quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018
Defendendo a liberdade a qualquer custo
sábado, 17 de fevereiro de 2018
Cuidemos dos frutos
sábado, 10 de fevereiro de 2018
Deus não me agrada e eu não agrado a Deus
O cristão pode "brincar" o carnaval?
Sobre a festa do carnaval
Muitos imaginam que o carnaval tem origem brasileira, mas a festa existe desde a Antiguidade. De fato, não se conhece ao certo a origem do carnaval, assim como a origem do nome. Historicamente é uma festa popular coletiva, transmitida através dos séculos como herança de antiquíssimas festas pagãs realizadas entre 17 de dezembro (Saturnais – em honra a deus Saturno, na mitologia grega) e 15 de fevereiro (Lupercais – em honra a deus Pã, na Roma Antiga). Dentre os pesquisadores, correntes diversas adotam prováveis origens diferentes. Há os que defendem que a comemoração do carnaval tem suas raízes em alguma festa primitiva, de caráter orgíaco, realizada em honra do ressurgimento da primavera. Em certos rituais agrários da Antiguidade (10000 aC), homens e mulheres pintavam rostos e corpos e entregavam-se à dança, festa e embriaguez. Outros autores acreditam que o carnaval tenha se iniciado nas alegres festas do Egito em honra à deusa Ísis (2000 aC). O carnaval pagão começa quando Pisistrato oficializa o culto ao deus Dionísio na Grécia, no século VII aC. O primeiro foco de grande concentração carnavalesca de que se conhecem fontes seguras acontecia no Egito: era dança e cantoria em volta de fogueiras. Os foliões usavam máscaras e disfarces simbolizando a inexistência de classes sociais. Depois, a tradição se espalhou por Grécia e Roma, entre os séculos VII e VI dC. Nessa época, sexo e embriaguez já se faziam presentes na festa. - Em seguida, o Carnaval chega em Veneza para, daí, se espalhar pelo mundo. Diz-se que foi lá que a festa tomou as características atuais: máscaras, fantasias, carros alegóricos, desfiles. No início da Era Cristã, a Igreja deu uma nova orientação às festividades do carnaval. Ao contrário do que se diz, o catolicismo não "adotou" o carnaval, mas deu à festa popular um novo sentido, já que ela foi anexada ao calendário religioso antecedendo a Quaresma. A festa agora terminava em penitência, na Quarta-feira de Cinzas. Como se vê, lamentavelmente, apesar de a Igreja ter sempre tentado dar um novo sentido à festa da carne, não obteve nisso um grande sucesso. Se formos comparar o que ocorre hoje com as festas que ocorriam na antiguidade pagã, não veremos grandes diferenças. Orgias, embriaguez, brigas, mortes... Excessos de todo tipo, enfim. Como cristãos, somos sempre chamados a santidade, e o sentido da palavra santo é "outro" ou "separado". Santo é aquilo/aquele que está separado do impuro ou do profano para o serviço de Deus. Não podemos, em situação alguma, fazer parte de algo que está em oposição a Deus. O carnaval não é exceção. Sempre é oportuno lembrar o que diz S. Paulo Apóstolo: “Não podeis beber ao mesmo tempo o Cálice do Senhor e o cálice dos demônios. Não podeis participar ao mesmo tempo da Mesa do Senhor e da mesa dos demônios." (1Cor 10,19-22) fonte: ofielcatolico.com.brsexta-feira, 2 de fevereiro de 2018
Ladeira abaixo
fonte: Jefferson Rogerquinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
A evolução da espécie
terça-feira, 30 de janeiro de 2018
Cala-te e Sai
Todo bom católico que se prende ao necessário e essencial em sua vida para a salvação da sua alma, aprendeu nos evangelhos porque Jesus encarnou no seio da Virgem Maria. Trata-se da plenitude dos tempos, a dívida impagável por conta de nossa natureza humana, inatingível ao ofendido, o eterno Deus, só podia ser resgatada, vejam a maravilha da coisa, por quem estivesse em comunhão com as duas naturezas, a divina, do ofendido, e a humana, dos que ofenderam. Pois bem, aí entrou, o anunciado Reis dos Reis durante todo o antigo testamento. Que extraordinário é para cada um de nós olharmos para o que Jesus fez. Ele mesmo nos conta nos evangelhos para que veio. Mas, mesmo vindo para fazer a vontade do pai, não deixou de se compadecer com as necessidades físicas do povo. Num apanhado um pouco mais apurado, enxergamos que a multidão o seguia porque queria saúde e alimento.
O próprio Cristo a esse respeito se dirige ao povo depois da multiplicação dos pães. Todavia, em tudo nosso salvador encontrava uma oportunidade de mostrar ao povo que o amor de Deus para com suas criaturas é completo: atinge o corpo e a alma. De maneira incansável, Jesus pregava sobre o reino de Deus, dava catequese e também atendia os apelos de muitos, contentando muitos e descontentando outros. No entanto, para com os descontentes, Jesus precisou, vamos colocar assim, bater boca com os que não acreditavam na sua pessoa e na sua pregação. Não era uma discussão para ver quem ganhava no grito pois, aprendemos nas escrituras que Jesus falava com “autoridade”. A mesma autoridade com que ele falou com satanás no episódio das tentações do deserto e a mesma autoridade com que ele expulsava os demônios. Marcos 1,25 – “Cala-te, sai deste homem!”
Com isso ele nos mostra que não devemos tentar “agradar a dois senhores”, nós e Deus, procurando dialogar com o inimigo, que ronda como um leão esperando a quem dar o bote. No episódio do possesso em Marcos capítulo um, Jesus deixa isso bem claro. Nada de conversa, ele manda calar a boca e depois manda sair. Sem mais nem menos. Este é o exemplo que devemos seguir. Não ficarmos tentando tirar algum proveito do que oferece nosso cruel inimigo. Lemos nas sagradas escrituras que quem “convive com o perigo acabará caindo nele”. Realmente é assim que são as coisas. Vejamos os viciados, estão sempre a dizerem que quando quiserem podem parar com seus vícios. Ou então aquelas pessoas que frequentam lugares impróprios e andam com más companhias achando que estão isentas de cair nos malefícios que virão dessas pessoas e ambientes.
Para começo de conversa, nem deviam se envolver com caminhos que estão fora da trilha principal. Depois de consentidos, certos pecados são fáceis de cometer e difíceis de abandonar. Como dizia o sacerdote Duarte Souza Lara, é preciso romper com o pecado. É a história do balde furado, não adianta tentar enche-lo. Assim deve ser nosso combate contra os inimigos da alma. Alguém conhece algum episódio na vida dos santos ou de Maria Santíssima onde aconteceu alguma conversa ou diálogo para que todo mundo saísse ganhando e todas as partes ficassem satisfeitas? No português simples e grosso a coisa é resolvida contra o inimigo é na pancada mesmo, como disse Jesus: Cala-te, sai deste homem. Devemos dizer: Cala-te, sai de perto de mim.
fonte: Jefferson Roger
quinta-feira, 25 de janeiro de 2018
Passando vontade na cama
quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
Vida em abundância coisa nenhuma
Muita gente passa pela tentação de achar que por serem filhos de Deus, todo poderoso e misericordioso, estão isentas de passarem por coisas ruins. Fazem uma associação com uma paternidade que procura dar do bom e do melhor para seu filho e lhe poupar sempre que possível das agruras da vida. Existem várias, mas várias passagens bíblicas que aparentemente se contradizem na prática. As pessoas não conseguem associar, vamos colocar assim, a ruindade de Deus, com o mesmo Deus facilmente associado com sua bondade. É sempre fácil acreditar num Deus que é bondoso e provê coisas boas; difícil é acreditar que o mesmo Deus desse o porrete no lombo de suas ovelhinhas ou quando não faz isso, deixa que os lobos façam. Acreditar que um Deus fica feliz quando passamos por algum aperto na vida, advindo de castigos seus? Coisa nenhuma, bem que eu desconfiava que esse negócio de Deus era coisa da igreja católica: um Deus que oferece um paraíso ao custo de um cálice de sofrimento nosso. Não tem escapatória, nem para os não católicos, porque está escrito na bíblia que “Deus castiga aqueles que ama e tem por seus filhos.”
Aí danou-se tudo, ademais se recordarmos algumas passagens da vida dos santos, iremos encontrar muito facilmente alguns episódios de sofrimentos extremos, físicos e espirituais. Sem chance, quando rezamos pedindo a intercessão dos santos, as vezes recorremos a este ou aquele por conta de quão portentoso ele ou ela é. Nem nos damos conta de que a honra dos altares conferida a eles se deu ao custo de uma vida plena e abundante. Plena na companhia de Deus e abundante de graças e providências divinas para o crescimento de cada um. Não esquecendo disso iremos compreender que o abundante também inclui a parte mais difícil de se viver, viver as dificuldades de todas as espécies.
Ora, quando uma mãe dá um remédio amargo para seu filho para cura-lo de alguma doença, a mãe que verdadeiramente ama a criança, não sente pena ou dificuldade nenhuma em ministrar a dose que desce enroscando pelo paladar. Nem vê tal atitude como um castigo para ela ou para a criança. Sabe que o remédio serve para curar, não é alimento de agradável paladar. Tampouco a mãe o faz porque gosta menos. No dom do Espírito Santo da Sabedoria, ela sabe o que é melhor para o filho e o faz não comutando atitude nenhuma e nem passando a mão na cabeça. Recordo mais uma vez aqui no site que, certa vez, Santo Antão estava a levar fisicamente uma surra do diabo no deserto.
O bom santo sofreu um bocado, mas se defendeu como pôde e sempre pedindo auxílio aos céus com suas orações passou pelo seu sofrimento com vida. Nesse momento lhe aparece Jesus com um semblante de satisfação. Então o santo lhe perguntou: Senhor, não ouvistes minhas orações? E Jesus respondeu: ouvi sim, mas eu queria te ver lutar!
fonte: Jefferson Roger
segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
Sempre em busca
No filme de animação Os Minions, acompanhamos a história desses personagens que se resume em estarem sempre em busca de algum vilão para servirem. Quando encontravam um, faziam de tudo para agrada-lo. Como se vê no desenho, é da natureza deles viverem a serviço de alguém “maior” do que eles, não se tratando aqui da altura. Compreendemos bem no filme que esse era o propósito dessas criaturinhas, os minions no final da história terminam por encontrar o vilão do filme Meu Malvado Favorito, onde desse ponto em diante já conhecemos como as coisas se passaram. Sirvo neste artigo desses personagens, os minions, para fazer uma analogia direta a respeito da nossa natureza, que anda muito esquecida e até facilmente esquecida ou se devia dizer, propositalmente esquecida.
Pois então, o que temos que fazer, é colocar na ponta da língua, reavivar na memória e no coração essa nossa natureza. Fomos criados para servir e amar a Deus e somos predestinados para a santidade e o amor. Essa frase resume tão bem nossa natureza e nem poderia ser diferente porque ela tem raízes bíblicas. E sendo assim, assim como no filme dos minions, eles se realizavam e eram felizes servindo aquele que seguiam, porque gostavam dele, nós também, com a natureza que nos consiste, sofremos exatamente dessa sina, somos felizes se servirmos aquele que gostamos. Não pode ser o contrário, porque o contrário é fruto do egoísmo. Se fico feliz porque me servem e não fico feliz servindo aos outros então não amo a ninguém. Agora, se existe mais alegria em dar do que receber (Atos 20,35) então, vivemos em nossa liberdade a alegria de agradar a Deus e, consequentemente, viver uma vida ainda que penosa, sem as condenações do inferno sobre nossas atitudes. Jesus quando disse buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça e tudo o mais vos será acrescentado, ele queria dizer com isso para não colocarmos a carroça na frente dos bois.
As pessoas tendem a querer dar um jeito em tudo. Querem ir para o céu mas não querem abandonar aquilo que os fará irem para o inferno. Muitas coisas são fáceis de se cometer e difíceis de abandonar. Quanto mais difíceis é sinal de que mais enraizadas estão em nosso coração. A ordem das coisas, é bom sempre lembrarmos é: coração, mente e corpo. Por isso o inimigo se esforça sempre para conquistar nosso coração. Ele sabe que as tentações são vencidas mais facilmente por amor a Deus do que por medo do inferno. É justamente assim que ele procede e tantos por não entenderem o mecanismo baixam tão facilmente suas guarnições e miseravelmente chafurdam no lamaçal dos pecados. Tudo porque estamos sempre em busca da felicidade mas erramos o alvo tentando.
Desatentos nos distraímos, e distraídos erramos, e quando erramos, conforme a natureza do erro, pecamos gravemente. Nossa parte consiste em vigiar e orar, se converter e viver os mandamentos, imitar Jesus e se despojar do homem velho. A medida de nossa proximidade com Deus podemos encontrar no tamanho em que se encontra nosso movimento de conversão. Se mais desapegados, mais convertidos. Se mais tristes, mais apegados naquilo que gostaríamos que nos fizessem felizes mas que comprovamos na prática, não substituir o que Deus pode, e somente ele, nos dar. Somente Deus pode nos dar filhos abençoados, somente Deus pode nos dar uma família vivendo sob seus ensinamentos, somente Deus pode nos livrar do mal, somente Deus pode nos trazer a felicidade e a paz embora ele recheie nossas vidas com tribulações. As coisas são assim porque “tudo contribui para aqueles que amam a Deus” – Romanos 8,28.
fonte: Jefferson Roger
Remédios diferentes
sexta-feira, 19 de janeiro de 2018
Cristãos encurralados na Bolívia
Francisco cometeu um erro
Eu bem que avisei
quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
Não deve haver distância entre nós
quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
As confusões do papa Francisco
segunda-feira, 8 de janeiro de 2018
Por medo ou não
Para aqueles que acreditam no plano de salvação de Deus, em toda a sua catolicidade, fica muito claro que nossa aproximação para com aquele deve carregar o rótulo da humildade. Jesus mesmo nos disse que quem se humilhar, será exaltado. Todavia, na questão da salvação de nossa alma, uma vez que entendemos um pouco a respeito de tudo que esse caminho rumo aos céus pede, exige, oferece e apresenta a cada um, somos tomados pela grandeza da coisa e ela pode nos levar a agirmos por medo ou agirmos por amor. A bíblia já nos confirma em provérbios 24,16 que o justo peca até sete vezes por dia. São Pedro nos recorda em suas cartas que o justo se salva com dificuldade, quem dirá nós. Colocadas as coisas como são, as pessoas se dividem em sua espiritualidade e religiosidade entre fazer as coisas por medo de ir ao inferno ou fazer as coisas porque se quer ir ao céu.
Notem que nesta reflexão estão excluídas as pessoas que fazem o que querem como se Deus não existisse, zombando dos novíssimos do homem. Vamos perceber que o medo não é uma coisa ruim, depende de como ele é tratado. Existem ocasiões em que ele é bem-vindo. Outras não. Se temos medo de cobra e estamos andando por um carreiro na mata, ao avistarmos uma cobra, nosso medo nos mantém afastado dela e de antemão nos mantém atentos pela trilha. O medo de ser atropelado nos faz redobrarmos o cuidado quando atravessamos a rua. Como vemos ter medo de forma salutar não é nada doentio e não coloca uma pessoa na condição de medroso, já que o medroso exacerbado está mais para um covarde. Então, se tenho medo de ser condenado ao fogo eterno procuro viver o que Deus me pede. Porém, se anseio o céu e não vejo a hora de um dia estar lá, procuro viver o que Deus me pede. Percebem a diferença? Se faço por medo e obrigação, tudo se torna um fardo.
Se faço por amor e anseio, tudo se torna um prazer. É nessa medida que viviam e vivem os santos. Somente compreendendo isso é que podemos entender a fé heroica de muitos homens, mulheres e jovens, que por amor a Deus viviam como viviam e vivem. As pessoas que tem medo estão sempre preocupadas em não fazer o que é errado. As pessoas que tem amor estão sempre preocupadas em fazer o que é certo. Os erros e os pecados são mais facilmente superados por causa do amor do que por causa do medo. O medo transforma todas as nossas atitudes num fardo.
Que cada vez vai ficando mais pesado ao ponto inclusive de Jesus nos falar que devemos procura-los para ele nos aliviar. Todavia, já que existem os que agem por medo e os que agem por amor, também existem aquelas pessoas que vivem no meio termo. E são muitas, hora agem por medo, outras horas por amor, a balança fica em constante desequilíbrio e esse desequilíbrio consiste na luta diária do homem sobre a terra em busca da sua salvação e santificação. Vale lembrar, para encerrar a reflexão, que Jesus disse que tudo se resume aos dois mandamentos da lei do amor.
fonte: Jefferson Roger
Os sábios astrônomos
A tradução se refere a eles como reis magos, mas, no entanto, é bom que saiba que não eram nem reis e nem magos, conforme a forma como entendemos nos dias de hoje essas duas expressões. Vindos até Belém, de três lugares distantes, três nações a que se tinha conhecimento de suas existências na época, à nós, na atualidade, a celebração que a Igreja Católica fez neste final de semana, Jesus Cristo, luz das nações, que se manifestou a todos os povos, é motivo de algumas reflexões. Conta-se na tradição e nas sagradas escrituras que os reis magos, primeiro, foram atrás de Jesus para ao encontra-lo, viver essa experiência; segundo, deram como presente a Jesus o que tinham de melhor; terceiro, depois do encontro com o menino, voltaram por um caminho diferente. E nós; fazemos o mesmo? Nós vamos atrás de Jesus, o procuramos para que ele faça parte de tudo em nossas vidas?
Ou simplesmente tomamos conhecimento de sua existência mas não queremos nos envolver além do ponto que de nós seja exigido algum compromisso e desapego pessoal. E nós, em resposta ao seu amor que nos amou primeiro, nós damos o que temos de melhor para Jesus? Ou apenas, diariamente damos desgosto em cima de desgosto e pecados em cima de pecados, além da indiferença. E nós, já nos encontramos com ele e depois disso nossa vida mudou ou ainda ficamos insistindo em nossos pecadinhos de estimação e numa vida que não produz os frutos da forma como Deus quer? Se esses sábios estudiosos enxergaram a importância do salvador para suas vidas ao ponto de agirem como agiram, que nos sirva de exemplo, exemplo esse que existe por muitos cantos da humanidade e por esse mundo afora.
Muitas vezes num reencontro com alguma amizade antiga fazemos festa, nos alegramos, colocamos o papo em dia, saímos juntos para uma confraternização e tudo isso nada existe de ruim. Ruim, sim, é não chegarmos nem perto disso com no encontro, ou reencontro com Jesus acontece. Jesus não é alguém para estar presente intelectualmente em nós, sua pessoa precisa, como ele mesmo disse nos evangelhos, viver e fazer morada em nossos corações. Senão ele não vai passar de um personagem, invisível em nossa época que se conhece a imagem apenas por figuras.
A tradição nos conta que os reis magos tinham vinte, quarenta e setenta anos de idade, o que nos leva a refletir espiritualmente de que não existe tempo ou idade para irmos ao seu encontro, em cada passo de nossas vidas precisamos faze-lo.
fonte: Jefferson Roger
quarta-feira, 3 de janeiro de 2018
O convite de Maria
O convite de Jesus
Jesus, a segunda pessoa da Santíssima Trindade não obriga ninguém a nada. Isso por causa da liberdade que Deus dotou o ser humano. No entanto, nem por isso as obrigações deixam de existir. Em vários segmentos de nossas vidas fomos, somos ou seremos obrigados a algo, ou a alguma coisa. Sempre temos que decidir, temos que fazer uma escolha. Falando espiritualmente, se sabemos que algo faz bem para nós, enquanto corpo e alma, nós “dobramos” a preguiça do corpo e da mente e num ato de firme propósito nos “obrigamos” a fazer alguma coisa porque sabemos que é para nosso bem. Se a preguiça nos convida a não irmos na missa e sim no shopping ou mesmo ficarmos na cama, nossa força de vontade, que brotou no coração (porque sabemos que nos faz bem) e se instalou na mente, vem em nosso auxílio e nos impele, como um todo a irmos na missa.
E não deve haver receio algum nessa prática, a de se ir na missa por pura obrigação. Vale lembrar que a oração feita no sofrimento vale mais do que a oração feita na consolação. Ademais, se o assunto fosse “motivos para se ir na santa missa”, de sobra existem muitos, porque quantas pessoas, vivas ou mortas (no purgatório) precisam que participemos da missa. Agora, se decidimos livremente porque entendemos bem como são as coisas, então nosso esforço alcança patamares que nos permitem sim, dizer a respeito de nós mesmos, que fazemos o que fazemos porque nos obrigamos a isso. E isso não é de se espantar. Essa obrigação que nos impomos, assim o fazemos porque aceitamos o convite de Jesus. Aceitamos a sua proposta contida no evangelho.
E isto é muito bem-vindo aos céus, tanto é que na carta aos Hebreus 12,4 está escrito que é preciso na luta contra o pecado resistirmos até o sangue. Jesus, para que não haja dúvida alguma, nos ensina em Mateus 11,12 que o céu é arrebatado a força e são os violentos que o conquistam. E por que Jesus diria algo assim? Simples, ele mesmo respondeu quando disse que é muito difícil entrar no reino dos céus uma pessoa que é apegada a alguma coisa que passa e, nos evangelhos sinóticos, ele exemplifica falando do apego a riqueza e bens materiais. Como vemos e como temos muito bem vivido em nossas vidas, aceitar o convite de Jesus significa aceitar o combo completo, não podendo excluir do pacote, aquilo que não nos agrada.
Assim como o convite é feito por inteiro, nosso salvador espera de cada um de nós uma aceitação total. Por isso as coisas são católicas porque ser católico requer adesão total, não percentual. Você recebe um convite para uma festa e nele está escrito que o traje é esporte fino. Você comparece ao evento vestindo roupas de outra característica? Vai com traje de gala ou com a roupa que se vai na academia? Pois é, se a natureza humana, compreende as coisas por aqui então o que dizer a respeito do projeto de salvação de Deus? É um convite e precisamos lê-lo e compreende-lo por inteiro.
fonte: Jefferson Roger
terça-feira, 2 de janeiro de 2018
O que você busca eu não posso te dar
Não chore por aqueles cuja hora já chegou
Uns são mais sensíveis e emotivos, outros nem tanto, demonstram seus sentimentos de outras maneiras. Existem aqueles que não externam seus sentimentos que brotam no coração através de lágrimas ou expressões faciais que denotam aos espectadores que algo aconteceu ou acontece na vida daquela pessoa. Muito bem, de forma geral, sabemos que, guardadas as devidas proporções e particularidades de cada um, o ser humano foi feito para “ser humano”, para sentir. Diferentes dos personagens de ficção científica, como por exemplo, os vulcanos e androides, vivemos dentro daquilo que sentimos e sentimos aquilo que vivemos. Enquanto vulcanos e androides analisam probabilidades e conceitos lógicos e ilógicos, nós humanos vivemos mergulhados num turbilhão de emoções e sensações que nos cercam durante toda a vida, quer queiramos, quer não. Vejamos o caso do choro. Pode acontecer das mais variadas formas. E eles acontecem como se fizessem parte de uma escala.
Existem os choros menores, mais curtos, mais silenciosos, mais altos, duradouros, de desespero, de felicidade e tantas outras formas de choro. Vamos admitir, chorar parece um termômetro para aqueles que vivem ou presenciam a experiência. Até Jesus chorou pela morte do amigo (João 11), também chorou de lamentação (Lucas 11), Pedro depois que negou Jesus, chorou amargamente (Mateus 26), só para constar alguns exemplos bíblicos de que o choro faz parte da natureza humana, não é condenável, até certo ponto. Ademais, Jesus bem ilustra esse sentimento do choro, relacionando-o com o sentimento de se ter feito alguma coisa errada da qual não se pode mais voltar atrás. Por seis vezes encontramos no evangelho de São Mateus que no inferno “haverá CHORO e ranger de dentes: 8,12 – 13,42 – 13,50 – 22,13 – 24,51 e 25,30. No entanto, esclarecida a questão a respeito da sua natureza é preciso um olhar atento a seu respeito para que o sentimentalismo involuntário, voluntário ou barato, não tome conta dessa manifestação atrapalhando o verdadeiro sentido das coisas.
Vejam só, na vida de Santa Gemma Galgani, que viveu entre 1878 e 1903, falecendo em 11 de abril, no sábado santo daquele ano, consta-se em sua biografia, que ainda muito nova conviveu com a perda de pais e irmãos, vindo a morar com parentes. Certa ocasião, a perda em tão pouco espaço de tempo entre seus parentes veio a lhe causar grande comoção, motivo de um choro de abundantes lágrimas. Predestinada e eleita a sofrer pelos pecadores, a menina era agraciada por Deus com aparições privadas e celestes que lhe conduziam pela via sacra pessoal que destinava em vida a cumprir. E foi numa dessas aparições que Jesus lhe disse, em tom severo e que chamava a sua atenção de que “ela não devia chorar pela morte de sua mãe em virtude de seu afastamento temporário”. A lição aplicada por Jesus a Santa Gemma vale para todos nós. Jesus ensina nesse episódio que se o choro for motivado por raízes egoístas, ele é errado e pode ser ocasião para em nós brotar frutos ruins.
Pura verdade é, basta olharmos no mundo quantos casos de perdas trágicas ou separações familiares que levam alguém à depressão e vícios. Não se trata de “engolir” o choro, mas de combater pensamentos e sentimentos que não nos fazem bem. Chorar de felicidade é muito bom, dá uma leveza na alma e no coração, agora chorar a perda de uma mãe ou de um filho é uma situação bem diferente. Se a mãe ou o filho viveram no temor de Deus, sem dúvida alguma estão num lugar melhor do que os que ficaram por aqui. Estão num lugar que nossa fé nos motiva a vivermos nesse mesmo temor para um dia estarmos lá também. O apego atrapalha a vida das pessoas, apegos materiais ou não. Deus nos ensina que o desapego é sempre necessário e assim ele o faz quando leva para junto de si, aqueles de nossas famílias cuja hora já chegou.
fonte: Jefferson Roger
























