domingo, 20 de janeiro de 2019

Tenha foco, muito foco

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Prestar a atenção em alguma coisa, concentrando todo nosso poder mental nada mais é do que direcionar nossos sentidos e capacidade de absorver tudo que nos cerca, seja de forma abstrata ou concreta. Mentalizar, se concentrar, focalizar em algo ou alguma coisa é essencial se queremos lograr êxito em alguma empreitada, seja de qual natureza for. Todavia, isso não exime um combatente nem o isenta de caminhar pelo lamaçal das dificuldades que nossa vida terrena sempre nos proporciona. Sendo assim, fica fácil percebermos que se o empenho não é esmerado, o desleixo pode contribuir para a derrocada de um intento. Se isso acontecer, nossa parte, mal desempenhada irá causar a culpa própria pelos não acertos. Não é hora de apontarmos culpados e nem colocarmos nossa culpa em alguém.

Do contrário, sempre bem-vindo é, quando alguém nos pega pela mão e nos auxilia na retomada dos caminhos corretos. Não é assim que fazem, por exemplo, os pais? Certa vez estava eu em casa, com toda a família, esposa e filhas, no gramado da frente com a filha mais nova, fim de tarde. Ela brincava pelo quintal e eu estava cuidando e próximo ao portão do carro. De repente, aproxima-se da frente de casa uma mulher que fazia seu exercício de corrida a pé, era minha mãe (mulher do meio na foto, e estava com a mesma roupa da foto). Parecia estar de passagem, mas parecia também que tinha vindo até mim com um propósito. Assim que percebi sua chegada, saí de casa, fui ao seu encontro e nos abraçamos.

Recordo-me de abraçá-la bem forte indagando em meu interior, se isso não seria um sonho, pois tinha consciência de que estava morta. Senti o caloroso abraço e após, ficamos de mãos dadas; nesse instante minha mãe me dirigiu as seguintes palavras: “tenha foco, muito foco”. O tom de suas palavras me recordou de imediato o tom de voz que Nossa Senhora sempre dirige em suas mensagens ao redor do mundo. Sempre é um tom de advertência de uma mãe que ama e se preocupa com seus filhos. Após ouvi-la, assenti que sim com a cabeça, nos despedimos, outro corredor já a esperava na rua e eles foram embora correndo, desaparecendo de minha vista. Entrei para dentro de casa e em seguida, acordei.

Era um sonho. Um sonho muito nítido e muito bem acolhido porque, afinal de contas, em nossa caminhada cristã e católica, o horizonte, a razão da nossa esperança (1ª Pedro 3,15) não pode ser perdida de vista porque sem porquês, como suportar o como? A vida deve ser bem vivida, mas isso não significa vivê-la de qualquer forma, é preciso vivê-la como um fruto que sempre cai perto da árvore, e essa árvore, como aprendemos nos evangelhos, é Jesus. O foco tem que estar nele.

Fonte: Jefferson Roger

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terça-feira, 15 de janeiro de 2019

A rotina da oração

Muitas pessoas ditas de fé colocam em sua rotina diária suas práticas religiosas. Separam durante seu dia um horário para as meditações, para as orações, para o rosário, para as reflexões, leituras católicas e sagradas. Ao longo de suas vinte e quatro horas vão vivendo e colocando Deus e tudo que procede dele entrelaçado no decorrer das horas que passam.

Se a rotina é adaptada numa vida atribulada e tem sucesso, ótimo. Todavia, o que acontece se, por exemplo, o sujeito tira férias do trabalho? Digamos que durante o dia cerca de três horas são destinadas ao convívio mais direto com Deus, isso dentro de uma agenda bem atribulada. Ora, pode-se facilmente cair na tentação de se pensar que se a pessoa tira férias de seu trabalho terá mais tempo disponível para sua comunhão com Deus.

Não é assim que sempre acontece. A rotina fortemente alterada em virtude de férias, passeios e viagens prolongadas facilmente rouba a cena daquela oração, daquele rosário, daquela participação na santa missa ou daquela leitura bíblica diária ou confissão mensal.

Quando isso acontece percebe-se que a religião praticada, de fato, é colocada, pelo menos nesses períodos, em igual patamar aos eventos sociais. Tira-se férias da religião, férias de Deus, parece que ao sair da paróquia em que mora e da vida em comunidade a pessoa não se vê obrigada mais aos sacramentos e aos mandamentos. Não estamos aqui generalizando, porque em detalhes e de cada pessoa, quem sabe e vê corações é Deus. Mesmo assim, o dito acontece, todos sabemos, ou até (que Deus nos livre disso) praticamos essa conduta de ir à contramão do caminho da porta estreita.

Agravado está a situação quando o costume de pecar caminha de mãos dadas. Pecar perde valor, ganha relatividade e com isso se acha que tudo bem, peco aqui, ali e acolá e depois me confesso. Triste engano, não é remédio para se tomar depois de uma farra gastronômica para aliviar o mal-estar. Quem peca com intenção de se confessar não espere de Deus o perdão e nem a misericórdia. Isto é verdade bíblica retomada por Deus em colóquio com Santa Catarina de Sena.

Da mesma forma não devemos agir com sazonalidade em relação à nossa comunhão com Deus. Dele, sempre queremos o pronto atendimento e por que então, nos achamos no direito de não agirmos como o Cristo (Efésios 5,1 – 1ª Coríntios 11,1)? Queremos ser filhos de Deus e, portanto, herdeiros do reino, mas queremos nos comportar como o irmão do filho pródigo que exigia do pai todos os direitos e ainda pior, nem sempre agindo nós, como devemos. Que não seja assim, que as práticas religiosas sigam muito além de uma simples rotina, como escovar os dentes ou tomar banho, que elas sejam algo indispensável como a boa noite de sono, que quando deficiente ou prejudicada nos compromete a saúde do corpo e da mente.


Fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Está resolvendo seguir Jesus?

Lucas 9,23 – (disse Jesus) “Quem quiser me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz dia após dia e me siga.” Caros leitores, essa afirmação de Jesus nos traz muitos ensinamentos em relação ao que consiste levar uma vida segundo os desígnios de Deus. Jesus vai logo mandando seu recado de forma bem direta, sem enrolação. Quer segui-lo? Tem que ser todos os dias. A afirmação que ele nos faz está diretamente relacionada com a oração ensinada por ele do “Pai Nosso”.

Por quê? Porque segui-lo significa abrir mão da própria vontade em prol da vontade de Deus! Se não fizermos assim não iremos conseguir caminhar com o Cristo, estaremos inclinados a seguir o salvador apenas quando for conveniente, mais fácil ou houver interesse egoísta. Os desejos pessoais, se não forem egoístas não contribuirão negativamente para a peregrinação, pois serão colocados em segundo plano.

Se o comportamento cristão for esse, sabe-se que este afastamento das verdades reveladas não apontam para o horizonte proposto no evangelho. Isso porque não existe fidelidade da nossa parte para com Deus. A população em geral entende que Deus é fiel, mas alguns não compreendem a fundo que Deus é fiel ao que ele propôs em seu projeto e não para o que nós propomos para ele, sobretudo se nossa proposta não tem nada que coadune com o que Deus quer de nós e para nós.

Neste ponto sentimos na pele se está adiantando seguir Jesus ou não. Como somos filhos de Deus e não escravos, tampouco mimados por ele, o resultado daquilo que vivemos aparece no dia a dia. O ser humano parece ter uma natureza questionadora, sempre inquieto, busca incessantemente os porquês para tudo. Isso tem o lado bom, todavia resvala no perigo do escrúpulo e da indiferença e falta de seriedade em encarar a vida. O diabo quer exatamente isso, que não levemos a vida com seriedade. O mal, já nos ensinam os sacerdotes exorcistas, não existe para ser questionado e sim combatido. Por isso muitos não percebem no aqui e agora a importância de seguir Jesus, ficam agindo como o apóstolo Tomé e querem todos os resultados já. Como alguns frutos nos esperam na eternidade, para aqueles que o seguem, essa falta de percepção faz tudo parecer em vão. Ainda mais quando as dificuldades das mais variadas espécies acometem nossas vidas. Muitos se perguntam numa hora dessas: de que está adiantando seguir Jesus?

É na dor e no sofrimento que a oração tem mais valor. É em pé perante a cruz, quando abrimos mão do que queremos, nos rendendo ao que Deus quer para nós, que encontramos o sentido para tudo. Quanto mais nos debatemos, como peixe fora d’água, mais sofremos por não amarmos a Deus acima de todas as coisas, com todo nosso coração, alma e entendimento. Se ainda estamos nesse ponto, transformamos o ato de segui-lo num verdadeiro fardo para nossas vidas.


Fonte - Jefferson Roger
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segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Mariologia ou Mariomania?

A mariologia deste artigo será a de sempre, a mariologia católica que os santos cultivaram ao longo dos séculos e o Concílio Vaticano II ratificou na constituição Lumen Gentium.

Antes do Concílio, havia um debate teológico entre dois grupos. Um deles entendia a Virgem Maria como membro da Igreja. Apesar de correta, essa abordagem pode, entretanto, resumir a participação de Nossa Senhora no mistério salvífico à mera função de intercessora, como é o caso dos demais santos. A diferença entre estes e aquela seria apenas quantitativa, tendo Maria uma intercessão mais elevada que a dos outros. Mas a posição de Nossa Senhora na economia da salvação, como entendia o outro grupo, não é somente eclesiológica, mas também cristológica, uma vez que Ela, estando unida ao mistério da Encarnação, participou diretamente na redenção da humanidade.

Notem que o primeiro dogma mariano proclamado pela Igreja foi um dogma profundamente cristológico: o dogma da maternidade divina. E ainda que acusem a Igreja dessa época de estar contaminada pelo “romanismo” de Constantino, a verdade é que, desde o tempo apostólico, os cristãos já veneravam a Mãe de Deus pela sua especial proteção, algo que se verifica na mais antiga oração mariana: Sub tuum praesidium. Autores antiquíssimos, como é o caso de Santo Ireneu de Lion e Santo Inácio de Antioquia, já chamavam Maria de “nova Eva”, relacionando-a à restauração do gênero humano, conforme a promessa do Gênesis.

Para equilibrar as duas visões, Paulo VI proclamou o título de Maria, Mãe da Igreja, ainda durante as aulas conciliares. Desse modo, o Santo Padre confirmou tanto a posição de Maria como membro da Igreja quanto a sua singularidade entre os demais santos. Maria não é um membro qualquer, mas a Mãe desse corpo, cuja cabeça é Cristo.

No capítulo VIII da Lumen Gentium (n. 56), os padres conciliares atestam que “Maria não foi utilizada por Deus como instrumento meramente passivo, mas cooperou livremente, pela sua fé e obediência, na salvação dos homens. Como diz S. Ireneu, “obedecendo, ela tornou-se causa de salvação, para si e para todo o gênero humano”.

A devoção mariana, portanto, não pode ser uma coisa facultativa aos católicos, como o são as devoções a Santa Teresinha ou a São Pio de Pietrelcina, os quais, embora tenham vivido uma conduta exemplar, não foram eles mesmos “causa de salvação” para a humanidade. A Tradição afirma claramente a participação direta de Maria no mistério da redenção, motivo pelo qual se espera da Igreja a proclamação dos dogmas da “corredenção” e da “mediação de todas as graças”. Por essa razão, a devoção mariana, longe de nos afastar de Jesus, só nos é necessária para encontrá-lo, amá-lo e fielmente servi-lo, como ensina São Luís de Montfort (conforme Tratado, II, n. 62). Essa é a verdadeira mariologia católica!


Fonte - adaptado de padrepauloricardo.org
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O povo de Deus, no deserto andava...

Este é um trecho de uma música bem antiga que se canta durante as missas. Digo bem antiga porque quando eu tinha sete anos já se cantava nas celebrações esse cântico. Hoje com meus quarenta e sete anos, ainda é possível ouvi-la nas santas missas. Já se vão pelos menos mais de quarenta anos de sua existência e sua letra continua atual e marcante, assim como a palavra de Deus.

“O povo de Deus, no deserto andava, mas a sua frente alguém caminhava, o povo de Deus era rico de nada, só tinha esperança e o pó da estrada...” As palavras desse cântico são repletas de uma belíssima catequese. Elas nos colocam exatamente em frente ao significado do que representa para cada um de nós, sermos filhos do altíssimo, no que consiste e no que implica.

Ser rico de nada é ter o desapego pelas coisas que passam; esperança devemos ter na eternidade e não no futuro. O diabo nos oferece a tentação do amanhã, nos incentivando a deixarmos tudo para depois, inclusive o que é importante para a alma, com exceção é claro, da satisfação dos próprios desejos desordenados em relação ao que Deus nos pede e espera de cada um.

“Também sou teu povo senhor e estou nessa estrada, somente a tua graça me basta e mais nada, também sou teu povo senhor e estou nessa estrada, tu és alimento, da longa jornada...”

Essas duas estrofes nos rementem novamente ao significado de ser povo de Deus, membro da sua igreja, trilhando o caminho deixado por Jesus e reconhecendo que precisamos apenas da sua graça e do seu corpo e sangue. Os santos já diziam que para aquele a quem somente a graça de Deus não basta é um egoísta.

Grande verdade, pois se queremos algo diferente do que Deus nos dá é porque o estamos tirando do primeiro lugar de nossas vidas e dando prioridade aos nossos desejos egoístas, ferindo o primeiro mandamento de sua lei, os mandamentos do amor, muitas passagens do evangelho e em consequência rompendo com ele, deixando com esse virar de costas, a vida da graça santificante, tão necessária para alcançarmos a estatura do Cristo e um dia a vida eterna na glória e felicidade.

Um Deus que nos acompanha na jornada da vida, único alimento, se quisermos um dia estar com ele, só espera de cada um que aguentemos as tribulações do vale de lágrimas. Logo terminará a jornada, não há como comparar os poucos anos de uma vida terrena com uma eternidade no paraíso. Assim que isso for plantado em nossos corações, todo o sentido do que é mundano e profano cai por terra porque deixamos de querer aproveitar a vida no meio da bagunça, farra e prazeres baixos para garimparmos as pérolas (boas obras) no meio do deserto que irão no dia do juízo depor em nosso favor.


Fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

O que escrever? O que pensar?

Essas são perguntas que normalmente fazemos quando estamos reclusos em nossos pensamentos, unidos ao coração e fazendo um autodiagnóstico a nosso respeito. O que pensar a respeito da vida que levo? Das atitudes que tenho? Das atitudes que deveria ter e não tenho? Diz o ditado popular que Deus escreve certo por linhas tortas; e eu, como estou escrevendo os capítulos da minha vida?

Deixar que a vida ande no automático é um perigo daqueles. De tempos em tempos a pessoa faz uma atualização dessa automação (oferecida pelo mundo) e segue feliz e contente rumo a que? Pensa que a regra do jogo está ao alcance de uma prateleira, do dinheiro, das drogas, do prazer desregrado e das futilidades que não preenchem o coração com aquela satisfação que se recebe quando mais damos do que recebemos para alguém – Atos 20,35.

A questão como se vê, é não dar ouvidos ao canto da sereia. É ser uma pessoa inquieta no sentido de não se satisfazer com uma vida como a vida dos derrotados. Os derrotados acham serem vencedores, porque seguem a correnteza da vida que o mundo oferece. Como aquilo que Deus pede a seus filhos é bem diferente daquilo que o mundo pede que façamos, a tentação do amanhã oferecida pelo diabo derruba a pessoa em sua fé e a faz olhar para si como um derrotado. E por que então se aceita essa condição de derrotado? Simples, ela está maquiada pelo inimigo em pratos saborosos, como diz na bíblia, doce na boca, mas amargo no estômago.

A pessoa se deixa vencer porque tenta agir sozinha (João 15,5), e dessa forma vai levando a vida achando que por não fazer explicitamente o que é mal, tem uma conduta correta. Como se engana, como nos enganamos quando achamos que estamos bem. Percebe-se pela história dos cristãos durante toda a vida da igreja fundada por Jesus (Mateus 16,18), que a vida daqueles que pela fé e paciência se tornaram herdeiros das promessas de Deus (Hebreus 6,12) era e ainda é uma vida bem tribulada.

E nossa vida, está colocada nas mãos de Deus? Assumimos nossa dependência completa por ele? Deixamos ele nos conduzir para que possa a nosso respeito nos ver como filhos adotivos do pai que o servem e o agradam? Ou da nossa vida fazemos uma oportunidade e resolvemos pagar o preço por vivê-la desprezando aquele que nos criou e que por míseros anos de uma vida terrestre, vivida num brio e vigor a todo custo pela sua palavra, nos oferece pautado em nossa fé, uma eternidade de alegrias que nem concebemos?

Início de ano, novos propósitos, velhos compromissos reassumidos, projetos em andamento, projetos retomados, oportunidades diárias que Deus nos concede para tomarmos vergonha na cara e fazermos o que devemos e precisamos. São sempre escolhas, o mal das escolhas é que algumas delas, trarão consequências que não são imediatas, porque tem caráter espiritual; estas estão reservadas para o dia do juízo de cada um.


Fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

A intercessão de Nossa Senhora

Collen Willard, ela mora em Chicago e estava doente de um tumor cerebral. A descoberta da doença, que piorava a cada dia fazendo-a emagrecer, aumentar a tireoide e provocando infecções em todo o corpo. Uma descoberta que não abalou a sua fé. Era ela quem dava forças à sua família, marido e filhos de não cair diante das tentações e dores.

O seu cérebro e medula espinhal não respondiam a nenhum tratamento, como afirmavam os especialistas da clínica Mayo, um dos maiores centros de tratamento de câncer no mundo. Colleen não se rendia e desejava ir até Medjugorje: "Não demorou 24 horas veio até mim uma pessoa que tinha feito muitas peregrinações a Medjugorje e disse-me que seria muito agradável ir lá". Mas como isto seria possível?

"Pedi a Maria se por favor poderia me fazer ir: Mas não podia, a menos que ela colocasse esse desejo no coração de meu marido John". Seu marido, de fato, não era favorável a fazer uma viagem tão longa: "Então rezava o Rosário, sabendo que poderia converter os corações. Por favor, Maria, coloque este desejo no coração de John". Os obstáculos eram muitos porque era necessário muito dinheiro para chegar a Medjugorje. Também era necessária autorização médica para poder viajar naquele estado tão precário de saúde. Então Colleen recebe a ligação de um sacerdote, seu amigo: "Sou padre Agniello. Nesta manhã estava diante do Santíssimo Sacramento que me pediu para dizer que você deveria ir até Medjugorje e que quando você chegar lá subirá a montanha".

Assim, Colleen Willard superou cada obstáculo, graças à oração, e chegou até a vidente Vicka. Estranhamente, no meio da multidão que a circundava, Vicka sente que deveria ir até onde Colleen Willard estava. "Não estou aqui por mim, mas por todas as pessoas que me pediram a rezar e por aqueles que disse que rezaria por eles. Por favor, você pode pedir a Nossa Senhora que responda a todos? Me disse sim e naquele momento fez o sinal da cruz na minha testa e colocou as suas mãos sobre a minha cabeça. Não sentia mais nada em volta de mim, somente a presença de Deus Pai, de Deus Filho e de Deus Espírito Santo”.

Então, Colleen Willard foi até a Santa Missa na igreja de São Tiago. No momento em que o sacerdote elevou a hóstia, Colleen ouve a voz de Maria que lhe diz: "Você quer dar agora todo o seu coração e a sua alma ao meu Filho?" Eu respondi que sim. E depois Maria me pergunta: "E deseja dar-lhe a Nosso Pai?" Sim, respondi "Deseja dar o teu coração e tua alma completamente ao meu esposo, o Espírito Santo?" Sim, disse. "Agora você é Minha filha!"

E então Colleen Willard se levantou da cadeira de rodas enquanto o seu marido assistia a tudo sem acreditar. O dia seguinte subiu sozinha a montanha do Krizevac. "Cheguei lá em cima e me prostrei diante da cruz, agradecendo também pelo dom do sofrimento". Ao retornar para casa, fez todos os exames médicos, que confirmaram a cura instantânea e inexplicável. Agora padre Agniello a ajuda a testemunhar aquilo que lhe aconteceu em Medjugorje.


fonte: adaptado do portal Medjugorje Brasil
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Fazer a diferença

Ia-se o meio do mês de novembro deste ano. Um pouco depois das onze e meia da manhã, uma moça que trabalha no mesmo setor que eu veio conversar comigo assim que cheguei ao trabalho. Demonstrava um ar de ansiosa. Aproximou-se e foi logo dizendo que não via a hora de conversar comigo naquele dia. Sentei-me em meu local de labuta e pus-me a dar-lhe atenção.

- Jefferson, quero te fazer uma pergunta (era para falar a verdade, mais uma confirmação que ela queria de minha parte): Você já publicou um livro não é isso? Respondi que já havia publicado cinco de minha autoria e outro ainda em parceria com minha filha. Então ela continuou.

- É que minha mãe sempre teve vontade de escrever um livro sobre a vida dela e não sabemos como proceder, você pode me dar umas dicas de como devemos fazer?

Me coloquei à sua disposição e fui dando as orientações necessárias, explicando como eu fiz, como devia mandar os arquivos para a editora, quais editoras me atenderam, como pedir o orçamento e assim por diante, passando para ela toda a sequência que devia ser cumprida para que o livro pudesse ser publicado e os exemplares recebidos na porta de casa.

Dito tudo isso ela me perguntou se os livros poderiam chegar antes do natal. Fui o mais claro possível na resposta. Disse que dependia mais dela do que da editora, porque o material teria que ser enviado o quanto antes, acordado preço e quantidade e ainda solicitado se a editora conseguiria entregar antes do natal, já que o prazo estava curto. Também falei que devia já no pedido de orçamento perguntar se isso era possível.
O resultado disso tudo foi que hoje, 20/12/2018, próximo do meio dia, minha colega de trabalho veio até minha mesa com um pacote de presente para mim. Todos que estão lendo já concluíram, isso mesmo, em agradecimento pela minha ajuda e presteza em ir auxiliando durante o processo e tirando as dúvidas que iam surgindo fui agraciado com um exemplar do livro. A mãe dela, já com seus 86 anos fez questão de me presentear com um exemplar seu, com dedicatória e tudo mais. É claro que fiquei contente e imediatamente fui remetido para Atos dos Apóstolos capítulo vinte, versículo trinta e cinco: “existe mais alegria em dar do que em receber”.

É como Jesus nos ensina, faça o bem sem esperar nada em troca, faça simplesmente porque é da natureza cristã ajudar o próximo, independente do próximo ser quem for. O resultado disso é a felicidade que Deus brota em nossos corações e com isso nos faz entender e acreditar que ele está de olho em cada um de nós, em nossas vidas e naquilo que fazemos e deixamos de fazer.


fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Parecem desculpas

Você quando começa a viver a idade da razão, começa a aprender sobre as coisas de Deus. Vai aprendendo que Deus fez o mundo e tudo que nele existe. Vai aprendendo sobre as belezas da criação. No início esse aprendizado visa te afastar da sua realidade; de que você vai viver uma vida com sofrimentos. Quanto mais o tempo vai passando, mais você vai percebendo a distância entre o Deus de amor que é ensinado e o Deus que se pode aferir na atualidade.

Uma das primeiras coisas que é ensinado é de que a pessoa precisa ter fé. Ela aprende que fé é a certeza a respeito daquilo que não se vê. Dessa forma, logo se percebe que Deus simplifica sua relação com sua criatura ao extremo. Ensina-se que tudo é como Deus quer ou acontece por sua permissão. Ensina-se também que o que conta é o tempo de Deus e não o da pessoa. Ensina-se que se deve agradecer por tudo, infinitamente, e isso é inclusive atestado em várias passagens bíblicas “dar glória a Deus eternamente”, inclusive depois da morte. Se você pede uma coisa a Deus e não lhe é dado, existe sempre uma explicação religiosa do porquê. A culpa é sempre de quem pede não ter recebido e nunca de Deus. Se diz que pedimos o que não precisamos para nossa salvação, por isso não ganhamos. No entanto, se a pessoa pedir algo não material, relacionado ao bem comum, comunitário, embasado nos modelos bíblicos, irá perceber muito rapidamente que também não irá receber. O novo esforço da religião para explicar isso é que algumas coisas são para os eleitos, não estamos dignos a receber, não fizemos a nossa parte, ainda não estamos prontos e por aí vai. A religião facilmente possui respostas para endossar as atitudes divinas.

E mais, ainda batem na cara dos necessitados quando dizem (o pessoal lá de cima em aparições aos eleitos) que se soubéssemos o quanto nos amam, choraríamos de alegria. Ora, é como se estivessem a dizer que vejam bem, se quiséssemos demonstraríamos nosso amor, mas não queremos, vocês devem acreditar sem ver (pela fé). Na verdade, o choque é bem maior, aos poucos as pessoas vão descobrindo que tudo que é prometido é para o futuro, isso em termos de alegrias e recompensas.

O que se vê no mundo é a imensidão das injustiças e a conversa divina é sempre a mesma: a recompensa e salvação aguardam os perseverantes. Deus não se importa em nos provar que existe e que no céu nos aguardam coisas maravilhosas que nem se quer conseguimos conceber. Ao contrário, como é Deus e não precisa de nós para nada, ensina que quem se esforçar e “comer o pão que o diabo amassou” e ainda assim não ir contra os desígnios divinos, no fim da vida poderá entrar no céu.

Todavia, toda essa reflexão, por mais esforço racional que possa ter, é facilmente invalidada pela fé. As pessoas querem ver para crer e não o contrário. O contrário demonstra a fé. Quem tem fé, age conforme o necessário com a esperança apontada para a eternidade, vivendo uma vida de completa doação e caridade para com o próximo em resposta ao dom da vida concedido por Deus, que é eterna e depende de nossas obras para receber a sentença do justo juiz.


fonte: Jefferson Roger
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Perdendo a fé

Caros leitores, no site fórum.politz colhemos uma sequência de depoimentos de uma pessoa que “cansou-se” de Deus e caminha assumidamente para a perda da sua fé. Como é possível que os que passem por este artigo estejam da mesma forma, possivelmente passando por algo parecido, resolvi transcrever a sequência para registro e reflexão.

“Não tenho raiva de Deus. Entretanto, depois de ver que esse mundo é um lixo e que as orações nunca são respondidas estou quase abandonando o cristianismo de vez. Eu fico pensando, se Deus não responde a oração de um cara cego que quer voltar a enxergar, por que vai responder minhas orações que são problemas bem menores (mas que ainda assim me deixam infeliz)? Vejo um descompasso muito grande entre o que a Igreja/Bíblia retratam como Deus e a realidade. Quando vejo Jesus na Bíblia, penso em um Deus que cuida dos seus filhos, que intervém nas vidas das pessoas. Mas na prática não tenho uma oração respondida. Fui ficando cada vez mais amargurado com a vida. Sempre fui um cara esforçado. Já li Tomás de Aquino, William Lane Craig, etc. Tudo me parece sempre uma desculpa: "Deus permite isso porque tem um plano" ou "o tempo de Deus não é o mesmo que o nosso". Eu lhes pergunto, que plano é esse que só traz sofrimento? Eu só queria ser feliz.

A mensagem cristã só me desanima, toda hora é falando de cruz. Que tem que abraçar a cruz, amar a cruz. Caramba, tenho que ser masoquista agora? Apanhar igual cachorro? Sinto que estou cada vez mais longe de Deus. Sei que muito ateu vai rir de mim, mas acho que a única coisa que me mantem na fé é o medo do inferno. Não consigo mais ver em Deus um pai bom e amoroso. Parece uma filosofia conformista. Sempre tem que aceitar o sofrimento.

Imagina se não fosse o pessoal da ciência moderna a querer entender o universo, entender a química e física. Hoje ainda teria gente morrendo por doenças "bobas", por que era a vontade de Deus. Não sou troll, estou realmente vivendo um momento de reflexão na vida: não sei se chuto o balde de vez com o catolicismo e tento viver a vida do meu jeito, ou então continuo insistindo nisso sempre me decepcionando cada vez mais.

Os tombos só estão me jogando para longe. Queria que Deus fosse alguém normal, que me respondesse com palavras quando falo com Ele. Mas a única coisa que recebo é o silêncio e pancada da vida. Hoje vejo a razão daqueles argumentos ontológicos, cosmológicos, etc. Não convencerem quase ninguém. O problema está na vida real, prática. Se Deus fosse presente na vida das pessoas, fosse um pai que cuida dos filhos, não existiria tanto ateu. As pessoas simplesmente cansam de buscar alguém que não se importa com elas. Deus virou um ente abstrato para mim, não uma pessoa (na realidade três).

Eu rezava o Rosário todo dia, além de falar com Deus ao longo do dia. Só que toda vez que precisei dele só tomei paulada. Agora mal rezo uma Ave Maria”.

E para concluir, neste tópico uma pessoa respondeu com a seguinte frase: “Os caras acham que Deus devia ser um gênio da lâmpada que satisfaça suas vontades”.


fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Palavras de Nossa Senhora

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Caros leitores, segue uma transcrição adaptada por este site, de uma palestra que um dos videntes de Medjugorje deu em 2015. Segue um resumo feito por mim dos principais trechos da mesma; palestra esta colhida no Portal Medjugorje Brasil. Quando hoje penso o que dizer a vocês me lembro das palavras de Nossa Senhora: "Queridos filhos, hoje os convido..." Por isto penso que se hoje vocês são tão numerosos é porque vocês foram chamados aqui por Nossa Senhora. Vocês estão aqui porque Deus quis que vocês estivessem aqui hoje. Peço que cada coração de vocês possa compreender aquele amor que Nossa Senhora tem por cada um de nós. Eu acredito que cada um de nós é importante para Nossa Senhora. Nós somos os Seus filhos. Nossa Senhora vindo aqui a Medjugorje, não veio somente para Jakov, Vicka, Ivan, Mirjana, Marija e Ivanka.

Ela veio por todos nós. Por isto convido sempre os peregrinos a refletirem de que as primeiras palavras quando se chega a Medjugorje devem ser palavras de agradecimento: "Obrigado Senhor. Obrigado Nossa Senhora. Obrigado por todos os dons e por todas as graças. Obrigado Senhor de modo particular porque permitiu à Nossa Mãe de estar por tanto tempo aqui conosco". Todos nós somos seus filhos. A primeira coisa que vocês devem fazer em Medjugorje é dizer o seu "sim". Dizer o seu sim a Nossa Senhora e a Deus. Nossa Senhora veio aqui por um só motivo: Ela quer nos levar até Jesus. Cada um de nós é uma pérola preciosa para Nossa Senhora. Não permitamos que esta pedra preciosa se suje. Procuremos sempre que Ela ilumine a nossa vida. E não devemos pensar: "Hoje a minha vida será mais fácil". Todos nós nesta vida teremos quedas. Todos nós teremos cruzes.

Como eu as tive em minha vida! Frequentemente tinha quedas. As cruzes. Mas em todos os momentos, até mesmo quando pensava que estava vivendo nas trevas, sempre via aquela luz! A luz divina que sentia e que me falava ao coração e me dizia: "Estou aqui. Não tenha medo. Eu estou com você. Você é meu filho. Eu te ajudarei". Este era Deus. Nos perguntamos, depois da primeira aparição, como a nossa vida seria a partir daquele momento. Eu saberia fazer tudo aquilo que Nossa Senhora quer de mim? Estas perguntas continuaram até o dia em que Nossa Senhora nos deu uma mensagem em que ela dizia: "Queridos filhos, é suficiente que vocês abram os seus corações.

O resto eu farei sozinha". Então eu compreendi que eu como uma criança não podia fazer muito, mas podia fazer uma coisa: dizer o meu "sim". Dizer o meu "sim" ao Senhor e deixar a minha vida e o meu coração nas Suas Mãos. A partir daquele momento para mim começou uma nova vida. Uma vida nova com o Senhor e com Nossa Senhora. Indo em frente e crescendo na fé compreendi que é um grande dom ver Nossa Senhora, mas também compreendi que recebi um dom maior: o de reconhecer Jesus através de Nossa Senhora. Isto, como disse, é o motivo pelo qual Nossa Senhora vem até aqui em Medjugorje. Ela vem para nos levar até Jesus. Para nos fazer ver o caminho que nos leva a Jesus Cristo. Este caminho é a oração, a conversão, a paz, o jejum e a Santa Missa.

fonte: Jefferson Roger

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quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Eu sou a Imaculada

Quando Bernadete levou ao padre de sua paróquia a informação de que a Virgem Santíssima tinha dito para dizer a este que era a Imaculada, e não sabendo Bernadete muito bem do que isso se tratava, a situação causou muito espanto na localidade. Santa Bernadete, como hoje é conhecida, teve a graça de dezoito aparições da Virgem Maria.

A Imaculada Conceição, que através do Espírito Santo, como lemos no evangelho de São Lucas, capítulo 01, teve a graça de ser a única mulher em toda a história da humanidade que é mãe e filha de Deus, mãe e membro da igreja de Cristo. Numa época em que a tradução para o português da bíblia, coloca como irmãos de Jesus seus parentes, ela está proclamada como imaculada conceição através dos relatos bíblicos.

Algo imaculado é algo sem mancha. Essa graça que Maria teve, assim como Jesus quando viveu no meio de nós antes da sua paixão, é o constante convite que todos nós recebemos diariamente. A estatura pedida por Deus é a de que nos igualemos ao seu filho Jesus (Efésios 5,1 – 1ªCoríntios 11,1). Maria, a primeira catequista, aquela que mais amou a Jesus, dentro do seu escondimento e humildade nos mostrou que menos é mais e mais é menos.

Menos desperdício de tempo com as coisas que passam em detrimento das que não passam é uma atitude cristã que em muito engrandece nosso espírito porque dessa forma nossa comunhão com Deus nos permite a vitória sobre as tentações. Mais orações diárias em nossas vidas além das práticas religiosas faz com que tenhamos menos chances de sucumbir nosso olhar as ofertas do mundo; estaremos ocupados cuidando dos interesses de Deus, do próximo e por fim de nossos interesses e estes, atrelados a vontade de Deus.

Dessa maneira, atuando nestas duas frentes de combate, a bíblia nos ensina que toda a mancha do pecado será apagada pela misericórdia de Deus, porque agindo assim estaremos cultivando a fé, a esperança e a caridade. Felizes os convidados para a ceia do Senhor! Que sejamos capazes de compreender esse convite de Deus para nos unirmos a ele por toda a eternidade e cientes de que essa união tem a exigente cobrança de seu amor.

Uma eternidade ao lado da Santíssima Trindade, dos anjos e santos, de nossos parentes e familiares e da Virgem Maria, a Imaculada, é mais do que motivo suficiente para não nos determos aqui pelas coisas do mundo, os bens do céu nos esperam.


fonte: Jefferson Roger
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Sendo trocado

Já se foi o tempo em que trocar alguma coisa se resumia em objetos. Quando muito, ouvíamos dizer que um funcionário foi trocado (substituído) por outro em determinada função de uma empresa. A arte de trocar acompanha o homem a muito tempo. São incontáveis exemplos de trocas que podemos elencar num passeio de memória de poucos minutos. Podemos arriscar perigosamente a dizer, que praticamente quase tudo pode ser trocado.

Não parece ser uma inverdade e por aqui permeiam os problemas. O ser humano tem a habilidade de tornar relativo alguma coisa. Isto nem seria problema se tudo ficasse no campo daquilo que não invade outras naturezas. Trocar uma pilha do relógio porque acabou, trocar de roupa quando chegamos em casa depois de um dia de trabalho, trocar o pneu furado pelo estepe, trocar mercadorias no mercado por dinheiro e assim sucessivamente, tudo como vemos, anda conforme manda o figurino. Mas, como dizem sempre tem o mas; mas e se o figurino mudou?

Agora, pessoas, e começamos aqui a tratar dos relacionamentos, foram transformadas em objetos. Isso mesmo, viraram mercadorias descartáveis. Algumas vezes são tratadas como produtos obsoletos aos quais estamos apegados e por isso não queremos descarta-los, ao invés disso agregamos ao nosso consumo um produto complementar. Assim funcionam os casamentos e seus adultérios. Os chamados “amantes” do amor carnal, fazem a vez de calmantes e de purgantes. Não percebem a grande diferença entre o que são “amantes” e o que os cônjuges são “amados”.

A própria expressão denota sua natureza. Quem é amado ama e é amado. Quem é amante temporariamente “ama” a criatura tentando desprovê-la da sua alma. Sim, porque se “a ficha cai”, a pessoa percebe o incrível mal que está a fazer a si, ao próximo, sua família, família do próximo e em primeiro lugar a Deus.

E nessa aventura, nesse troca-troca desordenado e desenfreado, motivado pelos vícios fáceis de se cometerem e difíceis de se abandonarem, caminha rumo ao destino final da alma que está sendo trocado, da felicidade eterna nos céus pela condenação ao inferno. Crendo ou não nas santas palavras de Deus, importa a cada um porque a vida por aqui termina para todos, quem vive com fé sabe o que lhe aguarda, quem não vive crendo em Deus, escolheu pagar o preço pós morte.


fonte: Jefferson Roger
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Maridos Cansados

O tema é bastante peculiar, controverso, delicado e polêmico; e ainda poderíamos dizer que, em tempos como os que vivemos hoje, qual assunto não gera muita discussão? Este é mais um dos artigos que o site aborda na temática da relação matrimonial. Experiências existem para serem compartilhadas, transmitidas, servirem de exemplo e contribuírem de alguma forma para a boa emancipação do ser humano enquanto pessoa de corpo e alma. Dizemos assim porque não é possível o corpo estar saudável se a alma não estiver também.

São Paulo vai dizer em suas cartas que aquele que não está casado é melhor que não se case, e vai dizer também que aquele que está casado, viva como se não estivesse. Porém, diz que para que não se abrase, então que se case. Vamos entender um pouquinho a questão.

É possível colher aqui duas mensagens. Primeiro, devemos, como disse Jesus, buscar em primeiro lugar o reino de Deus e sua justiça. Segundo, devemos viver a castidade pedida por Deus na união prescrita em Gênesis 2,24, para que não caiamos nos pecados da impureza e da carne. Quando isso não acontece, nem aquele e nem este princípio ditado por Deus, ele (Deus) deixa de estar em primeiro lugar sendo substituído por nossas vontades e desejos (impuros e carnais), fazendo com que o “uma só carne” seja transformado em qualquer carne, como numa vitrine do açougue.

Corpos deixam sua santidade de lado, primam pela aparência somente, trocam valores divinos por medidas corpóreas e o “amar a Deus e ao próximo como a ti mesmo” se transforma em “fazer amor com o próximo, mas um amor que não transcende a natureza animal dos sentidos”.

É a velha história da confusão que se faz entre prazer e felicidade. Pecados dessa natureza comentados neste artigo, já foram relatados por Nossa Senhora em suas aparições como um dos pecados que mais condenam pessoas ao inferno. Se os motivos de uma relação à dois perdem a natureza inicial e original, enquanto não houver um resgate a essas origens a comida do restaurante será mais saborosa que a comida caseira.

O fato que pode ser atestado por qualquer casal que se afasta de Deus e do propósito da união sacramental sem dúvida sempre será palco para agravamento dos problemas familiares e do casal. Há remédio, ele existe, sempre existiu e é divino: a oração. É necessário sempre pedir a Deus o aumento do amor matrimonial, conjugal e familiar, fechar o coração para as coisas que passam (mudar de atitude e evitar ocasiões de pecado) e ficar firme, em pé perante a cruz do dia a dia porque do contrário, cansados de viver em casa o que não se quer, acaba-se por viver o que se quer fora dela.


fonte: Jefferson Roger
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Maridos frouxos

“Não sinto mais nada pelo meu marido” – essa frase, se pesquisada na internet irá resultar um número imenso de casos e desabafos relacionados ao tema. De fato, a internet é um grande caldeirão. Encontra-se tudo lá, haja vista esse humilde site também fazer parte desse mar virtual de informações. Relacionada a frase em questão, dizia eu a respeito do grande número de textos que se podem encontrar sobre ela. Qualquer um poderia dizer, com uma dedicação de uma a duas horas, que existem algumas semelhanças nos relatos, tanto positivamente, quanto negativamente e também daquele pessoal que fica em cima do muro. Este site, não espera apontar partido, mas pretende colocar a ótica da questão sob o olhar sobrenatural que todo cristão temente a Deus é convidado por ele a ter.

De cara começamos deixando os psicólogos de lado, nem eles são unânimes, isso, sobretudo no mundo em que vivemos hoje, não é mais possível, a baderna que aí está instalada só será consertada na segunda vinda de Jesus (espero que isso aconteça logo). E viva a fé em Deus e nas suas palavras!

Pois bem, adiante; o machismo, ainda me recordo da década de setenta, dizia que homem não chora, homem é o chefe da casa. O homem podia tudo e a mulher podia nada, ela era a serviçal, a dona de casa, responsável por cuidar de marido, filhos e casa. Sempre prendada, tinha tempo total tomado com seus afazeres domésticos e ainda precisava honrar seus compromissos maritais. Bom, o machismo ainda existe, anda meio disfarçado por aí, mas existe em pleno século que vivemos. Todos nós conhecemos casos assim na sociedade ou no meio que vivemos.

Contra este, eis que surge o feminismo. Movimento de libertação que depois foi agregando novos significados fazendo com que, o que veio para equilibrar junto ao machismo, terminou por lutar contra ele. Instalou-se o cabo de guerra, que só contribuiu para dificultar os relacionamentos de todas as espécies. É quem pode mais, quem grita mais, quem ri por último e assim por diante. A tríplice aliança, homem, mulher e Deus, partiu-se. Sempre um dos três está excluído da relação e por conta disso ela não funciona. Se excluo o homem, tenho atitude egoísta querendo me relacionar só com Deus. Se excluo a mulher, também. Se Deus é excluído, pior ainda, tornam-se objetos de consumo descartáveis, mercadorias que quando ficarem obsoletas serão trocadas. Portanto, como vemos, se em nosso coração, a trindade santa não fizer morada, juntamente com quem amamos, abrimos espaço para o inimigo e sua caterva infernal. Desse ponto em diante a derrocada se inicia na ladeira dos ímpios que irão rolar para a condenação eterna.


fonte: Jefferson Roger
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Quanto mais velho fico, mais coisas deixo para trás

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Assim é a vida, já dizia muito acertadamente o personagem do filme Rocky 6. Transcrevemos para este artigo, aproveitando-se da essência desse pensamento, a realidade que a frase pode nos trazer e fazer meditar, dentro do âmbito da vida cristã. Podemos enxergar duas frentes de reflexão sobre ela, uma boa e outra não tão boa assim. Se vivemos uma vida na impotência das atitudes, reconhecemos que o tempo vai passando e nossa vida não vai sendo vivida, vai sendo levada pela maré do mundo e tendo características vegetativas. Propósitos de alta estatura não se apresentam e sentimentos baixos, vazios e pequenos passam a controlar a entediante rotina de se viver tentando ser feliz e preenchendo um vazio só capaz de ser preenchido por Deus Pai Todo Poderoso.

Ao contrário, se a vida vai sendo boa e vale lembrar que uma vida boa não é a mesma coisa que uma boa vida; se a vida vai sendo boa (uma vida com momentos bons e momentos ruins) e em meio a tudo isso vamos mantendo o equilíbrio saudável da comunhão com Deus e o próximo (família e relações sociais), vamos deixando para traz com a velhice que caminha dia após dia, muitos frutos e saudades e um legado cheio de testemunhos e bons exemplos. É natural que nossa fragilidade humana, quanto mais recebemos a graça de vivermos por mais um dia, vai nos importunando e vez por outra nos fazendo cair em nosso caminhar. Mesmo assim, sempre vale lembrar, na frente do justo juiz você precisará ter um número diferente de quedas e levantes.

Às vezes que você levantou precisa ao mínimo superar às vezes que você caiu, em uma quantidade. Do contrário você será pego caído, abatido, deprimido, derrotado pelo pecado e escravizado pelos vícios. Tua velhice estará te servindo para aumentar a tua desgraça depondo contra você por uma vida afastada do caminho do céu. A seriedade de se viver não é notada por muitos. Vive-se num estado hipnótico de euforia, parece a vida ser um parque de diversões, um paraíso terrestre sem Deus. Quando o tempo der lugar à eternidade, o plantio será colhido, e a velhice, não importando de quanto tempo ela seja, poderá nos defender ou acusar. Popularmente se diz que o sujeito tem que tomar vergonha na cara!

E é bem isso mesmo, ainda que não existisse um Deus, os pecados, que nada mais são do que erros, ainda assim existiriam e seriam acusados sob a lógica do bom senso, da moral, pudor e modéstia e da educação para o bem comum. Ora, enfiar a faca em alguém para tirar-lhe a vida, roubar alguém ou mentir para proveito próprio são atitudes insensatas e que ninguém gostaria de ser vítima de um desses acontecimentos! O que nos resta então é caminharmos com uma conduta que não seja reprovada pelo nosso coração e consciência ao mesmo tempo; pois, se um deles nos acusar, devemos tomar cuidado! 

fonte: Jefferson Roger

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Aliança quebrada

Quando se vai fazer um bolo, normalmente na lista de ingredientes existem aqueles que comumente se tem em casa, como leite, ovos, açúcar e trigo e outros que não são com frequência encontrados. Todavia, se aparece aquela vontade de meio de tarde para se fazer um bolo num final de semana para enriquecer a mesa no lanche ou simplesmente porque queremos oferecer algo mais para uma visita que chegou, existe uma solução muito simples que costumeiramente se faz:

Um dos ingredientes pode ser suprimido que não irá impactar no resultado final e sabor do bolo. Se a receita vai quatro ovos, mas só temos três, tudo bem, se não tem “maisena” em casa, tudo bem, se falta a essência de baunilha ou não tem margarina, substituímos por óleo de soja, por exemplo. Ainda assim, todos sabemos que o bolo irá ficar bom, muito próximo da originalidade pedida pela receita. No entanto, se faltar em casa açúcar, trigo ou fermento, a coisa muda de figura. Já não é possível fazermos o bolo.

Nos relacionamentos as coisas funcionam da mesma forma. Algumas coisas não podem faltar, outras podem diminuir um pouco, mas não faltar. Também o excesso é prejudicial, vai experimentar colocar cinco xícaras de trigo numa receita de bolo que pede três xícaras para um copo de leite e uma colher de sopa de fermento em pó químico! Seu bolo já era. Porém, se ainda assim insistirmos em fazer isso e colocar o bolo para assar com essa deficiência no preparo, com certeza irá batumar, ficar pesado e insosso, sem sabor. Como vemos, certas coisas não podem faltar na relação. Também podemos usar a analogia dos encanamentos. Se a tubulação de uma residência não sofrer manutenções periódicas corre o risco de entupimento, deterioração e o gasto do conserto é mais caro do que a prevenção.

Uma vez que a casa mal construída desabou, o que sobra são entulhos e a tristeza de poder ter feito certo aquilo que se evitou por causa da pouca importância que se deu. Restaurar um relacionamento em frangalhos é como reconstruir uma casa desabada. Dá muito trabalho. O ditado popular diz que é melhor prevenir. Por isso, quando as bifurcações da vida aparecem e escolhemos ir pelo declive, o quanto antes precisamos retornar, pois, quanto mais tempo demorarmos para fazermos essa conversão mais difícil será, mais temos que subir até encontrarmos de volta a bifurcação e tomarmos o caminho correto.

Não sigamos sós, não necessitamos disso; Jesus nos garantiu sua mão estendida (João 15,5) até o fim dos tempos. Tentar sozinho significa dizer a si mesmo que quer tentar do seu jeito, um jeito que muitas vezes não coaduna com o jeito de Deus.


fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Por ele e por elas

Quando questionado sobre qual seria o maior mandamento de Deus, Jesus respondeu que o maior deles é “amar a Deus acima de todas as coisas com todo o teu coração, alma e entendimento”, porém, como o Cristo não dá ponto sem nó e não deixa por acabar aquilo que começa, foi logo em sua resposta integralizando a mesma com uma totalidade indubitável. Completou dizendo que depois deste o segundo maior consiste em “amar o próximo como a nós mesmos”.

Fecha-se dessa maneira um triângulo amoroso, polígono fechado em três vértices. E por que? Porque para que ele funcione (o triângulo amoroso) mais nada deve fazer parte nessa configuração. Deus é um dos vértices, você é o outro e o terceiro vértice é o próximo.

Em nenhum dos vértices pode haver substituição, do contrário ocorrerá uma ruptura e tudo que está dentro do triângulo irá ser perder, volta-se à estaca zero. Amar a Deus sobre todas as coisas consiste em não colocar (substituir) algo ou alguém em seu lugar. De nós Deus espera uma relação com o próximo por causa dele (de Deus). Se nos amamos, reconhecendo as graças recebidas do Pai, queremos ao próximo como nos queremos bem por causa de Deus. Quanto a nós, se nos entregamos aos desejos baixos e impulsos, trocamos nossa alta patente adquirida no batismo pelo lamaçal das desgraças e da desgraça que é viver por opção, uma vida longe de Deus.

Um coração envenenado, por mais que não pareça estar assim, é vítima de uma redoma que não lhe permite mais compreender a situação em que vive. É como o peixe que não tem noção da água que o envolve. Se amamos a Deus, não ofendemos o próximo, se amamos a Deus, não roubamos o próximo, se amamos a Deus, não mentimos para o próximo, tudo isso por amor a Deus, e não fazemos isso ao próximo também porque não queremos que ele nos faça.

Com essa realidade posta em prática, sempre iremos pensar: será que Deus está feliz com isso? Será que foi para isso que Jesus derramou o seu sangue na cruz? Será que os 5.475 flagelos que Jesus Cristo recebeu em sua paixão (número revelado por ele à Santa Brígida), foram para endossar essa minha atitude que vai na contramão do seu sofrimento passado por mim?

Perguntas necessárias para serem feitas diariamente, muitas vezes por dia e todos os dias, inclusive nos exames de consciência. A lei, os mandatos divinos e o evangelho se aplicam a todos na íntegra, se queremos ir ao céu não podemos escolher apenas uma parte qualquer, devemos abraçar o todo. Caiu? Levanta! Caiu de novo? Levanta outra vez! Na frente do justo juiz, quando estenderes as mãos para apresentar suas obras os sinais de suas quedas estarão lá, para provar que você precisou da graça divina (João 15,5) para lutar o bom combate da fé. O que importa foi o que fizeste com o talento que te foi confiado; ele foi ou está escondido ou não? Gerou frutos? A hora é essa, é por Deus, pelo próximo e por cada um de nós. Como disse Jesus tudo se resume a esses dois mandamentos.


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Se somos ovelhas, vencemos; se formos lobos, somos vencidos

Trata-se de uma frase de São João Crisóstomo proferida pelo santo em uma de suas homilias, pois trata-se (mais uma vez comentando aqui neste site) de uma questão de escolha. Nossa atitude traz a consequência dos cuidados divinos. Isso não é novidade para o cristão que lê a bíblia e aprendeu que Jesus disse que pelas escolhas já recebemos por aqui a nossa recompensa. Também se aprende na carta aos Romanos que Deus entrega cada um as suas escolhas.

Desta forma podemos entender porque como ovelhas vencemos e como lobos não. Ora, Jesus é o bom pastor, aquele que cuida das ovelhas e elas o conhecem pela voz. Basta uma passadinha no evangelho de São João para um rápido avivamento de memória. Pastor apascenta ovelhas e não lobos, se escolhemos não dar ocasião para Jesus mostrar o seu poder em nossas vidas, seremos deixados e abandonados por culpa própria.

Eu vos envio como ovelhas no meio de lobos – disse Jesus. Não é uma baita sacanagem? Mas o porquê disso é compreensível; se não houvesse mal algum em vista que nos obrigasse sujeitarmos ao lobo como ovelhas, correríamos o risco de nos tornarmos mais terríveis do que leões pois, ademais, lemos em Coríntios que “basta-te a minha graça, pois a força se realiza na fraqueza”.

E para a completude desse mandato, ainda quis o bom Deus incluir a isso a prudência, tal qual a serpente e a simplicidade tal qual a pomba.

Por que?

Para que não viéssemos a pensar que poderíamos conseguir algo por nós mesmos, demonstrando que nem tudo vem da graça, julgando dessa forma sermos coroados por méritos próprios. Por conseguinte, quis Jesus unir as duas coisas (prudência e simplicidade). Vejamos:

A serpente em sua prudência se expõe em tudo, mas sempre está a defender sua cabeça. Por isso a prudência para nós, para que se nos expusermos a tudo, resguardemos nossa fé (a cabeça). Já a simplicidade que se pede é para que não nos vinguemos pelo mal que nos é causado. Sem a simplicidade de nada adianta a prudência.

Desta forma, como ovelhas, prudentes e simples, derrotamos as ferocidades com brandura (entrega total a Deus em dependência incondicional) e não o contrário, tentando soluções próprias ao estilo do mundo e suas modas.


fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

A fé em frangalhos

Fé, lemos nas sagradas escrituras na carta aos Hebreus, é a certeza a respeito daquilo que não se vê. Sobre fé muito pode ser debatido. A pobre da coitada da fé, muitas vezes é relativizada. Tantas outras é monopolizada. Vezes ainda é misturada com outros conceitos e deixa de ser fé porque não é mais autêntica. Todavia, uma coisa muito grave que acontece com ela é quando se torna porcentual.

Passamos a ter uma fé que não é mais 100%. A fé fica oscilando, como se estivesse numa balança. Pende para próximo de zero, alterna para próximo do máximo, muitas vezes fica no meio do caminho. Porém, em alguns casos, existe ainda outra gravidade; ela nunca chega à totalidade porque as pessoas não querendo desapegarem-se de seus pecados de estimação não se entregam totalmente a Deus e vivem uma fé de conveniência.

O que é bom para mim e não exige sacrifício eu acredito e quero; o que é bom (embora não pareça bom) e exige de mim uma entrega e compromisso eu deixo de lado e passo a não crer, ou pior, me esforço para não acreditar naquilo, porque fico dando uma de São Tomé. Se faço algo e não vejo resultado imediato confirmado pelos sentidos, deixo de acreditar. Pobre da fé, fica jogada como uma toalha molhada na cama, como um sapato no meio do caminho.

Como Deus quer filhos e não escravos e também não tem intenção de mimar ninguém, a dureza de seu amor, muitas vezes incompreendida, insiste em promover o acolá no agora. Algo muito difícil de praticar, porém, pensando de forma sensata, o que se tem a perder vivendo a fé em plenitude? E o que se tem a perder deixando-a de lado? É uma balança bem perigosa para colocarmos nossas fichas apostando aqui ou ali.

Não é à toa que pediram a Jesus para que a fé fosse aumentada. Do contrário se assim não for, se a fé não estiver erguida sobre a rocha, qualquer esbarrãozinho da vida já a faz balançar como vara verde em meio ao vendaval. Ela precisa ser cuidadosamente cuidada em detalhes, alimentada diariamente, como, fazendo uma analogia, o cuidado que temos com uma violeta. Se não for bem cuidada ela perde sua primeira leva de folhas e não floresce mais, mesmo que não morra logo, segue com sua beleza em frangalhos, com pouca viscosidade.

Que não deixemos isso acontecer. Do corpo bem cuidamos, dando o alimento, a noite de sonos e os hábitos saudáveis. Da alma não deve ser diferente, tão pouco do coração e mente. Não somos só corpo, somos corpo e alma. Sem o exercício constante da fé a mesma vai atrofiar, definhar, esmorecer e por fim secar, desaparecer. Que pesar e que lástima é a vida de alguém que se deixou chegar a esse ponto.


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

São Tomé teve privilégios?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quando damos uma olhada com mais atenção, vemos que algumas pessoas pediram que Jesus lhes desse algum sinal de que era o filho de Deus através de milagres. A isso Jesus respondeu-lhes que nenhum sinal seria dado além daquele do profeta Jonas. Pois é, só que mais adiante, não um grupo de pessoas, mas um apenas, Tomé, também não creu que o Cristo havia ressuscitado e também disse que para crer precisava de um sinal. Então paira a dúvida, se Jesus tinha afirmado que não daria mais sinais, arrependeu-se e resolveu conceder a Tomé um sinal? Quebrou sua palavra? Trata-se de circunstâncias diferentes? Como resolver a questão? Penetrando um pouco mais na revelação podemos aferir que, se deu certo com Tomé, não seria mais acertado todas as pessoas receberem nesta vida o seu sinal para com isso passarem a viver a plenitude pedida nos evangelhos? Será que isso acontece apenas para os eleitos? Se é assim, Deus tem preferências? O restante que quiser um lugar ao céu que se esforce o que puder para alcançar a coroa da vida eterna. Não parece o mesmo amor destinado a todos ou então é um amor com vários critérios.

Ainda no livro de Jó aprendemos que Deus nos fala de muitos modos, mas somos nós que não sabemos ouvir. Nossa Senhora também já disse em suas aparições que se soubéssemos o quanto ela nos ama, choraríamos de amor. Ora, será que Deus não permite que ela revele isso a cada um? Com certeza não, se nem o filho e o pai agem assim, quem dirá a toda cheia de graça teria essa permissão. Coisas assim é que causam nas pessoas a revolta que se vê por aí. A relação com Deus é uma relação leonina, um contrato que beneficia uma parte enquanto a outra se mantém escravizada. A abolição dessa escravidão (entrada no céu), tem o preço de muitas chibatadas. Nos é cobrado a abundância de orações, vigilâncias e sacrifícios e oferecido, aos que não são eleitos, como um Padre Pio, uma Santa Gema, uma vida de completo silêncio da parte dos céus. Só sai em contrário ao que estou escrevendo, quem é eleito, que pode atestar, por causa de uma experiência mística, um acontecimento sensível aos sentidos.

Mas então, será que podemos esperar outros arrependimentos de Jesus, como aconteceu em relação a Tomé e quem sabe chegue nossa vez de recebermos um sinal? Isso não temos como precisar e mais, nem temos condições de pagar o preço que for para sustentar essa ou aquela verdade. Partindo do princípio que somos criaturas, nossa escolha consiste em aderir aos planos de Deus ou não. Somos por ele muito limitados, como marionetes e ainda por cima existe essa peneira tampando o sol que se chama livre arbítrio. Por que se somos criados a sua imagem e semelhança fomos criados com tão pouca capacidade para compreender como são as coisas de Deus? Alguém pode questionar que não é verdade porque existem os exemplos dos santos. Ora, os santos, os eleitos, decidiram (Lucas 9,23) renegarem-se a si mesmos, tomarem sua cruz dia após dia e seguirem Jesus. fonte: Jefferson Roger

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Quando o Marasmo te alcança

Sentimento de tédio, ausência de coragem, desânimo, enfraquecimento das forças morais, apatia e indiferença, se algum desses sintomas invade a vida e não encontra resistência permitindo sua instalação em nossa mente e alma, é certo que a derrocada da vida na graça começa a descer a ladeira na direção dos ímpios.

O olhar se enevoa e a confiança é colocada em outra direção. Uma pessoa nesse estado não consegue acreditar mais no que acreditava. O esforço que satanás faz, usando a técnica da água mole em pedra dura, vai aos poucos logrando êxito e a erosão dos alicerces que valorizam e mantém a conduta em pé vai ruindo perigosamente num caminho sem possível volta.

Verdades vão sendo substituídas e um autoconvencimento coloca o foco em outro sistema de crenças que rapidamente massageiam a consciência acalmando com o passar do tempo as novas atitudes. Quanto mais porquês não recebem respostas, mais perigoso fica o mar da vida; navegar sem um horizonte, sem uma resolução acatada e um porque resolvido, responsável por justificar um “como se vive”, promove oportunidades atrás de oportunidades para nosso inimigo cruel estabelecer o seu território.

Mas, é possível a reflexão: e se o marasmo trouxer algum fundamento, algum questionamento que consiga se sustentar?

Um acontecimento como este não gera dúvida porque promove uma libertação das amarras e fardos. O olhar se abre e a pessoa sai da caixa opressora das crenças que insistiu em defender e se esforçou para crer e não conseguiu manter algum propósito nesse embate que nunca pende ao seu favor. Nunca houve uma clara explicação que convencesse todos em relação ao que a bíblia diz com “vida em abundância”. Ou então a explicação aconteceu e esclareceu que a abundância é de coisas boas e ruins. Parece a segunda ser mais verdadeira porque não se conhece alguém que viva ou viveu sem alguma coisa ruim em sua vida.

Deus, que segundo a bíblia é amor, prega uma dualidade testamentária e um imperialismo que não coaduna com nenhum sentimento bom; esse “amor” celestial está fortemente ligado ao sofrimento. O ser humano não alcança em vida a plenitude dessa sentença. Por isso, ou se vai pela fé ou se cai pela falta dela.


fonte: Jefferson Roger
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