quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Não podemos ter tudo

Mateus 16,26 – “Que servirá a um homem ganhar o mundo inteiro, se vem a prejudicar a sua vida? Ou que dará um homem em troca de sua vida?” Pois bem, Jesus nos alerta para o que popularmente chamamos de vender a alma. O preço pago por ela foi alto. Padre Pio já dizia que as almas custam sangue. Foi sangue derramado na cruz, não foi um machucadinho qualquer que Jesus recebeu em seu corpo para poder pagar a dívida impagável e nos resgatar da condição adquirida no Jardim do Éden.

Muito pelo contrário. E ele ainda vai mais longe quando diz que não podemos servir a dois senhores, a Deus e ao dinheiro. Como vemos, sempre é uma questão de escolha. Nunca poderemos escolher ao mesmo tempo coisas opostas em sua natureza. Quero tomar um copo de achocolatado quente e frio ao mesmo tempo. Impossível, você pode tentar o meio termo, tomar um achocolatado morno, mas, espiritualmente falando Jesus desaprova essa atitude de meio termo, como já vimos.

Infelizmente essa é a condição de muitos. Podemos compreender e aceitar as pessoas predominantemente boas e as predominantemente ruins. Mas e nós, colunas do meio? Que sofremos para trilhar o caminho da porta estreita, tantas vezes caímos pelo caminho e tantas outras beiramos a desistência? Afinal, qualquer um sentiu na pele o quão difícil é seguir Jesus. E quanto mais nos aproximarmos dele, paradoxalmente fica mais difícil segui-lo. Padre Pio dizia que quanto mais perto de Deus a alma está maior é a tentação.

Sem-vergonha do diabo, não mede esforços e coloca toda a sua caterva infernal em prol de nossa derrocada. Tentemos viver sem o poder de fogo celeste para ver aonde iremos parar!

São Paulo vai dizer: “não vos conformeis com esse mundo.” O mundo faz de tudo para que nossa entrada no céu seja proibida! Um dia ele se irá, nós que cremos em Deus, já sabemos disso. Mas e nós, quando nos formos dessa vida? Cada um tem a sua crença a respeito do que lhe acontecerá. Para os que creem em Deus será a hora do juízo particular e posterior juízo final. Ai daqueles como disse Jesus, ide malditos, como também nos disse ou vinde benditos para o reino de meu pai. Precisamos estar atentos sobre as realidades que cercam o cristão que almeja um dia viver na glória do céus.


Fonte: Jefferson Roger
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Você vai ceder ao mal?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em primeira avaliação a maioria das pessoas irá dizer que não, ora, ceder ao mal? Nem pensar! O mal, contrário de bem, que nos traz tudo que irá nos prejudicar física e espiritualmente falando não é algo bem-vindo em nossas vidas. Parece coerente que a afirmação saia quase que de “bate pronto” de nossas bocas. Ah se fosse tão simples assim evitar o mal... Poderíamos dizer que até é, porém, o ser humano é habilidoso em complicar as coisas e faz com que a luta do “bom combate” na vivência da fé em Deus, que normalmente é imposta pelo criador como algo difícil de ser realizado, torne-se uma tarefa de proporções titânicas. Por que?

Porque o “louco” do ser humano insiste em tentar viver sua vida sem Jesus Cristo. Ele mesmo nos disse em João 15,5 que “sem mim nada podeis fazer”. Pessoal! Se ele disse que não podemos fazer “NADA” sem ele está na cara que isso inclui viver e lutar contra o mal. Lembremos por um instante dos apóstolos, dos doze de uma forma geral, mas precisamente de Judas, que entregou Jesus por trinta moedas. Com uma vivência diária pertinho do Cristo deu no que deu, ele cedeu ao mal. E nós, que vivemos com um Jesus presente apenas em Espírito? Precisamos da fé e da comunhão com Deus para seguir em frente. Podemos afirmar que nosso inimigo cruel trabalha muito bem; com séculos de experiência à nossa frente e todo o tempo diário disponível para suas maquinações, entramos numa batalha com pouquíssimas chances de chegar ao céu. Jesus já dizia aos apóstolos que é impossível ao homem salvar-se.

Isso é tarefa do Deus do impossível, nossa parte e viver segundo seus mandatos, que existem para nos orientar e nos dar margem para, livres, amarmos ao próximo e a nós mesmos por causa dele (de Deus). Então, como vemos, não podemos ceder ao mal, seja lá em que forma ele for apresentado. Dizemos isso a respeito do mal porque ele vem disfarçado de muitas formas e sem aparência de mal. Devemos manter distância e não dialogar com o demônio como fez Eva com a serpente; não precisamos saber “como se dá isso”, se sabemos que não podemos e nem devemos então sequer procuramos “querer”.

O que devemos sim, querer e muito querer é estarmos pertinho de Jesus, grudados nele mesmo, mergulhados no refúgio que é seu sagrado coração, sob o bálsamo das suas santas chagas, que existem para todo o sempre em seu corpo glorioso para nos dar testemunhos de que somos muito caros para Deus. Isso tem que valer muito mais do que as ofertas do maligno, que não nos tem recompensa nenhuma ao final de nossas vidas, somente a possibilidade de vivermos com ele na danação eterna. 

Fonte: Jefferson Roger

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terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

A inclinação da concupiscência

Tiago 1,12-16 – “Feliz o homem que suporta a tentação. Porque, depois de sofrer a provação, receberá a coroa da vida que Deus prometeu aos que o amam. Ninguém, quando for tentado, diga: É Deus quem me tenta. Deus é inacessível ao mal e não tenta a ninguém. Cada um é tentado pela sua própria concupiscência, que o atrai e alicia. A concupiscência, depois de conceber, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte. Não vos iludais, pois, irmãos meus muito amados.”

As sagradas escrituras nos ensinam que temos uma inclinação para o pecado. Inclinação essa que trabalha a favor de Satanás e contra a qual teremos que lutar até o fim de nossos dias. Todavia, ela é vencível e responsável por subirmos em grau de santidade. Todos sabemos que trilhamos um caminho para a santidade. Nessa jornada que segue num esforço de amar a Deus sobre todas as coisas com todo seu coração, alma entendimento, vamos nos santificando passo a passo. As adversidades cobram um preço pela nossa santidade; a concupiscência está incluída aí.

Recompensas por esforços são muito mais bem recebidas do que as coisas que acontecem, como ouvimos na gíria popular, de mão beijada. Não é bom sentir aquela sensação prazerosa por um esforço que logrou êxito? Quem dirá a sensação que iremos sentir depois do esforço de uma vida inteira sendo recompensado quando Jesus sorrir e disser a sua famosa frase: “vinde benditos para o reino de meu pai.”

Com esse foco em mente e como diz São Paulo, uma luta até o sangue contra o pecado, iremos parar de viver uma vida em que se envelhece no pecado. O sujeito adota pecados de estimação, não se separa deles, justifica-os para si mesmo dia após dia e ainda se julga boa pessoa porque se compara a outros que estão em pior situação ainda, perante Deus. Os termos de comparação não podem ser os nossos, eles são falhos e tendenciosos. Precisamos adotar os termos de comparação dos céus. Efésios 5,1 e 1ª Carta aos Coríntios 11,1 nos ensinam que devemos imitar Jesus; eis aí nossa referência, vinda dos céus.

Dessa forma, o “bom” e velho pecado, companheiro das pessoas será deixado de lado, dia após dia. Uma conduta bem diferente da esperada pelo demônio. Consistem as coisas em escolhermos uma opção: o bem ou o mal, o certo ou o errado, a verdade ou a mentira, a caridade ou o egoísmo, o ódio ou o amor. Na bíblia lemos em Eclesiástico que o bem e o mal nos são apresentados, aquilo que escolhermos nos será dado.


Fonte: Jefferson Roger
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Palmas? Na missa?

Disse o Papa Bento XVI: “Santa Missa é sacrifício! Quem bate palma na Santa Missa está aplaudindo os algozes!” Para quem não se recorda ou precisa aprender colocamos aqui o significado da palavra “algoz’: “Indivíduo responsável pela execução de penas, castigos físicos ou morte; carrasco. Pessoa cruel, desumana, capaz de realizar atos abomináveis ou terríveis; torturador.” Isso era o que as pessoas que apoiavam e concordavam com os condenadores de Jesus faziam. Se aprendemos que a Santa Missa é uma memória/atualização do mistério da paixão de nosso Senhor Jesus Cristo, etapa da crucificação e pós-ressurreição, o que é que as pessoas fazem na celebração, ou pensam fazer, quando batem palmas? Gostaria de acreditar que o fazem porque são desinformadas. O que? Em tempos de internet? Vá lá, que seja... Pois bem, ainda assim existe o pessoal que defende a doutrina do “o que é que tem”. Desta forma, a missa da igreja, descrita na Instrução Geral do Missal Romano e legalmente confirmada no código de direito canônico (como se precisasse algum endosso humano), atesta que “bater palmas” não coaduna com a natureza e motivo da celebração do mistério pascal. E o povo bate palmas, nem sabem direito porque o fazem ou o fazem porque alguém começa a fazer. Estão ignorantes em sua fé, nem procuram conhece-la. Pior ainda é quando os sacerdotes de nosso Senhor Jesus Cristo dão mau exemplo incentivando e apoiando todo tipo de maluquice dentro da santa missa. São uma vergonha para o clero, para a igreja, para os fiéis, sem falar na ofensa direta que fazem ao Redentor. Como disse o Cristo: “seria melhor que nem tivessem nascido”. Infelizmente estão aí, putrificando os altares, dissipando seus maus hábitos, comportando-se como tiranetes e inoculando o veneno do mundo dentro de um lugar santo. “A casa de meu pai é um lugar de oração” – palavras de Jesus Cristo. Alguém faz suas orações pessoas no aconchego de seu quarto, batendo palmas, gesticulando braços, cantando ao invés de orar e dançando enquanto reza? Ora bolas, não faz isso em sua casa, no seu quarto onde ninguém te vê além de Deus? Acha que é burrice, meio que uma idiotice? Uma maluquice? Por que é então que na casa de Deus, na Igreja dele você como formiguinhas num carreiro “copia” tudo que fazem? Medo de fazer o que é certo e não seguir os erros alheios? O que é que vão pensar se eu agir diferente... Vão pensar, tenha certeza, o porquê será você está agindo daquela forma, com uma postura correta, expressão tranquila e coerente, com atitudes sensatas e humildes, sem alardes. Afinal, você foi na santa missa para agradecer, pedir, adorar e louvar a Deus. Ou será que você foi fazer outra coisa? Artigos relacionados: Palmas na Santa Missa não As imposições da Igreja As imundícies da Missa Católica Vídeo relacionado ao tema:
Duração - 15min07s Fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Eu amo você, mas você não é meu




















Essa expressão pode ser encarada por alguns ângulos diferentes. Como dizemos por aqui, é sempre uma questão de escolha. Vamos focar na questão dos relacionamentos, tomando por base um contexto parecido ao que foi retratado na animação de Tim Burton intitulada aqui no Brasil como A Noiva Cadáver. No filme um casamento por conveniência foi arranjado entre Vitor e Vitória; durante os contratempos da trama uma terceira pessoa, a Emily, frustrada pela primeira tentativa de enlace ter sido um fracasso, vê a possibilidade de sua felicidade ser realizada com o noivo de Vitória. Perceberam o detalhe caros leitores? Ela viu a possibilidade da felicidade “dela” se realizar. A felicidade da Vitória que se dane.

O filme não retrata de certa forma acontecimentos possíveis da vida real? Que até, de fato, temos conhecimento de terem acontecido? Pois bem, na gíria popular as pessoas dizem que fulano roubou a mulher do cicrano ou que ela roubou o marido da amiga e por aí vai. Até Hollywood já retratou em seus filmes as mais variadas possibilidades. Porém, lá vamos nós mais uma vez... Não faça aos outros o que não queres que te façam – disse Jesus no sermão da montanha. Por que insistir e teimar em fazer coisas erradas, coisas essas que não gostaríamos que nos fizessem? Jesus dá de dedo em nossa cara e nos ensina a deixar de lado o egoísmo.

Eu quero o emprego dele, eu quero um carro como o dele, se não posso ter, desejo que o dele estrague, eu quero isso, eu quero aquilo, aquele outro, minha nossa viu! Queremos, queremos e queremos e esquecemos de pedir a Deus para que ele nos dê a graça de “querermos” querer a cruz em nossas vidas. Ele nos ensina em Lucas 9,23 que quem quiser ser salvo, renuncie a si mesmo, tome sua cruz dia após dia e me siga. Essa renúncia significa nos abandonarmos, deixar inclusive os egoísmos, assim as pessoas ao nosso redor viverão mais livres e terão paz; e se de nós se aproximarem é porque nosso modo de viver está agradando a Deus e fará com que os motivos certos aconteçam em nossas vidas, para que sejamos como nos ensina o Cristo: sal e luz no mundo.

Fonte: Jefferson Roger
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Os guerreiros se levantam



A caridade, diz a sagrada escritura, apaga uma multidão de pecados. Jesus, nos explicou que no dia do juízo existirão duas filas. A fila da esquerda, dos condenados e a fila da direita, dos benditos; e ele diz: “tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber”, quando fizeres essas coisas aos outros é a mim que o fizestes. Pois bem, caros leitores, mais direto do que isso não é necessário. Trata-se da comunhão que acontece dentro do corpo de Cristo, nós, membros de sua igreja (Mateus 16,18). É sempre bom recordar que a igreja é dele e que as “normas” são dele. Se queremos fazer parte de seu rebanho, herdeiros do reino pelo batismo devemos acatar “a regra do jogo”. Com uma grande diferença, por exemplo, dos jogos de videogames, onde muitas vidas podem ser usadas para se chegar ao final do jogo. Na vida real não é assim, com apenas uma chance (uma vida) e uma alma para ser salva não podemos usar nosso tempo, que nem sabemos quanto é, com algo que não irá somar para nossa salvação ou de outrem.

É assim que são as coisas, Deus poderia resolver nossos problemas, mas ele quer que nos ajudemos. Quando alguém precisa você precisa fazer como a viúva do templo, que deu daquilo que poderia lhe faltar e não das sobras. Deu de coração porque, assim como disse Jesus: “faça ao outro aquilo que você quer que lhe façam”. Não fiquemos teimando em achar que “só venha a nós o vosso reino” e que nada devemos fazer em relação a isso. Em Mateus 11,12 está escrito que “o reino dos céus é arrebatado a força e são os violentos que o conquistam. São Paulo vai dizer que temos que resistir até o sangue na luta contra o pecado. Isso muitas vezes significa abandonar os prazeres e fazer pelo outro sem alarde de praça pública como os fariseus, chamados por Jesus de hipócritas, faziam. Teu pai que vê no oculto lhe dará a recompensa lemos no evangelho. Todavia também lemos que devemos fazer o bem para que nossa luz brilhe nas trevas para que isso sirva de testemunho para as pessoas. Eis, portanto, o centro deste artigo. Nas imagens encontramos pessoas que ao menor sinal de apelo se prontificaram a ajudar um ente querido. Não importava o horário, o dia da semana, o período do mês, aqueles que retratei nessas fotos se mobilizaram para amparar um familiar que passava por necessidades. Assim deve ser, eis aqui mais um exemplo. Momentos assim me fazem acreditar que a verdadeira “família” pensada, desejada e criada por Deus jamais irá sucumbir às ofertas do maligno, pois somos aqueles que se levantam pelos necessitados assim como Jesus foi levantado no alto do calvário em sua cruz por todos nós. 

 Fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Até o Sangue

Carta aos Hebreus 12,3-7 – “Considerai, pois, atentamente aquele que sofreu tantas contrariedades dos pecadores, e não vos deixeis abater pelo desânimo. Ainda não tendes resistido até o sangue, na luta contra o pecado. Estais esquecidos da palavra de animação que vos é dirigida como a filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor. Não desanimes, quando repreendido por ele; pois o Senhor corrige a quem ama e castiga todo aquele que reconhece por seu filho (Provérbios 3,11s). Estais sendo provados para a vossa correção: é Deus que vos trata como filhos. Ora, qual é o filho a quem seu pai não corrige?"

Pois bem caros leitores. Com este pequeno trecho da carta aos Hebreus, somos “delicadamente” chamados a atenção, para não usarmos outra expressão mais incisiva, acerca de nossas atitudes frente a batalha que se apresenta e que irá findar apenas com nossa passagem pela morte. Convenhamos, o trecho nos alerta para uma falta de perseverança de nossa parte. Perseverança essa que nos recompensará com a salvação (Mateus 10,22). E o apóstolo muito inteligentemente nos aponta um grande motivo para não cedermos à tentação do desânimo. Ele aponta para o Cristo, cujas contrariedades do seu tempo, somou-se ao contexto da humanidade, culminando em suas cinco chagas no alto da cruz. São Paulo é direto. Ora, Jesus passou pelo que passou, não só por nós, mas por cada um de nós e cada um de nós ficamos nos debatendo porque precisamos, isso mesmo, precisamos lutar até o fim de nossas forças, porque o diabo, que já sabe como termina a sua história, se esforça sem cessar e sem se distrair para que nós façamos parte de sua rebeldia contra Deus, mesmo que nem tenhamos conta disso. Eis a sua sutileza.

E a mensagem que deriva desse olhar que nos é apontado é claríssima. Temos que enfrentar a batalha resistindo até o sangue. E essa resistência precisa acontecer de modo figurativo e literal. Em Mateus 11,12 Jesus nos ensina que o céu é conquistado a força e são os violentos que o conquistam. Ou seja, conquista a força porque lutamos contra o pecado, resistindo até o sangue. Essa resistência significa um esforço que se caracteriza numa atitude violenta. No fundo, muitos sabem disso; sabem que se não levarem a sério sua missão de fazer o bem e evitar o mal, irão acabar, como diz o apóstolo fazendo o mal que não aprovam. Se deixam vencer pelo desânimo porque, tentando caminhar sozinhos (João 15,5), esbarram numa luta desonesta contra satanás e seus demônios. Uma grande santa chamada Francisca Romana em seus escritos nos deixou alguns colóquios e experiências místicas que Deus lhe concedeu em vista de sua grande busca pela pureza em vida e uma vivência pautada na pobreza evangélica. Deus lhe concedeu saber como é a influência da horda maligna sobre os viventes e ela nos conta que somos assediados espiritualmente por mais de um espírito maligno. Quanto mais subimos em santidade, mais é o empenho deles em nos derrubar. Mas isso também todo mundo sabe. Vencer as grandes tentações e também as tentações de diversos graus é tarefa para uma vida inteira. Como diz o apóstolo, quem está de pé, cuide para que não caia. A salvação de cada um será decretada por Jesus e não somos nós que iremos achar que já estamos salvos e que, portanto, podemos, como Pelágio, julgar que somente com nossos esforços próprios iremos ao céu. Essa atitude faz parte de uma distração e nela caímos na tentação porque relaxamos em nossa vigilância, que como já sabemos, deve ser constante, já que o diabo nos espreita como um leão que busca a quem dar o bote (1ª Pedro 5,8).

Simples assim, como diz Santa Teresa de Calcutá, tem que ser “até o sangue”, seja num sangue que brote do martírio, como os grandes santos e santas de Deus, seja num sangue que brote do esforço interior, de mente, corpo e coração, para não ceder as ofertas do inimigo e tornar-se amigo do mundo e inimigo de Deus (Tiago 4,4).


fonte: Jefferson Roger
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A ciência do pecado

Os estudos científicos, graça divina concedida para que seja colocada a serviço da humanidade, foi capaz de explicar como funciona nosso corpo, quimicamente falando, em relação ao pecado. Como funciona o mecanismo que atua no contexto das tentações, que como já sabemos, são uma realidade permitida por Deus para que nessa batalha cresçamos no amor.

Dentro do cérebro existe uma substância que é injetada quando existe uma satisfação pela busca de um objetivo alcançado. É uma espécie de sistema de recompensa. Após saciarmos o nosso desejo pela busca empreendida, o seu êxito é recompensado com a agradável e prazerosa sensação de saciedade. Essa substância é conhecida pelo nome de “Dopamina”. Até aqui, a explicação não abrange o comportamento frente ao pecado, pois estamos vendo que esse sistema de recompensas atua de uma forma geral na psique humana. Ora, se estudamos para um concurso público e mais tarde quando recebemos a notícia que fomos aprovados, muito felizes ficarmos, sem dúvida estaremos sob o êxtase desse prazer químico. Ou quando vencemos uma competição esportiva para a qual nos preparamos também iremos experimentar o prazer da recompensa promovido pela dopamina.

A sensação é boa e não há nada de errado em querer experimenta-la de novo. Muitas vezes ouvimos alguém perguntar: “o que você gosta de fazer?” – também poderíamos perguntar, “o que te dá prazer fazer?” – as duas perguntas se direcionadas para um propósito sadio se encaixam perfeitamente na questão mas, aqui começam os problemas.

A ciência nos ensina que no cérebro existe um fenômeno chamado de plasticidade neural. Significa que quando se busca a mesma forma de prazer, esta via vai sendo memorizada pelo cérebro e a cada nova busca desse prazer uma dose maior de estímulo será necessária para que se receba os efeitos da dopamina E porquê? Porque o cérebro, ao perceber algo de errado bloqueia as vias neurais e impede a grande passagem da substância por esta plasticidade neural, numa tentativa de corrigir o problema. O cérebro está tentando evitar o colapso da overdose. E vamos abrir um parêntese, essa plasticidade neural pode ser revertida. Do contrário ninguém abandonaria a vida de pecado. Continuemos. Então o que faz a pessoa, que nesse ponto já está com um comportamento descontrolado e com características de um viciado? Ela procura cada vez mais, doses maiores do estímulo para que possa receber a recompensa. Assim são com os drogados, com os alcoólatras e com os viciados de todas as espécies. E aí, onde mora o perigo, que ronda satanás. Assim como o usuário de droga alega que pode sair do vício quando quiser, o pecador dá a mesma desculpa. Mas é tarde, porque está ligado ao comportamento que leva ao pecado e sobretudo aos pecados que trazem uma recompensa prazerosa, na carne.

Pecado atrai mais pecado e pecado e, como todo o pecado, acarreta a uma sensação de prazer, de satisfação na mente e no corpo, este mesmo corpo, que colabora na conduta que leva ao pecado, escraviza a alma e submete a pessoa a não sair mais desse corredor. Por isso muito se ensina que é preciso fugir das ocasiões de pecado que conduzem aos primeiros pecados e também conduzem para as recaídas. Já dizia Santo Antonio Maria Claret que quem quer se salvar tenha Deus no coração, o mundo debaixo dos seus pés e o paraíso na mente. Deus no coração porque, segundo Jesus, é onde brotam todas as coisas. O mundo debaixo dos pés para que não deixemos de lado as coisas que não passam em detrimento das que passam. E o paraíso na mente para que ela não se distraia com propósitos que não irão contribuir para a salvação da alma.


fonte: Jefferson Roger
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sábado, 8 de fevereiro de 2020

O rock e as tatuagens

Toda cultura moderna de alguma forma está revestida de uma mentalidade revolucionária, então, o que é que as pessoas quiseram fazer quando, por exemplo, fizeram o rock? O rock é uma revolução da música em que sentido; a música normal, primeiro ela é melodia, depois harmonia e por fim ela é ritmo. O rock é isso de cabeça para baixo. O rock é em primeiro lugar um ritmo, um ritmo onde tem harmonias e só muito vagamente alguma melodia. Então como podemos ver que foi colocado de cabeça para baixo. Depois o rock foi se radicalizando e a melodia foi jogada fora, ficando somente harmonia e ritmo. Quando chega aos extremos como temos hoje em dia, como hip-hop e afins, nem existe mais a harmonia ficando só o ritmo, puro ritmo. Isso, portanto, nada mais é do que revolucionar a beleza criada por Deus. É quebrar a harmonia e as coisas não são assim, tanto faz como tanto fez. Muito pelo contrário. Deus quando criou o mundo, criou o belo, criou coisas belas e elas assim o são porque seguem uma harmonia colocada pelo criador. Outro exemplo, o que é que um artista faz; ele descobre a beleza que Deus pôs na criação e, embora algumas vezes crie uma tenção, ele procura retrata-la. O que não acontece com o rock que quer romper em seu ato de revolta e revolução, com a beleza criada por Deus, principalmente o rock pesado. Outro exemplo podemos constatar na arte moderna, que não se ocupa de apresentar o belo criado por Deus e sim, em sua desobediência ao belo divino, ela brinca de ser Deus e diz que o que ela apresenta é de fato o belo. O sujeito pega uma lata de tinta, joga na parede e diz que isso é belo porque eu mandei ser belo. No entanto as pessoas olham para aquilo e ninguém acha bonito. Assim funcionam os rompimentos, nos atos de revoltas e rebeldias, em todas as áreas da vida. Adiante: as pessoas se desfiguram com piercings, tatuagens, muitas vezes se mutilam, fazem coisas grotescas, mais voltadas para uma espécie de culto do macabro, aquilo que é a morte pela morte, a destruição pela destruição. Infelizmente hoje em dia muito da cultura caminha por essas vertentes macabras. Naquilo que, se não é demoníaco é um parentesco pelo menos, uma emulação, uma imitação das coisas demoníacas. Ora... isso não pode ser muito bom. Portanto, cuidemos, pois sem perceber se pode ser levado por essa cultura que quebra com a harmonia e beira o abismo, cultura essa já chamada por São João Paulo II de cultura da morte. Uma arte/cultura que quer destruir, mutilar, chamar o feio de bonito e se a pessoa fica namorando muito com esse tipo de coisa termina influenciada (Eclesiástico 3,27 – “quem ama o perigo nele perecerá”). Mais uma vez, precisamos de cuidado, certas coisas por si mesmas são destruidoras. Vídeo relacionado ao tema:
Artigo relacionado: O católico e as tatuagens Fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

As coisas antigas já se passaram?

Então, o bom e velho passado está repleto de lembranças. Dos mais variados tipos, essa é a realidade de todas as pessoas, Deus não concedeu exceção a ninguém. O presente ao passar, deixa de ser atual e se torna antigo, no entanto, pode ser relembrado ou vivido mais uma vez sob um novo presente. Podemos comer hoje o mesmo prato de alimento no almoço como o do almoço do dia anterior, mas não é o que se comeu, é mais do mesmo tipo de alimento.

Assim acontece em nossas vidas, podemos fazer as mesmas coisas; isso, todavia, reflete o lado bom ou ruim da situação. Podemos repetir atitudes boas ou repetir atitudes ruins. Nisso o processo de conversão de uma pessoa está presente. A conversão nos permite mudar de direção na vida, tomar o rumo certo (o rumo que agrada a Deus), e servir-se do passado como exemplo de como éramos.

2ª Coríntios 5,17 – “Todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura. Passou o que era velho; eis que tudo se fez novo!” O grande destaque, o detalhe que devemos absorver dessas santas palavras é a expressão “tudo”. Poder aprender que Deus renova aquele que colocou tudo que tem, é, faz, sua vida inteira sob seu comando é o maior dos alentos que podemos receber para conduzirmos nossa vida junto daquele é por nós.

Apocalipse 21,5 – “Então o que está assentado no trono (Jesus), disse: Eis que eu renovo todas as coisas. Disse ainda: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras. João 3,3 – “Jesus replicou-lhe: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer de novo não poderá ver o Reino de Deus.” Nascer de novo, ser renovado pelo Espírito Santo de Deus prometido a todos, deixar o homem velho para trás, deixar as coisas antigas que a partir dessa comunhão com Deus então irão se passar.


Fonte: Jefferson Roger
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domingo, 2 de fevereiro de 2020

Certas coisas não mudam

É preciso se alimentar e ingerir água para se viver; também uma boa noite de sono e hábitos saudáveis de vida para que ela transcorra conforme a sua predestinação. Quando transgredimos a natureza das coisas pagamos um preço por isso. Sempre existe um preço, em tudo. Poderíamos aqui elencar listas e listas de causas e consequências. Fogo queima, não se meta com ele, coisas afiadas cortam, não se meta com elas, venenos matam, não se envolva com eles. Não dormir uma noite inteira prejudica o desempenho das atividades no dia seguinte. Comer certos alimentos em excesso acarretam doenças, drogas, bebidas e por aí vai. Isso tudo não é novidade para ninguém.

Pois bem, se isso tudo não é novidade para ninguém por que é então que na parte espiritual de suas vidas as pessoas agem como se as coisas tivessem mudado? Por acaso o justíssimo Deus a cada geração, a cada século muda o critério de salvação? A cada século se torna mais fácil ser salvo? Ou mais difícil? O conjunto de “regras” é alterado de tempos em tempos? Há quem diga que sim, muitos homens pregam que isso ou aquilo não é mais pecado, onde já viu! Viva sua vida e seja feliz, dizem por aí! O que é que tem!

É a política dos cinco minutos. O sujeito para numa vaga exclusiva para deficiente para fazer alguma coisa no comércio local, quando está longe de seu veículo vê uma autoridade de trânsito multando seu carro. Ele corre até o local e fala para o agente de trânsito que tinha parado naquela vaga só por uns cinco minutinhos, era coisa rápida e já iria embora. A verdade é outra, ele sabia que não podia parar ali, mas como não havia ofertas de vagas disponíveis na região e aquela vaga exclusiva estava disponível, resolveu arriscar parar em local proibido para ele para fazer o que precisava fazer. Torceu para conseguir sair em tempo antes de ser multado. Não deu certo, foi flagrado e tenta se justificar sem êxito.

Assim são as coisas, não é possível que uma coisa naturalmente errada se converta numa coisa naturalmente certa. A lei divina é perfeita e não permite concessões ou exceções. A justiça divina irá condenar ou premiar a cada um segundo seus próprios critérios, não os nossos. As pessoas acham que certas coisas mudam, mas devemos lembrar que Deus não pensa como nós.

Isaías 45,23 – “A verdade sai de minha boca, minha palavra jamais será revogada.” Malaquias 3,6 – “Porque eu sou o Senhor e não mudo.”


Fonte: Jefferson Roger
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O diabo fica do lado de fora

Criados para amar, servir e adorar a Deus, somos suas criaturas, adotados como seus filhos através do batismo. Lemos na bíblia que Deus vê o que se passa em nossos corações. Por isso ele disse que quem o procurar com um coração sincero será acolhido. Frente a Deus não existe máscaras, fingimento algum. Outrossim, uma grande graça que Deus nos concede, também está escrito nas escrituras, é que todo pecado perdoado é esquecido pelo altíssimo. Por isso, nosso acusador, o diabo, só pode nos acusar das faltas não confessadas.

No entanto, seguimos ainda com a questão do coração, é nele que Jesus disse que brotam todas as coisas. Dentro dele, além da Santíssima Trindade, nosso anjo da guarda também sabe o que se passa. Não reclame, portanto, aos ventos ou para a pessoa errada. O primeiro da lista sempre deve ser Deus, porque se aquele que fica do lado de fora tentando adivinhar o que se passa em seu íntimo (Satanás) tiver uma brecha concedida por você, pode ter certeza de que meia porta aberta para ele basta para que ele conquiste o resto.

Em pouco tempo a pequena tentação vencível com o auxílio do Senhor, se tornará um gigante titânico, um colosso imenso que não irá ser derrotado com facilidade. Assim que você deixar de lutar até o sangue contra o pecado e ceder ao canto da sereia, o doce veneno do pecado na boca irá amargar no estômago. Pior ainda são as recaídas disse Jesus, seu estado será mais grave que o estado inicial do pecado.

E como ele fica do lado de fora (o diabo), assim que corromper seu coração você fará o resto, irá retirar de dentro dele (do seu coração), as coisas de Deus, substituindo-as pelas coisas do mundo. Nesse patamar a cura é custosa, pois um coração só poderá estar contrito se novamente for preenchido pelas coisas do céu. O erro tem que causar um mal estar, uma náusea moribunda, um asco imensamente fétido, muito distante da sensação prazerosa que as ofertas do mundo, do diabo e da carne causam no individuo.

Eclesiastes 12,13-14 – “Em conclusão: tudo bem entendido, teme a Deus e observa seus preceitos, é este o dever de todo homem. Deus fará prestar contas de tudo o que está oculto, todo ato, seja ele bom ou mau.”


Fonte: Jefferson Roger
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Você precisa de autorização nível 04

Na hierarquia militar, grandes corporações e organizações multinacionais, é fato de que existem vários níveis de atribuições, responsabilidades e concessões. Todo mundo já deve possivelmente ter esbarrado com um aviso numa porta escrito “entrada permitida somente para funcionários”; pois bem, as coisas são assim. Soldado, cabo, sargento, tenente, capitão e assim por diante. Ajudante, operário, supervisor, gerente e assim por diante. Em nossa sociedade e como estamos constatando, em nossas vidas, as coisas são assim.

Vejamos os relacionamentos. No nível 01 estão as amizades; o coleguismo deixado para trás agora evoluiu e algumas intimidades cotidianas começam a acontecer. Depois vem o nível 02, onde a amizade se transforma em paixão e nesse nível acontece o namoro. Nessa fase do relacionamento se a paixão amadurecer e se transformar em amor, o namoro passa a ser sério levando o casal ao nível 03: o noivado.

Como noivos já pensam em comum muitas coisas e começam a vislumbrar o amanhã onde nele irá existir, com a graça de Deus, a constituição de uma família. Os namorados, agora noivos, ainda namoram, porém, com um olhar diferente sobre a relação. O compromisso a ser assumido perante o altar já é uma luz ao final do túnel que se aproxima a passos largos. Nível 04 atingido, enfim “o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne, portanto, não separe o homem o que Deus uniu.”. Eis as palavras que encontramos nas sagradas escrituras em Gênesis 2,24 e Mateus 19,6.

Como a natureza humana imita a natureza divina, ainda mais deve ser assim com relação aos relacionamentos. Cada nível possui suas permissões. Atribuições exclusivas de cada nível não podem ser executadas em níveis desautorizados! O que é que a sociedade faz? Relativiza tudo em vista aos desejos egoístas. Namorados começam a viver juntos, como se fosse marido e mulher, têm relações sexuais, dormem um na casa do outro. Fazem isso com pessoas do mesmo sexo, (Levítico 20,13 – “Se um homem dormir com outro homem, como se fosse mulher, ambos cometerão uma coisa abominável. Serão punidos de morte e levarão a sua culpa.”), isso vale obviamente para “mulher dormir com outra mulher”. Vale esclarecer que punidos de morte e levar a culpa é ser condenado por agir em desacordo com a palavra de Deus. Existe solução, duas na verdade: ou se vive conforme a própria vontade como se Deus não existisse, ou se vive conforme a lei do Senhor. Faça escolha e viva.

Como se diz em Eclesiastes 12,13-14 – “tudo bem entendido, teme a Deus e observa seus preceitos, é este o dever de todo homem. Deus fará prestar contas de tudo o que está oculto, todo ato, seja ele bom ou mau.”


Fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

A dor ou a mentira?

O diabo não gosta dos dois, detesta a dor, sofrida pelos homens, porém, gosta das mentiras, excelente remédio para disfarçar as consequências advindas delas. No livro do Eclesiástico, capítulo dois, lemos alguns ensinamentos que apontam nessa direção. Vamos dar uma olhadinha. Eclesiástico 2,1-6 – “Meu filho, se entrares para o serviço de Deus, permanece firme na justiça e no temor, e prepara a tua alma para a provação; humilha teu coração, espera com paciência, dá ouvidos e acolhe as palavras de sabedoria; não te perturbes no tempo da infelicidade, sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência, a fim de que no derradeiro momento tua vida se enriqueça. Aceita tudo o que te acontecer. Na dor, permanece firme; na humilhação, tem paciência. Pois é pelo fogo que se experimentam o ouro e a prata, e os homens agradáveis a Deus, pelo cadinho da humilhação. Põe tua confiança em Deus e ele te salvará; orienta bem o teu caminho e espera nele. Conserva o temor dele até na velhice.”

Pois bem, e nós caros leitores, adotamos a dor ou a mentira? Ambas talvez? Pois é, quem sabe a maioria não escolheu a dor; logo uma das partes que está integrada no seguimento de Jesus Cristo. Na 1ª carta aos Coríntios 11,1 e carta aos Efésios 5,1 aprendemos que devemos ser imitadores de Jesus Cristo nosso salvador. Disse Jesus (Lucas 9,23) – “Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me.”

Renegue-se a si mesmo, renuncie a si mesmo, abra mão da sua vontade (seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu – oração do pai nosso) Portanto, ser imitadores do Cristo deve o ser em sua plenitude e isso inclui a parte difícil. Lembremos que os apóstolos voltaram felizes de suas missões porque expulsaram demônios em nome de Jesus, mas quando chegaram as doze horas finais o saldo dos que o acompanharam demonstra o quão difícil é segui-lo.

A dor é filha do amor, ele suporta as dores e aceita-as justamente porque, assim como Jesus, que nos demonstrou que as almas custam sangue, o amor não vê tristeza alguma nos sofrimentos da vida já que ele existe para nos conduzir até a pátria celeste. Atos 5,40-42 – “Chamaram os apóstolos e mandaram açoitá-los. Ordenaram-lhes então que não pregassem mais em nome de Jesus, e os soltaram. Eles saíram da sala do Grande Conselho, cheios de alegria, por terem sido achados dignos de sofrer afrontas pelo nome de Jesus. E todos os dias não cessavam de ensinar e de pregar o Evangelho de Jesus Cristo no templo e pelas casas.”


Fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

O que Deus faz por você

Para alguns, ele é um Deus castigador; mal param para pensar que suas reações acontecem na medida de nossa obediência. Não é assim entre pais e filhos? Filhos mais obedientes recebem menos repreensões dos pais e ainda que as recebam isso não significa que seus pais os amam menos. Assim é com Deus, ele que não quer escravos mas filhos, se nos repreende e corrige é porque nos quer ver no céu. Se aceitamos seu modo e agir então somos responsáveis por um comportamento digno dessa herança celeste.

Essa medida de resposta, reflexo de nosso comportamento caminha sob nosso encalço. Não devemos dizer que é relativo, mas é fato que quanto mais nos abrirmos para ele, mais nosso coração receberá a plenitude do Espírito Santo. Vamos dar uma olhadinha em sua palavra para comprovarmos suas ações. Numa pequena passada pelos dois primeiros capítulos da carta aos Efésios podemos “ver” como são as coisas.

Deus, do alto dos céus, nos abençoou. Ele nos escolheu. Em seu amor nos predestinou para sermos adotados como seus filhos. Por Jesus Cristo somos maravilhados por sua graça resplandecente. Fomos por ele, através de Jesus Cristo, remidos de nossos pecados através de sua graça. Graça que é derramada em profusão sobre nós, em torrentes de sabedoria e prudência.

Fomos por ele selados com seu Espírito Santo prometido (somos seus). Fomos chamados, pelo dom da fé, a termos esperança na herança concedida aos santos, onde a glória dos céus aguarda aqueles que trilham o caminho da cruz. Outrossim, libertos do pecado por vivermos segundo o espírito, pois outrora vivíamos nos desejos da carne seguindo o modo de viver deste mundo e colocando-nos como objetos da ira divina, agora, pela misericórdia divina, deu-nos a vida juntamente com Cristo, pela sua graça.

Portanto, para os que aceitarem, é sabido que Jesus Cristo veio para reconciliar todos com Deus, reunindo a todos num só corpo pela virtude da cruz, aniquilando nela a inimizade para com seu criador. Sempre dizemos por aqui, é uma questão de escolha. Com Deus ou sem Deus; Jesus disse em seu evangelho que quem não está com ele está contra ele.


Fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

O mal vem para cima de você?

Pois é, ele vem mesmo. O mal em sua representação máxima – o diabo – vem para cima de todos. Não poupa esforços, basta lembrarmos que Jesus também precisou se confrontar com ele nas tentações do deserto. O poderio de fogo dele é imenso e sua experiência possui séculos de bagagem. Pobres de nós, que vivemos à tão pouco tempo e ainda queremos “bater de frente” com um oponente tão árduo como ele.

Olhando atentamente para as sagradas escrituras parece que Deus criou a raça humana para ser dependente dele desde sempre. No entanto nunca houve escravidão e sim a autoridade paterna e amorosa, porém, rígida e justa. Vale sempre lembrar que o amor é responsável e não admite injustiças e maldades. Deus foi ditando suas regras desde o jardim do éden. Façam isso e não façam aquilo. Nossa Inteligência limitada por nosso criador nunca alcançará o porquê das coisas.

Por que aconteceu tudo que aconteceu e sobrou para todo mundo? Por que na criação foi criada a árvore da vida e do conhecimento do bem e do mal? Ou não foi criada? Já existia? Será que foi Deus que criou o mal? E por quê? Como pôde os anjos se rebelarem? Como isso se deu? Não poderia ser resolvido o caso pontualmente e a natureza humana ter sido poupada de tudo que existe hoje? Por que nascemos em estado de pecado original? Nem existíamos antes da “cagada” de Adão e Eva!

São sempre tantos porquês... Não adianta, porém, uma coisa é certa: a humanidade sempre pôde escolher. Escolher aceitar tudo que vem de Deus que é uma verdade sem muitas explicações. Afinal, nos parece que para Deus, não são necessárias muitas explicações para nós. Ele inclusive deixou por escrito em Deuteronômio 29,29 – “O que está oculto pertence ao Senhor, nosso Deus; o que foi revelado é para nós e para nossos filhos, para sempre, a fim de que ponhamos em prática todas as palavras desta lei.”

Então como já sabemos, é uma questão de escolhermos. Quanto ao mal, ele está aí e diariamente vem para cima de cada um de nós. Muitas vezes disfarçado, sem cara ou aspecto de mal. É o gosto doce na boca que se torna amargo no estômago; depois que já se engoliu (caiu na tentação), o mal já foi aceito. Cabe a cada um assim como nos ensina Jesus (João 15,5) pedir na oração do Senhor que não caiamos nelas (nas tentações).


Fonte: Jefferson Roger
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Seus relacionamentos

O sujeito faz uma coisa errada e acha que não é. Foi convencido de alguma forma que aquilo não é errado. Pois no mundo existem muitas “formas de viver a vida” e cada uma apresenta seu pacote de regras. Que maravilha, você escolhe a que mais lhe atende e vive feliz a partir de então. Pacotes mais simples possuem um número menor de regras, fica mais fácil de seguir. Pacotes mais completos apresentam mais normas e dá mais trabalho seguir por esse caminho.

O problema é exatamente esse. Existem pacotes de código de conduta com maior ou menor grau de envolvimento com Deus; e até sem grau nenhum. E o que não falta no “mercado” são opções. Inclusive a cada dia mais surgem. Cada um faz a sua adaptando de uma já existente. Que farra viu! No entanto, para os que querem se envolver com Deus, ao contrário do que se pensa, as coisas ficam mais simples. Vejamos:

Não se enamora da tentação, pois ela leva ao namoro com o pecado. Ora, o namoro evolui para o noivado e depois para o casamento, que é até que a morte os separe. O mesmo vale para o pecado, ao se namora-lo ele irá evoluir para um grau maior. E quando for aceito em sua vida será até que a morte te separe dele. O pequeno detalhe aqui que no contrato com o diabo está escrito em letras bem pequeninas no rodapé do mesmo é que, assim que a morte te separar do pecado ela te conduzirá para a danação eterna.

Está escrito lá, em letras bem pequenas para os que querem fazer vista grossa. Para os que são detalhistas e querem tudo preto no branco essas letras não têm nada de bem pequenas: são as sagradas escrituras que tudo deixa às claras. Esse é o melhor e maior “pacote” (verdadeiro manual cristão) a ser adotado. Completo, rígido, direto e bem detalhado. Requer o maior dos esforços para vivê-lo. Mas o que são alguns anos de uma vida aqui na terra sob sua diretriz quando o resultado disso é uma vida eterna de glórias na presença de Deus?


Fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Sobre o matrimônio criado por Deus

Descobri que meu casamento não tinha quebrado, só não sabia fazer funcionar. Mulher é como uma flor, se a tratar bem ela vai florescer, senão, ela vai definhar. Sabe o que significa a aliança de casamento? Que está casado(a)! É, mas também quer dizer que você fez uma pacto para a vida toda; até colocou essa aliança quando fazia o juramento. O triste é que a maioria das pessoas promete na alegria e na tristeza, na verdade é só na alegria.

Vejamos: sal e pimenta são completamente diferentes. A composição é diferente, a cor e o sabor também; mas você sempre os vê juntos. Pois bem, quando duas pessoas se casam, é na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença. Alguns vão dizer: “eu sei disso, mas os casamentos não são à prova de fogo, às vezes se queima.” No entanto, isso não quer dizer que o fogo nunca vai se aproximar, mas se acontecer você pode resistir.

Outros vão dizer: “eu não sou perfeito, mas melhor que a maioria e se o meu casamento está assim, a culpa não é só minha.” Como podem ver, podemos refletir, que as pessoas deixem seus casamentos queimarem até virar cinzas? Parece que falta amor. Embora o amor esteja ligado de várias maneiras, nossas palavras geralmente refletem o estado do nosso coração, devemos, portanto, nos empenharmos em não dizer nada negativo para nosso cônjuge, se a tentação surgir, escolha não dizer nada. É melhor segurar a língua do que dizer algo que possa se arrepender. Seja pronto para ouvir, tardio para falar e tardio para se irar.

É difícil demonstrar amor quando não se tem motivação, mas o amor em sua verdadeira essência não é baseado no sentimento, mas na determinação de demonstrar atos de carinho mesmo quando parece não haver recompensa. Amor sabe escutar e é gentil. As pessoas dedicam tempo, energia e dinheiro naquilo que é mais importante para elas; é difícil se importar com algo em que não se invista nada.

Por isso os casamentos não devem ser um contrato, devem ser um pacto para a vida toda, a invenção humana (carta de divórcio) não supera o mandato divino do “serão uma só carne até que a morte os separe” – Gênesis 2,24. Quer mais? Jesus confirmou isso em Mateus 19,4-6 – “Respondeu-lhes Jesus: Não lestes que o Criador, no começo, fez o homem e a mulher e disse: Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e os dois formarão uma só carne? Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu.”


Fonte: Jefferson Roger (adaptado do filme A Prova de Fogo)
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sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Caímos e levantamos

Jesus que perscruta os corações, lugar onde ele mesmo disse que é fonte de nascimento de todas as coisas, sabe o quanto esses corações são sinceros. Na bíblia lemos que Deus acolhe que o procura com um coração sincero. Não podemos achar que existe sinceridade em nossas vidas se vivermos com os pecadinhos de estimação presos em coleiras. Quando decidimos não abrir mão de algum desejo pessoal para que Deus ocupe o primeiro lugar em nossas vidas colocamos ela mesma em risco de danação eterna.

Não sabemos quanto tempo temos de vida; sabemos que ela é uma contagem regressiva. Queremos que o justo juiz – Apocalipse 22,12 – nos receba no dia do juízo depois de uma queda, em meio a ela ou antes dela? Se queremos viver conforme as alternativas do mundo, iremos viver sobre o cabresto do mal, chafurdando na lama do pecado; em constante estado de queda.

Quando chegarmos a sua frente, estaremos machucados pelas quedas? Com os joelhos marcados pela oração? Caídos porque escolhemos isso? Como estaremos? Vamos recordar as palavras do livro do Eclesiastes 12,14: “Deus fará prestar contas de tudo o que está oculto, todo ato, seja ele bom ou mau”. Como estamos vendo, no dia do juízo, na frente de Jesus não será o momento para desculpas ou explicações, ele conhece os corações e sabe o nosso proceder. É hora de reflexão para, se necessário, mudarmos de pensamentos e atitudes. Contemos com ele agora que ele se apresenta como Jesus misericordioso, pois depois ao final dessa etapa de nossas vidas o Jesus nosso salvador, agora misericordioso, encontraremos como Jesus, justo juiz.


Fonte: Jefferson Roger
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Viver sem servir alguém?

Jesus disse, lemos em Mateus 20,26 – “Todo aquele que quiser tornar-se grande entre vós, se faça vosso servo. E o que quiser tornar-se entre vós o primeiro, se faça vosso escravo”. E ainda em Marcos 9,35 – “Se alguém quer ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos”. E para embasar o artigo acrescentamos que Atos 20,35 – “existe mais alegria em dar do que me receber e Filipenses 2,4 – “Cada qual tenha em vista não os seus próprios interesses, e sim os dos outros”.

Como vemos, caro leitor, nosso salvador é muito claro, tanto no que faz quanto no que diz. No que faz, através de sua passagem por este vale de lágrimas, com suas atitudes e exemplos, sempre mostrando como devemos proceder. No que diz, através de suas pregações. A mensagem é muito clara e em resumo, precisamos viver deixando de lado qualquer forma de egoísmo. Ele exige de cada um (o egoísmo), uma atitude que beneficie o portador colocando sempre em primeiro lugar seus interesses. Egoísmo, soberba, orgulho, ego... tudo tão prejudicial para a alma cristã.

Se o céu é lugar para os herdeiros de Deus pelo batismo, filhos adotivos que irão viver a glória e felicidade eternas do paraíso, não cabe querermos ir para lá e não querermos que os outros possam ir. Vale destacar a parábola do senhor da vinha que recrutou operários durante todo o dia e deu a cada um conforme sua vontade, independente das horas trabalhadas. É assim, nosso criador, o Deus todo poderoso, nos coloca as regras. Somos livres para decidir se vivemos conforme seus mandatos ou não. Se não, muito bem, estamos por nossa própria conta. Se sim, precisamos aprender e colocar em prática sendo imitadores do Cristo – Efésios 5,1 – 1ª Coríntios 11,1.


Fonte: Jefferson Roger
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A Deus pelos filhos

Deus está sempre presente no seio familiar. Por meio de nossas orações nos sentimos ainda mais próximos dele. Falta proximidade? Faltam orações; se faltam orações, o tempo não gasto com elas está sendo gasto com outras coisas. Normalmente o cristão esquece que em primeiro lugar ele nos orienta a ama-lo acima de todas as coisas com todo nosso coração, alma e entendimento. Ainda no livro do deuteronômio cap. 6,6-7 ele já nos orienta a ensinarmos seus mandatos aos filhos a todo instante.

Felizes os pais que praticam isso. Podem na longevidade de seus dias assistirem seus filhos viverem conforme o agrado de Deus. Ainda que em meio as suas fraquezas humanas, pais e mães, pautados na palavra de Deus, seguidores dele e testemunhas vivas da sua eficácia, conseguem – João 15,5 – encaminhar seus filhos para a batalha do vale de lágrimas certos de que fizeram o que lhe cabia.

Em verdade, pobres de todos nós, parece uma vida vivida na cova dos leões, diariamente. O mar de rosas que se almeja esconde os espinhos em cada pétala, mas Jesus já nos alertou que devemos ir até ele para que nos aliviemos. É uma questão de escolha, como diz em Eclesiástico o mal e o bem nos são apresentados, aquilo que escolhermos nos será dado. Que escolhamos, como pais, darmos o nosso melhor por nossos filhos. É para o bem mútuo e da família como um todo. O ditado popular, que caminha contrário aos valores cristãos, diz que os pais criam os filhos para o mundo. Pais cristãos não concordam com isso, eles colaboram com Deus criando-os para o céu. Esse compromisso é assumido no dia casamento, no sacramento do matrimônio. Se esquecerem tão facilmente ou rapidamente esse compromisso feito com Deus, sabemos pelo livro do profeta Ezequiel cap 03 que Deus irá nos pedir por causa de nossas omissões. Felizes os pais (posso falar por mim e minha esposa), que não deixam de lado a responsabilidade perante Deus de agirem como pais segundo o que o Senhor nos pede.


Fonte: Jefferson Roger
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Ano após ano

Lá se vão mais de vinte e quatro anos de convivência. Isso representa uma pequena história, uma pequena família, com duas filhas vivas e uma morta. Erros e acertos, duros perdões e crises, mas ainda estamos aqui. Ainda na juventude diziam a nosso respeito que não daria certo, que não combinávamos. Hoje em dia é uma surpresa para alguns e quando perguntam sobre o casamento, perguntam se ainda estamos casados.

Dizem que não é comum durar tanto assim nos dias de hoje os casamentos. Casamento é pregado pelo mundo como mais um tipo de contrato que pode ser reincidido a qualquer momento, quando uma das partes “não cumprir” o acordo. Que acordo? Nem o mundo sabe direito o que pregar sobre o casamento. Ele tem se tornado mutável ao longo da história da humanidade. Entre as principais mutações está a gravíssima perda de sua condição divina e espiritual.

Vamos com as palavras de Jesus em Mateus 19,4-6 – “Respondeu-lhes Jesus: Não lestes que o Criador, no começo, fez o homem e a mulher e disse: Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e os dois formarão uma só carne? – Gênesis 2,24. Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu”.

E assim disse o Jesus, ponto final. As pessoas pulam etapas, não namoram, nem sabem mais para que serve o namoro. Ficar noivos? Que nada, vamos viver juntos antes de casar para vê se dá certo. E tantas outras práticas muito distantes de todo o protocolo matrimonial que o sacramento exige. Casam e querem ser felizes, é certo, mas entendem o sentido do amor? Um amor que sobrevive e impulsiona para toda a vida? Que gera filhos? Que une o casal, pai, mãe e filhos apesar das diferenças, dificuldades e todas as pedras do caminho? Esse é o amor que temos que ter por nossas esposas já dizia o Espírito Santo na carta aos Efésios.

Não ama com um amor que vem de Deus? Faça como diz São Tiago e peça a Deus com fé. Peça um amor pela sua família, sua esposa e marido, seus filhos. Seja humilde e reconheça suas fraquezas. Faz bem, admita sua humanidade, deixe o passado de erros para trás, abrace teu compromisso com aqueles que Deus colocou em sua vida. Ame-os. Eu tenho procurado isso, procurado respeitar a Deus e amar minha família, as filhas e minha esposa, sem dúvida uma enviada dos céus responsável aqui na terra por me trazer vida e motivos para viver e procurar fazer o meu melhor, por Deus, por ela e minhas filhas.


Fonte: Jefferson Roger
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