quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Encontrar-se com Jesus

Todo bom católico que recebeu os sacramentos da iniciação e uma catequese sabe e consegue compreender que seu encontro com Jesus atinge dois planos. O plano corporal e o plano espiritual. Todos sabem mas deixam para depois a questão do seu juízo, onde frente a frente com Jesus Misericordioso, mas também justo juiz, terão o encontro de suas vidas, que não irá se repetir e os frutos dele terão alcance infinito na existência de cada um. Pois bem, enquanto o derradeiro olhar de Jesus não nos alcança, revelando em nossa alma como Deus vê a gravidade de nossas ofensas contra ele através dos pecados, nós, que estamos deste lado da vida, vivendo uma realidade que pode tocar a matéria, podemos viver a cada dia um encontro com o Ressuscitado. De fato, se cremos nele e no seu evangelho, sabemos que em cada igreja, na capela do santíssimo existe um sacrário onde Jesus está ali. Quase sempre abandonado e sozinho, triste por ninguém recorrer a ele em primeiro lugar, só o procurando como último recurso, com uma lista de exigências em que as pessoas insistem de chamar de oração. Pode até ser, mas a oração é um diálogo com Deus e não um falar e ouvir de uma via.

Ademais também na santa missa, valiosíssima graça que recebemos de Deus podemos, além de aprender com ele, recebe-lo através da santa comunhão. Enfim, são graças e mais graças que estão aí, aos olhos e alcance de todos que queiram se aproximar e fazer essa experiência que muda vidas. Hoje, no dia em que publico este artigo pude me encontrar com ele logo pela manhã. Em meio aos afazeres do dia, no trabalho que exerço, me foi possível passar próximo a paróquia em que moro e por conta de um compromisso que assumi em fazer alguns reparos nos computadores da Igreja, resolvi dar uma paradinha para pegar alguns arquivos necessários para os consertos que estou a fazer em minha residência.

Mas isso não foi o que aconteceu embora tenha acontecido. Vamos esclarecer. Cheguei ao local, peguei a chave da Igreja com o secretário, abri a igreja e... sozinho, fui tomado de uma imensa paz. A Igreja que sempre encontro em atividade, com suas missas e celebrações, agora estava fechada por conta do horário. Entrei, olhei para os bancos, as paredes, contemplei num relance a via sacra e me dirigi até o sacrário, pude me persignar, me ajoelhar, beijar e conversar com Jesus. Não sei quanto tempo durou, também não era importante pois o importante era que eu estava ali. Parece que o tempo parou, o silêncio do local foi quebrado por minha voz que precisava conversar com ele. Agradecer muitas coisas, mas muitas coisas mesmo que eu, embora pecador, pecador e pecador, incapaz de ama-lo com um coração puro, recebo de Jesus um amor misericordioso que vai até as últimas consequências. Jesus me quer no céu muito mais do que eu mesmo, porque nem me esforço tanto o quanto deveria e por isso preciso de conversão constante.

Os minutos foram passando e eu não queria sair dali, vim com meu “pendrive” resgatar do computador alguns arquivos, mas quem me resgatou do mundo naquele momento e se fez ouvido para mim, me abençoando e me dando forças para seguir em frente foi Jesus. Os que me conhecem e que por ventura estão a ler este artigo, já sabem que eu abri o berreiro a chorar. Exatamente como Padre Pio, que não entendia como as pessoas não conseguiam se emocionar e derramar lágrimas perante essa grandeza imensurável que é a misericórdia de Jesus e seu amor por cada um de nós. Me despedi dele e fui falar com Nossa Senhora. Só depois fui tratar do assunto que me levou a Igreja. Mas, é assim que deve ser. “Buscai primeiro o Reino dos Céus e a sua justiça e tudo mais vos será acrescentado” – Mateus 6,33. Poderia eu ter feito uma genuflexão ao entrar e ao sair e me persignar, mas fui arrastado para um contato mais íntimo com o meu salvador. Fui até a Igreja porque me faltava alguns arquivos do computador, mas Deus me mostrou que eu saí de lá com muito mais do que isso. Amém!


fonte: Jefferson Roger
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O dinheiro no lugar de Deus

Caros leitores, transcrevo um resumo de uma matéria do R7 onde mostra claramente o que acontece com as pessoas quando elas não seguem os mandamentos de amor (Mateus 22,37-40) deixados por Jesus: “amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a ti mesmo”. Leiam a matéria aplicando um olhar sobrenatural e percebam o afastamento de Deus no coração de muitos (Jeremias 5,23) e a substituição com a idolatria ao dinheiro. Segue a matéria: “O Espírito Santo fez o dever de casa. O governador Paulo Hartung saneou o Estado. Equilibrou as contas públicas. É exemplo a ser seguido pelos outros Estados. No ano passado esse era o discurso dos jornalistas, dos economistas, dos experts. Silenciaram nos últimos dias. Silenciaram também 87 pessoas, assassinadas desde a última sexta-feira. A violência no Espírito Santo está diretamente ligada aos planos de austeridade impostos pelo governo estadual nos últimos anos. Como o crescimento da violência no Brasil - e do desemprego e do desespero - está diretamente ligada aos planos de austeridade impostos pelo governo federal desde 2014. Quando os arrochos nacional e local se somam, as vítimas se multiplicam.

O que os 10.300 policiais militares do Espírito Santo querem? É a PM com o mais baixo piso salarial do país, R$ 2460,00. A média do Brasil é R$ 3980,00. Eles não têm aumento há sete anos, e há três anos o governo estadual nem repõe as perdas da inflação. Os PMs também reivindicam a renovação da frota de veículos, a melhora das condições do hospital da polícia, e a compra de coletes à prova de bala, que estariam em falta. É fácil de argumentar que não devia existir Polícia Militar, só civil. Mas vamos deixar isso para lá no momento, e reconhecer que o que os PMs do Espírito Santo pedem não é muito. É muito pouco: salário mais próximo da média nacional e condições mínimas para fazer seu trabalho, que é bem perigoso. Em vez de negociar com a polícia militar, o governador pediu ao governo tropas do exército. Chegaram lá e tomaram tiros dos bandidos. Vitória segue paralisada, comércio e escolas fechadas, ônibus não circulam. Os turistas fogem das praias capixabas. Os corpos se acumulam no departamento médico legal, que não dá conta de tanta morte. A Polícia Civil está avaliando se adere à greve. E as esposas dos PMs seguem protestando nas portas dos quartéis. Qual a proposta concreta do governo do Espírito Santo para a PM? Nenhuma. A questão é que se o governador cede aos PMs, terá que ceder aos policiais civis. E depois ao resto do funcionalismo.

Nos últimos tempos ouvimos muito o argumento de que "o Brasil está quebrado" - o país, os estados, as cidades - o que exigiria medidas duras. "Herança Maldita" que exige cortar na carne, no osso. Nos salários, aposentadorias, direitos. Na verdade, a conta é outra. O Brasil não está quebrado. O que o Brasil não pode mais se permitir é ter 99% dos brasileiros pagando muitos impostos, e o 1% dos brasileiros mais ricos pagando quase nada de impostos. Nossos milionários pagam pouco imposto de renda como pessoa física, pagam pouco imposto de herança, e como pessoa jurídica pagam também pouquíssimo imposto. Além disso as grandes empresas têm toda espécie de benefícios do Tesouro Nacional. Empréstimos de pai para filho do BNDES e BB, dívidas perdoadas, "desonerações" etc. Ontem o Espírito Santo já contava 75 assassinatos, depois de três dias de greve da PM. Ontem o Itaú, o maior banco do Brasil, publicou o seu balanço. No ano de 2016, com a maior recessão que o país já viveu, o Itaú lucrou R$ 22 bilhões. Se esse lucro fosse taxado em 50%, ainda assim seria um belíssimo lucro. O que dá para fazer com R$ 11 bilhões? Escola, estrada, esgoto.

Ainda podemos botar na conta o tanto que se desvia na corrupção, que sabemos não é pouco. E o que se sonega, que sabemos que é muito. Segundo a Procuradoria da Fazenda Nacional, a sonegação de impostos no Brasil pode chegar a R$ 500 bilhões por ano. Para você comparar: o Bolsa-Família custa R$ 27 bilhões por ano. Na prática, os brasileiros pobres e da classe média sustentam as benesses dos brasileiros super ricos, a mamata dos sonegadores e a sujeira da corrupção. Então falta dinheiro para cobrir as necessidades básicas da população. Se a gente parar de sustentar os ricos, o Brasil equilibra as contas rápido. E se além disso os ricos passarem a pagar a sua parte, o Brasil rapidamente vai ser tornar... rico.

Vamos encarar a realidade: tem dinheiro de sobra para o Brasil ser um país melhor para todos. Esta é a única pauta que importa, a pauta que precisamos impôr a cada dia, e também a cada nova eleição. Basta cobrar mais imposto de quem pode pagar mais, o que nunca aconteceu. Bater forte na sonegação e nos sonegadores, o que nunca aconteceu. E bater forte na corrupção e nos corruptores, o que começou a acontecer - mas só começou e agora, pelo jeito, parou. Na prática, o que está sendo feito pelos nossos governantes, e apoiado pelos economistas, colunistas, especialistas, é o contrário do que precisa ser feito. O Espírito Santo de hoje é o Brasil de amanhã."

Rezemos caros leitores pedindo a intercessão de Maria Santíssima, mãe de Jesus e nossa mãe, Rainha e Padroeira de nosso país, para que Jesus nos conceda suas graças, força e paz para podermos passar pelas tribulações que acometem o Brasil atingindo tantas famílias e tantos lares.


fonte: adaptado do R7
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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Castidade, Obediência e Pobreza

Quando muitos ouvem falar estas palavras, mais precisamente se pronunciadas juntas, já remetem o seu entendimento ao voto religioso que uma pessoa consagrada faz ao entrar para uma determinada ordem. Tanto homens como mulheres assumem esse compromisso ao se entregarem a este estilo de vida celibatário e casto que é a vida de um religioso. Todavia, o que os católicos esquecem é que esta entrega feita através dos votos, para ingresso numa congregação, nada mais é do que uma entrega, vamos dizer assim, jurídica e, aqui vem o mistério da coisa porque também existe a entrega diária na prática, pedida a todos nós por Jesus.

Para os menos atentos é preciso esclarecermos muito bem uma coisa. Todos aqueles que são batizados, membros do corpo de Cristo e que recebem a economia da salvação através dos sacramentos da Igreja de Jesus e de seu evangelho, é convidado a fazer esta entrega. Vamos esclarecer. O voto de castidade que o cristão católico deve fazer consiste na fidelidade a Jesus. Sim, ser casto significa ser fiel a um apenas. Então ou se está com Jesus ou contra ele (Mateus 12,30). O voto de obediência consiste na obediência da sua palavra, seus mandamentos e seu evangelho (Deuteronômio 4,2 – Mateus 5,19). Consiste em assumir a condição de criaturas de Deus e viver segundo a sua vontade, assim como rezamos na oração que o próprio Cristo nos ensinou.

Já o voto de pobreza, confundido por muitos, consiste no desapego as coisas do mundo. Não se trata de adotar uma vida como os monges do deserto. Este estilo é uma atitude voluntária a mais. Trata-se de, estando no mundo, mas não sendo dele, usufruir do que Deus criou para nosso bem-estar sem colocar essa criação acima do criador. Também neste voto de pobreza encontramos o desapego pelas coisas materiais. Mais uma vez é preciso clareza. Este tipo de desapego não proíbe a bonança material, pelo contrário, ela evita que o espírito deixe de viver as coisas do espírito e passe a viver segundo as coisas da carne. Sobre isso a todos Jesus tratou de enfatizar quando disse em Mateus 5,2 – “Bem-aventurados os que têm um coração de pobre (pobres de espírito em algumas traduções), porque deles é o Reino dos céus!”.

Pois bem caro leitor, mais claro que as sagradas escrituras não pode haver. E este fato foi comprovado em inúmeros testemunho na vida dos santos. Quantos se entregaram heroicamente a estes três convites que Deus nos faz ao ponto de entregarem até suas vidas em martírio para não ofender, trair e desgostar aquele que nos criou por amor. Já na bíblia encontramos nos dois testamentos alguns exemplos de martírios e a lista dos que lavaram suas vestes no sangue do cordeiro aumenta a cada dia. Mesmo em tempos como os que vivemos hoje. Basta lembramos do estado islâmico que inutilmente se vê obrigado a decapitar cristãos que não deixam Jesus Cristo de lado por medo da morte e para abraçar a “religião” destes terroristas.

Pobres de nós, quando fraquejamos por simples tribulações e dificuldades na vida e como crianças que mal aprenderam a andar, caímos mui facilmente perante pequenas tentações. Vamos acordar. Sabemos que não é fácil, nunca foi para ninguém e nunca será porque a cruz de cada dia (Lucas 9,23) não é a exceção, é a regra. Se sabemos que não podemos sozinhos (João 15,5) é porque insistimos em tentar sem o Cristo em nossas vidas.


fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

O católico autossuficiente

Se há uma coisa que emperra a nossa vida espiritual, especialmente em tempos de Internet, é a ilusão da autossuficiência. As Escrituras ilustram o seu perigo quando dizem que " Deus resiste aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes – Tiago 4,6". A oração cristã por excelência que encontramos no evangelho de Lucas 18,9-14: "Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!", dizemos a respeito dela possuir excelência por constituir, ao mesmo tempo, "uma confissão do pecado e uma oração por misericórdia", coisa que absolutamente todos os membros da Igreja são chamados a repetir. Mesmo estando na glória do Céu, é justamente o fato de terem sido alcançados pela misericórdia de Deus o que os santos cantam dia e noite, como comprova o Apocalipse: "Foste imolado e resgataste para Deus, ao preço do teu sangue homens de toda tribo, língua, povo e raça – Apocalipse 5,9".

E, estando na glória dos céus, a falar então dos santos, sobre isso reflete o Cardeal Newman: “O que é para os santos que estão nos Céus tema de gratidão sem fim é, enquanto estão no mundo, o motivo da sua humilhação perpétua.” Qualquer que seja o seu avanço na vida espiritual, nunca deixam de se ajoelhar, nunca deixam de bater no peito, como se o pecado lhes fosse estranho enquanto estavam na carne. E mais ainda, mesmo o mais favorecido da gloriosa companhia a quem Jesus lavou em seu Sangue; eles nunca se esqueceram do que eram por nascimento; confessam, todos juntos, que são filhos de Adão, e da mesma natureza dos seus irmãos, cercados de enfermidades na carne, qualquer que seja a graça concedida a eles e seu aperfeiçoamento. Alguns podem se voltar para eles, mas eles sempre se voltam para Deus; alguns podem falar dos seus méritos, mas eles só falam dos seus defeitos. O jovem sem mácula, o maduro de idade avançada, o que pecou menos, o que se arrependeu mais, o semblante jovem e inocente e os cabelos grisalhos se unem numa mesma ladainha: 'Ó Deus, tende piedade de mim, que sou pecador!'...”

E assim percebemos que a humildade não é uma máscara que os santos colocam para disfarçar o que realmente são. Muito ao contrário, como ensinava Santa Teresa d'Ávila às suas irmãs, ser humilde é "andar na verdade": em primeiro lugar, a verdade de que somos criaturas e só por isso já nos encontramos infinitamente distantes de Deus, como diz o salmista: "Diante da vossa presença, não é justo nenhum dos viventes – Salmos 142,2"; em segundo lugar, a verdade de que somos pecadores — "todos pecaram e estão privados da glória de Deus – Romanos 3,23" — e, com as nossas faltas, só o que fazemos é aumentar ainda mais o abismo que nos separa do Criador.

A verdade é que não alcançaremos a santidade enquanto continuarmos sentados em frente a um computador, vivendo um catolicismo cômodo de Facebook; enquanto continuarmos comprando livros e mais livros para a nossa biblioteca, na ilusão de sermos salvos pela "alta cultura"; enquanto acharmos que tudo ficará bem quando o mundo for simplesmente conservador. Não foi para fundar um grupo nas redes sociais, uma sociedade literária ou uma agremiação política que Cristo veio a este mundo. Continua sendo necessário entrarmos na Igreja, e nela perseverarmos, para alcançarmos a salvação. E concluo, com as acertadas palavras do Cardeal Newman: “As nossas realizações seculares não nos valerão de nada se não se subordinarem à religião. O conhecimento do Sol, da Lua e das estrelas, da Terra e de seus três reinos, dos clássicos ou da História, nada disso nos levará para o Céu. Podemos dar 'graças a Deus' porque não somos como os analfabetos e os estúpidos; mas aqueles a quem desprezamos, se tudo o que souberem for pedir a misericórdia dEle, então sabem o que se deve saber para obter o Céu, muito mais do que todas as nossas letras e toda a nossa ciência."


fonte: adaptado de padrepauloricardo.org
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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Estais Preparados

Em Mateus 24,44 e Lucas 12,40 encontramos o ensinamento de Jesus para “estarmos preparados” porque ele nos diz que não sabemos a que hora ele virá. Aqui o ensino que deve ser absorvido é, inicialmente, particular. Como Jesus nos ensinou que só Deus sabe o dia e a hora do juízo final, a questão de nossa passagem para a próxima etapa de nossas vidas consiste num acontecimento marcado pela transformadora morte que inevitavelmente irá, ou nos pegar preparados ou nos pegar despreparados. Em cima disso trabalha incansavelmente o diabo. De forma bastante sutil ele investe nas pessoas com a tentação do amanhã. Instigando cada um a deixar suas obrigações acéticas religiosas para amanhã e enquanto isso ocupar-se com as propostas do mundo. Putz, morri, acabou o meu tempo, deixei de fazer o necessário para salvar a minha alma e ao contrário não ajuntei meus tesouros onde a traça e o ladrão não destroem (Lucas 12,33). Já pensou caro leitor, sair uma frase dessas de nossa boca quando estivermos sendo levados à presença de Jesus, mortinhos da silva? Que dureza hein, pararmos na sua frente e recebermos dele um olhar que primeiramente é de tristeza, sim, porque tantos navios passaram em nossa frente enquanto estávamos ilhados em nossas vidas sem pedir ajuda e não os enxergamos. Em segundo lugar, um olhar misericordioso, porque como católicos, não podemos deixar de acreditar que Jesus, aquele a quem Deus confiou todos os filhos porque não quer que nenhum se perca, não derrame sobre nós a sua verdade e sua misericórdia libertadora e salvadora. Porém, eis que seu olhar, em terceiro lugar, e acreditamos nisso porque em todas as missas dominicais assim rezamos, será um olhar do justo juiz, que está sentado a direita do pai donde a de vir à julgar os vivos e os mortos. Podemos fazer uma analogia com um aluno que será submetido a uma prova oral. O aluno se preparou recebendo as aulas, as matérias, teve tempo para recorrer ao seu professor e tirar todas as dúvidas, pode pedir auxílio aos seus amigos, familiares, pessoas mais próximas. Pode ainda por conta própria ir atrás de mais informações para melhor compreender seu aprendizado e pode dentro desse tempo que lhe coube, estar preparado para qualquer arguição surpresa que seu mestre pudesse anunciar. Pois em tempos antigos era assim, não se avisava quando iria ter avaliação, o aluno precisava estar sempre pronto para uma eventual prova, fosse ela escrita ou oral. Mas, o aluno levado, aquele que em pouco tempo se juntava em amizades nada produtivas e com direções diferentes que a sua, esse se via em maus lençóis quando o inesperado compromisso da avaliação batia a sua porta. O católico não pode ser assim. A mala sempre deve estar pronta para a viagem de ida rumo à pátria celeste. Diante de Jesus no dia do juízo não será possível pedir alguma prorrogação de prazo ou alguma chance extra. Neste dia nos cabe prestar contas e ouvir a sentença que justamente iremos receber. No cotidiano da vida estamos sempre a nos prepararmos para muitas coisas. Para irmos bem na prova nos preparamos, para passarmos num concurso nos preparamos, para nos encontrarmos com a namorada ou namorado nos preparamos, para irmos ao trabalho nos preparamos, para viajar de férias nos preparamos e por aí vai. Jesus quando nos disse para buscarmos primeiro o reino de Deus e a sua justiça, dizia nas entrelinhas e de forma direta, para bom entendedor, que era preciso nos prepararmos. Não houve rodeios, não sabemos quanto tempo temos então o que importa é o que fazemos com o tempo que nos é dado. Ou ouvimos o mundo ou ouvimos Jesus, temos uma decisão. Estamos com Jesus ou nos tornamos inimigos de Deus se nos tornarmos amigos do mundo – Tiago 4,4. Artigo relacionado: A incerteza da hora da morte fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

É preciso ser exemplo e testemunhar com a vida

Efésios 5,2 – “Progredi na caridade, segundo o exemplo de Cristo, que nos amou e por nós se entregou a Deus como oferenda e sacrifício de agradável odor.” Filipenses 3,17 – “Irmãos, sede meus imitadores, e olhai atentamente para os que vivem segundo o exemplo que nós vos damos.” 1ª Pedro 1,15-16 – “A exemplo da santidade daquele que vos chamou, sede também vós santos em todas as vossas ações, pois está escrito: Sede santos, porque eu sou santo (Levítico 11,44).” Eis aí caros leitores, alguns poucos trechos bíblicos que nos recordam que aquele que é o caminho, a verdade e a vida (João 14,6) precisa ser imitado (1ª Coríntios 11,1) e esta imitação precisa acontecer em todas as áreas de nossa existência. Afinal qual a dimensão de nossa fé? Talvez não saibamos mas uma coisa precisa ficar clara: ela não pode ser uma fé percentual. Pois assim deixamos, numa tendência ensinada pela catequese do mundo, de nos esforçarmos naquilo que mais exige de nós um compromisso cristão. Para muitos católicos não é esforço nenhum ir a um barzinho e passar despercebidas duas ou três horas confraternizando com seus amigos; mas, participar de uma santa missa na vigília pascal, que também tem uma duração similar, já é algo a se pensar. Pois bem, a questão do exemplo, do ser exemplo e de se dar o exemplo não poderia ficar de fora das investidas do inimigo cruel da humanidade. Satanás deixa claro que os bons exemplos cultivados pelo mundo consistem naquilo que todo mundo faz, tornando o comum uma coisa certa. Nada disso, nem tudo que é comum é certo. Até fora da religião isso é patente. Entretanto o cenário está aí, postos aos olhos de todos. Sobretudo aos olhos de Deus, aquele que vê no oculto e que nos recompensará segundo nossas obras (Mateus 6,6 – Apocalipse 22,12). A cada um, no mínimo Deus espera de nós o máximo de esforço. E este máximo esforço precisa, como já dito linhas acima, permear todos os campos de nossa vida, corporais e espirituais. Sempre alguém precisa ser exemplo, precisa evangelizar com exemplos, precisa se espelhar em exemplos que possuem a origem divina, que é o Cristo. Ora, infelizmente, também existe a recompensa para os maus exemplos. Vamos apenas a um exemplo bíblico? Acompanhemos: Eclesiástico 19,3 – “Aquele que se une às prostitutas é um homem de nenhuma valia; tornar-se-á pasto da podridão e dos vermes; ficará sendo um grande exemplo, e sua alma será suprimida do número dos vivos.” Como disse, é apenas um exemplo entre tantos e este em particular nos mostra que a derrocada da pessoa atinge a sua natureza completa, corpo e alma, já que a realidade do pecado, que é espiritual, recebe maior ou menor contribuição do corpo. Enfim, em nossa existência como humanidade e membros do corpo de Cristo que é a sua igreja (1ª Coríntios 12 – Efésios 5) somos convidados a dar exemplo, ser exemplo e seguir exemplos. Exemplos do Cristo, exemplos dos apóstolos como vimos em Filipenses e exemplos das pessoas que conhecemos e que nos identificamos com o caminho que elas estão seguindo, pois percebemos que é o caminho do evangelho. Portanto, é preciso de nossa parte, para que nos sintamos agraciados e para que sempre agradeçamos a Deus por estarmos cumprindo, dentro do nosso esforço católico, um bom papel como cristãos batizados, como pais, irmãos, amigos e como aquele que precisa ser para o próximo sal e luz, pedirmos a graça de sermos bons exemplos, com aquilo que fazemos e falamos, procurando acertar e ensinando a se levantar em cada queda, através dos sacramentos. Assim nos enxergam as filhas e filhos, assim enxergam esposas e maridos, assim enxergam as pessoas que convivem conosco em maior ou menor grau, como a autora da lembrança da foto, carinhosamente feita por uma católica chamada Karuê, seguidora deste site, grande pessoa que também procura viver o caminho da porta estreita levando aos outros os seus exemplos. Sejamos assim, unidos ao Ressuscitado como membros do seu corpo e “membros uns dos outros – Efésios 4,25”. Artigo relacionado: Os maus exemplos fonte: Jefferson Roger
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Ou santos ou nada

É preciso servirmos ao Senhor nosso Deus, em santidade e justiça, em sua presença, todos os dias de nossa vida, assim encontramos escrito no evangelho de São Lucas 1,74-75. Portanto, para que isso ocorra de fato é preciso sem cessar renovar o sentimento de nossa alma e nos revestir do homem novo, criado a imagem de Deus – Efésios 4,23-24, pois sem esta santidade da qual falamos, ninguém poderá ver o Senhor – Hebreus 12,14. Uma santidade almejada que tem como termo final a vida eterna na glória dos céus – Romanos 6,22 e por isso, devemos trabalhar para conquista-la fazendo nossa parte dentro do projeto de amor que Deus tem para cada um de nós. Como diz o apóstolo: “ponde agora os vossos membros a serviço da justiça para chegar à santidade – Romanos 6,19.” Para chegarmos a uma santidade, que na verdade é o mesmo que encontrarmos a alegria. Assim nos esclarece as sagradas escrituras no livro do Eclesiástico 30,22-25 – “Não entregues tua alma à tristeza, não atormentes a ti mesmo em teus pensamentos. A alegria do coração é a vida do homem, e um inesgotável tesouro de santidade. A alegria do homem torna mais longa a sua vida. Tem compaixão de tua alma, torna-te agradável a Deus, e sê firme; concentra teu coração na santidade, e afasta a tristeza para longe de ti, pois a tristeza matou a muitos, e não há nela utilidade alguma.” Eis a nossa vocação, nossa finalidade. Quem a realiza em sua existência é uma bênção para si e para os outros e vence as fantasias que muitas vezes são males que nos estragam e nos fazem pensar que algo é mais difícil do que realmente é. Deus quando nos criou, já tinha o seu plano traçado de antemão. Não nos criou primeiro e depois cruzou os braços, coçou a cabeça e colocou a mão no queixo para pensar: “e agora o que faço com o homem?” – Nada disso, já nos criou em vista de suas boas obras e para que cada um investisse sua vida nelas. Porque? Já sabemos, por causa da vida eterna! E esta é a beleza da coisa porque belo não é fazer nossa vontade e sim a vontade de Deus. Sem Jesus nada podemos fazer – João 15,5. Por isso precisamos tomar o seu “jugo”. Precisamos nos emparelhar com Ele. Imaginemos um touro muito forte emparelhado conosco: juntos vamos arrastar muito peso! Estejamos no “jugo” de Jesus e tudo será leve. Para realizarmos o sentido de nossa vida, precisamos, constantemente, renovar os sentimentos da nossa alma (Efésios 4,23) e assumirmos: Ou santos ou nada! Eu quero ser santo, eu só posso ser santo, pois quem não é santo acaba sendo nada. Eu preciso pedir a Deus a graça de querer “querer”. Deus não nos oferece mudanças simplistas. Ele quer nos mudar, quer fazer de nós pessoas cheias de Seu Espírito. Nossa reação, diante das situações da vida, farão de nós pessoas novas ou não, homens novos, nascidos do Espírito Santo (João 3). Onde há vontade, existe um caminho. Deus espera nossa decisão. Na hora em que nos decidirmos, o Senhor nos dará a graça. As obras de Deus não se fazem pela força nem pelo poder, mas pelo Espírito Santo. Deus, que é trino, santíssima trindade não quer uma multidão de filhos infiéis e inúteis (Eclesiástico 15,22), quer de santos e como, embora misericordioso também é justo, não nos apresentaria um preço a pagar acima de nossas capacidades. Quem acha que não consegue fazer alguma coisa em prol de sua santidade para alcançar a vida eterna é porque está tentando fazer sozinho, sem a comunhão dos santos, sem a ajuda dos anjos, sem o auxílio da Virgem Santíssima e principalmente sem o preciosíssimo cuidado de Jesus. Deus nos quer no céu e sempre demonstra que não está de braços cruzados nos esperando, nós é que muitas vezes cruzamos os nossos, batemos o pé e ficamos esperando que, sem fazermos nossa parte, seremos admitidos na glória. Artigo relacionado: Sermos Santos fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Maria, intercessora sublime

Ela, como Rainha do Céu e Mãe da Igreja está sempre presente em nossas vidas, inclusive no momento da renovação do Sacrifício do Calvário, sempre de modo especial. Ninguém acompanhou Nosso Senhor como ela, nenhum dos apóstolos, absolutamente ninguém, desde a concepção até a morte pavorosa. Por isso mesmo, muitos católicos pedem a ela que os acompanhe o tempo todo, durante toda a vida e até na Celebração da Santa Missa. Mas esse carinho filial para com a Mãe de Deus não muda o fato de que toda a Celebração da santa Missa é feita "por Cristo, com Cristo e em Cristo", dirigida a Deus Pai, em Comunhão com o Espírito Santo. Sim, podemos rogar pela presença de Maria a todo instante, mas o católico que não concentra todas as suas atenções em Nosso Senhor Jesus Cristo durante o sublime momento da Comunhão está perdido; precisa de ajuda urgente! É mais do que evidente que não é a Maria que adoramos e nem é a ela que suplicamos pela salvação das nossas almas. Cremos que ela intercede, mas sabemos que é sempre Cristo Quem concede. Não é o corpo dela que oferecemos a Deus e nem é a ela que pedimos perdão. Também não é do corpo de Maria que somos membros, mas do de Cristo, o nosso (como gostam de dizer os protestantes) "único e suficiente Salvador". Citamos a Missa porque, como já foi dito (leia no artigo abaixo relacionado a reflexão sobre a santa missa) e é patente, trata-se do culto cristão católico por excelência. Todavia, indo além, veremos que todos os atos realizados, de modo geral, no culto católico, possuem apenas um único fundamento: adorar e bendizer o Nome santo de Deus. Maria, por vontade do mesmo Deus, tem uma participação ativa importantíssima em todo o culto divino. Cremos que os santos do Céu rezam conosco, e também os anjos de Deus. Assim, Maria está presente, como poderosa intercessora, e cremos que sua presença é um auxílio excelente. Ainda assim, mesmo nas solenidades de exaltação da Virgem santíssima, todas as orações, ainda que em reverência e homenagem a ela, são, no fundo, sempre dirigidas a Deus. O papa Francisco, em sua visita ao Brasil, rezou assim diante da imagem de Nossa Senhora Aparecida: "Mãe Aparecida, assim como vós, um dia, também eu me sinto hoje diante do vosso e meu Deus, que nos propõe para a vida uma missão...". Por maior que seja a santidade de Maria, e por mais agraciada, assim como nós ela serve a Deus. Quando Nossa Senhora das Graças apareceu a Sta. Catarina Laboré, diante do Altar da capela à Rue du Bac, a santa viu a Mãe de Cristo, toda gloriosa, humildemente ajoelhar-se diante do Santíssimo, assim como nós fazemos (e ainda que tantos de nós, miseráveis pecadores, não o façamos!). Num Mistério de proporções incompreensíveis, o Cristo, seu Filho, que um dia lhe foi submisso, é ao mesmo tempo seu Pai e Senhor. Artigo relacionado: Será que os católicos adoram Maria? fonte: adaptado de ofielcatolico
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Será que os católicos adoram Maria Santíssima?

Os evangélicos acusam os católicos de adorar Maria Santíssima, os católicos dizem que não. Qual a diferença? O católico ajoelha na frente da estátua de Maria, pede pra ela, diz pra ela todos os louvores que na Bíblia se diz que pertencem somente a Deus e que Deus não divide a sua glória com ninguém, conforme vemos em Isaías 42,8. Como é que fica? Caros leitores, vamos com calma, o Catecismo da Igreja Católica nos ensina que “a idolatria não diz respeito apenas aos falsos cultos do paganismo. Continua a ser uma tentação constante para a fé. Ela consiste em divinizar o que não é Deus. Há idolatria desde o momento em que o homem honra e reverencia uma criatura em lugar de Deus.”

A Santíssima Virgem é, com razão, venerada pelos cristãos com culto especial, de um modo ou de outro, desde que existiu Igreja, e não haveria como ser diferente. Tanto é assim que a Igreja distingue três tipos de culto: o de latria, que significa adoração; o de dulia, que quer dizer honra, veneração; o de hiperdulia, que significa acima, mais alto. Todas, de origem grega.

O culto latria (adoração) é prestado única e exclusivamente a Deus. Só Deus pode ser adorado e só Cristo –, Deus feito homem –, é nosso Salvador. O próprio Cristo disse, reafirmando o Mandamento divino imutável, de forma categórica: “Adorarás o Senhor teu Deus e somente a Ele servirás” (Mateus 4, 10).

O culto de dulia é de honra e de veneração, semelhante ao respeito e reverência que, também por Mandamento divino, temos de prestar a nossos pais terrenos. É este o culto que prestamos aos santos e anjos do Céu.

O culto chamado hiperdulia, prestado exclusivamente à Virgem Maria, é também um culto de honra e de veneração, idêntico ao que prestamos aos santos e santos anjos, porém tem um caráter especial, destacado, mais elevado, pela dignidade incomparável da santíssima Virgem, de quem o Senhor tomou sua carne. Sobre ela, já falamos muito por aqui.

Sendo assim, há diferença entre o culto prestado a Deus e aquele prestado à Maria santíssima? Claro e evidente que sim. É necessário dizer que o culto de hiperdulia, que pode ser corretamente traduzido por "grande veneração", não se equipara absolutamente ao culto de adoração. Se houver dúvida sobre isto, basta observar a essência do principal e maior ato de adoração da Igreja Católica: a santa Missa.

O Centro e Auge da Missa não é Maria, e sim Jesus Cristo. Já a Procissão de entrada é realizada com a Cruz de Cristo à frente (e não alguma imagem de Maria). Depois, temos o Ato Penitencial, que é o momento em que a assembleia reunida suplica perdão a Deus-Trindade (e não a Maria). A seguir, no Glória, não é Maria a ser glorificada, mas o mesmo Deus Criador e Salvador. A Liturgia da Palavra também não é a récita do saltério ou de algum louvor mariano, e sim as leituras do Velho e do Novo Testamento, culminando com o Evangelho de Nosso Senhor, precedido de um Salmo de louvor ou ação de graças a Deus (não a Maria). Durante a santa Missa, como parte do rito, é obrigatória a oração do Pai-Nosso, porque ensinada pelo Cristo, mas não se reza a Ave-Maria (a não ser, facultativamente, ao final da missa). Antes da Comunhão, reza-se o Cordeiro de Deus, e então vem a Consagração do Pão do Céu, a própria Eucaristia, que para a nossa fé é "o Centro da vida da Igreja" (CIC 1343): este, que é o momento máximo da Missa e da vida de piedade e devoção do cristão, é um momento de adoração ao Senhor, e somente a Ele. Por fim, na benção apostólica que conclui os ritos, roga o sacerdote: "O Senhor esteja convosco!" (O Senhor, e não Maria) e a seguir: "Abençoe-vos o Deus todo-poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo", com a seguinte conclusão: "Ide em paz e que o Senhor sempre vos acompanhe!".


fonte: adaptado de ofielcatolico
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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

É possível tirar férias de tudo?

Normalmente a cultura do mundo rotula a questão das férias do trabalho como uma oportunidade de viagem, descanso prolongado e desligamento, pelo menos é o que se sugere, das obrigações e local de labuta, local do ganha pão, sustento para as famílias. No entanto, como qualquer um bem pode exemplificar, de certas coisas não podemos tirar férias. E podemos ainda afirmar que nunca poderemos. Se pensarmos com calma iremos perceber que podemos montar uma lista muito grande. De fato, seja no campo do corpo ou no campo da alma, nem tudo podemos deixar de lado. Se a pessoa tirar trinta dias de férias, ela com certeza não irá ficar trinta dias sem se alimentar. Muitos podem pensar que é até ridículo pensar assim, porque afinal, o saco vazio não para em pé, já diz o ditado popular. Se podemos concordar caro leitor nesta linha de raciocínio é porque entendemos que algumas coisas são essenciais para a vida e não podem ser deixadas de lado, jamais, sob pena de uma catástrofe das boas em nosso corpo humano. Mas, eis aí o detalhe que o mundo insiste em esconder, mesmo que com uma peneira, aos olhos embotados da humanidade, perante suas ofertas terrenas. Nós, que somos um composto de corpo e alma temos este princípio aplicado para o conjunto. Ora, o pecado é uma realidade espiritual, mas o corpo contribui em menor ou maior grau de participação. Desta forma, também existe aquilo que é essencial para a alma; vamos lembrar, somos corpo e alma, que após a vinda gloriosa de Cristo e seu julgamento no dia do juízo, irá transformar nosso corpo num corpo glorioso, se nossa recompensa for a coroa da vida eterna. Ou irá, conforme nos relatam os evangelhos, atirar-nos no inferno, local da segunda morte, a morte do corpo e da alma. Pois bem, a reflexão, seguindo deste ponto é muito útil para voltarmos o olhar, que a propósito deveria ser um olhar sobrenatural em nossas vidas, para dentro do nosso cotidiano. Será que quando as coisas vão bem, nosso fervor é o mesmo de quando as coisas vão mal? Vale lembrar que a oração vale mais na tribulação do que na consolação. Não podemos tirar férias dela, da oração, durante a semana e domingo irmos a santa missa e rezarmos o pai-nosso. Se Jesus disse vigiai e orai sem cessar, pra todos o sem cessar diz tudo. Nada de férias. Se quero uma graça corro a me ajoelhar na frente do santíssimo, até conseguir. Se recebo a graça, me lembro de correr ao santíssimo para agradecer a graça? Os dez leprosos foram curados por Jesus, mas só um retornou para agradecer e Jesus perguntou onde estavam os outros nove. Que nós não sejamos como os nove leprosos, que após recebermos uma graça, fiquemos achando que Jesus, fez sua obrigação. Nada disso, não deve o salvador e redentor da humanidade ser tratado como alguém que nos deve uma cura, um favor, um presente, ou um empurrãozinho em alguma situação que desejamos benefício próprio. Esse desejo e comportamento passa muito longe da túnica que o católico precisa alvejar no sangue do cordeiro. Se existe alguma coisa que devemos tirar férias e não só de trinta dias, mas uma verdadeira licença sem vencimento, são nossas más ações e atitudes e de tudo aquilo que nos afasta do caminho da porta estreita. O processo de conversão, que deve ser diário não admite espaço para férias. Artigo relacionado: Aproveitamos os feriados? fonte: Jefferson Roger
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sábado, 28 de janeiro de 2017

Catequista não tira férias

Os dons e o chamado de Deus são irrevogáveis, assim encontramos o ensinamento nas sagradas escrituras quando lemos a carta aos Romanos 11,29. E não há nada de especial aqui ou de novidade para o cristão que pretende seguir o evangelho deixado por Jesus e todos os seus ensinamentos. Quando ele mesmo nos ensina que é preciso carregar a cruz dia após dia e pregar o evangelho a toda a criatura e ainda vigiai e orai para não cairdes em tentação, em poucas palavras de nós, no mínimo ele espera o máximo de nosso esforço. Afinal, Jesus diz para aprendermos com ele que é manso e humilde de coração, mas que também nos mostrou que é preciso arregaçar as mangas e labutar. Tanto é verdade esse seu exemplo deixado que nos quatro evangelhos dá para se contar nos dedos quando Jesus estava, podemos dizer, em momentos de lazer. Em contrapartida o que mais se vê é sua incansável caminhada por todas as regiões próximas de onde ele vivia para pregar a boa nova do reino. E foi Jesus mesmo quem nos contou essa verdade (Lucas 4,43). Desta forma, feito esta pequena reflexão sobre a realidade do católico, entramos por aqui na questão do chamado vocacional, que como já vimos na carta aos Romanos é um dom irrevogável e que deve ser levado a sério, cultivado e regado todos os dias como uma plantinha. Alguém conhece uma plantinha de vaso que se não cuidarmos continua a florescer e criar lindas e viçosas folhas? Eu não conheço. Pensem numa violeta, caros leitores, só para fins análogos. Se não se dedicar ela não floresce. Quem já teve ou tem sabe do que falo. Pois bem, assim são nossos dons. Não podem ficar no armário ou na estante juntando poeira. Isso traduzindo para nossa realidade espiritual significa cruzar os braços, igual os apóstolos fizeram entre a Ascensão de Jesus e o dia de Pentecostes. Ficaram escondidos com medo. Se não se lembra basta dar uma olhadinha em atos dos Apóstolos para reavivar a memória. Não deve ser assim, se todo o fiel batizado e crismado tem um compromisso como membro do corpo de Cristo que é a sua igreja, falemos então da figura do catequista. Chamado a estar nas primeiras fileiras da evangelização das pessoas que estão chegando à esta igreja e para aquelas que já estão nela. O catequista é uma pessoa que não tira férias. O período da catequese tem sim, algumas paradas, mas o catequista precisa continuar a sua tarefa de aprofundamento religioso, sempre mantendo uma grande intimidade com suas práticas religiosas. Alguém deixa de escovar o dente ou de tomar banho? Tira férias dessas atividades? Com certeza não e porque então, com as questões espirituais muitos relaxam em seus cuidados? Somos um composto de corpo e alma, o cuidado precisa existir para ambos. O mundo com sua catequese se renova e sempre busca meios de promover seus prazeres terrenos que no final das contas abrem possibilidades para que muitos desistam da subida para a pátria celeste. O catequista não pode relaxar, não pode fraquejar e deve ter sempre em mente este porquê – 1ª Pedro 3,15. Porque é preciso ser catequista, porque é preciso conhecer bem a religião que pratica. Dentro e fora do ambiente catequético, a evangelização continua. Nas orações, nas leituras, nas meditações e reflexões, nos rosários e nos exemplos, fora e dentro de casa. É preciso sentir-se “catequista”, assumir o chamado, as responsabilidades e a confiança que Deus colocou sobre si. Receio da missão? Recorra aos Corações Santíssimos de Jesus e de Maria, nossos primeiros catequistas. Artigo relacionado: Como o profeta Jonas A catequese em 5D fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

A importância das obras

E disse Jesus: João 14,10-12 – “Não credes que estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que vos digo não as digo de mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, é que realiza as suas próprias obras. Crede-me: estou no Pai, e o Pai em mim. Crede-o ao menos por causa destas obras. Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas.” E ainda disse: Mateus 5,16 – “brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus.” Tudo isso porque Jesus disse que: “o Filho do Homem [Jesus] há de vir na glória de seu Pai com seus anjos, e então recompensará a cada um segundo suas obras.” E o próprio Cristo nos confirma no livro do Apocalipse 22,12 – “Eis que venho em breve, e a minha recompensa está comigo, para dar a cada um conforme as suas obras.” Pois bem caros leitores, o “recado” dado por Jesus não acontece com meias palavras. Ele que além de ensinar, como vimos no trecho do evangelho de João, pratica as boas obras para nos servir de exemplo, deixa bem claro que obras e sobreduto boas obras são o que de indispensável precisamos apresentar no dia de nosso juízo. Esse negócio de que basta a fé para sermos salvos, quesito muito defendido pelas religiões da reforma é claramente derrubado pelo nosso salvador em tantas partes bíblicas, como por exemplo, no trecho destacado em Apocalipse 22,12. Seguindo ainda pela questão dualista e embatente entre obras e fé, onde se gasta tempo defendo obras para se salvar ou fé apenas para se salvar, um erro aqui, cometido pelos reformadores religiosos é muito comum, e podemos até dizer meio infantil. O dom da fé, que nos foi concedido por Deus, para termos a certeza a respeito daquilo que não se vê, serve para agirmos porque acreditamos (obras). É preciso acreditar sem ver. Foi o próprio Jesus que nos disse que não será dado outro sinal, haja vista que nos foi dado em seu lugar a fé. No entanto, somente acreditar, de nada adianta, como nos recorda São Paulo. Ora, que Deus existe e Jesus fez tudo que fez até o diabo acredita e como sabemos por seus exemplos e atitudes, em sua existência a fé não serviu para nada. Esse é um dos grandes ensinamentos bíblicos que nos mostram que apenas a fé não consegue, se não for nutrida pelo amor que Jesus espera de nós (João 13,34), e como já vimos linhas acima, pelas boas obras, que não são obras egoístas, nos colocar no paraíso. A fé em tudo que aconteceu biblicamente relatado, se não nos levar a agir em conformidade com a cruz que recebemos do ressuscitado será como nos ensina São Tiago, uma fé morta (Tiago 2,17 e 26). Como vimos caros leitores aquilo que fazemos (obras), se más, boas ou ainda se não as fazemos podendo terem sido feitas (boas obras) ou deixado de fazê-las, isto é o que irá ser prestado contas. E Jesus esclarece mais ainda quando diz que nem todo aquele que diz Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus (Mateus 7,21), explicando como acontecerá a sentença dos que acham que as coisas não acontecerão como Jesus nos ensina (Mateus 25,31-46). Dada a importância do que fazemos, tão alertada por aquele que morreu na cruz pelos nossos pecados, para nos remir da dívida e nos conceder a salvação para os que acolherem o seu evangelho e a sua cruz de cada dia (Lucas 9,23), porque cada um não leva a sério o que se está a fazer hoje, o que deveria estar fazendo desde ontem e que não devia ter deixado para amanhã? Reflitamos o quanto antes porque quando acabar nosso prazo começa a nossa eternidade. E como diz Jesus: “a minha recompensa está comigo, para dar a cada um conforme as suas obras (Apocalipse 22,12)”. Artigo relacionado: Uma fé morta fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

A graça frente ao pecado

Uma das seis formas de pecado contra o Espírito Santo, segundo os ensinamentos de São Tomás de Aquino é o pecado do desespero. No que consiste este pecado; o sujeito acredita que seu pecado é tão grande, que nem Deus é capaz de perdoa-lo. Parece até um absurdo aos olhos do bom cristão mas realmente é isso que as pessoas pensam, quando chegando ao ponto do desespero, concluem que seu pecado é maior que a misericórdia divina. Agindo assim, tomadas pelo desânimo e falta de coragem para levantar de sua queda promovida pelo pecado, rotulam a santíssima trindade de mentirosa e desistem da difícil caminhada que nos leva para a porta estreita. Neste pecado de desespero, que podemos comprovar um exemplo dele na bíblia, quando o discípulo traidor Judas Escariotes, arrepende-se de entregar Jesus e tenta devolver as trinta moedas, embora o mal não pudesse ser desfeito, vendo seu intento ir por água abaixo entra em desespero e se mata; então tomado por este sentimento de derrota por antecipação, a pessoa não recorre mais a Deus. Por medo, por vergonha, por falta de coragem, por não conseguir sentir dentro de si o verdadeiro arrependimento, por achar que vai cair de novo no erro, por achar que Deus é infinita misericórdia e que vai lhe perdoar mesmo que eu não peça perdão, por achar que Deus quer todos no céu e, portanto vai me santificar e me colocar lá e assim, tantas outras formas de pensar. Muitas pessoas agem, no entanto com uma atitude um pouco mais perigosa. Ficam a duvidar da graça, pois percebem que sempre estão a pecar. Grande erro porque o problema não está na graça, o problema está naquele que não abre seu coração para recebe-la. A bíblia nos ensina em sua santa palavra que sempre haverá graça frente ao pecado. Não é possível aos olhos de Deus, olhar para o filho arrependido, atenção, é preciso frisar bem, arrependido, que está a estender a mão num pedido de ajuda e não lhe conceder o necessário para se erguer da queda. Romanos 5,20 – “Onde abundou o pecado, superabundou a graça.” Como vemos caros leitores chegarmos ao céu, embora consiste numa dura caminhada (Mateus 11,12) onde é preciso fazermos violência constante contra nossa natureza corrompivel, não está colocado numa estatura inalcançável. Está colocado onde não podemos chegar sozinhos (João 15,5) e não podemos chegar apegados ao mundo (Mateus 5,3) tão pouco fazendo uma caminhada que nos convenha (Lucas 9,23). Se as coisas andam difíceis é preciso “Sermos alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração”, já nos recorda o apóstolo dos gentios em sua carta aos Romanos 12,12. O pecado está aí com suas tentações, é uma realidade que cerca a todos. Uma realidade que existe para ser vencida e que, como resultado, irá nos presentear com a glória celeste. Se caímos na tentação e pecamos, que levantemos o quanto antes para que não aconteça que nossa hora de se apresentar diante do altíssimo nos surpreenda e que nos acometa com pecados graves em nossas obras. Se estamos a recair nos mesmos pecados pode ser que estamos tentando evita-los sem ajuda celeste, não estamos contando com a graça, nem estamos querendo “querer” esta graça e inclusive a graça do arrependimento, que precisa brotar do fundo do coração, de um coração que ao pecar ofende aquele que nos amou primeiro, nos criou por seu amor e se entristece se deixamos o seu auxílio de lado. Artigo relacionado: Perseverança x Desânimo fonte: Jefferson Roger
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sábado, 21 de janeiro de 2017

Deus nos fala e não ouvimos

E disse Jesus em João 8,43-47 – “Por que não compreendeis a minha linguagem? É porque não podeis ouvir a minha palavra. Vós tendes como pai o demônio e quereis fazer os desejos de vosso pai. Ele era homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade, porque a verdade não está nele. Quando diz a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira. Mas eu, porque vos digo a verdade, não me credes. Quem de vós me acusará de pecado? Se vos falo a verdade, por que me não credes? Quem é de Deus ouve as palavras de Deus, e se vós não as ouvis é porque não sois de Deus.”

Caros leitores, os ditados populares, que são as parábolas do povo, dizem assim: “quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece”, “eu rezo, rezo, rezo e nada melhora”, “porque Deus não me atende, eu que procuro fazer tudo direito? – para aquele outro, que leva uma vida sem Deus, tudo lhe é mais fácil e a vida é melhor”. E assim, facilmente tantas pessoas poderiam aqui incluir uma série de expressões que muito bem ilustram o descontentamento que o ser humano tem em relação ao seu criador.

Em verdade, se colocarmos um melhor olhar sobre a questão, que em suma deve ser o olhar que coloca por toda a vida, e falo aqui de um olhar sobrenatural em tudo, como bem se diz em outro dito popular, a coisa muda de figura. A partir deste ponto, aquele que imagina estar Deus de “cara virada” com seu filho, pois parece em sua concepção estar recebendo dele um silêncio mortal, começa a entender que as coisas do espírito são uma, e as coisas da carne são outra. Vejamos:

Gálatas 5,16-17 – “Digo, pois: deixai-vos conduzir pelo Espírito, e não satisfareis os apetites da carne. Porque os desejos da carne se opõem aos do Espírito, e estes aos da carne; pois são contrários uns aos outros.” E por conseguinte em Gálatas 5,25 – “Se vivemos pelo Espírito, andemos também de acordo com o Espírito.” E é preciso sim, permitirmos que o Espírito Santo, o dom de Deus, nos remeta a tudo que Jesus nos ensinou sem o deixarmos tristes (Efésios 4,30) pois o Paráclito pede por nós com gemidos inefáveis (Romanos 8,26), já que nem sabemos como pedir as coisas.

Pois bem, o fato é que Deus fala conosco e sempre nos ouve. De sua parte, o Pai que é misericordioso se inclina para ouvir nossa oração, mesmo quando elas não passam de uma lista de pedidos. Deus nos mostra cotidianos da vida, sinais em nosso trabalho, pela rua quando andamos, no ônibus, quando estamos na santa missa, quando estamos a recitar o santo rosário e nos vem um pensamento a respeito de algo, quando nos passa uma pessoa caminhando ao nosso lado com alguma camiseta com estampa religiosa, quando vemos alguém com seu crucifixo no pescoço procurando fazer algo bom, quando nos corrige com seus castigos e tribulações e de tantas outras formas. Como diz no livro do Eclesiastes existe o tempo para tudo e sobretudo para nós, existe o tempo de Deus. Se um pai sabe que não deve sair correndo ao shopping porque seu filho viu um brinquedo numa propaganda na TV, pois sabe que isso não irá acrescentar em nada na formação de caráter e na educação de seu filho e, ao contrário sabe que esse presente negado fora de época e sem justificativa irá, ao contrário do que pensa a criança, contribuir e muito para a sua vida, quem dirá Deus Pai, nosso pai e criador, que não irá nos mimar pois ele nos quer no céu e não que nos percamos ao inferno. Se nos concentramos na frequência somente daquilo que queremos ouvir, não iremos sem dúvida alguma ouvir a frequência em que Deus está a nos falar, a nos ensinar e a nos amar. Como nos disse Jesus em Lucas 5,32, precisamos de conversão.


fonte: Jefferson Roger
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Mudar de religião?


Apocalipse 3,15-16

15 Conheço as tuas obras: não és nem frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente!
16 Mas, como és morno, nem frio nem quente, vou vomitar-te.

Olá caros leitores, começo este artigo com esta bela passagem do nosso salvador. Para começo de conversa fica bem claro o que Jesus quer de nós: quer que não fiquemos em cima do muro (morno) e que nos entreguemos de coração ao seu evangelho. Nada de ficar no banho maria, pois isso Ele não gosta (vou vomitar-te).

Como aqui neste site, estamos sempre em defesa da cruz de Cristo, dos ensinamentos, da sua igreja e da ortodoxia doutrinal católica, a abordagem do artigo é embasada em berço católico. Já dizia São Luiz Maria Grignion de Monfort: ocupe-se com aquilo que edifica sua fé não gastando tempo com aquilo que não te aproxima de Deus.

Por muitos "cantos" da internet, em muitos livros e por toda a parte sempre encontraremos alguma explicação sobre a questão da mudança de religião. Se nos atentarmos um pouco aquém, na questão da mudança, isso já nos daria "muito caldo" para o ensopado; mas deixando de lado os popularismos pensemos por instante nesta atitude. A atitude de mudar.

Conceitualmente em rápida pesquisa por vários dicionários encontramos que Mudança é o ato ou efeito de mudar, de dispor de outro modo. É um substantivo feminino que dependendo do contexto que se emprega pode ter diferentes sentidos:

1- Pôr em outro lugar, remover, deslocar;
2- Dar outra direção, desviar;
3- Tirar para por outro, substituir;
4- Transferir para outro local;
5- Alterar, modificar;
6- Trocar, deixar para outro, cambiar;
7- Fazer apresentar-se sob outro aspecto, transformar;

Pois bem, dada esta pequena introdução percebemos que para "mudar" precisamos de um "motivo" e este "motivo" demanda um "por quê".

- Vou mudar de casa porque a família cresceu.

- Vou mudar de emprego porque almejo melhor remuneração.

- Vou mudar de canal na tv porque vai começar um programa que gosto em outra emissora.

Percebem? - Vou mudar isso/disso por causa daquilo! Percebem também a simplicidade das coisas?

Mas caro leitor até aqui estamos no início do fio da meada. No entanto fiquemos cientes do conceito para podermos aplicar em tudo.

Como fica então, no caso que estamos a refletir? A mudança de religião? Religião significa religar-se a Deus. É para isso que ela serve. E Deus nos quer como "um só", para sermos como Ele e o Pai. Assim aprendemos nas Cartas de São Paulo e no Evangelho de São João. Lá está escrito: "Maridos, amem suas esposas como Jesus amou a "SUA" igreja e se entregou por "ELA". Por isso que as sagradas escrituras nos ensinam que Cristo é a cabeça e nós somos membros do corpo de Cristo, a SUA igreja.

E nem a morte nos separará do amor de Cristo, também nos recorda o apóstolo São Paulo, que além disso em outra passagem exorta-nos a fazermos como ele, ensinarmos aquilo que aprendemos dos outros. Alguma semelhança com a expressão de geração em geração? De pai para filho? Isso mesmo, se você pensou nisso estimado leitor acertou em cheio. Também nos evangelhos está escrito que muitas outras coisas fez Jesus e que não caberiam nos livros do mundo inteiro. Dito isto e documentado fica claro, como afirmam tantos patriarcas e papas da igreja que a tradição oral e escrita não caminham separadas, uma não pode existir sem a outra.

Portanto estamos a compreender que precisamos aprender e compreender os ensinamentos de Jesus, estudar e compreender a fundo o que Ele quer de nós. E Deus, que quer nossa salvação até mesmo mais do que nós e não quer que nenhum dos que confiou ao Filho se perca, nos deu o dom da fé. A fé que é a certeza sobre aquilo que não se vê. Quem estiver um pouco inseguro sobre a fé leia todo o capítulo 11 da Carta aos Hebreus.

É preciso então exercitar essa fé na busca primeiro do Reino de Deus e a Sua Justiça, pois tudo mais vos será acrescentado. Eis aí o grande problema das pessoas. Somos feitos por Deus e para Deus e estamos aqui no mundo para amá-lo, servi-lo e trabalharmos pela instauração do seu Reino. Nossa passagem brevíssima neste vale de lágrimas chamado Terra não é nenhum parque de diversões.

"Seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no céu". Chega a dar arrepios nas vértebras de muitas pessoas ao rezarem a oração que o próprio Jesus nos ensinou. Melhor não rezar então pois quero que seja feita a minha vontade! Triste realidade para muitos, o que causa um sentimento de desobediência, rebeldia e revolta. Não lhes parece familiar?

O pai da mentira, satanás, pela sua soberba, querendo ser como Deus, em atitude de rebeldia e revolta, desobedece a ordem da criação e a natureza das coisas e se torna um anjo caído, que com sua cauda varre a terça parte da humanidade.

Não sejamos pois frios ou mornos. O morno é aquele que quer servir a Deus e ao mundo. O frio é aquele que escolheu seguir a catequese do mundo, lembrando que Jesus disse que o príncipe do mundo é o diabo e que Ele não tem parte com satanás, confira no evangelho de São João no capítulo 14,30.

Por fim, o que vimos até aqui é que nossa realidade de "servos inúteis" (Lucas 17), não nos permite, se almejamos o céu, uma vida independente sem Deus, nosso criador e detentor de tudo que temos. De nada adianta ganharmos o mundo inteiro se viermos a perder nossa alma (Mateus 16,26). A religião nos ensina a sermos humildes, reconhecermos que precisamos de Deus pra tudo, como uma criança precisa dos pais. As vezes, ouvimos pessoas a dizer que mudaram de religião e encontraram Jesus. Ou que em tal religião encontrou a verdade. Ou ainda que saiu de tal religião porque discutiu ou se desentendeu com alguém. Ou que trocou de religião porque essa é mais a sua cara. Sem falar nas pessoas que vivem uma religião de supermercado.

A religião de supermercado consiste em "pegar" aquilo que mais lhe agrada em cada denominação religiosa e praticar em sua vida. A pessoa "mistura" práticas e doutrinas diferentes em prol da sua satisfação pessoal deixando a autenticidade de lado. Jesus nos deixou um caminho para o céu, ensinou, deu exemplo e mostrou como se faz. Não se chega ao céu trilhando um caminho próprio. Quem afirma isso é o próprio redentor quando diz: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vai ao Pai senão por mim.

Segui-lo é difícil, Jesus mesmo disse que o céu é arrebatado a força e são os violentos que o conquistam (Mateus 11,12) e afirmou que é difícil entrar no Reino dos Céus. Por isso que Ele disse que sem Mim nada podeis fazer (João 15,5).

Satanás sabe de tudo isso e exatamente por isso adora divulgar no mundo a cultura da mudança, a cultura do descartável. Pessoas feitas a imagem de Deus, não são objetos descartáveis. Não deu certo o casamento, separa, vamos nos divorciar e partir para outra. Olha aí a mudança. O motivo? Interesses pessoais. Deus fez o sexo e ele é uma coisa boa, então vamos fazer sexo a vontade porque Deus não iria fazer alguma coisa para o nosso mal. Nessa igreja que frequento eu rezo, rezo e rezo e Jesus não me atende. Vou mudar para outra religião porque lá estão curando pessoas de todos os tipos de problemas todos os dias. E os motivos são sempre muitos. Muitas religiões fundadas por homens pregam interpretações pessoais que lhes convém mais do que outras e alegam que foi o Espírito Santo que disse que é assim.

É preciso estar atento, Jesus disse que o ramo que se separar do tronco ele vai jogar na fogueira (João 15,6). E nosso Senhor exige de nós uma constante vida de conversão e aceitação aos seus ensinamentos, mandamentos e o seu evangelho. Ou se está com Ele ou contra Ele (Lucas 11,23). O redentor é bastante claro e direto mas, se Jesus não me atender vou procurar a minha felicidade em outro lugar.

Grande sacada do nosso inimigo, que foi obrigado a relatar por ordem de Deus, num exorcismo que o que ele mais odeia é o sofrimento das pessoas para com Deus e para com os outros. Principalmente dos jovens, porque o sofrimento salva almas. Por isso ele quer estabelecer no mundo o ódio ao sofrimento, quer que as pessoas odeiem o sofrimento e busquem apenas o prazer pois assim ele conseguirá levar muitas almas para o inferno.

E isto não poderia ser mais verdade. A dor é filha do amor, o caminho para o céu é subida sem degraus, nem escada rolante e nem elevador. Alegrai-vos nas tribulações diz São Tiago. Quando passardes pelo fogo da provação não vos perturbeis como se fosse grande coisa, alegrai-vos por poder participar dos sofrimentos de Cristo nos diz São Pedro. Nas missas votivas a afluência de fiéis é sempre maior onde se procura curas e libertações quanto que nas missas votivas de agradecimentos menos pessoas frequentam. É só Jesus me salve, Jesus me salve e eu não faço a minha parte. Minha oração é sempre uma lista de pedidos. Lembremos que o batizado recebeu um mandato, uma missão. Os filhos de Deus não são como os "playboys", muito pelo contrário: "sejamos imitadores de Cristo" (1ª Coríntios 11,1). Muitos querem ir para o céu mas não querem seguir Jesus 100% porque 100% o mundo prega que é exagero. Com muito menos dá pra se salvar pensam tantos. Não querem se comprometer com Deus na totalidade mas querem Dele exclusividade.

Sejamos maduros na fé, maduros em nossa vida, temos a vocação para a vida eterna. Agora é hora de trabalharmos para a nossa salvação. Jesus te espera no céu, Ele abriu o caminho, Deus nos pensou como família e mandou seu Filho por Maria. Ela nos leva a Jesus pois Ele nos leva ao Pai.

Na infinita sabedoria Divina Deus consertou maravilhosa e retamente as coisas. Por um homem e uma mulher nos veio o pecado e a desgraça, pela desobediência. Por um homem e por uma mulher nos veio a redenção, a divida paga, pela obediência:

Lucas 1,38 - Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela.

Mateus 26,39 - Adiantou-se um pouco e, prostrando-se com a face por terra, assim rezou: Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice! Todavia não se faça o que eu quero, mas sim o que tu queres.


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Ofensas contra Jesus e Maria Santíssima

Quando uma pastora quebra uma imagem de Nossa Senhora Aparecida com marretadas, é porque ela sabe que os católicos brasileiros estão cada vez mais frios e pouco devotos de Nossa Mãe. E que nenhuma voz do clero vai se levantar em defesa dEla. (clique aqui para assistir o vídeo da pastora)

Quando um pastor cobra 8 milhões para se tocar em sua camisa ensanguentada, que produziria milagres... comete-se mais um pecado horrível contra Nosso Senhor Jesus Cristo que...verteu sangue abundantemente para nos salvar, não cobrou nada, e agora vê as almas que ele resgatou acreditar em charlatães.

Quando um padre vai para a grande mídia justificar que uma escola de samba utilize a sacrossanta imagem de Nossa Senhora Aparecida para sair num desfile de Carnaval... que pecado é esse?

Pois é queridos leitores católicos, é sempre assim, nossa religião vira e mexe, a religião da igreja fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo sobre a profissão de fé do apóstolo São Pedro, da qual Maria Santíssima, mãe de Jesus, nossa mãe e mãe da igreja, é também membro desta igreja, volta a ser alvo de ofensas, e ofensas essas que são, como diz o próprio Cristo feitas a Ele. Foi Jesus quem disse que o fazemos ao outro é a ele que fazemos. Afinal se somos membros do corpo de Cristo, que é a sua igreja, ele que assumiu nossas culpas no alto da cruz, e é o mais interessado em nossa salvação, comprou uma briga por todos que abraçam a sua oferta redentora e não vai ser vencido em misericórdia mas, atenção, nem em justiça.

A nós católicos nos cabem, além de reflexões, atitudes concretas. Entre estas o ato de reparação. É um momento de inundarmos o céu com atos de reparações, muitos rosários, muitos terços de misericórdia e muitas santas missas, entre outras práticas. São tempos que se adiantam em ofensas diretas a Jesus e a Maria, que não passarão sem a devida sentença. Agora os desinformados reformadores que professam a livre interpretação bíblica e apenas suas palavras como regra, de forma equivocada e afastada dos evangelhos, agem na verdade, como falsos profetas e que seduzem a muitos, já nos alertava sobre isso Jesus.

Por fim ao católico agora, acontecimentos assim, também ilustram a passagem em que o apóstolo São Paulo diz que une seus sofrimentos aos sofrimentos de Cristo. Pois quando alguém fere a doutrina católica, fere a doutrina do Cristo e, por conseguinte nossa doutrina, nossa fé e nossa tradição.

Estes tipos de acontecimentos sempre irão acontecer, estão inseridos dentro da natureza humana que se contaminou com os pratos saborosos que o inimigo cruel, satanás, oferece para disfarçar suas mentiras. É tamanha a diversidade religiosa criada pelo homem, mas Jesus já avisou a todos que a porta é estreita, que muitos tentarão e não conseguirão, que aquele que perseverar até o fim este será salvo e que é preciso renunciar a si mesmo, tomar a sua cruz dia após dia e segui-lo, se desejamos um dia, estar no paraíso.

A dura exigência do amor de Deus irá, como já sabemos pelas próprias palavras do Cristo (Apocalipse 22,12), tratar a cada um conforme a maneira que vivemos esta etapa de nossas vidas, que são eternas e estamos aqui apenas nos preparando com nossas atitudes ou falta delas, para vivermos a glória ou condenação que será justamente merecida por cada um. Ou alguém arriscaria chamar Jesus e suas promessas de mentirosas? Ou taxa-lo de injusto? Alguns já fazem assim por não levarem a vida que querem e não serem atendidos por Deus como se cada um fosse quem se deve servir e não aquele que deve ser servo (Mateus 20,27-28).


fonte: Jefferson Roger
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A repreensão

Lucas 9,51-56 – “Aproximando-se o tempo em que Jesus devia ser arrebatado deste mundo, ele resolveu dirigir-se a Jerusalém. Enviou diante de si mensageiros que, tendo partido, entraram em uma povoação dos samaritanos para lhe arranjar pousada. Mas não o receberam, por ele dar mostras de que ia para Jerusalém. Vendo isto, Tiago e João disseram: Senhor, queres que mandemos que desça fogo do céu e os consuma? Jesus voltou-se e repreendeu-os severamente. [Não sabeis de que espírito sois animados. O Filho do Homem não veio para perder as vidas dos homens, mas para salvá-las.] Foram então para outra povoação.”

Marcos 8,32-38 – “E falava-lhes abertamente dessas coisas. Pedro, tomando-o à parte, começou a repreendê-lo. Mas, voltando-se ele, olhou para os seus discípulos e repreendeu a Pedro: Afasta-te de mim, Satanás, porque teus sentimentos não são os de Deus, mas os dos homens. Em seguida, convocando a multidão juntamente com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém me quer seguir, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Porque o que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas o que perder a sua vida por amor de mim e do Evangelho, salvá-la-á. Pois que aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua vida? Ou que dará o homem em troca da sua vida? Porque, se nesta geração adúltera e pecadora alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os seus santos anjos.”

Olá caros leitores, com esses pequenos trechos dos evangelhos podemos refletir um pouco a respeito da atitude de se chamar a atenção de alguém, da atitude de repreender. Como podemos observar nos escritos acima, uma coisa nos deve ficar bastante clara: quem repreende precisa saber das coisas e ter autoridade para tal. Haja vista a tentativa de Pedro tentar chamar a atenção de Jesus sem o devido conhecimento de causa, ahhh Pedro Pedro...

Pois bem, eis aí um fator importante. O vínculo entre autoridade e conhecimento. E é uma atitude que o Cristo espera de cada um de nós; pois nos é ensinado na bíblia que não devemos ser omissos quando podemos ajudar alguém que está a cometer um erro e ficamos quietos achando de forma egoísta que o céu é um lugar somente para pessoas como nós. Triste engano porque tantas vezes estamos em maus lençóis, muito pior até que aquela pessoa que pecaminosamente julgamos ser pior do que nós e agimos de forma ingrata quando alguém nos estende a mão, porém não agimos assim para com o próximo. Esquecemos muito facilmente que, como dizem os antigos, Deus está vendo.

Sejamos firmes, sejamos imitadores de Jesus (1ª Coríntios 11,1) que nunca se acovardou e repreendeu a todos que era necessário, que o digam os fariseus... e o ato de repreender afasta de nós uma atitude acoada e de covardia e tibieza da alma. Sobre isso também somos alertados na bíblia. No livro do Apocalipse 21,8 encontramos uma lista dos pecadores condenados e a fileira começa pelos tíbios, ou seja, pelos covardes.

Não repreender por medo da reação adversa, ou para ser politicamente correto ou para agradar a plateia não é o que Jesus espera do católico, se queremos evitar dissabores por aqui lembremos que não há como evitar o julgamento do justo juiz. Como pais, amigos, casais, colegas, conhecidos ou seja em que status estivermos, nada nos dispensa das obrigações cristãs.


fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Substituir o pedido de desculpas

Mateus 18,21-22 – “Então Pedro se aproximou dele e disse: Senhor, quantas vezes devo perdoar a meu irmão, quando ele pecar contra mim? Até sete vezes? Respondeu Jesus: Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.”
Mateus – 6,12,14-15 – “perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofenderam. Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, vosso Pai celeste também vos perdoará. Mas se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará.”

Como vemos caros leitores, nestes dois trechos das sagradas escrituras, uma coisa é certa: é preciso perdoar, perdoar e perdoar. E aprendemos também que no perdão existe uma raiz muito profunda. Se nos recordarmos o início da história prefigurada do cristianismo uma ofensa mui grandíssima e sumamente inalcançável para ser reparada pela estatura humana, precisou ser perdoada na mesma medida de grandeza. Tal se deu o fato que somente Jesus Cristo foi capaz de recolocar nos trilhos os seduzíveis seres humanos.
Porém, como se diz no dito popular, “o buraco é mais embaixo”. De cara enxergamos no trecho destacado do evangelho que, se queremos o perdão de Deus, precisamos perdoar. E perdoar não é colocar condição, nem é desculpar. “Olha eu te perdoo mas se fizer de novo não tem mais volta” – não é assim que se houve dizer? Onde está o perdão aí? Jesus disse seja o seu sim sim e seu não não, pois tudo que proceder além disso vem do maligno (Mateus 5,37). Ou seja? – se vais desculpar alguém de verdade e falamos aqui do perdão bíblico, que o faça realmente e o faça abertamente e também no oculto, que é o coração, onde Deus enxerga até seus confins.

Desculpar no grau em que estamos falando, o perdão sem ressentimentos e sem condição, é uma atitude que nos permite saber conviver “apesar de”. Não é necessário acharmos que não conseguimos perdoar porque não conseguimos esquecer. Se o esquecimento fosse uma condição, poucos conseguiriam perdoar porque conforme o grau da ofensa que se faz, ficam marcas muito profundas. Pois bem, no entanto é também preciso refletir sobre outra coisa, sobre o pedido de desculpas. Ele precisa acontecer porque esta atitude implica na pessoa admitir seu erro e se colocar sob o olhar do ofendido. Se na hora de cometermos o erro não nos faltou coragem porque ela falta na hora de nos desculparmos? Possivelmente ela não falte mas fica abafada por sentimentos de orgulho, reputação e toda forma de hipocrisia que sustenta algum tipo de imagem aos olhos das pessoas. Querer agradar alguém com presentinhos sem um formal pelo menos “me desculpe” ou “me perdoe” por isso e por aquilo e por aquele outro que fiz não resolve o problema.

Já é importante aqui nesta vida irmos treinando em ser diretos uns com os outros, sem rodeios, falando claramente e sem florear a situação. Digo treinando porque certamente no dia do juízo de cada um (Mateus 25,31-46), o justo juiz que irá nos dar a recompensa segundo nossas obras (Apocalipse 22,12) não irá ficar de braços e pernas cruzadas escutando mirabolantes historietas que tentarão em vão justificar ou camuflar a verdade que nunca fica oculta aos olhos do altíssimo.


fonte: Jefferson Roger
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sábado, 7 de janeiro de 2017

É de pequenino que se torce o pepino

A história que retrata a educação familiar, tradicionalmente passada de gerações de pai para filho, é repleta, como todos bem conhecem de vários ditos populares. Na expressão mais acertada da sabedoria popular e fazendo um paralelo com Nosso Senhor Jesus Cristo, os ditados populares são as parábolas do povo. Assim como Jesus, para melhor se fazer compreender, transmitia alguns de seus ensinos por meio das tão conhecidas parábolas, estes ditados contém neles inúmeras verdades muito bem explicadas que por si só estão repletas de muita sabedoria. Esta educação, passada pela tradição familiar (e aí já podemos ver a importância de nossa tradição católica) precisa de fato, ser levada muito a sério e, o que é mais importante, nunca deixar de existir. Não existe essa coisa de que agora meu filho é de maior, é adulto e sabe se cuidar. Nada disso. Jesus ensina a todos, sem distinção de pessoas (Atos 10,34), e com certeza, como bem aprendemos do evangelho, isso inclui crianças, mulheres, homens e idosos. Certa vez, Santa Maria Faustina Kowalska, em seu diário da divina misericórdia, nos contou que uma freira de idade avançada do convento em que ela morava, era uma idosa de muita aplicação em suas práticas religiosas ao ponto de impressionar Santa Faustina. Ela chegou a comentar com a freira idosa a sua admiração ao passo que a bondosa mulher lhe respondeu: “ninguém está dispensado da luta”. Lucas 18,16-17 – “Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais, porque o Reino de Deus é daqueles que se parecem com elas. Em verdade vos declaro: quem não receber o Reino de Deus como uma criancinha, nele não entrará.” Aqui neste trecho, Jesus, no contexto do evangelho, repreende os apóstolos que impediam que os adultos levassem seus filhos até Jesus, aproveitando para nos ensinar que, além de não ser possível deixar de lado a atenção que se deve dar aos pequeninos, nós adultos, precisamos conservar uma dependência filial para com Deus, exatamente como um filho se comporta com seus pais. Além do mais, Jesus além de ensinar pela sua palavra, o fazia também por seus exemplos. Assim nós devemos ser para com nossos filhos. Não existe outra didática mais apropriada do que aquela vinda dos céus. Precisamos a cada passo, sermos o porto seguro para nossos filhos, em todas as etapas de suas vidas. Com certeza os céus se alegram quando imitamos o amor de Cristo e nos importamos primeiro com o que é bom para o outro. Para os filhos, agindo como o cristo agia (1ª Coríntios 11,1). No entanto a tarefa é bem difícil porque num mundo como o de hoje, onde o marketing do demônio, misturando verdades com mentiras, promove incansavelmente a notícia de que é possível sim, se viver um paraíso já aqui na terra e o que é melhor, sem Deus, bradam os discípulos do demônio e aqueles que querem ser amigos do mundo (Tiago 4,4). A batalha vivida aqui na terra vai durar até o fim dos tempos, é biblicamente comprovado, onde o perseverante apenas é o que será salvo (Mateus 10,22). Empunhemos nossa bandeira de cristãos, que é a nossa cruz (Lucas 9,23) e não relaxemos em nenhuma etapa de nossas vidas para “torcermos o pepino e de ensinarmos os outros a torcerem o pepino”, e como diz o ditado, “desde pequenino”, pois afinal é preciso, como diz o apóstolo quanto aos filhos, “cria-los na educação e doutrina do Senhor” (Efésios 6,4). Artigo Relacionado: Primeiro o Reino de Deus - 30/05/2016 fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

A Santificação Matrimonial

O ano era 1999, o dia era 02 de janeiro, um sábado. O noivo faltando meia hora para a celebração matrimonial ainda tomava banho em seu apartamento, no qual morava sozinho. Muito tranquilamente o homem que sempre honrava (e ainda honra) compromissos com horários marcados estava ainda a lavar os cabelos mas com a cabeça nos minutos que antecediam a marca das 19:00 horas. Desligou o chuveiro, enxugou-se, fez aquela higiene dos bons cheiros pelo corpo e vestiu o seu terno. Dali onde morava, seu carro marca wolkswagen, modelo Apollo levaria poucos minutos até a igreja antiga do bairro do Portão. E de fato levou mesmo, quando eram 18:55h já estava eu de pé em frente a porta da igreja aguardando o término de uma celebração anterior que teve início às 18:00. Evidentemente todos os convidados estavam ali fora também. A noiva se desmanchava em nervosismo porque até então, faltando 5 minutos para às 19:00, nada do noivo chegar. Sem necessidade, o noivo é um rapaz pontual. Se caso alguma coisa desse errado ele, como bom corredor, poderia continuar o caminho até a igreja correndo e com muita facilidade porque a distância era muito pequena para seus padrões. Pois bem, deu-se a cerimônia, com atrasos e tudo o mais. Meia noite e sete minutos do dia seguinte, o casal de nubentes, agora marido e mulher seguiram rumo ao seu novo lar, aquele apartamento em que o noivo morava sozinho. Hoje o ano é 2017, é o dia 02 de janeiro e são 17:21h. Passaram-se 18 anos, apenas 18 anos. Somos uma família, marido, esposa e três filhas. Uma já subiu aos céus, se chama Clara, já faz pouco mais de um ano que se foi. Agora olha por nós lá de cima. Para minha vida já se passaram 45 anos e mais 4 meses. Como diz minha esposa “é uma luta constante”. Ainda bem porque se o matrimônio não trouxesse tribulações e dificuldades elas viriam por outros meios, com plena certeza. Muitos reclamam de suas esposas, de seus maridos, de seus filhos, de seus parentes e essas reclamações muitas vezes possuem uma base um tanto egoísta. Ora, se pararmos para pensar iremos enxergar que quem escolheu nosso marido, nossa mulher e nossos filhos foram Deus. “Seja feita a sua vontade”, rezamos na oração do Senhor. Se não acreditamos porque então rezar pedindo isso? E os filhos? Perante o altar durante o matrimônio assumimos educar na fé da igreja e nos princípios católicos os filhos que Deus nos mandar! Mesmo parecendo que saímos por aí a escolher algum par ideal, se a pessoa tem um coração voltado para Jesus ela não pode negar que foi pela providência divina que as coisas aconteceram e acontecem. Do contrário irão tentar resolver as coisas sozinhas e sempre irão “dar com os burros na água” achando que divórcios, separações, consultórios de psicologia e terapias irão resolver as coisas. Deus se entristece quando ele não é o primeiro a quem recorremos em nossas necessidades. Sendo assim, alguém que nos ama tanto a ponto de entregar seu filho por nós na cruz não iria fazer escolhas erradas quando o que está em jogo é a salvação de cada um. A melhor mulher que você pode ter é a que Deus te deu. O melhor marido que você pode ter é aquele que Deus te deu. Os melhores filhos são os seus. Nada de ficarmos olhando para a realidade dos outros, que são deles próprios e ficarmos “cobiçando as coisas alheias”. Sejamos felizes com a vida que levamos e com o que temos porque é preciso ser “alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração – Romanos 12,12. Artigos relacionados: Meu casamento vai mal, será? O matrimônio Porque os casamentos santificam Casamento não é alvará Único casamento possível sob os olhos de Deus Isso que dá fazer filho com um velho Quem ama não trai Casou? ... e agora? fonte: Jefferson Roger
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Aqui na terra nada vai melhorar

Mateus 24,4-13 – “Respondeu-lhes Jesus: Cuidai que ninguém vos seduza. Muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu o Cristo. E seduzirão a muitos. Ouvireis falar de guerras e de rumores de guerra. Atenção: que isso não vos perturbe, porque é preciso que isso aconteça. Mas ainda não será o fim. Levantar-se-á nação contra nação, reino contra reino, e haverá fome, peste e grandes desgraças em diversos lugares. TUDO ISTO SERÁ APENAS O INÍCIO DAS DORES. Então sereis entregues aos tormentos, matar-vos-ão e sereis por minha causa objeto de ódio para todas as nações. Muitos sucumbirão, trair-se-ão mutuamente e mutuamente se odiarão. Levantar-se-ão muitos falsos profetas e seduzirão a muitos. E, ante o progresso crescente da iniqüidade, a caridade de muitos esfriará. Entretanto, aquele que perseverar até o fim será salvo.”

Caros leitores, em suas aparições e sobre tudo na conhecida aparição de Nossa Senhora à Santa Catarina Labouré, ela nos confirma este trecho do evangelho dizendo: “Não prometo felicidade neste mundo e sim no próximo”. Ou seja, esse negócio de querer construir um paraíso aqui na terra sem a necessidade de Deus é uma coisa impossível de se acontecer. A paz do mundo, uma igualdade social entre as pessoas, saúde, segurança, bem-estar, alimento e dignidade para com toda a humanidade é uma coisa que não irá acontecer por aqui. Isso que o mundo prega e se esforça de forma egoísta para alcançar não vai acontecer. Se acontecer então Jesus Cristo é um mentiroso e o trecho do evangelho onde ele explica a realidade deste mundo aos apóstolos não passa de conversa fiada para satisfazer a curiosidade deles.

Agora, se a conversa é outra e Jesus, que é o caminho, a verdade e a vida e que ninguém vai ao Pai senão por Ele, não está para tratar as coisas de forma displicente e sem a devida importância e seriedade, então é preciso, como bem se diz a respeito do católico, estarmos sempre com nossa mala preparada para a viagem. Como bem disse o messias, não somos desse mundo e não devemos tentar salvar nossas vidas, pois assim iremos perdê-la. O confronto que Jesus faz com nossos pensamentos exige de cada um, um desapego completo em relação as coisas que passam. Ficar tentando ser amigo do mundo, nos faz inimigos de Deus (Tiago 4,4). Não é unânime, graças a Deus porque muitos compreendem o que se deve desejar a alguém aqui nesta etapa de suas vidas. Como bem nos recorda Jesus, é preciso fazer isso sem deixar de fazer aquilo e também que é preciso em primeiro lugar buscar o Reino de Deus e a sua justiça e tudo mais nos será acrescentado. Dessa forma, bem conscientes da realidade que nos cerca e dos ensinamentos do evangelho, não iremos viver com medo do amanhã e sim confiantes na certeza da eternidade junto do Pai. Não é unânime, infelizmente volto a dizer, porque muitos desejam aos outros e a si mesmos, coisas que não podem coexistir com Deus. É preciso sim, um equilíbrio no modo de pensar e agir, agindo com a liberdade concedida para não nos escravizarmos sob o domínio do mundo e vivermos na esperança e na confiança das promessas (Hebreus 6,12).


fonte: Jefferson Roger
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