segunda-feira, 15 de maio de 2017

Ter ciúmes pode? Deve?

Muitos podem dizer, caros leitores, que eis aí mais um assunto que é polêmico porque sobre ele podem-se gerar opiniões diversas sobre a questão. Pode ter ciúmes, não pode, deve, não deve, é saudável, não é e tantas outras situações que surgem a partir desse sentimento. Mais uma vez então, a pedido de uma de nossas assíduas leitoras, este site entra no assunto procurando colaborar na questão e, como sempre, colocando a reflexão sobre o tema pautada numa visão sobrenatural e bíblica. Nada de expressões técnicas ou aprofundamentos científicos, psicológicos e acadêmicos sobre o tema. Vamos ao estilo curto e grosso, como São Pedro fazia. Inicialmente, porém, vamos colocar aqui uma das definições que encontramos pelos dicionários mundo afora. Diz-se que “O ciúme é um sentimento de reação natural do ser humano produzido pela falta de exclusividade do sentimento, da dedicação e do cuidado da pessoa de quem se gosta. É uma dedicação ao amor. O ciúme é uma manifestação provocada pela falta de confiança no sentimento do outro, que é transformada em medo de perder o parceiro.” Muito bem, sigamos adiante e de cara vou logo dizendo que Deus tem por cada um de nós um amor ciumento (Isaías 63,15). E por quê? Como vemos na definição dos dicionários, seu amor é ciumento porque ele tem medo de nos perder, no seguinte sentido. Ele que nos criou as moradas eternas e todo o paraíso em vistas de compartilhar seu amor conosco por toda a eternidade, criou, sem dúvida algumas, como atesta São Paulo (1ª Coríntios 2,9), maravilhas que nem temos conhecimento ainda, que os olhos não viram e nem os ouvidos escutaram. Por isso o seu ciúme, pois sabe que se nos perder, na verdade quem sairá perdendo somos nós. Deus irá se entristecer se ao fogo do inferno nos atirarmos por conta de nossas obras, mas ele continuará como Deus, e nós? Por outro lado, existe também o sentimento que é causado pela insegurança na falta de reciprocidade, confiança e também com algumas pitadas de egoísmo e sentimento de possessão. Se batalhamos para juntar um dinheiro e comprarmos aquele tão sonhado carro, pode acontecer que nosso zelo pelo bem que custou nosso suor possa chegar a patamares onde o ciúme comece a mostrar as caras. Nos tornamos até chatos, porque ai de quem não limpar o pé para entrar no carro. Não se pode comer nada dentro do carro, pode cair restos de comida e farelos pelos bancos. Beber alguma coisa então? Nem pensar! Se alguém estiver passando mal que avise para eu parar meu carro, não quero ninguém vomitando aqui dentro. Cuidado onde pega, pode encardir o acabamento do carro ou cuidados com seus objetos pessoais, sacolas e outras coisas porque pode riscar ou arranhar partes internas do carro. Não saio de casa com mau tempo e para lugares não tão bem pavimentados porque vai sujar meu carro. É só um exemplo e que nos parece um pouco exagerado pois está perigosamente colocando o bem, de forma idolátrica em sua vida. Ora, é só um carro, é preciso usar o bem ao serviço do reino de Deus. É preciso carimba-lo com a marca do eterno e não do inferno. Explico: se uso meu carro para passear com a família, ir ao mercado, ajudar as pessoas que precisam ir ao médico e assim por diante, sem dúvida carimbei o veículo com o carimbo do eterno. Agora, se uso meu carro para deixar a família em casa, mentir que vou leva-lo no auto center e saio para cometer adultério, trata-se claramente de um uso que recebeu o carimbo do inferno. Assim é em todas as áreas da vida, com coisas e com pessoas. A bíblia se refere a isso como obras e como vimos no exemplo acima originada pelo ciúme. Vejamos um pouco de luz sobre isso nas sagradas escrituras: 1ª Coríntios 3,3 – “Com efeito, enquanto houver entre vós CIÚMES e contendas, não será porque sois carnais e procedeis de um modo totalmente humano?” Romanos 13,12-14 – “Despojemo-nos das obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz. Comportemo-nos honestamente, como em pleno dia: nada de orgias, nada de bebedeira; nada de desonestidades nem dissoluções; nada de contendas, nada de CIÚMES. Ao contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não façais caso da carne nem lhe satisfaçais aos apetites.” Gálatas 5,19-21 – “Ora, as obras da carne são estas: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, CIÚMES, ódio, ambição, discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Dessas coisas vos previno, como já vos preveni: os que as praticarem não herdarão o Reino de Deus!” Como vemos caros leitores ter ciúmes pode ser uma atitude boa ou ruim, saudável ou doentia. Sabemos que é uma reação natural que pode brotar do coração e precisamos estar atentos para corta-la pela raiz se a origem não for boa. As vezes não é algo simples porque não procuramos em alguns casos termos ciúmes, ele foi provocado em nós. Desta forma, corta o mal pela raiz é uma atitude que precisa ser feita a dois através do diálogo para acerto de detalhes e diferenças de modo a se evitar, com vimos nas escrituras, as contendas. Do contrário, uma boa dose de ciúmes que não ultrapasse o desapego é bem-vinda uma vez que preserva em nós a consciência de que devemos valorizar tudo que possa produzir bons frutos em nossa vida e na vida das pessoas como é o ciúme de Deus por nós. Artigo relacionado: Outra família que se vai fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 12 de maio de 2017

Desculpinha ou Desculpona

João 19,10-11 – “Pilatos então lhe disse: Tu não me respondes? Não sabes que tenho poder para te soltar e para te crucificar? Respondeu Jesus: Não terias poder algum sobre mim, se de cima não te fora dado. Por isso, quem me entregou a ti tem pecado maior.” Dessa forma, caros leitores, fica muito claro a todos nós, que existem diferentes níveis de pecados e ninguém mais que nosso salvador nos ensina sobre isso. Outras passagens bíblicas também seguem na mesma linha de explicação sobre a questão da gravidade das faltas, mas com esse trecho do evangelho de João fica muito claro que existem pecados menores e pecados maiores. E isso está diretamente relacionado com o grau de glória que cada um receberá no céu. Uma pessoa que passa a vida inteira de costas virada para Deus e no instante da morte recebe a graça da contrição perfeita, absolvição final e com isso é admitido ao purgatório para satisfação de suas penas, então perdoadas, sem dúvida não colocará Deus, que é infinita justiça e sabedoria, um pecador assim convertido, num mesmo grau de glória do Padre Pio ou de Santa Catarina de Sena. Se isso acontecesse, Deus seria um mentiroso e estaria se comportando como se, aos rogos de Maria Santíssima, desse um jeitinho em burlar sua própria lei e abrir uma exceção aqui, outra ali só para agradar a Virgem.

Não é assim, isto é humanamente fácil de entender. Com pouco esforço ao se estudar as escrituras e a tradição da igreja aprende-se que o comportamento do altíssimo não é parcial. A própria Santa Tereza de Ávila, numa graça concedida por Deus, lhe foi permitido fazer uma aparição as noviças do convento onde ela era abadessa enquanto em vida para transmitir o seguinte: dizer para as suas dirigidas para se esforçarem mais no caminho de Jesus. E ela conclui sua exortação dizendo: “Se pudesse voltar a terra, eu desejaria passar por todos os sofrimentos possíveis para receber no céu um grau de glória maior”.

Como vemos e até já sabemos que o Cristo espera de cada um de nós, no mínimo, o máximo de esforço, precisamos ser vigilantes para que possamos evitar toda a natureza de pecados. Jesus nos disse que nossas faltas serão perdoadas a exceção do pecado contra o Espírito Santo, mas convenhamos, temos que nos esforçar pois diariamente se não levarmos nossa vida a sério, ficamos tendo que implorar as desculpinhas e desculponas de Jesus, através de nossas penitências e confissões. Se assim temos consciência de que precisamos agir em relação aos cuidados de nossa alma, quanto mais em relação as pessoas.

Da parte de Deus nós esperamos sempre um pronto atendimento, queremos que ele sempre esteja online quando nos conectamos com os céus através de nossas orações, mas de nossa parte o que fazemos? Muitos se comportam como os leprosos da parábola, dez foram curados por Jesus mas somente um voltou para agradecer. Por que será que os outros não voltaram? Talvez porque achassem que Jesus não fez mais que sua obrigação e assim, imersos em suas verdades, achavam que não precisavam agradecer. O mesmo comportamento vale para a atitude de pedir desculpas. Quanto mais grave o erro, mais vergonhoso é pedir desculpas porque o arrependimento exige que se assumam todas as atitudes que no fundo não estavam em conformidade com a vontade de Deus. Sempre é assim porque só erramos quando tentamos caminhar sozinhos pelo vale de lágrimas. Se no vale caminhamos seguindo a Jesus e deixando que ele nos conduza, nosso esforço e provações se tornam mais amenizados pois, como diz Santa Catarina de Sena, quando o cristão abraça a cruz, ele para de padecer.

E assim devemos nos retratar por todo o erro cometido. Na doutrina dos santos patriarcas é bem dito que se não tememos os pecados veniais ao comete-los, devemos temer ao conta-los, porque não é do dia para a noite que se cai no abismo, vários passos são dados em sua direção para que se cometa em mim o passo final e se cometa o pecado grave. Cuidado! Pecado gera pecado. Se aprendermos a pedir perdão por pequenas falhas, conseguiremos com está prática pedirmos perdão pelas faltas mais graves. Entre nós e Deus e entre nós e o próximo. Basta vivermos pautados na Verdade, no Verbo Encarnado e não pautados sobre nossa verdade, que facilmente se corrompe. É preciso como diz a música vivermos “banhados em Cristo para sermos uma nova criatura e as coisas antigas se passarem.


fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 11 de maio de 2017

Minha mulher é um lixo

Pois é, essa frase é motivada por satanás nos corações dos maridos que não permitem que a santíssima trindade faça morada dentro deles, dos corações, onde Jesus nos ensinou que é o local que nascem todas as coisas (Mateus 15,18-19). Essa reclamação, primeiro é íntima e pessoal, algumas vezes uma reclamação dirigida a Deus, outras vezes aos amigos e por fim, a mais perigosa forma de reclamação, é feita para outra mulher. Nesse contexto o diabo, arquiteto das ocasiões de pecado, sempre enganador (João 8,44), foi o responsável por engendrar a situação que irá levar a destruição mais um matrimônio ou uma família. Por não haver, como ensinam as escrituras sagradas, comum acordo entre os cônjuges, fatalmente as brechas vão surgindo e o pensamento vai sendo contaminado por aquilo que o corpo pede e que recebeu do coração. A mulher por quem se apaixonou na juventude e início de casamento vai mudando como num passe de mágica e se tornando uma outra coisa que não uma mulher, pensam eles. O problema está no conceito que o homem faz da mulher e o que ele espera dela. Se o homem se unirá a sua mulher e os dois serão uma só carne (Gênesis 2,24), não há como desmembrar a mulher deste contexto. Uma só carne é uma só carne. Não um pedaço de carne a parte, para ser comida e saboreada. Muito menos um objeto que depois que não servir ou atender as necessidades, se descarta, se joga no lixo e se substitui por outro. Não deve ser assim. Reclamar é muito fácil quando achamos que a culpa é apenas do outro mas como pode entre um casal a culpa ser de apenas um? Façamos uma analogia para entendermos a linha de pensamento. Em uma motocicleta, movida por dois pneus, a calibragem precisa estar em dia para que o desempenho de seu movimento não seja prejudicado tão pouco haja risco de uma queda durante a pilotagem. Se um dos pneus estiver descalibrado todo o conjunto da máquina corre o risco de sofrer alguma avaria. De igual maneira se dá com um veículo de quatro rodas. Se uma delas está desalinhada ou torta haverá prejuízos também na condução do mesmo. Em ambos os casos se o problema não for corrigido o conjunto fica comprometido e o veículo não rende o que deve onde a partir desse ponto todos contribuem para o mau funcionamento do todo. Assim é na relação interpessoal. Nossas atitudes provocam reações e comportamentos adversos. A sintonia acontece quando existe um esforço mútuo ou em conjunto para que as diferenças diminuam e as que não podem ser modificadas sejam amenizadas. Seres humanos e suas particularidades tendem a complicar o que é simples e não se doam, e simplificar o que é complicado e requer atenção especial, e não se dedicam. O mesmo vale para homens e mulheres. Não possuímos um manual de instruções e a convivência é responsável por aprimorar as relações, num esforço que deve enfatizar as virtudes e manter sob controle os defeitos. No entanto elas não escondem nenhuma faceta do comportamento humano, ao contrário, expõem tudo. As pessoas não falam, depois de um longo tempo de convivência que conhecem bem o outro? Pois é, o povo comprova na prática. Tudo fruto das influências do mundo e das mentiras do enganador diabólico que promove com suas tentações muitas confusões no que as pessoas pensam. Como mostra a foto que colhi de alguns depoimentos espalhados pela internet, as pessoas de forma egoísta e frustradas, pois esperam um mar de rosas em sua vida esquecendo que as rosas possuem espinhos, tratam da questão de uma maneira mais humana e menos espiritual. Querem só o casamento sem o sacramento. Aí, como não podemos fazer nada sem Jesus (João 15,5) sofremos tentando enfrentar o processo de santificação do matrimônio com nossas próprias forças. Muitos já sabem que não dá certo. Se dissermos que minha mulher é um lixo ou que meu marido é um lixo, estamos bem distantes de sermos imitadores do Cristo (1ª Coríntios 11,1). Não é fácil, muitos podem dizer e não é mesmo. Foi criado para não ser fácil. Não vivemos num paraíso ou parque de diversões. Aqui é um lugar de provações, onde num curto espaço de tempo conquistamos o céu. Quem não quer provações, não almeje o céu. Em Efésios 5,25 aprendemos que devemos tratar nossas esposas como Cristo trata a sua igreja. E se queremos ser bem tratados por ele devemos fazer aos outros o que gostaríamos que fizessem a nós, pois ele nos ensinou que o que fazemos ao outro é a ele que fazemos, pois somos todos membros do Corpo de Cristo. Artigos relacionados: Minha mulher está sempre cansada O desequilíbrio das pessoas As mulheres de hoje em dia fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 10 de maio de 2017

As portas sempre se abrem

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mateus 7,7-8 – “Pedi e se vos dará. Buscai e achareis. Batei e vos será aberto. Porque todo aquele que pede, recebe. Quem busca, acha. A quem bate, abrir-se-á.” Quão confortante é saber que Jesus, o bom pastor, olha para suas ovelhas com tamanha atenção. E é assim que precisamos nos sentir, como suas ovelhas. Como analogia percebamos o porquê dessa utilização nos textos bíblicos. O animal propriamente dito é de característica mansa, tem suas agitações, mas que são diminutas perante o todo. Quem já pôde visitar uma feira agropecuária ou mesmo alguma fazenda que tinham ovelhas sabe muito bem do que estou a falar. Observei nelas uma característica muito interessante, que pode se estender para toda a criação do reino animal. Quando novas, pequenas e filhotes, são agitadas e serelepes, inquietas. A medida que crescem, vão se desenvolvendo, amadurecendo, aprendendo coisas da vida e seguindo em frente. E não é assim com o ser humano? Todavia, as ovelhas adultas são muito dóceis. Todas as vezes que visitei as tais feiras agropecuárias que tinham ovelhas, sempre aproveitei a oportunidade para abraçar literalmente uma ovelha. É muito legal! São macias por conta de toda aquela lã e deixam você acariciá-las. E é claro, são animais muito obedientes e de fácil manejo para seu criador. Assim devemos ser, dóceis e obedientes nas mãos de nosso criador. Uma ovelha nada quer além daquilo que precisa para viver. Nós, as ovelhas do rebanho de Jesus precisamos ser assim, precisamos querer o que precisamos e não querer o que queremos.

Não existe para Deus uma ordem diferente. Primeiro ele nos concede o que precisamos e depois nos concede o que queremos se o que quisermos estiver conforme sua vontade e não interferir em nossa salvação. E configurados ao Cristo conforme a vontade de Deus é que podemos entender os versículos colocados no início do artigo. Ou seja, seremos atendidos na medida em que pedirmos o que estiver de acordo com o desejo do Pai. E as coisas são assim mesmo caros leitores. Recentemente recebi algumas graças de ser direcionado por Deus para outras de suas pastagens por conta da atividade pastoral da catequese. Ele cuida de cada um, não nos abandona e nos mantém trabalhando em sua vinha, apesar dos ventos contrários. Assim acaba então por ser em todas as nossas áreas. Não que não passemos mais por dificuldades, tribulações e provações.

Elas fazem parte, mas, as portas se abrirão, no tempo de Deus pois de nós é esperada a virtude que será recompensada no fim dos tempos: E disse Jesus: Mateus 10,22 – “Sereis odiados de todos por causa de meu nome, mas aquele que perseverar até o fim será salvo.” Se nos fecham uma porta, Jesus, aquele que é a porta do céu, nos abre outra. Esperar em Deus, ser humildes e colocar nossas vidas aos seus cuidados, oferecer tudo que nos acomete a ele é prática cotidiana de todos os seus santos. Como diz o apóstolo, façamos o que convém a santos. Somos falhos e nossa limitação humana é constantemente perdoada por Deus na medida de nosso arrependimento. Não viremos as costas para aquele que sempre está de braços abertos, pois seu abraço nos coloca sob os melhores cuidados que nós, suas ovelhas podemos ter. As vezes somos tosquiados sim, pois ele nos quer ver crescer no amor e santidade, mas as vezes somos lavados pela sua misericórdia. Que possamos ser sempre assim, suas ovelhas, aquelas que ouvem a sua voz e lhe seguem, não importando o que aconteça.

Fonte: Jefferson Roger

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As farpas da discussão

Se estamos em concórdia, estamos com o coração no mesmo lugar, estamos em sintonia e de pleno acordo colocando de lado nossa verdade em prol de uma verdade superior. Jesus, que é o caminho, a verdade e a vida. No entanto, aquilo que entendemos por nossa verdade, todavia não é algo que deva ser completamente descartado. Pois nossa verdade deve ser configurada aos moldes do Cristo. Cada pessoa, por ser única, detém em si, uma realidade global e universal que a cerca, mas também detém a exclusividade de coisas que particularmente lhe competem naquilo que é seu estado de vida. Houve-se por aí o ditado popular que diz que religião, política e futebol não se discutem. É preciso entender a origem do dito para compreender do que se trata essa fala. Popularmente falando esses três assuntos são conhecidos por serem polêmicos. Polêmicos porque suas naturezas competem para oferecer mais de um ponto de vista pessoal a respeito do todo. Como diferentes pontos de vista, geram diferentes opiniões e diferentes opiniões podem gerar discussões, ao ponto que se elas se tornarem encaloradas, as trocas de ofensas começam e as discussões terminam sempre sem nenhum vencedor. Como pode haver vencedor se o debate girava em torno de duas verdades opostas? É como sempre se diz do matrimônio, se não houver doação e não ceder as intrigas, conflitos e discussões transformam o dia a dia e a rotina num verdadeiro cenário de batalha. E mais cedo ou mais tarde, começam a aparecerem os feridos. Discutir é algo inevitável e não é sempre algo ruim. Numa empresa acontece uma reunião para se discutir metas e diretrizes. Uma equipe de festa se reúne para discutirem e planejarem os passos para que se realize um bom e bem planejado evento. Quando se discute, se deve ouvir e falar, cada coisa a seu tempo, respeitar e se dar ao respeito. Compreender que cada pessoa é única e tem o seu valor, suas ideias e seu modo de pensar. No entanto, nosso modo de se comportar, espiritualmente falando, precisa seguir o modelo de Jesus (1ª Coríntios 11,1). Precisa se configurar ao modo de agir e pensar de Jesus e assim nosso coração começará a se assemelhar ao dele, manso e humilde. No entanto, vez por outra, esses embates caminham por limites perigosos, como bem sabemos, e as farpas penetram nos dois lados. Na tentativa de se vencer o combate, promovendo argumentos que validem a nossa verdade, quando essa está separada da verdade de Jesus, esses argumentos correm o risco de se tornarem flechas ofensivas que ferem, magoam e ofendem a outra parte, como se ela estivesse amarrada na linha de fuzilamento. Ou você aceita ou morre. Depois, a poeira abaixa e quando uma discussão termina, já que não existe um vencedor, se a discussão segue esses moldes, então os dois lados precisam redigir seus pedidos de desculpas. Porque não agiram conforme está escrito em Efésio 4,26 – “Mesmo em cólera, não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento.” Se achamos que não devemos pedido nenhum de desculpa e perdão, continuamos a agir segundo nossa verdade, endurecemos nosso coração e mentirosamente pedimos na oração do Pai Nosso que Ele perdoe as nossas ofensas. De outro modo, também, se procuramos agir como o Cristo, temos que agir gratuitamente e não esperando que já que pedimos desculpas temos o direito de exigir que nos peçam. Se nos pedem, graças a Deus, mas se não nos pedem é sinal de que precisamos rezar mais. Artigos relacionados: Brigar, Discutir e Xingar Você já reclamou hoje? fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 9 de maio de 2017

Enxergar de Verdade

Muitas vezes por conta da correria de nossas vidas não percebemos as coisas que acontecem ao nosso redor. Não percebemos toda a criação, todas as belezas e maravilhas de Deus. Nosso olhar se limita a prestar a atenção a uma telinha de computador, tablet ou smartphone. E também a permitir que nosso olhar se corrompa com os pecados oferecidos a nós com pratos saborosos a todo o instante. Ora, como aquilo que vemos impacta naquilo que fazemos. É impressionante. A lista é grande, nem precisamos elencar. Julgamos os outros pela aparência, reparamos em suas atitudes, cobiçamos através do olhar e por aí vai.

Nem paramos para agradecer a Deus pelo dom da visão. Poderíamos ter nascido sem enxergar ou poderíamos deixar de enxergar mais tarde, ou ainda poderemos. Nem nos damos conta de que devemos agradecer pelo milagre da visão. Não o fazemos porque estamos acostumados a pensar que só existem milagres de origem extraordinária, quando não é verdade. É um milagre ao lado do outro que nos cerca todos os dias. Nosso corpo é um milagre, uma verdadeira criação, presente divino engendrado de forma estupenda e que nunca iremos desvendar por completo e muitos o transformam no quê? Sermos um composto de corpo e alma, unidas mas não coladas, com existências simultâneas mas separadas em seus princípios. É um milagre a mulher gerar uma vida dentro dela, sentir crescer outra pessoa. É um milagre sermos filhos de Deus, como é possível? E tantas outras coisas que nem paramos para admirar. São feitos que Deus nos agraciou e nos agracia sempre em seu amor e sabedoria infinita.

Muitas pessoas precisam perder algo para dar o devido valor. Porque não valorizam desde o início? Reclamam com Deus por conta de alguma área de sua vida como se ele fosse o culpado. É como se estivessem dizendo: Deus, você errou! Algumas pessoas de tanto reclamarem percebem que as coisas não melhoram. É como aquele ditado que diz que “quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece”.

É preciso pois, enxergar de verdade” Não só com os olhos do corpo, mas com os olhos da alma, os olhos do coração. No meu caminho para o trabalho, vez por outra é comum eu me deparar com uma passageira que também embarca no transporte coletivo para se dirigir ao centro da cidade, que é deficiente visual. Ela não enxerga nada. Mas vou lhes dizer uma coisa caros leitores, é um aprendizado de vida. A felicidade estampada, o modo de conversar sobre tudo, a maneira de interagir na sociedade. Quanta destreza ao caminhar, ao se sentar, ao se portar nos lugares públicos. Quanta habilidade que esta pessoa tem com quatro sentidos. No entanto nesse ponto alguém poderia argumentar: quando a pessoa fica cega os outros sentidos se desenvolvem mais para compensar. Concordo, mas a questão que quero levantar é a seguinte:

Porque precisamos perder algo para dar valor? Acordemos! Deus não erra somos nós quem erramos. É preciso darmos graças a todo o instante pelo que temos recebido de Deus e como se diz na carta aos Colossenses 3,17 – “Tudo quanto fizerdes, por palavra ou por obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.” E também em Colossenses 4,2 – “Sede perseverantes, sede vigilantes na oração, acompanhada de ações de graças.” Ou damos graças ou reclamamos, mas não devemos reclamar julgando que nossa verdade prevalece sobre a de Deus. Efésios 5,4 e 20 – “Nada de obscenidades, de conversas tolas ou levianas, porque tais coisas não convêm; em vez disto, ações de graças. Rendei graças, sem cessar e por todas as coisas, a Deus Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo!” Amém!


fonte: Jefferson Roger
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Dividir?

Provérbios 17,9-10 – “Aquele que dissimula faltas promove amizade; quem as divulga, divide amigos. Uma repreensão causa mais efeito num homem prudente do que cem golpes num tolo.”

Hebreus 4,12-13 – “A palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes e atinge até a divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração. Nenhuma criatura lhe é invisível. Tudo é nu e descoberto aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas.”

Mateus 10,34-36 – “Não julgueis que vim trazer a paz à terra. Vim trazer não a paz, mas a espada. Eu vim trazer a divisão entre o filho e o pai, entre a filha e a mãe, entre a nora e a sogra, e os inimigos do homem serão as pessoas de sua própria casa.”

João 7,38-43 – “Quem crê em mim, como diz a Escritura: Do seu interior manarão rios de água viva (Zc 14,8; Is 58,11). Dizia isso, referindo-se ao Espírito que haviam de receber os que cressem nele, pois ainda não fora dado o Espírito, visto que Jesus ainda não tinha sido glorificado. Ouvindo essas palavras, alguns daquela multidão diziam: Este é realmente o profeta. Outros diziam: Este é o Cristo. Mas outros protestavam: É acaso da Galiléia que há de vir o Cristo? Não diz a Escritura: O Cristo há de vir da família de Davi, e da aldeia de Belém, onde vivia Davi? Houve por isso divisão entre o povo por causa dele.”

João 10,17-19 – “O Pai me ama, porque dou a minha vida para a retomar. Ninguém a tira de mim, mas eu a dou de mim mesmo e tenho o poder de a dar, como tenho o poder de a reassumir. Tal é a ordem que recebi de meu Pai. A propósito dessas palavras, originou-se nova divisão entre os judeus.”
Como vemos, caro leitor, dentro de alguns contextos bíblicos nós vemos que dividir apresenta a questão de não se concordar com algo. Muitos não concordaram com as palavras de Jesus e por isso, ao discordarem, se dividiram em opiniões. Também vimos que as palavras desse mesmo Jesus, as santas palavras de Deus, penetram em nosso ser até os confins do nosso íntimo. E assim, compreendemos que quando se trata de Deus, não devemos vacilar e ter receio da divisão. Jesus mesmo disse que quem não está com ele está contra ele. Uma escolha nos é oferecida, os lados nos são apresentados. O diabo, o enganador, aquele que divide quer nossa perdição, quer nos separar do amor de Deus. O apóstolo São Paulo diz que isso é impossível, mas, apenas se não virarmos as costas para o altíssimo. Do contrário aceitamos a catequese do mundo, nos revoltamos contra Deus e aceitamos primeiramente dividir nossos corações entre as coisas do mundo e as do céu. Depois vamos tomando gosto pelas coisas do mundo, que exigem menos esforço e dão mais prazer e terminamos assim nos fazendo inimigos de Deus (Tiago 4,4).

Não devemos deixar, portanto, brechas para que elas se tornem espaços que possam ser preenchidos com tudo aquilo que não satisfaz a alma. Nossa alma foi feita para Deus, tem sede de Deus e não se aquietará enquanto não se reencontrar no paraíso com ele, para viver a felicidade eterna. E qualquer divisão que devemos promover deve ser aquela que nos separa das ofertas do inimigo. A divisão a ser evitada a todo o custo e com o máximo de esforço é a que rompe nossa amizade com Deus e aqui, notem caros leitores, estamos refletindo a questão sempre sobre um patamar espiritual. Outros tipos de divisões na vida existem. Algumas trazem intrigas, discussões, outras trazem inimizades, outras nos trazem paz, outras servem para unir esforços e tantas outras formas. Cabe sempre a cada um discernir sob a luz do Espírito Santo o que fazer, o que decidir perante a escolha a se fazer. Perante a decisão a se tomar. Lembrando sempre que o que vale não é a nossa verdade, nem a verdade do outro e sim “A Verdade” – Jesus.


fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 8 de maio de 2017

A vida toda fomos bonzinhos, o que ganhamos com isso?

Um dos sentidos do ser humano que mais contribui para gerar informações para o cérebro é o da visão. Através dela podemos tomar consciência do mundo que nos cerca. Nesse mundo, inevitavelmente, se enxergamos, então colocamos em prática a atitude da observação. O ato de observar pode ser nosso aliado ou nosso inimigo, dependendo de como interagimos com esse sentido. A grande maioria das pessoas já ouviu dizer que “quem vê cara, não vê coração. Também já ouviu dizer que “não se julga um livro pela capa”. E também ouviu que é preciso ter “cuidado, as aparências enganam”.

No mundo em que vivemos o sentido da visão é muito explorado por nosso inimigo. Ele sabe que pelos olhos podem entrar as tentações e se alojarem no coração. Se este sentido ceder, os outros o acompanharão. Vejamos um exemplo. O marido, cujo casamento não vai bem mas, detalhe, não vai bem segundo a concepção do marido, porque as coisas não estão saindo no dia a dia como ele quer, começa então a cogitar a opção de se envolver com outra mulher, na tentativa inicial, não de prejudicar o casamento mas apenas para satisfazer o que imagina não receber da esposa. Assim que o diabo souber disso, e podemos ter certeza ele vai saber porque anda espreitando como um leão procurando a quem dar o bote, ele irá providenciar as tentações necessárias. Usando o sentido da visão, ele apresenta ao candidato a adúltero uma mulher bonita e atraente. Se o sentido ceder e a aproximação acontecer, o sentido do olfato será o próximo porque com certeza a mulher que o diabo arranjou estará bem perfumada. Caindo o sentido do olfato, quase ao mesmo tempo o sentido da audição recebe a mesma investida e a voz da mulher entra pelos ouvidos como um canto de sereia, falando exatamente tudo que o homem gostaria de ouvir em casa. Mais um pouco, o próximo a sucumbir é o sentido do tato, porque após a proximidade começam os primeiros toques descompromissados e disfarçados de ingênuos e em seguida os toques mais ousados começam a tomar forma e vão entrando em cena, pouco a pouco. Por fim, faltando apenas o sentido do paladar, o beijo que sela o pacto do pecado entre os adúlteros é motivo de festa no inferno. Com todos os sentidos envolvidos na perdição, independente da ordem em que foram atacados, os próximos passos cuidam de dominar em definitivo o coração e mente e continuar a empurrar cada vez mais para baixo, no sentido da rampa que leva ao abismo do inferno, os pobres infelizes que procurando a felicidade onde ela não se encontra, conseguiram apenas encontrar uma imitação barata dela, proporcionada pelo diabo.

Mas ele, o diabo é esperto, e para que você não sofra com isso, vindo a se arrepender, ele te ajuda a arranjar justificativas para o que estais fazendo. Você sempre procurou ser correto, justo, honesto, batalhador, uma pessoa de família, cumpridor de suas obrigações na sociedade, bom marido ou esposa, bom pai ou mãe, bom filho ou filha, se esforçou para estudar, para ter um emprego que te possibilite uma dignidade e em troca você recebe uma vida cheia de dificuldades? O dinheiro é curto? Vira e mexe fica desempregado? Não consegue ter um carro que gostaria? Morar num lugar que gostaria? Ser inteligente o quanto gostaria? Ter os bens que gostaria? Puxa vida! Você foi a vida toda uma pessoa boa e o que ganhou com isso? Algo do que quis você ganhou? Pelo menos alguma coisa ou nem isso? Pois é e ainda por cima, tudo para você é difícil e aquela pessoa que você conhece é quase o oposto do que você é e tudo para ela parece mais fácil na vida? Tudo que você não tem ela tem? Ou tem muito mais do que você tem? O que você ganhou com isso, sendo bonzinho?

A pergunta está completamente errada!

Como diz Santa Teresa de Calcutá no fim das contas as coisas sempre são entre nós e Deus, nunca foram entre nós e o outro. Então a pergunta é: a vida toda procuramos fazer o que agrada a Deus, o que ganhamos com isso? Ahhhh, agora sim. Esta pergunta está completamente alinhada com o evangelho porque Jesus disse que de que vale o homem ganhar o mundo inteiro se vier a perder a sua alma? É preciso colocar em mente a necessidade constante de vivermos tudo aquilo que rezamos na oração do Pai Nosso. Através dela, se mergulharmos em seu cerne, iremos entender que a recompensa verdadeira não está no agora, está na eternidade. Se realmente temos fé e acreditamos nas promessas de Jesus, os sofrimentos, como diz São Paulo, não tem comparação com o que nos aguarda nos céus. Se formos perseverantes até o fim, como nos ensina Jesus, seremos salvos. Porém, Jesus também disse que é possível recebermos a recompensa agora, aceitando as ofertas do mundo, oferecidas em forma de tentações pelo diabo que gosta muito de nos colocar contra Deus.


fonte: Jefferson Roger
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Se não é do seu jeito, você desiste?

Me parece que quando as coisas não são do seu jeito, você desiste. Será, caros leitores, que Jesus poderia neste momento estar se fazendo essa pergunta sobre cada um de nós? Será que, como eternas crianças birrentas, cada um de nós não vive reclamando de Deus porque procuramos ser pessoas honestas, corretas e seguidoras de seus valores mas em troca só o que recebemos são motivos para nossas lágrimas nesta vida que não passa de um vale? Seja como for, não podemos ser hipócritas e dizer a nosso respeito que nunca desistimos de alguma coisa. Seriamos mentirosos como lemos nas cartas de São João. Pois, com certeza, podemos dizer que já alguma vez na vida desistimos de algo. E atenção: nem sempre desistir é uma coisa ruim. Desistir é uma opção que, dependendo do contexto pode trazer más ou boas consequências.

Conto um pequeno caso para ilustrar um pouco o artigo. Certa vez, eu que sou um corredor de rua desde 1982 e até os dias de hoje pratico esta atividade física como exercício para manter a saúde e boa forma, resolvi me preparar para enfrentar uma prova de montanha de 52km percorrida em terreno acidentado e em temperatura inicial de -4 graus. Em Urubici-SC no ano de 2011. Nesta prova, na altura do km 42 minhas forças, por culpa do esforço físico irregular que o percurso exigia, começaram a provocar a falência de alguns grupos musculares. Afinal, conclui a prova em 6h36min, correndo sem nenhuma parada para descanso. A grande intensidade do esforço prejudicou o movimento mecânico da corrida de modo que não era mais possível prosseguir sem sentir dor. Faltavam apenas mais 10km e com o terreno em que estávamos fazendo essa parte da prova, não se poderia gastar menos de 1 hora. Havia então uma decisão a ser tomada. Desistir em virtude da dor e ser resgatado pela equipe médica ou prosseguir administrando o cansaço e as dores até a chegada. Desistir e preservar a integridade física e a saúde ou pagar o preço de chegar na linha final custasse o que custasse. Leitores resolvi não desistir. Depois de meses de preparação específica tentando simular as dificuldades do percurso faltavam apenas 10 km e neste ponto resolvi pagar o preço de completar a prova administrando as variáveis e ciente de que possíveis sequelas poderiam surgir. Embora talvez seja meio difícil de acreditar, não pensei no fato de que minha família que estava ansiosa para me ver chegar iria se deparar comigo chegando de ambulância. Nesta época eu já estava casado havia 13 anos, minha primeira filha tinha 8 anos e eu sabia que se eu desistisse, receberia o apoio deles sem precisar dar satisfação e sim, explicação. Para concluir o caso, tive que pagar o preço, não teve jeito. A ligação do fêmur no osso do quadril se desgastou ao ponto de virar uma sequela. Agora, mais de 6 anos depois, tornou-se a famosa dorzinha que incomoda de vez em quando. Algo como aquelas mulheres que fazem grandes cirurgias e vez por outra sua operação dá as suas doidinhas. Eu sabia que poderia acontecer e assumi o risco. Hoje, sem arrependimento nenhum, a sequela é muito bem cuidada, tratada e fica mantida sob controle. Sequelas são como cicatrizes, não desaparecem mais, apenas é preciso nos adaptarmos a nossa nova realidade e com isso alcançarmos a melhor qualidade de vida possível. Tanto é, que no meu caso até os dias de hoje pratico semanalmente por três dias, a atividade da corrida de rua percorrendo, não tão grandes distâncias, mas distâncias que me permitam cuidar da saúde.

Contei isso para mostrar que, se podemos na vida material, na vida do corpo, tomar decisões dessa magnitude, quanto mais devemos faze-lo em relação a nossa vida espiritual. É fácil seguir Jesus quando tudo está bem; quando o sofrimento bate à porta, quando as discussões batem à porta, quando a dor do coração bate à porta, quando as tristezas batem à porta, quando a morte em nossa família bate à porta ou quando qualquer outro tipo de provação ou tribulação bate em nossa porta, já corremos ou para arrumar um porquê estou passando por isso, o que fiz de errado para merecer isso ou corremos a pedir que Deus nos livre de tais coisas, permitidas ou enviadas por Deus. Ninguém gosta da dor ou de sofrer, mas o não gostar está relacionado com a propaganda que o diabo faz no sentido contrário da questão. A dor é filha do amor. Quem pensa o contrário afirma que Jesus foi um mentiroso e esse negócio que chamam de sua paixão onde ele carregou todos os pecados da humanidade e sofreu por isso é lorota da religião.

Não deve ser assim, se as coisas não são do nosso jeito é porque o nosso jeito não está conforme a vontade de Deus. Do contrário, se não pensarmos assim, com um olhar voltado para a eternidade, sempre correremos o risco de achar que não existe “A Verdade”, existe apenas a nossa verdade. Ou as coisas acontecem segundo a nossa verdade e não segundo a verdade do outro ou de Deus ou não queremos nem saber, nos revoltamos, apontamos os culpados, seus erros e como diz Jesus, nem nos importamos com a trave que está em nossos olhos.


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 5 de maio de 2017

Pense na M3rd4 que é a vida

Realmente, como temos do que reclamar. Quando é calor, é calor demais. Quando é frio, é frio demais. Se está frio e saímos encasacados e depois esquenta durante o dia, reclamamos porque temos que carregar a roupa excedente. Reclamamos se o remédio é amargo. Reclamamos se o suco que pedimos na lanchonete está doce demais ou falta açúcar. Se vamos almoçar num buffet de comida por quilo, ai da comida se não estiver quentinha, reclamamos que está fria quando na verdade está morna. Se saímos de casa atrasados para nossos compromissos, reclamamos do semáforo que não abre, do trânsito que não “anda”, dos ônibus lotados, da multidão das pessoas no calçadão que estão a nos atrapalhar. Parece que ninguém tem o que fazer a não ser andar devagar e titubeando como um bêbado em nossa frente. Parece que adivinham que queremos passar e dão aquela “fechada”. Nesta pressa, não nos damos conta ao andar apressadamente e pisamos naquele pedaço de calçada solto, viramos o pé ou nos encharcamos com a água que estava debaixo dele. Pronto, iremos trabalhar o dia todo com a meia molhada e pé gelado, além da barra da calça e, adivinhe: reclamamos.

Se é muito serviço que temos em nossos trabalhos ou muitos afazeres escolares, reclamamos do professor, que passa a ser nosso inimigo ou do patrão que pensa que somos seus escravos. Temos um horário a cumprir mas se alguém vem quase no final do dia ou no final da aula nos pedir ou mandar algo, já entortamos a cara.... teve todo o tempo para vir falar comigo, pensamos, mas veio justamente agora que estou de mala ou bolsa pronta. Já até dei aquela passada no banheiro antes de ir embora e o sujeito, que parece não ter horário para nada quer nos mandar mais essa bomba.

Se damos muita atenção, reclamam que pegamos no pé, se não damos tanta atenção, reclamam que somos indiferentes e não estamos nem aí. Se não rimos de uma piada porque realmente não achamos graça, somos antipáticos e desmancha prazer, antes tivéssemos rido, mas com grande pompa teatral, para não parecer que rimos uma risada amarela só para cumprir o protocolo. Se o vizinho do outro lado do muro faz barulho em seu quintal, reclamamos, esteja ele no direito ou não, reclamamos mesmo assim. Se queremos ouvir alguém que está a palestrar e não conseguimos porque tem sempre um engraçadinho que quer ser o centro das atenções e comentar paralelamente sobre tudo, corremos a reclamar, primeiro interiormente e depois, se isso persistir, quem sabe não nos aliamos ao nosso vizinho de mesa para conseguir mais força e cumplicidade na reclamação. Se batemos a perna no canto da mesa, reclamamos da dor. Se as coisas não são como queremos, reclamamos.

Se a vida não é como sonhamos, reclamamos, se as coisas não são do jeito que gostaríamos, reclamamos. Se tanto reclamamos na vida algum motivo tem. E não é o motivo que achamos que é, porque a vida não anda segundo nossos desejos e sim segundo os desejos de Deus. Isso é preciso de forma urgente na vida de todas as pessoas ficar bastante claro. Pois assim, iremos parar de reclamar da vida, parar de reclamar dos outros e parar de reclamar para os outros. Iremos então, conscientes da nossa condição trocar essa reclamação por aclamação e humilhação e súplicas, todos regados com muito agradecimento. Porque, afinal, aquele que nos criou do nada e agora nos propõe a vida eterna ao lado do seu amor nos concede o que precisamos e não o que queremos. Deus não vai nos mimar para nos perdermos ao inferno. Quanto antes compreendermos o funcionamento da vida e o que Ele espera de nós, antes iremos trocar nossas reclamações pelo tipo de reclamações que os santos faziam. Eles reclamavam a Deus por ofende-lo, por desgosta-lo, por não corresponder de volta ao seu amor, por não amar ao próximo como a nós mesmos e por não o amar em primeiro lugar sobre todas as coisas. Esse tipo de reclamação provém de um coração contrito e que não quer se afastar jamais de Deus. Nesta ótica sobrenatural a vida deixa de ser uma M@#$%+} e passa a ser uma oportunidade para se alcançar o céu.


fonte: Jefferson Roger
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A escala de valores do cristão

Muitas pessoas possuem uma escala de valores desordenada. Culpa da prioridade com que elegem estes valores com base muitas vezes naquilo que querem ao invés daquilo que precisam. Já outras pessoas estão cientes da correta sequência, mas não conseguem transpor para a prática essas verdades. Acabam deixando de lado aquilo que é importante porque fazem daquilo que mais lhe apetece, algo urgente. Sendo assim, o primeiro passo que devemos dar relacionado a isso, é colocar em ordem essa escala de valores, segundo o ponto de vista de Deus, claramente ensinado a todos nas sagradas escrituras. Depois é fazer o esforço necessário para colocá-lo em prática.

Deus em Primeiro Lugar



Começamos bem não é mesmo caro leitor! Alguns até podiam dizer que essa era bem fácil. O mandamento dado a Deus por Moises e mais tarde enfatizado por Jesus não deixa dúvida nenhuma de que em nossa vida, o primeiro lugar deve ser ocupado por Deus. Vejamos: Marcos 12,28-31 – “Achegou-se dele um dos escribas que os ouvira discutir e, vendo que lhes respondera bem, indagou dele: Qual é o primeiro de todos os mandamentos? Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é este: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor; amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito e de todas as tuas forças. Eis aqui o segundo: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Outro mandamento maior do que estes não existe.”

Para nós, como podemos ver, ficou bem claro no primeiro mandamento que amar a Deus é colocá-lo em primeiro lugar. Ademais Jesus deixou bem claro que aquele que quisesse segui-lo como discípulo deveria reconhecê-lo em primeiro lugar em sua vida superando até o grau de parentesco e afinidade para com as pessoas que amamos e nos são caras: Lucas 14,26-27 e 33 – “Se alguém vem a mim e não odeia seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos, suas irmãs e até a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. E quem não carrega a sua cruz e me segue, não pode ser meu discípulo. Assim, pois, qualquer um de vós que não renuncia a tudo o que possui não pode ser meu discípulo.” No entanto é preciso ficar claro que quando aprendemos que Deus deve vir na frente de todas as pessoas e coisas não significa que elas, pessoas e coisas, não tem mais lugar em nossas vidas e sim, que elas vêm depois de Deus. Mateus 6,33 – “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo.”

Em Segundo Lugar a Família



Muitos se equivocam ao acharem que a igreja e/ou o ministério vem depois de Deus. Vamos dar mais uma olhadinha na bíblia para compreendermos um pouquinho mais? 1ª Timóteo 5,8 – “Quem se descuida dos seus, e principalmente dos de sua própria família, é um renegado, pior que um infiel.” Como vemos, sem dúvida a família é nossa primeira prioridade depois de Deus. Negligenciar sua família por causa da igreja, do ministério, ou de qualquer outra coisa, por mais "espiritual" que pareça, não se alinha com os escritos sagrados. São Paulo disse que este tipo de pessoa, o negligente, está negando a fé e é pior do que um infiel. No contexto bíblico São Paulo se dirigia àqueles que iam à igreja, mas estavam negligenciando o lar. Então, concluímos que a família é a próxima prioridade depois de Deus em nossa escala de valores. Podemos ainda acrescentar outro texto que mostra claramente a família acima nas prioridades perante a igreja e/ou os ministérios. Trata-se do conselho pastoral que São Paulo queria estender a todos os ministros debaixo da supervisão de Timóteo, relatado em 1ª Timóteo 3,2,4-5 – “Porque o bispo tem o dever de ser irrepreensível, casado uma só vez, sóbrio, prudente, regrado no seu proceder, hospitaleiro, capaz de ensinar, deve saber governar bem a sua casa, educar os seus filhos na obediência e na castidade. Pois quem não sabe governar a sua própria casa, como terá cuidado da Igreja de Deus?

A Palavra de Deus não deixa dúvidas quanto ao lugar que nossa família deve ter em nossa escala de valores. Porém, muitos cristãos a tem negligenciado. São pais que não dedicam tempo e atenção aos seus filhos e mais tarde irão se queixar de vê-los desviados. Não percebem que estão caminhando dentro de uma desordem. Esposas perdendo seus maridos e vice-versa, porque não os colocaram no lugar certo na escala de valores. É preciso uma ordenação para que possamos dar a devida atenção, honra e dedicação devida para a família. Pois de que adianta evangelizar para muitos na igreja enquanto sua casa, seu lar e sua família está uma bagunça? Por isso a família vem em segundo lugar.

Em Terceiro Lugar o Trabalho



Quando a bíblia fala que quem renega sua família é pior que um infiel, em seu contexto se refere às necessidades físicas e o sustento material. O trabalho é um mandato bíblico, é o meio do homem sustentar sua casa e viver dignamente. Também por meio dele poderá e deve servir ao reino de Deus e ao necessitado. Como se trata de mandato divino, aquele que não o faz por culpa própria, anda desordenadamente. Vejamos: 2ª Tessalonicenses 3,10-12 – “Aliás, quando estávamos convosco, nós vos dizíamos formalmente: Quem não quiser trabalhar, não tem o direito de comer. Entretanto, soubemos que entre vós há alguns desordeiros, vadios, que só se preocupam em intrometer-se em assuntos alheios. A esses indivíduos ordenamos e exortamos a que se dediquem tranquilamente ao trabalho para merecerem ganhar o que comer.” Esclarece-se ainda que nesta escala de valores encaixa-se a questão do estudo, uma vez que ele também é um meio de profissionalização e preparo para melhores trabalhos.

A Igreja em Quarto Lugar



Para tantas pessoas soa como falta de espiritualidade e até descaso colocar a igreja na escala de valores, depois da família e do trabalho. Mas não há o que temer em relação a Deus, uma vez que o fato da família vir primeiro não nos dá direito de não frequentarmos a igreja, até porque a igreja faz parte da economia da salvação deixada por Jesus. Esta ordem de valores não significa que devemos abandonar a igreja por causa da família, tão pouco negligenciar nossa casa por causa da igreja. Um mau exemplo disso são as pessoas que abrem mão de ir a santa missa para poder passear com sua família. Está errado! Devemos sim, ter nossos momentos familiares e de lazer com eles, mas isso não deve coincidir com os outros valores. Não devemos e nem podemos deixar de nos envolver com a igreja. Hebreus 10:25 – “Não abandonemos a nossa assembleia, como é costume de alguns, mas admoestemo-nos mutuamente, e tanto mais quando vedes aproximar-se o Grande Dia.” O dia que Deus fez para nós. Portanto é necessário que sejamos fieis em frequentarmos nossa igreja até porque “quem se isola procura sua própria vontade e se irrita contra tudo o que é razoável – Provérbios 18,1”. Embora estando depois da família e do trabalho, a igreja é um valor precioso que deve vir antes de qualquer outra coisa ligada à vida social. Se dermos o valor devido a cada uma destas atividades, mantendo-as em ordem na escala de valores e respeitando esta ordem em nosso dia a dia, andaremos dentro da retidão bíblica afastando de nossas vidas muitos problemas oriundos da desordem.


fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 4 de maio de 2017

Planejar e Executar

A vida precisa ser preenchida por projetos. A expressão muito conhecida por muitos é aquela que diz que “tal coisa é meu projeto de vida” ou então fiz disso “meu projeto de vida”. Sem dúvida, mesmo que não saibamos quanto tempo de vida Deus nos concedeu, não devemos ficar inertes, de braços cruzados esperando a vida passar para depois, como num jogo de dardos, tentar acertar o alvo nos últimos segundos da partida e no último dardo. Aí meu irmãozinho, como se diz na gíria, já era. Grandes projetos de vida demandam, como se pode imaginar, praticamente a vida toda do momento em que se concebeu e idealizou a ideia. Projetar é reunir através de um planejamento e organização todas as ferramentas necessárias, atitudes, tempo e é claro, muita dedicação e empenho. No entanto, existe segundo o vislumbre que se pode fazer no horizonte, uma espécie de regra geral. Um modo de agir que permite bem executar esses projetos independente de suas dimensões. São as metodologias e regras. Trata-se do como fazer as coisas e de que modo as fazer corretamente. A teoria e a prática. E como a natureza humana imita a natureza divina, a salvação de cada alma passa por isso também. A religião católica a chama de economia da salvação. Quem vos escreve, em tempos passados era uma pessoa que definiam como calmo, objetivo e metódico. Eram os tempos escolares e o perfil que eu apresentava nos relacionamentos estudantis apontavam os colegas para essas linhas gerais. Mais adiante, quando a vida profissional começou a se misturar nisso tudo, também surgiu a expressão “organizado”. Unido a tudo isso se acrescenta o fato de que desde 1982 comecei a praticar o esporte das corridas de rua, maratonas e supermaratonas. Mais à frente entrou a “dedicação e o planejamento”. E assim tem sido na caminhada até aqui. Uma vida que é muito cronometrada, mas de forma natural, organizada e sem obsessões. Para as filhas e para a esposa este é um exemplo que tenho sempre procurado deixar. Idealiza, mentaliza, organiza, planeja e executa. Ter uma atitude assim, que é, se houver um estudo atento das escrituras sagradas, um modelo apresentado nos testamentos, é sem dúvida algo muito produtivo na vida material e espiritual do cristão. Agindo assim, não existe espaço para o “qualquer jeito”, para o “vamos ver no que dá” ou para o “faz como der” e outras similaridades que demonstram descaso para com aquilo que precisa de atenção. Voltando ao assunto que mencionei linhas atrás, as corridas, a foto deste artigo ilustra minha chegada na supermaratona de Urubici-SC em junho de 2011. Prova de montanha de 52km. Não existe nesse tipo de prova a condição de se correr em velocidade e sim completar o percurso da melhor forma possível e sem, é claro machucar-se, uma vez que o trajeto não acontece por vias pavimentadas e sim em meio à natureza, matas, carreiros e trilhas. São provas duríssimas que exigem grande esforço físico e mental porque ela coloca o atleta numa condição de solidão e silêncio por muitas horas. Ouve-se apenas o som das passadas e a respiração. É uma prova silenciosa onde os competidores economizam energia não falando. Nessa chegada, após 6h36min fui acompanhado nos últimos 300 metros pela minha filha mais velha Yasmin, que na ocasião tinha 8 anos. Todo o cansaço, todo o planejamento, meses de preparação e dedicação todos os dias da semana, tudo foi substituído pela alegria de poder completar a prova, ser recebido pela família, que aguardava na chegada e escoltado pela Yasmin, que aguardou ansiosa a chegada do seu pai. Fica a satisfação, a boa lembrança e os votos de que essa participação, desde o primeiro dia de treino até a entrega da medalha, sirva de exemplo de que tudo na vida pode ser realizado, com preparo, planejamento, organização, dedicação e execução. Nesta vida que é para o corpo e para a alma. Artigos relacionados: Nosso tempo e os filhos É preciso ser exemplo e testemunhar com a vida fonte: Jefferson Roger
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Covardes ou Medrosos

Quando nos falta coragem para seguir em frente, esta falta de coragem, algumas vezes ocasionada pelo medo, traz como resultado um estado de covardia. As consequências da covardia podem ser muitas, como a pessoa que não assume suas intenções e atitudes, agride quem não se defende ou não pode se defender. Usa sua força ou influência para prejudicar outros injustamente. Quem demonstra espírito de covardia age em bando, sabendo que sua atitude não vai ser repreendida. Não diz diretamente o que pensa, faz insinuações maldosas. O covarde torna-se uma pessoa sem força moral, fraca, sem personalidade ou senso de justiça e incapaz de tomar iniciativas ou agir com postura firme em prol de bons propósitos. Algumas vezes o medroso é confundido com o covarde porque suas definições e conceitos são muito parecidos, quase sinônimos. Vejamos:

Uma pessoa pode não assumir uma empreitada por medo de não ser capaz de dar conta. Falta-lhe coragem. Um covarde também pode não assumir uma empreitada por medo de não dar conta, mas seu estado é mais crônico. Uma pessoa não está a sentir medo 100% do tempo. Agora, uma pessoa que passa a se comportar em constante estado de medo, significa que essa emoção evoluiu de forma doentia, gerando o comportamento de covardia. Que pode vir a se tornar crônico e afetar a vida da pessoa. Muitos de nós já ouvimos aquela célebre frase: “Fulano vive com medo!”, mas por outro lado não é muito comum ouvirmos alguém dizer que “Fulano vive com covardia”. Até nem soa bem aos ouvidos. E nossos ouvidos não nos enganam porque quem vive com medo, nem sempre é um covarde mas pode ter atitudes de covardia, mas o covarde sempre vive com medo. Percebem? O medo que algumas vezes pode ser sadio evoluiu de forma desordenada, tornou-se um tipo de medo de grandes proporções e transformou-se numa patologia muito séria que coloca o indivíduo num estado de covardia. Alguns também chamam este grande medo de pavor ou pânico.

Ter medo de cobra é sadio, porque sabemos que as venenosas se nos picarem haverá problemas. Ser uma pessoa medrosa no entanto não é tão sadio assim, o medroso anda pelo limiar do medo sadio que nos poupa dos perigos e do medo doentio que nos faz não agirmos mais frente a muitas necessidades por culpa desse medo. Talvez um grande exemplo que serve muito bem para destacar a diferença entre covardia e medo seja este: homem que bate em mulher não é medroso, homem que bate em mulher é um covarde. Seja como for se o medroso é aquele que tem medo de tudo e o corajoso é aquele que não tem medo de nada, outra questão surge na equação. Esses excessos, que denotam falta de temperança, prejudicam tanto a um quanto a outro.

Em suma devemos ainda acrescentar que, como não sabemos o que se passa nos corações e entre quatro paredes na vida das pessoas, não podemos sair por aí julgando seus comportamentos por conta das aparências, de partes que conhecemos ou de referências mais genéricas. Os corações ondem brotam todas as coisas só cabem a Jesus julga-los. Embora os comportamentos e aparências sinalizem alguma coisa sabemos bem que precisamos sempre ir mais a fundo. Um jovem que se interessa bela beleza de uma moça, aproxima-se por conta dessa atração para conversar. Essa conversa poderá atraí-los mais e transformar o interesse em afinidade, paixão e depois amor. Ou não, mas foi necessário a aproximação para que não houve pré-julgamento ou pré-conceito. Assim devemos agir com as pessoas. Atrás de aparências podem existir corações que clamam por ajuda. Atrás de atitudes incoerentes podem existir sentimentos que precisam ser curados e clamam por auxílio através do corpo.

Sendo assim, em meio a tantas reflexões sobre o tema, uma coisa apenas precisa ficar bem clara, é preciso sempre recorrermos ao médico do corpo e da alma, aquele que com seu jugo suave e peso leve (Mateus 11,30) irá nos julgar pelas obras (Apocalipse 22,12). Esse médico que nos afirmou que a fila dos condenados começa pelos tíbios (fraco, frouxo, indolente, apático, indiferente, descuidado, desatento, morno) nos disse também que o “morno” ele vomita (Apocalipse 3,16). Quem tem ouvidos ouça. Em cima do muro é estar morno, nem quente e nem frio. Se parece aos outros que desistimos de alguma coisa, se parece aos outros que desistimos porque temos medo ou somos covardes, precisamos olhar para dentro de nós e averiguar como estão as coisas pois, se pessoas que não enxergam no ocultam conseguem perceber algo, o que dizer de Deus que vê os corações?


fonte: Jefferson Roger
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Cristãos Homofóbicos?

Esta semana a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou o projeto que reconhece a união estável entre pessoas do mesmo sexo. Apesar do texto ter sido aprovado em caráter terminativo no colegiado, podendo seguir diretamente para a Câmara, o senador Magno Malta (PR-ES) vai apresentar um recurso ao plenário para tentar barrá-lo. Segundo Malta, o plenário acabará com “essa aberração”. Integrante da bancada evangélica, Malta foi apoiado pelos senadores Eduardo Amorim (PSDB-ES) e Eduardo Lopes (PRB-RJ). “Esse é um País majoritariamente cristão. Tenho certeza de que lá no plenário nós mandaremos para o lixo o projeto, onde é o lugar devido”, afirmou o senador. O recurso deve ser apresentado em até cinco dias úteis e deve ter o apoio de, pelo menos, oito senadores da Casa. Malta afirma já possuir assinaturas necessárias. De autoria da senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), o projeto foi aprovado na forma de substitutivo do senador Roberto Requião (PMDB-PR), no último dia 8 de março. A decisão foi confirmada nesta quarta pela CCJ em votação simbólica. “Finalmente nós temos no País um avanço extraordinário. Desde 2008, nós tentamos aprovar o casamento homoafetivo”, comemorou Marta. (fonte – bandab) Como vemos caros leitores, os servos do mal, sempre tão organizados pelo mundo forçam passagem no seio das famílias cristãs, pensadas, desejadas e criadas por Deus. Isso acontece em toda a parte. Nós cristãos exigimos o respeito à nossa fé, mas os perversos querem nos tachar de homofóbicos porque não aceitamos a crença deles. Querem que voltemos para as catacumbas como nos primeiros séculos e pratiquemos nossa fé de forma oculta aos olhos de todos. Afinal, mesmo que se retire do contexto a religião, valores éticos e morais e o pudor ainda assim ferem essas pessoas que insistem em viver na contramão da lei de Deus, brincando de aprovar leis para autorizar esses fornicadores de satanás, verdadeiros sodomitas, a desfilarem no mundo em que vivemos tentando impor seus “valores” que diga-se de passagem, só o que valem é uma passagem de ida para o fogo do inferno. Para aqueles que gostam de espernear e se enfurecem com os cristãos que empunham a bandeira do evangelho, saibam que nosso advogado perante Deus é Jesus Cristo. Enquanto somos rotulados de homofóbicos, os homossexuais e aqueles que apoiam essa vertente brincam de fazer leis que mesmo que sejam federais não possuem poder para revogar nenhuma lei divina e por isso suas atitudes são abominações perante Deus. Pobre dos que agora zombam de Deus. Romanos 1,25-27 - "Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura em vez do Criador, que é bendito pelos séculos. Amém! Por isso, Deus os entregou a paixões vergonhosas: as suas mulheres mudaram as relações naturais em relações contra a natureza. Do mesmo modo também os homens, deixando o uso natural da mulher, arderam em desejos uns para com os outros, cometendo homens com homens a torpeza, e recebendo em seus corpos a paga devida ao seu desvario.” Levítico 20,13 – “Se um homem dormir com outro homem, como se fosse mulher, ambos cometerão uma coisa abominável. Serão punidos de morte e levarão a sua culpa." Está muito claro na Palavra de Deus! Trata-se de uma abominação diante de Deus! Mesmo que se mudem as leis de um país, diante de Deus continuará sendo uma abominação! E estas pessoas serão lançadas no lago de Fogo! Apocalipse 22,14-15 – “Felizes aqueles que lavam as suas vestes para ter direito à árvore da vida e poder entrar na cidade pelas portas. Fora os cães, os envenenadores, os impudicos, os homicidas, os idólatras e todos aqueles que amam e praticam a mentira!" 1ª Coríntios 6,9-10 – “Acaso não sabeis que os injustos não hão de possuir o Reino de Deus? Não vos enganeis: nem os impuros, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os devassos, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os difamadores, nem os assaltantes hão de possuir o Reino de Deus." Mateus 13,41-42 – “O Filho do Homem enviará seus anjos, que retirarão de seu Reino todos os escândalos e todos os que fazem o mal e os lançarão na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes." Pois bem, está escrito e há de se cumprir. Aqueles que não dão crédito às sagradas escrituras e não dão crédito às revelações de Deus zombam de seu próprio criador, viram as costas para ele e com isso caminham rumo a ladeira dos ímpios. Gálatas 6,7 – “Não vos enganeis: de Deus não se zomba. O que o homem semeia, isso mesmo colherá." Jesus disse que o que se fizer a alguém é a ele mesmo que se faz, portanto, se somos membros do corpo de Cristo, aqueles que praticam o que é abominável diante de Deus e para com seus filhos não ficarão impunes, haja vista o exemplo bíblico da conversão de Paulo. Estes que escolheram viver seu paraíso aqui nesta terra abrindo mão das leis divinas e já escolhendo sua recompensa, aliam-se ao claro interesse do diabo em transformar a Glória de Deus em vergonha, estimulando a séculos a prática abominável do homossexualismo como se fosse algo normal e aceitável. Pobres destes, quem lhes garante isso é o próprio Deus. Agora fazem barulho e querem impor a cultura da morte, mas no dia final, o julgamento acontecerá segundo os critérios de Jesus, que é a verdade, o caminho e a vida. A entrada no céu passa pela vivência da verdade do Cristo, não da verdade humana. Assim são as coisas, assim são as regras, assim é imposto por Deus a todo aquele que aceita seu projeto de eternidade na sua glória. Ou se aceita e se humilha ou se rejeita e se revolta. Provações agora e paraíso eterno depois ou paraíso terrestre agora e inferno depois. Artigos relacionados: Homossexualismo e as sagradas escrituras Mesmo sendo rumores... Sexo Livre Vídeo relacionado:
Duração = 8min53s fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 3 de maio de 2017

A insatisfação

Jesus disse “não se turbe o vosso coração”. Inquietações, angústias e todo tipo de inconstâncias que cercam o coração, tantas vezes soterrado pelas ofertas do mundo, fazem com que a alma vagueie numa tendência de perder o seu norte, perder o seu caminho, perder o horizonte para o qual deve convergir sua vida, sua jornada, caminhada e existência. Os períodos de aridez da alma, conhecida também por noite escura da alma, é uma graça concedida por Deus para aqueles que não passam por grandes tribulações e sofrimentos físicos. Essa graça cedo ou tarde todos devem passar porque, convenhamos, não estamos sofrendo em 100% do tempo de nossas vidas. Nossa caminhada não apresenta rotina mesmo que pareça apresentar. Se fosse assim, sempre estaríamos sofrendo e sabemos que não é verdade. Existe a tempestade e depois o arco-íris. O vento sempre sopra e as nuvens não ficam estacionadas no mesmo lugar por tempos prolongados.

Porém, quando nos parece estarmos como revoltos em alto mar, com uma sensação de que algo não está certo, é preciso atenção. É preciso ouvir a voz do coração. É preciso silenciar para ouvir a Deus. Se o desânimo bate à porta é preciso investigar as razões. Talvez nem seja desânimo, talvez sejam sentimentos conflitantes que estão a causar confusão. Pode ser que o norte para o qual devemos seguir está ofuscado por outras direções que como tentações se apresentam na vida das pessoas. E essa sensação, esse ofuscamento causa mal-estar porque, se Deus mora em nossos corações, a atenção que damos para outro alvo irá magoa-lo e estas náuseas espirituais irão nos atingir em cheio. Sentiremos a sensação de não estarmos fazendo a coisa certa, de estar faltando algo ou de estarmos falhando em algo que nos é pedido por Deus.

Jesus disse no evangelho que “o pai está sempre comigo porque faço o que é do seu agrado”. Eis uma verdade, será que não nos sentimos bem por que não estamos agindo conforme o agrado de Deus e por isso, com nossa amizade com ele meio manchada ou muito mais que manchada, ele não está a nos mostrar que precisamos mudar? Precisamos da tão constante conversão? Conversão em alguma área que não está configurada e semelhante a Jesus? Em nosso corpo quando algo não vai bem ele nos avisa através das dores. Como somos um composto de corpo e alma, para as coisas do espírito o mesmo acontece. Se algo não vai bem na caminhada da alma, logo somos avisados. O coração aperta, a consciência pesa e a mente recebe tudo isso. Bem verdade isso é e pode ser facilmente comprovado. Um exemplo apenas basta: Uma confissão bem-feita, válida e com verdadeiro arrependimento deixa o fiel, no dizer de muitas pessoas, “leve”. Fazer o bem para alguém, de forma gratuita nos dá uma paz muito grande no coração e as lágrimas que por ventura brotarem daí lavam a alma. Tudo prova de que voltamos para o caminho que agrada a Jesus.

Portanto não é preciso temer esses períodos, é preciso sim voltar-se para Deus em oração, pedir a luz do Espírito Santo, o auxílio de Maria e de nossos anjos da guarda, dos santos e santas de Deus para estreitarmos os nossos laços com Jesus, para que ele fique conosco assim como o Pai fica com ele, na unidade do Espírito Santo.


fonte: Jefferson Roger
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Bom ou Mau Humor

"Jezabel, sua mulher, veio ter com ele e disse-lhe: Por que estás de mau humor e não queres comer? (I Reis 21, 5)" "O Senhor Deus fez crescer um pé de mamona, que se levantou acima de Jonas, para fazer sombra à sua cabeça e curá-lo de seu mau humor. Jonas alegrou-se grandemente com aquela mamoneira. (Jonas 4, 6)" Podemos dizer caros leitores, que nestes dois trechos da bíblia, onde encontramos a questão do mau humor, se consultarmos todo o capítulo 21 do livro dos Reis e o capítulo 04 do livro de Jonas, iremos enxergar no contexto da leitura um pouco de birra, revolta, reclamação e malcriação, vamos dizer assim. São os únicos trechos da bíblia em que se encontra a expressão “mau humor”, literalmente falando. E convenhamos, a questão do humor, diretamente relacionado ao comportamento humano e biblicamente historiado, impacta diretamente nas relações interpessoais e nas relações pessoais com Deus. Se cultivamos o bom humor temos uma tendência de praticarmos uma atitude paciente e positiva. Se cultivamos o mau humor temos uma tendência de praticarmos uma atitude impaciente, negativa e irada. Olha aí um pequeno detalhe. Em Efésios 4,26-27 lemos que "Mesmo em cólera, não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao demônio." Pois é nesses momentos, que sem o dom da sabedoria e inteligência podemos ceder e cair na tentação de cometermos o pecado capital da ira e, já que é capital, é um pecado perigosíssimo, uma vez que pode gerar outros pecados. Portanto, nos cabe a vigilância constante, como nos recorda Jesus. A concupiscência presente em nossa natureza nos torna um campo de batalha. Os apetites do corpo nos colocam num verdadeiro cabo de guerra. De um lado razão, do outro a vontade do corpo, as paixões. Ambas alimentadas pelo coração. Jesus nos ensinou que todas as coisas brotam do coração e é ele o principal alvo do corpo humano desejado por satanás. Ele sabe que se conquistar nossos corações, obtêm a perdição da alma. Desta forma, precisamos sim, um esforço para mantermos o bom humor. Bom humor que pode gerar a paciência, pode contribuir com a perseverança, pode aliviar as provações e tribulações e pode nos fazer enxergar o lado bom das coisas da vida. Pois ninguém merece estar ao lado de alguém mau humorado, acho que isso é ponto quase unânime. Parece que a pessoa vai “minando” nossa energia, nosso bem-estar. O mau humorado se torna ranzinza, antipático, má companhia. Ninguém suporta uma pessoa assim, ela fica impaciente e nada a agrada, tudo a incomoda. Sem ao menos uma pitada sequer de bom humor, até seu corpo reage somatizando na carne todos os reflexos dos problemas de toda a natureza. Do contrário é reclamação em cima de reclamação sobre tudo e sobre todos e, o que é pior, no fim das contas, termina-se reclamando de Deus para os outros e nesse ponto, o diabo sempre atento, vai lhe ouvir e te atender prontamente em suas reclamações, fazendo você trocar o caminho das pedras que leva ao céu, o qual você tanto reclama, pelos caminhos dos prazeres e vida fácil, o qual você sempre quis. Quão sério é isso tudo, quem poderia imaginar que na ponta desse novelo, a atitude de bom ou mau humor pode nos levar à meada da condenação eterna ou prêmio eterno. As coisas são assim na vida, muitas vezes não estamos atentos a pequenos detalhes que poderão desencadear grandes consequências físicas e/ou espirituais. Artigo relacionado: Irritar-se contra Deus fonte: Jefferson Roger
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Em meio ao caos...

Aproveito caros leitores o gancho e o gosto por filmes de terror para escrever uma pequena reflexão a respeito do contexto do filme A Invocação do Mal 2. Como todos já sabem, logo nos primeiros momentos do filme é passada a informação de que ele é baseado em fatos reais. E nada mais justo esta afirmação porque ao se ler o livro do casal Ed e Lorraine Warren se toma conhecimento com muito mais profundidade a respeito de tudo que envolveu esse caso de Einfield. Portanto, para os amantes e leitores do gênero, recomendo a leitura.

Pois bem, para nós católicos de plantão, além das horas de entretenimento que o filme brilhantemente oferece, podemos ainda extrair, já que fatos reais inspiraram o filme, algumas mensagens a respeito da batalha entre o bem e o mal onde todos nós estamos inseridos. Em certa altura do filme, a família que sofre os tormentos confessa que “não dão importância para esse negócio de se batizar os filhos”. Claro que o assunto tem profundidade muito maior e sabemos que o mal, sempre tão organizado, ataca a todos; e se assim o faz o que dizer daquelas pessoas que viram as costas para Deus? 

Pois é! Deixado de lado o pequeno e verídico parêntese me volto agora para um momento muito belo do filme onde o personagem Ed Warren, para levar um pouco de paz e tranquilidade para a família interpreta uma canção do famoso cantor Elvis Presley chamada “Can't Help Falling in Love” (Não posso ajudar a me apaixonar). A mãe das meninas conta para Ed que eram fãs do cantor, mas que sua coleção de discos havia sido levada embora por conta da separação do casal. De mãos dessa informação, em meio as turbulências que passavam, um pouco de alívio lhes foi oferecido, para se voltarem entre si, perceberem que ainda são uma família e que o amor existe. É realmente tocante a cena, se o espectador está imerso no enredo do filme.

Com uma letra muito bonita, a canção fala da impossibilidade de se apaixonar quando algo para esse fim se destina, sendo até errado (pecado na letra da música), não se apaixonar quando isto está para ser assim. Agora interpretando um pouco além e para nossa realidade sobrenatural, a mensagem da música muito bem serve para nossa conduta cristã frente ao evangelho. A bíblia nos diz que somos predestinados para a santidade e para sermos santos é preciso amarmos. Amarmos a Deus e não o fazer, exatamente como diz na música é até um pecado, porque rejeitar seu amor é se fazer amigo do mundo (Tiago 4,4), virar as costas para o plano de amor e salvação de Deus e tornar-se coadjuvante na rebeldia e revolta do diabo.

A mensagem subliminar que pode ser retirada da canção é a de que devemos amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos! São os mandamentos de amor deixados por Jesus. Embora a música tenha cunho de amor humano fruto de uma paixão que seria um erro não fomentar se os caminhos naturalmente se cruzaram, quanto mais essa verdade em nossas vidas, já que Jesus cruzou o nosso caminho, mostrou-se por onde caminhar, deu sua prova de amor por cada um e foi adiante nos preparar as moradas eternas. Um Deus assim, que é trino e puro amor realmente, como diz a canção seria um pecado não amar, pois para isso fomos criados. Criados para amar a Deus, servindo-o e fazendo a sua vontade, assim como rezamos na oração do Pai Nosso e amando ao próximo, sendo para eles um outro Cristo, assim como o casal Ed e Lorraine foram na vida de tantas pessoas, ajudando-os a se voltarem para Jesus e colocarem seus olhares em direção ao sobrenatural, em direção para a eternidade.

O mundo está cheio de imitadores de Cristo (1ª Coríntios 11,1), sejamos também nós, imitadores, para que não aconteça no dia de nosso juízo de termos de responder para nosso salvador porque ficamos de braços cruzados, apenas aceitando ajuda e não ajudando os outros (Ezequiel 3,20-21). No filme, em meio ao caos, o alívio acontece. Assim é em nossa vida, vinde a mim, nos disse Jesus e eu os aliviarei. Assim precisamos ser para os outros, que eles saiam de nossa presença melhor do que chegaram, como nos recorda Santa Teresa de Calcutá.

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Fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 2 de maio de 2017

Humildes na Recompensa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sobre recompensa muito se sabe a respeito. Aqui neste vale de lágrimas ela é tida com muito bons olhos por tantas e tantas pessoas. Afinal, quem não gosta de ser recompensado por alguma coisa? Porém, eis aí o problema. Nem sempre ser recompensado é uma coisa boa. Vamos com calma para entendermos a reflexão. Em Atos dos Apóstolos 20,35 está escrito que existe mais alegria em dar do que em receber. E em Filipenses 2,4 está escrito tenha em vista os interesses dos outros. Do contrário cairemos na tentação de cometermos o pecado capital da soberba. Por este caminho podemos perceber que, se a alegria é maior em dar, uma vez que devemos primeiro priorizar o próximo, conforme nos ensinam as escrituras, fica fácil de se compreender que Deus não quer filhos egoístas no céu. Tão pouco como lemos em Eclesiástico 15,21-22 - "Ele não deu ordem a ninguém para fazer o mal, e a ninguém deu licença para pecar; pois não deseja uma multidão de filhos infiéis e inúteis."

E sendo assim dessa forma compreendemos também que se fazemos algo esperando recompensa, que no fundo é esperando sermos reconhecidos, isso é uma atitude premeditada e desaprovada por Jesus. Ele nos dá como maus exemplos deste tipo os fariseus e nos ensina que quem se exaltar será humilhado. No entanto é bom estarmos atentos para a natureza das recompensas pois existem aquelas que em vida são sadias e aquela que após a morte é a mais desejada de todas. A mecânica da coisa, divinamente engendrada consiste em se praticar obras. Começamos uma vida de mãos vazias e ao seu término teremos que estender nossas mãos para Jesus, no dia do nosso juízo e apresentar o que fizemos ou deixamos de fazer – Apocalipse 22,12. Desta maneira, uma coisa precisa ficar bem clara: nossa salvação passa pela conta daquilo que fazemos ou deixamos de fazer. As obras. A salvação que não cai do céu para ninguém e não vale dizer que o bom ladrão se arrependeu e em atitude de contrição perfeita alcançou na cruz a promessa de ir ao paraíso no mesmo dia, recebendo assim, das mãos de Jesus, a salvação, caindo dos céus. Não esqueçamos do detalhe da cruz.

Ele estava pregado, passando por sofrimentos e não foi isentado de nada, ou seja, não lhe caiu do céu a salvação e sim a graça especialíssima da contrição perfeita. Então, como vemos, nada de nos exaltarmos e sim de nos humilharmos, de sermos os últimos e servir a todos, como nos ensinou Jesus. Eis um ensinamento muito sério e que eu, na minha simplicidade em viver e na minha conduta cristã que me leva a exercer o ministério da catequese, procuro exercer e nunca perder de vista. E de tempos em tempo recebo algumas recompensas em forma de reconhecimento. Sinal de que aquilo que faço, é para o bem comum dos irmãos, membros do corpo de Cristo. Além de ser um mandato de Cristo é obra de misericórdia. Trata-se do reconhecimento que vez por outra, algum catequisando ou crismando esboça em forma de suas simples e verdadeiras palavras.

Mais recentemente recebi mais alguns agradecimentos de pais e seus filhos por ocasião da entrega de mais uma turma da primeira comunhão. A maioria são reconhecimentos pessoais, mas, em tempos de tecnologia alguns se aventuram em deixar por escrito seus agradecimentos. Todos muito bem-vindos e todos me servem para lembrar que preciso me manter humilde. Transcrevo aqui um deles: [1/5 20:30] ‪+55 41 XXXX-XXXX‬: Catequista Jefferson muito obrigado pela carta que o senhor me deu eu queria agradecer pela experiência que eu tive e o aprendizado que eu tive eu agradeço muito mesmo saiba que você é um ótimo Catequista. Grande abraço [1/5 22:04] Jefferson Roger: Eu que agradeço Alberto por ter podido participar um pouquinho da sua vida nesses meses. Boa caminhada e sucesso. [1/5 22:05] ‪+55 41 XXXX-XXXX‬: Obrigado Catequista [1/5 22:06] ‪+55 41 XXXX-XXXX: Seus ensinamentos eu vou levar para minha vida inteira.

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Os maus exemplos 

fonte: Jefferson Roger

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segunda-feira, 1 de maio de 2017

Tempo para Tudo

Eclesiastes 3,1-8,17 – “Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo dos céus: tempo para nascer, e tempo para morrer; tempo para plantar, e tempo para arrancar o que foi plantado; tempo para matar, e tempo para sarar; tempo para demolir, e tempo para construir; tempo para chorar, e tempo para rir; tempo para gemer, e tempo para dançar; tempo para atirar pedras, e tempo para ajuntá-las; tempo para dar abraços, e tempo para apartar-se. Tempo para procurar, e tempo para perder; tempo para guardar, e tempo para jogar fora; tempo para rasgar, e tempo para costurar; tempo para calar, e tempo para falar; tempo para amar, e tempo para odiar; tempo para a guerra, e tempo para a paz. Deus julgará o justo e o ímpio, porque há tempo para todas as coisas e tempo para toda a obra.” Pois bem, caros leitores, nestas belas palavras do filho do Rei David, divinamente inspiradas e presentes no antigo testamento, percebemos a grande realidade da questão do tempo em nossas vidas. Bem sabemos e nem precisaríamos tocar nisso, de que temos vinte e quatro horas de tempo por dia, teoricamente. Fala-se teoricamente porque nunca sabemos quanto tempo Deus nos dá, quanto tempo ainda nos resta. Então sempre passamos da premisse palpável de que dispomos do tempo de um dia para podermos negociar no tempo que temos o que queremos fazer. Assim bem nos ensinou Jesus quando no disse em Mateus 6,34 que “Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado.” No entanto, é preciso vigilância e atenção no seguinte aspecto: já que não sabemos de quanto tempo temos, é preciso priorizarmos muito bem o que realmente nos importa. E mais uma vez, Jesus tem as palavras: Mateus 6,33 – “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo.” Estes são ensinamentos muito sérios e muito imprescindíveis na vida das pessoas. Tanto é que os pais precisam desde a mais tenra idade de seus filhos transmitirem os ensinamentos celestes tão necessários para a salvação das almas. Não há outra saída, não há outra maneira de chegar aos céus, não existe uma verdade que seja analgésica e não cobre um comprometimento com a cruz. O cristianismo nos concede a cruz, porque a dor é filha do amor. Certa vez Santa Faustina Kowalska impressionada com a grande vida de oração e práticas católicas que uma freira idosa do convento em que vivia praticava, motivada por tão tocante modo de agir com relação as coisas de Deus se dirigiu até sua irmã de convento e lhe transmitiu sua admiração pela vida que levava. Ao que a senhora lhe respondeu: “ninguém está dispensado da luta”. Assim precisamos ser com nossos filhos. Eles precisam aprender e entender que não importa o momento em que vivem, existe o tempo para tudo. Para estudar, para ajudar em casa, para dormir, para se comportar e prioritariamente para se dedicar às coisas do céu, as coisas que não passam, responsáveis por nos levarem ao paraíso.
Uma das maneiras de se fazer com que filhos aprendam sobre as coisas do céu é participando junto com eles das atividades religiosas e relacionadas com a religião. Rezar junto com os filhos, dar-lhes catequese em casa, ler com eles a bíblia, rezar o rosário, participar da santa missa juntos, comportar-se no dia a dia conforme lhes é ensinado em casa. Ser exemplo, não só falar, mas também fazer e juntos. Os pais não devem deixar a cargo da igreja o aprendizado do evangelho aos seus filhos. Este mandato foi dado por Deus, endossado por Jesus e confirmado pelos apóstolos: Deuteronômio 6,6-7, Marcos 16,15 e Efésios 6,4. Eu, catequista que sou a muitos anos, vez por outra nas atividades que exerço pelas paróquias que tenho passado e sobretudo mais recentemente, tenho envolvido a família nas atividades que faço cujo objetivo sempre é levar, como nos disse Jesus, a palavra de Deus a toda a criatura. Nas fotos deste artigo, se retrata o episódio em que eu minha filha mais velha Yasmin, estamos a apresentar um espetáculo de mímica para a turma da catequese da preparação próxima para a primeira comunhão. Apresentação essa que aconteceu no meio do último encontro e por conta disso o ensino não se limitou apenas a atividade cênica. Foram dias de leituras bíblicas para se entender o que se ia representar, ensaios para compreender o que se queria passar. O que era o certo, qual a mensagem nos exemplos interpretados. Um simples encontro que durou cerca de uma hora e trinta minutos gerou um total de muitos dias antes e depois do evento. Exatamente quando vamos a santa missa, quando ela termina o que aprendemos nesse dia devemos praticar durante toda a semana, esperando ansiosos a chegada da próxima páscoa semanal. Assim, pais e filhos envolvidos e como família, podem desfrutar do que o céu tem a nos ensinar em todos os momentos e todas as atividades do dia a dia. Artigos relacionados: Tempo é questão de prioridade A administração do tempo Os momentos mais importantes Estais preparados A incerteza da hora da morte fonte: Jefferson Roger
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