quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

É só uma espiadinha

Que mal vai fazer, todo mundo faz, vemos isso nos filmes, nas novelas, nas ruas, nos noticiários, em toda a parte. Que lástima e que pesar. Um dos triunfos do diabo é democratizar e popularizar o pecado. E dentre os vários recursos que ele tem para seduzir as almas e vale lembrar que ele tem mais de dois mil anos de experiência no que faz, um dos mais utilizados por ele e sua caterva infernal é o da sutileza.

A pessoa quer experimentar o pecado, mas tem consciência da destruição que o mesmo faz em sua alma, levando-o para a condenação eterna. Então, tenta utilizar a técnica do conta gotas, quer ir aos poucos, convencendo-se de que se pecar pouco não vai se contaminar e pode, quando desejar, abandonar a vida de pecados. Quer, agindo assim, ficar nos pecadinhos e espiando os pecados mortais a distância.

Isso acontece porque existe uma divisão dentro de cada um de nós. Lutamos para não desapegarmos totalmente da vida mundana quando na verdade deveríamos fazer o contrário. E esta importância a que nos referimos no artigo de tão prioritária que é que Deus quis coloca-la como o primeiro mandamento de sua lei. Só quem ama a Deus acima de todas as coisas, com todo seu coração, alma e entendimento consegue viver uma vida de alegrias nesta terra, mesmo em meio aos sofrimentos e tribulações (porque vive em comunhão com Deus) e consegue usufruir do mundo sem tirar Deus do primeiríssimo lugar que ele deve ocupar em nossas vidas.

O que é que tem, é só um pecadinho, vou pecar só desta vez, depois me acerto com Deus. O sujeito peca, não vê nada de consequência imediata em sua vida, porque esquece que é corpo e alma, e vai trilhando seu caminho de derrocadas. A espiadinha que ele pretendeu dar e experimentar naquilo que Satanás ofereceu, termina embotando a mente e os sentidos e infestando a alma.

E nessa tentativa de tentar ser um cristão com um pé na igreja e outro no mundo, vai vivendo de aparência e enganando em primeiro lugar a si mesmo, porque no final das contas, no dia do juízo, o que vale não é o que pensamos a respeito do que é certo e errado, é o que Deus pensa e para isso, no dia do julgamento, nossas atitudes (obras) serão julgadas baseadas nas verdades celestes, que estão disponíveis nas sagradas escrituras, não dispensando alma alguma de se viver conforme os ditos do criador.


Fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Solidão, será que existe?

Vamos logo sem rodeios afirmando que não existe solidão. É isso mesmo caro leitor que você acabou de ler; com essa pequena reflexão pautada nas sagradas escrituras iremos demonstrar que o buraco é mais embaixo. Adiante.

O primeiro impacto ao se ouvir dizer que solidão é uma coisa que não existe reside no fato de que, na mente do indivíduo paira a pergunta: “solidão é estar/ficar sozinho, se estou ou fiquei sozinho (num estado contínuo) então estou só, estou vivendo na solidão”. Não é assim que a tendência humana nos faz pensar? Pois é, mas lembra do buraco que eu falei no primeiro parágrafo? Vamos a ele.

A solidão a que as pessoas mais estão acostumadas é a solidão física que traz sentimentos sensíveis aos sentidos e coração, ou seja, é uma realidade física. No entanto, nossa realidade de seres humanos nos coloca em outro patamar; não somos somente corpo inter-relacionando com a matéria, somos um composto de corpo e alma. Membros do corpo de Cristo que é sua igreja (igreja padecente, peregrina e triunfante) vivemos uma vida, que é uma batalha espiritual neste vale de lágrimas, convivendo com o que não vemos.

A fé nos garante isso. Nunca estamos sozinhos, ao nosso lado está nosso anjo da guarda, em nosso redor, procurando nos fazer cair no pecado estão os espíritos malignos dispersos pelos ares. Jesus disse que estará conosco até o fim dos tempos. Como vemos, nunca estamos sós, estamos no meio de um cabo de guerra invisível, o bem de um lado nos assessorando e protegendo e o mal do outro lado tentando nos aliciar e nos corromper para promover nossa queda e afastamento da graça santificante.

Sendo assim, com o olhar da fé, compreendemos que nunca estamos sozinhos. Os antigos para isso em seu modo de ver as coisas sempre diziam: Deus está vendo. Quando alguém quer se omitir para promover seus atos condizentes com o mal, com aquilo que Deus abomina, faz o que faz achando ou quem sabe por impulso, que ninguém está vendo. Como se engana. Em geral, “vemos” ou sabemos que isso acontece na maioria das vezes. O pecado gera um submundo, muitas vezes é praticado de forma escondida. O ladrão se esconde da sua vítima e da polícia, o marido se esconde com a amante, da sua esposa, os filhos se escondem dos pais e assim por diante. A calada da noite e os momentos físicos a sós, fomentam o acontecimento das desgraças.

Claro que existem os pecados publicamente cometidos, mas estes deixemos de fora, são muito evidentes e dispensam aqui comentários. O que resta para nossa conclusão é que devemos combater o mal em todos os momentos da vida e isso inclui a solidão. Você sabe ocupar bem o tempo que está fisicamente a sós? Mantém na consciência o pensamento e a certeza de que espiritualmente não está? Pois bem, nos esforcemos para nunca esquecermos que estamos sempre acompanhados no hoje, agora é a hora de escolhermos as companhias pois uma decisão assim irá trazer consequências lá na frente. Devemos ter em mente que o que escolhemos agora será como Deus nos ensinou, o que teremos no amanhã.


Fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

O cerne da batalha cristã

Enquanto o cristão convive com a tentação, sente, mas não consente, seu namoro com o pecado ainda não se consolidou. Situação perigosa atestada pela bíblia que diz que “quem convive com o perigo nele perecerá”. Os primeiros santos diziam que satanás é como um cão acorrentado, não se aproxime dele para não ser mordido.

Pecados não caem do céu, até mesmo eles possuem uma lógica e uma hierarquia. Também a respeito disso aprendemos nas sagradas escrituras que “pecado gera pecado”. O sujeito não se comporta como um carro esportivo que vai de zero a cem em menos de cinco segundo. Para pecar mortalmente é preciso conviver com os pecados veniais, acumula-los e acostumar-se com eles; depois entram em cena os pecados capitais trazendo a pessoa para mais perto ainda do abismo.

Como vemos o aviso foi dado pelo próprio Cristo: não nos deixeis cair em tentação. É o que pedimos a Deus. E por que? Porque na tentação mora a ocasião. A ocasião de pecado é que deve ser evitada a todo custo. Ela constitui o cenário que possui os elementos e artimanhas as quais o inimigo utiliza para confundir a pessoa convencendo-a de que o mal é uma coisa boa. Convencendo de que o mal (o pecado) não destrói a alma e não condena ninguém ao inferno.
A ocasião de pecado está espalhada pelo mundo como o ar que respiramos. Nossos sentidos sempre estão em contato com o bem e o mal. Por isso o cristão precisa ter dentro do seu coração o melhor dos filtros que não permitem a passagem do que não é bom para dentro de si: a Santíssima Trindade. Se estivermos impregnados pelo amor de Deus e amando-o de volta como nos recorda o primeiro mandamento de sua lei, basta, como faziam e sentiam os santos, um simples pensamento na possibilidade de pecar, para um mal-estar se apoderar da alma.

Esta é a estatura pedida a nós por Deus, a estatura de Cristo (1ª Coríntios 11,1 – Efésios 5,1). Esse é o recolhimento que todos nós somos chamados a fazer. Tudo que vem de Deus precisa ser guardado e meditado em nossos corações, a exemplo de sua mãe, a Virgem Maria (Lucas 2,19 – 51).

Sendo assim a reflexão nos leva a verificar uma falha nas atitudes e exames de consciência. É preciso refazermos mentalmente durante o exame a trajetória do nosso pecado. Agindo assim, iremos encontrar o momento, a ocasião de pecado, em que escolhemos o mal ao invés de Deus. Um exame bem feito nos permite evitar refazermos a trajetória porque saberemos que ela irá nos levar outra vez para a mesma ocasião. Satanás irá tentar de novo, com outros meios para que o cristão peque outra vez e tenha desgraçadamente sua recaída. Conscientes disso precisamos então agirmos diferentes, é o que chamamos mudança de vida e firme propósito de conversão.

Eis o cerne da batalha: as ocasiões de pecado, iremos enfrenta-las por toda a vida e por toda a vida devemos evita-las e delas sairmos a qualquer custo. Sejamos como os santos e aqui encerro com o exemplo de Santa Teresa que dizia que era preferível morrer mil vezes a cometer um único pecado venial.


Fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Adultério nas tentações

A internet está repleta de conteúdo a respeito do assunto das tentações e dentro delas a tentação que leva ao adultério. Todo mundo sabe que este pecado consiste em relação carnal fora do matrimônio com outra pessoa. Caso a relação carnal aconteça entre solteiros, a este pecado dá-se o nome de fornicação. Como se disse, todos sabem disso. Ademais, até os céus esclareceram isso tantas vezes nas aparições da Virgem Maria e através também das sagradas escrituras. Desta forma, não precisamos por aqui acrescentar mais da mesma farinha que já encheu muitas vezes o mesmo saco.

No entanto, como dizia o Padre Tomas Kemphis, os pecados da carne são fáceis de se cometer e difíceis de se abandonar; Nossa Senhora sobre eles disse que os pecados da carne são os que mais condenam pessoas ao inferno. Tristemente devemos dizer que Satanás faz bem o seu trabalho e ilude muitos ao erro.

A pessoa sabe que não pode e não deve, mas como não vive o primeiro mandamento da lei de Deus, fica justificando suas atitudes e cavando a cada ato uma cova mais profunda. Admite para si que sua miséria não pode ser vencida por forças próprias e a fatalidade de sua fraqueza é intransponível por forças humanas. Juntando-se a isso, para piorar a situação e consolidar a posição do empedernido pecador, ele cria conceitos ou adere a conceitos que melhor explicam o porquê de sua atitude tranquilizando sua consciência.

Porém, Deus é água mole que bate em pedra dura, pois a Ele não agrada nem um pouco ver seus filhos virarem as costas para o acolhimento da salvação de Jesus no alto da cruz e a abertura do paraíso no resgate redentor do seu sangue derramado.

Uma coisa é certa, o mistério das tentações existe, a luta contra elas, portanto, também; como o céu é dos violentos que o arrebatam a força, a batalha tem que acontecer até o sangue na resistência contra o mal. O mal não deve ser questionado, deve ser combatido já dizia Padre Gabrielle Amorth. Se não lutamos agora, adiamos a luta para o amanhã, indefinidamente e assim, na hora do juízo, corremos o risco de termos caído mil vezes, mas não termos levantado mil e uma.


Fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 29 de janeiro de 2019

O santo, o mundano e o pecador

A diferença entre ser salvo e ser santo é muito bem explicada por Jesus quando se faz entender através do episódio do jovem rico. O jovem queria saber o que fazer para alcançar o reino dos céus e Jesus lhe disse que deveria seguir os mandamentos. Porém, quando o jovem disse que já fazia tudo isso e ainda queria mais, então Jesus lhe explicou que deveria vender seus bens, dar aos pobres e o acompanhar. Ou seja, deveria se desapegar da materialidade e suas raízes mundanas. Resumindo até aqui, o Cristo disse que se queremos ser salvos devemos seguir os mandamentos, mas se queremos ser santos temos que ir além.

Eis aí a diferença entre quem é salvo e quem é santo. O pecador vai fazendo o seu esforço entre quedas e levantes e na obrigação dos mandamentos sai do estado de abaixo de zero (pecador em estado de pecado mortal) para o estado de salvo, com seus pecados perdoados e suas penitências cumpridas. Nesse ponto, o penitente está no “zero”, nem tem o que pensar de si, pois sequer deu um passo na direção da santidade.

Todavia, nesse ponto é a hora de seguir em frente, sair do zero, ir além da obrigação. Daqui para frente Deus espera o nosso amor, a nossa imitação ao Cristo. Quanto mais se ama, mais santo se fica, mas um amor a Deus e por causa de Deus. No entanto, existe aqui o grande perigo da peregrinação; não ocorre a transformação do pecador em santo, como o milagre da água transformada em vinho, existe aqui a batalha contra os espíritos malignos dispersos pelos ares.

Dentro dessa batalha encontra-se o mundano. O que é o mundano? Vamos exemplificar com o ensinamento de Santa Teresa. Ela diz em seu livro das moradas que quando entramos pela graça de Deus na primeira das sete moradas, rumo ao centro onde se encontra a felicidade que é Deus, nesta primeira morada o que nos impede de irmos adentro, para as próximas moradas é a nossa fraqueza e ausência de propósito que nos move a abrirmos as janelas da primeira morada e olharmos para fora do castelo. Estando na graça não nos voltamos para o centro do castelo e direcionamos nosso olhar para fora, através das janelas que nos mostram o mundano, as tentações. A pessoa vê toda a “beleza e as delícias” do mundo e se lamenta, “eu estou aqui sendo proibido de fazer tudo aquilo porque sou católico e estou aqui na graça de Deus”. Não entende sua condição e coloca Deus na posição de desmancha prazer.

Para encerrar vamos dar um exemplo. Digamos que você recebe o seguinte mandamento, caro leitor: “você está proibido de matar a sua mãe”. O que você pensa a respeito disso? Com certeza deve achar muito fácil não estar sujeito a esta lei porque, como você ama sua mãe, esse amor te deixa livre do mandamento e acima da lei. O amor liberta a pessoa e é por isso que enquanto se dá “ouvidos” à concupiscência da carne não se consegue amar e imitar Jesus.


Fonte: Jefferson Roger
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Você se recorda do dia em que se casou?

Caros leitores, por que não recordarmos o que é assumido em forma de compromisso na presença de tantas testemunhas e principalmente na presença de Deus? O que se vê por aí é que tão logo termina a cerimônia que celebra o sacramento do matrimônio, transformada em evento social, o que ali ficou sacramentado rapidamente cede lugar aos mandatos do mundo, a começar pela festa de casamento. Recordemos então algumas passagens do rito do matrimônio para que seja possível uma breve reflexão a respeito daquilo que se diz e aquilo que se faz. Pedimos tantas coisas para Deus, mas não abrimos nossos corações para aquilo que pedimos e tampouco fazemos aquilo que nos comprometemos. Depois, ainda por cima, culpamos os outros.

Rito do Matrimônio

Padre: Noivos Caríssimos, viestes à casa da Igreja, para que o vosso propósito de contrair Matrimônio seja firmado com o sagrado selo de Deus, perante o ministro da Igreja e na presença da comunidade cristã. Cristo vai abençoar o vosso amor conjugal. Ele, que já vos consagrou pelo santo Batismo, vai agora dotar-vos e fortalecer-vos com a graça especial de um Sacramento para poderdes assumir o dever de mútua e perpétua fidelidade e as demais obrigações do Matrimônio. Diante da Igreja, vou, pois, interrogar-vos sobre as vossas disposições.

Diálogo antes do consentimento

Padre: (…) e (…), viestes aqui para celebrar o vosso Matrimônio. É de vossa vontade e de todo o coração que pretendeis fazê-lo?

/ Noivos: É, sim.

Padre: Vós que seguis o caminho do Matrimônio, estais decididos a amar-vos e a respeitar-vos, ao longo de toda a vossa vida?

Noivos: Estou, sim.

Padre: Estais dispostos a receber amorosamente os filhos como dom de Deus e a educá-los segundo a lei de Cristo e da sua Igreja?

Noivos: Estou, sim.

Consentimento Matrimonial

Padre: Uma vez que é vosso propósito contrair o santo Matrimônio, uni as mãos direitas e manifestai o vosso consentimento na presença de Deus e da sua Igreja.

Noivo: Eu, (…), recebo-te por minha esposa a ti (…), e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da minha vida.

Noiva: Eu, (…), recebo-te por meu esposo a ti (…), e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da minha vida.

Padre: Confirme o Senhor, benignamente, o consentimento que manifestastes perante a sua Igreja, e Se digne enriquecer-vos com a sua bênção. Não separe o homem o que Deus uniu. Bendigamos ao Senhor.

Todos: Graças a Deus

Benção das Alianças

Padre: Abençoai e santificai, Senhor, o amor dos vossos servos (…) e (…), para que, entregando um ao outro estas alianças em sinal de fidelidade, recordem o seu compromisso de amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Todos: Amém

Noivo: (…) recebe esta aliança como sinal do meu amor e da minha fidelidade. Em nome do Pai do Filho e do Espírito Santo.

Noiva: (…) recebe esta aliança como sinal do meu amor e da minha fidelidade. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Benção Nupcial

Padre: Invoquemos irmãos, para estes esposos, a bênção de Deus, para que Ele acompanhe com a sua proteção aqueles que uniu pelo sacramento do Matrimônio. Pai santo, criador do Universo, que formastes o homem e a mulher à Vossa imagem e quisestes abençoar a família por eles formada, humildemente Vos suplicamos por estes Vossos servos que hoje se unem pelo Sacramento do Matrimônio. Desça, Senhor, sobre esta esposa (…) e seu marido (…) a abundância das vossas bênçãos, e a virtude do Espírito Santo inflame os seus corações, para que, no dom recíproco do seu amor, alegrem com seus filhos a família e a Igreja. Eles Vos louvem, Senhor, na alegria e Vos procurem na tristeza; no trabalho sintam a Vossa ajuda e nas dificuldades a Vossa consolação; rezem na Assembleia Cristã e sejam vossas testemunhas no mundo; e depois de uma vida longa e feliz, alcancem, com todos estes seus amigos, a felicidade do Reino dos Céus. Por Nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Todos. Amém.

Fonte: ritos da igreja católica
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

O pecado esquecido

Caros leitores, sobretudo os católicos; dentre as bombas atômicas que nosso senhor Jesus Cristo deixou como remédio em sua igreja (Mateus 16,18), uma das mais potentes (não a mais potente, já vamos compreender adiante), chama-se “sacramento da confissão”. Já dizia o sacerdote Duarte Sousa Lara, um dos grandes segredos para sermos santos, que é sinônimo de sermos felizes, é o sacramento da confissão.

Como já estão a perceber, metaforicamente falando, as sete bombas atômicas fazem referência aos sete sacramentos. Remédios diferentes para necessidades específicas que, num todo servem para uma necessidade única: a salvação de nossas almas em sua resistência no combate contra o mal. Na bíblia está escrito “confessem seus pecados” e diz, através da boca de Jesus “a quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados, a quem o retiverdes, eles lhes serão retidos”. Também fala que se não perdoarmos os pecados (ofensas) cometidos contra nós, tampouco Deus perdoará nossos pecados. Como vemos, através da sucessão apostólica, Jesus concedeu o poder de perdoar os pecados aos sacerdotes. Eis aí a confissão auricular e particular.

Pois bem, não é novidade alguma ao católico que esse perdão está vinculado ao arrependimento sincero com firme propósito de emenda de vista e conversão. Mesmo assim, é preciso salientar que a origem de todo o mal, de todo o erro e pecado, é o egoísmo, a soberba. Por não amarmos mais a Deus sobre todas as coisas, com todo nosso coração, alma e entendimento, trocamos, por conta de nossas vontades egoístas e soberba, o primeiro lugar que Deus ocupa em nossas vidas (cuja atitude é nosso dever e salvação) e o substituímos por outras coisas e nessas coisas estão, desgraçadamente incluídos, os pecados.

O sujeito comete um pecado, enraizado como já se disse na desobediência ao primeiro mandamento. Um exame de consciência mal feito não conduz o penitente até a raiz do erro e ao se confessar o mesmo não atinge a profundidade do mal que causamos à alma. Uma queda assim, não avaliada corretamente, deixa um estopim para ser facilmente aceso e promover as recaídas. Vale lembrar que o Cristo disse que uma recaída coloca a pessoa num estado sete vezes pior. Portanto é muito importante nos conscientizarmos muito a respeito disso porque é por causa de não amarmos a Deus e o colocarmos em primeiro lugar em nossas vidas que fazemos o mal que não aprovamos, como diz São Paulo em suas cartas. Por isso a necessidade da constante comunhão com Deus, se sempre lembrarmos do motivo que Jesus morreu não seremos mais capazes de colocarmos alguma coisa ou alguém em primeiro lugar, desobedecendo um dos maiores mandamentos que Jesus nos apontou, sobre os quais toda a lei e os profetas se assentam.


Fonte: Jefferson Roger
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domingo, 20 de janeiro de 2019

Tenha foco, muito foco

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Prestar a atenção em alguma coisa, concentrando todo nosso poder mental nada mais é do que direcionar nossos sentidos e capacidade de absorver tudo que nos cerca, seja de forma abstrata ou concreta. Mentalizar, se concentrar, focalizar em algo ou alguma coisa é essencial se queremos lograr êxito em alguma empreitada, seja de qual natureza for. Todavia, isso não exime um combatente nem o isenta de caminhar pelo lamaçal das dificuldades que nossa vida terrena sempre nos proporciona. Sendo assim, fica fácil percebermos que se o empenho não é esmerado, o desleixo pode contribuir para a derrocada de um intento. Se isso acontecer, nossa parte, mal desempenhada irá causar a culpa própria pelos não acertos. Não é hora de apontarmos culpados e nem colocarmos nossa culpa em alguém.

Do contrário, sempre bem-vindo é, quando alguém nos pega pela mão e nos auxilia na retomada dos caminhos corretos. Não é assim que fazem, por exemplo, os pais? Certa vez estava eu em casa, com toda a família, esposa e filhas, no gramado da frente com a filha mais nova, fim de tarde. Ela brincava pelo quintal e eu estava cuidando e próximo ao portão do carro. De repente, aproxima-se da frente de casa uma mulher que fazia seu exercício de corrida a pé, era minha mãe (mulher do meio na foto, e estava com a mesma roupa da foto). Parecia estar de passagem, mas parecia também que tinha vindo até mim com um propósito. Assim que percebi sua chegada, saí de casa, fui ao seu encontro e nos abraçamos.

Recordo-me de abraçá-la bem forte indagando em meu interior, se isso não seria um sonho, pois tinha consciência de que estava morta. Senti o caloroso abraço e após, ficamos de mãos dadas; nesse instante minha mãe me dirigiu as seguintes palavras: “tenha foco, muito foco”. O tom de suas palavras me recordou de imediato o tom de voz que Nossa Senhora sempre dirige em suas mensagens ao redor do mundo. Sempre é um tom de advertência de uma mãe que ama e se preocupa com seus filhos. Após ouvi-la, assenti que sim com a cabeça, nos despedimos, outro corredor já a esperava na rua e eles foram embora correndo, desaparecendo de minha vista. Entrei para dentro de casa e em seguida, acordei.

Era um sonho. Um sonho muito nítido e muito bem acolhido porque, afinal de contas, em nossa caminhada cristã e católica, o horizonte, a razão da nossa esperança (1ª Pedro 3,15) não pode ser perdida de vista porque sem porquês, como suportar o como? A vida deve ser bem vivida, mas isso não significa vivê-la de qualquer forma, é preciso vivê-la como um fruto que sempre cai perto da árvore, e essa árvore, como aprendemos nos evangelhos, é Jesus. O foco tem que estar nele.

Fonte: Jefferson Roger

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terça-feira, 15 de janeiro de 2019

A rotina da oração

Muitas pessoas ditas de fé colocam em sua rotina diária suas práticas religiosas. Separam durante seu dia um horário para as meditações, para as orações, para o rosário, para as reflexões, leituras católicas e sagradas. Ao longo de suas vinte e quatro horas vão vivendo e colocando Deus e tudo que procede dele entrelaçado no decorrer das horas que passam.

Se a rotina é adaptada numa vida atribulada e tem sucesso, ótimo. Todavia, o que acontece se, por exemplo, o sujeito tira férias do trabalho? Digamos que durante o dia cerca de três horas são destinadas ao convívio mais direto com Deus, isso dentro de uma agenda bem atribulada. Ora, pode-se facilmente cair na tentação de se pensar que se a pessoa tira férias de seu trabalho terá mais tempo disponível para sua comunhão com Deus.

Não é assim que sempre acontece. A rotina fortemente alterada em virtude de férias, passeios e viagens prolongadas facilmente rouba a cena daquela oração, daquele rosário, daquela participação na santa missa ou daquela leitura bíblica diária ou confissão mensal.

Quando isso acontece percebe-se que a religião praticada, de fato, é colocada, pelo menos nesses períodos, em igual patamar aos eventos sociais. Tira-se férias da religião, férias de Deus, parece que ao sair da paróquia em que mora e da vida em comunidade a pessoa não se vê obrigada mais aos sacramentos e aos mandamentos. Não estamos aqui generalizando, porque em detalhes e de cada pessoa, quem sabe e vê corações é Deus. Mesmo assim, o dito acontece, todos sabemos, ou até (que Deus nos livre disso) praticamos essa conduta de ir à contramão do caminho da porta estreita.

Agravado está a situação quando o costume de pecar caminha de mãos dadas. Pecar perde valor, ganha relatividade e com isso se acha que tudo bem, peco aqui, ali e acolá e depois me confesso. Triste engano, não é remédio para se tomar depois de uma farra gastronômica para aliviar o mal-estar. Quem peca com intenção de se confessar não espere de Deus o perdão e nem a misericórdia. Isto é verdade bíblica retomada por Deus em colóquio com Santa Catarina de Sena.

Da mesma forma não devemos agir com sazonalidade em relação à nossa comunhão com Deus. Dele, sempre queremos o pronto atendimento e por que então, nos achamos no direito de não agirmos como o Cristo (Efésios 5,1 – 1ª Coríntios 11,1)? Queremos ser filhos de Deus e, portanto, herdeiros do reino, mas queremos nos comportar como o irmão do filho pródigo que exigia do pai todos os direitos e ainda pior, nem sempre agindo nós, como devemos. Que não seja assim, que as práticas religiosas sigam muito além de uma simples rotina, como escovar os dentes ou tomar banho, que elas sejam algo indispensável como a boa noite de sono, que quando deficiente ou prejudicada nos compromete a saúde do corpo e da mente.


Fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Está resolvendo seguir Jesus?

Lucas 9,23 – (disse Jesus) “Quem quiser me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz dia após dia e me siga.” Caros leitores, essa afirmação de Jesus nos traz muitos ensinamentos em relação ao que consiste levar uma vida segundo os desígnios de Deus. Jesus vai logo mandando seu recado de forma bem direta, sem enrolação. Quer segui-lo? Tem que ser todos os dias. A afirmação que ele nos faz está diretamente relacionada com a oração ensinada por ele do “Pai Nosso”.

Por quê? Porque segui-lo significa abrir mão da própria vontade em prol da vontade de Deus! Se não fizermos assim não iremos conseguir caminhar com o Cristo, estaremos inclinados a seguir o salvador apenas quando for conveniente, mais fácil ou houver interesse egoísta. Os desejos pessoais, se não forem egoístas não contribuirão negativamente para a peregrinação, pois serão colocados em segundo plano.

Se o comportamento cristão for esse, sabe-se que este afastamento das verdades reveladas não apontam para o horizonte proposto no evangelho. Isso porque não existe fidelidade da nossa parte para com Deus. A população em geral entende que Deus é fiel, mas alguns não compreendem a fundo que Deus é fiel ao que ele propôs em seu projeto e não para o que nós propomos para ele, sobretudo se nossa proposta não tem nada que coadune com o que Deus quer de nós e para nós.

Neste ponto sentimos na pele se está adiantando seguir Jesus ou não. Como somos filhos de Deus e não escravos, tampouco mimados por ele, o resultado daquilo que vivemos aparece no dia a dia. O ser humano parece ter uma natureza questionadora, sempre inquieto, busca incessantemente os porquês para tudo. Isso tem o lado bom, todavia resvala no perigo do escrúpulo e da indiferença e falta de seriedade em encarar a vida. O diabo quer exatamente isso, que não levemos a vida com seriedade. O mal, já nos ensinam os sacerdotes exorcistas, não existe para ser questionado e sim combatido. Por isso muitos não percebem no aqui e agora a importância de seguir Jesus, ficam agindo como o apóstolo Tomé e querem todos os resultados já. Como alguns frutos nos esperam na eternidade, para aqueles que o seguem, essa falta de percepção faz tudo parecer em vão. Ainda mais quando as dificuldades das mais variadas espécies acometem nossas vidas. Muitos se perguntam numa hora dessas: de que está adiantando seguir Jesus?

É na dor e no sofrimento que a oração tem mais valor. É em pé perante a cruz, quando abrimos mão do que queremos, nos rendendo ao que Deus quer para nós, que encontramos o sentido para tudo. Quanto mais nos debatemos, como peixe fora d’água, mais sofremos por não amarmos a Deus acima de todas as coisas, com todo nosso coração, alma e entendimento. Se ainda estamos nesse ponto, transformamos o ato de segui-lo num verdadeiro fardo para nossas vidas.


Fonte - Jefferson Roger
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segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Mariologia ou Mariomania?

A mariologia deste artigo será a de sempre, a mariologia católica que os santos cultivaram ao longo dos séculos e o Concílio Vaticano II ratificou na constituição Lumen Gentium.

Antes do Concílio, havia um debate teológico entre dois grupos. Um deles entendia a Virgem Maria como membro da Igreja. Apesar de correta, essa abordagem pode, entretanto, resumir a participação de Nossa Senhora no mistério salvífico à mera função de intercessora, como é o caso dos demais santos. A diferença entre estes e aquela seria apenas quantitativa, tendo Maria uma intercessão mais elevada que a dos outros. Mas a posição de Nossa Senhora na economia da salvação, como entendia o outro grupo, não é somente eclesiológica, mas também cristológica, uma vez que Ela, estando unida ao mistério da Encarnação, participou diretamente na redenção da humanidade.

Notem que o primeiro dogma mariano proclamado pela Igreja foi um dogma profundamente cristológico: o dogma da maternidade divina. E ainda que acusem a Igreja dessa época de estar contaminada pelo “romanismo” de Constantino, a verdade é que, desde o tempo apostólico, os cristãos já veneravam a Mãe de Deus pela sua especial proteção, algo que se verifica na mais antiga oração mariana: Sub tuum praesidium. Autores antiquíssimos, como é o caso de Santo Ireneu de Lion e Santo Inácio de Antioquia, já chamavam Maria de “nova Eva”, relacionando-a à restauração do gênero humano, conforme a promessa do Gênesis.

Para equilibrar as duas visões, Paulo VI proclamou o título de Maria, Mãe da Igreja, ainda durante as aulas conciliares. Desse modo, o Santo Padre confirmou tanto a posição de Maria como membro da Igreja quanto a sua singularidade entre os demais santos. Maria não é um membro qualquer, mas a Mãe desse corpo, cuja cabeça é Cristo.

No capítulo VIII da Lumen Gentium (n. 56), os padres conciliares atestam que “Maria não foi utilizada por Deus como instrumento meramente passivo, mas cooperou livremente, pela sua fé e obediência, na salvação dos homens. Como diz S. Ireneu, “obedecendo, ela tornou-se causa de salvação, para si e para todo o gênero humano”.

A devoção mariana, portanto, não pode ser uma coisa facultativa aos católicos, como o são as devoções a Santa Teresinha ou a São Pio de Pietrelcina, os quais, embora tenham vivido uma conduta exemplar, não foram eles mesmos “causa de salvação” para a humanidade. A Tradição afirma claramente a participação direta de Maria no mistério da redenção, motivo pelo qual se espera da Igreja a proclamação dos dogmas da “corredenção” e da “mediação de todas as graças”. Por essa razão, a devoção mariana, longe de nos afastar de Jesus, só nos é necessária para encontrá-lo, amá-lo e fielmente servi-lo, como ensina São Luís de Montfort (conforme Tratado, II, n. 62). Essa é a verdadeira mariologia católica!


Fonte - adaptado de padrepauloricardo.org
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O povo de Deus, no deserto andava...

Este é um trecho de uma música bem antiga que se canta durante as missas. Digo bem antiga porque quando eu tinha sete anos já se cantava nas celebrações esse cântico. Hoje com meus quarenta e sete anos, ainda é possível ouvi-la nas santas missas. Já se vão pelos menos mais de quarenta anos de sua existência e sua letra continua atual e marcante, assim como a palavra de Deus.

“O povo de Deus, no deserto andava, mas a sua frente alguém caminhava, o povo de Deus era rico de nada, só tinha esperança e o pó da estrada...” As palavras desse cântico são repletas de uma belíssima catequese. Elas nos colocam exatamente em frente ao significado do que representa para cada um de nós, sermos filhos do altíssimo, no que consiste e no que implica.

Ser rico de nada é ter o desapego pelas coisas que passam; esperança devemos ter na eternidade e não no futuro. O diabo nos oferece a tentação do amanhã, nos incentivando a deixarmos tudo para depois, inclusive o que é importante para a alma, com exceção é claro, da satisfação dos próprios desejos desordenados em relação ao que Deus nos pede e espera de cada um.

“Também sou teu povo senhor e estou nessa estrada, somente a tua graça me basta e mais nada, também sou teu povo senhor e estou nessa estrada, tu és alimento, da longa jornada...”

Essas duas estrofes nos rementem novamente ao significado de ser povo de Deus, membro da sua igreja, trilhando o caminho deixado por Jesus e reconhecendo que precisamos apenas da sua graça e do seu corpo e sangue. Os santos já diziam que para aquele a quem somente a graça de Deus não basta é um egoísta.

Grande verdade, pois se queremos algo diferente do que Deus nos dá é porque o estamos tirando do primeiro lugar de nossas vidas e dando prioridade aos nossos desejos egoístas, ferindo o primeiro mandamento de sua lei, os mandamentos do amor, muitas passagens do evangelho e em consequência rompendo com ele, deixando com esse virar de costas, a vida da graça santificante, tão necessária para alcançarmos a estatura do Cristo e um dia a vida eterna na glória e felicidade.

Um Deus que nos acompanha na jornada da vida, único alimento, se quisermos um dia estar com ele, só espera de cada um que aguentemos as tribulações do vale de lágrimas. Logo terminará a jornada, não há como comparar os poucos anos de uma vida terrena com uma eternidade no paraíso. Assim que isso for plantado em nossos corações, todo o sentido do que é mundano e profano cai por terra porque deixamos de querer aproveitar a vida no meio da bagunça, farra e prazeres baixos para garimparmos as pérolas (boas obras) no meio do deserto que irão no dia do juízo depor em nosso favor.


Fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

O que escrever? O que pensar?

Essas são perguntas que normalmente fazemos quando estamos reclusos em nossos pensamentos, unidos ao coração e fazendo um autodiagnóstico a nosso respeito. O que pensar a respeito da vida que levo? Das atitudes que tenho? Das atitudes que deveria ter e não tenho? Diz o ditado popular que Deus escreve certo por linhas tortas; e eu, como estou escrevendo os capítulos da minha vida?

Deixar que a vida ande no automático é um perigo daqueles. De tempos em tempos a pessoa faz uma atualização dessa automação (oferecida pelo mundo) e segue feliz e contente rumo a que? Pensa que a regra do jogo está ao alcance de uma prateleira, do dinheiro, das drogas, do prazer desregrado e das futilidades que não preenchem o coração com aquela satisfação que se recebe quando mais damos do que recebemos para alguém – Atos 20,35.

A questão como se vê, é não dar ouvidos ao canto da sereia. É ser uma pessoa inquieta no sentido de não se satisfazer com uma vida como a vida dos derrotados. Os derrotados acham serem vencedores, porque seguem a correnteza da vida que o mundo oferece. Como aquilo que Deus pede a seus filhos é bem diferente daquilo que o mundo pede que façamos, a tentação do amanhã oferecida pelo diabo derruba a pessoa em sua fé e a faz olhar para si como um derrotado. E por que então se aceita essa condição de derrotado? Simples, ela está maquiada pelo inimigo em pratos saborosos, como diz na bíblia, doce na boca, mas amargo no estômago.

A pessoa se deixa vencer porque tenta agir sozinha (João 15,5), e dessa forma vai levando a vida achando que por não fazer explicitamente o que é mal, tem uma conduta correta. Como se engana, como nos enganamos quando achamos que estamos bem. Percebe-se pela história dos cristãos durante toda a vida da igreja fundada por Jesus (Mateus 16,18), que a vida daqueles que pela fé e paciência se tornaram herdeiros das promessas de Deus (Hebreus 6,12) era e ainda é uma vida bem tribulada.

E nossa vida, está colocada nas mãos de Deus? Assumimos nossa dependência completa por ele? Deixamos ele nos conduzir para que possa a nosso respeito nos ver como filhos adotivos do pai que o servem e o agradam? Ou da nossa vida fazemos uma oportunidade e resolvemos pagar o preço por vivê-la desprezando aquele que nos criou e que por míseros anos de uma vida terrestre, vivida num brio e vigor a todo custo pela sua palavra, nos oferece pautado em nossa fé, uma eternidade de alegrias que nem concebemos?

Início de ano, novos propósitos, velhos compromissos reassumidos, projetos em andamento, projetos retomados, oportunidades diárias que Deus nos concede para tomarmos vergonha na cara e fazermos o que devemos e precisamos. São sempre escolhas, o mal das escolhas é que algumas delas, trarão consequências que não são imediatas, porque tem caráter espiritual; estas estão reservadas para o dia do juízo de cada um.


Fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

A intercessão de Nossa Senhora

Collen Willard, ela mora em Chicago e estava doente de um tumor cerebral. A descoberta da doença, que piorava a cada dia fazendo-a emagrecer, aumentar a tireoide e provocando infecções em todo o corpo. Uma descoberta que não abalou a sua fé. Era ela quem dava forças à sua família, marido e filhos de não cair diante das tentações e dores.

O seu cérebro e medula espinhal não respondiam a nenhum tratamento, como afirmavam os especialistas da clínica Mayo, um dos maiores centros de tratamento de câncer no mundo. Colleen não se rendia e desejava ir até Medjugorje: "Não demorou 24 horas veio até mim uma pessoa que tinha feito muitas peregrinações a Medjugorje e disse-me que seria muito agradável ir lá". Mas como isto seria possível?

"Pedi a Maria se por favor poderia me fazer ir: Mas não podia, a menos que ela colocasse esse desejo no coração de meu marido John". Seu marido, de fato, não era favorável a fazer uma viagem tão longa: "Então rezava o Rosário, sabendo que poderia converter os corações. Por favor, Maria, coloque este desejo no coração de John". Os obstáculos eram muitos porque era necessário muito dinheiro para chegar a Medjugorje. Também era necessária autorização médica para poder viajar naquele estado tão precário de saúde. Então Colleen recebe a ligação de um sacerdote, seu amigo: "Sou padre Agniello. Nesta manhã estava diante do Santíssimo Sacramento que me pediu para dizer que você deveria ir até Medjugorje e que quando você chegar lá subirá a montanha".

Assim, Colleen Willard superou cada obstáculo, graças à oração, e chegou até a vidente Vicka. Estranhamente, no meio da multidão que a circundava, Vicka sente que deveria ir até onde Colleen Willard estava. "Não estou aqui por mim, mas por todas as pessoas que me pediram a rezar e por aqueles que disse que rezaria por eles. Por favor, você pode pedir a Nossa Senhora que responda a todos? Me disse sim e naquele momento fez o sinal da cruz na minha testa e colocou as suas mãos sobre a minha cabeça. Não sentia mais nada em volta de mim, somente a presença de Deus Pai, de Deus Filho e de Deus Espírito Santo”.

Então, Colleen Willard foi até a Santa Missa na igreja de São Tiago. No momento em que o sacerdote elevou a hóstia, Colleen ouve a voz de Maria que lhe diz: "Você quer dar agora todo o seu coração e a sua alma ao meu Filho?" Eu respondi que sim. E depois Maria me pergunta: "E deseja dar-lhe a Nosso Pai?" Sim, respondi "Deseja dar o teu coração e tua alma completamente ao meu esposo, o Espírito Santo?" Sim, disse. "Agora você é Minha filha!"

E então Colleen Willard se levantou da cadeira de rodas enquanto o seu marido assistia a tudo sem acreditar. O dia seguinte subiu sozinha a montanha do Krizevac. "Cheguei lá em cima e me prostrei diante da cruz, agradecendo também pelo dom do sofrimento". Ao retornar para casa, fez todos os exames médicos, que confirmaram a cura instantânea e inexplicável. Agora padre Agniello a ajuda a testemunhar aquilo que lhe aconteceu em Medjugorje.


fonte: adaptado do portal Medjugorje Brasil
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Fazer a diferença

Ia-se o meio do mês de novembro deste ano. Um pouco depois das onze e meia da manhã, uma moça que trabalha no mesmo setor que eu veio conversar comigo assim que cheguei ao trabalho. Demonstrava um ar de ansiosa. Aproximou-se e foi logo dizendo que não via a hora de conversar comigo naquele dia. Sentei-me em meu local de labuta e pus-me a dar-lhe atenção.

- Jefferson, quero te fazer uma pergunta (era para falar a verdade, mais uma confirmação que ela queria de minha parte): Você já publicou um livro não é isso? Respondi que já havia publicado cinco de minha autoria e outro ainda em parceria com minha filha. Então ela continuou.

- É que minha mãe sempre teve vontade de escrever um livro sobre a vida dela e não sabemos como proceder, você pode me dar umas dicas de como devemos fazer?

Me coloquei à sua disposição e fui dando as orientações necessárias, explicando como eu fiz, como devia mandar os arquivos para a editora, quais editoras me atenderam, como pedir o orçamento e assim por diante, passando para ela toda a sequência que devia ser cumprida para que o livro pudesse ser publicado e os exemplares recebidos na porta de casa.

Dito tudo isso ela me perguntou se os livros poderiam chegar antes do natal. Fui o mais claro possível na resposta. Disse que dependia mais dela do que da editora, porque o material teria que ser enviado o quanto antes, acordado preço e quantidade e ainda solicitado se a editora conseguiria entregar antes do natal, já que o prazo estava curto. Também falei que devia já no pedido de orçamento perguntar se isso era possível.
O resultado disso tudo foi que hoje, 20/12/2018, próximo do meio dia, minha colega de trabalho veio até minha mesa com um pacote de presente para mim. Todos que estão lendo já concluíram, isso mesmo, em agradecimento pela minha ajuda e presteza em ir auxiliando durante o processo e tirando as dúvidas que iam surgindo fui agraciado com um exemplar do livro. A mãe dela, já com seus 86 anos fez questão de me presentear com um exemplar seu, com dedicatória e tudo mais. É claro que fiquei contente e imediatamente fui remetido para Atos dos Apóstolos capítulo vinte, versículo trinta e cinco: “existe mais alegria em dar do que em receber”.

É como Jesus nos ensina, faça o bem sem esperar nada em troca, faça simplesmente porque é da natureza cristã ajudar o próximo, independente do próximo ser quem for. O resultado disso é a felicidade que Deus brota em nossos corações e com isso nos faz entender e acreditar que ele está de olho em cada um de nós, em nossas vidas e naquilo que fazemos e deixamos de fazer.


fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Parecem desculpas

Você quando começa a viver a idade da razão, começa a aprender sobre as coisas de Deus. Vai aprendendo que Deus fez o mundo e tudo que nele existe. Vai aprendendo sobre as belezas da criação. No início esse aprendizado visa te afastar da sua realidade; de que você vai viver uma vida com sofrimentos. Quanto mais o tempo vai passando, mais você vai percebendo a distância entre o Deus de amor que é ensinado e o Deus que se pode aferir na atualidade.

Uma das primeiras coisas que é ensinado é de que a pessoa precisa ter fé. Ela aprende que fé é a certeza a respeito daquilo que não se vê. Dessa forma, logo se percebe que Deus simplifica sua relação com sua criatura ao extremo. Ensina-se que tudo é como Deus quer ou acontece por sua permissão. Ensina-se também que o que conta é o tempo de Deus e não o da pessoa. Ensina-se que se deve agradecer por tudo, infinitamente, e isso é inclusive atestado em várias passagens bíblicas “dar glória a Deus eternamente”, inclusive depois da morte. Se você pede uma coisa a Deus e não lhe é dado, existe sempre uma explicação religiosa do porquê. A culpa é sempre de quem pede não ter recebido e nunca de Deus. Se diz que pedimos o que não precisamos para nossa salvação, por isso não ganhamos. No entanto, se a pessoa pedir algo não material, relacionado ao bem comum, comunitário, embasado nos modelos bíblicos, irá perceber muito rapidamente que também não irá receber. O novo esforço da religião para explicar isso é que algumas coisas são para os eleitos, não estamos dignos a receber, não fizemos a nossa parte, ainda não estamos prontos e por aí vai. A religião facilmente possui respostas para endossar as atitudes divinas.

E mais, ainda batem na cara dos necessitados quando dizem (o pessoal lá de cima em aparições aos eleitos) que se soubéssemos o quanto nos amam, choraríamos de alegria. Ora, é como se estivessem a dizer que vejam bem, se quiséssemos demonstraríamos nosso amor, mas não queremos, vocês devem acreditar sem ver (pela fé). Na verdade, o choque é bem maior, aos poucos as pessoas vão descobrindo que tudo que é prometido é para o futuro, isso em termos de alegrias e recompensas.

O que se vê no mundo é a imensidão das injustiças e a conversa divina é sempre a mesma: a recompensa e salvação aguardam os perseverantes. Deus não se importa em nos provar que existe e que no céu nos aguardam coisas maravilhosas que nem se quer conseguimos conceber. Ao contrário, como é Deus e não precisa de nós para nada, ensina que quem se esforçar e “comer o pão que o diabo amassou” e ainda assim não ir contra os desígnios divinos, no fim da vida poderá entrar no céu.

Todavia, toda essa reflexão, por mais esforço racional que possa ter, é facilmente invalidada pela fé. As pessoas querem ver para crer e não o contrário. O contrário demonstra a fé. Quem tem fé, age conforme o necessário com a esperança apontada para a eternidade, vivendo uma vida de completa doação e caridade para com o próximo em resposta ao dom da vida concedido por Deus, que é eterna e depende de nossas obras para receber a sentença do justo juiz.


fonte: Jefferson Roger
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Perdendo a fé

Caros leitores, no site fórum.politz colhemos uma sequência de depoimentos de uma pessoa que “cansou-se” de Deus e caminha assumidamente para a perda da sua fé. Como é possível que os que passem por este artigo estejam da mesma forma, possivelmente passando por algo parecido, resolvi transcrever a sequência para registro e reflexão.

“Não tenho raiva de Deus. Entretanto, depois de ver que esse mundo é um lixo e que as orações nunca são respondidas estou quase abandonando o cristianismo de vez. Eu fico pensando, se Deus não responde a oração de um cara cego que quer voltar a enxergar, por que vai responder minhas orações que são problemas bem menores (mas que ainda assim me deixam infeliz)? Vejo um descompasso muito grande entre o que a Igreja/Bíblia retratam como Deus e a realidade. Quando vejo Jesus na Bíblia, penso em um Deus que cuida dos seus filhos, que intervém nas vidas das pessoas. Mas na prática não tenho uma oração respondida. Fui ficando cada vez mais amargurado com a vida. Sempre fui um cara esforçado. Já li Tomás de Aquino, William Lane Craig, etc. Tudo me parece sempre uma desculpa: "Deus permite isso porque tem um plano" ou "o tempo de Deus não é o mesmo que o nosso". Eu lhes pergunto, que plano é esse que só traz sofrimento? Eu só queria ser feliz.

A mensagem cristã só me desanima, toda hora é falando de cruz. Que tem que abraçar a cruz, amar a cruz. Caramba, tenho que ser masoquista agora? Apanhar igual cachorro? Sinto que estou cada vez mais longe de Deus. Sei que muito ateu vai rir de mim, mas acho que a única coisa que me mantem na fé é o medo do inferno. Não consigo mais ver em Deus um pai bom e amoroso. Parece uma filosofia conformista. Sempre tem que aceitar o sofrimento.

Imagina se não fosse o pessoal da ciência moderna a querer entender o universo, entender a química e física. Hoje ainda teria gente morrendo por doenças "bobas", por que era a vontade de Deus. Não sou troll, estou realmente vivendo um momento de reflexão na vida: não sei se chuto o balde de vez com o catolicismo e tento viver a vida do meu jeito, ou então continuo insistindo nisso sempre me decepcionando cada vez mais.

Os tombos só estão me jogando para longe. Queria que Deus fosse alguém normal, que me respondesse com palavras quando falo com Ele. Mas a única coisa que recebo é o silêncio e pancada da vida. Hoje vejo a razão daqueles argumentos ontológicos, cosmológicos, etc. Não convencerem quase ninguém. O problema está na vida real, prática. Se Deus fosse presente na vida das pessoas, fosse um pai que cuida dos filhos, não existiria tanto ateu. As pessoas simplesmente cansam de buscar alguém que não se importa com elas. Deus virou um ente abstrato para mim, não uma pessoa (na realidade três).

Eu rezava o Rosário todo dia, além de falar com Deus ao longo do dia. Só que toda vez que precisei dele só tomei paulada. Agora mal rezo uma Ave Maria”.

E para concluir, neste tópico uma pessoa respondeu com a seguinte frase: “Os caras acham que Deus devia ser um gênio da lâmpada que satisfaça suas vontades”.


fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Palavras de Nossa Senhora

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Caros leitores, segue uma transcrição adaptada por este site, de uma palestra que um dos videntes de Medjugorje deu em 2015. Segue um resumo feito por mim dos principais trechos da mesma; palestra esta colhida no Portal Medjugorje Brasil. Quando hoje penso o que dizer a vocês me lembro das palavras de Nossa Senhora: "Queridos filhos, hoje os convido..." Por isto penso que se hoje vocês são tão numerosos é porque vocês foram chamados aqui por Nossa Senhora. Vocês estão aqui porque Deus quis que vocês estivessem aqui hoje. Peço que cada coração de vocês possa compreender aquele amor que Nossa Senhora tem por cada um de nós. Eu acredito que cada um de nós é importante para Nossa Senhora. Nós somos os Seus filhos. Nossa Senhora vindo aqui a Medjugorje, não veio somente para Jakov, Vicka, Ivan, Mirjana, Marija e Ivanka.

Ela veio por todos nós. Por isto convido sempre os peregrinos a refletirem de que as primeiras palavras quando se chega a Medjugorje devem ser palavras de agradecimento: "Obrigado Senhor. Obrigado Nossa Senhora. Obrigado por todos os dons e por todas as graças. Obrigado Senhor de modo particular porque permitiu à Nossa Mãe de estar por tanto tempo aqui conosco". Todos nós somos seus filhos. A primeira coisa que vocês devem fazer em Medjugorje é dizer o seu "sim". Dizer o seu sim a Nossa Senhora e a Deus. Nossa Senhora veio aqui por um só motivo: Ela quer nos levar até Jesus. Cada um de nós é uma pérola preciosa para Nossa Senhora. Não permitamos que esta pedra preciosa se suje. Procuremos sempre que Ela ilumine a nossa vida. E não devemos pensar: "Hoje a minha vida será mais fácil". Todos nós nesta vida teremos quedas. Todos nós teremos cruzes.

Como eu as tive em minha vida! Frequentemente tinha quedas. As cruzes. Mas em todos os momentos, até mesmo quando pensava que estava vivendo nas trevas, sempre via aquela luz! A luz divina que sentia e que me falava ao coração e me dizia: "Estou aqui. Não tenha medo. Eu estou com você. Você é meu filho. Eu te ajudarei". Este era Deus. Nos perguntamos, depois da primeira aparição, como a nossa vida seria a partir daquele momento. Eu saberia fazer tudo aquilo que Nossa Senhora quer de mim? Estas perguntas continuaram até o dia em que Nossa Senhora nos deu uma mensagem em que ela dizia: "Queridos filhos, é suficiente que vocês abram os seus corações.

O resto eu farei sozinha". Então eu compreendi que eu como uma criança não podia fazer muito, mas podia fazer uma coisa: dizer o meu "sim". Dizer o meu "sim" ao Senhor e deixar a minha vida e o meu coração nas Suas Mãos. A partir daquele momento para mim começou uma nova vida. Uma vida nova com o Senhor e com Nossa Senhora. Indo em frente e crescendo na fé compreendi que é um grande dom ver Nossa Senhora, mas também compreendi que recebi um dom maior: o de reconhecer Jesus através de Nossa Senhora. Isto, como disse, é o motivo pelo qual Nossa Senhora vem até aqui em Medjugorje. Ela vem para nos levar até Jesus. Para nos fazer ver o caminho que nos leva a Jesus Cristo. Este caminho é a oração, a conversão, a paz, o jejum e a Santa Missa.

fonte: Jefferson Roger

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quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Eu sou a Imaculada

Quando Bernadete levou ao padre de sua paróquia a informação de que a Virgem Santíssima tinha dito para dizer a este que era a Imaculada, e não sabendo Bernadete muito bem do que isso se tratava, a situação causou muito espanto na localidade. Santa Bernadete, como hoje é conhecida, teve a graça de dezoito aparições da Virgem Maria.

A Imaculada Conceição, que através do Espírito Santo, como lemos no evangelho de São Lucas, capítulo 01, teve a graça de ser a única mulher em toda a história da humanidade que é mãe e filha de Deus, mãe e membro da igreja de Cristo. Numa época em que a tradução para o português da bíblia, coloca como irmãos de Jesus seus parentes, ela está proclamada como imaculada conceição através dos relatos bíblicos.

Algo imaculado é algo sem mancha. Essa graça que Maria teve, assim como Jesus quando viveu no meio de nós antes da sua paixão, é o constante convite que todos nós recebemos diariamente. A estatura pedida por Deus é a de que nos igualemos ao seu filho Jesus (Efésios 5,1 – 1ªCoríntios 11,1). Maria, a primeira catequista, aquela que mais amou a Jesus, dentro do seu escondimento e humildade nos mostrou que menos é mais e mais é menos.

Menos desperdício de tempo com as coisas que passam em detrimento das que não passam é uma atitude cristã que em muito engrandece nosso espírito porque dessa forma nossa comunhão com Deus nos permite a vitória sobre as tentações. Mais orações diárias em nossas vidas além das práticas religiosas faz com que tenhamos menos chances de sucumbir nosso olhar as ofertas do mundo; estaremos ocupados cuidando dos interesses de Deus, do próximo e por fim de nossos interesses e estes, atrelados a vontade de Deus.

Dessa maneira, atuando nestas duas frentes de combate, a bíblia nos ensina que toda a mancha do pecado será apagada pela misericórdia de Deus, porque agindo assim estaremos cultivando a fé, a esperança e a caridade. Felizes os convidados para a ceia do Senhor! Que sejamos capazes de compreender esse convite de Deus para nos unirmos a ele por toda a eternidade e cientes de que essa união tem a exigente cobrança de seu amor.

Uma eternidade ao lado da Santíssima Trindade, dos anjos e santos, de nossos parentes e familiares e da Virgem Maria, a Imaculada, é mais do que motivo suficiente para não nos determos aqui pelas coisas do mundo, os bens do céu nos esperam.


fonte: Jefferson Roger
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Sendo trocado

Já se foi o tempo em que trocar alguma coisa se resumia em objetos. Quando muito, ouvíamos dizer que um funcionário foi trocado (substituído) por outro em determinada função de uma empresa. A arte de trocar acompanha o homem a muito tempo. São incontáveis exemplos de trocas que podemos elencar num passeio de memória de poucos minutos. Podemos arriscar perigosamente a dizer, que praticamente quase tudo pode ser trocado.

Não parece ser uma inverdade e por aqui permeiam os problemas. O ser humano tem a habilidade de tornar relativo alguma coisa. Isto nem seria problema se tudo ficasse no campo daquilo que não invade outras naturezas. Trocar uma pilha do relógio porque acabou, trocar de roupa quando chegamos em casa depois de um dia de trabalho, trocar o pneu furado pelo estepe, trocar mercadorias no mercado por dinheiro e assim sucessivamente, tudo como vemos, anda conforme manda o figurino. Mas, como dizem sempre tem o mas; mas e se o figurino mudou?

Agora, pessoas, e começamos aqui a tratar dos relacionamentos, foram transformadas em objetos. Isso mesmo, viraram mercadorias descartáveis. Algumas vezes são tratadas como produtos obsoletos aos quais estamos apegados e por isso não queremos descarta-los, ao invés disso agregamos ao nosso consumo um produto complementar. Assim funcionam os casamentos e seus adultérios. Os chamados “amantes” do amor carnal, fazem a vez de calmantes e de purgantes. Não percebem a grande diferença entre o que são “amantes” e o que os cônjuges são “amados”.

A própria expressão denota sua natureza. Quem é amado ama e é amado. Quem é amante temporariamente “ama” a criatura tentando desprovê-la da sua alma. Sim, porque se “a ficha cai”, a pessoa percebe o incrível mal que está a fazer a si, ao próximo, sua família, família do próximo e em primeiro lugar a Deus.

E nessa aventura, nesse troca-troca desordenado e desenfreado, motivado pelos vícios fáceis de se cometerem e difíceis de se abandonarem, caminha rumo ao destino final da alma que está sendo trocado, da felicidade eterna nos céus pela condenação ao inferno. Crendo ou não nas santas palavras de Deus, importa a cada um porque a vida por aqui termina para todos, quem vive com fé sabe o que lhe aguarda, quem não vive crendo em Deus, escolheu pagar o preço pós morte.


fonte: Jefferson Roger
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Maridos Cansados

O tema é bastante peculiar, controverso, delicado e polêmico; e ainda poderíamos dizer que, em tempos como os que vivemos hoje, qual assunto não gera muita discussão? Este é mais um dos artigos que o site aborda na temática da relação matrimonial. Experiências existem para serem compartilhadas, transmitidas, servirem de exemplo e contribuírem de alguma forma para a boa emancipação do ser humano enquanto pessoa de corpo e alma. Dizemos assim porque não é possível o corpo estar saudável se a alma não estiver também.

São Paulo vai dizer em suas cartas que aquele que não está casado é melhor que não se case, e vai dizer também que aquele que está casado, viva como se não estivesse. Porém, diz que para que não se abrase, então que se case. Vamos entender um pouquinho a questão.

É possível colher aqui duas mensagens. Primeiro, devemos, como disse Jesus, buscar em primeiro lugar o reino de Deus e sua justiça. Segundo, devemos viver a castidade pedida por Deus na união prescrita em Gênesis 2,24, para que não caiamos nos pecados da impureza e da carne. Quando isso não acontece, nem aquele e nem este princípio ditado por Deus, ele (Deus) deixa de estar em primeiro lugar sendo substituído por nossas vontades e desejos (impuros e carnais), fazendo com que o “uma só carne” seja transformado em qualquer carne, como numa vitrine do açougue.

Corpos deixam sua santidade de lado, primam pela aparência somente, trocam valores divinos por medidas corpóreas e o “amar a Deus e ao próximo como a ti mesmo” se transforma em “fazer amor com o próximo, mas um amor que não transcende a natureza animal dos sentidos”.

É a velha história da confusão que se faz entre prazer e felicidade. Pecados dessa natureza comentados neste artigo, já foram relatados por Nossa Senhora em suas aparições como um dos pecados que mais condenam pessoas ao inferno. Se os motivos de uma relação à dois perdem a natureza inicial e original, enquanto não houver um resgate a essas origens a comida do restaurante será mais saborosa que a comida caseira.

O fato que pode ser atestado por qualquer casal que se afasta de Deus e do propósito da união sacramental sem dúvida sempre será palco para agravamento dos problemas familiares e do casal. Há remédio, ele existe, sempre existiu e é divino: a oração. É necessário sempre pedir a Deus o aumento do amor matrimonial, conjugal e familiar, fechar o coração para as coisas que passam (mudar de atitude e evitar ocasiões de pecado) e ficar firme, em pé perante a cruz do dia a dia porque do contrário, cansados de viver em casa o que não se quer, acaba-se por viver o que se quer fora dela.


fonte: Jefferson Roger
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Maridos frouxos

“Não sinto mais nada pelo meu marido” – essa frase, se pesquisada na internet irá resultar um número imenso de casos e desabafos relacionados ao tema. De fato, a internet é um grande caldeirão. Encontra-se tudo lá, haja vista esse humilde site também fazer parte desse mar virtual de informações. Relacionada a frase em questão, dizia eu a respeito do grande número de textos que se podem encontrar sobre ela. Qualquer um poderia dizer, com uma dedicação de uma a duas horas, que existem algumas semelhanças nos relatos, tanto positivamente, quanto negativamente e também daquele pessoal que fica em cima do muro. Este site, não espera apontar partido, mas pretende colocar a ótica da questão sob o olhar sobrenatural que todo cristão temente a Deus é convidado por ele a ter.

De cara começamos deixando os psicólogos de lado, nem eles são unânimes, isso, sobretudo no mundo em que vivemos hoje, não é mais possível, a baderna que aí está instalada só será consertada na segunda vinda de Jesus (espero que isso aconteça logo). E viva a fé em Deus e nas suas palavras!

Pois bem, adiante; o machismo, ainda me recordo da década de setenta, dizia que homem não chora, homem é o chefe da casa. O homem podia tudo e a mulher podia nada, ela era a serviçal, a dona de casa, responsável por cuidar de marido, filhos e casa. Sempre prendada, tinha tempo total tomado com seus afazeres domésticos e ainda precisava honrar seus compromissos maritais. Bom, o machismo ainda existe, anda meio disfarçado por aí, mas existe em pleno século que vivemos. Todos nós conhecemos casos assim na sociedade ou no meio que vivemos.

Contra este, eis que surge o feminismo. Movimento de libertação que depois foi agregando novos significados fazendo com que, o que veio para equilibrar junto ao machismo, terminou por lutar contra ele. Instalou-se o cabo de guerra, que só contribuiu para dificultar os relacionamentos de todas as espécies. É quem pode mais, quem grita mais, quem ri por último e assim por diante. A tríplice aliança, homem, mulher e Deus, partiu-se. Sempre um dos três está excluído da relação e por conta disso ela não funciona. Se excluo o homem, tenho atitude egoísta querendo me relacionar só com Deus. Se excluo a mulher, também. Se Deus é excluído, pior ainda, tornam-se objetos de consumo descartáveis, mercadorias que quando ficarem obsoletas serão trocadas. Portanto, como vemos, se em nosso coração, a trindade santa não fizer morada, juntamente com quem amamos, abrimos espaço para o inimigo e sua caterva infernal. Desse ponto em diante a derrocada se inicia na ladeira dos ímpios que irão rolar para a condenação eterna.


fonte: Jefferson Roger
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