sábado, 16 de fevereiro de 2019

O tesouro da igreja

Através do esforço humano suscitado pela força do Espírito Santo, o corpo eclesial da Igreja de Jesus Cristo – Mateus 16,18 – num empenho que durou seis anos apresentou, como desejo do corpo conciliar reunido por João Paulo II em 1985, o documento chamado Catecismo da Igreja Católica no ano de 1992. Catecismo este que “deve apresentar, com fidelidade e de modo orgânico, o ensinamento da Sagrada Escritura, da Tradição viva na Igreja e do Magistério autêntico, bem como a herança espiritual dos Padres, dos Santos e Santas da Igreja, para permitir conhecer melhor o mistério cristão e reavivar a fé do povo de Deus”.

Compreender sua natureza e entender os seus porquês é algo que todo servo de Deus, chamado por Jesus para cumprir a missão de formar discípulos, precisa interiorizar, se pretende com seu testemunho e sua fé aprofundada melhor transmitir o anúncio do reino. E foi o que, na manhã de 16 de fevereiro deste ano, que o grupo de catequistas da capela Nossa Senhora de Fátima da paróquia Santa Amélia, situada em Curitiba-PR se propôs a fazer como pontapé inicial para o novo ano catequético que se inicia no mês que vem.

Olhares alertas e ouvidos atentos não deixaram passar nenhum momento das ricas informações que foram resumidas numa apresentação descontraída proposta pelo catequista Jefferson Roger da paróquia São Rafael, vizinha da comunidade em questão. Não era uma manhã ensolarada, tão pouco a temperatura era alta, ao contrário, seguindo o ritmo do clima da capital, estava um dia úmido, um pouco frio e com aquela chuvinha bem fina que ia e voltava.

Não importou em nada, pois assim como Jesus está sempre pronto a ouvir nossa oração e acolher nossa conversão, assim como a Virgem Santíssima não tem hora para deixar de “rogar por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte”, os que lá estiveram presentes, puderam aceitar o chamado e absorver um pouco mais das belezas que nossa religião católica oferece, em questão: este catecismo.

Todos tinham motivos para não comparecem, afinal, motivos (desculpas) para “largar o arado” são fáceis, no entanto, vale o lembrete dado por Jesus: “quem coloca a mão no arado e olha para trás não é digno de mim”. Todavia, lembremos também que “nem um copo de água dado será esquecido”. Que instruções como está sejam assim, capaz de nos ensinar a “darmos muitos copos de água àqueles que precisarem, pois, Jesus é a água viva e quem beber desta água nunca mais terá sede.


Fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Você merece ser defendido?

Eis aí, caro leitor, uma pergunta delicadíssima de ser respondida. Ela passa pelo nosso julgamento, pelo julgamento do próximo e pelo julgamento de Deus, na pessoa do verbo encarnado.

Nosso julgamento pode ser sincero e honesto (julgamento esperado por Deus) ou pode ser inapropriado porque apresenta tendência de ser parcial, pendendo ao nosso favor. Consiste naquela pessoa que fica se dando tapinha nas costas parabenizando-se por tudo.

Quanto ao próximo podemos ser julgados de várias maneiras; pelo que somos, por causa do que fazemos, por causa do que deixamos de fazer ou conforme o ponto de vista e conceitos alheios, só para elencar algumas vertentes da questão.

Porém, tudo isso se coloca abaixo do julgamento de Deus. Conforme nos ensina a sagrada escritura seremos julgados por nossas obras (Apocalipse 22,12). Também por ele é que devemos agir em nossos julgamentos. A bíblia nos ensina a sermos imitadores do Cristo (1ª Coríntios 11,1 – Efésios 5,1).

Em relação a nossa conduta neste mundo, agimos conforme o agrado de Deus? Merecemos ser defendidos e amparados por ele em nossos momentos difíceis? Se não nos comportamos como seus filhos com que direito exigimos que ele seja o pai que queremos? Ademais, ainda assim, ele é o pai que precisamos, apesar de agirmos em não conformidade com sua lei e seu amor. Filhos rebeldes, meio como inimigos seus, ainda assim, nessa forçosa inimizade que tentamos cultivar porque ele é um desmancha prazer, por amor a nós, pediu que Jesus abrisse as portas da salvação com seu sangue na cruz.

O céu fez e faz tanto por nós e muitas vezes agimos conforme o mundo quer. Deus se torna um item opcional em nossas vidas sendo lembrado quando o desespero bate à porta. Mesmo assim, em meio ao nosso imerecimento, ele cuida de cada um, segundo o grau de abertura de nossos corações. Queremos mais? Basta fazermos por merecer e aí consiste o segredo desta etapa de nossas vidas: precisamos viver em comunhão com ele para nos libertarmos dos fardos que o mundo quer colocar em nossos ombros para podermos assim, vivermos na caridade com os irmãos e na felicidade daquele que é por nós. Jesus nos ensinou: “O Pai está sempre comigo porque eu sempre faço o que é do seu agrado”.


Fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

O risco da queda

Pecar gravemente é cair em desgraça porque na queda da graça batismal promovida pelo pecado acontece o rompimento da amizade com Deus. Pessoal, vamos ser sinceros, todo mundo sabe disso, faz muito tempo que Jesus ensinou isso para todos e como ele disse: “quem tem ouvidos, ouça”.

Ademais, a gravidade da coisa é muito alta e o padrão imposto por Deus também. Vamos a um pequeno exemplo para elucidar a questão. O pecado contra a castidade na forma do adultério (infidelidade conjugal promovida por relação carnal com outra pessoa fora do matrimônio). Jesus para demonstrar que o pecado é uma realidade do espírito nos ensinou que se um homem olha para uma mulher e a deseja em seu coração, já cometeu adultério. Percebem a situação? Vejam as palavras de Jesus – Mateus 5,27-28: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo: todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração”.

Pessoal, a coisa é grave mesmo! A iminência do abismo é mais próxima do que se pensa, nossa liberdade para viver conforme o mundo prega é tolhida por Deus. Somente o amor por ele é capaz de desfazer a sensação de fardo sobre os ombros que a religião transparece por causa do cabo de guerra do pode e não pode.

Pecamos por pensamentos e palavras, atos e omissões, por nossa própria culpa. Não existe isso de dizer que pecamos por culpa de alguém, nós escolhemos cometer o erro, nós escolhemos acatar os argumentos alheios que nos convidam a pecar e acatar as seduções do mal. Se você não quer pecar você se esforça para isso.

Por isso a doutrina ensina que o pecado mortal é feito de olhos abertos; você sabe que é errado e decide fazer. Parou de se importar com o abismo que caminha logo ali, muito perto. Não teme mais o escorregão derradeiro que irá te levar até o final da ladeira dos ímpios, que irão rolar para a condenação eterna.


Fonte: Jefferson Roger
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Não tenha medo

Um dos empecilhos que tumultuam a caminhada do cristão é o medo de “apostar” na palavra de Deus e acolhe-la sem reservas. A pessoa passa por uma espécie de síndrome de São Tomé ou síndrome dos fariseus. Numa, a pessoa só vai adiante, só toma atitude depois que “tocar nos ferimentos da crucificação de Jesus”. Na outra, a pessoa só vai adiante, só toma atitudes depois que lhe for “dado um sinal dos céus”. Infelizmente estas síndromes estão interligadas porque termina que o sujeito só acredita vendo e ainda por cima vendo “sinais”.

A questão que é passada despercebida é que, relacionado as coisas de Deus, a coisa funciona de forma contrária. É preciso primeiro acreditar sem ver (fé – leia carta aos Hebreus capítulo 11). É entregar-se sem medo do risco. Deus nesse quesito age com imparcialidade e na medida do retorno do amor de seus filhos. Você não pode se relacionar com Deus mantendo alguma reserva e esperar dele um comprometimento total. Não vai acontecer como você quer porque está partindo de você não ter plena comunhão com ele.

Sempre batemos por aqui no lembrete do amor de Deus, muitíssimo diferente do amor mundano permeado pela presença da carne e dos sentidos. Um tem como filha a dor, o outro tem como filho o prazer. Ambos, se respeitarem as leis divinas, irão contribuir para o progresso pessoal, mas se houver desordem uma babilônia vai tomar conta da sua vida.

Começa que o sujeito tem medo de se aproximar de Deus porque vai aprendendo que ele, por amor, nos envia ou permite os sofrimentos. E o medo aumenta ainda mais porque se pensa que, aproximando-se de Deus, será preciso “renunciar-se a si mesmo, tomar sua cruz dia após dia e seguir Jesus” – Lucas 9,23. E querem saber? É isso mesmo!

Porém, o medo demonstra a falta de fé, quanto mais medo menos fé; quanto mais fé menos medo. Por outro lado, muitos fazem pouco caso do inferno, cometem seus pecados e não estão nem aí para a desgraça que irá acontecer à suas almas se mantiverem essa vida de erros. Cadê o medo de ir para o inferno? Para a felicidade do diabo o inferno foi relativizado, o diabo esquecido e o mal transformado em prazeres e alegrias. O inimigo invisível também é oculto e sua sutileza lhe permite trabalhar atrás das linhas inimigas e dos bastidores de nossas vidas. Ele precisa de uma fresta de nossos corações para invadi-lo e causar todo o estrago possível.

Medo? Com relação ao medo Jesus nos coloca as seguintes palavras:

Mateus 10,28 – “Não temais aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma; temei antes aquele que pode precipitar a alma e o corpo na geena”.


Fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Cuidado

Na carta de São Pedro lemos que o diabo anda à espreita esperando uma vítima a quem possa devorar. Vários artigos deste site batem na mesma tecla: é na distração que cometemos nossos erros. Distraídos não percebemos o mal que nos cerca e disfarçado se apresenta como algo que é bom.

Não tem como, o diabo, já derrotado e pelos mistérios de Deus, com aval para nos aliciar e corromper, não quer a felicidade de ninguém e ao contrário, nos quer com ele por todo o sempre nas profundezas infernais. É preciso cuidado, muito cuidado!

O contato com ele em forma de convívio vai nos cativar porque ele não quer nos afastar de Deus com coisas aparentemente ruins. Quer nos afastar com coisas aparentemente boas e, se em nossa distração, mostrarmos para ele o que queríamos e não temos na vida porque não é o que Deus quer para nós, rapidamente ele se apresenta preparando o terreno para que possamos cair em suas armadilhas.

E pior, se a distração continuar, se não despertarmos para a gravidade e destruição do pecado em nossas vidas, a perdição será galgada degrau por degrau e rapidamente. Jesus já nos alertou que a contaminação com o mal é duríssima de se libertar, a recaída é gravíssima e a pessoa não consegue voltar para a vida da graça (e muitas vezes nem quer), o que resulta em seu consentimento e acordo com a propaganda política do demônio.

Como o pecado fere a alma profundamente a pessoa não consegue mais acreditar que o sofrimento imposto por Deus, por amor (a dor é filha do amor, veja o que Jesus passou na cruz por todos nós) é melhor de se viver do que os pratos saborosos do diabo que disfarçam as mordidas do encardido.

Vem à tona uma regra divina muito boa: evitar as ocasiões de pecado e vigiar e orar sem cessar porque o espírito está pronto, mas a carne é fraca.


Fonte: Jefferson Roger
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Não tente ser quem você não é

Um dos maiores desafios na vida é ser você mesmo em um mundo que tenta fazê-lo igual a todos os outros. Alguém sempre vai ser mais bonito, alguém sempre será mais esperto, alguém sempre será mais jovem, mas eles jamais serão você. Não mude para que os outros passem a gostar de você. Seja você mesmo e as pessoas certas vão amar quem você é de verdade. (www.awebic.com)

As pessoas estão abrindo mão de sua personalidade, intimidade, privacidade e valores para subirem na esteira rolante do mundo que tenta, com sua liberdade aparente, convencer a todos de que é possível ser livre e ser feliz, fazendo o que seu coração quer e seu corpo pede. É o lema do todo mundo faz, do seguir a moda, a última do pedaço. Quem não adere sente-se excluído, é rotulado de diferente e essa diferença oferece risco para a sociedade.

O problema é que a diferença em meio à balburdia e a pluralidade e diversidade desenfreada de princípios, muitas vezes um conjunto de princípios pautados num viés não cristão, é o que realmente agrada a Deus. Em Tiago 4,4 está escrito que quem é amigo do mundo se faz inimigo de Deus.

Portanto, os valores bíblicos sempre serão insuperáveis, se você quer viver o que te agrada, precisa romper com Deus e seguir a maioria; do contrário, precisa “renunciar a si mesmo, tomar sua cruz, dia após dia e seguir Jesus – Lucas 9,23. Já pensou se Jesus, para agradar os diferentes credos da época e conceitos, inclusive sobre religião, tivesse uma conduta que procurasse agradar a todos?

Graças a Deus, assim como os profetas e tantos mártires cristãos, a autenticidade daquilo que é e não admite concessões, é o que garante que por amor a Deus, ama-se ao próximo como a si mesmo e dessa forma, como Jesus, procuramos ficar do lado da verdade, sendo quem somos e não nos adaptando por conta de interesses menores. Estes, os interesses menores, são aqueles tiram Deus do primeiro lugar de nossas vidas.


Fonte: Jefferson Roger
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Nossos problemas

Problemas, por incrível que pareça, caso não tenham percebido, são relativos. Isso mesmo que você acabou de ler caro leitor. E não é difícil a constatação dessa afirmação. Todavia, também é fato, que os problemas possuem graus. Existem aqueles que são macros, outros são micros, outros são medianos e relevantes, outros irrelevantes, outros públicos e tantos outros, privados.

Uma coisa pode ser problema para alguém e não ser problema para você. Poderíamos aqui passarmos horas “filosofando” sobre a questão e elencando uma mega lista de problemas. Mas não vem ao caso, vamos de um pequeno exemplo apenas.

Para uma pessoa materialista e vaidosa, apegada pelo ego e sua vangloria ao consumismo e a moda e a autopromoção de sua imagem, comprar um calçado pode se constituir numa verdadeira maratona e um enorme desafio. São tantas opções na vitrine, um combina com essa roupa, outro com aquela outra, aquele é mais na moda, aquele outro nem tanto, gosta-se de um que é lançamento e muitas vezes nem existe tanta necessidade assim, é impulso pelo consumo, tentativa vã de preencher vazios no coração e ostentar uma posição indevida, um personagem; o resultado também disso é um armário repleto de calçados, muitos calçados.

Agora, para uma pessoa que tem uma preocupação completamente diferente porque tem outras prioridades para seu corpo e alma, a compra de um calçado é algo muito simples, em poucos minutos escolhe o modelo conforme seu gosto, bolso e necessidade e dessa forma anda vestido decentemente e modestamente, evidenciando mais aquilo que é interiormente do que o exterior. Normalmente vai comprar um novo calçado quando o seu já está bem velhinho e gasto, rasgado, furado na sola ou descosturado. Essa pessoa possui muito menos pares de calçado. Coloco aqui meu exemplo: tenho um tênis para sair, um tênis para correr, um sapato para trabalhar, uma bota cano baixo para os dias de muito frio e/ou chuva e um chinelo.

Como vemos as escolhas que fazemos e as prioridades que damos na vida nos ajudam e muito a dedicarmos nosso tempo de vida, que nem sabemos o quanto é, com coisas e dentro delas, problemas, que realmente importam na vida, no aqui e agora e para depois do presente.


Fonte: Jefferson Roger
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Engolir sapo

O ditado popular atribui à expressão “engolir sapo” uma situação indesejada. Já ouvimos pessoas dizerem que para conseguir isso ou aquilo ou passar por aquele outro, tiveram que engolir muitos sapos.

Dando uma passada pela periferia dessas situações, podemos perceber que isso se constituía num preço a se pagar para se alcançar alguma coisa. Vamos dar um exemplo pequeno para ajudar a reflexão.

No trabalho, trabalho este que você precisa manter para garantir seu sustento e/ou de sua família, respeitando-se os limites, pode acontecer de que alguma situação que caminha em desfavor seu precisa ser atravessada, seja com um colega de trabalho, um chefe imediato, não importa, a situação veio, precisa ser resolvida e superada, ou ainda apenas superada e você termina então por “engolir sapo”, na expressão da gíria popular, que significa dizer, traduzindo para o contexto bíblico: sofrer com paciência as fraquezas do próximo por amor a Deus.

Percebem que, se antes da vontade própria, compreendermos que Deus está no controle, poderemos usar nosso livre arbítrio para sabiamente fazermos escolhas que o agradem? É claro que não devemos ser o capacho de ninguém, como filhos de Deus, temos a nossa dignidade, mas não precisamos sair “metralhando” todo mundo ao velho estilo do Rambo. Agindo assim cultivaremos uma dureza de coração e incapacidade para sermos pacientes na tribulação e perseverantes na oração.

Compreendendo que Deus faz crescer a fé através do exercício da paciência seremos capazes de a cada dia sofrermos na vida por amor a ele.

Ora, Jesus, se quisermos usar a expressão desse artigo, não teve que engolir muitos sapos em sua época? Sofreu calado para fazer a vontade do pai e por amor ao próximo, que diga-se de passagem, somos eu, você e os muitos aos quais a bíblia se refere. Então, para concluirmos podemos pensar que, antes de cairmos na tentação de forçarmos a barra ao nosso favor, podemos lembrar que ao nosso favor, podemos e devemos sim, viver uma vida segundo o espírito, nos esforçando para fazermos em nossas vidas a vontade de Deus.


Fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

O vício das redes sociais

Já se passaram 10 anos desde que a primeira famosa rede social chegou até os brasileiros. O Orkut, agora já falecido, foi um sucesso. Lembro bem, só podia fazer parte quem era convidado. E todo mundo queria entrar, claro. Depois dele se seguiu o Facebook e muitas outras redes, como Twitter, Instagram, MySpace, LinkedIn, Pinterest e sabe-se lá mais o que tem por esse mundo que ainda não conhecemos bem. Hoje para você fazer parte da sociedade, parece ser obrigado também fazer parte de, pelo menos, uma rede social. É um mar de atualizações e informações subindo nas “timelines”. A sede por saber o que o outro está fazendo nunca acaba e, mostrar que é mais feliz que o outro, virou moda. Haja criatividade para tantas senhas, uma para cada rede social: uma é para foto, outra para vídeo, uma só escreve até 140 caracteres. Em uma mais nova, você pode postar um vídeo que será apagado em algumas horas. Se isso não for um tipo de escravidão, é algo muito parecido.

O historiador brasileiro, Leandro Karnal, falou em uma palestra algo muito interessante sobre o mundo virtual: “Se eu tiver 35 grupos no WhatsApp, três contas no Instagram e quatro no Facebook, quem eu estou lendo de fato? Se todo o tempo é gasto em atualizações?”. Para ele a tecnologia não é uma preocupação, pois ela veio para somar. Porém, a preocupação real dele está em “quem sou eu que preciso estar presente com tantos personagens? Em tantos espaços e para tantas pessoas?”. Precisamos mesmo viver assim? Assistindo ao show de uma banda, a gracinha do filho ou o pôr do sol pela telinha do celular ao invés de contemplar tudo ao vivo, sem ter a “obrigação” de compartilhar com todos os seus contatos. Alguém se lembra de como é um almoço ou jantar em família sem que um celular toque ou alguém tenha um vídeo engraçado para mostrar? O que poderia acontecer se deixarmos um pouco de lado a tecnologia e fizer a vida real se sobrepor à vida virtual?

1. Tempo para a família

Não há como negar que essa era tem feito as famílias estarem menos unidas. Cada um em seu canto, em seu quarto. Ou, às vezes, estão até todos juntos na sala, na mesa de jantar, porém, cada um com uma telinha bem em frente ao rosto. Quando você decide diminuir o uso da tecnologia na sua casa, o diálogo tende a aumentar.

2. Menos procrastinação

Você não consegue mais ir adiante com sua agenda de tarefas diárias. Pode ser em casa ou no trabalho. Os cinco minutos para checar as novidades do Facebook podem levar, sem medo nenhum, a se transformarem em uma, duas ou três horas de atraso. Quando você decide impor um tempo fixo para isso, as suas tarefas fluem. É difícil no começo, mas com o tempo, você consegue se desligar aos poucos.

3. Inveja

Não é novidade nenhuma dizer que as redes sociais são um caminho fácil para sentir inveja de alguém ou ser invejado. Viagens, casamentos, festas, roupas… Tudo com aquele filtro maravilhoso que deixam as fotos ainda mais lindas. Quando você diminui ou para de vez com as redes sociais, esse sentimento também deixa de fazer parte da sua vida.

4. Autoestima

Se você está num período difícil, cheio de problemas, as redes sociais podem deixá-lo ainda mais para baixo. Comparar a sua vida com a de outras pessoas só por causa das fotos que elas postam não é uma boa opção.

5. Dormir mais

Deixar o celular ou o tablet fora do quarto é a primeira atitude a se tomar quando você quer se desligar do mundo virtual. Você vai conseguir dormir mais cedo e estará muito mais disposto para iniciar o próximo dia. De acordo com especialistas da área de neurologia, a luz azul emitida por esses aparelhos diminuem a produção do hormônio que inicia o processo do sono. Está na hora de investir novamente no velho e bom despertador à pilha.

6. Privacidade

Se o seu aparelho estiver com o modo de localização conectado com o seu Facebook, por exemplo, tudo o que for postado vai indicar o local onde você está. Ao se livrar desse vício, incluindo o de fazer check-in, ninguém mais precisa saber por onde você e sua família andam.

7. Deixar de ler coisas que lhe incomodam

Além de toda a superficialidade que as redes sociais têm para nos oferecer, ainda podemos começar o dia estressado com a postagem de outra pessoa. As opiniões muitas vezes podem não se “cruzar”, e, geralmente, as discussões nos comentários não levam a lugar algum. Ninguém mudou de opinião sobre o assunto, você bateu boca à toa e, talvez, quem sofreu as consequências foi o filho, o marido ou qualquer outra pessoa, da vida real, que estava ao seu lado e, diga-se de passagem, não tinha nada a ver com a história.

O resultado dessa equação toda é muito simples: quando as pessoas estão desconectadas, elas se conectam de verdade.


Fonte: www.familia.com.br
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É só uma espiadinha

Que mal vai fazer, todo mundo faz, vemos isso nos filmes, nas novelas, nas ruas, nos noticiários, em toda a parte. Que lástima e que pesar. Um dos triunfos do diabo é democratizar e popularizar o pecado. E dentre os vários recursos que ele tem para seduzir as almas e vale lembrar que ele tem mais de dois mil anos de experiência no que faz, um dos mais utilizados por ele e sua caterva infernal é o da sutileza.

A pessoa quer experimentar o pecado, mas tem consciência da destruição que o mesmo faz em sua alma, levando-o para a condenação eterna. Então, tenta utilizar a técnica do conta gotas, quer ir aos poucos, convencendo-se de que se pecar pouco não vai se contaminar e pode, quando desejar, abandonar a vida de pecados. Quer, agindo assim, ficar nos pecadinhos e espiando os pecados mortais a distância.

Isso acontece porque existe uma divisão dentro de cada um de nós. Lutamos para não desapegarmos totalmente da vida mundana quando na verdade deveríamos fazer o contrário. E esta importância a que nos referimos no artigo de tão prioritária que é que Deus quis coloca-la como o primeiro mandamento de sua lei. Só quem ama a Deus acima de todas as coisas, com todo seu coração, alma e entendimento consegue viver uma vida de alegrias nesta terra, mesmo em meio aos sofrimentos e tribulações (porque vive em comunhão com Deus) e consegue usufruir do mundo sem tirar Deus do primeiríssimo lugar que ele deve ocupar em nossas vidas.

O que é que tem, é só um pecadinho, vou pecar só desta vez, depois me acerto com Deus. O sujeito peca, não vê nada de consequência imediata em sua vida, porque esquece que é corpo e alma, e vai trilhando seu caminho de derrocadas. A espiadinha que ele pretendeu dar e experimentar naquilo que Satanás ofereceu, termina embotando a mente e os sentidos e infestando a alma.

E nessa tentativa de tentar ser um cristão com um pé na igreja e outro no mundo, vai vivendo de aparência e enganando em primeiro lugar a si mesmo, porque no final das contas, no dia do juízo, o que vale não é o que pensamos a respeito do que é certo e errado, é o que Deus pensa e para isso, no dia do julgamento, nossas atitudes (obras) serão julgadas baseadas nas verdades celestes, que estão disponíveis nas sagradas escrituras, não dispensando alma alguma de se viver conforme os ditos do criador.


Fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Solidão, será que existe?

Vamos logo sem rodeios afirmando que não existe solidão. É isso mesmo caro leitor que você acabou de ler; com essa pequena reflexão pautada nas sagradas escrituras iremos demonstrar que o buraco é mais embaixo. Adiante.

O primeiro impacto ao se ouvir dizer que solidão é uma coisa que não existe reside no fato de que, na mente do indivíduo paira a pergunta: “solidão é estar/ficar sozinho, se estou ou fiquei sozinho (num estado contínuo) então estou só, estou vivendo na solidão”. Não é assim que a tendência humana nos faz pensar? Pois é, mas lembra do buraco que eu falei no primeiro parágrafo? Vamos a ele.

A solidão a que as pessoas mais estão acostumadas é a solidão física que traz sentimentos sensíveis aos sentidos e coração, ou seja, é uma realidade física. No entanto, nossa realidade de seres humanos nos coloca em outro patamar; não somos somente corpo inter-relacionando com a matéria, somos um composto de corpo e alma. Membros do corpo de Cristo que é sua igreja (igreja padecente, peregrina e triunfante) vivemos uma vida, que é uma batalha espiritual neste vale de lágrimas, convivendo com o que não vemos.

A fé nos garante isso. Nunca estamos sozinhos, ao nosso lado está nosso anjo da guarda, em nosso redor, procurando nos fazer cair no pecado estão os espíritos malignos dispersos pelos ares. Jesus disse que estará conosco até o fim dos tempos. Como vemos, nunca estamos sós, estamos no meio de um cabo de guerra invisível, o bem de um lado nos assessorando e protegendo e o mal do outro lado tentando nos aliciar e nos corromper para promover nossa queda e afastamento da graça santificante.

Sendo assim, com o olhar da fé, compreendemos que nunca estamos sozinhos. Os antigos para isso em seu modo de ver as coisas sempre diziam: Deus está vendo. Quando alguém quer se omitir para promover seus atos condizentes com o mal, com aquilo que Deus abomina, faz o que faz achando ou quem sabe por impulso, que ninguém está vendo. Como se engana. Em geral, “vemos” ou sabemos que isso acontece na maioria das vezes. O pecado gera um submundo, muitas vezes é praticado de forma escondida. O ladrão se esconde da sua vítima e da polícia, o marido se esconde com a amante, da sua esposa, os filhos se escondem dos pais e assim por diante. A calada da noite e os momentos físicos a sós, fomentam o acontecimento das desgraças.

Claro que existem os pecados publicamente cometidos, mas estes deixemos de fora, são muito evidentes e dispensam aqui comentários. O que resta para nossa conclusão é que devemos combater o mal em todos os momentos da vida e isso inclui a solidão. Você sabe ocupar bem o tempo que está fisicamente a sós? Mantém na consciência o pensamento e a certeza de que espiritualmente não está? Pois bem, nos esforcemos para nunca esquecermos que estamos sempre acompanhados no hoje, agora é a hora de escolhermos as companhias pois uma decisão assim irá trazer consequências lá na frente. Devemos ter em mente que o que escolhemos agora será como Deus nos ensinou, o que teremos no amanhã.


Fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

O cerne da batalha cristã

Enquanto o cristão convive com a tentação, sente, mas não consente, seu namoro com o pecado ainda não se consolidou. Situação perigosa atestada pela bíblia que diz que “quem convive com o perigo nele perecerá”. Os primeiros santos diziam que satanás é como um cão acorrentado, não se aproxime dele para não ser mordido.

Pecados não caem do céu, até mesmo eles possuem uma lógica e uma hierarquia. Também a respeito disso aprendemos nas sagradas escrituras que “pecado gera pecado”. O sujeito não se comporta como um carro esportivo que vai de zero a cem em menos de cinco segundo. Para pecar mortalmente é preciso conviver com os pecados veniais, acumula-los e acostumar-se com eles; depois entram em cena os pecados capitais trazendo a pessoa para mais perto ainda do abismo.

Como vemos o aviso foi dado pelo próprio Cristo: não nos deixeis cair em tentação. É o que pedimos a Deus. E por que? Porque na tentação mora a ocasião. A ocasião de pecado é que deve ser evitada a todo custo. Ela constitui o cenário que possui os elementos e artimanhas as quais o inimigo utiliza para confundir a pessoa convencendo-a de que o mal é uma coisa boa. Convencendo de que o mal (o pecado) não destrói a alma e não condena ninguém ao inferno.
A ocasião de pecado está espalhada pelo mundo como o ar que respiramos. Nossos sentidos sempre estão em contato com o bem e o mal. Por isso o cristão precisa ter dentro do seu coração o melhor dos filtros que não permitem a passagem do que não é bom para dentro de si: a Santíssima Trindade. Se estivermos impregnados pelo amor de Deus e amando-o de volta como nos recorda o primeiro mandamento de sua lei, basta, como faziam e sentiam os santos, um simples pensamento na possibilidade de pecar, para um mal-estar se apoderar da alma.

Esta é a estatura pedida a nós por Deus, a estatura de Cristo (1ª Coríntios 11,1 – Efésios 5,1). Esse é o recolhimento que todos nós somos chamados a fazer. Tudo que vem de Deus precisa ser guardado e meditado em nossos corações, a exemplo de sua mãe, a Virgem Maria (Lucas 2,19 – 51).

Sendo assim a reflexão nos leva a verificar uma falha nas atitudes e exames de consciência. É preciso refazermos mentalmente durante o exame a trajetória do nosso pecado. Agindo assim, iremos encontrar o momento, a ocasião de pecado, em que escolhemos o mal ao invés de Deus. Um exame bem feito nos permite evitar refazermos a trajetória porque saberemos que ela irá nos levar outra vez para a mesma ocasião. Satanás irá tentar de novo, com outros meios para que o cristão peque outra vez e tenha desgraçadamente sua recaída. Conscientes disso precisamos então agirmos diferentes, é o que chamamos mudança de vida e firme propósito de conversão.

Eis o cerne da batalha: as ocasiões de pecado, iremos enfrenta-las por toda a vida e por toda a vida devemos evita-las e delas sairmos a qualquer custo. Sejamos como os santos e aqui encerro com o exemplo de Santa Teresa que dizia que era preferível morrer mil vezes a cometer um único pecado venial.


Fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Adultério nas tentações

A internet está repleta de conteúdo a respeito do assunto das tentações e dentro delas a tentação que leva ao adultério. Todo mundo sabe que este pecado consiste em relação carnal fora do matrimônio com outra pessoa. Caso a relação carnal aconteça entre solteiros, a este pecado dá-se o nome de fornicação. Como se disse, todos sabem disso. Ademais, até os céus esclareceram isso tantas vezes nas aparições da Virgem Maria e através também das sagradas escrituras. Desta forma, não precisamos por aqui acrescentar mais da mesma farinha que já encheu muitas vezes o mesmo saco.

No entanto, como dizia o Padre Tomas Kemphis, os pecados da carne são fáceis de se cometer e difíceis de se abandonar; Nossa Senhora sobre eles disse que os pecados da carne são os que mais condenam pessoas ao inferno. Tristemente devemos dizer que Satanás faz bem o seu trabalho e ilude muitos ao erro.

A pessoa sabe que não pode e não deve, mas como não vive o primeiro mandamento da lei de Deus, fica justificando suas atitudes e cavando a cada ato uma cova mais profunda. Admite para si que sua miséria não pode ser vencida por forças próprias e a fatalidade de sua fraqueza é intransponível por forças humanas. Juntando-se a isso, para piorar a situação e consolidar a posição do empedernido pecador, ele cria conceitos ou adere a conceitos que melhor explicam o porquê de sua atitude tranquilizando sua consciência.

Porém, Deus é água mole que bate em pedra dura, pois a Ele não agrada nem um pouco ver seus filhos virarem as costas para o acolhimento da salvação de Jesus no alto da cruz e a abertura do paraíso no resgate redentor do seu sangue derramado.

Uma coisa é certa, o mistério das tentações existe, a luta contra elas, portanto, também; como o céu é dos violentos que o arrebatam a força, a batalha tem que acontecer até o sangue na resistência contra o mal. O mal não deve ser questionado, deve ser combatido já dizia Padre Gabrielle Amorth. Se não lutamos agora, adiamos a luta para o amanhã, indefinidamente e assim, na hora do juízo, corremos o risco de termos caído mil vezes, mas não termos levantado mil e uma.


Fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 29 de janeiro de 2019

O santo, o mundano e o pecador

A diferença entre ser salvo e ser santo é muito bem explicada por Jesus quando se faz entender através do episódio do jovem rico. O jovem queria saber o que fazer para alcançar o reino dos céus e Jesus lhe disse que deveria seguir os mandamentos. Porém, quando o jovem disse que já fazia tudo isso e ainda queria mais, então Jesus lhe explicou que deveria vender seus bens, dar aos pobres e o acompanhar. Ou seja, deveria se desapegar da materialidade e suas raízes mundanas. Resumindo até aqui, o Cristo disse que se queremos ser salvos devemos seguir os mandamentos, mas se queremos ser santos temos que ir além.

Eis aí a diferença entre quem é salvo e quem é santo. O pecador vai fazendo o seu esforço entre quedas e levantes e na obrigação dos mandamentos sai do estado de abaixo de zero (pecador em estado de pecado mortal) para o estado de salvo, com seus pecados perdoados e suas penitências cumpridas. Nesse ponto, o penitente está no “zero”, nem tem o que pensar de si, pois sequer deu um passo na direção da santidade.

Todavia, nesse ponto é a hora de seguir em frente, sair do zero, ir além da obrigação. Daqui para frente Deus espera o nosso amor, a nossa imitação ao Cristo. Quanto mais se ama, mais santo se fica, mas um amor a Deus e por causa de Deus. No entanto, existe aqui o grande perigo da peregrinação; não ocorre a transformação do pecador em santo, como o milagre da água transformada em vinho, existe aqui a batalha contra os espíritos malignos dispersos pelos ares.

Dentro dessa batalha encontra-se o mundano. O que é o mundano? Vamos exemplificar com o ensinamento de Santa Teresa. Ela diz em seu livro das moradas que quando entramos pela graça de Deus na primeira das sete moradas, rumo ao centro onde se encontra a felicidade que é Deus, nesta primeira morada o que nos impede de irmos adentro, para as próximas moradas é a nossa fraqueza e ausência de propósito que nos move a abrirmos as janelas da primeira morada e olharmos para fora do castelo. Estando na graça não nos voltamos para o centro do castelo e direcionamos nosso olhar para fora, através das janelas que nos mostram o mundano, as tentações. A pessoa vê toda a “beleza e as delícias” do mundo e se lamenta, “eu estou aqui sendo proibido de fazer tudo aquilo porque sou católico e estou aqui na graça de Deus”. Não entende sua condição e coloca Deus na posição de desmancha prazer.

Para encerrar vamos dar um exemplo. Digamos que você recebe o seguinte mandamento, caro leitor: “você está proibido de matar a sua mãe”. O que você pensa a respeito disso? Com certeza deve achar muito fácil não estar sujeito a esta lei porque, como você ama sua mãe, esse amor te deixa livre do mandamento e acima da lei. O amor liberta a pessoa e é por isso que enquanto se dá “ouvidos” à concupiscência da carne não se consegue amar e imitar Jesus.


Fonte: Jefferson Roger
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Você se recorda do dia em que se casou?

Caros leitores, por que não recordarmos o que é assumido em forma de compromisso na presença de tantas testemunhas e principalmente na presença de Deus? O que se vê por aí é que tão logo termina a cerimônia que celebra o sacramento do matrimônio, transformada em evento social, o que ali ficou sacramentado rapidamente cede lugar aos mandatos do mundo, a começar pela festa de casamento. Recordemos então algumas passagens do rito do matrimônio para que seja possível uma breve reflexão a respeito daquilo que se diz e aquilo que se faz. Pedimos tantas coisas para Deus, mas não abrimos nossos corações para aquilo que pedimos e tampouco fazemos aquilo que nos comprometemos. Depois, ainda por cima, culpamos os outros.

Rito do Matrimônio

Padre: Noivos Caríssimos, viestes à casa da Igreja, para que o vosso propósito de contrair Matrimônio seja firmado com o sagrado selo de Deus, perante o ministro da Igreja e na presença da comunidade cristã. Cristo vai abençoar o vosso amor conjugal. Ele, que já vos consagrou pelo santo Batismo, vai agora dotar-vos e fortalecer-vos com a graça especial de um Sacramento para poderdes assumir o dever de mútua e perpétua fidelidade e as demais obrigações do Matrimônio. Diante da Igreja, vou, pois, interrogar-vos sobre as vossas disposições.

Diálogo antes do consentimento

Padre: (…) e (…), viestes aqui para celebrar o vosso Matrimônio. É de vossa vontade e de todo o coração que pretendeis fazê-lo?

/ Noivos: É, sim.

Padre: Vós que seguis o caminho do Matrimônio, estais decididos a amar-vos e a respeitar-vos, ao longo de toda a vossa vida?

Noivos: Estou, sim.

Padre: Estais dispostos a receber amorosamente os filhos como dom de Deus e a educá-los segundo a lei de Cristo e da sua Igreja?

Noivos: Estou, sim.

Consentimento Matrimonial

Padre: Uma vez que é vosso propósito contrair o santo Matrimônio, uni as mãos direitas e manifestai o vosso consentimento na presença de Deus e da sua Igreja.

Noivo: Eu, (…), recebo-te por minha esposa a ti (…), e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da minha vida.

Noiva: Eu, (…), recebo-te por meu esposo a ti (…), e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da minha vida.

Padre: Confirme o Senhor, benignamente, o consentimento que manifestastes perante a sua Igreja, e Se digne enriquecer-vos com a sua bênção. Não separe o homem o que Deus uniu. Bendigamos ao Senhor.

Todos: Graças a Deus

Benção das Alianças

Padre: Abençoai e santificai, Senhor, o amor dos vossos servos (…) e (…), para que, entregando um ao outro estas alianças em sinal de fidelidade, recordem o seu compromisso de amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Todos: Amém

Noivo: (…) recebe esta aliança como sinal do meu amor e da minha fidelidade. Em nome do Pai do Filho e do Espírito Santo.

Noiva: (…) recebe esta aliança como sinal do meu amor e da minha fidelidade. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Benção Nupcial

Padre: Invoquemos irmãos, para estes esposos, a bênção de Deus, para que Ele acompanhe com a sua proteção aqueles que uniu pelo sacramento do Matrimônio. Pai santo, criador do Universo, que formastes o homem e a mulher à Vossa imagem e quisestes abençoar a família por eles formada, humildemente Vos suplicamos por estes Vossos servos que hoje se unem pelo Sacramento do Matrimônio. Desça, Senhor, sobre esta esposa (…) e seu marido (…) a abundância das vossas bênçãos, e a virtude do Espírito Santo inflame os seus corações, para que, no dom recíproco do seu amor, alegrem com seus filhos a família e a Igreja. Eles Vos louvem, Senhor, na alegria e Vos procurem na tristeza; no trabalho sintam a Vossa ajuda e nas dificuldades a Vossa consolação; rezem na Assembleia Cristã e sejam vossas testemunhas no mundo; e depois de uma vida longa e feliz, alcancem, com todos estes seus amigos, a felicidade do Reino dos Céus. Por Nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Todos. Amém.

Fonte: ritos da igreja católica
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

O pecado esquecido

Caros leitores, sobretudo os católicos; dentre as bombas atômicas que nosso senhor Jesus Cristo deixou como remédio em sua igreja (Mateus 16,18), uma das mais potentes (não a mais potente, já vamos compreender adiante), chama-se “sacramento da confissão”. Já dizia o sacerdote Duarte Sousa Lara, um dos grandes segredos para sermos santos, que é sinônimo de sermos felizes, é o sacramento da confissão.

Como já estão a perceber, metaforicamente falando, as sete bombas atômicas fazem referência aos sete sacramentos. Remédios diferentes para necessidades específicas que, num todo servem para uma necessidade única: a salvação de nossas almas em sua resistência no combate contra o mal. Na bíblia está escrito “confessem seus pecados” e diz, através da boca de Jesus “a quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados, a quem o retiverdes, eles lhes serão retidos”. Também fala que se não perdoarmos os pecados (ofensas) cometidos contra nós, tampouco Deus perdoará nossos pecados. Como vemos, através da sucessão apostólica, Jesus concedeu o poder de perdoar os pecados aos sacerdotes. Eis aí a confissão auricular e particular.

Pois bem, não é novidade alguma ao católico que esse perdão está vinculado ao arrependimento sincero com firme propósito de emenda de vista e conversão. Mesmo assim, é preciso salientar que a origem de todo o mal, de todo o erro e pecado, é o egoísmo, a soberba. Por não amarmos mais a Deus sobre todas as coisas, com todo nosso coração, alma e entendimento, trocamos, por conta de nossas vontades egoístas e soberba, o primeiro lugar que Deus ocupa em nossas vidas (cuja atitude é nosso dever e salvação) e o substituímos por outras coisas e nessas coisas estão, desgraçadamente incluídos, os pecados.

O sujeito comete um pecado, enraizado como já se disse na desobediência ao primeiro mandamento. Um exame de consciência mal feito não conduz o penitente até a raiz do erro e ao se confessar o mesmo não atinge a profundidade do mal que causamos à alma. Uma queda assim, não avaliada corretamente, deixa um estopim para ser facilmente aceso e promover as recaídas. Vale lembrar que o Cristo disse que uma recaída coloca a pessoa num estado sete vezes pior. Portanto é muito importante nos conscientizarmos muito a respeito disso porque é por causa de não amarmos a Deus e o colocarmos em primeiro lugar em nossas vidas que fazemos o mal que não aprovamos, como diz São Paulo em suas cartas. Por isso a necessidade da constante comunhão com Deus, se sempre lembrarmos do motivo que Jesus morreu não seremos mais capazes de colocarmos alguma coisa ou alguém em primeiro lugar, desobedecendo um dos maiores mandamentos que Jesus nos apontou, sobre os quais toda a lei e os profetas se assentam.


Fonte: Jefferson Roger
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domingo, 20 de janeiro de 2019

Tenha foco, muito foco

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Prestar a atenção em alguma coisa, concentrando todo nosso poder mental nada mais é do que direcionar nossos sentidos e capacidade de absorver tudo que nos cerca, seja de forma abstrata ou concreta. Mentalizar, se concentrar, focalizar em algo ou alguma coisa é essencial se queremos lograr êxito em alguma empreitada, seja de qual natureza for. Todavia, isso não exime um combatente nem o isenta de caminhar pelo lamaçal das dificuldades que nossa vida terrena sempre nos proporciona. Sendo assim, fica fácil percebermos que se o empenho não é esmerado, o desleixo pode contribuir para a derrocada de um intento. Se isso acontecer, nossa parte, mal desempenhada irá causar a culpa própria pelos não acertos. Não é hora de apontarmos culpados e nem colocarmos nossa culpa em alguém.

Do contrário, sempre bem-vindo é, quando alguém nos pega pela mão e nos auxilia na retomada dos caminhos corretos. Não é assim que fazem, por exemplo, os pais? Certa vez estava eu em casa, com toda a família, esposa e filhas, no gramado da frente com a filha mais nova, fim de tarde. Ela brincava pelo quintal e eu estava cuidando e próximo ao portão do carro. De repente, aproxima-se da frente de casa uma mulher que fazia seu exercício de corrida a pé, era minha mãe (mulher do meio na foto, e estava com a mesma roupa da foto). Parecia estar de passagem, mas parecia também que tinha vindo até mim com um propósito. Assim que percebi sua chegada, saí de casa, fui ao seu encontro e nos abraçamos.

Recordo-me de abraçá-la bem forte indagando em meu interior, se isso não seria um sonho, pois tinha consciência de que estava morta. Senti o caloroso abraço e após, ficamos de mãos dadas; nesse instante minha mãe me dirigiu as seguintes palavras: “tenha foco, muito foco”. O tom de suas palavras me recordou de imediato o tom de voz que Nossa Senhora sempre dirige em suas mensagens ao redor do mundo. Sempre é um tom de advertência de uma mãe que ama e se preocupa com seus filhos. Após ouvi-la, assenti que sim com a cabeça, nos despedimos, outro corredor já a esperava na rua e eles foram embora correndo, desaparecendo de minha vista. Entrei para dentro de casa e em seguida, acordei.

Era um sonho. Um sonho muito nítido e muito bem acolhido porque, afinal de contas, em nossa caminhada cristã e católica, o horizonte, a razão da nossa esperança (1ª Pedro 3,15) não pode ser perdida de vista porque sem porquês, como suportar o como? A vida deve ser bem vivida, mas isso não significa vivê-la de qualquer forma, é preciso vivê-la como um fruto que sempre cai perto da árvore, e essa árvore, como aprendemos nos evangelhos, é Jesus. O foco tem que estar nele.

Fonte: Jefferson Roger

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terça-feira, 15 de janeiro de 2019

A rotina da oração

Muitas pessoas ditas de fé colocam em sua rotina diária suas práticas religiosas. Separam durante seu dia um horário para as meditações, para as orações, para o rosário, para as reflexões, leituras católicas e sagradas. Ao longo de suas vinte e quatro horas vão vivendo e colocando Deus e tudo que procede dele entrelaçado no decorrer das horas que passam.

Se a rotina é adaptada numa vida atribulada e tem sucesso, ótimo. Todavia, o que acontece se, por exemplo, o sujeito tira férias do trabalho? Digamos que durante o dia cerca de três horas são destinadas ao convívio mais direto com Deus, isso dentro de uma agenda bem atribulada. Ora, pode-se facilmente cair na tentação de se pensar que se a pessoa tira férias de seu trabalho terá mais tempo disponível para sua comunhão com Deus.

Não é assim que sempre acontece. A rotina fortemente alterada em virtude de férias, passeios e viagens prolongadas facilmente rouba a cena daquela oração, daquele rosário, daquela participação na santa missa ou daquela leitura bíblica diária ou confissão mensal.

Quando isso acontece percebe-se que a religião praticada, de fato, é colocada, pelo menos nesses períodos, em igual patamar aos eventos sociais. Tira-se férias da religião, férias de Deus, parece que ao sair da paróquia em que mora e da vida em comunidade a pessoa não se vê obrigada mais aos sacramentos e aos mandamentos. Não estamos aqui generalizando, porque em detalhes e de cada pessoa, quem sabe e vê corações é Deus. Mesmo assim, o dito acontece, todos sabemos, ou até (que Deus nos livre disso) praticamos essa conduta de ir à contramão do caminho da porta estreita.

Agravado está a situação quando o costume de pecar caminha de mãos dadas. Pecar perde valor, ganha relatividade e com isso se acha que tudo bem, peco aqui, ali e acolá e depois me confesso. Triste engano, não é remédio para se tomar depois de uma farra gastronômica para aliviar o mal-estar. Quem peca com intenção de se confessar não espere de Deus o perdão e nem a misericórdia. Isto é verdade bíblica retomada por Deus em colóquio com Santa Catarina de Sena.

Da mesma forma não devemos agir com sazonalidade em relação à nossa comunhão com Deus. Dele, sempre queremos o pronto atendimento e por que então, nos achamos no direito de não agirmos como o Cristo (Efésios 5,1 – 1ª Coríntios 11,1)? Queremos ser filhos de Deus e, portanto, herdeiros do reino, mas queremos nos comportar como o irmão do filho pródigo que exigia do pai todos os direitos e ainda pior, nem sempre agindo nós, como devemos. Que não seja assim, que as práticas religiosas sigam muito além de uma simples rotina, como escovar os dentes ou tomar banho, que elas sejam algo indispensável como a boa noite de sono, que quando deficiente ou prejudicada nos compromete a saúde do corpo e da mente.


Fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Está resolvendo seguir Jesus?

Lucas 9,23 – (disse Jesus) “Quem quiser me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz dia após dia e me siga.” Caros leitores, essa afirmação de Jesus nos traz muitos ensinamentos em relação ao que consiste levar uma vida segundo os desígnios de Deus. Jesus vai logo mandando seu recado de forma bem direta, sem enrolação. Quer segui-lo? Tem que ser todos os dias. A afirmação que ele nos faz está diretamente relacionada com a oração ensinada por ele do “Pai Nosso”.

Por quê? Porque segui-lo significa abrir mão da própria vontade em prol da vontade de Deus! Se não fizermos assim não iremos conseguir caminhar com o Cristo, estaremos inclinados a seguir o salvador apenas quando for conveniente, mais fácil ou houver interesse egoísta. Os desejos pessoais, se não forem egoístas não contribuirão negativamente para a peregrinação, pois serão colocados em segundo plano.

Se o comportamento cristão for esse, sabe-se que este afastamento das verdades reveladas não apontam para o horizonte proposto no evangelho. Isso porque não existe fidelidade da nossa parte para com Deus. A população em geral entende que Deus é fiel, mas alguns não compreendem a fundo que Deus é fiel ao que ele propôs em seu projeto e não para o que nós propomos para ele, sobretudo se nossa proposta não tem nada que coadune com o que Deus quer de nós e para nós.

Neste ponto sentimos na pele se está adiantando seguir Jesus ou não. Como somos filhos de Deus e não escravos, tampouco mimados por ele, o resultado daquilo que vivemos aparece no dia a dia. O ser humano parece ter uma natureza questionadora, sempre inquieto, busca incessantemente os porquês para tudo. Isso tem o lado bom, todavia resvala no perigo do escrúpulo e da indiferença e falta de seriedade em encarar a vida. O diabo quer exatamente isso, que não levemos a vida com seriedade. O mal, já nos ensinam os sacerdotes exorcistas, não existe para ser questionado e sim combatido. Por isso muitos não percebem no aqui e agora a importância de seguir Jesus, ficam agindo como o apóstolo Tomé e querem todos os resultados já. Como alguns frutos nos esperam na eternidade, para aqueles que o seguem, essa falta de percepção faz tudo parecer em vão. Ainda mais quando as dificuldades das mais variadas espécies acometem nossas vidas. Muitos se perguntam numa hora dessas: de que está adiantando seguir Jesus?

É na dor e no sofrimento que a oração tem mais valor. É em pé perante a cruz, quando abrimos mão do que queremos, nos rendendo ao que Deus quer para nós, que encontramos o sentido para tudo. Quanto mais nos debatemos, como peixe fora d’água, mais sofremos por não amarmos a Deus acima de todas as coisas, com todo nosso coração, alma e entendimento. Se ainda estamos nesse ponto, transformamos o ato de segui-lo num verdadeiro fardo para nossas vidas.


Fonte - Jefferson Roger
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segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Mariologia ou Mariomania?

A mariologia deste artigo será a de sempre, a mariologia católica que os santos cultivaram ao longo dos séculos e o Concílio Vaticano II ratificou na constituição Lumen Gentium.

Antes do Concílio, havia um debate teológico entre dois grupos. Um deles entendia a Virgem Maria como membro da Igreja. Apesar de correta, essa abordagem pode, entretanto, resumir a participação de Nossa Senhora no mistério salvífico à mera função de intercessora, como é o caso dos demais santos. A diferença entre estes e aquela seria apenas quantitativa, tendo Maria uma intercessão mais elevada que a dos outros. Mas a posição de Nossa Senhora na economia da salvação, como entendia o outro grupo, não é somente eclesiológica, mas também cristológica, uma vez que Ela, estando unida ao mistério da Encarnação, participou diretamente na redenção da humanidade.

Notem que o primeiro dogma mariano proclamado pela Igreja foi um dogma profundamente cristológico: o dogma da maternidade divina. E ainda que acusem a Igreja dessa época de estar contaminada pelo “romanismo” de Constantino, a verdade é que, desde o tempo apostólico, os cristãos já veneravam a Mãe de Deus pela sua especial proteção, algo que se verifica na mais antiga oração mariana: Sub tuum praesidium. Autores antiquíssimos, como é o caso de Santo Ireneu de Lion e Santo Inácio de Antioquia, já chamavam Maria de “nova Eva”, relacionando-a à restauração do gênero humano, conforme a promessa do Gênesis.

Para equilibrar as duas visões, Paulo VI proclamou o título de Maria, Mãe da Igreja, ainda durante as aulas conciliares. Desse modo, o Santo Padre confirmou tanto a posição de Maria como membro da Igreja quanto a sua singularidade entre os demais santos. Maria não é um membro qualquer, mas a Mãe desse corpo, cuja cabeça é Cristo.

No capítulo VIII da Lumen Gentium (n. 56), os padres conciliares atestam que “Maria não foi utilizada por Deus como instrumento meramente passivo, mas cooperou livremente, pela sua fé e obediência, na salvação dos homens. Como diz S. Ireneu, “obedecendo, ela tornou-se causa de salvação, para si e para todo o gênero humano”.

A devoção mariana, portanto, não pode ser uma coisa facultativa aos católicos, como o são as devoções a Santa Teresinha ou a São Pio de Pietrelcina, os quais, embora tenham vivido uma conduta exemplar, não foram eles mesmos “causa de salvação” para a humanidade. A Tradição afirma claramente a participação direta de Maria no mistério da redenção, motivo pelo qual se espera da Igreja a proclamação dos dogmas da “corredenção” e da “mediação de todas as graças”. Por essa razão, a devoção mariana, longe de nos afastar de Jesus, só nos é necessária para encontrá-lo, amá-lo e fielmente servi-lo, como ensina São Luís de Montfort (conforme Tratado, II, n. 62). Essa é a verdadeira mariologia católica!


Fonte - adaptado de padrepauloricardo.org
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O povo de Deus, no deserto andava...

Este é um trecho de uma música bem antiga que se canta durante as missas. Digo bem antiga porque quando eu tinha sete anos já se cantava nas celebrações esse cântico. Hoje com meus quarenta e sete anos, ainda é possível ouvi-la nas santas missas. Já se vão pelos menos mais de quarenta anos de sua existência e sua letra continua atual e marcante, assim como a palavra de Deus.

“O povo de Deus, no deserto andava, mas a sua frente alguém caminhava, o povo de Deus era rico de nada, só tinha esperança e o pó da estrada...” As palavras desse cântico são repletas de uma belíssima catequese. Elas nos colocam exatamente em frente ao significado do que representa para cada um de nós, sermos filhos do altíssimo, no que consiste e no que implica.

Ser rico de nada é ter o desapego pelas coisas que passam; esperança devemos ter na eternidade e não no futuro. O diabo nos oferece a tentação do amanhã, nos incentivando a deixarmos tudo para depois, inclusive o que é importante para a alma, com exceção é claro, da satisfação dos próprios desejos desordenados em relação ao que Deus nos pede e espera de cada um.

“Também sou teu povo senhor e estou nessa estrada, somente a tua graça me basta e mais nada, também sou teu povo senhor e estou nessa estrada, tu és alimento, da longa jornada...”

Essas duas estrofes nos rementem novamente ao significado de ser povo de Deus, membro da sua igreja, trilhando o caminho deixado por Jesus e reconhecendo que precisamos apenas da sua graça e do seu corpo e sangue. Os santos já diziam que para aquele a quem somente a graça de Deus não basta é um egoísta.

Grande verdade, pois se queremos algo diferente do que Deus nos dá é porque o estamos tirando do primeiro lugar de nossas vidas e dando prioridade aos nossos desejos egoístas, ferindo o primeiro mandamento de sua lei, os mandamentos do amor, muitas passagens do evangelho e em consequência rompendo com ele, deixando com esse virar de costas, a vida da graça santificante, tão necessária para alcançarmos a estatura do Cristo e um dia a vida eterna na glória e felicidade.

Um Deus que nos acompanha na jornada da vida, único alimento, se quisermos um dia estar com ele, só espera de cada um que aguentemos as tribulações do vale de lágrimas. Logo terminará a jornada, não há como comparar os poucos anos de uma vida terrena com uma eternidade no paraíso. Assim que isso for plantado em nossos corações, todo o sentido do que é mundano e profano cai por terra porque deixamos de querer aproveitar a vida no meio da bagunça, farra e prazeres baixos para garimparmos as pérolas (boas obras) no meio do deserto que irão no dia do juízo depor em nosso favor.


Fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

O que escrever? O que pensar?

Essas são perguntas que normalmente fazemos quando estamos reclusos em nossos pensamentos, unidos ao coração e fazendo um autodiagnóstico a nosso respeito. O que pensar a respeito da vida que levo? Das atitudes que tenho? Das atitudes que deveria ter e não tenho? Diz o ditado popular que Deus escreve certo por linhas tortas; e eu, como estou escrevendo os capítulos da minha vida?

Deixar que a vida ande no automático é um perigo daqueles. De tempos em tempos a pessoa faz uma atualização dessa automação (oferecida pelo mundo) e segue feliz e contente rumo a que? Pensa que a regra do jogo está ao alcance de uma prateleira, do dinheiro, das drogas, do prazer desregrado e das futilidades que não preenchem o coração com aquela satisfação que se recebe quando mais damos do que recebemos para alguém – Atos 20,35.

A questão como se vê, é não dar ouvidos ao canto da sereia. É ser uma pessoa inquieta no sentido de não se satisfazer com uma vida como a vida dos derrotados. Os derrotados acham serem vencedores, porque seguem a correnteza da vida que o mundo oferece. Como aquilo que Deus pede a seus filhos é bem diferente daquilo que o mundo pede que façamos, a tentação do amanhã oferecida pelo diabo derruba a pessoa em sua fé e a faz olhar para si como um derrotado. E por que então se aceita essa condição de derrotado? Simples, ela está maquiada pelo inimigo em pratos saborosos, como diz na bíblia, doce na boca, mas amargo no estômago.

A pessoa se deixa vencer porque tenta agir sozinha (João 15,5), e dessa forma vai levando a vida achando que por não fazer explicitamente o que é mal, tem uma conduta correta. Como se engana, como nos enganamos quando achamos que estamos bem. Percebe-se pela história dos cristãos durante toda a vida da igreja fundada por Jesus (Mateus 16,18), que a vida daqueles que pela fé e paciência se tornaram herdeiros das promessas de Deus (Hebreus 6,12) era e ainda é uma vida bem tribulada.

E nossa vida, está colocada nas mãos de Deus? Assumimos nossa dependência completa por ele? Deixamos ele nos conduzir para que possa a nosso respeito nos ver como filhos adotivos do pai que o servem e o agradam? Ou da nossa vida fazemos uma oportunidade e resolvemos pagar o preço por vivê-la desprezando aquele que nos criou e que por míseros anos de uma vida terrestre, vivida num brio e vigor a todo custo pela sua palavra, nos oferece pautado em nossa fé, uma eternidade de alegrias que nem concebemos?

Início de ano, novos propósitos, velhos compromissos reassumidos, projetos em andamento, projetos retomados, oportunidades diárias que Deus nos concede para tomarmos vergonha na cara e fazermos o que devemos e precisamos. São sempre escolhas, o mal das escolhas é que algumas delas, trarão consequências que não são imediatas, porque tem caráter espiritual; estas estão reservadas para o dia do juízo de cada um.


Fonte: Jefferson Roger
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