quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Detalhes da agonia de Jesus

 

“Chegada a hora da Paixão de meu Filho, seus inimigos o prenderam dando-lhe golpes em seu pescoço e em seu rosto e, cuspindo nele, o escarneciam. Além de o despirem, prenderam suas mãos em uma coluna atando-as sem misericórdia e, assim, se encontrando com esta sorte, nu por completo, padeceu a vergonha de sua nudez.


Diante de seus amigos, seus inimigos que o cercaram e começaram a açoitar seu puríssimo e santíssimo corpo. Ao primeiro açoite, eu, que em espírito era a que mais estava perto Dele, caí por terra como morta e quando retornei a mim, vi seu corpo açoitado e ferido podendo ver os ossos de suas costas por entre as feridas. E, todavia, era mais cruel quando o açoitavam com uma corda, pois estes açoites arrancavam pedaços de sua carne deixando-a sulcada como uma terra arada.



Quando meu Filho estava entregue a esta sorte, todo banhado de sangue sem haver em todo seu corpo parte sã nem onde se pudesse dar um açoite mais, um homem chegou até os carrascos e, com nojo, lhes disse: “Querem matar este homem antes que ele seja julgado?” E, então, cortou as cordas que prendiam Jesus. Com as mãos livres, meu Filho se vestiu como pôde e vi o lugar onde estavam seus pés, todo cheio de sangue, foi deixando suas pegadas ensangüentadas, acompanhei todos os seu passos, porque ao andar deixava a terra empapada com seu sangue precioso.

Não lhe deram espaço para que se vestisse e, com grande pressa e empurrões, o levaram como um ladrão, com grande dificuldade Ele tentava limpar o sangue que tinha nos olhos. Depois de haverem-no condenado, puseram sobre seus ombros a cruz e, tendo-a levado um pouco, tomaram um outro para que o ajudasse. Enquanto meu Filho caminhava até o lugar onde havia de morrer, recebia golpes no pescoço e outros na face e eram golpes dados com tanta força e veemência que, assim, eu podia ouvir claramente os sons dos açoites. Ao chegar junto com Ele ao lugar de sua Paixão, vi todos os instrumentos com que haviam de dar-lhe a morte.

Assim meu Filho esteve ali, desnudou-se ele mesmo de suas vestes enquanto seus carrascos diziam: “Estas roupas são nossas e não tornará a colocá-las porque está condenado à morte”. Estando Ele completamente nu, recebeu de alguém que se encontrava por ali, um pano para que pudesse cobrir parte de seu corpo exposto, o qual fez com muita alegria. Depois, os cruéis sacerdotes lhe agarraram e o colocaram na cruz cravando a mão direita no buraco pelo qual fora feito e atravessando a mão Dele pela parte em que os ossos estão mais unidos; depois, atando cordas ao pulso da outra mão, esticaram seu braço com violência e pregaram da mesma maneira. Logo, também pregaram o pé direito e, sobre ele, o esquerdo com os cravos que, de tal modo, todos os seus nervos e veias se estenderam e rasgaram. Puseram a coroa de espinhos em sua santa cabeça e apertaram-na, de tal forma, que com o sangue que saía, seus olhos se encheram, seus ouvidos se obstruíram e toda sua barba foi afetada com o mesmo sangue que por ela corria.

Quando meu Filho, que se achava dessa maneira, cheio de sangue e cravado na cruz, compadecendo-se de mim que estava chorando junto a Ele, fitou os olhos cheios de sangue em João, meu sobrinho, e pediu-lhe que cuidasse de mim. Neste momento ouvi uns que diziam que meu Filho era ladrão. E ouvi outros ainda dizendo que era mentiroso e outros diziam que não havia outro homem mais digno de morte do que Ele e, com isso, minha dor se renovava. Mas, como lhe havia dito, ao primeiro golpe que deram no cravo que o pregaram, caí como morta, minha visão escureceu e meus pés tremiam e, por causa de tanta dor que sentia, não pude vê-lo até que terminaram de pregá-lo. Pus-me de pé e vi meu Filho pendurado na cruz como se fosse um miserável e eu, tomada por tal agonia, apenas podia ficar em pé e mais nada. Quando meu Filho me viu com seus amigos chorando inconsolavelmente clamou por seu Pai com voz chorosa e alta dizendo: “Pai, por que me abandonaste?”

Era como se dissesse: Não há quem tenha misericórdia de mim senão vós, meu Pai. Então, se puseram os olhos meio mortos, as bochechas afundadas na face e o semblante fúnebre, a boca aberta e a língua cheia de sangue, a barriga estava grudada nas costas como se no meio não tivesse entranhas. Todo seu corpo estava roxo e debilitado pelo sangue que havia derramado; seus pés e mãos abertos e estendidos se adaptavam a forma da cruz e eu podia ver seu cabelo e barba tomados pelo sangue. E, ainda assim, estando seu corpo tão maltratado e ferido, somente seu coração se mantinha vigoroso porque tinha uma excelente e robusta natureza, visto que de minha carne tomou um corpo muito puro e perfeitamente forte. Tinha uma pele tão terna e delicada que, por menor que fosse o golpe que recebesse, no lugar saía sangue, e este sangue era tão delicado que se podia vê-lo por sob sua pele como por um cristal.

E como meu Filho era de tão forte constituição fisiológica e de natureza, lutava a vida com a morte em seu dilacerado corpo; pois a dor de seus membros e nervos destroçados subia a seu robusto e incorrupto coração e o maltratava com indescritível dor e tormento e, em outras vezes, a dor de seu coração entrava por entre os membros dilacerados, com isso, se prolongava sua amarga morte. Tomado por tamanhas dores que não cessavam, viu chorosos seus amigos, os quais preferiram padecer aquela pena em si mediante seu auxílio e, até arder para sempre no inferno, do que vê-lo padecer de tal maneira.

A Paixão de meu Filho era a causa da dor de seus amigos e excedeu a toda a amargura e tribulação que sofreu tanto no corpo como no coração porque os amava muito ternamente. Então, com a demasiada aflição de seu corpo, clamou ao Pai de parte de sua humanidade dizendo: “Pai, em tuas mãos entrego meu espírito”. Quando eu, sua aflitíssima Mãe, ouvi estas palavras, tremeram todos os meus membros com amarga dor que atingiu fundo meu coração já doloroso e, quantas vezes eu pensava nestas palavras, soava como de novo em meus ouvidos.

Chegando a hora de sua morte, seu coração despedaçava-se por causa da violência das dores, todos os seu membros tremiam, a cabeça levantando-se um pouco, tornava a cair, a boca estava aberta e sua língua banhada toda em sangue. Suas mãos se fecharam de forma a ficar contraída, pois nela havia os cravos e, assim, seus pés sustentavam o peso de seu corpo. Seus dedos e braços se estendiam de certo modo e as costas faziam grande força na cruz. Chegando Ele a esse estado, disseram-me: “Maria, seu Filho já está morto”.

E outros me diziam: “Morreu, mas ele ressuscitará”. Depois que todos já tinham se despedido dele, veio um que cravou uma lança no lado de meu Filho com tanto vigor que quase saiu pelo lado oposto e ao tirar a lança, toda ela estava banhada de sangue. Parecia-me, então, que meu coração havia sido atravessado, assim como havia visto o que acabara de ser feito em meu caríssimo Filho. Desceram-no da cruz e o recebi em meus braços, sua aparência era senão de um leproso cadavérico; porque os olhos estavam já mortos e repletos de sangue, a boca fria como a neve, a barba eriçada, a face contraída, as mãos e os braços tão deslocados, que não se podia segurar e, assim, colocaram em cima de meu ventre.

Da maneira em que esteve na cruz, eu o tive em meus braços como um homem que recebera tormento em todo seu corpo. Envolveram-no em um lençol limpo e eu o sequei, com minhas roupas de linho, suas feridas, limpando suas chagas e fechando-lhe os olhos e a boca que em sua morte permaneceram abertos. E por último, O colocaram no sepulcro.”

“Ama-me de todo coração, pois eu lhe tenho amado tanto que com prazer me entreguei por você a meus inimigos por própria e livre vontade e minha Mãe e amigos entregaram-se juntos a uma amarguíssima dor e pranto. Quando vi a lança, os cravos e os açoites e os demais instrumentos de minha Paixão, ainda assim me coloquei a sofrer com alegria. Quando minha cabeça sangrava por todas as partes desde a coroação de espinhos, assim, então, meus inimigos se apoderaram de meu coração, preferiria que o fizessem e o despedaçassem ao ter que perdê-la. Portanto, você seria muito ingrata se, depois de tanta entrega, não me retribuísse com grande amor. Se minha cabeça foi perfurada e se inclinou por você na cruz, também sua cabeça deveria inclinar-se à humildade. Visto que meus olhos estavam ensangüentados e cheios de lágrimas, assim seus olhos devem apartar-se de todo e qualquer deleite carnal. E, da mesma forma que meus ouvidos cheios de sangue ouviram palavras injuriosas, assim afaste os seus de ouvir mentiras e futilidades. Porque minha boca foi forçada a beber vinagre, a sua estará fechada para o mal e aberta para o bem. Minhas mãos foram estendidas e atravessadas com os cravos, por isso suas obras, que são representadas pelas mãos, devem estender-se aos pobres e a cumprir meus mandamentos. Teus pés, isto é, os afetos com que você deve vir a mim, devem ser crucificados afastando-se de todos os deleites mundanos para que, assim, como eu padeci em todos os meus membros, de igual sorte, todos os seus se ocupem do meu serviço, porque dando-lhe mais graças que aos outros, quero que me sirva mais que a eles”.

“Quando meu Filho morreu, eu era uma mulher com o coração transpassado com cinco espadas. A primeira foi sua vergonhosa nudez. A segunda espada foi a acusação contra Ele, pois lhe acusaram de traição, de falsidade e de deslealdade. Ele, quem eu sabia que era justo e honesto e que nunca ofendeu e nem quis ofender a ninguém. A terceira espada foi sua coroa de espinhos que perfurou sua sagrada cabeça tão selvagemente que o sangue escorreu até sua boca, sua barba e seus ouvidos. A quarta espada foi sua voz fraca, prestes a morrer na cruz, com a qual gritou ao Pai dizendo: ‘Pai, porque me abandou?’ Era como se dissesse: ‘Pai, ninguém se apieda de mim, somente você’. A quinta lança que cortou meu coração foi sua amarguíssima morte. Seu preciossíssimo sangue se derramava tanto quanto espadas transpassavam meu coração. As veias de suas mãos foram perfuradas e a dor de seus nervos afetados chegava até seu coração e seu coração também se virava a recorrer as suas terminações nervosas. Seu coração era forte e vigoroso, ao ter sido dotado de uma boa constituição, isto fazia com que sua vida resistisse lutando contra a morte e que sua amargura se prolongasse ainda mais no cúmulo de sua dor. À medida que sua morte se aproximava e seu corpo chegava ao máximo ante tanta dor insuportável, de repente todo seu corpo se convulsionou e sua cabeça, que ia para trás a todo momento, pareceu erguer-se de uma maneira diferente. Abriu levemente seus olhos semifechados e por vez abriu sua boca de forma que pude ver sua língua ensangüentada. Seus dedos e braços, que estavam muito contraídos, se esticaram. 

Nada mais houve depois disso e, assim, entregou seu Espírito e sua cabeça abaixou-se sobre seu peito. Suas mãos correram um pouco em relação ao lugar das feridas e seus pés tiveram que suportar a maior parte do peso. Então, minhas mãos ficaram secas, meus olhos se fecharam em escuridão e meu rosto ficou pálido como a morte. Meus ouvidos não ouviam nada, meus lábios não podiam articular palavra alguma, meus pés não me sustentavam e meu corpo caiu ao chão. Quando me levantei e vi meu Filho com um aspecto pior que um leproso, lhe entreguei toda minha vontade, sabendo que tudo havia ocorrido segundo a sua e que nada disso teria sucedido sem que Ele não houvesse permitido. Dei-lhe graças por tudo e certo júbilo se misturou em minha tristeza porque vi que Ele, que nunca havia pecado e por seu grandiosíssimo amor, quis sofrê-lo todo pelos pecadores. Que estes que estão no mundo possam contemplar o que passei quando morreu meu Filho e que sempre o tenham em sua memória!”

“Maria falou: “Você deve refletir sobre cinco coisas, minha filha. Primeira, como todo os membros no corpo do meu Filho foi esticado na sua morte e como seu sangue esvaía e corria por cada membro de suas chagas enquanto estava sofrendo o esgotamento. Segunda, como Seu coração foi perfurado tão amargamente e sem misericórdia por aquele homem que enfiava a lança até que ela atingisse uma costela, e ambas as partes do coração estivessem na lança. Terceira, reflita sobre como Ele foi retirado da cruz! Os dois homens que o desceram fizeram uso de três escadas: uma alcançou seu pé, a segunda bem abaixo d
e seus braços e axilas, a terceira no meio de seu corpo. O primeiro homem subiu e O segurou pelo meio. O segundo puxou o prego da outra mão. Os pregos se estendiam pela trave mestra. Então o homem que estava segurando o peso do corpo desceu tão vagarosamente e cuidadosamente quanto podia, enquanto o outro homem subiu na escada que ia até os pés e puxou os pregos dos pés. Quando ele foi trazido ao chão um deles segurou o corpo pela cabeça e o outro pelos pés. Eu, sua Mãe, o segurei pela cintura. E, então, nós três o carregamos até uma pedra que eu tinha coberto com um lençol limpo no qual enrolamos Seu corpo. Eu não costurei o lençol, pois eu sabia que ele não decomporia na sepultura. Depois disso, veio Maria Madalena e outras Santas Mulheres. Anjos, também, tanto quanto os átomos do sol, estavam lá, demonstrando sua devoção ao seu Criador. Ninguém pode dizer quanta tristeza eu tinha naquele momento. Eu estava como uma mulher dando a luz e que tremia todos os membros de seu corpo após o nascimento. Embora ela mal pudesse respirar devido a dor, continuava alegrando seu coração o máximo que podia, porque sabe que a criança a qual deu a luz nunca mais voltará a mesma provação dolorosa que acabou de passar. Da mesma maneira, embora nenhuma tristeza possa ser comparada a minha tristeza por causa da morte do meu Filho, minha alma continuava se alegrando, pois eu sabia que meu Filho não morreria mais, porém viveria para sempre. Assim, minha tristeza foi misturada com uma medida de alegria. Eu realmente posso dizer que existe dois corações na sepultura que meu Filho foi enterrado. Não é dito que: ‘Onde seu tesouro está, também está seu coração? Da mesma forma, meu coração e minha mente estavam sempre na sepultura do meu Filho.

Fonte: adaptado de https://vashonorabile.blogspot.com

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As quinze dores secretas de Jesus

 
 

Esta devoção foi aprovada e recomendada pelo Sacro Colégio dos Cardeais e pelo Papa Clemente XII (1730-1740).

Estando piedosamente recolhida em oração, Irmã Maria Madalena, da Ordem de Santa Clara, que vivia em Roma e morreu em fama de santidade. Ela recebeu a visita de Nosso Senhor, dizendo que gostaria de revelar-lhe as quinze dores secretas de Sua Dolorosa Paixão.

“Minha querida filha! Peço-te que faças conhecidas de muitas almas estas Minhas angústias e dores secretas, a fim de que sejam meditadas e honradas. No Dia do Juízo Final Eu darei uma eternidade para aqueles que, por amor e com reconhecimento, Me tenham oferecido todos os dias os merecimentos de Meus Sofrimentos secretos, completando a oferta com a oração de Louvor e Reparação que segue:”

1. Amarraram os Meus pés com uma corda e arrastaram-Me por escada abaixo, para um porão fedorento e imundo.

Pai-nosso...

Ave-Maria...

Glória...

2. Eles Me despiram de Minhas roupas e apunhalaram-Me com pontas de ferro, cobrindo o Meu Corpo de chagas.

Pai-nosso...

Ave-Maria...

Glória...

3. Eles amarraram uma corda em volta do Meu Corpo e Me arrastaram para a frente e para trás no chão do porão.

Pai-nosso...

Ave-Maria...

Glória...

4. Eles Me prenderam a um pedaço de madeira e nela Me deixaram suspenso, até que escorregasse e caísse por terra. Chorei lágrimas de sangue por causa dessa dor.

Pai-nosso...

Ave-Maria...

Glória...

5. Eles Me amarraram a uma estaca e martirizaram-Me com todas as espécies de armas, varando-Me o Corpo, atirando-Me pedras e queimando-Me com brasas e tochas.

Pai-nosso...

Ave-Maria...

Glória...

6. Eles Me perfuraram com furadores e varas e arrancaram a pele e a carne do Meu Corpo e das Minhas veias.

Pai-nosso...

Ave-Maria...

Glória...

7. Eles Me amarraram a uma coluna e colocaram os Meus pés sobre uma chapa metálica incandescente.

Pai-nosso...

Ave-Maria...

Glória...

8. Eles me coroaram com uma coroa de ferro e vedaram os Meus Olhos com trapos repugnantes.

Pai-nosso...

Ave-Maria...

Glória...

9. Eles Me sentaram em uma cadeira cheia de pregos pontiagudos que abriram buracos profundos em Meu Corpo.

Pai-nosso...

Ave-Maria...

Glória...

10. Eles regaram Minhas feridas com chumbo fundido e piche e Me empurraram da cadeira abaixo.

Pai-nosso...

Ave-Maria...

Glória...

11. Eles colocaram agulhas e pregos nos buracos da Minha barba, já violentamente arrancada, para me envergonhar e me atormentar.

Pai-nosso...

Ave-Maria...

Glória...

12. Eles me jogaram em uma cruz, à qual Me amarraram com tanta força e dureza que estive a ponto de ser asfixiado.

Pai-nosso...

Ave-Maria...

Glória...

13. Eles espinharam-Me a Cabeça. Um deles pôs-Me o pé sobre o peito e atravessou-Me a língua com um espinho de Minha coroa.

Pai-nosso...

Ave-Maria...

Glória...

14. Eles derramaram as mais horríveis imundícies em Minha boca.

Pai-nosso...

Ave-Maria...

Glória...

15. Eles usaram as palavras e expressões mais vergonhosas sobre Mim, amarraram Minhas mãos nas Minhas costas, conduziram-Me para fora da prisão com muitos golpes e vergastando-Me muitas vezes.

Pai-nosso...

Ave-Maria...

Glória...

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Oração de Louvor e Reparação

“Meu Senhor e meu Deus! É minha vontade irrevogável honrar-Vos e adorar-Vos por todas as Vossas dores secretas e pelo derramamento do Vosso Sangue. Quantos grãos de areia haja no mar, grãos de terra nos campos, rebentos de erva em toda a terra, frutos nas árvores, folhas nos ramos, flores nos campos, estrelas no firmamento, Anjos no Céus e criaturas sobre a terra, tantas milhares de vezes sejam adorados e glorificados o Senhor Jesus Cristo, o Seu Santíssimo Coração, o Seu preciosíssimo Sangue, o Sacrifício Divino da Santa Missa e o Santíssimo Sacramento do Altar.

Sejam louvados e glorificados a Santíssima Virgem Maria, os noves coros gloriosos dos Anjos e a multidão dos Santos, por mim e por todos os homens, agora e por toda a eternidade. Tantas vezes eu desejo, meu bem amado Jesus, agradecer-vos, servir-vos, agradecer-vos, reparar todos os ultrajes que Vos são feitos e pertencer-Vos de corpo e alma. Quero, muitas vezes, arrepender-me dos meus pecados e pedir-vos, ó meu Deus, perdão e misericórdia. Quero também oferecer a Deus Pai os Vossos méritos infinitos, em reparação das minhas faltas, dos meus pecados e pelos meus tão merecidos castigos. Estou firmemente decidido a mudar de vida e peço-Vos que, a hora da minha morte, me sinta feliz e em paz.

Quero também rezar pela libertação das pobres almas do Purgatório. Desejo renovar fielmente este louvor de reparação e amor, em cada hora do dia e da noite, até ao último instante da minha vida.

Peço-Vos, meu bom e amabilíssimo Jesus, que confirmeis no Céu este meu sincero desejo. Não consintais, Jesus, que ele seja destruído pelos homens, e muito menos ainda, pelo espírito maligno."

Amém

Pai-nosso...

Ave-Maria...

Glória...

 Fonte: adaptado de https://fundacao-ais.pt/ 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Orações duvidosas

Pedi e recebereis, buscai e achareis, batei e vos será aberto, vigiai e orai sem cessar, Deus acolhe quem o procura com um coração sincero, ele vê no oculto do coração, tudo que pedirdes na oração, peça com fé, sem duvidar, como se já tivesse recebido. Aquilo que escolheres vos será dado.

Essas são afirmações bíblicas encontradas nas sagradas escrituras. Sobre elas a pessoa precisa adotar um posicionamento, uma postura. Ou crê e supera sua razão com a fé, ou fica muito abaixo do que ela pode conceder porque a razão impede a pessoa de se relacionar intimamente com Deus. A razão tenta o sujeito a questionar a eficácia da oração, isso porque reza achando que é uma obrigação de Deus atender quem reze. Ele, que sabe do que precisamos antes mesmo que peçamos, não se faz surdo, mas sempre vê no ato de orar uma oportunidade para aumentar a fé das pessoas.

Sabe-se de graças, na história da humanidade, que levaram muito tempo, algumas, anos para serem alcançadas, algumas até uma vida inteira. Sobre isso Jesus vai ensinar na parábola do juíz e da viúva que a oração precisa ser insistente, não no sentido de forçar Deus a atender, mas no sentido humildemente mostrar para ele o quanto essa intenção, pedida na oração, de fato se quer. Não é um pedido simples, passageiro ou superficial, é um pedido sério e sincero que ao Deus do impossível foi dirigido. Pedido este que será atendido, pois, do contrário, toda a sagrada escritura seria uma mentira, Jesus seria um mentiroso, Deus também. E para aqueles de nós que ainda assim, encontram argumentos para justificar que as coisas não são bem assim, vale lembrar de outra passagem bíblica onde se diz que não sabemos pedir como convém.

Por isso muitas orações não são atendidas, não pedimos como convém, mesmo Jesus tendo nos ensinado, mesmo as sagradas escrituras tendo nos ensinado, mesmo o próprio Deus tendo explicado como precisamos rezar,  ainda assim, muitos de nós agem como negociadores comportando-se como se Deus fosse um prestador de serviços. Uma atitude assim só demonstra o quão duvidosa é a atitude da pessoa.

Fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Blasfêmia em Viena

Há poucas semanas noticiamos o descaso de um museu de arte em Viena, na Austrália, que colocou em seus espaços uma exposição que utiliza a temática religiosa para defender uma ideia de que é possível a arte expressar sua opinião sem ofender a fé das pessoas.
A situação gerou muita polêmica, como sempre; afinal, o tema do sagrado é algo muito sério para muitas pessoas. Quem acredita em Deus, optou por seguir Jesus Cristo, tem fé em toda a reta ortodoxia doutrinal, fica muito ofendido e transtornado quando pessoas descrentes invadem um território que visualizam com uma importância diferente ou se quer isso.
Em um momento como este, as pessoas se sentem como o apóstolo Paulo que professa unir os seus sofrimentos aos de Cristo na cruz. A ideia por trás disso consiste em sofrer as dores, por compaixão, em relação a quem se gosta.
Foi justamente neste espírito que os católicos se reuniram em frente ao museu austríaco para realizarem uma obra de reparação pelas ofensas cometidas contra os cristãos e também para protestar pedindo o fim da exposição. Quando Jesus disse que por ocasião de sua segunda vinda, por acaso iria encontrar alguma fé nas pessoas, a resposta é sim. Existem cristãos sim, que não se envergonham de demonstrarem publicamente sua fé em Jesus Cristo. Que todos nós sejamos assim, pois, foi para isso que fomos crismados.

Fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 2 de dezembro de 2025

MimiPai e MimiFilha 2.0

 


Era o ano de 2012 e eu começaria minhas apresentações teatrais em Curitiba, de forma social e voluntária. O objetivo sempre foi alegrar e informar, levando em pequenos momentos, poucos minutos, mensagens que levem as pessoas a refletirem naquilo que são, naquilo que fazem e em suas relações interpessoais e com Deus. O que foi começado sozinho, depois de um tempo contou com a participação de minha filha mais velha.

Fizemos desde pequenas apresentações até grandes atuações em auditórios.

Com baixos recursos mas uma boa dose de planejamento e criatividade uma coisa nunca faltou: a confiança um no outro durante a atuação. Cada um sabia o que tinha que fazer, mas sabia que o outro não o deixaria na mão realizando sua parte como ensaiado e combinado. Confiança.

Embora nossas apresentações se destinam ao público, sempre adotamos uma regrinha básica para que as coisas não saiam errado: temos que nos concentrar na mensagem que queremos passar e não nas pessoas. O saldo virá e será uma consequência de nossas escolhas anteriores e do tempo que nos dedicamos ensaiando.

Este ano, minha segunda filha, a mais nova, fez sua estreia; é como dizem, a fruta não cai longe do pé. Aos dez anos de vida a Sofia não deixou por menos e contracenou comigo -- o pai dela -- diante de uma plateia de maioria desconhecida. Foi um sucesso, graças ao seu preparo e orientação. Assim tem que ser entre pais e filhos, que aqueles sirvam de inspiração e motivação para estes, ensinando-os os caminhos corretos nas mais diversas áreas da vida inclusive e principalmente, aqueles caminhos que precisam ser pautados na palavra de Deus.

Fonte: Jefferson Roger



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Trinta anos


Pois é, isso mesmo que você leu; faz trinta anos que estou com a mesma pessoa, somando namoro, noivado e casamento. No dia um de dezembro de mil, novecentos e noventa e cinco começaria minha história com essa mulher. O meu alicerce aqui na terra, que me ama acima dos meus defeitos e imperfeições. Seu cuidado para comigo sempre foi além do merecido por mim e eu, retribuí na maioria das vezes, muito abaixo do merecido por ela. Faço o melhor que posso, mas é muito pouco porque posso quase nada.


No entanto, agradeço todos os dias por ela, pelas minhas duas filhas e pela família que formamos. Hoje em dia a cultura e os conceitos do mundo veem isso de uma maneira bem diferente, mais "moderna". Não sei onde se encaixa essa necessidade de modernismo pagão. Já que o que é certo é certo e o que é errado é errado, em termos de relacionamento pautado na palavra de Deus, adotar modernidades e novas formas de ver os relacionamentos é a receita certeira do fracasso.


Pessoas nos perguntam se ainda estamos casados, se estamos casados com a mesma pessoa, se admiram pelo tempo que estamos juntos mas as coisas param por aí. Nós procuramos ser imitadores do Cristo (1 Coríntios 11,1), não existe fórmula mágica e sim doação, respeito e amor. Todo mundo sabe que não é fácil, mas, infelizmente, a maioria abriu mão dessa forma de santificação que é o matrimônio para ficar apenas no campo da superficialidade e das relações passageiras com fins egoístas.


Para mim é uma grande alegria poder olhar para trás e poder olhar para minha vida e enxergar que estou onde estou e sou o que sou graças a Deus e a minha família. É preciso aceitar o casamento com tudo que ele tem incluso. E olha que ele tem de tudo; desafios, tribulações, dificuldades, mas também está recheado de coisas boas. E com o tempo não se permanece casado por comodidades ou por se evitar problemas com separações; se permanece casado porque não se vive mais sem a pessoa amada e tudo na vida que está ligado a ela. O amor se transforma mas não termina, assim é como me sinto: um homem casado e feliz com essa mulher que me proporciona tudo que preciso na vida.

Fonte: Jefferson Roger

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