Essa história de que Deus dá e Deus tira é bem conhecida do ser humano. De fato, se formos atribuir à ele os ganhos e perdas de nossas vidas durante nossas caminhadas, a coisa ganha uma dimensão bem grande. Dá muito pano pra manga quando afunilamos o assunto ao dizermos que Deus concede uma graça e depois, quando acha que deve, a retira. Sem dúvida, a compreensão humana desta vida nunca vai alcançar os entendimentos e razões divinas. É inútil tentar.
Se pensarmos que Deus dá uma graça quando a pessoa merece, mas depois a retira quando ela deixa de merecer, então tudo bem. Os pais não fazem isso? Vamos a um exemplo, o castigo de tirar um celular e devolver quando o período de penitência passar; isso é bem comum entre pais e filhos. Claro, não exemplifica bem o tema do artigo, mas é possível o leitor criar um raciocínio sobre uma linha de pensamento possível de ser praticada pelo autíssimo.
Mas, indo um pouco mais fundo, vejamos o caso do personagem bíblico Jó. Deus deu graças e bênçãos, depois tirou e por Jó não reclamar nem um pouco disso atribuindo a Deus toda a razão desta atitude, no final das contas, recebeu outras graças. Isso é um mistério para a mente humana que só iremos compreender plenamente depois da morte, na revelação divina. Sabemos disso pois foi Maria Santíssima que revelou em suas aparições: "agora vocês não entendem, mas no céu tudo vos será revelado".
Até lá, temos que fazer o nosso melhor e acreditar que quando Deus tira, tem os seus motivos, sabe que merecemos e faz para o nosso bem, por mais que nossa razão queira teimar o contrário. Afinal, temos que escolher: seguir Jesus Cristo e os mandamentos ou seguir o mundo e nossas vontades próprias. Quem se queixa para Deus reconhece sua pequenez e sua miséria, quem se queixa para do diabo, reconhece seu egoísmo.
Fonte: Jefferson Roger

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