarem e oferecem a Deus os sofrimentos enviados por ele para a conversão dos pecadores. Pedido esse que foi acatado; portanto, nós não temos desculpa alguma, se crianças podem fazer isso, todos podem.

Ademais, se não gostamos do calor e da falta de água ou de outras coisas em nossa vida, é momento oportuno para refletirmos que a falta eterna de um convívio com Deus por culpa de nossas escolhas terrenas, além de não ser passageira como muitas tribulações de nossas vidas, acarretará um estado imutável para todo o sempre. O tempo existe para nós no agora, depois da primeira etapa da vida não mais existirá o tempo. Assim como não adianta um jogador, após o apito final do jogo, correr com a bola até a trave adversária e chutar a bola para dentro, não adianta nada depois que o justo juiz estiver em nossa frente para decretar a sentença da condenação ou o prêmio eterno, tentarmos explicar os nossos porquês. A regra da vida não é de nossa autoria, podemos acatá-la ou ignora-la, nunca a adaptar.

Fonte: Jefferson Roger


 

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terça-feira, 29 de setembro de 2020

O ladrão dos ladrões


João 10,10 – “O ladrão não vem senão para furtar, matar e destruir”. Ele quer o benefício próprio e isso significa que só ajuda quando disso resultar o seu intento. Não pode o ladrão oferecer algo de bom, lembremos da história do fruto que demonstra o tipo da árvore. Para nós cristãos, nosso inimigo número um é o diabo.

A alegria cristã é por todo esforço dele forçada a nos deixar. Não nos quer felizes com o que somos, nem com o que temos. Nossa alegria ele quer minar, agoniza-la, sufoca-la. Aquilo que já possuímos é por ele cobiçado, quer para si para que possa destruir. Não lhe agrada que soframos por amor a Deus, quer que soframos depois com ele no fogo do inferno.

As pessoas más desse mundo muito fazem contra as pessoas de bem. Prejudicam de muitas maneiras, são para nós que procuramos agradar a Deus, uma pequena amostra de como o inimigo atua. É preciso a vigilância e a sabedoria divina para que se enxergue naquilo que é mau, uma coisa que não pode acrescentar algo positivo.

Praticar o mau é o que faz o demônio: rouba o que temos no coração, mata nossos desejos e anseios que se voltam para Deus, destrói a alegria de viver o evangelho porque convence as pessoas que ele não vale a pena, pois se trata de muita cobrança em prol da entrada no reino de Deus.

Pode até ser muita cobrança, mas...

O céu pertence a Deus e a queda humana, por culpa própria (porque poderia ter escolhido não ceder ao mal) afastou criatura e criador e, por iniciativa do altíssimo, nos resgatou e promoveu uma oportunidade de reconciliação e readmissão ao seu reino. Se quando cobrava pouco no início dos tempos antes do pecado original, deu no que deu, tem mais mesmo é que exigir bastante. Assim, o céu será repleto de filhos que não são infiéis e inúteis – Eclesiástico 15,15.

É sempre uma questão de escolha; as pessoas às vezes ficam enraivecidas porque alguma coisa lhes é tirada. Seja o sossego, seja a saúde, seja o conforto, seja o que for. Esquecem que “tudo contribui para aqueles que amam a Deus – Romanos 8,28. Quanto antes se conformam ao que Deus pede e oferece, mais cedo compreendem que quem rouba nessa história não é aquele que amou primeiro – 1ª João 4,19.

Fonte: Jefferson Roger


 

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sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Contente com o que tem


O mundo prega uma felicidade diferente daquela prometida por nosso senhor Jesus Cristo. Por sinal, uma bem diferente. A felicidade divina nos apresenta um marco: ela está depois do sacrifício e das renúncias. A do mundo está antes. A divina nos providencia tudo que precisamos, a do mundo tudo que queremos.

Existe um pacote, um combo católico que abarca toda a necessidade cristã. Ele é perfeito porque foi criado por Deus. Na medida que permitimos que ele seja em nossa vida adaptado, essas máculas destroem princípios e práticas religiosas que não seguem as regras advindas de nosso criador.

Para o sujeito ser feliz, diz o mundo que ele precisa de poder, de bens e status social. O mundo ensina que a felicidade está no topo de uma pirâmide e para alcança-la você deve galgar degraus, mesmo que esses degraus sejam pessoas. Não importa, o sucesso é alavancado por desejos próprios e tudo passa a ser visto como meio para isso, tudo se transforma em utensílio, ferramenta para que o êxito pessoal aconteça.

Em verdade, se as regras de Deus viessem em primeiro lugar como nos ensina a primeira do decálogo, não haveria mal em querer e buscar a emancipação pessoal porque ela estaria a serviço do reino de Deus. Fazei estas coisas sem deixar aquelas de lado – disse Jesus. O problema é que a pessoa deixa de lado aquelas coisas (as coisas do alto, de Deus) e só se preocupa com as do aqui e agora.

Não fica contente com o que tem e nem enxerga o que possui. Passa a reclamar porque queria algo diferente, algo idealizado pelo mundo ou por seus conceitos próprios. Todo mundo vê que não funciona, a alma fica inquieta porque luta contra uma verdade maior do que ela. Enquanto não se voltar para Deus e viver conforme é do seu agrado, moldando-se à sua vontade, seguirá uma vida de descontentamentos, pois, “sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são os eleitos, segundo os seus desígnios” – Romanos 8,28.

Fonte: Jefferson Roger


 

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segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Nesse mato tem coelho

 


Os ditados populares são as parábolas do povo. De longa data muitos deles resumem grandes ensinamentos relacionados a questões de vida, tanto físicas quanto espirituais. Quando a esmola é demais até o santo desconfia. Não se pode de repente anunciar que uma coisa que a vida inteira foi caracterizada como veneno, agora deixou de ser. Uma coisa má não se tornará boa. Uma maçã estragada – doente – não voltará a ser uma maçã que se possa ingerir.

A bondade e a misericórdia divina muitas vezes não são incompreendidas porque estão incluídas num “pacote” maior de atitudes que Deus tem para com suas criaturas. Quanto mais subimos na estatura necessária para se alcançar o céu, mais renúncias vamos tendo que fazer. Jesus nos orientou sobre essa realidade quando disse que “quem quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz dia após dia e me siga” – Lucas 9,23.

É uma balança, pende a salvação para um lado e a condenação para o outro. Neste caso não existe o meio termo, pois a indecisão, o em cima do muro, denota uma demora para se decidir por Deus. Ai iai, não sei o que faço: sigo a Deus e faço sua vontade ou sigo o mundo e faço a minha vontade...

Muito astuto o diabo se mete nessa confusão que as pessoas fazem e apresenta suas soluções. Todas maravilhosas, que nos atendem prontamente. Puxa, que coisa boa! E eu sofrendo com o pesado fardo religioso, podado diariamente porque nada posso senão não entrarei no paraíso e olha só, quanto tempo perdi, poderia já estar na farra com o demônio que Deus insiste em me dizer que é meu inimigo. Como esse Deus é mentiroso” Nossa! E pensar que pessoas acabam pensando assim, convencidas de que o altíssimo é um Deus castigador e um desmancha prazeres.

Infelizmente isso funciona com muitas pessoas, mas, como atesta a bíblia, não funciona com os escolhidos, com aqueles que reconhecem a voz do seu pastor, aquele que é o caminho, verdade e vida, nosso Senhor Jesus Cristo. Basta a oração e a vigilância constantes – como nos ensina o Cristo – para percebermos que nesse mato (as propostas do diabo) tem coelho.

Fonte: Jefferson Roger

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sexta-feira, 18 de setembro de 2020

O outro lado


Romanos 7,18-24 – “Eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita o bem, porque o querer o bem está em mim, mas não sou capaz de efetuá-lo. Não faço o bem que quereria, mas o mal que não quero. Ora, se faço o que não quero, já não sou eu que faço, mas sim o pecado que em mim habita. Encontro, pois, em mim esta lei: quando quero fazer o bem, o que se me depara é o mal. Deleito-me na lei de Deus, no íntimo do meu ser. Sinto, porém, nos meus membros outra lei, que luta contra a lei do meu espírito e me prende à lei do pecado, que está nos meus membros. Homem infeliz que sou! Quem me livrará deste corpo que me acarreta a morte?...”

São Paulo em sua carta aos romanos se inclui na realidade de todas as pessoas: a eterna batalha campal que consiste essa vida. Por sermos um composto de corpo e alma, nosso inimigo tenta seduzir os sentidos para que eles dobrem a vontade do coração. Jesus nos ensinou que tudo brota no coração; e como o diabo não consegue ver o que se passa dentro dele, tenta manipular nossa vontade através dos sentidos para que eles trabalhem a seu favor.

O diabo é muito bondoso e tenta “vestir” nosso Deus como malvado e castigador. Aqueles cuja tentação é abraçada, passam a ver o criador do céu e da terra como um desmancha prazeres. Fazem a partir de então uma escolha que os conduz por caminhos diferentes do apertado caminho da porta estreita. Sacrifícios e renúncias necessárias ao céu são deixadas de lado. Passamos a agir como se fôssemos outra pessoa, deixamos aflorar o outro lado. O lado que sucumbiu, que adoeceu comendo os pratos saborosos do pecado.

Nesse ponto, corremos o risco de não nos reconhecermos mais, o outro lado que escolhemos nos transforma em pessoas menos boas e mais egoístas. Pior ainda é a tristeza que colocamos no coração de Deus se pretendemos viver assim, longe dos cuidados divinos numa vida que resultará em tormentos eternos.

Fonte: Jefferson Roger


 

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quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Quem não quer viver provações, não espere alcançar o céu


Realmente a reflexão do artigo é bem pertinente. A vida daquele que pretende seguir Jesus Cristo simplesmente não é fácil. Desde o início dos tempos já verificamos na bíblia que o homem precisava ocupar-se. O jardim do Éden não se cuidava sozinho. Tudo foi criado por Deus para o homem “administrar” essa criação. Uma passadinha rápida pelo livro do Gênesis comprova essa realidade.

Pois bem, até aí nada de muito pesaroso, em sua sabedoria o altíssimo cuidou para que suas criaturas não tivessem uma existência ociosa, já que era previsto uma vida em comunhão com o três vezes santo num acontecimento isento da morte. Porém, lá vamos nós, os relatos bíblicos nos explicam a bagunça toda que aconteceu e o necessário envio de Jesus Cristo para realinhar criador e criaturas.

“Quem quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz dia após dia e me siga” – disse Jesus – Lucas 9,23. Como vemos a queda humana, escolhendo um lado oposto ao divino, resultou numa purgação física e espiritual – por amor de Deus, vale sempre lembrar – para a finalidade última do céu. Sim, “o céu é arrebatado a força e são os violentos que o conquistam” – Mateus 11, 12.

Existem as alegrias, sabemos disso, todos nós já as vivemos; as alegrias sadias e pautadas nas regras divinas. Todavia, para se meter onde não é chamado (embora às vezes os tolos humanos o chamam), o diabo, que não está para brincadeira, se intromete na situação e tenta oferecer um “produto mais barato”, prometendo uma alegria diferente e sem passar pelos sofrimentos necessários que fazem parte da conquista do paraíso.

Eis aí a tentação: ser atendido em seus desejos num caminhar que não oferece dificuldade alguma. Ótima solução, ótima opção, ela existe; só que o pequeno problema é que esse caminho é a descida dos ímpios, que irão rolar para a condenação eterna. Essa vida é um lugar de provas. Quem dera não existissem, mas não nos cabe sofrer por isso, é assim desde o início. Nos cabe, como sempre dizemos por aqui, escolhermos quem seguir, não há meio termo: ou sofremos agora, graças a Deus, ou sofremos depois, graças ao diabo.

Fonte: Jefferson Roger


 

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segunda-feira, 14 de setembro de 2020

As vigias sem turno


Certamente quando Jesus disse que devemos vigiar e orar sem cessar ele não estava brincando. Ele sabe das coisas muito mais que nós, não iria jogar ao vento seu precioso tempo que passou aqui na terra trazendo a boa nova. Se é para vigiar então que se vigie. Se é para orar então que se ore.

A questão do sem cessar fica muitas vezes na prática sem atenção. Popularmente chamam pessoas assim, que não dão ouvidos para Jesus, de não praticantes. Intitulam-se cristãos e alguns ainda descaradamente dizem que não são praticantes, como se isso fosse algo de glorioso.

São Paulo vai dizer aos Romanos 12,1 que devemos oferecer nossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o nosso culto espiritual, culto este que deve ser cheio de temor e respeito – Hebreus 12,28. Pois bem, a grande dificuldade do ser humano está em ser constante. Os altos e baixos dificultam seu crescimento espiritual e a falta de vigilância e oração certamente contribui para as quedas durante a caminhada.

A vigilância sem cessar consiste em não se adotar turnos: quando estou bem rezo e vigio minha conduta, quando não estou bem, que se dane tudo, que se dane o mundo, que se dane o outro. Não é assim! Não gostaríamos que Deus, ao procurar-lhe ouvíssemos dele um “que se dane” ou ainda descobríssemos que ele não está nos atendendo porque ele não é constante, tira folgas.

A bíblia nos relata que Deus está sempre pronto a nos ouvir e sempre de braços abertos para acolher os que lhe procuram com um coração sincero. Outro problema: julgamos ter um coração sincero quando o procuramos e na medida em que não somos atendidos corremos a julgar que existe algum problema nessa história toda, vindo da parte do altíssimo. Que erro! Ele decide quem está com o coração sincero, vale lembrar que Deus vê no oculto do coração. Não existe remédio diferente para nossa salvação: só existe um médico do corpo e da alma e seu nome é Jesus Cristo.

Fonte: Jefferson Roger


 

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sexta-feira, 11 de setembro de 2020

O que vem depois da curva

 


Difícil prever, pode vir qualquer coisa, não temos como precisar o que nos aguarda. Assim age nosso inimigo número um. O caminho apertado que nos leva para a porta do céu é árduo e pesaroso. É subida íngreme que devemos superar dia após dia com a cruz nas costas (Lucas 9,23). E nada de puxa-la, reboca-la ou arrasta-la, mas sim, carrega-la.

Por ser tarefa que apesar de nobre dá o seu trabalho, sorrateiramente, o diabo nos oferece o seu plano B: a curva. Promete coisas que podemos alcançar depois da sua curva. Só existe um pequeno probleminha que ele não menciona, mas cuida para que as pessoas não levem em conta: não se pode ver o que existe depois dela.

Sua curva também é conhecida no meio cristão como tentação e o consentimento a esta denomina-se como pecado. Assim como nas rodovias existem placas advertindo “curva a frente”, na vida real essa advertência é recebida pela palavra de Deus. Jesus disse: eis que vos avisei sobre tudo, em outra parte reforça dizendo: estais de sobreaviso.

No entanto, exatamente como os acidentes que acontecem nas estradas por desrespeito a essas placas de advertência e as normas de trânsito, da mesma maneira os acidentes (pecados) que acontecem em nosso dia a dia são cometidos porque não respeitamos as advertências (palavra de Deus).

O motorista acha que tem tudo sob controle, se descuida, comete suas imprudências e paga o preço; às vezes o preço cobrado envolve outras pessoas. Em relação a salvação das almas é a mesma coisa, se descuida do cumprimento da palavra sagrada e os mandamentos, acata as tentações e se “acidenta” depois da curva. É um descaso, pois no cerne da questão, espiritualmente falando, sabemos o que vem depois da curva do demônio, Jesus já nos ensinou sobre isso. O que pensamos estar fazendo quando agimos assim, desconsiderando suas “advertências”? Cair no conto da serpente como Eva caiu é coisa tão antiga, mas pelo jeito muito eficiente... Ainda continuamos caindo; devíamos escutar melhor o que Deus nos ensina e deixar de lado a vontade de agir como Eva que quis comprovar o que havia depois da curva.

Fonte: Jefferson Roger


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quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Espaços vazios


Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus – assim disse Jesus. Dois detalhes podemos aferir nesse ensinamento: primeiro, importa cuidar do corpo, mas também do espírito; segundo: toda a palavra de Deus é necessitada para se viver, não só aquela que escolhemos.

Este é um dos grandes investimentos que o diabo faz em busca da perdição das almas: ele quer que deixemos de lado as partes exigentes da palavra de Deus, provindas do amor que foi expressado na cruz. Agindo dessa maneira ele incita a pessoa a não querer os sofrimentos enviados ou permitidos por Deus para o crescimento e santificação da alma. São necessários para essa e para o ingresso na vida eterna.

Quando aceitamos o que diz Satanás passamos a tentar preencher os desejos do coração com outras coisas ao invés dos frutos do sofrimento. Nosso inimigo contrapõe ao sofrimento o prazer. E como o coração só pode ser abastecido pelas coisas que vem de Deus quanto mais tentamos inunda-lo com as coisas do mundo mais vivemos no vazio dessas coisas.

Dessa forma a alma vive sempre inquieta, pois não é preenchida pelo que precisa e como tenta preencher com o que não lhe convém, se desgasta nessa tentativa infrutífera e termina por não evoluir na direção do céu. Definha em seu caminhar e não consegue mais prosperar espiritualmente.

Uma das grandes provas da promoção do vazio é o consumismo, ele nunca basta e depois que vicia, toma o lugar das coisas que não passam. Passa uma vida tentando preencher espaços vazios, mas como ele é o próprio vazio se comparado as coisas espirituais que dizem respeito a salvação das almas, o homem se o abraçar terminará uma existência não só de mãos vazias, mas com o coração cheio de nada.

Fonte: Jefferson Roger


 

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sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Apontando a direção


Primeiro veio Deus e através dos profetas apontava a direção para seu povo. Depois veio o Cristo e, além de se mostrar como se faz, nos apontou mais uma vez a direção. Nos mostrou que é para “lá” que devemos seguir. É o famoso caminho apertado que nos leva para a porta estreita. A porta do céu.

João 10,9 – “Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim será salvo”.

E São Paulo vai noz dizer, sede meus imitadores como eu sou do Cristo. Então, cabe a cada um acorrer-se junto a Jesus. Seguir seus passou não é apenas “andar” por onde ele andou fazendo o que ele fez. É revestir-se do pai. Os santos diziam: “Jesus Cristo desfigurado, configura-me”.

Precisamos nos moldar ao seu modo de ser, de agir; para que, como exemplo possamos difundir seus ensinamentos ao mundo. E nosso mundo começa dentro de casa, na família. Como podemos ensaiar um discurso social afastado do palanque das vaidades e egoísmos quando na verdade, em nosso coração, para o Deus que vê no oculto, não passamos de sepulcros caiados?

Assim como a maçã estragada aos poucos contamina todas de um cesto, podemos como pessoas disseminar o bem que vem de Deus. Mateus 5,14 – “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha”. Porém, o mesmo Cristo que nos impulsiona para a tarefa missionária, nos adverte: “Se a luz que está em ti são trevas, quão espessas deverão ser as trevas!” – Mateus 6,23.

Portanto, se ainda não temos, devemos criar vergonha na cara! Retornemos à exortação de Jesus: sepulcros caiados; as aparências e falar uma coisa, mas fazer outra só resultarão no final da caminhada em “problemas” com o justo juiz. Esperamos o que no dia juízo? Um olhar de repreensão que irá pronunciar a sentença condenatória ou o olhar alegrado que irá pronunciar o “vinde benditos”? Se refletimos sobre isso e nos conformamos com os mandatos divinos, vivendo-os, é nessa mesma direção que devemos apontar para os que se envolvem em nossas vidas possam colher os melhores frutos.

Fonte: Jefferson Roger


 

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As comemorações


Lemos nas escrituras que Deus dá e tira quando lhe aprouve. Isso nos serve para entendermos que é ele quem está no comando de nossa jornada. Não sabemos de quanto tempo dispomos; por isso importa o que fazemos com o tempo que nos é concedido. Ou acumulamos “pontos” ou “descréditos”.

Deuteronômio 32,39 – “Reconhecei agora: eu só, somente eu sou Deus, e não há outro além de mim. Eu extermino e chamo à vida, eu firo e curo, e não há quem o arranque da minha mão”.

1º Samuel 2,6 – “O Senhor dá a morte e a vida, faz descer à habitação dos mortos e de lá voltar”.

Jó 7,1 – “A vida do homem sobre a terra é uma luta”. Eclesiástico 51, 36-38 – “Recebei a instrução como uma grande soma de prata, e possuireis nela grande quantidade de ouro. Que vossa alma se regozije na misericórdia (de Deus)! E não sereis humilhados quando o louvardes. Cumpri vossa tarefa antes que o tempo (passe) e, no devido tempo, ele vos dará a recompensa”.

Como vemos, cada segundo importa e, se a vida do homem é uma luta, com o Cristo e sua Mãe – a Virgem Santíssima – não pereceremos por terra. Pacientes na tribulação, mas alegres nas consolações. A cada dia que se abre à nossa frente Deus nos concede a oportunidade de voltar-nos para ele, de nos mantermos em seu caminho, de nos aproximarmos mais e mais, de virarmos o olhar para as coisas do alto.

E é na alegria e união das famílias que ele se manifesta desde o início dos tempos, quando quis essa realidade nos apresentando a Sagrada Família, modelo a ser seguido por todas. Como só temos o hoje (graças a Deus) já que o amanhã cabe a Deus decidir se nos concede, alegremo-nos no Senhor, que nos dá o pão da vida eterna e abençoa aqueles que cumprem seus mandamentos.

Fonte: Jefferson Roger


 

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terça-feira, 1 de setembro de 2020

As histórias de uma cama


Nossa relação com a cama começa desde a nossa preconcepção. Nossos pais, unidos pelo matrimônio e abertos à fecundidade querida por Deus, cooperam com o criador, em nossa vinda ao mundo. Depois, passamos muito tempo numa cama, nomeada de berço. Do bercinho após alguns anos, ainda solteiros, ganhamos nossa primeira cama.

Seguimos convivendo com ela até que seja substituída por outra maior: nossa cama de casal. Em nossa nova realidade, chega a vez de, como nossos pais, contribuirmos com o criador sendo abertos à fecundidade querida por Deus. Dessa forma, nossa casa receberá berços e camas de solteiro.

Seguimos convivendo com nossa cama, porém, com o desenrolar da vida, às vezes adoecemos e precisamos nos deitar em camas diferentes. São as camas móveis chamadas de macas e depois as camas hospitalares. Algumas vezes é preciso deitarmos numa cama muito temida: a cama da UTI. Essa é a realidade possível na vida de todos.

Todavia, além dos sofrimentos e tribulações enviados e/ou permitidos por Deus, para o crescimento espiritual e no amor, pois afinal precisamos ser imitadores de Jesus Cristo se almejamos entrar no céu, existe uma outra realidade mais enfadonha que nos rodeia e, como diz São Pedro em sua carta: espreitando para nos dar o bote – trata-se do diabo.

O diabo, para quem não sabe, vende colchões e camas. Isso mesmo, ele possui filiais espalhadas por toda a parte. Algumas camas funcionam 24 horas por dia. Outras funcionam quando todo mundo sai de casa. Algumas são mais utilizadas durante o dia, naquela escapada durante o expediente. Outras ainda, são mais usadas aos finais de semana. Existem aquelas que é preciso pagar por um período para que se possa deitar nelas, um período mínimo ou uma estada de pernoite.

Em vida podemos fazer nossas escolhas, somos livres para isso. Podemos passar a vida toda deitando onde devemos ou passar a vida toda deitando onde o diabo quer. Depois, quando o leite já estiver derramado e chegar a hora final onde quem sabe estaremos deitados em nosso leito de morte, pois é possível que – por Deus – a morte nem isso nos reserve, o peso de nossas escolhas nos acompanhará ao cemitério. Então nosso justo juiz irá decretar a sentença condenatória ou irá pronunciar as palavras tão desejadas por todos que querem a glória e felicidades eternas no céu: vinde benditos!

Fonte: Jefferson Roger


 

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