quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Alguns meios para defender a Castidade


TRATADO DA CASTIDADE

Bem-aventurados os puros

(SANTO AFONSO MARIA DE LIGÓRIO)

§ I. EXCELÊNCIA DA CASTIDADE

Ninguém melhor que o Espírito Santo saberá apreciar o valor da castidade. Ora, Ele diz: "Tudo o que se estima não pode ser comparado com uma alma continente" (Ecli 26, 20), isto é, todas as riquezas da terra, todas as honras, todas as dignidades, não lhe são comparáveis. Santo Efrém chama a castidade de " a vida do espírito"; São Pedro Damião, "a rainha das virtudes"; e São Cipriano diz que, por meio dela, se alcançam os triunfos mais esplêndidos. Quem supera o vício contrário à castidade, facilmente triunfará de todos os mais; quem, pelo contrário, se deixa dominar pela impureza, facilmente cairá em muitos outro vícios e far-se-á réu de ódio, injustiça, sacrilégio, etc.

A castidade faz do homem um anjo. "Ó castidade, exclama Santo Efrém (De cast.), tu fazes o homem semelhante aos anjos". Essa comparação é muito acertada, pois os anjos vivem isentos de todos os deleites carnais; eles são puros por natureza; as almas castas, por virtude. "Pelo mérito desta virtude, diz Cassiano (De Coen. Int., 1. 6, c. 6), assemelham-se os homens aos anjos"; e São Bernardo (De mor. et off., ep., c. 3): "O homem casto difere do anjo não em razão da virtude, mas da bem-aventurança; se a castidade do anjo é mais ditosa, a do homem é mais intrépida". "A castidade torna o homem semelhante ao próprio Deus, que é um puro espírito", afirma São Basílio (De ver. virg.).

O Verbo Eterno, vindo a este mundo, escolheu para Sua Mãe uma Virgem, para pai adotivo um virgem, para precursor um virgem, e a São João Evangelista amou com predileção porque era virgem, e, por isso, confiou-lhe Sua santa Mãe, da mesma forma como entrega ao sacerdote, por causa de sua castidade, a santa Igreja e Sua própria Pessoa.

Com toda a razão, pois, exclama o grande doutor da Igreja, Santo Atanásio (De virg.): 'Ó santa pureza, és o templo do Espírito Santo, a vida dos Anjos e a coroa dos Santos!". Grande, portanto, é a excelência da castidade; mas também terrível é a guerra que a carne nos declara para no-la roubar. Nossa carne é a arma mais poderosa que possui o demônio para nos escravizar; é, por isso, coisa muito rara sair-se ileso ou mesmo vencedor deste combate. Santo Agostinho diz (Serm. 293): "O combate pela castidade é o mais renhido de todos: ele repete-se cotidianamente, e a vitória é rara". "Quantos infelizes que passaram anos na solidão, exclama São Lourenço Justiniano, em orações, jejuns e mortificações, não se deixaram levar, finalmente, pela concupiscência da carne, abandonaram a vida devota da solidão e perderam, com a castidade, o próprio Deus!"

Por isso, todos os que desejam conservar a virtude da castidade devem ter suma cautela: "É impossível que te conserves casto, diz São Carlos Borromeu, se não vigiares continuamente sobre ti mesmo, pois negligência traz consigo mui facilmente a perda da castidade".

§ II. DA VIGILÂNCIA SOBRE OS PENSAMENTOS

1) A respeito dos maus pensamentos encontra-se, muitas vezes, um duplo engano:

a) Almas que temem a Deus e não possuem o dom do discernimento e são inclinadas aos escrúpulos, pensam que todo mau pensamento que lhes sobrevêm é já um pecado. Elas estão enganadas, porque os maus pensamentos em si não são pecados, mas só e unicamente o consentimento neles. A malícia do pecado mortal consiste toda e só na má vontade, que se entrega ao pecado com claro conhecimento de sua maldade e plena deliberação de sua parte. E, por isto, Santo Agostinho ensina que não pode haver pecado onde falta o consentimento da vontade.

Por mais que sejamos atormentados pelas tentações, pela rebelião de nossos sentidos, pelas comoções ou sensações desregradas de nossa natureza corpórea, não existe pecado algum enquanto faltar o consentimento, como ensina também São Bernardo, dizendo: "O sentimento não causa dano algum, contanto que não sobrevenha o consentimento".

Para consolar tais almas timoratas e escrupulosas, quero oferecer-lhes aqui uma regra prática, aceita por quase todos os teólogos:

Quando uma alma que teme a Deus e detesta o pecado, duvida se consentiu ou não em um mau pensamento, não está obrigada a confessar-se disso, porque, em tal caso, se tivesse realmente cometido um pecado mortal, não estaria em dúvida a esse respeito, porque o pecado mortal, para uma alma que teme a Deus, é um monstro tão horrendo, que não poderá ter entrada em seu coração sem o perceber.

b) Outros, que possuem uma consciência mais relaxada e são mal instruídos, julgam, pelo contrário, que os maus pensamentos nunca são pecados, mesmo havendo consentimento neles, contanto que não se chegue a praticar. Este erro é muito mais pernicioso que o primeiro. O que se não pode fazer, não se pode também desejar; por isso, o mau pensamento em si contêm toda a malícia do ato. Assim como as más obras nos separam de Deus, também os maus pensamentos nos afastam d'Ele e nos privam de Sua graça. "Pensamentos perversos nos separam de Deus" (Sab 1, 3). Como as más obras estão patentes aos olhos de Deus, também Sua vista alcança todos os nossos maus pensamentos para condená-los e puni-los, pois "um D eus de ciência é o Senhor, e diante d'Ele estão patentes todos os pensamentos" (I Rs 2, 3).

2) Logo, nem todos os maus pensamentos são pecados, e nem todos os que são pecados trazem em si o mesmo cunho de malícia. Devemos considerar três coisas quando se trata de um pecado de pensamento, a saber: a sugestão, a deliberação e o consentimento. Alguns esclarecimentos a esse respei to:

a) Sob a palavra sugestão entende-se o primeiro pensamento que nos incita a praticar o mal que nos vem à mente. Esta instigação ou incitamento ainda não é pecado; se a vontade a repele imediatamente, é mesmo uma fonte de merecimentos. "Para cada tentação a que opuseres resistência, se te deverá uma coroa", diz Santo Antão. Até os Santos foram perseguidos por tais pensamentos. São Bento revolveu-se sobre os espinhos para vencer uma tentação impura, e São Pedro de Alcântara lançou-se em poço de água gelada. São Paulo nos informa que também ele foi tentado contra a pureza: "E para que a grandeza das revelações não me ensoberbesse, foi-me dado um espinho em minha carne, um anjo de satanás para me esbofetear" (2 Cor 12, 7). O Apóstolo suplicou várias vezes ao Senhor que o livrasse desse inimigo: "Por essa causa roguei ao Senhor três vezes que o afastasse de mim". O Senhor não quis, porém, dispensá-lo do combate, e respondeu-lhe: "Basta-te a minha graça". E por que não queria o Senhor livrá-lo? Para que adquirisse maiores méritos por sua resistência à tentação: "Porque a virtude se aperfeiçoa na fraqueza". São Francisco de Sales diz que quando um ladrão procura arrombar uma porta, é porque não está ainda dentro da casa; assim também, quando o demônio tenta uma alma, é porque se acha ela ainda na graça de Deus.

Santa Catarina de Sena foi uma vez horrivelmente atormentada pelo demônio, durante três dias, com fortes tentações impuras. Apareceu-lhe então o Senhor para consolá-la, e ela perguntou-lhe: - Mas onde estivestes, Senhor meu, durante estes três dias? Jesus respondeu-lhe: Dentro do teu coração, dando-te força para resistires à tentação. E o Senhor deu-lhe a conhecer que o seu coração estava, depois da tentação, mais puro que antes.
b) À sugestão segue-se a deleitação. Quando nos damos ao trabalho de repelir imediatamente a tentação, sentimos nela uma certa complacência ou prazer, que nos vai arrastando ao consentimento. Mesmo então, se a vontade não dá seu assentimento, não há pecado mortal; quando muito, poderá haver pecado venial. Se, porém, não recorrermos então a Deus e não nos esforçarmos por resistir à tentação, facilmente nos sentiremos arrastados ao consentimento e perdidos, segundo as palavras de Santo Anselmo (De similit., c. 40): "Se não procuramos impedir a deleitação, ela se transformará em consentimento e matará a alma".

Uma senhora, que tinha fama de santa, teve, um dia, um mau pensamento, que não repeliu imediatamente, e pecou por pensamento. Por vergonha deixou de confessar esse pensamento criminoso e morreu, pouco depois, em estado de pecado. Porque morreu com fama de santidade, mandou o bispo que fosse sepultada em sua própria capela. No dia seguinte, porém, apareceu-lhe ela, toda circundada de fogo, e confessou-lhe, infelizmente já tarde demais, que estava condenada por ter consentido num mau pensamento.

c) Toda a malícia do mau pensamento está, porém, no consentimento. Havendo pleno consentimento, perde-se a graça de Deus e chama-se sobre si a condenação eterna, quer se tenha o desejo de cometer um pecado determinado, quer se pense ou reflita com prazer no pecado como se o estivesse cometendo. Esta última espécie de pecado chama-se uma deleitação deliberada ou morosa, e deve-se distinguir bem da primeira, isto é, do pecado de desejo.

3) Se fores, pois, molestada por tais tentações, alma cristã, não deves perder a coragem, antes, animosamente combater, empregando o s meios que te vou indicar, e não sucumbirás:

a) O primeiro é humilhar-se continuamente diante de Deus. O Senhor castiga muitas vezes os espíritos soberbos, permitindo que caiam em qualquer pecado impuro. Sê, pois, humilde, e não confies em tuas próprias forças. Davi confessa que caiu no pecado por não ter se humilhado e ter confiado demais em si mesmo: "Antes de me haver humilhado, eu pequei" (Sl 118, 67). Devemos temer sempre a nossa própria fraqueza e colocar em Deus toda a nossa confiança, esperando firmemente que nos preserve desse vício.

b) O segundo meio é recorrer imediatamente a Deus, sem entrar em diálogo com a tentação. Logo que se apresentar ao nosso espírito um pensamento impuro, devemos elevar a Deus imediatamente o nosso pensamento ou dirigi-lo a qualquer objeto indiferente. A coisa melhor será invocar imediatame nte os Santíssimos Nomes de Jesus e Maria, e não cessar de repeti-los até desaparecer a tentação. Se ela for muito forte, será bom repetir muitas vezes o seguinte propósito: Ó meu Deus, prefiro morrer a Vos ofender. Peça-se socorro, dizendo: Ó meu Jesus, socorrei-me. Maria, assisti-me. Os Nomes de Jesus, Maria e José possuem uma força especial para afugentar as tentações do demônio.

c) O terceiro meio é a recepção assídua dos Santos Sacramentos da Confissão e da Comunhão. É de suma importância revelar quanto antes ao confessor as tentações impuras. "Uma tentação revelada já está meio vencida", diz São Filipe Néri. E se alguém teve a infelicidade de consentir em uma tentação, não se demore nenhum instante em se confessar disso. São Filipe Néri livrou um rapaz desse vício, induzindo-o a confessar-se logo depois de cada queda.

A Santa Comunhão, está fora de dúvida, confere uma grande força na resistência às tentações desonestas. O Sangue de Jesus Cristo, que recebemos na Sagrada Comunhão, é chamado pelos Santos de 'Vinho gerador de Virgens' (Zac 9, 17). O vinho natural é um perigo para a castidade; este Vinho Celestial é o seu conservador.

d) O quarto meio é a devoção à Imaculada Mãe de Deus, que é chamada a Virgem das Virgens. Quantos jovens não se conservaram puros e castos como Anjos, devido à devoção à Santíssima Virgem!

e) O quinto meio é a fuga da ociosidade. O Espírito Santo diz (Ecli 33, 21): "A ociosidade ensina muita coisa má", isto é, ensina a cometer muitos pecados. E o profeta Ezequiel (Ez 16, 49), assevera que foi a ociosidade a causa das abominações e ruína final dos habitantes de Sodoma. Conforme São Bernar do, a ociosidade motivou a queda de Salomão. Por isso São Jerônimo exorta a Rústico (Ep. ad Rust., 2) que esteja sempre ocupado, para que o demônio não o preocupe com suas tentações. "Quem trabalha é tentado por um demônio só; quem vive ocioso, é atacado por uma multidão deles", diz São Boaventura.

f) O sexto meio consiste no emprego de todas as precauções exigidas pela prudência, tais como a modéstia dos olhos, a vigilância sobre as inclinações do coração, a fugida das ocasiões perigosas, etc.


fonte: trecho retirado por Jefferson Roger do livro Tratado da Castidade de Santo Afonso Maria de Ligório

Tratado da Castidade(clique aqui para ler o livro na íntegra)
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Conheça Abigail


No dia 6 de agosto, Erika e Stephen Jones deram boas vindas à sua segunda filha. Tamanha alegria, no entanto, foi precedida por um misto de preocupação e incertezas. O diagnóstico pré-natal da pequena Abigail previa não apenas um, mas dois problemas de saúde.

Um primeiro ultrassom, com 18 semanas, revelou à família a forte possibilidade de Abigail ter síndrome de Down – condição que foi confirmada, em seguida, por um exame de sangue.

"Inicialmente, ficamos chocados e assustados, chorando a perda de um bebê 'normal'", escreveu Erika, em uma postagem na Internet. "Mas Deus rapidamente trabalhou em nossos corações e a Sua paz fez-nos superar o medo. Logo ficamos entusiasmados e honrados por ter uma criança com necessidades especiais."

Mal seus medos se tinham dissipado e eles começaram a aceitar aquele diagnóstico, os médicos vieram com uma nova notícia. O ultrassom de 30 semanas mostrou um aglomerado crescendo no cérebro de Abigail: era um raro tumor cancerígeno que estava substituindo a massa cerebral do bebê.

"Nossos corações se partiram e nossas mentes foram abaladas com questionamentos e com o medo do que estava por vir", escreveu Erika.

À medida que avançava a gravidez, também crescia o tumor – e os médicos ofereciam poucas esperanças.

"Confiando na graça e na perfeição de nosso Deus, nós sabíamos que a vida da pequena Abby tinha um propósito, não importasse o quão longa ou curta ela fosse", explicou. "Rezamos continuamente pela cura de Abigail, mas nossa fé em Deus nunca esteve baseada nisso. Deus não se limita aos nossos planos ou a como queremos que as coisas funcionem. Nossa fé é em um Pai amoroso cujos planos são maiores que os nossos, planos que trarão as pessoas para a vida eterna. Às vezes, as coisas que Ele precisa fazer para trazer os outros à eternidade podem nos causar uma dor tremenda, mas precisamos focar na alegria do que é eterno, e não na dor do que passa."

Por causa do tamanho do tumor, Abigail nasceu de cesárea. Os médicos disseram à família que ela não viveria muito tempo depois do nascimento, mas Abigail ficou bem o suficiente para ser levada para casa. O seu câncer não é curável. O agressivo tratamento da quimioterapia poderia matar um bebê da sua idade. Além disso, os médicos não seriam capazes de remover todo o tumor por meio de uma cirurgia.


Hoje, Abigail está em casa com seus pais e sua irmã, e conta com a ajuda de um pediatra. "Essa situação é trágica e inacreditavelmente difícil", diz a mãe de Abigail. "Não queremos perder a nossa filha. Queremos vê-la rir, dançar, brigar com a sua irmã, andar de bicicleta, ir à escola... queremos ver a sua vida. (...) Nossos corações estão partidos e despedaçados pelo tempo que não temos. O que nos sustenta é o fato de que Deus é bom."

Abigail tem algumas semanas ou meses de vida. A sua família está usando esse curto período para amá-la por completo e descobrir o valor e o significado que tem a sua vida, aproveitando a sua filha por cada momento que ela tem e cada segundo que lhe é dado.


fonte: padrepauloricardo.org/blog
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terça-feira, 13 de outubro de 2015

A esposa e os filhos


Sempre é bom recordarmos alguns ensinamentos sobre a realidade pensada e criada por Deus. Ele que nos pensou família e se fez família, nascendo em Belém. Ele que fez o homem e a mulher, para serem uma só carne e aceitarem os filhos que a providência mandar, para educá-los no temor ao Senhor. Ele que elevou a união conjugal ao sacramento do matrimônio e que apesar de nossa liberdade de filhos Seus, temos o peso que essa condição de filhos traz.

Recordemos essa verdade com essa passagem bíblica do livro do Eclesiástico cap 15,14-22:

14 No princípio Deus criou o homem, e o entregou ao seu próprio juízo;
15 deu-lhe ainda os mandamentos e os preceitos.
16 Se quiseres guardar os mandamentos, e praticar sempre fielmente o que é agradável (a Deus), eles te guardarão.
17 Ele pôs diante de ti a água e o fogo: estende a mão para aquilo que desejares.
18 A vida e a morte, o bem e o mal estão diante do homem; o que ele escolher, isso lhe será dado,
19 porque é grande a sabedoria de Deus. Forte e poderoso, ele vê sem cessar todos os homens.
20 Os olhos do Senhor estão sobre os que o temem, e ele conhece todo o comportamento dos homens.
21 Ele não deu ordem a ninguém para fazer o mal, e a ninguém deu licença para pecar;
22 pois não deseja uma multidão de filhos infiéis e inúteis.

Por aqui, caros leitores percebemos que na economia da salvação não há espaço para o meio termo. Jesus mesmo já disse no livro do Apocalipse que o morno Ele vomita.
Muitas vezes as pessoas não levam a sério a questão dos preceitos e do pecado, comportando-se como se o pecado, realidade que pode nos tirar a salvação eterna, destruindo nossa alma, fosse algo que como uma simples varrida de sujeira para baixo do tapete tudo se resolveria. Engano! Deus vê o oculto.

E para concluir esse artigo sobre este projeto de Deus, a família, lembremos de algumas passagens sobre a família:

Malaquias 2,13-16

13 Eis ainda outra maldade que cometeis: inundais de lágrimas, prantos e gemidos o altar do Senhor, porque o Senhor não dá atenção alguma a vossas ofertas e não se compraz no que lhe apresentais com vossas mãos.
14 E dizeis: Mas por quê?! É porque o Senhor foi testemunha entre ti e a esposa de tua juventude. Foste-lhe infiel, sendo ela a tua companheira e a esposa de tua aliança.
15 Porventura não fez ele um só ser com carne e sopro de vida? E para que pende este ser único, senão para uma posteridade concedida por Deus? Tende, pois, cuidado de vós mesmos, e que ninguém seja infiel à esposa de sua juventude.
16 Quando alguém, por aversão, repudia (a mulher) - diz o Senhor, Deus de Israel -, cobre de injustiça as suas vestes - diz o Senhor dos exércitos. Tende, pois, cuidado de vós mesmos e não sejais infiéis!

1ª Coríntios 7,2-5

2 Todavia, considerando o perigo da incontinência, cada um tenha sua mulher, e cada mulher tenha seu marido.
3 O marido cumpra o seu dever para com a sua esposa e da mesma forma também a esposa o cumpra para com o marido.
4 A mulher não pode dispor de seu corpo: ele pertence ao seu marido. E da mesma forma o marido não pode dispor do seu corpo: ele pertence à sua esposa.
5 Não vos recuseis um ao outro, a não ser de comum acordo, por algum tempo, para vos aplicardes à oração; e depois retornai novamente um para o outro, para que não vos tente Satanás por vossa incontinência.

Colossenses 3,20-21

20 Filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto agrada ao Senhor.
21 Pais, deixai de irritar vossos filhos, para que não se tornem desanimados.

Efésios 6,1,4

1 Filhos, obedecei a vossos pais segundo o Senhor; porque isto é justo.
4 Pais, não exaspereis vossos filhos. Pelo contrário, criai-os na educação e doutrina do Senhor.

Isaías 30,1

1 Ai dos filhos rebeldes, diz o Senhor, eles seguem um plano que não vem de mim. Concluem alianças sem o meu consentimento, acumulando, assim, falta sobre falta.

Isaías 38,19

19 O pai dá a conhecer a seus filhos vossa fidelidade, diante da casa do Senhor.

Eclesiástico 3,2-6

2 Ouvi, meus filhos, os conselhos de vosso pai, segui-os de tal modo que sejais salvos.
3 Pois Deus quis honrar os pais pelos filhos, e cuidadosamente fortaleceu a autoridade da mãe sobre eles.
4 Aquele que ama a Deus o roga pelos seus pecados, acautela-se para não cometê-los no porvir. Ele é ouvido em sua prece cotidiana.
5 Quem honra sua mãe é semelhante àquele que acumula um tesouro.
6 Quem honra seu pai achará alegria em seus filhos, será ouvido no dia da oração.

Eclesiástico 7,25-30

25 Tens filhos? Educa-os, e curva-os à obediência desde a infância.
26 Tens filhas? Vela pela integridade de seus corpos, não lhes mostres um rosto por demais jovial.
27 Casa tua filha, e terás feito um grande negócio; dá-a a um homem sensato.
28 Se tiveres mulher conforme teu coração, não a repudies, e não confies na que é odiosa.
29 Honra teu pai de todo o coração, não esqueças os gemidos de tua mãe;
30 lembra-te de que sem eles não terias nascido, e faze por eles o que fizeram por ti.

Eclesiástico 30,7

7 Aquele que estraga seus filhos com mimos terá que lhes pensar as feridas; a cada palavra suas entranhas se comoverão.

Salmos 126,3

3 Vede, os filhos são um dom de Deus: é uma recompensa o fruto das entranhas.

Salmos 127,1-4

1 Felizes os que temem o Senhor, os que andam em seus caminhos.
2 Poderás viver, então, do trabalho de tuas mãos, serás feliz e terás bem-estar.
3 Tua mulher será em teu lar como uma vinha fecunda. Teus filhos em torno à tua mesa serão como brotos de oliveira.
4 Assim será abençoado aquele que teme o Senhor.

Pois bem , quão agradável são os ensinamentos desse Deus que é amor, que como um Pai não se cansa de nos mostrar as verdades que libertam e teve o cuidado de nos deixar por escrito tudo que precisamos para chegarmos ao céu. Bendito e Louvado seja para sempre Nosso Senhor Jesus Cristo, Amém!


fonte: trechos retirados da sagrada escritura por Jefferson Roger
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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

O verdadeiro devoto


São Luis Grignion de Monfort nasceu em 1673 e morreu em 1716. Foi um sacerdote francês e incluído no cânone dos santos católicos. Ele é reconhecido por ser um grande pregador e escritor, cujos livros são amplamente lidos nos dias atuais e considerados de extrema importância no magistério da Igreja Católica. É considerado um dos primeiros defensores da devoção mariana.

Neste artigo, colocaremos alguns trechos do seu livro "O tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem Maria", onde o Santo evidencia alguns frutos que o fiel recebe de Deus, por ser um devoto comprometido com sua salvação e a salvação do próximo:

Se a devoção à Santíssima Virgem nos afastasse de Jesus Cristo, seria preciso rejeitá-la como uma ilusão do demônio. Mas é tão o contrário; está devoção só nos é necessária para encontrar Jesus Cristo, amá-lo ternamente e fielmente servi-lo.

Meu querido irmão, convencei-vos de que, se tornardes fiel às práticas interiores e exteriores desta devoção, recebereis o que vos indico em seguida:

Conhecimento e desprezo de si mesmo

Pela luz que o Espírito Santo vos dará por intermédio de Maria, sua querida esposa, conhecereis vosso fundo mau, vossa corrupção e vossa incapacidade para todo bem, e, em consequência deste conhecimento, vos desprezareis, e será com horror que pensareis em vós mesmo. Considerar-vos-ei como uma lesma asquerosa que tudo estraga com sua baba, como um sapo repugnante que tudo envenena com sua peçonha, ou como a serpente traiçoeira que só busca enganar. A humilde Maria vos dará, enfim, parte de sua humildade, com que vos desprezareis a vós mesmo, sem desprezar pessoa alguma, e gostareis até de ser desprezado.

Participação da fé de Maria

A Santíssima Virgem vos dará uma parte de sua fé, a maior que já houve na terra, maior que a de todos os patriarcas, profetas, apóstolos e todos os santos. Agora, reinando nos céus, ela já não tem esta fé, pois vê claramente todas as coisas de Deus, pela luz da glória. Com assentimento do Altíssimo, ela, entretanto, não a perdeu ao entrar na glória; guardou-a para seus fiéis servos e servas na Igreja militante. Quanto mais, portanto, ganhardes a benevolência desta princesa e virgem fiel, tanto mais profunda fé tereis em toda a vossa conduta: uma fé pura, que vos levará a despreocupação por tudo que é sensível e extraordinário; uma fé viva e animada pela caridade que fará co que vossas ações sejam motivadas por puro amor; uma fé firme e inquebrantável como um rochedo, que vos manterá firme e constante no meio das tempestades e tormentas; uma fé ativa e penetrante que, semelhante a uma chave misteriosa, vos dará entrada em todos os mistérios de Jesus Cristo, nos novíssimos do homem e no coração do próprio Deus; fé corajosa que vos fará empreender sem hesitações, e realizar grandes coisas para Deus e a salvação das almas; fé, finalmente, que será vosso fanal luminoso, vossa via divina, vosso tesouro escondido da divina Sabedoria e vossa arma invencível, da qual vos servireis para aclarar os que jazem nas trevas e nas sombras da morte, para abrasar os tíbios e os que necessitam do ouro candente da caridade, para dar vida aos que estão mortos pelo pecado, para tocar e comover, por vossas palavras doces e poderosas, os corações de mármore e derrubar os cedros do Líbano, e para, enfim, resistir ao demônio e a todos os inimigos da salvação.

Graça do puro amor

Esta Mãe do amor formoso (Eclo 24,24) aliviará vosso coração de todo escrúpulo e de todo temor servil; ela o abrirá e o alargará para correr pelo caminho dos MANDAMENTOS DO SEU FILHO (cf. Sl 118,32), com a santa liberdade dos filhos de Deus, e para nele introduzir o puro amor, de que ela possui o tesouro; de tal modo que não mais vos conduzireis, como o fizestes até aqui, pelo receio ao Deus da caridade, mas pelo puro amor, unicamente. Passareis a olhá-lo, como vosso bondoso Pai, tratando de agradar-lhe incessantemente; com Ele conservareis confidentemente, à semelhança de um filho com seu pai. Se, por acaso, o ofenderdes, humilhar-vos-eis em continente diante dele, pedir-lhe-eis perdão humildemente, lhe estendereis simplesmente a mão, e vos levantareis amorosamente, sem perturbação nem inquietação, e sem desfalecimentos continuareis a caminhar para Ele.

Grande confiança em Deus e em Maria

A Santíssima Virgem vos encherá de grande confiança em Deus e nela, porque não vos aproximareis mais de Jesus Cristo por vós mesmo, mas sempre por intermédio desta bondosa Mãe. Porque, tendo lhe dado todos os vossos méritos, graças e satisfações, para que deles disponha à sua vontade, ela vos comunicará suas virtudes e vos revestirá de seus méritos. Porque, desde que vos deste a ela inteiramente de corpo e alma, ela, que é liberal com os liberais, dar-se-á a vós em troca, e isto de um modo maravilhoso, mas verdadeiro. O que aumenta ainda vossa confiança nela é que, tendo lhe dado em depósito tudo o que tendes de bom para dar ou guardar, confiareis menos em vós e muito mais nela, que é vosso tesouro. Oh! que confiança e consolação para uma alma poder chamar também seu o tesouro de Deus, onde Deus depositou o que tem de mais precioso!

Comunicação da alma e o espírito de Maria

A alma da Santíssima Virgem se comunicará a vós para glorificar o Senhor; seu espírito tomará o lugar do vosso para regozijar-se em Deus, contanto que pratiqueis fielmente esta devoção - Qua a alma de Maria esteja em cada um para aí glorificar o Senhor; que o espírito de Maria esteja em cada um para aí regozijar-se em Deus. Ah! quando virá este tempo feliz, diz um santo de nossos dias, todo dado a Maria, quando virá este tempo feliz em que Maria será estabelecida Senhora e Soberana nos corações, para submetê-los plenamente ao império de seu grande e único Jesus? Quando chegará o dia em que as almas, respirarão Maria, como o corpo respira o ar? Então, coisas maravilhosas acontecerão neste mundo, onde o Espírito Santo, encontrando sua querida Esposa como que reproduzida nas almas, a elas descerá abundantemente, enchendo-as de seus dons, particularmente do dom da sabedoria, a fim de operar maravilhas de graça. Meu caro irmão, quando chegará esse tempo feliz, esse século de Maria, em que inúmeras almas escolhidas, perdendo-se no abismo de seu interior, se tornarão cópias vivas de Maria, para amar e glorificar Jesus Cristo?

Caro leitor, está é uma realidade profetizada pelos céus. " O meu filho Jesus deseja estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração, pois muitas pessoas são condenadas diariamente por não haver quem reze e faça sacrifícios por ela. Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará". Estas são palavras de Nossa Senhora em Fátima, 1917, em sua aparição aos três pastorinhos: Lúcia, Francisco e Jacinta, onde ela também nos pediu: "Rezem o rosário todos os dias", e também pediu: "vocês aceitam receber os sofrimentos que Deus lhes enviar para a salvação dos pecadores?". Ao passo que eles aceitaram e vejamos bem, se nossa Mãe do Céu pediu isso à crianças de dez, nove e sete anos, portanto nós adultos não temos desculpas. É preciso não descuidarmos de nossas práticas católicas ensinadas por Jesus e recordadas por Maria.


fonte: trecho retirado por Jefferson Roger do livro "Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem"
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sábado, 10 de outubro de 2015

As Diversas Formas de CASTIDADE

Todo batizado é chamado à castidade. O cristão "se vestiu de Cristo, modelo de toda a castidade. Todos os fiéis de Cristo são chamados a levar uma vida casta segundo seu específico estado de vida. No momento do Batismo, o cristão se comprometeu a viver sua afetividade na castidade.

A castidade há de distinguir as pessoas de acordo com seus diferentes estados de vida: umas na virgindade ou no celibato consagrado, maneira eminente de se dedicar mais facilmente a Deus com um coração indiviso; outras, da maneira como a lei moral determina, conforme forem casados ou celibatários. As pessoas casadas são convidadas a viver a castidade conjugal; os outros praticam a castidade na continência:

Existem três formas da virtude da castidade:



Santo Ambrósio nos recorda: A primeira forma de castidade é a dos esposos; a segunda, da viuvez; a terceira, da virgindade. Nós não louvamos uma delas excluindo as outras. Nisso a disciplina da Igreja é rica.

Os noivos são convidados a viver a castidade na continência. Nessa provação eles verão uma descoberta do respeito mútuo, uma aprendizagem da fidelidade e da esperança de se receberem ambos da parte de Deus.

Reservarão para o tempo do casamento as manifestações de ternura específicas do amor conjugal. Ajudar-se-ão mutuamente a crescer na castidade.


Aos solteiros e às viúvas, digo que lhes é bom se permanecerem assim, como eu. Mas, se não podem guardar a continência, casem-se. É melhor casar do que abrasar-se. (1ª Cor 7,8-9)






As Ofensas à Castidade


1- A luxúria é um desejo desordenado ou um gozo desregrado do prazer venéreo. O prazer sexual é moralmente desordenado quando é buscado por si mesmo, isolado das finalidades de procriação e de união.

2- Por masturbação se deve entender a excitação voluntária dos órgãos genitais, a fim de conseguir um prazer venéreo. Qualquer que seja o motivo, o uso deliberado da faculdade sexual fora das relações conjugais normais contradiz sua finalidade sendo um ato gravemente desordenado.

3- A fornicação é a união carnal fora do casamento entre um homem e uma mulher livres. É gravemente contrária à dignidade das pessoas e da dignidade humana, naturalmente ordenada para o bem dos esposos, bem como para a geração e a educação dos filhos.

4- A pornografia consiste em retirar os atos sexuais, reais ou simulados, da intimidade dos parceiros para exibi-los a terceiros de maneira deliberada. Ela ofende a castidade porque desnatura o ato conjugal, doação íntima dos esposos entre si. É uma falta grave.

5- A prostituição vai contra a dignidade da pessoa que se prostitui, reduzida, assim, ao prazer venéreo que dela se obtém. Aquele que paga peca gravemente contra si mesmo; viola a castidade à qual se comprometeu em seu Batismo e mancha seu corpo, templo, templo do Espírito Santo.

6- O estupro designa a penetração à força, com violência, na intimidade sexual de uma pessoa. Fere a justiça e a caridade, provoca um dano grave e é sempre um ato intrinsecamente mau.

Nos ensina Santo Agostinho que aquele que quer permanecer fiel às promessas do Batismo e resistir às tentações empenhar-se-á em usar os meios:

o conhecimento de si, a prática de uma ascese adaptada às situações e que se encontra, a obediência aos mandamentos divinos, a prática das virtudes morais e a fidelidade à oração. A castidade nos recompõe e é comandada pela virtude cardeal da temperança, que tem em vista fazer depender da razão as paixões e os apetites da sensibilidade humana.
O domínio de si mesmo é um trabalho a longo prazo. Nunca deve ser considerado definitivamente adquirido. Supõe um esforço a ser retomado em todas as idades da vida. O esforço necessário pode ser intenso em certas épocas.

A castidade é uma virtude moral. É também um dom de Deus, uma graça, um fruto da obra espiritual. O Espírito Santo concede o dom de imitar a pureza de Cristo àquele que foi regenerado pela água do Batismo. Sejamos fiéis as promessas do Batismo e não cessemos de orar a Deus pedindo incessantemente ao Espírito que não se cansa de suplicar por nós, que não sabemos nem pedir como convém.
Peçamos pois, a intercessão da Esposa Divinal, Maria Santíssima, para que saibamos agradar ao Seu Filho Jesus obedecendo santamente seus ensinamentos e conservando nossa fidelidade ao seu Evangelho, pois a castidade é a fidelidade a um só.


fonte: Jefferson Roger com trechos retirados das sagradas escrituras e do catecismo da igreja católica.
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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Você já rezou hoje?

Melhor ainda caro leitor, é nos fazermos esta pergunta: Já rezei hoje? Vamos refletir e meditar nessa grande verdade que acompanha nossa vida de católicos. A oração constante. Quem nos manda agir assim é ninguém menos que nosso Salvador e Redentor, Jesus Cristo. Já nos é ensinado desde a época em que passamos em catequese que a oração é o diálogo que fazemos com Deus e os céus. E isto é bem entendido, pois não se trata de uma lista de pedidos que fazemos a Deus inclusive com prazo de validade para sermos atendidos. Muito longe disso, mas muito longe disso mesmo. Nossa Senhora já nos advertiu em suas aparições que aquele que não reza com o coração não tem consciência dos seus pecados. A oração que não brota do coração não chega a Deus. E como a Mãe de Deus está em completa sintonia com os ensinamentos de seu filho inclusive respondendo a muitas alegações céticas de que ela não fala nada do Evangelho, a Virgem Santíssima, a cheia de graça, serva do Senhor, não contradiz em nada o que Jesus nos deixou nos Evangelhos. Na bíblia já lemos que nem sabemos pedir como convém e por isso o Espírito Santo súplica por nós. Triste realidade? Fácil de se constatar não é mesmo! Quantas pessoas já ouvimos falar que rezam, rezam e nada acontece. E não acontece mesmo! Jesus nos ensinou na Oração do Pai Nosso, que devemos pedir em oração ao Pai que seja feita a vontade Dele. Buscai primeiro o reino dos céus e a sua justiça e tudo mais vos será acrescentado. Portanto não há dúvidas de que o tudo vem depois do reino dos céus e estes são ensinamentos celestes. Vamos ver o que está escrito em algumas passagens das sagradas escrituras sobre a oração? Baruc 4,21 - Orai a Deus, a fim de que vos salve da mão poderosa de vossos inimigos! Colossenses 4,3 - Orai também por nós. Pedi a Deus que dê livre curso à nossa palavra para que possamos anunciar o mistério de Cristo. Efésios 6,18-19 - Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos. E orai também por mim, para que me seja dado anunciar corajosamente o mistério do Evangelho. São Judas 20 - Vós, caríssimos, edificai-vos mutuamente sobre o fundamento da vossa santíssima fé. Orai no Espírito Santo. São Tiago 5,16 - Confessai os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros para serdes curados. A oração do justo tem grande eficácia. Lucas 6,28 - Abençoai os que vos maldizem e orai pelos que vos injuriam. Lucas 21,36 - Vigiai, pois, em todo o tempo e orai, a fim de que vos torneis dignos de escapar a todos estes males que hão de acontecer, e de vos apresentar de pé diante do Filho do Homem. Lucas 22,40 - Orai para que não caiais em tentação. Marcos 14,38 - Vigiai e orai, para que não entreis em tentação. Pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca. Eclesiástico 50,24 - E agora, orai ao Deus de todas as coisas, que fez grandes coisas pela terra toda,... 1ª Tessalonicenses - 5,17 - Orai sem cessar. 2ª Tessalonicenses - 3,1-2 - Por fim, irmãos, orai por nós, para que a palavra do Senhor se propague e seja estimada, tal como acontece entre vós, e para que sejamos livres dos homens perversos e maus; porque nem todos possuem a fé. Pois bem, caros leitores, com apenas poucas passagens da bíblia podemos compreender que não se pode desagregar de nossas práticas católicas a oração. Nossa Senhora sempre nos pede em todas as suas aparições para rezarmos o santo rosário todos os dias. E como Ela sabe muito mais do que nós, quem somos para colocar em dúvida essa exortação da Mãe de Deus? Também a Virgem Santíssima nos recorda que a oração que mais agrada a Deus acima do rosário é a santa missa. Enfim, não nos é possível evitar essa nossa realidade cristã. A oração do Pai nosso, da Ave-Maria, o santo rosário, a oração do Santo Anjo, as ladainhas e tantas outras orações inspiradas por tantos santos e pela igreja, além daquelas que cada um profere do íntimo do seu coração. Rezamos quando acordamos? Rezamos antes das tomadas de decisões importantes? Rezamos para agradecer tantas coisas que recebemos de Deus todos os dias e muitas vezes nem damos valor e até nos parecem cotidianas e sem importância? Rezamos por mais um dia que Deus nos deu junto das pessoas que gostamos? Rezamos uns pelos outros e isso inclui, como nos manda Jesus, os nossos inimigos? Rezamos pedindo as graças necessárias para nossa salvação? Rezamos pedindo pela intercessão celeste? Rezamos agradecendo pelo dia que tivemos? Rezamos também por amor a Jesus e Maria? Pelo amor que Eles nos têm? Rezo sem cessar ou só quando preciso de algo temporal ou quando tenho vontade? Rezo sem egoísmo? Poderíamos aqui estender essa lista de perguntas que nada mais é que uma espécie de exame de consciência. Mas observemos atentamente, uma pessoa que não é cristã e sobretudo não é católica autêntica, não pode responder corretamente à estas perguntas não é mesmo? Não pode responder por que ela não pode servir a dois senhores. Ou se serve a Deus ou ao mundo. Jesus nos disse: "Ou se está comigo ou contra mim". Lembremos que os Evangelhos estão cheios do exemplo de Jesus em atitudes de oração. Ele em sua passagem pela terra, mostrou-se uma pessoa de constante oração. O caminho que Ele deixou, já trilhado por tantos santos e santas de Deus, o caminho da porta estreita, tem dentro dele a atitude da oração. Sem mim nada podeis fazer, também nos disse Jesus. Não há como trilharmos um caminho nosso até os céus por que Jesus disse que Ele é o caminho, a verdade e a vida. E o verbo encarnado nos mandou orar. E percebam: "orar" ou "rezar" é a mesma coisa. Assim como atestam o Michaellis, o Aurélio e todos os dicionários da língua portuguesa, os termos orar e rezar são sinônimos. Aliás, é importante notar que essa duplicidade de termos que expressam uma mesma realidade é característica de nossa língua pátria. Em inglês, por exemplo, o verbo to pray significa exatamente o mesmo: orar ou rezar, tanto faz. Em italiano, usa-se a palavra pregare, que poderia ser traduzida como "suplicar" e que tem o mesmo sentido de orar ou rezar em nosso idioma. No desenvolvimento do português, – esta língua tão complexa, – surgiram muitos termos sinônimos, como: andar e caminhar; experimentar e experienciar; trabalhar e laborar; alimentar e nutrir; orar e rezar, etc, etc... De fato, não há absolutamente nenhuma razão para se diferenciar radicalmente os termos orar e rezar. Na Santa Missa, por exemplo, o sacerdote usa a expressão "oremos" enquanto, – na oração dos fiéis, – costuma-se dizer "rezemos". Artigos Relacionados: Já rezou hoje? E o celular, já usou hoje? O jejum da tecnologia fonte: Jefferson Roger e ofielcatolico.com.br
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terça-feira, 29 de setembro de 2015

Operai a vossa salvação com temor e tremor


Decerto, é muitíssimo bom ter uma confiança desmedida na misericórdia. Mas à luz da verdadeira fé, a esperança não deve estar separada do temor. E se a esperança deve alguma vez dominar o temor, é na condição de que o temor subsista como se fossem os fundamentos de uma casa que dá solidez a todo um edifício. Assim, o temor da justiça de Deus, o temor do pecado e do inferno deve afastar toda a vã presunção do nosso edifício espiritual. O mesmo Deus que disse: "quem vem a mim eu não o rejeitarei"; também disse: "operai a vossa salvação com temor e tremor". É preciso temer santamente para ter o direito ao sano dom da fortaleza.

Diante dos abismos escaldantes do inferno, volte-se a si, caro leitor. Volte a sim mesmo, profunda e seriamente! Onde você se encontra? Você está em estado de graça? Não há, na sua consciência, algum pecado grave que, acaso você venha a morrer de forma inesperada, possa comprometer a sua eternidade? Acaso tenha, creia-me, não hesite em arrepender-se com todo o seu coração. Depois, vá se confessar hoje mesmo, ou seja, o mais rápido possível. É preciso dizer, em face do inferno, que todos interesse deva passar bem longe de lá? Ou que é preciso, antes de tudo, assegurar a sua salvação? Nosso Senhor nos pergunta: "A que servirá o homem ganhar o mundo inteiro, mas arruinar a sua vida? O que poderá dar o homem em troca de sua vida?"

Diz o dito: não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje! Afinal, você tem certeza de que terá um amanhã?

Mas não se trata apenas de sair do estado de pecado mortal quando nele tivermos a infelicidade de cair. É preciso tomar as mais sérias precauções e levar adiante o zelo de nossa salvação eterna. Não devemos nos contentar em sair o mais rápido possível da via que leva ao inferno, mas também evitar de nela se engajar. É preciso evitar, a qualquer custo, as ocasiões de queda, sobretudo aquelas que a triste experiência tem-nos mostrado ser perigosas. Um cristão, um homem que tem o senso comum, sacrifica tudo, enfrenta tudo, suporta tudo para escapar do fogo do inferno. Deus mesmo nos disse que se tua mão, pé e olho, ou aquilo que você tem de mais valioso no mundo, se tornam um motivo para o pecado, renuncie a tudo isso sem hesitar. É melhor entrar mutilado, manco, cego ou em qualquer outra condição, no reino de Deus e na vida eterna, do que ser lançado no abismo de fogo, na eternidade do inferno, onde o fogo jamais se extinguirá.

Não tenhamos ilusões a este respeito! E é mesmo pelas ilusões que o inimigo de nossas pobres almas procura surpreender, já que um ataque frontal não parece fortuito. As ilusões são pérfidas, sutis, múltiplas e frequentes. Portam, sobretudo, o egoísmo através de raciocínios friamente calculados, e bastante sofisticados, para dar nuances às insurreições do espírito contra a fé, contra a inteira submissão devida à autoridade da Santa Sé e da Igreja; sobre as pretensas necessidades de saúde ou mesmo habituais, que pouco a pouco vão escorregando na lama da impureza; ou ainda sobre os costumes e conveniências do mundo em que vivemos, e que facilmente leva ao turbilhão do prazer e da vaidade, do esquecimento do Deus e da negligência da vida cristã; enfim, a cegueira causada pela ganância, que leva tanta gente a sucumbir aos pretextos de necessidades comerciais, costumes gerais nos negócios ou sábias previsões para o futuro. Repito: o inimigo só leva a ilusões! Quantos réprobos, hoje no inferno, trilharam este caminho! Podemos nos seduzir, ao menos em uma certa medida, mas não saberemos dissimular aos olhos de Deus.

Por tanto quer certeza de que está a evitar o inferno querido leitor? Não se contente em evitar o pecado mortal, de combater os vícios e os defeitos que para lá conduzem. Tenha uma boa e santa vida, seriamente cristã e plena de Jesus Cristo.

Faça como as pessoas prudentes que têm de passar por caminhos difíceis quando estão a contornar os precipícios: com medo de cair, tomam cuidado de não andar pela borda, onde um passo em falso pode ser fatal. Sabiamente tomam o lado oposto da rota, mantendo sempre ma distância segura do precipício. Faça o mesmo! Abrace esta nobre e bela vida chamada crista, a vida da piedade.

Sempre comece e termine o dia com uma oração, rezada com muita devoção e cordialidade. Junte às orações uma leitura atenta de uma ou duas páginas do Evangelho ou de bons livros devocionais que enriqueçam o espírito. Depois da leitura, recolha-se por alguns minutos para refletir e tomar decisões, pela manhã, do que se irá fazer durante o dia; à tarde, do que se irá fazer à noite. Reflita também sobre a morte e a eternidade.

Tome o excelente hábito de fazer o sinal da cruz todas as vezes que você sair e entrar em casa. Esta prática, muito simples,é santificante. Mas tome o cuidado para jamais fazer o sinal sagrado de forma leviana, sem pensar, pela rotina, como tanta gente faz. Deve ser feito de forma muito religiosa e com muita seriedade.

Tenha o hábito, e jamais deixe-o, de se confessar e de comungar com frequência. A confissão e a comunhão são os dois grandes meios de salvação oferecidos pela misericórdia de Jesus Cristo a todos que querem salvar e santificar suas almas. Evite a faltas graves; cresça no amor ao bem e na prática de virtudes cristãs.

O célebre Catecismo de Trento diz que o mínimo que deve fazer um cristão, que tenha um pouco de preocupação com a sua alma, é ir aos sacramentos todos os meses. Em todo o caso, não perca a direção, mantenha-se no caminho. Faça o melhor, mas faça pelo amor de sua alma, pelo amor do Salvador que derramou o Seu sangue por ela. Não recue diante do Evangelho e seja um bom cristão.


fonte: trecho retirado por Jefferson Roger do livro O inferno, se existe, o que é, como evitá-lo de Monsenhor de Ségur
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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Reflexão sobre a realidade do inferno


Desde o princípio encontramos a existência do inferno de fogo eterno nos livros mais antigos que se conhecem: os de Moisés. Assim nos conta o décimo sexto capítulo do livro dos números: os três levitas, Coré, Datã e Albiron, que tinham blasfemado contra Deus e haviam se revoltado contra Moisés, foram "tragados vivos para o inferno. Eles desceram vivos para o inferno; e o fogo saído do Senhor devorou duzentos e cinquenta outros rebeldes." Isso foi escrito por Moisés há mais de seiscentos anos antes do nascimento de Nosso Senhor.

No Deuteronômio, o Senhor, pela boca de Moisés: "Sim! O fogo da minha ira está ardendo e vai queimar até o mais fundo do inferno." No livro de Jó, igualmente escrito por Moisés segundo alguns historiadores, o servo Jó testemunha que os ímpios, cuja vida era repleta de bens, disseram a Deus: 'Afasta-te de nós, pois não nos interessa conhecer os teus caminhos. Quem é o Todo-Poderoso, para que o sirvamos? De que nos aproveita que lhe façamos orações?. Estes ímpios caíram no inferno." Jó ainda descreve o inferno como "terra soturna e sombria de escuridão e desordem, onde a claridade é a sombra."

Certamente são testemunhos mais do que respeitáveis, que remontam às mais antigas origens históricas.

Davi e Salomão falavam frequentemente do inferno como uma grande verdade, conhecida e reconhecida por todos, sem haver necessidade de demonstração. No livro dos Salmos, entre outras coisas, dizia Davi sobre os pecadores: "Sejam precipitados todos os pecadores no inferno, envergonhem-se, e sejam conduzidos ao inferno. E também fala das "dores do inferno".

Salomão, referindo-se aos ímpios que querem seduzir e fazer se perder os justos diz: "Nós os tragaremos vivos, como o inferno." E na famosa passagem do livro da Sabedoria, onde descreve os desesperos dos condenados: "Eis os que dizem os pecadores no inferno; sim, a esperança do ímpio é como palha levada pelo vento". Outro dos seus livros chamado Eclesiástico, diz ainda: "A assembleia dos pecadores é monte de estopa, cujo fim derradeiro é a chama de fogo; no final estão o inferno, e as trevas e os castigos."

Dois séculos mais tarde, mais de oitocentos anos antes de Jesus Cristo, era a vez do grade Profeta Isaías dizer: "Como caíste do altos dos céus, ó Lúcifer (...) dizias a teu coração: subirei acima da altura das nuvens e serei semelhante ao Altíssimo. E, contudo, no inferno serás precipitado até o profundo lago." Em outra passagem do livro de Isaías, o Profeta fala do eterno fogo do inferno: "O temor se apoderou dos ímpios. Quem dentre nós poderá habitar com o fogo devorador? Quem dentre nós poderá manter-se junto aos braseiros eternos?."

Também o Profeta Daniel, que viveu duzentos anos após Isaías, ao falar da ressurreição dos mortos e do julgamento: "E toda esta multidão dos que dormem no pó da terra, acordarão: uns para a vida eterna, e outros para o opróbrio, que eles terão sempre diante dos olhos."

O mesmo testemunho é dado por outros Profetas, até chegar ao precursor do Messias, São João Batista, que também fala ao povo de Jerusalém sobre o eterno fogo do inferno, como uma verdade de todos conhecida, da qual jamais se duvidou: "Eis o Cristo que se aproxima", disse; "Ele recolherá o Seu trigo (os eleitos) no celeiro, mas queimará as palhas (os pecadores) num fogo inextinguível."

O inferno existe: foi Deus mesmo quem nos revelou




As passagens do antigo testamento vistas anteriormente nos mostram que foi o próprio Deus quem revelou o dogma do inferno aos Patriarcas, aos Profetas a ao antigo povo de Israel. Com efeito, não são apenas testemunhos históricos; são, sobretudo, testemunhos divinos que comandam a fé, que se impõem à nossa consciência com a autoridade infalível das verdades reveladas.

Nosso Senhor confirmou solenemente essa formidável revelação, pois fala quatorze vezes sobre o inferno nos Evangelhos. Não nos reportaremos aqui a todas essas palavras, mas veremos apenas as principais. Não esqueçamos caro leitor, que é Deus mesmo quem fala aqui, e Ele disse:"Passarão o céu e a terra, mas não passarão as minhas palavras".

Pouco após a sua admirável transfiguração no Monte Tabor, Nosso Senhor disse aos seus e as pessoas que o seguiam: "Se tua mão ou teu pé te escandalizam, corta-os e atira-os para longe de ti. Melhor é que entres mutilado ou manco para a vida do que, tendo duas mãos e dois pés, seres atirado no fogo eterno. E, se teu olho te escandaliza, arranca-o e atira-o para longe de ti. Melhor é que entres com um olho só para a vida do que, tendo dois olhos, seres atirado no fogo do inferno, onde o fogo jamais extinguirá".

Ele também fala que chegará o fim dos tempos: "O Filho do Homem enviará Seus anos e eles apanharão do Seu Reino todos os escândalos e os que praticam a iniquidade e lança-los-ão na fornalha ardente. Ali haverá choro e ranger com o dentes. Então os justos brilharão como o sol no Reino de Seu Pai. O que tem ouvidos, ouça!".

Quando o Filho de Deus prediz o juízo final, no vigésimo quinto capítulo do Evangelho de São Mateus, faz-nos saber de antemão os próprios termos da sentença que Ele pronunciará contra os condenados: "Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno preparado para o diabo e para os seus anjos". E acrescenta: "E irão esses para o suplício eterno".

Pode haver algo mais decisivo?

Os Apóstolos, encarregados pelo Salvador para desenvolver Sua doutrina e ensinar Suas revelações, não falam de maneira menos explícita sobre o inferno e suas chamas eternas. Para citar algumas de suas palavras, lembremos que São Paulo, pregando sobre o juízo final, disse aos cristãos de Tessalônica: "O Senhor Jesus descerá do céu com os Anjos da Sua virtude, em chama de fogo para vingar-se daqueles que não conhecem a Deus, e que não obedecem ao Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. O castigo deles será a ruína eterna longe da face do Senhor e do esplendor de Sua majestade".

O Apóstolo Pedro diz que os ímpios partilharão do castigo dos anjos maus, que o Senhor os precipitou nas profundezas do inferno, no tormento do Tártaro. Ele os chama de filhos da maldição, a quem são reservados os horrores das trevas.

São João, do mesmo modo falou-nos do inferno e suas chamas eternas. Quanto ao anticristo e seu falso profeta, disse: "ambos foram lançados vivos no lago de fogo, que arde com enxofre para serem atormentados noite e dia e por todos os séculos".

Finalmente, também o Apóstolo São Judas nos falou sobre o inferno, mostrando-nos os demônios e os condenados presos em "cadeias eternas sob as trevas", sujeitos so "castigo de fogo eterno".

Em todas as epístolas inspiradas, os Apóstolos recorrem constantemente ao temor dos julgamentos de Deus e Suas punições eternas, que estão à espera dos pecadores impertinentes.

Diante de tão claros esclarecimentos, é de se admirar que a Igreja nos apresente o castigo eterno como um dogma de fé propriamente dito? E de tal modo que, havendo quem ouse negar, ou mesmo pôr em dúvida, seja considerado herético?

Enfim, a existência do inferno é um artigo de fé católica. E estamos tão seguros disso como da existência de Deus. Assim sendo, o inferno existe.


fonte: trecho retirado por Jefferson Roger do livro "O inferno - se existe - o que é - como evitá-lo de autoria de Monsenhor de Ségur
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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

A compaixão e o amor de Maria


Conta o Padre Bóvio que uma mulher perdida, chamada Helena, foi um dia à igreja e aí ouviu casualmente um sermão sobre o rosário. Saindo, trocou-se um rosário; mas trazia-o escondido, para que não fosse visto. Começou logo a rezá-lo. E ainda que o recitasse sem devoção, a Santíssima Virgem lhe infundiu tantas consolações e doçura em rezar, que depois não podia deixar de o fazer. Ao mesmo tempo nela inspirou o Senhor um profundo nojo da má vida que levava. Helena não podia encontrar mais repouso e viu-se como impelida a ir confessar-se. Realmente confessou-se com tanta contrição, que fez pasmar o confessor.

Feita a confissão, prostrou-se aos pés de um altar da Mãe de Deus para dar graças à sua advogada. Enquanto aí recitava o santo rosário, falou-lhe da imagem a divina Mãe: Helena, basta quanto tens ofendido a Deus e a mim; de hoje em diante muda de vida, que eu te farei participante das minhas graças. Confusa, respondeu-lhe a pobre pecadora: Ah! Virgem Santíssima, é verdade que eu tenho levado uma vida de vícios; mas vós, que tudo podeis, ajudai-me; consagro-me inteiramente a vós e quero passar o resto de minha vida fazendo penitência por meus pecados.

Helena distribuiu todos os seus bens pelos pobres e principiou a fazer rigorosa penitência. Atormentavam-na terríveis tentações, mas bastava encomendar-se à Mãe de Deus para ficar vitoriosa. Chegou a receber muitas graças sobrenaturais, visões, revelações e profecias. Finalmente quando foi de sua morte, da qual tinha sido avisada, veio a Santíssima Virgem com seu Filho visitá-la. E morrendo, foi vista a alma desta pecadora em forma de belíssima pombinha voar para o céu.


fonte: trecho retirado por Jefferson Roger do livro Glórias de Maria por Santo Afonso Maria de Ligório
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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Má confissão


Conta Santo Afonso, um fato acontecido na Inglaterra, quando ali dominava a religião católica. O rei Anguberto tinha uma filha que, por sua beleza, fora pedida em casamento por muitos príncipes. Mas a princesa recusou terminantemente, pois fizera voto de castidade. O pai pediu para ela dispensa em Roma, mas a filha ficou firme no propósito de não se casar, dizendo que não queria outro esposo senão Jesus Cristo; e ao mesmo tempo pedia ao pai a permissão de viver afastada do mundo.

O pai, que a estimava muito, condescendeu, dando-lhe uma casa e corte convenientes. Começou então uma vida santa de oração, jejum e penitências; frequentava os sacramentos e muitas vezes ia prestar serviços aos doentes de um hospital vizinho. Nesse teor de vida morreu, apesar dos seus verdes anos.

Certa vez uma senhora, que tinha sido sua criada, ouviu durante a oração da noite, um rumor estranho, e depois viu aparecer subitamente uma alma em figura de mulher, no meio do fogo e acorrentada entre muitos demônios, que se apresentou assim:

- Eu sou a infeliz filha de Anguberto.
- Como?! Perguntou assustada a criada, vós, condenada após uma vida tão santa?

Replicou a alma:

- Fui justamente condenada por minha culpa. Sendo ainda criança, tive a desgraça de cair num pecado desonesto. Fui confessar-me, mas a vergonha fechou-me a boca e em vez de revelar candidamente o meu pecado, eu o cobri de jeito que o confessor nada compreendeu, e cometi um sacrilégio. Depois, comecei a fazer penitências, a dar esmolas, para que Deus me perdoasse, mas sem confissão. Na hora da morte disse ao confessor que eu tinha sido uma grande pecadora. O padre, ignorando o meu estado, respondeu-me que devia repelir esse pensamento como uma tentação. Logo depois expirei e fui condenada, para sempre, às chamas do inferno.

E dizendo isto, desapareceu, mas com tanto estrépito que parecia derrubar a casa, e deixando no quarto um mau cheiro insuportável, que durou por muitos dias.


fonte: trecho retirado do livro O inferno existe - Padre André Beltrami por Jefferson Roger
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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Servos ou Escravos


Do que Jesus é para nós. concluímos que não nos pertencemos, como diz o apóstolo (1 Cor 6,19), e sim a Ele, inteiramente, como seus membros e seus escravos, comprados que fomos por um preço infinitamente caro, o preço de seu sangue. Antes do batismo o demônio nos possuía como escravos, e o batismo nos transformou em escravos de Jesus Cristo e só devemos viver, trabalhar e morrer para produzir frutos para o homem-Deus (Rm 7,4), glorificá-lo em nosso corpo e fazê-lo reinar em nossa alma, pois somos sua conquista, seu povo adquirido, sua herança. Pelo mesmo motivo o Espírito Santo nos compara, conforme Sl 1,3; Jo15,1; 10,11; Mt 13,3,8:
1º - a árvores plantadas ao longo das águas da graça, nos campos da igreja, árvores que devam dar seus frutos no tempo adequado;

2º - aos galhos de uma videira de que Jesus Cristo é o tronco, e que devem produzir boas uvas;

3º - a um rebanho cujo pastor é Jesus, e esse rebanho deve multiplicar-se e dar leite;

4º - a uma boa terra de que Deus é o lavrador, e na qual a semente se multiplica, rendendo trinta, sessenta, cem vezes mais. Jesus amaldiçoou a figueira estéril (Mt 21,19) e declarou condenado o servo inútil que não fizera valer o seu talento (Mt 25,24-30). Tudo isso nos prova que Jesus Cristo quer receber alguns frutos de nossas mesquinhas pessoas: quer receber nossas boas obras, porque as boas obras lhe pertencem exclusivamente: Criados em Jesus Cristo para boas ações (Ef 2,10). Essas palavras do Espírito Santo mostram que Jesus Cristo é o único fim de todas as nossas boas obras, e que devemos servi-lo não somente como servidores assalariados, mas como escravos de amor. Explico-me.

Há duas maneiras, aqui na terra, de alguém pertencer a outrem e de depender de sua autoridade. São a simples servidão e a escravidão, donde a diferença que estabelecemos entre servo e escravo.
Pela servidão, comum entre os cristãos, um homem se põe a serviço de outro por um certo tempo, recebendo determinada quantia ou recompensa.
Pela escravidão, um homem depende inteiramente de outro durante toda a vida, e deve servir a seu senhor, sem esperar salário nem recompensa alguma, como um dos animais sobre que o dono tem direito de vida e morte.

Há três espécies de escravidão: por natureza, por constrangimento e por livre vontade. Por natureza, todas as criaturas são escravas de Deus (Sl 23,1). Os demônios e os réprobos são escravos por constrangimento; e os justos e os santos o são por livre e espontânea vontade. A escravidão voluntária é a mais perfeita, a mais gloriosa aos olhos de Deus, que olha o coração (1 Rs 16,7), que pede o coração (Pr 23,26) e que é chamado o Deus do coração (Sl 72,26) ou da vontade amorosa, porque, por esta escravidão, escolhe-se, sobre todas as coisas, a Deus e seu serviço, ainda quando não o obriga a natureza.

A diferença entre um servo e um escravo é total:

Um servo não dá a seu patrão tudo o que é, tudo o que possui ou pode adquirir por outrem ou por si mesmo; mas um escravo se dá integralmente a seu senhor, com tudo o que possui ou possa adquirir, sem nenhuma exceção.
O servo exige salário pelos serviços que presta a seu patrão, o escravo, porém, nada pode exigir, seja qual for a assiduidade, a habilidade, a força que empregue no trabalho.
O servo pode deixar o patrão quando quiser, ou ao menos quando expirar o tempo de serviço, mas o escravo não tem esse direito.
O patrão não tem sobre o servo direito algum de vida e morte, de modo que, se o matasse como mata um de seus animais de carga cometeria um homicídio; mas, pelas leis, o senhor tem sobre o escravo o poder de vida e morte de modo que pode vendê-lo a quem o quiser, ou matá-lo, como, sem comparação, o faria a seu cavalo.
O servo, enfim, só por algum tempo fica a serviço de um patrão, enquanto o escravo o é para sempre.
Só a escravidão, entre os homens, põe uma pessoa na posse e dependência completa de outra. Nada há, do mesmo modo, que mais absolutamente nos faça pertencer a Jesus Cristo e a sua Mãe Santíssima do que a escravidão voluntária, conforme o exemplo do próprio Jesus Cristo, que, por nosso amor, tomou a forma de escravo (Fl 2,7), e da Santíssima Virgem, que se declarou a escrava do Senhor (Lc 1,38). O apóstolo honra-se várias vezes em suas epístolas com o título de servi Christi. A sagrada escritura chama muitas vezes os cristãos de servi Christi, e esta palavra servus, conforme a observação acertada de um grande chamado Henri-Marie Boudon, significava, outrora, apenas escravo, pois não existiam servos como os de hoje, e os ricos só eram servidos por escravos ou libertos. É para que não haja a menor dúvida de que somos escravos de Jesus Cristo, o Concílio de Trento usa a expressão inequívoca mancipia Christi, e no-la aplica: escravos de Jesus Cristo. Isto posto:

Digo que devemos pertencer a Jesus Cristo e servi-lo, não só como servos mercenários, mas como escravos amorosos, que, por efeito de um grande amor, se dedicam a servi-lo como escravos, pela honra exclusiva de lhe pertencer. Antes do batismo, éramos escravos do demônio; o batismo nos fez escravo de Jesus Cristo. Importa, pois, que os cristãos sejam escravos ou do demônio ou de Jesus Cristo.

O que digo absolutamente de Jesus Cristo, digo-o também da Virgem Maria, pois Jesus Cristo, escolhendo-a para sua companheira inseparável na vida, na morte, na glória, em seu poder no céu e na terra, deu-lhe pela graça, relativamente à sua majestade, os mesmo direitos e privilégios que Ele possui por natureza. Tudo que convém a Deus pela natureza, convém a Maria pela graça, dizem os santos. Assim, conforme este ensinamento, pois que ambos tem a mesma vontade e o mesmo poder, tem também os mesmos súditos, servos e escravos nos comenta São João Damasceno e atentemos caros leitores ao detalhe: relativamente.

Podemos, portanto seguindo a opinião dos santos e de muitos doutos, dizer-nos e fazer-nos escravos da Santíssima Virgem, para deste modo nos tornarmos mais perfeitamente escravos de Jesus Cristo nos recorda Santo Ildefonso. A Santíssima Virgem é o meio de que Nosso Senhor se serviu para vir a nós e é o meio de que nos devemos servir para ir a Ele, nos exortam Santo Agostinho e São Boaventura. Bem diferente é ela das outras criaturas, as quais, se a elas nos apegarmos, poderão antes nos afastar que nos aproximar de Deus. A mais forte inclinação de Maria é nos unir a Jesus Cristo, seu divino Filho; e a mais forte inclinação do Filho é que vamos a Ele por meio de sua Mãe Santíssima. E isto é para Ele tanta honra e prazer, como seria para um rei honra e prazer, se alguém, para tornar-se mais perfeitamente seu escravo, se fizesse escravo da rainha. Eis por que os Santos Padres, e São Boaventura com eles, dizem que a Santíssima Virgem é o caminho para chegar a Nosso Senhor.


fonte: trecho retirado do livro Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem - São Luís Maria Grignion de Monfort por Jefferson Roger
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terça-feira, 22 de setembro de 2015

Sedes imitadores de Cristo


Assim nos recorda São Paulo em sua carta aos Coríntios. Ele, o Cristo que é o caminho, a verdade e a vida deixou bem claro em seus ensinamentos no evangelho, e em seus exemplos que precisamos sempre "pensar como Jesus pensou, agir como Jesus agiu, sorrir como Jesus sorriu, para sempre chegarmos ao fim do dia e podermos entregar nossas obras, no ensaio diário para a morte, de tudo aquilo que fizemos durante o dia e isso inclui nossas faltas e omissões.

No século XIV, na Holanda, um padre que seguiu a ordem de Santo Agostinho, chamado Tomás, nascido em Kempen, que viveu 91 anos, destacou-se além de sua vida muito acética e plenamente regrada no evangelho, por suas obras deixadas através de alguns livros publicados. Entre eles o mais conhecido de todos chamado Imitação de Cristo. Tido para muitos como o melhor tratado de moral cristã, sendo considerado um perfeito compêndio da vida espiritual. De linguagem muito simples, objetiva e direta o livro é sem dúvida, depois da Bíblia, o mais admirável e popular livro que arrasta corações e milhares de almas já sentiram os maravilhosos efeitos de sua leitura, endossa sobre este o Arcebispo mártir Darboy.

O livro é dividido em 4 partes: parte I - Avisos úteis para a vida espiritual, parte II - Exortações à vida interior, parte III - Da consolação interior.

Neste artigo para reflexão, iremos colocar a o capítulo 7 da primeira parte que tem como título: "Como devemos fugir à vã esperança e presunção".

1- Insensato é quem põe sua esperança nos homens ou nas criaturas. Não te envergonhes de servir a outrem por Jesus Cristo, e ser tido como pobre neste mundo. Não confies em ti mesmo, mas põe em Deus tua esperança. Faze de tua parte o que puderes, e Deus ajudará tua boa vontade. Não confie em tua ciência, nem na sagacidade de qualquer vivente, mas antes na graça de Deus, que ajuda os humildes e abate os presunçosos.
2- Se tens riquezas, não te glories delas, nem dos amigos, por serem poderosos, senão em Deus, que dá tudo, além de tudo, deseja dar-se a si mesmo. Não te desvaneças com a airosidade ou formosura de eu corpo, que com pequena enfermidade se quebranta e desfigura. Não te orgulhes de tua habilidade ou de deu talento, para que não desagrades a Deus, de quem é todo bem natural que tiveres.
3- Não te reputes melhor que os outros, para não seres considerado pior por Deus, que conhece tudo que há no homem. Não te ensoberbeças pelas boas obras, porque os juízos dos homens são muito diferentes dos de Deus, a quem não raro desagrada o que aos homens apraz. Se em ti houver algum bem , pensa que ainda melhores são os outros, para assim te conversares na humildade. Nenhum mal te fará se te julgares inferior a todos; muito, porém, se a qualquer pessoa te preferires. De contínua paz goza o humilde; no coração do soberbo, porém, reinam inveja e iras sem conta.


fonte: trecho retirado do livro Imitação de Cristo por Jefferson Roger
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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

O olhar de Deus


Deus não faz distinção de pessoas (At 10,34)

Em toda a história da humanidade encontramos muitos relatos e acontecimentos que insistem em colocar na crista da onda algumas verdades sobre o comportamento humano que trazem à tona uma triste constatação: o caráter seletivo do homem.

Sempre se está a selecionar alguma coisa e o que é pior, a selecionar alguém. Tomemos, todavia um pouco de cuidado com o tema, pois nem todo o processo de seleção é maléfico, pois de tudo depende a natureza da coisa. Exemplifiquemos tomando por base a realidade do pecado, sobretudo do pecado do adultério.
É preciso aqui lembrarmos que o pecado é uma realidade espiritual, com maior ou menor participação do corpo, mas é uma realidade espiritual. Olhemos para um homem e uma mulher tendo relações sexuais em santo matrimônio e o ato sexual realizado pela prostituta com algum parceiro.
O ato físico em si, que as duas mulheres estão a fazer não tem diferença porém, porque um é pecado e o outro não?

Por causa da natureza da coisa pois o pecado brota do coração, assim ensinou Jesus.

Pois bem, é preciso portanto e isso também é um mandamento de nosso Senhor Jesus Cristo, amar uns aos outros, mas não com qualquer amor e sim com aquele amor que Ele teve e tem por nós, ao ponto de Se entregar por nós livremente na cruz para que possamos ter a vida eterna. Precisamos sim, "selecionar" qual caminho seguir, "selecionar" as atitudes a tomar, "selecionar" as escolhas que agradam a Deus. Só que aqui existe um grande probleminha para o homem. Ser como Deus quer, fazer o que Lhe agrada significa reconhecer a petição do Pai Nosso, "seja feita a Vossa vontade". Para muitos isso é de estremecer, pois se Deus existe e me criou, eu sou para Ele, eu não me pertenço.

Como disse Jesus ninguém pode servir a dois senhores e portanto, mesmo em nosso livre arbítrio é preciso entendermos que somos livres para fazer a Sua vontade e não nos deixarmos escravizar pelo mundo.


Pois assim como o mundo nos quer escravizar, nossa opção por ele, o mundo, ofende muito a Deus, muitas vezes nos conduz ao pecado, contra Deus e contra o próximo e nos afasta do caminho da retidão. O pecado é "pintado" como "belo" e isso envenena a nossa alma afastando a caridade e o amor ao próximo e recordemos: são ensinamentos de Jesus.

É fácil nos dedicarmos a assistir por 1 hora um programa de tv, ou ficarmos por esse mesmo tempo em frente ao computador, tablet ou smartphone. Ahh, como é fácil frequentar lugares com pessoas bonitas, de boa aparência, lugares chiques e agradáveis, viajar, ir a bosques e parques, tomar sorvete, correr, andar ou nadar na praia brincando com os amigos. Como a vida é boa e cheia de alegrias.

E tudo isso é verdade, mas também é verdade que não só existe alegria, mas também existe felicidade.

Na carta aos Filipenses 2,4 está escrito "tenha em vista os interesses dos outros" e em Atos dos Apóstolos 20,35 diz, "existe mais alegria em dar do que em receber". Isso não nos parece familiar? Se você querido leitor vê alguma semelhança com o AMOR acertou em cheio, pois quem ama se preocupa com o que é importante para o outro e se satisfaz vendo o bem do próximo. Outra semelhança? Verdade, assim fez e nos ensinou Jesus!

Portanto é preciso como diz São Paulo, sermos imitadores de Cristo. Precisamos ter um olhar como o olhar de Deus, que não faz distinção de pessoas.

Não digamos que estamos sem tempo agora, não olhemos para alguém que quer atravessar a rua com indiferença esperando que alguém vai ajudá-lo. Não esperemos que alguém ajude o idoso ou o cego em alguma travessia. Se ficarmos esperando que alguém faça algo, saibamos que alguém fará, mas saibamos também que o bem que poderíamos fazer e não o fizemos é um mal maior do que o próprio mal praticado. Jesus quando passou pela terra não negou ajuda a ninguém, não esperou que alguém fizesse, quem o procurou encontrou o que buscava.

Sejamos como Jesus e Maria, dos quais nunca se ouviu dizer que quem os procurou tenha ficado sem amparo. Nossos caminhos se cruzam e não devemos fazer aos outros o que não gostaríamos que fizessem a nós. Nossas diferenças e nossos variados dons e virtudes nos foram dados por Deus da maneira como Lhe aprouve para que necessitássemos uns dos outros, para aprender a crescer espiritualmente e darmos valor às coisas que não passam.

fonte: Jefferson Roger
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Nasceu sem olhos


Richie tem 3 meses, nasceu sem olhos e está fazendo muita gente enxergar mais longe.

Uma história arrebatadora de esperança, coragem e garra!

O pequeno Richie Lopez tem 3 meses de idade, vive no Arizona, Estados Unidos, e sua mãe, Kelly Lopez, conta que teve uma gravidez perfeitamente normal, sem quaisquer problemas identificados no ultrassom.

Richie, porém, nasceu sem os olhos.

O recém-nascido parecia não conseguir abrir os olhos. A preocupação da mãe crescia hora a hora. Os funcionários da maternidade tentavam tranquilizá-la dizendo que, provavelmente, Richie não os abria porque seu rostinho ainda estava um pouco inchado após o parto.

A notícia chocante só veio 13 dias depois, confirmada pela ressonância magnética: Richie não tinha os olhos!

"Ficamos todos chocados", conta a mãe. "O primeiro pensamento foi: como é que isso aconteceu? E por que não notamos antes?".


A família ainda não tem todas as respostas para este caso extremamente raro.

Quando Richie fez sete semanas, foram aplicados extensores especiais sob suas pálpebras, para preservar o espaço dos globos oculares e permitir que, quando o bebê cresça um pouco mais, possa usar próteses.

Os extensores foram fixados com leves pontos de sutura, mas o pequeno Richie, que é um bebê vivaz, conseguiu tirá-los e jogá-los no chão. Um dos dois extensores nem sequer foi encontrado: o cachorrinho da família pode tê-lo engolido... O outro foi recolocado pela mãe, Kelly, que notou o seu desaparecimento ao amamentar o pequeno em plena madrugada. Ela foi seguindo as instruções dadas por telefone pelo médico que atendeu ao seu telefonema de emergência às 2 da manhã!

"Eu fiquei apavorada, mas sabia que o Richie precisava e eu não tinha escolha! Fui seguindo as orientações do médico e consegui recolocar o extensor".

A família de Richie o acolheu com uma atitude muito positiva, mas está tendo que lidar com os comentários insensíveis de estranhos em público...

Os médicos informam que, embora sem os olhos, Richie desenvolveu os nervos ópticos, o que dá esperança de que ele possa enxergar algum dia.

Richie já está em um programa de educação especial para crianças com deficiência visual e se diverte com brinquedos adequados para essa educação. A família tem certeza de que o futuro de Richie vai ser desafiador, mas cheio de vida!

O amor triunfou mais uma vez! A fé e a esperança estão transformando uma provação numa experiência maravilhosa!

Força Richie! Continue sorrindo!


adaptado da fonte: aleteia.org
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As mãos...


A vida nos deixa marcas. Nossos corpos frequentemente sinalizam os efeitos do tempo. Sobretudo se tratarmos dele em desacordo com sua natureza criada. Ou seja, cometendo excessos. Ao olharmos para uma pessoa podemos facilmente enxergar os traços deixados pelos seus hábitos de vida e por todas as escolhas que fez durante sua trajetória.

Nosso corpo, feito para suportar certa carga de atividade, se submetido aos excessos vai armazenando esse estresse para lá na frente nos apresentar a fatura.

O peso da idade é algo que atinge a todos. É fato comprovado e que devemos compreender, aceitar para sabermos conviver com isso nesta etapa de nossa existência. Os anos vem e a vitalidade vai, levando com ela muitos aspectos que aos poucos vão deixando de ser uma realidade presente em nossas vidas. Realidades que aos poucos vão sendo substituídas por novas verdades.

Isso, que não é novidade para ninguém causa grande preocupação para muitos, e diga-se de passagem, uma preocupação desnecessária enquanto tentativa de evitar o inevitável. Não se trata aqui dos hábitos saudáveis e boas práticas de vida para se passar pelas etapas do processo de maneira mais amena, e sim daquelas atitudes que mascaram o presente em um momento que se tenta eternizar. Se tenta porque cirurgias plásticas e outras atitudes que tentam inutilmente ir contra o desígnio da natureza, lembrando que esse desígnio vem de Deus, só alimentam falsas alto estimas que lá na frente se transformarão em frustrações, quando não em mais problemas.

Mas, e as marcas da vida deixadas no coração? Deixadas na mente e na alma?

O que se passa em nosso interior é sabido apenas por Deus e por quem mais quisermos revelar.

Mãos calejadas, mãos enrugadas demonstram sinal de trabalho e idade avançada. E nosso interior? Muitas vezes ferido, maltratado ou machucado? São marcas que cicatrizam, definem nossa personalidade e nossa trajetória rumo aos céus pois nossas escolhas nos trazem o que plantamos. Que possamos refletir nessa verdade:

Vemos as aparências e as vezes caímos na vaidade de sustentá-la investindo nela. Mas Deus vê nosso coração, qual é a aparência dele para com nosso Criador? É um coração bom ou que se esforça para ser bom? Ou é um coração amargo e ressentido que não consegue perdoar?

Como se diz no ditado popular, quem vê cara não vê coração. Mas lembremos, Deus vê tudo e de lá, como nos ensina Jesus nos Evangelhos que brotam as atitudes pecaminosas que poderão nos afastar da salvação. O mundo prega as aparências, as modas, mas as verdades celestes são eternas. Façamos nossa escolha. Ou servimos a Deus ou o mundo, eis outro ensinamento de nosso Salvador.


fonte: Jefferson Roger
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Parece?

Como definimos se alguma coisa se parece com outra?

A resposta parece ser simples: Podemos comparar porque conhecemos o protótipo ou a coisa original.

Então por comparação sabemos que alguma coisa se parece com outra.

Mas, isso funciona com o que podemos ver até certo ponto. Funciona quando as variáveis envolvidas são conhecidas. E quando, porém, não podemos sem uma análise mais aprofundada determinar as variáveis?

Corremos o risco dos achismos. E se no lugar da "coisa" for uma "pessoa" então o cenário muda completamente e nossa maneira de agir "precisa" acompanhar essa nova natureza pois do contrário nossos achismos podem se transformar em preconceitos, mau juízo, discriminações e outras atitudes de prevalecimento.

E como nos ensina Jesus: "Entre vós não deveis ser assim".

Dentro dessas verdades é que devemos procurar manter esta essência. Procurar mostrar que as aparências possuem um pano de fundo. Sempre.

Não é possível pensar algo a respeito de alguém se com esse alguém eu não conversar, se não me inteirar do seu contexto de vida. Apontar e condenar culpados sempre é fácil, desde que eu não seja a vítima. Pensam assim os que estão no erro.

Recordemos os exemplos escolares. Quantas vezes alguma criança se isola no pátio da escola e muitos já vão tachando a pessoa por tímida? Mas quantos se aproximam para conversar com ela e quem sabe descobrir que precisa de um ombro amigo, está triste por alguma coisa que aconteceu em casa? Ou então ela é naturalmente quieta, gosta de ficar no recreio descansando sua cabeça e pensando em coisas que irá fazer quando chegar em casa? Não sabemos não é mesmo! Se não nos inteirarmos com ela as aparências serão apenas isso: aparências.

Este é um dos propósitos de nossa peregrinação. Levar as pessoas a refletirem sobre: o que estou fazendo, o que fazer, o que ainda não fiz e o que preciso deixar de fazer? Sobre nossas aparências sempre existe algo que as pessoas não conhecem e que nós não conhecemos das pessoas.

fonte: Jefferson Roger
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Um olhar vale mais...


Todos nós conhecemos um velho ditado que diz: "um olhar vale mais que mil palavras".

E não existe dúvida alguma que essa máxima popular é a mais pura verdade. Mas, nos questionemos a respeito das entrelinhas. Já sabemos que se alguém está triste, se alguém está contente, angustiado, sofrendo ou amargurado, rapidamente percebemos esses sentimentos no olhar de uma pessoa. Nos atentemos por um instante apenas no sentido da visão, pois sabemos que a linguagem corporal é um todo, o corpo "fala", transmite o que está na mente e no coração.

Vamos além refletindo um pouco sobre o olhar.

O olhar, janela da alma que transmite e também recebe do mundo tudo que o cerca. O olhar por onde também entram muitas tentações que nos afastam do bom caminho. E é neste olhar, sempre tão atento que devemos concentrar nossos esforços para sempre podermos levar ao próximo aquilo de melhor que tivermos para oferecer enquanto pessoas e filhos de Deus.

Nos aprimoremos a cada dia na arte de perceber no irmão a sua necessidade. Pode ser um ombro amigo, pode ser um auxílio, pode ser uma companhia, pode ser um pouco de esperança ou alegria, pode ser aquilo que o olhar está transmitindo e nem paramos na correria do dia a dia para enxergarmos.

As pessoas aprendem muito olhando; sejamos pois para elas, bons exemplos. Pois elas nos observam, nos assistem, nos acompanham com seus olhares clínicos, não deixando passar, na maioria das vezes, nenhum momento dos acontecimentos.

Eis aí a beleza de um artista, que expressa por meio de sua linguagem corporal uma história, um testemunho, uma verdade que liberta. Na arte da mímica, sequer uma palavra é dita. E nem é preciso, pois como Deus que tudo vê, um olhar vale mais que uma leitura, vale mais que um escutar, quem sabe vale mais que o olfato e o tato, não sendo nenhum destes menos importantes.

Lembremos sempre que nossas atitudes podem ter tanto valor, quanto o anseio de um coração que se alimenta daquilo que nossos olhos veem.

O mundo apela para o visual, utiliza muito os sentidos sempre numa tentativa de nos impor o que ele chama de certo e necessário.

Peçamos a Deus a graça de purificarmos a cada dia nosso olhar tornando-o santo, sem maldade ou malícia, livre das tentações para assim podermos sempre, com bons exemplos nos apresentarmos bem sobre esse olhar que vale mais.


fonte: Jefferson Roger
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Mimica


A palavra mímica vem de mímico, cuja origem vem do grego "mimikós" e do latim "mimicu", ambas significando "mímico".

Mímica é uma das formas de comunicação humana. Uma maneira de expressar o pensamento por meio de gestos, expressões corporais e fisionômicas.

E é dentro dessa definição sobre essa forma de comunicação que, buscamos refletir sobre as relações entre as pessoas e entre as pessoas e Deus.

Quando deixamos as palavras de lado precisamos "operar" com quatro sentidos. Não podemos mais falar então como poderemos expressar o que estamos pensando e sentindo?

Assim o fazem todos os dias pessoas que não falam e nem ouvem. Elas se expressam por meio de gestos, as palavras tomam forma em suas mãos e os sentimentos tomam forma em seus gestos e suas fisionomias.

Se você ainda não conversou com alguém assim, não participou de uma conversa assim ou mesmo pôde acompanhar de perto o faça. Não deixe pra depois.

Você irá perceber e dar valor a tudo que Deus lhe deu. E também irá dar valor a tudo que Ele não lhe deu aproximando-se do próximo como alguém que também é filho de Deus, assim como você.

Talvez a pessoa não enxergue, talvez não ande, talvez lhe falte alguma faculdade ou ainda, apenas não fale ou escute. Não importa. Ela tem muito a nos ensinar e muito a aprender. Os dons são distribuídos por Deus conforme sua vontade a cada um, para o bem de todos.

Observe que no dia a dia podemos também ser mímicos. As vezes estamos tristes e nem precisamos falar. As vezes estamos felizes e um sorriso estampado em nosso rosto nos diz tudo. Nem precisamos falar.

Dependendo de como apertamos a mão de alguém ou lhe damos um abraço, esse alguém vai sentir o que se passa em nosso coração e nossa mente.

Tenhamos pois a certeza de que, quando nos divertimos em uma apresentação teatral, assistindo a um bom filme, lendo um bom livro, conversando com os amigos,seja como for, essas são experiências que para nós podem passar despercebidas, mas para alguém elas são preciosas.

fonte: Jefferson Roger
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