sexta-feira, 15 de março de 2019

Estou prestando?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Algumas vezes acontece na vida da pessoa a tentação de pensar que Deus está de sacanagem com cada um. Se ele é tão poderoso, tão isso, tão aquilo e tão aquele outro e ainda lemos na sagrada escritura que ele nos fez a sua imagem e semelhança, por que é que somos assim tão diferentes dele? E a contradição parece ainda aumentar quando ouvimos dizer que Jesus se fez homem e experimentou toda a condição humana menos o pecado. Ou ainda em relação à Virgem Maria que foi preservada do pecado original com vistas a ser a mãe do salvador da humanidade. E pode piorar porque ouvimos que existem os eleitos, os destinados a algo maior.

Pois bem, como sair dessa enrascada? Nos parece simples, para bom início de conversa basta não darmos ouvidos ao diabo. Reflexões e pensamentos dessa natureza demonstram uma falta de fé. É preciso equilíbrio entre fé e razão, pois muita fé causa fanatismo e fundamentalismo; muita razão causa uma tendência de vivermos segundo as regras do pelagianismo, julgando que basta apenas nosso próprio esforço. E por falar em esforço convenhamos, nosso esforço mental é inútil, não iremos alcançar a compreensão plena dos desígnios de Deus. Nossa Senhora já disse em suas aparições que apenas no céu tudo nos será revelado.

Porém, apesar disso tudo que refletimos até aqui, ainda paira no ar a questão que encabeça o título do artigo: estou prestando? Estou servindo para alguma coisa nessa vida? As pessoas têm motivo para falar bem de mim? Não tem? Sou alguém que serve de bom exemplo para filhos ou filhas? Minha filha pode desejar um marido para ela como eu? Meu filho pode desejar para ele uma esposa como eu? Ela se espelha em mim para agir como mãe? Ele se espelha em mim para agir como pai? Nas mais diversas situações tenho atitudes que antes de agradar aos homens agradam a Deus? As reflexões que podemos fazer são muitas e a lista parece nunca terminar. Sabemos que a convivência humana é uma das mais difíceis tarefas. São Paulo já dizia em suas cartas que devemos nos suportar uns aos outros por amor a Deus. Jesus diz que devemos amar o inimigo. É complicado, o mundo insiste em nos tornar farinha do mesmo saco. É a cultura do comum.

Não importa que Deus criou homem e mulher para se unirem em santo matrimônio (Gênesis 2,24), agora é comum pessoas de mesmo sexo brincarem de casinha, de mãos dadas, morando juntos, casando civilmente, adotando crianças e toda essa imundície que se vê mundo afora. Esse lixo todo que querem enfiar goela abaixo dos seguidores de Jesus Cristo quer ser empurrado como algo comum, evolução inevitável da humanidade. Só por Deus! O consolo para todos os que se esforçam para viverem o evangelho, os mandamentos e os ensinamentos da sagrada escritura é que no final dos tempos (Apocalipse 22,12) quem vai separar o joio do trigo (quem presta de quem não presta) será Jesus Cristo, caminho, verdade e vida. Não irá existir nenhuma verdade distorcida, promulgada e divulgada nesse mundo que supere ou substitua a verdade que vos libertará.

Fonte: Jefferson Roger

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quinta-feira, 14 de março de 2019

Filmes que ajudam a refletirmos

É sabido por todos, nem precisamos entrar em muitos detalhes por aqui, que o universo cinematográfico tem o poder de transmitir através de seus filmes muitas histórias e histórias das mais diversas naturezas. Poderíamos até arriscar um palpite ao dizermos que é muito difícil encontrarmos alguém que não goste de nenhum gênero de filme. Existe, mas são muito poucos. Normalmente o que se vê por aí são respostas que elencam alguns tipos de filmes que “caem” no gosto das pessoas.

Sendo assim, neste breve artigo destacaremos alguns filmes de origem cristã que, apesar de não serem católicos, apresentam um bom conteúdo para se assistir em família. Estes cinco filmes: Prova de Fogo, A virada, Desafiando Gigantes, Corajosos e Quarto de Guerra são filmes que baseados na palavra de Deus e nos resultados de uma vida em comunhão ou não com ele, demonstram em suas histórias exemplos que poderiam muito bem acontecer na vida real.

Os irmãos Kendrick, como são conhecidos, estão por trás dessas cinco produções e já com anúncio confirmando o seu sexto filme que eles definem como gênero drama-cristão que será lançado neste ano, no segundo semestre. Fica aqui a dica, caro leitor, caso ainda não tenha assistido algum deles ou quem sabe todos. São filmes que podem (e eu até arriscaria de dizer que devem) ser assistidos em família. É uma oportunidade de aprender e refletir sobre nossas vidas enquanto degustamos dessa forma de lazer no conforto de nossas casas. E por que não?

Sempre arrumamos tempo para aquilo que nos interessa; ora, sem dúvida alguma se existe algo que nos interessa são nossas famílias, e quanto mais cristãos nos tornarmos, o amor caridade, que brota em nossos corações irá nos fazer tomar interesse pelas famílias dos outros. Confesso aqui, abrindo um pequeno parêntese, que é por isso que sou catequista, levar às famílias minha vivência de vida e minhas experiências e conhecimento das coisas do alto é uma atitude que alimenta a alma, muito mais do que se pode imaginar.

Não é de hoje que bons filmes rodeiam o repertório das telinhas, das telonas e mais recentemente dos smartphones e da internet. Que não conhece o Netflix? Que tal criar o hábito de vez por outra assistirmos um filme que nos permite colhermos alguma mensagem saudável para nossas vidas? Quando as pessoas de certa idade que tiveram uma vida sedentária e com hábitos de vida não saudáveis como boa alimentação, boa noite de sono e exercícios físicos regulares sentem o peso dos anos e por conta disso procuram o médico, ouvem na maioria das consultas aquele puxão de orelha e a recomendação para se iniciar os tais bons hábitos que a tempos já deviam fazer parte de suas vidas.

Façamos disso um alerta no aqui e agora, nossa alma, que é única e eterna, precisa ser salva. Temos uma chance apenas, porque temos apenas uma vida. Nessa tentativa única devemos dar o nosso melhor, agarrados em Jesus Cristo, caminho, verdade e vida, teremos a certeza de que todas as dificuldades de nossas vidas serão ínfimas depois que, fieis ao seu projeto de amor e ao evangelho, após nossa passagem por esse vale de lágrimas, iremos colocar nossos pés no paraíso para vivermos com ele por toda a eternidade. Nesse momento iremos perceber o quão pequena foi a exigência de Deus por conta de uma eternidade ao seu lado.


Fonte: Jefferson Roger


Prova de Fogo


A virada


Corajosos


Desafiando Gigantes


Quarto de Guerra


Overcomer (Vencedora)
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quarta-feira, 13 de março de 2019

O mal anda à solta

Pensem caros leitores, durante a manhã de hoje o que vocês estavam fazendo? Trabalhando? Em casa dormindo? Filhos nas creches, escolas, faculdades, trabalhando também? Pois bem, apesar das dificuldades da sua vida e das muitas tribulações a vida segue adiante em família sob o olhar e a proteção divina?

Ao final do dia, todos esperamos retornar para casa e rever nossos familiares; isso independe o pé de guerra ou não que está instalado em seu lar, as desarmonias ou aconchego e seja como for, a nossa vida é uma luta enquanto acontece nossa estadia por aqui. Deus, é bem verdade, já sabemos, embora não entendemos, permite o mal nesse mundo e nossas vidas. Jesus mesmo chama Satanás de príncipe do mundo, solto para tentar as almas para a perdição. O diabo faz a faxina para o Senhor, peneirando como o trigo (palavras do evangelho) as pessoas e a fé de cada uma. É a nossa realidade, enquanto escrevo uma de minhas filhas está na creche, a outra a caminho de casa, pois estuda de manhã e a esposa está no trabalho, assim como eu. Todos esperamos pela graça de Deus, ao fim do dia nos encontrarmos em casa.

Porém, não é o que acontecerá na vida de muitas famílias na cidade do interior de São Paulo chamada Suzano. Nesta manhã dois ex-alunos encapuzados invadiram as instalações da Escola Estadual Raul Brasil e fizeram mortos e feridos; o caos e o pânico se apoderou dos envolvidos neste cenário típico daqueles filmes policiais que muitas vezes assistimos no conforto de casa.

Em detalhe você pode acompanhar as notícias do acontecimento em vários sites pela internet, mas por aqui a reflexão paira sobre a questão de não sermos capazes de saber o que vai acontecer no próximo minuto de nossas vidas. Se chegar a hora de nossa partida, Jesus irá nos encontrar lutando contra o mal e nossas fraquezas? Irá nos encontrar vivendo em meio a farra dos prazeres baixos e dos pecados?

Vale sempre o exame de consciência diário que devemos fazer três vezes ao dia, todos os dias. Santo Antonio Maria Claret dizia que como esperamos vencer as grandes tentações se caímos nas pequenas e nem nos esforçamos na luta contra os pecados veniais? A soma deles resulta no pecado grave. É como o estado do viciado em drogas, cada vez ele vai acostumando-se com a dose do entorpecente e com isso busca doses maiores para obter seu prazer. A consequência disso é a morte por overdose. Cuidemos, pois, de nossas vidas, nossa alma é preciosa e não devemos viver uma vida de corda bamba uma vez que qualquer vento de maior força pode nos derrubar e conforme a natureza da queda a atitude de levantar poderá não encontrar tempo para acontecer. Por que insistir em acatar a tentação do amanhã se podemos e devemos viver nossas práticas religiosas hoje?

A vida é curta, independente de quantos anos iremos viver. É curta porque deve ser comparada a nossa condição de sermos eternos. Nossa fé em Jesus Cristo nos garante que seremos ressuscitados no último dia, uns para a perdição e outros para a glória. Ai de nós, como disse Jesus, se já tivermos no agora escolhido o caminho largo e espaçoso.


Fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 8 de março de 2019

Pobre da carne

Jesus já nos avisou que o espírito (o nosso espírito) está pronto, mas nos alertou que a carne é fraca. E por quê? Porque é através da colaboração do corpo (seus sentidos e intelecto) que o espírito peca. Se por ventura alguém ainda não se deu conta ou não percebeu por conta da sutileza da situação, vamos logo recordar: o pecado é uma realidade do espírito.

E este espírito, parte daquilo que somos pois sabemos que como um composto de corpo e alma, um dia teremos esse corpo transformado num corpo glorioso (recorde-se do corpo de Jesus após sua ressurreição) que unido a nossa alma gozará das alegrias eternas ou, será ressuscitado no último dia, como atestam as escrituras, para o fogo do inferno preparado para o diabo e seus demônios e com muito, mas muito lugar para abarcar os ímpios que para lá desejaram ir ao virarem as costas para seu criador.

É a velha batalha diária descrita em Efésios que travamos durante a caminhada.

A alma, através do corpo sofre imensamente os açoites do maligno. Mas isso, conforme também aprendemos nas escrituras, é motivo de alegria. Porque a cada açoite suportado e vencido por amor a Deus e ao próximo crescemos em amor e santidade e vamos aos poucos nos aproximando da estatura de Cristo (1ª Coríntios 11,1 – Efésios 5,1).

Viver para servir e amar a Deus parece para muitos uma escravidão sem fim. Parece que isso nos torna escravos e marionetes dele. “Me obedeçam senão serão castigados e condenados. Eu dou e tiro o doce de suas bocas quando bem entender”. Parece que é assim que Deus age com todo mundo. Quem sabe até seja, afinal ele é o dono de tudo, criador de tudo e não possui sociedade com ninguém. O céu é dele, as regras são deles, os mandamentos são dele e por aí vai. Não éramos nada e agora existimos por conta de seu imenso amor que quer compartilhar para todo o sempre e ainda existem pessoas que teimam em achar alguma injustiça nisso.

É nesse ponto que mora o perigo, de olhos e ouvidos abertos o cruel inimigo se aproxima e oferece a alternativa tão desejada que é viver as felicidades e prazeres terrestres todos os dias. Pobre da carne, facilmente iludida toma conta da situação, envenena a mente e o coração e arrasta a alma cristã para a ruína, que se não for remediada em tempo pode se tornar uma ruína definitiva.

Precisamos ter consciência da miséria, Deus nos quis assim, nos criou assim para sermos seus dependentes filiais e com isso fazermos de tudo para um dia estarmos com ele em definitivo. As verdadeiras glórias nos aguardam lá no alto, as glórias que são vãs estão por aqui, por toda a parte, basta esticarmos a mão e acolhe-las. É sempre uma questão de escolha, uma escolha que tem consequências eternas.


Fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 7 de março de 2019

A história se repete

Pois é, caros leitores, embora os cristãos se escandalizem, não é, infelizmente falando, novidade o fato de ocorrerem durante o carnaval atos que caminhem em direção completamente oposta ao cristianismo. Basta uma simples busca pela internet sobre o tema do carnaval que em segundos o Google exibirá centenas, para não dizer milhares, de fotos das mais variadas situações mundanas.

Mulheres e homens seminus, ou praticamente nus, muita esfregação de corpos, idolatrias das mais variadas formas e uma fome desenfreada pelos prazeres e alegrias da carne. Fatos esses que acontecem todos os anos e por muito tempo inclusive. Em tempos bíblicos, aprendemos nas sagradas escrituras que cidades como Sodoma e Gomorra viviam diariamente o que acontece nesses dias de carnaval. Além do que é patrocinado e divulgado pelas mídias televisivas, sabe-se também que os bailes de carnaval e as festanças regadas a bebidas, drogas e sexo desregrados aumentam ainda mais nesse período. Pobres pessoas que estão a trocar a glória dos céus na felicidade eterna junto a Deus, por umas migalhas jogadas ao chão por Satanás.

Há quem se revolte e diga que as coisas não são assim, que se trata de uma festa onde escolas de samba contam histórias e o povo em geral para a sua rotina para cantar, dançar e festejar a alegria de viver. Que pesar e que lástima. Gostam de exibir seus corpos como um pedaço suculento de carne exposto na vitrine de um açougue, sendo oferecido para aquele que chegar primeiro. E mais, ainda existem aqueles que dizem que vão pular o carnaval cristão! É o fim da picada, ficam tentando amenizar e adaptar a prática mundana de forma que fique menos errado “pular carnaval”. Tiago 4,4 – “não sabeis que o amor do mundo é abominado por Deus? Todo aquele que quer ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus”.

Nossa Senhora em Fátima disse que viriam muitas modas que ofenderiam seu filho Jesus. E Jesus disse a Santa Maria Faustina que agora é o tempo da misericórdia, depois, ele terá a eternidade inteira para praticar a justiça. Sempre é bom recordar desses dizeres, eles acalmam o coração cristão, sinal de que Deus está no comando e assim como não vai deixar de recompensar quem der um copo de água, também não irá deixar de aplicar sua justiça a todos.

É como se diz no dito popular de que quem ri por último. Enquanto ainda não chegou a hora do apito final, é tempo de escolher o lado, somos eternos e queremos passar essa eternidade em que lugar? Enquanto pessoas se acham no direito de desrespeitarem a fé de muitos, pisando naquilo que acreditam e cuspindo no rosto de Jesus, como aconteceu durante sua passagem por este vale de lágrimas, para eles e para nós existe a própria afirmação do ressuscitado para todos: “quem fizer algo para um desses é a mim que fazeis”.


Fonte: Jefferson Roger
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sábado, 2 de março de 2019

O veneno chamado tristeza

Quando somos contrariados por alguma coisa que caminha na direção oposta daquilo que queremos, precisamos ou pretendemos, uma gama de opções sentimentais apresentam-se para tomarem um lugar muito espaçoso em nossos corações. Alguns podem sentir raiva, outros podem sentir um lamento, outros ainda podem ter um sentimento de decepção ou frustração.

Como vemos e como muito bem sabemos, nossas reações acontecem na medida de nosso envolvimento e conhecimento relacionado com as coisas de Deus. Na balança da vida, pendemos para o lado do mundo ou o lado de Deus. Deus, que nos amou primeiro e demonstra um amor ciumento por cada um vai logo avisando através de Tiago 4,4: “quem é amigo do mundo se faz inimigo de Deus.

Aprendemos em Eclesiástico 30,22-25: Não entregues tua alma à tristeza, não atormentes a ti mesmo em teus pensamentos. A alegria do coração é a vida do homem, e um inesgotável tesouro de santidade. A alegria do homem torna mais longa a sua vida. Tem compaixão de tua alma, torna-te agradável a Deus, e sê firme; concentra teu coração na santidade, e afasta a tristeza para longe de ti, pois a tristeza matou a muitos, e não há nela utilidade alguma.

Ao lermos esses versículos poderemos nos perguntar: como fazer? Como afastar a tristeza?

Nas cartas apostólicas aprendemos que as tribulações e dificuldades são motivos de grande satisfação por nos tornarmos mais próximos dos sofrimentos de Cristo. Episódio que comprova isso foi a prisão dos apóstolos que demonstraram alegria ao estarem encarcerados por causa de Jesus. Quando uma criança não ganha o que quer, chora, faz birra, esperneia e fica triste. Não compreende, com a idade que tem, que os pais fazem o que fazem por ela, e isso inclui as proibições, por amor para com ela visando o seu melhor. Exatamente como Deus age com cada um de nós.

Portanto, aprendemos da boca do próprio Cristo e de seu exemplo que com sua paz conseguiremos atravessar o que vier pela frente impedindo que em nossos corações o veneno da tristeza tome conta deles. Um coração preenchido pelo amor da Santíssima Trindade, que faz dele sua morada, é incapaz de ceder aos impactos dos sentimentos. Desta forma, a tristeza é transformada de vilã em nossas vidas para um termômetro que sempre irá nos informar que alguma coisa não está caminhando bem, sendo o momento de revisar atitudes, decisões e condutas.


Fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 1 de março de 2019

Deus dá com uma mão e tira com a outra

E não é assim mesmo que nos sentimos, caros leitores, em relação ao modo como ele nos trata? Parece ser isso uma constante em nossas vidas. A tal da liberdade que ele nos concede é vigiada, bem vigiada. Livre arbítrio? Sim, parece existir. Porém, dependendo da escolha feita, para este ou para aquele lado, conforme está escrito na carta aos Romanos, Deus nos abandona aos nossos desejos e paixões.

Dali para frente é só oba oba (pensam os incautos). De festa em festa (de degrau em degrau ladeira abaixo), vão vivendo uma vida no estilo do Filme de Hollywood chamado “Click”. Fazem de tudo para pular as partes ruins de suas vidas, ou pelo menos evitá-las ou quem sabe até adiá-las. A concentração do esforço que fazem é para se viver de feriados em feriados, de festas em festas, passeios em passeios, lazer em lazer e prazeres em prazeres.

É uma alegria só, viver assim, um paraíso aqui na terra. Esse negócio de adotar o que Deus ensina e viver sob sua lei e seu amor para depois alcançar a glória dos céus é para quem é desocupado e não quer aproveitar a vida. Pobres deles, dos seguidores de Jesus; vivem uma vida pensando na eternidade sem saborear profundamente as ofertas do mundo. Assim pensam as pessoas que rotulam Deus como o inimigo a ser evitado. Distorcem a verdade e viram as costas para o criador.

Muitas vezes agem assim porque ao aderirem ao projeto de salvação que ele propõe, a dificuldade em vivê-lo é tamanha que, por conta disso, terminam por colocar suas culpas nele. E assim Deus vira um carrasco, um desmancha prazer, que quer meu sofrimento. Ele me permite que coisas boas aconteçam na minha vida e lá na frente, depois que eu gostei daquilo ele retira sem aviso algum e eu é que fique chupando o dedo.

Pois bem, a triste verdade é que as coisas são assim mesmo. No entanto a ótica que adotamos para olhar o contexto é que está errada porque as “regras” são dele, não nossas. O mecanismo está sob o controle dele e nós devemos acompanhar as medidas apresentadas. Ora, para se ir bem num emprego em uma grande empresa, a pessoa acata todas as normas; horários, uniformes, regulamentos, turnos, dias de pagamento e outras condições próprias daquela empresa. Tudo por quê? Porque deseja não perder seu emprego, quer mantê-lo a salvo.

E com sua alma, por que não faz o mesmo? Ou não faz porque não acredita em Deus, ou não faz porque simplesmente não quer fazer, quer tentar do seu jeito, ou ainda não faz porque não compreende direito esse amor divino que nos quer no céu e que de fato é difícil de se viver. Mesmo assim, as coisas estão aí, a falta de conformidade e comunhão com a Santíssima Trindade nos faz sofrer mais do que o necessário para crescermos no amor e na santidade. Que acordemos de forma urgente para a vida que nos aguarda e que depende de poucos anos nessa passagem pelo vale de lágrimas.


Fonte: Jefferson Roger
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sábado, 23 de fevereiro de 2019

A riqueza católica

 

 

 

 

 

 

 

 

A expressão riqueza nos remete imediatamente ao abastamento, ao contrário de pobreza. Talvez pensemos em muito dinheiro, muitos bens, um patrimônio com muitas posses. Nada disso é errado pensar, mas, para podermos contextualizar o artigo, podemos direcionar a expressão da seguinte maneira: riqueza é termos muito de algo. Com base nessa afirmação nós católicos podemos e devemos compreender que a fé no todo (fé católica), possui muito do seu teor vindo do amor de Deus e de sua palavra. O verbo, que nos revelou o pai e nos transmitiu a boa nova, trouxe um marco para a humanidade e a salvação para todos que aceitarem a proposta vinda dos céus. Proposta essa presente na vida da igreja e testemunhada na vida de muitas pessoas ao longo de suas caminhadas. São os exemplos dos santos (Hebreus 6,12) que já trilharam o caminho da porta estreita e também dos vivos, membros do corpo de Cristo, presentes na igreja peregrina que caminha aqui na terra sob a condução do Espírito Santo.

 

 

 

 

 

 

 

 

E todo esse testemunho, toda essa verdade, toda essa Tradição e toda a trajetória da Igreja de Jesus (Mateus 16,18) é o que precisa fazer parte da vida do cristão, se quer viver uma vida em abundância e comunhão com Deus. E foi seguindo essa necessidade de amar de volta aquele que nos amou primeiro, para melhor cumprir a missão confiada por Jesus de formarmos discípulos para ele, que na manhã de hoje, reunidos na capela da Divina Misericórdia, situada em Curitiba-PR, seu grupo de catequistas e líderes de outras pastorais, participaram de uma formação a respeito do Catecismo da Igreja Católica. 

Sob olhares atentos e canetas em punho, a formação que aconteceu em tom de bate-papo descontraído, mas sem perder a seriedade do tema, trouxe aos participantes, além da troca de experiências, um pouco mais sobre a importância deste documento para o bem da igreja e de seus fiéis. Muito além de uma exposição a respeito de seu conteúdo, o encontro teve como objetivo abrir horizontes e demonstrar a riqueza contida dentro deste catecismo. Riqueza essa que pode e deve, como nos orientou João Paulo II, ser aproveitada para o bem das almas, não importando a situação de vida em que se encontrem. E assim, após a partilha de conhecimentos e vivências de vida relacionadas à vida da igreja e a catequese, os participantes encerraram o encontro em clima de descontração e alegria com a sensação de mais um passo dado rumo ao Reino de Deus. 

Fonte: Jefferson Roger

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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

A doença dos olhos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E disse Jesus – Mateus 5,28 – “todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração”. Caros leitores, é por isso que os pecados da carne, impulsionados pelos sentidos com destaque para os olhos, são pecados mortais. Olhar para uma pessoa na rua e fantasiar experiências sexuais com ela, olhar para pessoas na internet e consumir a pornografia digital, olhar para as fotos de pessoas estranhas ou nem tão estranhas assim e alimentar os desejos de relações carnais com elas, tudo isso, que acontece longe do contato físico, conforme nos ensina Jesus é pecado grave contra a castidade (sexto mandamento da lei de Deus e de quebra contra o nono e o primeiro mandamentos). Na bíblia lemos que quem convive com o perigo acabará caindo nele.

A linha que divide a queda em solo firme da queda do abismo é muito estreita, espiritualmente falando. O sujeito olha para a beleza de uma pessoa, admira; até aí está tudo bem pois não consentiu com o pecado, ainda está beirando a tentação. A partir do momento em que a admiração se tornou desejo e o desejo não foi barrado acontece o rompimento da amizade com Deus. Vamos resumir? Olhou, achou bonito e admirou, mas parou por aí, está tudo bem, vida que segue. Agora, olhou achou bonito e admirou e em seguida desejou e concebeu na mente e no coração os frutos desse desejo, está tudo conforme o diabo gosta, vida que segue rumo a condenação eterna. Não é de se assustar com a aparente exigência que Jesus nos ensina, quando eleva o significado do adultério à um novo patamar.

O padrão imposto por Deus é alto, mas alcançável, do contrário ele seria um mentiroso e seu amor, um amor interesseiro e egoísta. O mesmo Cristo que nos ensina essas verdades também nos dá as armas para combate-las. Entre elas a oração e o jejum. Mas não bastam orações e jejuns, é preciso evitar as ocasiões de pecado, lutar contra a abstinência do vício e aproximar-se muitíssimo de Deus. Vale ainda o lembrete dado por Padre Pio: “quanto mais perto de Deus maior a tentação”. O ser humano não é doente, não nasceu doente, está doente, ficou doente pois permitiu que sua alma e coração convivessem com tudo que é contrário a Deus.

Por isso os sentidos que foram feitos para nos ajudar acabam servindo para nos prejudicar. É preciso, pois, de forma urgente, pedirmos a Deus a cura de nossos sentidos, a cura espiritual para que nosso olhar possa se afastar das consequências de um olhar mundano, envenenado e malicioso, um olhar que torna a alma inquieta e que comanda junto ao corpo as atitudes que desagradam a Deus. 

Fonte: Jefferson Roger

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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Eu quero pecar

 

 

 

 

 

 

 

Quero fazer as coisas que tenho vontade e não encontro tempo para todas elas. São muitos convites, vindos de toda a parte. Dos amigos (mui amigos), da internet, da televisão e das mídias sociais. Tudo e todos, que já abraçaram a causa, trabalham no incansável esforço de propagar a novidade: o pecado é coisa do passado, ele evoluiu e agora é considerado a satisfação pessoal. É a liberdade tão sonhada que as pessoas queriam e que a religião (ligar-se a Deus) não permitia que acontecesse porque quem é amigo do mundo se faz inimigo de Deus – Tiago 4,4. O mundo orquestrado, nas palavras de Jesus, por seu príncipe Satanás, faz de tudo para vender um peixe que não é fresco, mas que ao mesmo tempo não fede nem um pouco. É pura enrolação e enganação do diabo.

Ele ensina que veneno agora é bom, que podemos tomar porque seu efeito não é mais devastador, tanto para o corpo como para a alma. Então acontece que a pessoa adere a técnica do conta gotas. Vai experimentando aos poucos como é esta novidade de poder pecar que nada irá lhe acontecer de ruim. O que tinha vontade de fazer e não fazia, porque não podia, agora pode e pode fazer quantas vezes quiser. Viva! Finalmente alguém que nos libertou do braço pesado de Deus, o Deus castigador que cobra o impossível e não permite nenhum deleite, principalmente relacionado as ofertas do mundo. 

Quando o mundo prega que o que o olho não vê o coração não sente, assina uma permissão imensa convencendo as pessoas de que é possível sim pecar, desde que seja escondido. Pobres pessoas, caem tão facilmente nas mentiras e se convencem tão facilmente que o pecado não é mais pecado. Jogam a eternidade no lixo escolhendo viver as alegrias do presente. Que pesar e que lástima, chafurdam no lamaçal das desgraças e por opção própria decidem viver afastadas do criador fazendo parte de uma outra realidade, a realidade dos ímpios. Ahhh, mas é só um pecado, só um pecadinho, é só uma vez, depois me acerto com Deus, o que é que tem, todo mundo faz! Isso não é pecado mais, e a lista dos argumentos não para tão cedo.

Como um forte entorpecente, o vício do pecado se instala e tira a liberdade do cristão de amar. Amar a Deus e ao próximo como a si mesmo. A alma padece por conta da participação do corpo nas atitudes de pecado e de passo em passo a descida vai ficando mais inclinada e o retorno mais difícil. Abramos nossos olhares, despertemos para a vida de graça, rezemos pelos que precisam retornar para ela, nos aproximemos de Jesus, clamemos por socorro e entreguemos nossas vidas à ele e ele nos converterá, nos transformará em homens novos, nascidos do Espírito Santo. 

Fonte: Jefferson Roger

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Teólogos Arrogantes ou Ignorantes?

T odo o esforço que o homem
E mpreende para tentar
O lhar para o divino e compreender o
L ugar das coisas colocadas por Deus
O nde a inteligência humana,
G raças a Deus, limitada, é chamado por
I números sacerdotes que muito
A mam Maria Santíssima, de uma “teologia ignorante” – Padre Faber.

E é isso mesmo, caros leitores, que vocês acabaram de ler. Os grandes sacerdotes marianos apontam para a teologia intitulando-a como uma ferramenta de estudo que tenta e pode afastar o fiel da Virgem Maria. Não se trata de condenação, antes que alguém vá logo ficando ofendido, trata-se de um risco. Não cabe aqui listar nomes de grandes santos que foram sacerdotes e foram devotíssimos de Nossa Senhora; seus nomes estão por aí dentro da história da igreja. No entanto, também é fato, que muitos homens de Deus são escrupulosos e pisam em ovos quando o assunto é amar a Mãe de Deus. Envenenam os fiéis que tendem a ter um comportamento semelhante e que se aproxima de outras denominações religiosas que “enterram o assunto mariano” bem fundo.

As pessoas tratam de anunciar que estão “fazendo” o curso de teologia, mas não tratam de anunciar que são devotas de Maria e que por isso, por amor a Jesus, recitam o Santo Rosário todos os dias, entre outras práticas religiosas que um amor pela Mãe de Deus naturalmente movimenta em seus corações.

Já ouvi dizerem que basta uma Ave-Maria bem rezada que isto é suficiente, ou ainda que durante o dia a pessoa vai recitando as orações da Ave-Maria na medida do possível e assim esmigalha o terço. Também se ouve dizer que muitos fiéis, em seu amor exagerado pela Virgem, praticamente a colocam como a quarta pessoa da Santíssima Trindade. Ouvir coisas assim entristece muito os corações unidos em amor ao Coração Imaculado de Maria.

Este site, que é mariano, não esconde na pessoa do autor, a indignação dos cristãos que encaram Maria Santíssima, a toda cheia de graça, com um cuidado esmerado ao invés de um amor imenso. Afinal, ama-la é aproximar-se de Jesus, pois ela é despojada de tudo e não faz nada além de interceder por cada um e auxiliar na caminhada até o Cristo, rogando por nós agora e na hora de nossa morte. Os santos diziam (entre eles São Boaventura, São Bernardo, São Bernardino de Sena, São Luiz Maria) que enquanto a devoção aos santos é opcional, a devoção à Virgem Maria é necessária. Quanto mais se ama Maria, mais se ama Jesus porque ela é a primeira imitadora dele (1ª Coríntios 11,1) e sabe como nos ajudar a nos configurarmos à maneira esperada pelo Pai.


Fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

A dificuldade do justo

Vemos nas sagradas escrituras como exemplo de homem justo a pessoa de São José. Muitíssimo acima dos homens, porém, muitíssimo abaixo da Virgem Maria que, mesmo sendo a “cheia de graça” é como um nada perante Deus (São João Maria Vianney).

Tudo isso para que? Para compreendermos que a recomendação que Jesus nos deu de que devemos nos esforçar para alcançarmos a glória dos céus não dispensa ninguém.

Em provérbios 24,16 aprendemos que o justo peca até sete vezes por dia. Nossa Senhora já falou em suas aparições que ninguém está livre de pecar diariamente, ainda que venialmente. Ora, não acredito que exista alguém na terra que possa contrapor o que a Virgem Santíssima diz, se o fizer, não tem o endosso de Deus.

Sendo assim, vamos dar uma passadinha no que São Pedro fala sobre a dificuldade dos justos:

1ª Pedro 4,12-19 – “Caríssimos, não vos perturbeis no fogo da provação, como se vos acontecesse alguma coisa extraordinária. Pelo contrário, alegrai-vos em ser participantes dos sofrimentos de Cristo, para que vos possais alegrar e exultar no dia em que for manifestada sua glória. Se fordes ultrajados pelo nome de Cristo, bem-aventurados sois vós, porque o Espírito de glória, o Espírito de Deus repousa sobre vós. Que ninguém de vós sofra como homicida, ou ladrão, ou difamador, ou cobiçador do alheio. Se, porém, padecer como cristão, não se envergonhe; pelo contrário, glorifique a Deus por ter este nome. Porque vem o momento em que se começará o julgamento pela casa de Deus. Ora, se ele começa por nós, qual será a sorte daqueles que são infiéis ao Evangelho de Deus? E, se o justo se salva com dificuldade, que será do ímpio e do pecador? Assim também aqueles que sofrem segundo a vontade de Deus encomendem as suas almas ao Criador fiel, praticando o bem”.

Como vemos a palavra de Deus atesta que o justo se salva com dificuldade, por isso não devemos tentar a salvação sozinhos. Jesus já nos alertou – João 15,5 – “sem mim nada podeis fazer”. O que fazem então os homens? Todavia, a dificuldade existe não para nos desanimar e sim para nos estimular a seguir em frente. Em vida, quando queremos alguma coisa nos esforçamos muito para consegui-la. Basta querermos muito vivermos eternamente no paraíso para agirmos da mesma maneira, fazendo tudo e nos esforçando ao máximo para consegui-lo. A natureza humana tenta imitar a natureza divina, toda conquista tem um preço.


Fonte: Jefferson Roger
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Eu e minha casa serviremos ao Senhor

Encontramos, caro leitor, essa afirmação no capítulo vinte e quatro do livro de Josué. E o artigo se pauta nesta frase porque ela nos remete à uma reflexão muito profunda relacionada aquilo que vivemos em nosso dia a dia.

A grande dica, ou a grande mensagem que podemos acolher desta afirmação, provém de podermos transforma-la num propósito de vida. Num exame de consciência podemos admitir que servimos ao Senhor? Não só nós, mas nossa família também? Se a família está no mesmo barco (igreja doméstica) não é natural pensar que todos seguem na mesma direção que o barco se dirige por estarem dentro dele?

Sabemos que não é verdade não é mesmo! As tentações invadem a família buscando os mais fracos e motivando-os a abandonarem o barco.

Então, de cara vemos a responsabilidade que cada membro de uma casa tem em relação aos demais. Como cada um é único no mundo, possui uma condição diferente dos demais. Satanás sabe muito bem disso e tenta a cada um na medida de suas fraquezas. Até parece óbvio a afirmação, mas muitos se esquecem desse detalhe nos momentos em que a vigilância baixa e os impulsos traem a razão e o coração. Quando a carne comanda o cérebro o desastre é sempre mais possível de acontecer.

As orações possuem mais valor nas dificuldades, é fácil rezar agradecendo a Deus deliciando-se pelo seu amor de pai; agora rezar agradecendo a Deus pelas tribulações que nos fazem enxergar nossas misérias e dependência dele para tudo é outra história. Em momentos assim reclamamos para as pessoas erradas, não nos ajoelhamos perante o sacrário, perante o senhor Deus Onipotente. Saímos alardeando tão alto que mesmo que o diabo fosse surdo possivelmente escutaria.

Dessa forma, se não tomamos ciência dessa realidade, não conseguimos dirigir nossa conduta e sermos bons exemplos aos outros. Tampouco ajudar os demais em suas necessidades e fraquezas espirituais e materiais. Se a família possui quatro membros, cada um se esforça pelos quatro, pois a queda em desgraça de um deles tem chance de trazer a ruína para o lar. Uma família destruída é uma conquista do inferno.

Portanto, precisamos nos esforçar para podermos dizer em alto e bom tom para que nossos inimigos ouçam e sobretudo, o diabo:

“Eu e minha casa serviremos ao Senhor” – Josué 24,15.


Fonte: Jefferson Roger
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sábado, 16 de fevereiro de 2019

O tesouro da igreja

Através do esforço humano suscitado pela força do Espírito Santo, o corpo eclesial da Igreja de Jesus Cristo – Mateus 16,18 – num empenho que durou seis anos apresentou, como desejo do corpo conciliar reunido por João Paulo II em 1985, o documento chamado Catecismo da Igreja Católica no ano de 1992. Catecismo este que “deve apresentar, com fidelidade e de modo orgânico, o ensinamento da Sagrada Escritura, da Tradição viva na Igreja e do Magistério autêntico, bem como a herança espiritual dos Padres, dos Santos e Santas da Igreja, para permitir conhecer melhor o mistério cristão e reavivar a fé do povo de Deus”.

Compreender sua natureza e entender os seus porquês é algo que todo servo de Deus, chamado por Jesus para cumprir a missão de formar discípulos, precisa interiorizar, se pretende com seu testemunho e sua fé aprofundada melhor transmitir o anúncio do reino. E foi o que, na manhã de 16 de fevereiro deste ano, que o grupo de catequistas da capela Nossa Senhora de Fátima da paróquia Santa Amélia, situada em Curitiba-PR se propôs a fazer como pontapé inicial para o novo ano catequético que se inicia no mês que vem.

Olhares alertas e ouvidos atentos não deixaram passar nenhum momento das ricas informações que foram resumidas numa apresentação descontraída proposta pelo catequista Jefferson Roger da paróquia São Rafael, vizinha da comunidade em questão. Não era uma manhã ensolarada, tão pouco a temperatura era alta, ao contrário, seguindo o ritmo do clima da capital, estava um dia úmido, um pouco frio e com aquela chuvinha bem fina que ia e voltava.

Não importou em nada, pois assim como Jesus está sempre pronto a ouvir nossa oração e acolher nossa conversão, assim como a Virgem Santíssima não tem hora para deixar de “rogar por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte”, os que lá estiveram presentes, puderam aceitar o chamado e absorver um pouco mais das belezas que nossa religião católica oferece, em questão: este catecismo.

Todos tinham motivos para não comparecem, afinal, motivos (desculpas) para “largar o arado” são fáceis, no entanto, vale o lembrete dado por Jesus: “quem coloca a mão no arado e olha para trás não é digno de mim”. Todavia, lembremos também que “nem um copo de água dado será esquecido”. Que instruções como está sejam assim, capaz de nos ensinar a “darmos muitos copos de água àqueles que precisarem, pois, Jesus é a água viva e quem beber desta água nunca mais terá sede.


Fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Você merece ser defendido?

Eis aí, caro leitor, uma pergunta delicadíssima de ser respondida. Ela passa pelo nosso julgamento, pelo julgamento do próximo e pelo julgamento de Deus, na pessoa do verbo encarnado.

Nosso julgamento pode ser sincero e honesto (julgamento esperado por Deus) ou pode ser inapropriado porque apresenta tendência de ser parcial, pendendo ao nosso favor. Consiste naquela pessoa que fica se dando tapinha nas costas parabenizando-se por tudo.

Quanto ao próximo podemos ser julgados de várias maneiras; pelo que somos, por causa do que fazemos, por causa do que deixamos de fazer ou conforme o ponto de vista e conceitos alheios, só para elencar algumas vertentes da questão.

Porém, tudo isso se coloca abaixo do julgamento de Deus. Conforme nos ensina a sagrada escritura seremos julgados por nossas obras (Apocalipse 22,12). Também por ele é que devemos agir em nossos julgamentos. A bíblia nos ensina a sermos imitadores do Cristo (1ª Coríntios 11,1 – Efésios 5,1).

Em relação a nossa conduta neste mundo, agimos conforme o agrado de Deus? Merecemos ser defendidos e amparados por ele em nossos momentos difíceis? Se não nos comportamos como seus filhos com que direito exigimos que ele seja o pai que queremos? Ademais, ainda assim, ele é o pai que precisamos, apesar de agirmos em não conformidade com sua lei e seu amor. Filhos rebeldes, meio como inimigos seus, ainda assim, nessa forçosa inimizade que tentamos cultivar porque ele é um desmancha prazer, por amor a nós, pediu que Jesus abrisse as portas da salvação com seu sangue na cruz.

O céu fez e faz tanto por nós e muitas vezes agimos conforme o mundo quer. Deus se torna um item opcional em nossas vidas sendo lembrado quando o desespero bate à porta. Mesmo assim, em meio ao nosso imerecimento, ele cuida de cada um, segundo o grau de abertura de nossos corações. Queremos mais? Basta fazermos por merecer e aí consiste o segredo desta etapa de nossas vidas: precisamos viver em comunhão com ele para nos libertarmos dos fardos que o mundo quer colocar em nossos ombros para podermos assim, vivermos na caridade com os irmãos e na felicidade daquele que é por nós. Jesus nos ensinou: “O Pai está sempre comigo porque eu sempre faço o que é do seu agrado”.


Fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

O risco da queda

Pecar gravemente é cair em desgraça porque na queda da graça batismal promovida pelo pecado acontece o rompimento da amizade com Deus. Pessoal, vamos ser sinceros, todo mundo sabe disso, faz muito tempo que Jesus ensinou isso para todos e como ele disse: “quem tem ouvidos, ouça”.

Ademais, a gravidade da coisa é muito alta e o padrão imposto por Deus também. Vamos a um pequeno exemplo para elucidar a questão. O pecado contra a castidade na forma do adultério (infidelidade conjugal promovida por relação carnal com outra pessoa fora do matrimônio). Jesus para demonstrar que o pecado é uma realidade do espírito nos ensinou que se um homem olha para uma mulher e a deseja em seu coração, já cometeu adultério. Percebem a situação? Vejam as palavras de Jesus – Mateus 5,27-28: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo: todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração”.

Pessoal, a coisa é grave mesmo! A iminência do abismo é mais próxima do que se pensa, nossa liberdade para viver conforme o mundo prega é tolhida por Deus. Somente o amor por ele é capaz de desfazer a sensação de fardo sobre os ombros que a religião transparece por causa do cabo de guerra do pode e não pode.

Pecamos por pensamentos e palavras, atos e omissões, por nossa própria culpa. Não existe isso de dizer que pecamos por culpa de alguém, nós escolhemos cometer o erro, nós escolhemos acatar os argumentos alheios que nos convidam a pecar e acatar as seduções do mal. Se você não quer pecar você se esforça para isso.

Por isso a doutrina ensina que o pecado mortal é feito de olhos abertos; você sabe que é errado e decide fazer. Parou de se importar com o abismo que caminha logo ali, muito perto. Não teme mais o escorregão derradeiro que irá te levar até o final da ladeira dos ímpios, que irão rolar para a condenação eterna.


Fonte: Jefferson Roger
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Não tenha medo

Um dos empecilhos que tumultuam a caminhada do cristão é o medo de “apostar” na palavra de Deus e acolhe-la sem reservas. A pessoa passa por uma espécie de síndrome de São Tomé ou síndrome dos fariseus. Numa, a pessoa só vai adiante, só toma atitude depois que “tocar nos ferimentos da crucificação de Jesus”. Na outra, a pessoa só vai adiante, só toma atitudes depois que lhe for “dado um sinal dos céus”. Infelizmente estas síndromes estão interligadas porque termina que o sujeito só acredita vendo e ainda por cima vendo “sinais”.

A questão que é passada despercebida é que, relacionado as coisas de Deus, a coisa funciona de forma contrária. É preciso primeiro acreditar sem ver (fé – leia carta aos Hebreus capítulo 11). É entregar-se sem medo do risco. Deus nesse quesito age com imparcialidade e na medida do retorno do amor de seus filhos. Você não pode se relacionar com Deus mantendo alguma reserva e esperar dele um comprometimento total. Não vai acontecer como você quer porque está partindo de você não ter plena comunhão com ele.

Sempre batemos por aqui no lembrete do amor de Deus, muitíssimo diferente do amor mundano permeado pela presença da carne e dos sentidos. Um tem como filha a dor, o outro tem como filho o prazer. Ambos, se respeitarem as leis divinas, irão contribuir para o progresso pessoal, mas se houver desordem uma babilônia vai tomar conta da sua vida.

Começa que o sujeito tem medo de se aproximar de Deus porque vai aprendendo que ele, por amor, nos envia ou permite os sofrimentos. E o medo aumenta ainda mais porque se pensa que, aproximando-se de Deus, será preciso “renunciar-se a si mesmo, tomar sua cruz dia após dia e seguir Jesus” – Lucas 9,23. E querem saber? É isso mesmo!

Porém, o medo demonstra a falta de fé, quanto mais medo menos fé; quanto mais fé menos medo. Por outro lado, muitos fazem pouco caso do inferno, cometem seus pecados e não estão nem aí para a desgraça que irá acontecer à suas almas se mantiverem essa vida de erros. Cadê o medo de ir para o inferno? Para a felicidade do diabo o inferno foi relativizado, o diabo esquecido e o mal transformado em prazeres e alegrias. O inimigo invisível também é oculto e sua sutileza lhe permite trabalhar atrás das linhas inimigas e dos bastidores de nossas vidas. Ele precisa de uma fresta de nossos corações para invadi-lo e causar todo o estrago possível.

Medo? Com relação ao medo Jesus nos coloca as seguintes palavras:

Mateus 10,28 – “Não temais aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma; temei antes aquele que pode precipitar a alma e o corpo na geena”.


Fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Cuidado

Na carta de São Pedro lemos que o diabo anda à espreita esperando uma vítima a quem possa devorar. Vários artigos deste site batem na mesma tecla: é na distração que cometemos nossos erros. Distraídos não percebemos o mal que nos cerca e disfarçado se apresenta como algo que é bom.

Não tem como, o diabo, já derrotado e pelos mistérios de Deus, com aval para nos aliciar e corromper, não quer a felicidade de ninguém e ao contrário, nos quer com ele por todo o sempre nas profundezas infernais. É preciso cuidado, muito cuidado!

O contato com ele em forma de convívio vai nos cativar porque ele não quer nos afastar de Deus com coisas aparentemente ruins. Quer nos afastar com coisas aparentemente boas e, se em nossa distração, mostrarmos para ele o que queríamos e não temos na vida porque não é o que Deus quer para nós, rapidamente ele se apresenta preparando o terreno para que possamos cair em suas armadilhas.

E pior, se a distração continuar, se não despertarmos para a gravidade e destruição do pecado em nossas vidas, a perdição será galgada degrau por degrau e rapidamente. Jesus já nos alertou que a contaminação com o mal é duríssima de se libertar, a recaída é gravíssima e a pessoa não consegue voltar para a vida da graça (e muitas vezes nem quer), o que resulta em seu consentimento e acordo com a propaganda política do demônio.

Como o pecado fere a alma profundamente a pessoa não consegue mais acreditar que o sofrimento imposto por Deus, por amor (a dor é filha do amor, veja o que Jesus passou na cruz por todos nós) é melhor de se viver do que os pratos saborosos do diabo que disfarçam as mordidas do encardido.

Vem à tona uma regra divina muito boa: evitar as ocasiões de pecado e vigiar e orar sem cessar porque o espírito está pronto, mas a carne é fraca.


Fonte: Jefferson Roger
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Não tente ser quem você não é

Um dos maiores desafios na vida é ser você mesmo em um mundo que tenta fazê-lo igual a todos os outros. Alguém sempre vai ser mais bonito, alguém sempre será mais esperto, alguém sempre será mais jovem, mas eles jamais serão você. Não mude para que os outros passem a gostar de você. Seja você mesmo e as pessoas certas vão amar quem você é de verdade. (www.awebic.com)

As pessoas estão abrindo mão de sua personalidade, intimidade, privacidade e valores para subirem na esteira rolante do mundo que tenta, com sua liberdade aparente, convencer a todos de que é possível ser livre e ser feliz, fazendo o que seu coração quer e seu corpo pede. É o lema do todo mundo faz, do seguir a moda, a última do pedaço. Quem não adere sente-se excluído, é rotulado de diferente e essa diferença oferece risco para a sociedade.

O problema é que a diferença em meio à balburdia e a pluralidade e diversidade desenfreada de princípios, muitas vezes um conjunto de princípios pautados num viés não cristão, é o que realmente agrada a Deus. Em Tiago 4,4 está escrito que quem é amigo do mundo se faz inimigo de Deus.

Portanto, os valores bíblicos sempre serão insuperáveis, se você quer viver o que te agrada, precisa romper com Deus e seguir a maioria; do contrário, precisa “renunciar a si mesmo, tomar sua cruz, dia após dia e seguir Jesus – Lucas 9,23. Já pensou se Jesus, para agradar os diferentes credos da época e conceitos, inclusive sobre religião, tivesse uma conduta que procurasse agradar a todos?

Graças a Deus, assim como os profetas e tantos mártires cristãos, a autenticidade daquilo que é e não admite concessões, é o que garante que por amor a Deus, ama-se ao próximo como a si mesmo e dessa forma, como Jesus, procuramos ficar do lado da verdade, sendo quem somos e não nos adaptando por conta de interesses menores. Estes, os interesses menores, são aqueles tiram Deus do primeiro lugar de nossas vidas.


Fonte: Jefferson Roger
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Nossos problemas

Problemas, por incrível que pareça, caso não tenham percebido, são relativos. Isso mesmo que você acabou de ler caro leitor. E não é difícil a constatação dessa afirmação. Todavia, também é fato, que os problemas possuem graus. Existem aqueles que são macros, outros são micros, outros são medianos e relevantes, outros irrelevantes, outros públicos e tantos outros, privados.

Uma coisa pode ser problema para alguém e não ser problema para você. Poderíamos aqui passarmos horas “filosofando” sobre a questão e elencando uma mega lista de problemas. Mas não vem ao caso, vamos de um pequeno exemplo apenas.

Para uma pessoa materialista e vaidosa, apegada pelo ego e sua vangloria ao consumismo e a moda e a autopromoção de sua imagem, comprar um calçado pode se constituir numa verdadeira maratona e um enorme desafio. São tantas opções na vitrine, um combina com essa roupa, outro com aquela outra, aquele é mais na moda, aquele outro nem tanto, gosta-se de um que é lançamento e muitas vezes nem existe tanta necessidade assim, é impulso pelo consumo, tentativa vã de preencher vazios no coração e ostentar uma posição indevida, um personagem; o resultado também disso é um armário repleto de calçados, muitos calçados.

Agora, para uma pessoa que tem uma preocupação completamente diferente porque tem outras prioridades para seu corpo e alma, a compra de um calçado é algo muito simples, em poucos minutos escolhe o modelo conforme seu gosto, bolso e necessidade e dessa forma anda vestido decentemente e modestamente, evidenciando mais aquilo que é interiormente do que o exterior. Normalmente vai comprar um novo calçado quando o seu já está bem velhinho e gasto, rasgado, furado na sola ou descosturado. Essa pessoa possui muito menos pares de calçado. Coloco aqui meu exemplo: tenho um tênis para sair, um tênis para correr, um sapato para trabalhar, uma bota cano baixo para os dias de muito frio e/ou chuva e um chinelo.

Como vemos as escolhas que fazemos e as prioridades que damos na vida nos ajudam e muito a dedicarmos nosso tempo de vida, que nem sabemos o quanto é, com coisas e dentro delas, problemas, que realmente importam na vida, no aqui e agora e para depois do presente.


Fonte: Jefferson Roger
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Engolir sapo

O ditado popular atribui à expressão “engolir sapo” uma situação indesejada. Já ouvimos pessoas dizerem que para conseguir isso ou aquilo ou passar por aquele outro, tiveram que engolir muitos sapos.

Dando uma passada pela periferia dessas situações, podemos perceber que isso se constituía num preço a se pagar para se alcançar alguma coisa. Vamos dar um exemplo pequeno para ajudar a reflexão.

No trabalho, trabalho este que você precisa manter para garantir seu sustento e/ou de sua família, respeitando-se os limites, pode acontecer de que alguma situação que caminha em desfavor seu precisa ser atravessada, seja com um colega de trabalho, um chefe imediato, não importa, a situação veio, precisa ser resolvida e superada, ou ainda apenas superada e você termina então por “engolir sapo”, na expressão da gíria popular, que significa dizer, traduzindo para o contexto bíblico: sofrer com paciência as fraquezas do próximo por amor a Deus.

Percebem que, se antes da vontade própria, compreendermos que Deus está no controle, poderemos usar nosso livre arbítrio para sabiamente fazermos escolhas que o agradem? É claro que não devemos ser o capacho de ninguém, como filhos de Deus, temos a nossa dignidade, mas não precisamos sair “metralhando” todo mundo ao velho estilo do Rambo. Agindo assim cultivaremos uma dureza de coração e incapacidade para sermos pacientes na tribulação e perseverantes na oração.

Compreendendo que Deus faz crescer a fé através do exercício da paciência seremos capazes de a cada dia sofrermos na vida por amor a ele.

Ora, Jesus, se quisermos usar a expressão desse artigo, não teve que engolir muitos sapos em sua época? Sofreu calado para fazer a vontade do pai e por amor ao próximo, que diga-se de passagem, somos eu, você e os muitos aos quais a bíblia se refere. Então, para concluirmos podemos pensar que, antes de cairmos na tentação de forçarmos a barra ao nosso favor, podemos lembrar que ao nosso favor, podemos e devemos sim, viver uma vida segundo o espírito, nos esforçando para fazermos em nossas vidas a vontade de Deus.


Fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

O vício das redes sociais

Já se passaram 10 anos desde que a primeira famosa rede social chegou até os brasileiros. O Orkut, agora já falecido, foi um sucesso. Lembro bem, só podia fazer parte quem era convidado. E todo mundo queria entrar, claro. Depois dele se seguiu o Facebook e muitas outras redes, como Twitter, Instagram, MySpace, LinkedIn, Pinterest e sabe-se lá mais o que tem por esse mundo que ainda não conhecemos bem. Hoje para você fazer parte da sociedade, parece ser obrigado também fazer parte de, pelo menos, uma rede social. É um mar de atualizações e informações subindo nas “timelines”. A sede por saber o que o outro está fazendo nunca acaba e, mostrar que é mais feliz que o outro, virou moda. Haja criatividade para tantas senhas, uma para cada rede social: uma é para foto, outra para vídeo, uma só escreve até 140 caracteres. Em uma mais nova, você pode postar um vídeo que será apagado em algumas horas. Se isso não for um tipo de escravidão, é algo muito parecido.

O historiador brasileiro, Leandro Karnal, falou em uma palestra algo muito interessante sobre o mundo virtual: “Se eu tiver 35 grupos no WhatsApp, três contas no Instagram e quatro no Facebook, quem eu estou lendo de fato? Se todo o tempo é gasto em atualizações?”. Para ele a tecnologia não é uma preocupação, pois ela veio para somar. Porém, a preocupação real dele está em “quem sou eu que preciso estar presente com tantos personagens? Em tantos espaços e para tantas pessoas?”. Precisamos mesmo viver assim? Assistindo ao show de uma banda, a gracinha do filho ou o pôr do sol pela telinha do celular ao invés de contemplar tudo ao vivo, sem ter a “obrigação” de compartilhar com todos os seus contatos. Alguém se lembra de como é um almoço ou jantar em família sem que um celular toque ou alguém tenha um vídeo engraçado para mostrar? O que poderia acontecer se deixarmos um pouco de lado a tecnologia e fizer a vida real se sobrepor à vida virtual?

1. Tempo para a família

Não há como negar que essa era tem feito as famílias estarem menos unidas. Cada um em seu canto, em seu quarto. Ou, às vezes, estão até todos juntos na sala, na mesa de jantar, porém, cada um com uma telinha bem em frente ao rosto. Quando você decide diminuir o uso da tecnologia na sua casa, o diálogo tende a aumentar.

2. Menos procrastinação

Você não consegue mais ir adiante com sua agenda de tarefas diárias. Pode ser em casa ou no trabalho. Os cinco minutos para checar as novidades do Facebook podem levar, sem medo nenhum, a se transformarem em uma, duas ou três horas de atraso. Quando você decide impor um tempo fixo para isso, as suas tarefas fluem. É difícil no começo, mas com o tempo, você consegue se desligar aos poucos.

3. Inveja

Não é novidade nenhuma dizer que as redes sociais são um caminho fácil para sentir inveja de alguém ou ser invejado. Viagens, casamentos, festas, roupas… Tudo com aquele filtro maravilhoso que deixam as fotos ainda mais lindas. Quando você diminui ou para de vez com as redes sociais, esse sentimento também deixa de fazer parte da sua vida.

4. Autoestima

Se você está num período difícil, cheio de problemas, as redes sociais podem deixá-lo ainda mais para baixo. Comparar a sua vida com a de outras pessoas só por causa das fotos que elas postam não é uma boa opção.

5. Dormir mais

Deixar o celular ou o tablet fora do quarto é a primeira atitude a se tomar quando você quer se desligar do mundo virtual. Você vai conseguir dormir mais cedo e estará muito mais disposto para iniciar o próximo dia. De acordo com especialistas da área de neurologia, a luz azul emitida por esses aparelhos diminuem a produção do hormônio que inicia o processo do sono. Está na hora de investir novamente no velho e bom despertador à pilha.

6. Privacidade

Se o seu aparelho estiver com o modo de localização conectado com o seu Facebook, por exemplo, tudo o que for postado vai indicar o local onde você está. Ao se livrar desse vício, incluindo o de fazer check-in, ninguém mais precisa saber por onde você e sua família andam.

7. Deixar de ler coisas que lhe incomodam

Além de toda a superficialidade que as redes sociais têm para nos oferecer, ainda podemos começar o dia estressado com a postagem de outra pessoa. As opiniões muitas vezes podem não se “cruzar”, e, geralmente, as discussões nos comentários não levam a lugar algum. Ninguém mudou de opinião sobre o assunto, você bateu boca à toa e, talvez, quem sofreu as consequências foi o filho, o marido ou qualquer outra pessoa, da vida real, que estava ao seu lado e, diga-se de passagem, não tinha nada a ver com a história.

O resultado dessa equação toda é muito simples: quando as pessoas estão desconectadas, elas se conectam de verdade.


Fonte: www.familia.com.br
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