quinta-feira, 31 de outubro de 2019

As pessoas não lutam mais por seus casamentos

É raro, constatamos isso no mundo afora; casamentos não são mais elevados à categoria de matrimônios. Essa união não consiste apenas em se juntar numa mesma CASA mantiMENTOS e equipaMENTOS de mais de uma pessoa. Assim que as pessoas começam suas vidas de casado rapidamente irão descobrir o quanto não sabem sobre o assunto.

Não é possível adaptar o que dá certo em uma união alheia entre duas pessoas para a sua união com seu cônjuge. Não existem fórmulas porque são pessoas diferentes. Você não pode agir como alguém age e dá certo porque sua esposa ou marido é diferente daquele aparente modelo; tampouco você não é a mesma pessoa do que aquela que quer imitar.

O assunto, muitos irão dizer que é antigo e muito batido para se levantar em tempos como os que vivemos. Todavia essa afirmação não se configura como verdade porque o que se acompanha por aí são mais casamentos sendo desfeitos. A cultura do mundo atribuiu a ele um conceito de ser descartável. Casamentos já começam com prazo de validade determinado que diz assim: “não deu certo, separa e parte para outra”.

A atração da amizade e coleguismo evolui para a paixão do namoro, que evolui para o amor dos noivos que querem assumir perante Deus esse sentimento dentro da vida matrimonial. Há uma sequência natural para as coisas acontecerem, se etapas forem puladas os ingredientes necessários estarão faltando quando mais preciso for.

E os filhos? De matrimônios que não estão dando certo? Família é um conceito que tem sido fortemente combatido pelo mal, o mal puro que vem de nosso inimigo cruel número um. Pois, se a família se dispersa e se destrói, valores e princípios fundamentais irão rolar ladeira abaixo na formação do caráter e temor a Deus. A criança ainda pequena não tem mais família, o pai mora com outra mulher e a mãe ficou sozinha com ela ou já arrumou outro homem. Não é uma nova família. São vidas em adultério público e perante Deus, autor do matrimônio.

Gênesis 2,24 e Mateus 19,5-6 trata desse assunto. Matrimônios acontecem no céu e se encerram lá; até que a morte os separe não é opção de escolha dada aos homens, é mandato divino. O problema é que as pessoas começam errado porque não aprendem mais o que é, como deve ser e para qual fim destina-se essa união. Fazem o que fazem por motivos errados e não é raro ficarem no casa, separa, casa, separa, gastarem seus rendimentos com pensões e ensinarem aos filhos dessa união como é que o mundo quer que ela seja vivida.


Fonte: Jefferson Roger
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Só a oração poderá nos salvar

Santo Antão, o monge do deserto, dizia que combatia o mal com a única arma do cristão: a oração. Por que será? Será que ela é uma espécie de fórmula mágica que basta recita-la que tudo está resolvido? Nossa, que legal! Se for assim a bíblia pode ser considerada um livro de rituais de magia cheio de encantamentos. Basta abrir em algum lugar e lá está uma oração pronta para solucionar seus problemas.

Pois bem, sabemos que não é assim; a profundidade da oração e sua eficácia está ligada a uma condição de comunhão com Deus e uma fé que não pode ser percentual. Se a oração não “funcionou” alguma coisa ficou para trás, não foi feita ou ainda a oração não pode ser atendida porque não se está pedindo da maneira certa ou conforme o desejo de Deus. A partir do momento que passamos a querer para nossas vidas aquilo que Deus quer as orações certamente começam a se tornarem concretas em nossa existência. Seus resultados são vivenciados sem dúvida alguma.

Por que será que as pessoas pedem a intercessão entre elas, sejam entre vivos ou entre vivos e mortos? Ora, sabemos que é porque sabem que as orações de intercessão encaminhadas a Deus contam com uma configuração ao altíssimo muito maior que a nossa. Pelo menos é com essa perspectiva que se pede a “ajuda dos céus”. Cremos que a fé ou a devoção ou ainda a configuração a Cristo da outra pessoa é maior que a nossa e por isso pedimos que ela “reze por nós”.

Todavia o destinatário da graça continua sendo você, aquela pessoa que reza, reza e reza e nada lhe acontece. Por que acha então que alguém pedindo por você irá “conseguir” de Deus aquilo que pedes? Pode ser que ainda assim não consiga porque quem quer a graça não preencheu as condições para recebe-la. Basta uma olhada rápida em nossas vidas para atestarmos isso. Façamos uma lista das preces atendidas e não atendidas.

Jesus deu a dica: “tudo brota do coração” – assim nos ensinou. Se a oração não brotar de um anseio profundo de nosso coração como poderemos ser salvos? Não se trata só de pedir, não se trata só de pronunciar palavras, é mais profundo. Deus vê os corações disse nosso salvador. Uma prece feita com origem errada sofre muito e pouco tem de essência para entregar a Deus uma resposta autêntica ao amor que ele nos dá.


Fonte: Jefferson Roger
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Sobre o Halloween, você precisa saber


REDAÇÃO CENTRAL, 16 Out. 15 / 07:00 pm (ACI).- “O que o demônio faz para afastar-nos do caminho de Jesus? A tentação começa de forma sutil, mas cresce: sempre cresce. Esta cresce e contagia o outro, é transmitida e tenta ser comunitária. E, finalmente, para tranquilizar a alma, justifica-se. Cresce, contagia e se justifica”, advertiu o Papa Francisco em abril de 2014.

Próximos à noite de Halloween, celebrada a cada 31 de outubro, compartilhamos oito coisas que todo cristão deve saber acerca desta festa pagã que pouco a pouco foi difundida no mundo inteiro.

1. A origem do nome

A Solenidade de todos os Santos é comemorada no dia 1º de novembro e é celebrada na Igreja desde às vésperas. Halloween significa "All hallow's eve", palavra que provém do inglês antigo, e que significa "véspera de todos os santos".

2. As raízes celtas

No século VI a.C., os celtas do norte da Europa celebravam o fim de ano com a festa do “Samhein” (ou Samon), festividade do sol, iniciada na noite do 31 de outubro e que marcava o fim do verão e das colheitas. A respeito, eles acreditavam que naquela noite o deus da morte permitia aos mortos retornarem à terra, fomentando um ambiente de terror.

Segundo a religião celta, as almas de alguns defuntos estavam dentro de animais ferozes e podiam ser libertadas com sacrifícios de toda índole aos deuses, inclusive sacrifícios humanos. Uma forma de evitar a maldade dos espíritos malignos, fantasmas e outros monstros era disfarçando-se para tratar de assemelhar-se a eles e desta maneira passavam despercebidos ante seus olhares.

3. Sua mistura com o cristianismo

Quando os povos celtas foram cristianizados, nem todos renunciaram os seus costumes pagãos. Do mesmo modo, a coincidência cronológica da festa pagã de “Samhein” com a celebração de todos os Santos e a dos defuntos, comemorada no dia seguinte (2 de novembro), fez com que as crenças cristãs fossem misturadas com as antigas superstições da morte.

Através da chegada de alguns irlandeses aos Estados Unidos, introduziu-se neste país o Halloween, que chegou a ser parte do folclore popular do país. Logo, incluindo a contribuição cultural de outros imigrantes, introduziu-se a crença das bruxas, fantasmas, duendes, drácula e diversos monstros. Mais tarde, esta celebração pagã foi difundida no mundo inteiro.

4. Uma das principais festas satânicas

Segundo o testemunho de algumas pessoas que praticaram o satanismo e logo se converteram ao cristianismo, o Halloween é considerada a festa mais importante para os cultos demoníacos, porque se inicia o novo ano satânico e é como uma espécie de “aniversário do diabo”. E nesta data os grupos satânicos sacrificam os jovens e especialmente as crianças, pois são os preferidos de Deus.

5. Doces ou travessuras?

No Halloween, as crianças e alguns adultos costumam se disfarçar de seres horríveis e temerários e vão de casa em casa exigindo “trick or treat” (doces ou travessuras). A crença é que se não lhes dá alguma guloseima, os visitantes farão uma maldade ao residente do lugar. Muitas pessoas acreditam que o início deste costume está na perseguição dos católicos na Inglaterra, onde suas casas eram ameaçadas.

6. Jack e a abóbora

Existe uma antiga lenda irlandesa, em que se conta de um homem chamado Jack que tinha sido tão mau em vida que supostamente não podia nem entrar no inferno por ter enganado muitas vezes o demônio. Assim, teve que permanecer na terra vagando pelos caminhos com uma lanterna, feita de um vegetal vazio com um carvão aceso.

As pessoas supersticiosas, para afugentar Jack, colocavam uma lanterna similar na janela ou à frente de sua casa. Mais adiante, quando isto se popularizou, o vegetal para fazer a lanterna passou a ser uma cabaça com buracos em forma do rosto de uma caveira ou bruxa.

7. Um grande negócio

Hollywood contribuiu à difusão do Halloween com uma série de filmes nos quais a violência gráfica e os assassinatos criam no espectador um estado mórbido de angústia e ansiedade. Estes filmes são vistos por adultos e crianças, criando nestes últimos medo e uma ideia errônea da realidade. Do mesmo modo, as máscaras, as fantasias, os doces, as maquiagens entre outros artigos são motivos para que alguns empresários fomentem o “consumo do terror” e favorecem a imitação dos costumes norte-americanos.

8. A festa à fantasia

Segundo Padre Jordi Rivero, grande apologista, celebrar uma festa à fantasia não é intrinsecamente ruim, sempre e quando se cuidar que esta não esteja contra o pudor, o respeito pelas coisas sagradas e a moral em geral.

É por esta razão que nos últimos anos cresceu a comemoração alternativa do “Holywins” (a santidade vence), que consiste em disfarçar-se do Santo ou Santa favorita e participar a noite de 31 de outubro em diversas atividades da paróquia, como Missas, vigílias, grupos de oração pelas ruas, adoração eucarística, através de cantos, músicas e danças em “chave cristã”.


fonte: acidigital
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segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Como anda sua liberdade?

Muitos pensam que liberdade é poder fazer tudo que se tem vontade. Pois bem, é e não é. Depende de algumas questões. A liberdade possui alguns termômetros e algumas regras que a contextualizam conforme o rumo que se quer tomar na vida. Podemos pensar em algo como uma espécie de hierarquia e proporcionalidade, isso nos ajuda a evitar problemas na vida.

Desde pequeno os filhos já recebem toda a liberdade possível dos pais? Certamente que não! Ouve-se dizer que quanto mais crescem e amadurecem mais responsabilidades vão recebendo dos pais e da vida. Isso já é um aspecto inicial. Mas e então, como anda a nossa liberdade? Fazemos o que bem entendemos? Que se dane o mundo? Eu sei de mim? Sou dono do meu próprio nariz? Não devo satisfação para ninguém?

Tantas perguntas não é mesmo! Dependendo do que queremos para nossa vida espiritual, que se prolongará depois da morte, temos poucas opções por aqui. A liberdade no que consiste em atitudes (as obras ou falta delas) que serão julgadas por Jesus (Apocalipse 22,12) no dia do juízo segue como guia principal nessa caminhada. Quanto mais queremos chegar ao paraíso, menos liberdade temos em relação as ofertas do mundo. Se queremos gozar dos prazeres terrenos, sendo mais livres, pagaremos o preço por voluntariamente termos escolhido nos afastar de Deus.

Verdade das verdades, não podemos, no entanto, usarmos a técnica da balança em nossas vidas. Ora pendendo para o bem, ora para o mal. Essa atitude Jesus chamou de “morna” e ele a abominou: “o morno eu vomito” – disse Jesus no livro do Apocalipse. Temos sim, que ser radicais, vivermos uma vida pautada no “preto no branco”. Essa é a radicalidade dos evangelhos, não existe heroísmo nenhum nisso, somos servos inúteis, lemos nas sagradas escrituras. Jesus quer que sejamos seus imitadores. O céu é o lugar dos santos, daqueles que “pela fé e paciência tornaram-se herdeiros das promessas – Hebreus 6,12” e conseguiram percorrer todo o caminho trilhado e deixado por Jesus. Se queremos um dia vivermos as glórias eternas do paraíso não temos liberdade para sairmos desse caminho.


Fonte: Jefferson Roger
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O mal está contido

Pelo menos é o que deveria estar acontecendo em nossas vidas. O mal, contrário de bem, presente pelo mundo afora, biblicamente falando, até certo ponto, está contido. Não atua desenfreadamente na humanidade. Ou será que atua? Às vezes não nos parece difícil definir uma questão como está? Parece que sim porque vemos tanta coisa ruim acontecendo por aí, fora e dentro de nossas vidas, que alguns até se arriscam a dizer que se existe um Deus por que ele não faz nada a respeito?

É complicado! Não conseguimos compreender a magnitude de tudo que nos envolve. De fato, parece que somos ínfimas criaturas, menos que um nada. Não é possível alcançar o cerne da questão. Nossa Senhora disse em suas aparições que “apenas no céu tudo nos será revelado”. Pois bem, como ficamos então no meio desse fogo cruzado? Desse tiroteio com muitas “balas perdidas” possíveis de nos atingirem? Se é que são tão perdidas assim...

Conter o mal é tarefa de todos, conter o mal significa combate-lo, combate-lo significa não dar espaço para ele, preencher os vazios com o bem. Nossa parte, está mais do que claro, precisa ser feita; Deus quer isso de cada um. No entanto, a tarefa de evitar o mal não dando margem para as ocasiões de pecado é algo que muitas pessoas deixam de praticar muito facilmente. Basta se acharem um pouco espertas que começam uma vida de diálogos com o pecado e Satanás.

Já sabemos: é sempre uma questão de escolha. Em nossas vidas, podemos escolher manter o perigo e o mal longe dela (não pedimos isso na oração do Pai Nosso?), ou, desgraçadamente, escolhermos levar aquela vida gostosa cheia de prazeres e mais prazeres recheados de completa falta de responsabilidade pelo posto que ocupamos de filhos do altíssimo.

Estamos avisados pelo próprio Cristo: “eis que vos avisei sobre tudo”, diz nosso salvador nos evangelhos. Depois é tarde e será a hora do leite derramado: “haverá choro e ranger de dentes” – nos avisa Jesus Cristo.


Fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Estou com um pé no inferno

Essa é uma frase que pode ser dita depois de um a exame de consciência bem severo e detalhado, daqueles bem rígidos que não deixam passar nada. Quanto mais nos cobramos em nossas condutas e comportamentos rumo à pátria celeste, mais nos aproximamos do padrão de julgamento que Deus utiliza sobre cada um. Ou alguém acha que as coisas ruins e erradas que fizemos, fazemos ou faremos, irão ficar por isso mesmo?

Claro que não! Aqui na terra dizemos que um bom juiz é aquele que aplica a pena ao condenado em função daquilo que fez de errado. Se ele “afrouxar” a sentença por causa de alguma coisa boa que o malfeitor fez no passado certamente diremos que não foi um bom juiz e não deu o tratamento adequado para a situação, diremos que foi injusto.

Muito bem, se acertadamente dizemos isso de uma situação como essa por que queremos achar que Jesus, o justo juiz, irá nos tratar com menos rigor?

Alguns prontamente iriam dizer que é porque Jesus é misericordioso. E que não é superado em amor e misericórdia. E entendemos que isso é verdade, mas a misericórdia de Jesus esbarra em nossa falta de comprometimento com sua palavra. Uma das seis formas de se pecar contra o Espírito Santo apontada por São Tomás de Aquino é o pecado da presunção; nele a pessoa acha que irá entrar no céu de qualquer forma, não dependendo de sua conduta. Eis um exemplo de falta de comprometimento, não levamos a sério a salvação da alma.

Mal fazemos algum esforço na direção da santidade e já nos achamos mártires. Por tão pouco entregamos ao diabo nossas conquistas, cedemos muito facilmente e ficamos achando que estamos com a razão. E vivendo dessa maneira vamos nos acostumando com o errado. Não é de se espantar que evitemos deste ponto em diante os grandes exames de consciência. Eles nos desmascaram impiedosamente.

Num ponto como este temos, mais uma vez, uma escolha a fazer: seguimos como estamos vivendo ou damos a famosa guinada (nos convertemos) e tratamos de resolver o problema do “pé no inferno” ou pouco para chegar lá.


Fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 15 de outubro de 2019

Um dia, esse dia será o meu dia

Hoje comemora-se o dia do professor, quem vos fala em meio aos seus quase cinquenta anos, cursa sua segunda faculdade, essa de Letras – Língua Portuguesa. Já com os conhecimentos e a fluência em libras muito próxima na presente data, almeja-se com esse projeto de vida ser um professor de português que, como diria um jovem aprendiz que trabalha com minha esposa, “já vem com libras”.

Pois bem, ao acordar todas as manhãs, dias mais cedo outros mais cedo ainda e alguns não tão cedo assim, ao começar os estudos a distância faço a recordação diária do propósito de estar acordado naquele momento. Digo para mim: “você está estudando porque quer um dia ser professor e dar aulas”. Todos os dias é preciso firmar o compromisso, realmente levar a sério. Outrossim, o exemplo dado aqui é, como sempre costumo dizer, uma imitação da natureza humana em relação ao divino.

Precisamente o que quero dizer é que: somos empenhados e dedicados no cumprimento daquilo que nos importa, em nossos projetos de vida, em crescer na vida, adquirir bens, ter família, carro, produtos tecnológicos e por aí vai. Salutar sem dúvida, desde que não se coloque tudo isso acima de Deus. Ademais, esse esforço que fazemos precisa, sem dúvida alguma, acontecer em nossa parte espiritual.

Que tal, todos os dias quando acordamos renovarmos nossas promessas batismais? A renúncia as coisas do mundo, ao pecado e as ofertas do diabo? Não é difícil, fazemos isso todos os dias para aquilo que nos interessa! Eis o problema, ou não queremos realmente ser salvos ou até queremos mas sentimos o peso do preço que Deus nos apresenta. Jesus quando nos aceita nos entrega a cruz, instrumento pessoal de salvação para cada um. A igreja nos recorda uma prática antiga dos três exames de consciência: um pela manhã, um ao meio dia e outro na hora de dormir. Prática religiosa muito promissora porque mantém o cristão atento em seu caminhar.

Se você compreende os porquês consegue suportar os acontecimentos da vida. Sabe que o sentido maior de tudo afunila na glória dos céus. Passo a passo, dia a dia lutamos para ir mais para frente do que para trás, tem dias que estagnamos, tem dias que desgraçadamente regredimos, mas graças a Deus existem dias que caminhamos na direção da pátria celeste. Que seja sempre assim a nossa vida, o nosso caminhar; uma luta constante, mas ciente dos motivos certos e dos propósitos. Sofrer por amor faz parte, mesmo que ele nos entregue a dor. Pior será deixar de viver com seriedade e depois ter que lamentar a dor maior que uma alma pode sentir: a da danação eterna.


Fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Poucas vezes senti que Deus estava me ouvindo

 

 

 

 

 

 

 

Por que será que algumas vezes nos sentimos assim? Com aquela sensação de que a oração está caindo no vazio? Parece a oração não fazer efeito. Bom, para começar, a oração não é uma fórmula mágica como das histórias de ficção. Não funciona como o livro de magia dos magos que, escolhem essa ou aquela “receita” para conseguirem esse ou aquele resultado. Pior ainda é quem coloca sua crença nas chamadas simpatias, pura superstição inclusive biblicamente condenada. Pois bem, será que as orações não estão sendo transformadas em listas de exigências?

Quem sabe é isso que esteja acontecendo. O filho rebelde e desobediente perde seu tempo em cobrar de seu pai mimos atrás de mimos se ele não agir conforme sua posição exige. A natureza humana imita a natureza divina; dessa forma como são postas as coisas já podemos imaginar o alto padrão exigido por Deus em relação ao nosso comportamento. Ufa! Enfim descobrimos o problema, passamos então a corrigir a forma como fazemos as orações. Ué! O tempo vai passando e da mesma maneira não sou atendido naquilo que peço, mesmo pedindo coisas de natureza espiritual?

Focadas para a salvação das almas? O que é que está acontecendo! Haja paciência. Mas acalmemo-nos, existe uma pista nisso tudo, vamos acompanhar. Vejamos; as pessoas não pedem, por exemplo, aos santos e santas rezando para eles para que intercedam por elas junto a Deus afim de que obtenham as graças necessárias para a salvação e até mesmo os pedidos de ordem pontual? Olhemos para a vida dos santos - sejais imitadores daqueles que pela fé e paciência se tornam herdeiros das promessas - carta aos Hebreus, capítulo 06, versículo 12. Muito bem, Nossa Senhora em suas aparições, referindo-se a este trecho nos diz: aprendam com a vida e o exemplo dos santos.

A mensagem nisso tudo é: quanto maior a comunhão com Deus mais atendidos por ele seremos. Isso não é de se duvidar porque para comungarmos com Deus precisamos nos conformar a ele e nos configurarmos ao Cristo. Olhando por essa ótica percebemos que “continentes” inteiros dentro de nós, impedem que alcemos voo em direção ao céu porque estamos presos as coisas e os prazeres do mundo. Desta forma não pedimos nossa libertação, pedimos desejos pessoais. A ordem das prioridades mudou e enquanto não nos corrigirmos as coisas continuarão desordenadas, nem seremos capazes de entender os puxões de orelha que Deus vai nos dando ao longo de nossa vida que não se coaduna ao seu amor. 

Fonte: Jefferson Roger

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sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Ovelhas desconfiadas

E aí, será que todo mundo passa por isso? Ou você confia, ou você não confia, ou você desconfia. Esse negócio de que você confia desconfiando (o famoso pé atrás) demonstra alguns problemas relacionados ao modo de pensar e agir. Pois bem, ensina-se que Jesus é bom pastor e que nós somos suas ovelhas. No mundo em que vivemos para que servem as ovelhas? Muito grosseiramente falando e muito mais resumidamente ainda, servem para produzir lucro para seus donos através da sua lã. Depois de um tempo ela morre e fim de conversa. Seus donos possuem o cuidado de reproduzi-las para sempre terem sua fonte de lucros (produção de lã) garantida. Não se trata de interesse próprio?

Por isso Jesus não estendeu a analogia dos filhos de Deus com as ovelhas pastoreadas adiante do que ele falou. Quis ficar apenas na relação de cuidado entre o dono e sua propriedade. Porém, convenhamos, será que o pastor das ovelhas tinha algum amor imenso por elas ao ponto de dar a vida para salva-la? Colocando-a em prioridade acima da sua família? Ou será que mantinha extremo zelo, alegrando-se por ter encontrado a ovelha perdida porque recuperou uma peça da sua fonte de lucro?

Jesus afirma que o pastor dá a vida por suas ovelhas, mas dá por que? Tem tanto amor assim por esses bichos? E nós, comparados a elas, por que somos comparados se ele não se iguala ao pastor do exemplo? Deu sua vida na cruz para nos redimir e nos salvar sem nenhum objetivo lucrativo. Vamos compreender como são as coisas para que não corramos o risco de desconfiarmos de Deus.

São Paulo vai dizer na carta aos filipenses, capítulo 01, versículo 21 que “para mim viver é Cristo e morrer é lucro”. Ah, perceberam onde está o lucro para Jesus, da sua morte? Eis a questão, eis a pedra preciosa encontrada no deserto. Ele disse que devemos ser quem serve e não foi isso que fez por nós? Sua morte, aceita por mando e amor ao Pai Eterno trouxe sim, lucro, quem lucrou com isso fomos nós, tolas criaturas que com uma visão curtíssima não enxergamos um palmo a frente de nosso nariz.

Isso tudo é obra do nosso inimigo cruel, que quer nos colocar contra Deus, minar nossa fé, fazer com que aceitamos sua causa (que é uma causa perdida) e ainda mais, semeando confusão em nossos corações e mentes quer nos mostrar que ele é o bonzinho e Deus é o castigador, que cobra e valoriza sofrimento nos negando os mimos que pedimos. Não existe o ditado popular que diz que “quando a esmola é demais, o santo desconfia?” Por isso devemos ser ovelhas desconfiadas, mas da maneira certa, porque o que o diabo faz muito bem é oferecer suas esmolas em cima de esmolas para todos nós.


Fonte: Jefferson Roger
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A morte lhe cai bem?

Em tempos atuais há quem diga que a morte é a solução de muitos ou de todos os problemas. Certamente, por motivos errados, as pessoas que se suicidam pensam algo relacionado a isso. São Paulo na carta aos filipenses capítulo 01, versículo 21 vai dizer que “para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro”. No entanto, as palavras do apóstolo denotam uma direção bem diferente daquela que leva pessoas a tirarem suas vidas.

A vida nos cansa diariamente e chegamos ao ponto de não a querermos mais. Perde-se o sentido, se é que existia algum, e tudo se torna um verdadeiro carregar de pedras. Sofrimentos, dificuldades, angústias de todos os tipos, frustrações e toda uma bateria de tribulações. São Francisco chamava a morte de “sua irmã”, muitos santos e santas de Deus desejavam a morte e sobretudo, quando estavam passando por esse momento, o momento derradeiro, alegravam-se de tal forma que esse acontecimento lhes causava imensa alegria. Como assim, pode pensar o leitor. De fato, para eles, significava que esta parte da jornada estava acabando e o encontro com Deus já se aproximava. Misturada essa alegria com uma ansiedade a entrega voluntária do espírito marcava (e ainda marca) uma vida de eternas alegrias no paraíso feito para todos que querem ser de Deus, vivendo aquilo que ele pede.

A morte não pode ser uma fuga, já que é o fim de todos que estão por aqui; pela fé, precisa ser compreendida. Se naturalmente nos encontrarmos com ela, se nossa vez de prestarmos conta chegar, como nos servirá essa morte? Será como um assaltante que nos surpreendeu tirando o pouco ou muito que temos ou julgamos ter e que pode ter valor apenas para nós? Vivemos uma vida no estilo “deixe quieto”? Eu deixo Deus em paz contanto que ele não me importune? Me deixe viver como quero que eu não farei mal aos que querem segui-lo?

Há ainda aqueles, que se esforçam para serem ateus, que estão livres quanto a isso. Arrumaram suas próprias soluções e eliminaram o “pesado” fardo que a religião impõe”, mas não qualquer religião e sim, aquela que nos aponta para o verbo de Deus, sabedoria encarnada no seio da Virgem Maria, que morreu por todos para que tenhamos a vida eterna. Religião que tem a função de “re” - ligar o homem a Deus, preparando-o para a vida eterna, pois o aqui e agora é um prelúdio do que vem pela frente.

Ah como seria bom morrer, não ter mais dívidas, não passar por mais desavenças com as pessoas, não precisar trabalhar, não adoecer, não passar por dificuldades de nenhuma natureza. Seria sim e na verdade será, no livro do Apocalipse Deus nos revela que tudo isso irá acontecer. O que não pode acontecer é esperarmos de braços cruzados, temos a nossa parte para fazer, temos que vivermos como filhos de Deus, que por uma vida eterna longe de tudo isso que não é bom, em seu amor, nos pede que aceitamos essa purificação terrena de poucos anos. Poucos anos de dificuldades contra a eternidade sem elas parece uma proposta maravilhosa demais para ser jogada no lixo, chafurdando no lamaçal dos pecados.


Fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Confusão e conflito pessoal

A condição dada por Deus a cada um nos permite espalhar os pensamentos para todos os lados. Não existe um “freio divino”, uma limitação imposta por nosso criador. Ele nos criou e nos explicou como são as coisas. São verdades duríssimas. Não conseguimos, isso sim, por critérios divinos, compreender tudo que gostaríamos. Se a bíblia narra a história da criação de um modo, onde entram os dinossauros e sua época nisso tudo? A evolução do homem primata até o homo sapiens onde se encaixa? Foram outros criadores? Foi Deus mesmo e existe lacunas que não sabemos? Pobre mente humana, não pode alcançar tudo.

E para piorar as coisas a falta de muitíssimas informações e a falta de muitas procedências das informações que existem inundam mentes e pensamentos de todos colocando cada um a prova e promovendo uma potencial situação de desconcerto interior. Se mencionarmos a questão dos porquês então a coisa parece não ter fim. Atrás dos porquês terminamos esquecendo porque estamos agindo assim.

Então aquilo que achávamos certo parece ser errado, ou tornou-se errado. Aquilo que julgávamos ser o errado transformou-se quase que magicamente em certo. Os valores perdem seus valores e adquirem novos conteúdos. O conflito força passagem sobre nossas defesas buscando instalar em nossos corações suas confusões. É trabalho do mal; nós cristãos precisamos lembrar disso. O mal não quer que abracemos a causa de Deus, seu projeto de salvação e vida eterna para cada um.

Uma das incansáveis lutadoras e defensoras dos desígnios divinos é Maria Santíssima. Em suas mensagens ela nos recorda que, palavras da mãe de Deus, “no céu tudo nos será revelado”. Então, como vemos e temos que frisar outra vez aqui neste site: é uma questão de escolha. Temos que escolher acreditar em Deus ou não, acreditar que somente no céu tudo nos será revelado.
Em Deuteronômio 29,29 lemos que “o que está oculto pertence ao Senhor, nosso Deus; o que foi revelado é para nós e para nossos filhos, para sempre, a fim de que ponhamos em prática todas as palavras desta lei”. Não se trata, portanto, de queremos forçar a barra para resolvermos nossos conflitos e confusões, precisamos sim, encontrar o que necessitamos em Deus. Um filho pequeno não recorre em tudo ao seu pai e sua mãe? Temos que nos colocarmos ou seria melhor dizer voltarmos ao posto de filhos de Deus, numa constante condição de dependentes dele para tudo, exatamente como crianças, puras de espírito. Esse é o grande “pulo do gato”, menos de Deus em nossas vidas, mais do mundo e mais conflitos e confusões; mais de Deus em nossas vidas, menos de tudo que pode nos prejudicar a salvação de nossas almas. A fé nos garante isso e sua plenitude não admite “se” ou “será”, ela trabalha com entrega total e certeza a respeito daquilo que não se vê – Hebreus 11.


Fonte: Jefferson Roger
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A luz de Deus

Deus, aprendemos no livro do Gênesis, separou a luz das trevas e viu que isso era bom. Viu que era bom porque a mistura de duas coisas opostas não harmonizam perfeitamente. Experimente colocar num copo de água um pouco de óleo; irá ver que o óleo não mistura com a água. A analogia serve para compreendermos o que devemos reter de Deus para nossas vidas. Alguém acende uma luz em sua casa durante o dia? Possivelmente não, não há necessidade, a claridade das janelas que recebem a luz do sol conseguem iluminar o ambiente.

Lemos em Apocalipse 21,23 que “a cidade (a Jerusalém celeste) não necessita de sol nem de lua para iluminar, porque a glória de Deus a ilumina, e a sua luz é o Cordeiro”. Bendita luz de Deus, cheia de glória, que nos cobre em vida afastando as trevas. Temos que agir como Deus, entendermos que é bom a luz estar separada das trevas e mais, mergulharmos em sua glória e nos inundarmos em sua luz.

Em plena luz não há como acontecerem tantos problemas, porque, na maioria das vezes, o homem se esconde para cometer os seus erros. Muitas vezes, como disse Jesus, o pecado acontece entre quatro paredes, as “quatro paredes” do coração. Lá, onde nascem todas as coisas e para onde vão todas as coisas acontecem as grandes batalhas que nossas almas enfrentam diariamente.

O magnífico sistema inventado por Deus denominado corpo humano, engenhosa obra inigualável por mãos humanas, sofre verdadeiros testes de durabilidade todos os dias. O diabo e sua caterva infernal, por não quererem servir a Deus em suas criaturas de barro, tornadas vivas pelo seu sopro, querem por toda a conta nos colocar debaixo de suas rédeas. O mal nos quer nas trevas, longe da luz de Deus.

E nós, queremos o que? Hora isso, hora aquilo? Quando convém nos escondemos nas trevas? Quando nos arrependemos corremos para a luz? Que vergonha para nós. Demoramos na vida para tomarmos jeito. E se a morte estiver no próximo minuto em que procuramos deliberadamente pecar? No entanto corremos o risco de acharmos que a culpa é de Deus que nos fez assim tão suscetíveis ao erro. Muito pelo contrário, isso não passa de tentação porque a medida de nosso sucesso está em andarmos na luz, e Jesus ainda nos confirma isso:

“Eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará em trevas, mas terá a vida eterna”.

Não tem jeito, ou é sob a luz ou sob as trevas, como sempre dizemos por aqui, é uma questão de escolha.


Fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Sempre lutar

Realmente não importa, temos sempre que lutar nessa vida. Lutamos para pagar as contas, lutamos para mantermos as muitas coisas da vida nos eixos, lutamos para não perdermos a razão e não sairmos tentando dar murros nas caras das pessoas, ou então desferir ofensas contra alguém que não coaduna com aquilo que pensamos. Enfim, lutamos, lutamos, lutamos e lutamos. Todo mundo pode colocar na lista de lutas pessoais muita coisa. Algumas são comuns a todos, outras são lutas muito pessoais, outras são secretas e reclusas, outras abertas, seja como for, a vida é uma luta.

Jesus disse em Mateus 11,12 que “o céu é conquistado a força e são os violentos que o conquistam”; São Paulo vai dizer em suas cartas que devemos resistir na luta contra o pecado até o sangue. Esta existência passageira intitulada “vale de lágrimas” consiste numa batalha que terminará somente no momento que deixarmos essa vida. Tombaremos para o lado dos condenados ou deitaremos no berço esplêndido da graça e da glória.

Temos até o último suspiro, mas o problema é que não conhecemos o seu momento. Por isso sempre temos que levar uma vida que nos permita cairmos mortos sem nenhuma pendência ou ofensa contra Deus. Não vale o risco de se viver desregradamente postulando deixar para “tomar jeito” mais tarde. Pode ser tarde demais. Se rezamos uns pelos outros e pedimos a intercessão aos que já se foram e consideramos estarem na presença de Deus por que não nos comportamos como esses inúmeros modelos de vida? A começar por Jesus e sua mãe e seu pai nutrício?
Minha nossa viu, uma de minhas padroeiras, Santa Gema Galgani, dizia que a vida a importunava muito com suas ofertas que só propunham afasta-la de Jesus. Como ela tinha razão. Claro que é cansativo a vida desprovida de tantos pratos saborosos oferecidos pelo diabo. Suas tentações, sempre disfarçadas para seu deleite e nossa desgraça buscam sempre nossa derrocada. Contra isso, também, adivinhem, temos que lutar.

Aqueles que vão cansando pelo caminho durante a batalha vão trocando de lado e abraçam o ditado que diz: não pode com ele (o diabo), junte-se a ele. Que lástima é a queda dessas pessoas. Todos os dias Jesus propõe sutilmente outro ditado: não pode com ele (o diabo), junte-se a mim. Está lá em João 15,5 – “sem mim nada podeis fazer”. Como queremos participar na duríssima batalha que coloca nossa salvação como alvo desprovidos de tudo que Deus quer nos dar, basta acolhermos e aceitarmos suas implicações? Temos que lutar ou teremos que desistir. Temos que escolher.


Fonte: Jefferson Roger
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Raízes e Valores

Duas situações que nos acompanham por toda a caminhada rumo à pátria celeste. Podemos todo dia, em nossas reflexões, parar e pensar sobre isso. Qual é minha raiz? De onde vim? Sob quais valores minha vida é regida? Quão importante é para mim esta dupla? Muitos são os questionamentos que podemos e devemos fazer. Afinal, nós cristãos, portadores da fé, temos uma natureza criadora, temos uma origem, conhecemos nossas raízes. E para nos mantermos dentro desse caminho aprendemos um conjunto de valores que formam a base, o alicerce de nossas vidas.

Quando abandonamos isso tudo os problemas começam a aparecer, tanto de ordem física quanto espiritual. Quem se alegra com essa condição é nosso inimigo cruel. Quando perdemos o fio da meada, desviamo-nos do caminho da porta estreita sofremos mais do que o necessário por culpa própria. Precisamos prestar a atenção aos detalhes porque a correria e a barulheira da vida e do mundo são peritos em causar muita confusão dentro de nossos corações.

Se temos uma vocação e um porquê não adianta nos debatermos como peixe fora da água, é inútil. Precisamos afastar a desordem, organizar os pensamentos, direcionar o coração para as coisas do alto e cultivarmos tudo que brota de nossas raízes. Quanto mais sadia, forte e profunda ela for, produzirá boa base, frutos e permitirá aumentarmos nossa envergadura e estatura tal qual a analogia que depreendemos sobre uma árvore.

Já ouvimos comerciais televisivos dizerem que certas coisas não têm preço; isso sabemos que é verdade. Muitos valores que possuímos e muito daquilo que somos não pode tão desgraçadamente ser posto à venda ou permitido que se corrompa. É uma tristeza sem tamanho cairmos de tão grande altura em que fomos colocados por Deus. Não foi para isso que Jesus passou pelo que passou.

Enquanto muitos santos e santas passavam mal só em saber e recordar os momentos da paixão de nosso Senhor Jesus Cristo muitos de nós fazemos o que se lembramos dela? Se é que lembramos? Suspiramos aliviados dizendo “ainda bem que aconteceu com ele e não comigo”? Pois é, se acreditamos em Deus devemos ter em mente que isso tudo faz parte de nossas raízes e nelas estão incluídos nossos valores. Despreza-los não parece ser atitude daquele que busca as coisas do alto e procura uma vida que agrade a Deus.


Fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 13 de setembro de 2019

A dor é filha do amor

Quem acha o contrário faça a seguinte experiência: pense numa pessoa que você tem certeza de que gosta de você, que te ama de verdade. Pensou? Muito provavelmente as pessoas em sua maioria pensam em suas mães. Não sei se sua resposta foi essa, mas vamos refletir a respeito. Por que a mãe encabeça uma lista como essa? Simples, o amor que tem pelos filhos chega ao ponto de extremos. É uma amostra aqui na terra do amor que Jesus tem por cada um de nós. Se não amasse a cada um por que aceitaria fazer o que fez e passar pelo que passou? Jesus, pessoa da Santíssima Trindade, já tinha tudo e não precisava de mais nada. Quem aceita livremente por amor a alguém padecer?

Pois bem, as mães, como dissemos, aceitam. Por amor ao filho tiram do seu prato e dão para ele, o visitam na penitenciária, deixam de comprar uma roupa para si para comprar para ele. Se o filho adoece gravemente a visão da indefesa criança sofrendo “corta-lhe” o coração. Se pudesse sofreria em seu lugar; quantas mães já não pediram isso a Deus? Que sofressem no lugar dos filhos?

Pois bem, experimente adoecer, é tua mãe que estará ao teu lado, não importa o horário. Mães são assim, se trabalham e recebem uma ligação de que o filho precisa de cuidados, larga tudo, pega sua bolsa e corre em direção da criança. Quem discordar não entende o que é o amor de mãe, que é um reflexo do amor de Deus demonstrado na pessoa de Jesus Cristo.

Nas sagradas escrituras aprendemos que temos que ser imitadores do Cristo (1ª Coríntios 11,1 – Efésios 5,1); então isso significa viver na vida um amor como o que Jesus viveu por nós. Se uma família está reunida em algum lugar público e é tomada de assalto em defesa dos filhos os pais farão de tudo para que o bandido não faça mal algum para as crianças. Vão até as últimas consequências para que o mal não se abata nas crianças. Ah vão mesmo! Pais que amam seus filhos não medem esforços, outro exemplo de amor pautado no modelo do amor divino.

Amar é aceitar a dor como fruto desse sentimento. Não se pode amar e não se importar com o amado. Isso é amor mundano egoísta, é o famoso “eu me amo” por mim mesmo, primeiro eu, depois, se sobrar tempo, o outro.

Já pensaram se Jesus agisse assim, só nos atendendo quando lhe sobrasse tempo por causa de um ego super inflado e uma vaidade sem limites? Estaríamos piores do que a fila dos postos de saúde, muito piores. Por bem, não é assim, o Deus conosco que sofreu por nossa causa está sempre ao nosso lado. Pena que muitos o fazem sofrer diariamente por causa de tantos pecados e ofensas cometidos contra ele. Pobrezinho de Jesus dizia uma das pastorinhas de Fátima, em meio a choros; e também Santa Gema Galgani que quando aprendeu na catequese sobre sua paixão, ficou tão compadecida que caiu sobre intensa e alta febre, aterrorizada com seus flagelos por amor a nós. E nós, fazemos o que?


Fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Busque a luz

Disse Jesus em João 8,12 – “Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida”. E em João 12,46 – “Eu vim como luz ao mundo; assim, todo aquele que crer em mim não ficará nas trevas”. Essas, caros leitores, são belas e estimuladoras palavras ditas pelo Ressuscitado. É muito confortante saber que basta acreditar nele e segui-lo para que as coisas caminhem em nossas vidas da melhor forma possível.

No entanto, a prática é bem diferente da teoria: Lucas 9,23 – “Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me”. E para tornar a coisa mais séria ainda lemos em Mateus 10,38 – “Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim”. E para completar a reflexão terminamos com essa exortação do Cristo que encontramos em Lucas 9,62 – “Aquele que põe a mão no arado e olha para trás, não é apto para o Reino de Deus”.

É pessoal, já estamos percebendo que existem etapas e situações bem distintas. Uma coisa é querer a luz, outra coisa é busca-la e outra é permanecer nela. A luz de nossas vidas, que sabemos ser Jesus, pode transformar-nos em pessoas melhores, pode aumentar nosso grau de santidade, nossa resistência contra o mal. Experimente andar de mãos dadas com Jesus e Maria Santíssima pela trajetória de sua vida para você ver se te acontece de ir para o inferno? Imagine você de mãos dadas com os dois, assim que teu olhar, por acaso te oferecer uma tentação e você tentar aproximar-se dela certamente será puxado de volta pelos dois, que estarão fortemente apertando suas mãos.

Não há como o mal triunfar em sua vida se ela estiver toda entregue a Jesus. O que, no entanto, não se pode confundir é mal contrário de bem, com o mau contrário de bom. Deus sabe que é bom o mau que sofremos permitido por ele para que cresçamos em estatura de graça e santidade. Ele sabe que o mal que sofrermos nos privará do bem; por isso pedimos na oração que Jesus nos ensinou para que não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos (atenção) do MAL.

A vida é difícil para todos conforme o grau que Deus dispõe para cada um. Cada um com sua especificidade e particularidade tem o seu fardo. Porém, não há injustiça alguma embora o demônio queira que acreditemos que há. Vejamos apenas um porquê? Simples, Jesus disse para todos em Mateus 11,28-30: “Vinde a mim, vós TODOS que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas. Porque meu jugo é suave e meu peso é leve”.

Opa, perceberam? A mensagem dele destina-se a todos. Injustiça seria se alguns não tivessem acesso aos seus cuidados, bênçãos, graças e misericórdias. Então, ao invés de resmungarmos por causa da vida que levamos devíamos resmungar por causa do corpo mole que fazemos quando insistimos em vive-la do nosso jeito, um jeito que às vezes é longe da luz.


Fonte: Jefferson Roger
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Essa luta é antiga

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nascidos para lutar, nascidos para vencer, nascidos para resistir, nascidos para suportar, nascidos para herdar, nascidos para morrer. Ao nascermos começa a contagem regressiva de nossas vidas. O tempo avança, mas paradoxalmente diminui dia após dia. O tempo não acumula, não soma, é uma constante “continha de menos”. Hoje temos menos tempo de vida do que ontem. Ao final do dia estaremos mais próximos da morte do que quando acordamos pela manhã. A bíblia adverte a todos para que pensem constantemente em seus derradeiros momentos finais e seus últimos acontecimentos para assim, prevenirem-se de pecar (Eclesiástico 7,40). Quantos fazem isso? Podemos arriscar dizer que “aparentemente” não muitos. E por que? Porque o saldo do comportamento humano em sua história sempre aponta para uma busca pelo paraíso artificial aqui na terra e uma vida de alegria sem Deus.

Dá para se contar nos dedos de uma mão aleijada quantas pessoas buscam a radicalidade do evangelho, ensinada, demonstrada, pedida e futuramente (Apocalipse 22,12) cobrada por Jesus. É para lá de difícil (ele mesmo disse) faze-lo. Conhecemos a situação e sabemos que, para piorar ainda mais, o mal “permanece” em nosso encalço, espreitando nossos movimentos. Que diferente essa atitude do diabo. Em nossas vidas conhecemos alguém que não gostando de outra pessoa a procura constantemente para prejudica-la? Geralmente não, aquela pessoa de que se desgosta é evitada, nem se quer saber dela, ela que vá cuidar de sua vida, que fique cada um no seu canto. O máximo que fazemos muitas vezes, por causa do preceito cristão é rezarmos por elas (como nos mandou fazer Jesus). Já satanás age bem diferente, como ele não segue o que Jesus determina faz o papel de “amigo da onça”.

Dá o pirulito com uma mão, depois tira com a outra. Ele se faz de vítima e bonzinho, sempre pronto a nos ajudar a conquistar o que tanto queremos e não ganhamos de Deus; cansados disso aceitamos as ofertas da concorrência. Não percebemos que agindo assim nos comportamos como “papel higiênico” nas mãos do maligno. O que nos resta depois que ele nos usar? Pois é... Batalhemos então, esse é o cenário em que fomos mergulhados quando saímos do ventre de nossas mães. Fazemos parte de um exército, mas temos nossos momentos de lutas solitárias. "Nunca, jamais desanimeis embora venham ventos contrários".

Fonte: Jefferson Roger

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segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Fuja das ocasiões de pecado

Ora bolas, até parece simples e meio sem sentido tratar de um tema dessa natureza, afinal, se você não quer se queimar não irá brincar com fogo, diz o ditado popular não é mesmo! Pois bem, mas a cada comemoração de fim de ano as estatísticas mostram que os atendimentos emergenciais nos pronto-atendimentos são realidades constantes. Como vemos não é tão simples assim e o assunto aponta para algumas fraquezas humanas.

Pela tentação do raciocínio lógico se as pessoas pecam é porque não evitaram as ocasiões de pecado, ou pior ainda, até as procuraram. É o que podemos entender como a raiz do problema. A tentação ordinária apresenta-se na região das ocasiões. As tentações mais incisivas atacam indiscriminadamente depois que nossas fortalezas foram minunciosamente analisadas pelo nosso inimigo. Já ouvimos falar do “ponto fraco”, pois é, quem não tem um, alguns ou muitos? Procura-los e explora-los é o que fazem os exércitos maléficos.

Nós, em contrapartida, temos que fazer a nossa parte que não consiste em tentarmos fazer algo sozinhos. Jesus nos disse que sozinhos nada podemos (João 15,5). Santa Catarina de Sena disse que sozinhos o que podemos fazer é nos condenarmos ao inferno e sem a ajuda dos demônios. Pobre de cada um que não abraça a humildade e tenta viver sob uma conduta própria e alternativa visando o mesmo resultado que o “caminho, verdade e vida”, único registrado e percorrido por tantos pode promover.

Então o sujeito começa a cair e levantar sempre nos mesmos erros e não busca, como dissemos linhas acima, a raiz do problema. É como a pessoa que tem febre e insiste em tomar remédio para baixa-la; febre é sinal de infecção, de que alguma coisa está errada em nosso organismo e que está sendo sinalizado por esse aumento anormal da temperatura corpórea. Tem-se que encontrar a causa da doença e combate-la, curada a doença o “aviso” (a febre) cessará.

Assim é nossa relação com as adversidades que buscam corromper nossa alma, submete-la, escraviza-la e por fim, conseguir a sua condenação eterna ao inferno. O sujeito não sabe andar de bicicleta, tenta faze-lo, cai, machuca cotovelos e joelhos, levanta-se, recompõe-se, faz curativos nas feridas e depois faz o que? Tenta andar de bicicleta novamente; irá cair mais uma vez e machucar-se outra vez. Primeiro precisa aprender a andar, tomar as providências, equipamentos de segurança, aprender sobre o equilíbrio, sobre a bicicleta, começar por lugares controlados, sem movimentos, próximos a gramados e de pessoas que o auxiliem. Não pode simplesmente subir na bicicleta e tentar atravessar o centro de uma cidade urbana movimentada no horário de maior movimento ou praticar uma trilha em meio as montanhas.

Fugir das ocasiões ou evita-las, são as duas coisas que precisamos fazer, ora uma, ora outra, ora as duas. Santo Antonio Maria Claret dizia que essa conduta nos garante a certeza da salvação e da vida na graça de Deus.


Fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 6 de setembro de 2019

O louco

Lemos na primeira carta aos Coríntios que “ninguém se engane a si mesmo. Se alguém dentre vós se julga sábio à maneira deste mundo, faça-se louco para tornar-se sábio, porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois (diz a Escritura) ele apanhará os sábios na sua própria astúcia (Jó 5,13)” – 1ª Coríntios 3,18-19.

Por isso podemos compreender porque os santos diziam que era preciso internar os pecadores num hospício; é uma loucura a vida oferecida pela sabedoria do mundo, insistente em afastar seu teor da sabedoria divina. São Paulo apontava nessa direção porque a lógica mundana rotula os seguidores de Cristo dessa maneira. Não foram e ainda não são muitos martirizados por amor a Jesus? Imperadores romanos, estado islâmico e outras vertentes?

Que maluquice, por que seguir um Deus cujo antigo testamento comprova seu caráter guerrilheiro, vingativo e sanguinário? E depois ainda se tenta tampar o sol com a peneira no novo testamento alegando que ele é amor? Ah tá, então é por isso que vemos pelo mundo pessoas matando pessoas por crise de ciúmes culpando o amor! Deve estar tudo bem então, assim como os islâmicos que dizem que matam por causa do seu Deus. Que confusão hein!

Bom, de concreto mesmo nos cabe, mais uma vez repetindo por aqui, fazermos uma escolha. Alguém é louco, isso é certo, porém, até a loucura pode ser contextualizada e por isso todo cuidado parece não ser o suficiente. Como saber? Se não conseguimos sozinhos e na verdade não conseguimos mesmo pois Jesus foi logo nos avisando em João 15,5 – “sem mim nada podeis fazer”.

Então se é nada isso inclui a possibilidade de nos colocarmos dentro do padrão esperado por Deus, longe das loucuras do mundo, mas como verdadeiros loucos para ele (o mundo) porque escolhemos seguir Jesus. Nos cabe então, vamos repetir, a humildade para reconhecermos nossa dependência e fazermos a escolha certa, a escolha que agrade a Deus. O que ele faria? (Jesus). Como agiria? Como se comportaria se tivesse que passar pelo que estamos passando em nossas vidas. Se não temos como saber podemos pedir que ele caminhe conosco.


Fonte: Jefferson Roger
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Vigiai

Não é o primeiro artigo que este site publica com a temática da vigilância, no entanto, a técnica aqui usada é a mesma que Jesus ensinou a todos: perseverança. Está em Mateus 10,22; a perseverança irá recompensar o perseverante com a coroa da glória eterna. Todavia, se mal usada também pode funcionar na contramão da situação. Basta sermos perseverantes no erro, nas maldades, no pecado para vermos onde isso vai acabar.

O diabo gosta muito disso, que sejamos como ele, que perseveremos e não arredemos o pé; vale o que eu quero para mim e não o que Deus quer. Sujeito muito experto, vira e mexe falamos dele por aqui, aqui no site vinde-benditos ele não passa despercebido como quer que o mundo faça. Sua sutileza e disfarces tão brilhantemente apontados por Jesus e olha que Jesus ainda frisou: “estais de sobreaviso, eis que vos preveni de tudo”.

Não que precisemos ser doentios admitindo que estamos completamente afundados no mar revolto, jogados para lá e para cá, sob a mira de elite dos mais ferozes e exímios tentadores malignos, mas.... se olharmos bem, não está muito longe disso. Afinal, por que satanás iria pegar leve com alguém se tentou o próprio Cristo? Tantos santos e santas e continua até os dias de hoje a fazê-lo por toda a humanidade? Se você acredita na palavra de Deus então sabe o fim do demônio e por isso compreende porque ele move todo o esforço máximo contra os seres humanos. Quanto mais ele conseguir arrastar para o seu lado maior, vamos dizer assim, o seu consolo. É o que pretende: apontar para Jesus quantos ele conseguiu submeter.

Vigie, escolha o seu lado.

Não espere para ser surpreendido por Jesus quando ele te encarar e tristemente ter que te dizer: “eu tinha te avisado”.

O que restará para se fazer num momento como esse? Que já está inserido na eternidade e não pode mais sofrer algum arrependimento de nossa parte? Enquanto respiramos podemos antes do último suspiro tomarmos vergonha em nossas caras e agirmos com a decência que nos é cabida.


Fonte: Jefferson Roger
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O que Deus faz para te agradar?

Já parou para pensar nisso? Vamos fazer um comparativo com o nosso cotidiano e nossas relações interpessoais. Quando se enamoram duas pessoas é absolutamente natural que se faça de tudo para conquista-la, verificar as compatibilidades, até fazer aquele esforço pessoal para promover algumas mudanças, tudo para que possamos oferecer o melhor de nós para quem estamos gostando. Se gostamos de alguém procuramos agrada-lo (a). Essa é a forma humana, a tentativa de agradar alguém, mostrando que somos o que aquela pessoa busca e que ela é o que buscamos. Em linhas resumidas podemos transcrever a coisa dessa maneira.

Pois muito bem, e Deus, o que ele faz para nos agradar? Se gosta de nós não deveria mostrar que ele é aquilo que buscamos em alguém? Alguém que nos escute, que nos ajude, que goste de nós, que queira nosso bem, que não queira ser desmancha prazeres e por aí vai. O problema é que Deus é tudo isso e ainda muito mais, mas nossa condição e capacidade não consegue compreender seus porquês. Ou quem sabe não queremos compreender porque vão muito na contramão do que queremos para nossas vidas. Pobres humanos, possuidores pela graça divina da vida eterna, por aqui viverão tão pouco e nem é comparável ao restante de suas vidas que, relembremos: é eterna.

O funcionamento das engrenagens que movem nosso curso não corresponde ao que queremos. Todo mundo já deve ter ouvido falar que “quem não quer do bom e do melhor”. Ora, todos querem, mas, quando querer do bom e do melhor está relacionado a salvação das almas aí a dificuldade aumenta e muito. O bom e o melhor para Deus estão representados na vida que Jesus passou aqui na terra dando-nos o exemplo e nos ensinando como se deve fazer, agir e viver.

Pronto, ferrou tudo! Logo vi que tinha alguma carta na manga essa história de que Deus é amor. Por que não resolveu o problema de Adão e Eva entre eles mais o diabo deixando de lado toda a raça humana? Se é um Deus Onipotente, Onipresente e Onisciente muito claramente já sabia por antecipação disso tudo; afinal, não é um deusinho qualquer. Não adianta filosofar por esses caminhos percebem? Não levam a conclusões nenhumas que satisfaçam os desejos humanos. Isso porque os desejos humanos inicialmente criados sãos, adoeceram por causa do pecado. Já lemos em Deuteronômio que o que não nos cabe saber é porque Deus não quis nos revelar. Não adianta gastar tempo com aquilo que não irá contribuir na balança da justiça divina.

Assim são as coisas, “felizes são os que nele encontram o seu refúgio”, ouvimos em toda santa missa. Quanto mais longe de Deus os padecimentos da vida são mais sofríveis, experimente entregar toda a sua vida para ele, sem reservas alguma para ver o que acontece com ela. Mas não é entregar no estilo “test-drive”, apenas uma voltinha na quadra não, entrega logo de uma vez e por todas para que descubra por si só o que ele faz para te agradar:

Salmo 24,12-14 – “Que advém ao homem que teme o Senhor? Deus lhe ensina o caminho que deve escolher. Viverá na felicidade, e sua posteridade possuirá a terra. O Senhor se torna íntimo dos que o temem, e lhes manifesta a sua aliança”.


Fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 4 de setembro de 2019

O paraíso artificial

Aos crentes na palavra de Deus, que verdadeiramente reconhecem que ele é o senhor, seu senhor, senhor dos corações e criador dos seres viventes à sua imagem e semelhança, as alegrias eternas que nos esperam com a coroa da glória estão reservadas aos que entrarem nos céus, no paraíso. Aqui é denominado “vale de lágrimas”, um lugar de tribulação onde experimentamos a correção de Deus por causa de um motivo maior a saber:

Hebreus 12,9-11 – “Temos na terra nossos pais que nos corrigem e, no entanto, os olhamos com respeito. Com quanto mais razão nos havemos de submeter ao Pai de nossas almas, o qual nos dará a vida? Os primeiros nos educaram para pouco tempo, segundo a sua própria conveniência, ao passo que este o faz para nosso bem, para nos comunicar sua santidade. É verdade que toda correção parece, de momento, antes motivo de pesar que de alegria. Mais tarde, porém, granjeia aos que por ela se exercitaram o melhor fruto de justiça e de paz”.

E é nesse ponto que se mete o diabo, muitas de suas tentações procuram nos afastar dos pesares com soluções agradáveis, mais fáceis e livres de sofrimentos e tribulações. São suas drogas espirituais que fazem as pessoas viverem na alucinação de que já podem gozar no aqui e agora uma vida de paraíso, um constante parque de diversões. Ora, afinal vivemos tão pouco e como a vida é curta temos que aproveita-la e fazer o que nos apetece.

O problema é que não conseguimos querer o que devemos e terminamos querendo o que “achamos” que precisamos. Por isso na bíblia lemos que “nem sabemos pedir como convém”. E quanto mais tentamos sozinhos, damos constantes murros em ponta de faca; nos falta deixar de lado a desordem das atitudes.

Dessa forma, com o pensamento organizado, atitudes convergentes para Deus, um olhar voltado não para o amanhã, mas para a eternidade e a lembrança constante dos novíssimos (Eclesiástico 7,40), a constante batalha que consiste a vida do homem terá a virtude da perseverança recompensada e isso está atestado nas palavras do próprio Cristo: [E disse Jesus]: “Sereis odiados de todos por causa de meu nome, mas aquele que perseverar até o fim será salvo”. – Mateus 10,22.


Fonte: Jefferson Roger
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